segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Artista Que Se Imagina "Legislativo, Executivo e Judiciário".

29.01.2012 - 7:04
A roqueira Rita Lee, 67 anos, foi detida em Aracaju na madrugada deste domingo (29). Prenderam-na depois da realização de um show na capital sergipana, sob a acusação de “desacato”.

Entre uma música e outra, Rita avistou a presença de policiais na platéia. Abespinhou-se. Convidou-os a se retirar: “Vocês são legais, vão lá fumar um baseadinho.” Súbito, um dos policiais achegou-se ao palco. Rita dirigiu-lhe qualificações inamistosas: “cavalo”, “cachorro”, “filho da p...”. Desafiou-o: “Sobe aqui”.

A despeito do entrevero, a polícia absteve-se de interromper a apresentação. Abordada no final, Rita foi em cana.

(Fonte:http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br)

Comento:

Alguns artistas, a exemplo da roqueira mencionada na reportagem, acreditam possuírem o mandato majoritário outorgado, sabe lá Deus por quem, para estabelecer e revogar as leis. Acostumados ao ambiente de época da ditadura militar, onde as manifestações contrárias ao regime eram consideradas heroicas, não conseguem se atualizar e entender como viver num estado democrático de direito. Acreditam estarem acima do bem e do mal, podendo, ao seu bel prazer, estabelecer o que as pessoas podem ou não fazer.

No Brasil o uso da maconha ainda é considerada crime, e por tal, a polícia tem o dever de coibir, aplicando os rigores da lei a qualquer brasileiro, inclusive Rita Lee. Além do mais (vi a cena na TV), como retratado acima, ela agride gratuitamente os policiais apenas pelo fato de estarem limitando a “liberdade” dos seus fãs de fazerem o que quiserem.

Na verdade, a Sra. Rita Lee, representando um monte, não confunde regimes. O que ela não consegue é viver num estado de direito, ela não consegue conviver com limitações em sua existência imposta pelos outros. O regime que ela gosta é a anarquia, a ausência de qualquer ordem. Só não compreende que uma sociedade não sobrevive com o caos, pois, é preciso um mínimo de regras para que pessoas possam conviver umas com as outras. Na anarquia quem impõe leis é o mais forte. Ela gosta da anarquia, pois a falsa sensação de força que o fato de ser uma artista conhecida lhe dá, lhe cria um ambiente em que, acredita, pode fazer o que quiser e nada lhe será cobrado.

A Sra. Rita Lee se imagina o "Poder Legislativo", porque se acha no direito de revogar leis; se imagina o "Poder Executivo", haja vista que, como pode revogar leis, por via de consequência, pode dar ordens à Polícia Militar; se imagina o "Poder Judiciário", porque, como não há leis, ela não pode responder por crime que, acredita, não cometeu. Então, ela determina aos seus fãs: "podes fumar teu baseado e, "garanto", nada acontecerá". Ela se acha acima do bem e do mal.

Naturalmente, alguns integrantes dessa mesma estirpe vão aparecer em sua defesa e achará um absurdo o que a Polícia Militar de Sergipe fez. Essa turma se acostumou a fazer o que dá em suas cabeças e serem tratados como heroínas e heróis. O problema é que não entendem que são heroínas e heróis de um tempo que se foi.

Há leis no Brasil estabelecendo a maconha como droga e, de fato, é. Se quiserem mudá-la, convençam os deputados e senadores a fazerem. Assim é que funciona num regime democrático, isto porque, no Estado Democrático de Direito quem estabelece as leis e as revogam são os representantes do povo. Bem ou mal, são eles que receberam mandato para isso. Aos demais, cabe cumprir as leis estabelecidas, caso contrário, a Polícia Militar e o Poder Judiciário tem o dever de discipliná-los. Assim é o viver em uma sociedade democrática.

Está de parabéns a Polícia Militar do Estado de Sergipe. Agora cabe ao Poder Judiciário educá-la, já que a escola e a família que ela frequentou não tiveram êxito.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Síndrome da Torcida Adversária


A "Síndrome da Torcida Adversária" é aquele desejo perniciososo de ver o outro se dando mal; é a manifestação da maldade explícita. É um sentimento que jamais deveria permear o coração humano, especialmente, o coração de um cristão, pois, a proporção que crescemos em Cristo, compreendemos o bem, a benignidade, como algo inseparável do nosso ser.

Em uma época em que o evangelho é entendido como sem exigência de um comportamento diferenciado da carnalidade, esta síndrome não é nem mesmo reprovada. E alguns casos, ela prolifera no tecido social como praga em lavoura descuidada.

Que o homossexual se ferre! que o bandido se ferre! que o político corrupto se ferre! que o pastor se ferre! que a prostitua se ferre! que o prefeito, governador e a presidente se ferrem! que aquele que me tem por seu inimigo se ferre!

"Confundimos reprovar o erro com torcer para que o errado se dê mal".

Que pena! Muitos, até mesmo se dizendo cristãos, folgam porque o outro se deu mal. Por não gostar, não ir com a cara, não ter entendido seu comportamento, não ter gostado do seu tratamento, não ter recebido honra, não ter recebido atenção, acreditam justificados em sua carnal atuação.

"Quanto mais desejamos o mal, mais afastados de Deus estamos".

Mas, que pena! O evangelho de Cristo é puro, santo e bom, mas, na vida destes, se torna um elemento desprezível, inócuo, insípido. Por isso, no ambiente cristão, quando alguém perde e a torcida grita de alegria, não percebem que todos foram jogados ao chão.

"Não te deixe vencer do mal, mas, vence o mal com o bem" (Rm. 12:21)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Para Pensar...


Há pessoas que acreditam serem provadas por Deus

exclusivamente pela escassez.

Estou, em tese, na metade de minha existência terrena.

"Se quiseres, Senhor,

podes provar-me na abundância

 pelo resto da vida terrena que tenho para viver?".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Igreja Evangélica de Gays?! Que Religião é Essa?


Está se tornando comum todo e qualquer grupo que se reúne em algum canto de qualquer cidade intitular-se “evangélico”. Alguns se reúnem misturando santo com profano e se dizem servir a Deus, outros se reúnem adotando práticas da feitiçaria e se dizem cristãos, ainda há outros, além desses, que se reúnem sem abandonar, ou pelo menos tentar abandonar, pecados que, explicitamente a Bíblia condena e se dizem agradar a Deus. Que confusão!

