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Não Basta Ser Crente. Tem Que Ser Diferente.

Que tempo esse, o nosso. Tudo parece igual. A priori essa afirmação não parece ruim. No entanto, se considerarmos o ambiente em que vivemos, notamos que essa igualdade não é virtuosa. Na política salta-nos aos olhos a corrupção e a incompetência, na justiça a lentidão e o privilégio aos poderosos, na religião a apostasia e a avareza disfarçada de prosperidade, na família a indiferença fruto de uma desestruturação avançada, enfim, um período em que é mais fácil viver como iguais na prática do que é mal do que como feixe de luz em meio as trevas.
 
Tempos passados em que a religião, pelo menos, indicava um comportamento que não se misturava com o que era mal. As virtudes morais como respeito, humildade, fidelidade, e o dom maior, amor, era ideal de vida daqueles que decidiam converter-se a Cristo. No mundo de nossos dias está difícil reconhecer a diferença entre cristãos e não-cristãos. Na prática do mal todos são iguais.
 
No entanto, Deus em sua Palavra conclama a todos que, arrependidos, retornem a prática do bem. Deus à todos pede. Aos cristãos, ordena!
 
Cristãos devem manter suas vidas
dentro daquilo que está escrito... na Bíblia.
 
I Co. 4:6 – “E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro”.
 
Deixem que a Bíblia fale por si. Evitem interpretar textos bíblicos, a não ser que o desejo seja de perceber o que realmente o autor disse, para quem disse, e porque disse, sem perder de vista o sentido e o espírito da mensagem de Deus aos homens.
 
Cristãos são pessoas que, voluntariamente, se uniram a Cristo
para serem diferentes de quem chama de certo o errado.
 
Mt. 5:13-16 – “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”.
 
O comportamento se destaca não para vanglória, mas, para mostrar um caminho melhor, uma alternativa para aqueles que, cansados de procurar, desanimam e desistem de seguir. A vida do cristão no mundo deve ter a capacidade melhorar o ambiente e colocar luz sobre o mal para que ele seja evitado.
 
Cristãos não devem pensar,
muito menos viver, pautados pelos valores de uma sociedade secular.
 
Mc. 10:42-45 – “Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”.
 
Não interessam as justificativas vazias que arrumamos. O desejo de Cristo é que nosso viver seja trilhado no caminho da humildade e do servir. Não, não somos iguais! Somos diferentes como água e óleo, como luz e trevas. Sendo assim, por sua própria natureza, pensamos diferentes e agimos diferentes.
 
Nossas diferenças vão além do simples comer, beber e vestir.
 
Cl. 2:16-22 – “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”.
 
Não tratamos de tradições, de culturas que mudam a aparência e seus valores de tempos em tempos. Tratamos de essência. Daquela transformação que nos faz pensar diferente, agir diferente, enxergar diferente. Pensar, agir e enxergar como Cristo. Isto é ter a mente de Deus. Esta nova forma de ser é a consumação do milagre do novo nascimento que, operado pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus, permite ao homem baixar a tumba fria o ser carnal, natural e que se deleita no pecado, fazendo ressurgir dali, o novo homem espiritual, celestial e que se deleita em agradar a Deus.
 
Este novo homem verá em todo seu viver os efeitos deste novo nascimento. Transformado interiormente, ele se deleita agora em repartir o pão, a bebida e as vestes para aqueles que sofrem necessidades. Além disto, tem o cuidado de não constranger o outro como sua comida, bebida e vestes. Seus novos valores o impede de ser indecente, desonesto e maligno.
 
O ser diferente é fruto, portanto, de uma conversão.
 
Gl. 2:20 – “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”.
 
Aceitar a Cristo é um ato humano. Seguir os mandamentos de Deus é outro ato humano. E sãos essas atitudes que demonstram se somos convertidos ou não. O fato é que, qualquer pessoa que resolve aceitar a Cristo e seguir os seus mandamentos, se torna uma pessoa DIFERENTE daquela que não aceitou e nem segue Cristo.
 
Concluimos, então, que existem, pelo menos,
quatro traços que marcam a vida de quem é diferente.
 
Jó 1:8 – “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal”.
 
  • Integridade – Não há compartimentos distintos na vida do Cristão, como se pudéssemos oferecer partes distintas de nós a vários ídolos, e uma dessas partes, oferecermos a Deus. Alma, corpo e espírito consagrados a Deus;
  • Retidão – Há um esforço enorme para que todas as suas atitudes sejam corretas. Por esta razão consulta a Palavra de Deus antes de tomar qualquer decisão, percebendo, a partir daí, o melhor caminho a seguir;
  • Temor a Deus – Levar Deus em consideração. Sua existência, sua legitimidade na exigência da obediência irrestrita, sua santidade e seu direito a adoração;
  • Prudência – A capacidade de prever e evitar o mal. Ele enxerga além do que é aparente e, desta maneira, consegue perceber o espírito que está por trás da imagem. Esse discernimento lhe dá a condição de, detectado o mal, se desviar dele evitando-o. Isso é o que Deus espera de nós.
Seguir no curso da correnteza da maldade é mais fácil que nadar contra. Mas, apenas aqueles que tiveram suas vidas transformadas por Cristo conseguem chegar na nascente onde as águas são limpas.

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