sábado, 26 de janeiro de 2013

Srs. Pastores, Não Trabalhem Sozinhos. Duas Cabeças Ainda Pensam Melhor Que Uma.


O modelo de liderança isolada numa presidência, senhor de todo poder, é a pior forma de administração para uma igreja. Esta forma de conduzir o rebanho impõe uma grande carga sobre os ombros do pastor e traz mais malefícios que benefícios para a comunidade cristã.
 
A igreja que é sustentada desta forma comete mais erros do que acertos e, por esta razão, acredito ser necessário uma reforma. Alguns tentam argumentar dizendo que a igreja ou campo é liderado por uma “diretoria”.  Diretoria que atende as necessidades de serviço e não de administração. A maioria, mesmo com uma diretoria, tem sempre no final, a palavra do pastor presidente como a palavra do rei. Não pode ser contestada e, depois de tomada, não tem volta.
 
Uma igreja com este modelo fica dependente de uma figura central e, em caso de férias ou qualquer outra justificada ausência, nada pode ser feito em razão do mesmo não poder avalizar ou autorizar uma decisão, deixando, desta forma, a igreja refém de sua presença.
 
Proponho que as denominações sejam geridas por um conselho administrativo com uma presidência rotativa. Este conselho deve ser composto por um determinado número de integrantes, todos homens cheios do Espírito Santo, íntegros, com uma clara chamada por Deus e indicados pela igreja local. A cada dois anos um deles ocupará a presidência da denominação e as decisões serão tomadas a partir da aprovação da maioria dos conselheiros.
 
Isto evita as chamadas “denominações monárquicas”, onde o líder deixa o legado, não para a comunidade, e sim, para sua família. É, também, um antídoto contra a prepotência, a arrogância, a avareza, a falta de transparência, e as decisões tomadas com base no “estômago” do líder. Refiro-me as decisões tomadas com base no humor do líder. Se ele está bem, toma uma decisão ponderada. Se estiver naqueles dias difíceis, as decisões serão precipitadas, e a probabilidade de ser uma decisão errada aumenta exponencialmente. E o que é que os demais podem fazer? Nada.
 
Igrejas locais fortes, organizadas e bem administradas, onde a essência volta a ser a vida em comunidade, experimentada na unidade do Corpo de Cristo. É possível.
 
Fica a sugestão.
 

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