Dentre estes estranhos grupos, há um que, parece, adotado pela mídia secular. Amparados por ONGs internacionais, fomentam massivamente a “normalidade de uma conduta, no mínimo, anormal”. São os gays. Adotam as mesmas práticas cristãs quando se reúnem em algum lugar, tendo, inclusive, pastores ou pastoras que assumem serem homossexuais e lésbicas.

Aqueles que conhecem, minimamente, a Bíblia Sagrada (estatuto do cristianismo), sabem que uma das práticas pecaminosas que Ela não tem nenhuma aquiescência é o homossexualismo ou sodomia (nome mais conhecido biblicamente). Então, como uma religião que se diz cristã pode suportar dentre seus integrantes homens e mulheres que não abandonam suas práticas homossexuais? Como alguém pode praticar o homossexualismo e testemunhar o evangelho de Cristo?

Como alguém pode explicar o texto de Levítico 20:13, que diz: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles” (veja ainda Lv. 18:22). O que dizer sobre o pecado dos homens de Sodoma e Gomorra e o que eles pretendiam fazer com os anjos do Senhor e qual a reação de Deus em relação a isso? Ah! Sim, é a velha aliança. Já não tem mais validade. Destaque-se: Apesar das leis sociais para o povo de Israel, a essência moral de Deus exposto no antigo testamento não mudou. Basta perceber o mesmo teor legislativo da Torá, como resultado do padrão moral divino, também exigido dos cristãos na Nova Aliança. Mas, vamos deixar isso para lá. Já seria muito exigir esta compreensão para eles.

Como o falso pastor, sendo homossexual ou lésbica, pode esclarecer as Palavras de Paulo aos romanos, em sua carta no capítulo 1, versículo 27, que diz: “E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (ver também, 1 Tm. 1:10; I Co.6:10). Ah! Já sei. Vão dizer que era uma mensagem do apóstolo Paulo especificamente para os “romanos”, não para nós, brasileiros. Entendi. Acreditam que Deus é brasileiro.

Como pode alguém, então, desejoso de aquietar sua consciência, compreender as palavras que o próprio Deus, por seu Filho, Jesus Cristo (falando sobre o comportamento dos homens antes do dilúvio), mencionou que eles “casavam e davam-se em casamento, vindo depois o dilúvio, consumindo a todos?” Entender isto do ponto de vista das tradições judáicas da época, já se tornou uma terrível tortura para eles. Compreendo. Não deve ser fácil a vida de quem vive uma vida longe da aprovação de Deus e deseja, a todo custo, ter Sua aprovação sem abandonar as práticas que Deus desaprova.

Desejosos de serem reconhecidos como cristãos, decidem fundar (ou afundar?) sua própria igreja, para que, assim, possam ser aceitos por Deus a revelia da vontade d’Ele exposta na Bíblia. Não sei se eles já leram o texto bíblico que está escrito em 2 Tm. 4:3, que expressamente diz: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”. Ou quem sabe, já leram o que está registrado em Judas 1:7-10 - “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem”. Provavelmente, não entenderam.

Vou pedir mais um pouco. Será que conseguem ler o texto em Isaías que diz: “Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor. Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos. Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que o Santo de Israel cesse de estar perante nós. Por isso, assim diz o Santo de Israel: porquanto rejeitais esta palavra, e confiais na opressão e perversidade, e sobre isso vos estribais, por isso esta maldade vos será como a brecha de um alto muro que, formando uma barriga, está prestes a cair e cuja quebra virá subitamente” (Isaías 30:9-13). É, já que não conseguem conviver com a sã doutrina, elegem seus próprios profetas e escolhem a parte da Bíblia que lhes é agradável para meditar e aceitar. Tem algum valor este arremedo de cristianismo? Óbvio que não.

Enfim, dizer que a Bíblia não condena o homossexualismo, ou é ignorância, ou é má-fé.

Uma igreja gay, por mais bonito que seja o nome que lhe identifique, por mais nobre que seja  idéia de “inclusiva” que lhe rotulem, distanciada da Bíblia Sagrada e suas doutrinas fundamentais, pode ser qualquer coisa, menos uma igreja comprometida com o Cristianismo e seu Cristo, com a Palavra de Deus e seu Deus. “Há caminho que aos homens parece direito, mas, o fim dele é o caminho de morte” (Pv. 14:12).

Sim, o evangelho é “inclusivo”, mas, não é permissivo (Rm. 1:32).

Qualquer pessoa sendo homossexual ou não, pode frequentar uma igreja genuinamente cristã, comungando da fé sincera em Cristo. Deve, porém, vir disposto a aceitar os preceitos bíblicos imutáveis, tendo a determinação volitiva de abandonar toda prática pecaminosa que desagrada a Deus e fere sua santidade.

É melhor aceitar o preço exigido pela entrega sincera de sua vida ao senhorio de Cristo (2 Co. 5:17; Lc.9:23; Jo. 8:11; Jo. 5:14), do que se iludir com fantasias infernais profanas que te lança num mundo cristão imaginário, bem distante de Deus. Será que os gays não sentem o calor? (Jo. 15:6; Lc. 13:28; Jd. 1:7).

Igreja Evangélica de Gays? Não! Ela não existe no mundo cristão.

Partidos - Sintoma de Uma Igreja Doente

Um dos desejos de Cristo exposto para os seus discípulos foi a unidade. Seu profundo interesse era ver um povo formado de toda língua, povos e nações, reunidos ou, pelo menos, unidos em seu nome. Imagine o tamanho do desafio. Pessoas nascidas em lugares e circunstâncias diferentes, criadas em ambientes diferentes, de forma diferente, com pensamentos distintos, conceitos distintos e cores distintas, agora, devem convergir para uma unicidade em Cristo. A união em Cristo não trata de aparência, aliás, elemento ferrenhamente desprezado pelo Próprio, trata-se de conceitos iguais, gerando corações iguais e, consequentemente, dignos comportamentos iguais.

Jesus, certa vez, disse que uma “casa dividida não subsistirá” (Mt. 12:21). Compreendendo e utilizando esta arma contra a igreja do Senhor, os inimigos de Deus tem conseguido infiltrar ou se utilizar de pessoas que não estão sinceramente convertidas, fazendo que se transformem em instrumentos de cizânia. As pessoas só caminharão juntas se tiverem um mesmo coração e um mesmo objetivo. Esse é o trabalho do discipulado. Conceder aos recém-convertidos conhecimento dos princípios norteadores do evangelho e, sendo sinceramente convertidos a Cristo, possuírem o mesmo pensamento, o mesmo modelo de comportamento e o mesmo objetivo cristão. Não se trata de lavagem cerebral, pois, a pessoa convertida a Cristo não perde sua vontade. Na verdade ela se utiliza da vontade para fazer suas escolhas, e escolhe seguir a Cristo como resultado de uma escolha voluntária consciente.

Numa igreja doente os cristãos perdem a visão do todo (a Igreja – Corpo de Cristo) e passam a fazer parte de pequenos grupos. Adotando líderes próprios, a despeito do líder da Igreja, passam a seguir conceitos personalistas que seus líderes lhes impõem como verdades absolutas de Deus, mesmo quando estes conceitos confrontam os conceitos divinos expostos na Bíblia Sagrada. É por esta razão que se tornou comum a fragmentação das atividades promovidas pela igreja local. Quando são promovidas por jovens, apenas os jovens participam; quando promovidas por crianças, apenas as crianças participam; quando promovidas pelos senhores, apenas os senhores participam, e assim, sucessivamente. O mundo cristão dessas pessoas se resume ao pequeno grupo que fazem parte. Imaginemos Cristo olhando sua igreja e percebendo que a mão direita não tem comunhão com a esquerda, que o pé direito não acompanha o esquerdo. Até do ponto de vista físico, corporal, é algo inimaginável para um corpo. Em sendo assim, se destrói.

Numa igreja que apresenta este tipo de sintoma a liderança perde sua autoridade, pois, com a liderança fracionada, mesmo que seja uma decisão sábia e saudável, será questionada pelo simples fato de não ter sido adotada ou, no mínimo, referendada pelo líder daquele grupo específico. Numa igreja assim, é mais fácil o surgimento de conflitos do que harmonia, pois, estes pequenos grupos se veem como os únicos detentores da sabedoria necessária para administrar e tomar decisões.  Esta partidarização da igreja faz com que as decisões sejam sempre tomadas a custa de agressões e atos rebeldes; não há a menor possibilidade de, nem que seja uma única vez, adotarem uma atitude conjunta e agradecerem à Deus em unidade. Logo, como disse Cristo, jamais prosperarão.

Apesar de ser natural cada pessoa simpatizar mais com uma do que com outra, e por esta razão, buscar e estar mais perto dela do que da outra; apesar de ser natural gostarmos mais da forma de administrar de um líder do que do outro, não podemos comprometer a unidade e a liderança da igreja com essas diferenças geradas por nossas simpatias ou antipatias. Como tenho dito continuamente aqui. Todos têm o direito de escolher onde congregarmos e com que líder congregarmos, porém, não temos o direito de integrarmos pequenos grupos que agem como “seitas” dentro da igreja, tumultuando a unidade em Cristo, pois, apesar de manterem-se a duras penas como membros da igreja local, já estão, de muito, separados do Corpo de Cristo e de Deus.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

BBBrasil. Quem te viu? Imbecil.

Se a qualidade das pessoas que participam deste ultraje humano chamado BBB fosse imitável, já seria uma idiotice perder tempo "espiando", quanto mais com a péssima qualidade dos participantes. Um programa onde seus participantes são "selecionados" pelo tamanho de partes do seu corpo não pode se dá ao luxo de intentar melhoria no cerébro de ninguém. Cérebro rasteiro que funciona movido ao vil metal, impulsionado pela luta desesperada pela sobrevivência. Deve ser esta a razão que leva a Globo oferecer este tipo de entretenimento às pessoas. Falta de dinheiro e falta de criatividade. É a velha fórmula de nivelar por baixo. É mais fácil, mais barato e com retorno mais rápido.

Justificam-se no fato de que alguns brasileiros não desejam programa de qualidade, desejam lixo. O círculo vicioso está formado. Eles não percebem como julgam o "povo brasileiro" a partir de suas próprias realidades. O programa em si, o que se passa dentro dele, a audiência que tem e o dinheiro que arrecada não representa o gosto do nosso povo. Há educadores, pais, cientistas, cristãos e não-cristãos que desejam algo mais. Almejam um país não apenas para si mesmos, mas, um país para todos. Sabem que isto começa com "educação". O BBB presta um desserviço ao povo brasileiro.

Os produtores, patrocinadores e o próprio apresentador do programa deveriam ter vergonha de participar deste produto da idiotice. Deveriam perceber que, mesmo profissionalmente, o envolvimento com este tipo de entretenimento traduz a qualidade cerebral dos envolvidos. Corpos sarados e... falsos, cabeças grandes e... inúteis.

Há de se falar, também, de quem os assiste e sustenta. Isto sim, nos causa estupefação. Apesar do direito que possuem de, dentro das leis vigentes, fazerem o que quiserem e entenderem, não podemos deixar de fazer uma crítica construtiva. O fato de ser as ligações dos telespectadores e o dinheiro de patrocinadores que sustenta este circo de horror, sinalizam que estamos indo de mal a pior. Nossa sociedade involue, pois, se um povo educado é quem constrói um país melhor, nossa deseducação nos leva a conviver, como se não fosse conosco, com a desigualdade social, a falta de estrutura, a desagregação familiar, a corrupção, enfim, com a cobrança de altos impostos e falta da sua correspondente contrapartida. O BBB é apenas o sinal social de que estamos chegando no fundo do poço.

E se entre esses pobres brasileiros que perdem seu tempo assistindo e telefonando para o BBB houverem cristãos? Teimo acreditar que a conversão a Cristo e, principalmente, a convivência com a Palavra de Deus, não tenha conseguido melhorar o cérebro desses. Se houverem cristãos assistindo e ligando para o BBB, seu cristianismo é "Deus e o diabo na terra do sol" (cristianismo morno) e, não, o "eu e minha casa serviremos ao Senhor".

domingo, 15 de janeiro de 2012

Técnicas Humanas em Substituição a Ação do Espírito Santo - Sintoma de Uma Igreja Doente

Alguns ambientes cristãos transmitem a impressão de que a ação do Espírito Santo é só um discurso bonito a ser feito, isto porque causa impacto nas pessoas. No entanto, não passa disto. Antes mesmo da reunião começar, muitos manifestam o que realmente desejam. Uns dizem que gostam do movimento e, por isto, se tem movimento (pessoas se balançando, grunhindo, marchando, contorcendo, etc.) acreditam ser o Espírito Santo, ainda que depois do movimento permaneçam sem entendimento e sem força para transformação; ainda que o pregador ou cantor não tenha vida suficientemente santificada para justificar tal ação; ainda que o movimento tenha sido conseqüência de técnicas de retóricas aplicadas pelo palestrante; ainda que o culto afete o sossego e a tranqüilidade da vizinhança da congregação; ainda que o movimento insista em persistir além do horário de término do culto; ainda... ainda... ainda...

Vale salientar a diferença entre ação do Espírito Santo e nossas reações. Elas não podem se confundir, sob pena de tornar nosso ambiente espiritual uma tragédia cristã contemporânea. Imagine um choque elétrico. A ação da energia elétrica percorrendo nosso corpo será a mesma em todos, porém, a reação ao choque, será diferente de pessoa para pessoa. Alguns gritarão, outros se contorcerão, ainda outros não manifestarão qualquer ação externa, etc.

Numa igreja doente, as pessoas enfatizarão as reações, confundindo-as com a ação do Espírito Santo. É por este motivo que muitos procuram identificar quem está sendo tocado pelo Senhor ou não. Se um cristão gosta de marchar, ele tenderá a achar que todos que marcharem como ele está sendo tocado por Deus, chegando, inclusive, a entender que o fato da “marcha” quer dizer que Deus o está “usando”. Nada mais equivocado.

Percebamos que estas pessoas podem ter sido tocadas pelo Senhor através da pregação da “genuína Palavra de Deus”. O problema, neste caso, são as reações descomedidas que tumultuam o culto prejudicando a verdadeira adoração e os propósitos de um culto racional cristão. Um pastor sensível, educado e aconselhador, resolverá este problema através de uma conversa amorosa com sua ovelha.

Os casos, porém, que causam maior estrago, são aqueles frutos de puro emocionalismo, conseqüência de pregações esotéricas e músicas hipnóticas e de autoajuda, invariavelmente com ritmos fortes e letras que não dizem “coisa com coisa”. Identifica-se uma igreja doente quando o culto cheio desses ingredientes termina e ninguém é desafiado a mudar de conduta, os corpos estão suados e as mentes inteiramente vazias de Deus e de sua maravilhosa salvação em Jesus Cristo.

A ação do Espírito Santo não se confunde com a ação humana. A manipulação e a indução tem como vítimas pessoas que, insconscientemente, reagem exatamente da forma como o seu líder deseja. É exatamente o ser "imagem e semelhança" de quem te lidera. Se sua credibilidade está inteirmente voltada para o homem, sua obediência lhe acompanhará.

Daí nosso desafio como cristãos. Se somos de Cristo, nossa crença está posta n'Ele. Sendo assim, toda ação que estiver em acordo com sua vontade expressa em Sua Palavra, será conduzida pelo Espírito Santo.

Num culto, a adoração é destinada à Deus, porque o Espírito Santo expressamente assim o diz (Jo. 4:23,24); a pregação é centrada em Cristo (Jo. 4:42; At. 10:36; Rm. 10:17; Rm. 15:26); os "glórias e aleluias" é para Ele; o "amém" é em concordância com Sua vontade.

Num culto assim, Deus não é servo, é Senhor. Ele não é convocado para estar em nossos templos apenas para cumprir com "nossa vontade" e sim, para receber "nossa adoração" e realizar, ou não, seus milagres (como é difícil lidar com o "não" de Deus (Jo.6)).

Com certeza o Espírito Santo busca um ambiente em que Ele possa apenas Ser quem É: Aquele que cura, liberta e transforma a vida de todos que o escutarem para, sim, fazer nestas novas vidas recém-nascidas, a Sua bendita vontade.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Quem Disse Que o Cristianismo Precisa da Rede Globo?

A recente inclinação da Rede Globo de Televisão na direção do público evangélico tem rendido grandes debates. Levando em consideração se tratar da maior empresa de mídia do país e da América Latina, que até pouco tempo tinha suas portas hermeticamente fechadas para os evangélicos, é realmente algo até certo ponto surpreendente.

Alguns acreditam que esta oportunidade é uma porta ímpar aberta por Deus para pregação do evangelho. Sim, em parte têm razão. Outros percebem que, apesar do potencial e da abertura, os cantores evangélicos não estão sabendo aproveitar para anunciar o evangelho de Cristo.  Sim, em parte têm razão.

A verdade é que alguns costumam misturar as coisas. Deus abre uma porta evangelística para que o seu Reino seja anunciado de forma íntegra. A Rede Record foi uma porta aberta por Deus, porém, se perdeu quando precisou decidir entre pregar o “verdadeiro evangelho” ou oferecer o que o povo gosta, inclusive, o povo “evangélico-feiticeiro”. Obviamente que, no Reino de Deus não há meia-conversa, não há como conciliar serviço a dois deuses. Para Cristo, ou ama um e aborrece o outro, ou vice-versa.

Servir a Deus, ser seu porta-voz não permite fazer concessões, pois, o evangelho de Cristo é ímpar, não combina com a suposta existência de outro caminho. A religião cristã pode e deve conviver com outras religiões, pode e deve conviver na “diversidade”, todavia, não suporta qualquer fusão entre suas crenças e as crenças de outras religiões, principalmente, no que diz respeito àquelas coisas que a Bíblia define e reprova como pecado, e da negação de doutrinas fundamentais da fé cristã.

Sentimos que esta abertura é, sim, uma oportunidade concedida por Deus para propagação mais rápida do seu evangelho entre os brasileiros. Porém, nota-se que os cantores evangélicos expoentes não estão à altura do desafio. Muitos deles, pelo que se vê (Mt. 7:16-20), inclusive, precisam ainda amadurecer ou, numa palavra mais cristã, santificarem-se mais. Muitos deles, recém-convertidos, ainda não passaram por um período adequado de fortalecimento e crescimento espiritual.

A salvação é instantânea (Rm. 10:13), a santificação é progressiva (Ef. 4:22-32). Mas, o que se vê é que, além de recém-convertidos, alguns deles (e delas) recebem o título de Pastor, fruto da precipitação de alguns ministérios ávidos por serem reconhecidos como “o pai da criança”. Terminam prejudicando “a criança” e maculando a imagem do “pai”.

Que fique claro. A Bíblia, a Palavra de Deus, não é criação dos evangélicos. Ainda que quisessem, eles, os cristãos, não podem convocar um concílio ou uma “constituinte evangélica” para fazer uma atualização ou adaptação de seus conceitos, de suas normas e do seu conjunto de doutrinas. A Palavra de Deus é o que é independentemente de gostarmos dela ou não.

Diante disto, a Rede Globo, a Rede Record, a Band ou qualquer outra emissora que quiser abrir suas portas, que o façam. Farão bem. Todavia, cabe aos evangélicos, os verdadeiros, os compromissados com Deus e sua Palavra, utilizarem o espaço para protestar contra tudo aquilo que a Bíblia protesta, convidando os pecadores ao arrependimento; oferecerem as bênçãos que a Bíblia oferece, principalmente a salvação; anunciarem o ano aceitável do Senhor e, por fim,  alertarem sobre a volta eminente de Jesus Cristo (Is. 61; Jo. 14; ap. 3:11).

Terão coragem? Continuaremos com as portas dessas emissoras abertas? Só o tempo dirá. No entanto, para a igreja do Senhor Jesus pouco importa, pois não dependemos deles, muito menos, Deus - “Se estes calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc. 19:40).

O evangelho tem avançado no Brasil, mesmo com a Rede Globo batendo pesado nos evangélicos através de programas e novelas que ridicularizam o povo cristão e a Bíblia. Não vai ser agora que, para um maior alcance na pregação do Evangelho, dependeremos da abertura de espaço na Globo.

“Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus” (Salmos 20:7).


“Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co. 3:7).

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Verdadeira Teologia da Prosperidade Existe, Mas, Não é Esta Que Está Aí.

A teologia da prosperidade é aquele conjunto de crenças que, adotadas pelo fiel, lhe concederá crescimento. O resultado pretendido é, sempre, casa, carro, viagens, enfim, tudo aquilo que o vil metal possa lhe proporcionar. A prosperidade tão propagada enfatiza não apenas o crescimento, como, também, a idéia de que uma pessoa é identificada como “abençoada” por Deus apenas pela quantidade de bens que possui.

Os adeptos da teologia da prosperidade acreditam que a verdadeira fé não espera acontecer, fez seu voto, “exige” de Deus que faça a sua parte. Observe como muitos desses crentes estão com os lábios cheios de clichês como “eu profetizo”, “eu determino”, “eu reivindico”, “eu tomo posse”, “eu exijo meus direitos”, “eu resgato” ou o absurdo “eu ordeno minha benção”. Nesta teologia, Deus não é o Soberano, Ele é o servo, o empregado. A ordem emana do crente.

Vejam alguns exemplos abaixo do que dizem alguns dos pregadores envolvidos com a teologia da prosperidade que, na verdade deixaram de ser discípulos de Cristo para se tornarem discípulos de Kenneth Hagin (O material abaixo foi retirado do site WWW.tocabatista.blogspot.com).

“Mais uma vez, como profeta de prosperidade para estes negros dias de crise, eu afirmo: DEUS ESTÁ INTERESSADO NO BOM ANDAMENTO DE SUAS FINANÇAS. Acredite nisso. Ele é um Pai amoroso. Pare um pouco, respire fundo e repita em voz audível e com convicção, por três vezes: DEUS ESTÁ INTERESSADO EM MEU SUCESSO FINANCEIRO. Agora repita em voz alta, como um brado de vitória: DEUS VAI MUDAR MINHA VIDA FINANCEIRA PARA MELHOR (NETTO, Cristiano. O Melhor Vencedor do Mundo, 5ª ed. Ed. e Distr. Provisão e Vida. Curitiba, PR: 2003. p.90)”

 “Mas, se você quer uma máquina de costura, guarde a imagem dela com a certeza absoluta de que ela está sendo feita ou de que está a caminho. Depois de formar o pensamento uma vez, acredite absoluta e definitivamente que a máquina de costura está a caminho. Nunca pense ou fale nela a não ser com a certeza de que vai chegar. Afirme que ela já é sua” (WATTLES, Wallace Delois, A Ciência de Ficar Rico, 6ªed. Editora Best Seller. Rio de Janeiro, RJ: 2008. pp. 38,41).

Nota-se, portanto, que outro eixo propulsor da teologia da prosperidade é a “confissão positiva”, ou seja, apesar das orações dirigidas à Deus, o resultado alcançado é fruto apenas do que a pessoa “determinou” e “acreditou” em seus “pensamentos”.  É a ênfase na “fé” e não no Deus pela qual a fé deve está amparada.

A teologia da prosperidade pratica outra artimanha que é utilizada habilmente pelos especialistas do marketing. “Despertam uma necessidade para vender uma facilidade”. Os pregadores, conhecedores das dificuldades que o povo enfrenta, estimula aquele desejo que todos possuem de se livrarem de uma vez por todas das dificuldades que, invariavelmente, têm como pano de fundo, nossas finanças. Logo, o estímulo é direcionado para recebimento de uma bênção tal que, como num passe de mágica, lança todas as nossas dificuldades no mar do esquecimento. A partir daí, é só carro novo, casa grande e nova, dinheiro para viagens e para gastar nababescamente.

Este “vento de doutrina” apenas coloca em evidência a ignorância de nosso povo e a falta de conhecimento que, como dito pelo profeta Oséias (4:6), é a causa de sua destruição. O estímulo que o próprio Deus faz aos cristãos, através de Sua Palavra, é que “examinem as Escrituras”(At. 17:11; 2 Co. 13:5; 1 Jo. 4:1), para que possam verificar se aquilo que dizem é assim como dizem. É evidente a necessidade de conhecimento bíblico no que diz respeito a esta teologia e a todos os outros desvirtuamentos que assolam a igreja que abriga o Corpo de Cristo.

Os propagadores da teologia da prosperidade estão extremamente interessados nela porque são sustentados por ela. Bom seria que, cada palestra, pregação, encontro, ou qualquer outra atividade realizada em que o pregador, conferencista ou palestrante recebesse alguma “ajuda”, fosse divulgado para a igreja. Não digo divulgar num culto público, pois, foge dos objetivos do mesmo, mas, pelo menos, num culto de oração. A transparência é uma arma que ajuda no combate os falsos profetas e suas falácias.

Que fique claro. O obreiro decente, sincero e comprometido com a obra de Deus deve ser ajudado e amparado dentro das possibilidades da igreja. Não como uma imposição, mas, como digno de ser ajudado para que continue em seu trabalho de edificar o povo de Deus na Palavra de Deus. Isto não significa que a igreja não possa ter conhecimento dos valores que ele recebeu. Para o obreiro sincero, decente e comprometido com o Reino de Deus, a igreja deve se alegrar por poder ajudá-lo (Gl. 6:6; 1 Tm. 5:18).

Mas, qual é o problema. Vou apenas transcrever as palavras do Senhor através do profeta Jeremias: “Porque ímpios se acham entre o meu povo; andam espiando, como quem arma laços; põem armadilhas, com que prendem os homens. Como uma gaiola está cheia de pássaros, assim as suas casas estão cheias de engano; por isso se engrandeceram, e enriqueceram; Engordam-se, estão nédios, e ultrapassam até os feitos dos malignos; não julgam a causa do órfão; todavia prosperam; nem julgam o direito dos necessitados. Porventura não castigaria eu por causa destas coisas? diz o SENHOR; não me vingaria eu de uma nação como esta? Coisa espantosa e horrenda se anda fazenda na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?” (5:26-31). Basta.

Em certa ocasião, um determinado conferencista, com uma carta de apresentação assinada pelo então Pr. Presidente, chegou a nossa congregação com a proposta de realizar uma campanha para melhoria das contribuições financeiras em nossa igreja. Nosso Pastor, evitando atritos com a direção central, não colocou qualquer empecilho para sua atividade. Este conferencista, então, se pôs a realizar o “seu trabalho”. Ele seria realizado em três dias e, nos dois primeiros dias, não haveria coleta de ofertas.

Desconfiei. Ninguém pode alterar o que a Bíblia estabelece como princípio a ser observado pelos cristãos. O ofertório faz parte do rito e visa o sustento da obra de Deus. Diga-se de passagem. É para o sustento do trabalho executado por nós, homens, aqui na terra. O dinheiro arrecadado em ofertas e dízimos não é para uso de Deus, no entanto, o testemunho dado no ato de ofertar e dizimar são levados para diante do seu trono e pode ser recebido como cheiro suave ou não (Fp. 4:18; Is. 1:12,13).

No terceiro dia, “o grande dia”, todos deveriam vir “preparados”, ou seja, com o máximo de dinheiro disponível. O conferencista, então, fez aquela preleção, e como estávamos com o templo em reforma, enfatizou que as contribuições impulsionariam a sua conclusão. Tudo feito, tudo terminado. De repente, meu pastor manda-me chamar, e ao chegar a secretaria, pediu-me que aguardasse ao seu lado. Com o conferencista sentado a sua frente eles travam o seguinte diálogo: “Como é que o Sr. Trabalha” – pergunta-lhe o pastor. O conferencista sem o menor constrangimento responde: “por onde passo, recebo 50% do que é arrecadado”. O pastor, após uma rápida olhada para mim, determina ao tesoureiro que lhe entregue o valor.

Esta história não me foi contada. Fui testemunha ocular dos fatos.

A teologia da prosperidade progride por causa dos incautos, da sagacidade dos seus pregadores e por causa da necessidade crescente por dinheiro na igreja. Templos maiores, maior quantidade de obreiros, maior quantidade de membros que exigem maior quantidade de departamentos, de atividades, enfim, de recursos financeiros para seu sustento que impõe ao pastor uma cruzada diária por recursos financeiros a todo custo. Deus, então, deixa de ser Deus para ser apenas um “menino atrás do balcão”. A igreja em Laodicéia é um bom exemplo das conseqüências colhidas pela igreja que adota a teologia da prosperidade de Kenneth Hagin e seus discípulos (Ap. 3:17).

Para solução do problema, basta um retorno à boa, perfeita e agradável Palavra de Deus; basta o cuidado de entender e aceitar, sinceramente, a nova aliança no sangue de Cristo; basta um olhar sincero no comportamento de Jesus e a determinação de copiá-Lo, entendendo que as regras para nossa vida cristã se encontram no Novo Testamento, especialmente, nas palavras de Cristo.

A verdadeira prosperidade não se caracteriza por alguns enriquecidos em nosso meio, mas, pelo progresso do corpo como um todo (At. 2:44,45) e no atendimento das necessidades uns dos outros. Quem deseja desfrutar da verdadeira prosperidade deve andar como Cristo, olhando seus pés empoeirados, apesar dos carros com tração animal comum de sua época. Quem deseja a verdadeira prosperidade nada exige de Deus, apenas agradece, pois, muito ou pouco, “até aqui nos ajudou o Senhor” (1 Sm 7:12; Sl. 23:1). Quem deseja a verdadeira prosperidade percebe que o maior bem de Cristo foi sua própria vida e não o que Ele possuía. A verdadeira prosperidade nos remeterá para a verdadeira bênção de Deus, “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm. 14:17).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bíblia é o Livro Mais Traduzido e Mais Publicado do Mundo


Com o incrível número de seis bilhões de exemplares vendidos a BÍBLIA SAGRADA é o livro mais vendido de todos os tempos. O livro de maior valor para o Cristianismo retém também um recorde pelo fato de ser o volume mais traduzido: já são mais de dois mil línguas e dialetos traduzidos.

O segundo colocado na lista, livro vermelho de Mao Tse-Tung, tem apenas um sexto de cópias que a bíblia e era vendido em caráter obrigatório a todos os membros do Partido Comunista, além da determinação de ser lido em todas as escolas e a obrigação de todas as famílias chinesas terem o exemplar.

Outro livro também relacionado à religião que tem um grande volume de vendas é o Corão, com 800 milhões de cópias distribuídas. Segundo o The Christian Post O livro sagrado islâmico foi escrito originalmente em árabe e apenas recentemente foi traduzido para outras línguas. Porém as versões traduzidas não são consideradas o Corão original, mas apenas textos explicativos dele.

Entre outros livros de grande sucesso podemos citar a saga Harry Potter que teve cerca de um bilhão de exemplares vendidos, se somarmos os sete volumes da série e o também infanto-juvenil As Crônicas de Nárinia, de escritor cristão C.S. Lewis, vendeu 110 milhões de cópias em todo o mundo.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Precariedade do Ensino Bíblico - Sintoma de Uma Igreja Doente

Outro terrível sintoma de uma igreja doente é a falta de ensino bíblico fundamentado e adequado. Desde o princípio da propagação do evangelho, ficou claro a necessidade que todo cristão possui de ser alimentado pela Palavra de Deus. Como deixa claro o próprio Cristo: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus” (Lc. 4:4), isto porque, “a Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb. 4:12). Aliás, a Palavra de Deus é o próprio Cristo, verbo de Deus (Jo. 1:1).

Numa igreja doente, o cuidado com o ensino da Bíblia passa a vigorar em segundo ou terceiro plano. Vale destacar aqui que o grau de comprometimento com a saúde do corpo se percebe nitidamente pela precariedade da maioria das Escolas Teológicas e das Escolas Bíblicas Dominicais. Algumas igrejas, inclusive, estão abrindo mão, principalmente da Escola Bíblica Dominical, entendendo que os sermões ministrados durante os cultos são suficientes para alimentar o povo de Deus. Daí, o tempo disponível para a Escola Dominical é utilizado para realização de mais um “culto ao movimento” que ensandecem o povo e os torna ignorantes quanto à vontade de Deus.

Por qual razão há pessoas frequentando cultos sem assumirem um compromisso com Cristo? Por qual razão artistas são tocados pelo Espírito Santo, mas, logo tornam as práticas das mesmas obras anteriores a conversão? Por qual razão há gente buscando em Cristo curas, prosperidade, enfim, maravilhas e não O ouve falar em salvação, renúncia, perdão, humildade e solidariedade? Seria coincidência o fato de que o tempo destinado ao estudo da Palavra de Deus nas igrejas, especialmente, em Escolas Bíblicas, tenha diminuído sensivelmente? Seria coincidência ver paralelo a tudo isto a transformação pelo qual passa o cristianismo, colocando em prática um evangelho “fast food”, ou seja, rápido, pois as pessoas não têm tempo para ouvir, pesquisar, ponderar e decidir?

A desvalorização do ensino bíblico é tanta que o líder, responsável primeiro pelo ensino eficaz, terceiriza este trabalho, delegando a outros a tarefa de ensinar. Há líderes que fazem atendimento público durante a Escola Bíblica ou culto quando deveria estar envolvido, ou pelo menos acompanhando, o ensino ou ministração. Sem o cuidado e acompanhamento do pastor, ervas daninha vão se infiltrando na ministração da Palavra de Deus, substituindo-a, com o passar do tempo, por teorias humanas e técnicas persuasivas que em nada cooperam para alimentação espiritual dos neófitos.

Em muitos casos, isto se dá por absoluta falta de preparo e zelo pastoral. Uma pesquisa realizada por um editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana Oswaldo Paião, constatou que cerca de cinqüenta e um por cento (51%) dos pastores nunca leram a Bíblia toda (reportagem em meu arquivo). Não é de se admirar tanta superficialidade e equívocos bíblicos existentes. Seria por esta razão que é melhor fazer o povo levantar a mão, dizer isso ou aquilo para seu irmão, abraçar, sorrir, “tirar o pé do chão” ou coisas mais que se vê no arraial evangélico atual?

Outro problema sério enfrentado é a necessidade que os pastores se impõem de ministrar a Palavra de Deus toda vez que tiver uma reunião na igreja. Se houver cem (100) reuniões (desculpe-me a hipérbole), ele se obriga a ministrar nas cem. Precisamos reconhecer nossas limitações, precisamos entender que Deus nos concede companheiros capazes de ministrar a Palavra um momento ou outro, e que estes momentos são propícios para ponderarmos sobre os conceitos deles e nossos à luz da Bíblia Sagrada.

Como conseqüência dessa falta de cuidado, muitas igrejas se enveredaram pelo caminho dos movimentos emocionais danosos que entorpecem a consciência cristã para os assuntos do mais alto grau de importância da cristandade, como o sacrifício salvífico de Cristo, a ressurreição, a volta de Jesus, a conversão ou mudança de conceitos e paradigmas, etc. O que se vê são reuniões de autoajuda onde o centro é o adorador e não o Ser Todo-poderoso a ser adorado.

O líder da igreja deve executar suas tarefas eclesiásticas sem perder o contato com a Bíblia. Deve, além da leitura pura e simples, desenvolver senso crítico que irá motivá-lo na busca pelos mistérios de Deus revelados em sua Palavra. Os maiores beneficiários dessa conduta será o povo sob seus cuidados. Um pastor zeloso na oração e na Palavra (At. 6:4) será um manancial de conhecimento bíblico e um exemplo a ser seguido por seu povo.

A igreja que conta com um líder assim desenvolverá sua vida espiritual com saúde e vigor, isto porque o contato com seu Deus é preservado e priorizado através de um ensino bíblico de qualidade e responsável (Rm. 12:7). “Mens sana in corpore sano”.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Gostar de Inutilidades é Andar Muito Próximo do Chão

Em inúmeros programas de televisão, em jornais, revistas, no rádio, na internet, estão eles lá. Gente como a gente, mas, elevadas ao topo da atenção por força de propaganda massiva da mídia que insiste em vender ilusão da felicidade pela fama e suposta riqueza. É a massificação da alegria do ter que forja um “ser” separado de si mesmo, invariavelmente, travestido de uma importância que suas obras e, na sua grande maioria, suas palavras atestam que não têm.

Seguindo a máxima do nazista Joseph Goebbels, em que “a mentira repetida se torna verdade”, a mídia repete que determinada pessoa é importante para o restante da população e, pela repetição das notícias, somadas a ignorância da maior parte da população, encontra eco e audiência. É fulano que foi à praia ou ao restaurante com filho, sem filho, com namorada, sem namorada... e daí? Que importância têm o fato desse cidadão ter ido à praia para nós? Certamente a mesma importância que qualquer outro, nenhuma.

A mídia perde um tempo enorme com informações que não acrescenta absolutamente nada para as pessoas, apenas enche o ego do objeto da notícia e os cofres dos seus patrocinadores. Algumas dessas celebridades aparecem apenas como o "grotesco", aquele tipo de espetáculo que arranca sorrisos do ridículo. Sobem ao picadeiro por qualquer dinheiro a custa de sua própria dignidade. Outras, porém, aparecem em razão do jogo de mercado, pois, tem lhe patrocinando uma série de produtos que precisam mostrar sua cara e, consequente, obter recursos junto a população para pagar as inserções na mídia. “É o círculo que impulsiona o circo”.

Bons formadores de opinião reclamam um povo mais crítico, mais cobradores de seus direitos, mais conscientes de seus deveres, mas, como? O que a mídia vende como importante é a vida do jogador de futebol da vez, é a mulher “bombada” travestida de fruta de época, é a atriz ou ator que não diz coisa com coisa, mas tem um rostinho bonito; é o “cantador” que com sua voz de galo fanho vocifera músicas que apenas denigrem a raça humana, haja vista a pobreza de suas composições pela absoluta falta de inspiração poética e capacidade intelectual.

Como um povo mais consciente se essa “consciência” exigirá dos profissionais envolvidos com mídia mais qualidade e, consequentemente, mais trabalho? A inversão de valores atual faz com que se possa alimentar a população, intelectualmente, com coisas sem qualquer valor nutritivo. Há, sim, entre nós, gente que tenta fazer ouvir sua voz na tentativa de requerer dos editores-chefes das redações e diretores dos programas de televisão, que nos dê um mínimo de qualidade possível, mas, eles preferem nivelar por baixo. É mais barato e o retorno em audiência e patrocínio é mais rápido.

O gosto da maioria é por “barracos”, “futilidades”, “atrocidades”, “aberrações”, e aí, ninguém “ousa” oferecer-lhes algo melhor, pois, certamente, não receberá adesão daquela empresa que apenas quer vender, vender, vender, para ganhar, ganhar, ganhar a qualquer custo, e a população que sobreviva como puder.

Quanto mais rude o povo, melhor; quanto mais ignorante em relação aos seus direitos e deveres, melhor, principalmente para políticos, magistrados e governantes. A piada de mau gosto é melhor, o programa de mau gosto é melhor, o folhetim de mau gosto é melhor, a barraqueira é melhor, a música de baixaria é melhor... e "o pior assume a condição de melhor", fazendo com que "o melhor se transforme no pior”.

É por esta razão que nossa população só fica indignada apenas quando seu time perde, quando a seleção da CBF perde, quando o mocinho da novela perde, quando o “bombado” do BBB perde. Estas são suas “coisas importantes”.

Nós precisamos mudar, mas, como?

Poderíamos mudar com uma religião que não tivesse a mesma visão de mídia da mídia secular, mas, vejam a Rede Record; poderíamos mudar com políticos cristãos que não se assemelhassem àqueles que fazem parte do sistema/esquema, mas, onde estão eles? Provavelmente orando agradecendo por um dinheiro de origem duvidosa. Poderíamos mudar com ONGs que fomentassem na população uma mudança de cultura, de pensamento, mas, elas devem estar envolvidas em algum “programa” governamental que embriaga a população carente fazendo-os acreditar que o governo está fazendo o que pode em sua defesa; poderíamos mudar com expoentes cristãos, como cantores e pastores, abrindo mão das delícias do cristianismo-capitalista em favor do cristianismo-protestante, mas, eles desistem de lutar em favor dos pobres e por justiça, pois, sempre haverá pobres e injustiçados entre “vós”.

As insignificantes notícias do mundo das celebridades e sua repercussão é apenas a constatação de uma forma diferente da máxima de Joseph Goebbels entre nós. A ávida busca por notícias sobre gente que não nos acrescenta nada é apenas a confirmação de que gostamos do cheiro e da visão de coisas estragadas, podres. Isto é sinal de que estamos muito próximos do chão. Rastejamos.

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto” (Ruy Barbosa).

O Caldeirão do Huck Profanou a Música Gospel?

Huck mistura gospel com peladas e irrita evangélicos; assista
Huck mistura gospel com 'peladas' e irrita evangélicos.

Em iniciativa um tanto inusitada, o "Caldeirão do Huck" do último sábado trouxe pela primeira vez dois convidados da música gospel (Ana Paula Valadão e Pregador Luo). Nada encabrunhou os artistas, que louvavam a Jesus enquanto as assistentes do programa, apenas de biquíni, rebolavam à beira da piscina.

Cercado de 'coleguinhas', como Huck chama suas assistentes, o rapper Pregador Luo não se fez de rogado também, tirando uma fã (de canga) para dançar abraçadinha, no palco da atração (Quem quiser ver o vídeo acesse : http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20120103171149&cat=brasil&keys=huck-mistura-gospel-peladas-irrita-evangelicos-assista).

Comento:

Do ponto de vista evangelístico, nada pode ser falado quanto a "estar entre eles" realizando o trabalho de evangelizá-los. A questão de estar (as moçoilas) em roupas minúsculas, dizem respeito a elas e sua capacidade de não se sentirem mal expondo o corpo como filé em açougue.

Do ponto de vista sacro, o rapper, Pregador Luo, foi além do que deveria. O Luciano Huck, apresentador do programa, acreditar e apresentar a atração como a "mistura do santo com o profano" é um problema exclusivamente dele e de quem o dirige, porém, cabe aos cantores evangélicos se imporem e não aceitarem "promiscuidades espirituais" que denigrem o evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Essa coisa de Globo e Gospel juntos só encontrarão unidade de essência no "G", pois, é impossível luz e trevas estarem num mesmo lugar sem que um ceda espaço ao outro.

Cabe ainda alertar aos cantores evangélicos que, se eles não se colocarem como defensores do "sagrado", não serão os pagãos que o farão. Ao contrário, cada um receberá suas "trinta moedas de prata" e que O santo seja entregue para o vilipêndio.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Relatório e Renovação.

2011 se foi, e durante seu percurso, estive envolvido em sessenta e três (63) ministrações realizadas em igrejas vinculadas a CEADEB, CONFRAMADEB e CONVENÇÃO BATISTA. Foram conversas francas com famílias, jovens, casais e demais segmentos da Igreja do Senhor, foram cento e dezenove (119) posts publicados aqui, todos eles embasadas nas lições que aprendi com meus pais (Pr. Cazildo e irmã Valdete), com meus mentores espirituais (Pr. Joel Ribeiro e irmã Lindalva), nas Escolas Bíblicas Dominicias, na Escola Teológica da Assembleia de Deus no Estado da Bahia - ESTEADEB, no Instituto Bíblico das Assembleias de Deus - IBAD, em inúmeros livros teológicos estudados durante o ano e, principalmente, em minhas ponderações solitárias e silenciosas face a Palavra de Deus.

Contei com a ajuda inestimável do Espírito Santo e, Ele bem sabe, procurei dar o melhor de mim. Tive oportunidades para compreender melhor minhas limitações, minhas fraquezas e o trabalhar, ou não, de Deus através de mim.

Apesar da estrutura que nos oferecem, apesar do pouquíssimo apoio que é dado para os deslocamentos, deixando a maior parte dos custos sobre as nossas famílias, apesar do momento impróprio e do tempo escasso que reservam para as ministrações, valeu a pena ter participado de cada atividade, ter conhecido irmãos novos, igrejas novas, ter sido abençoado por orações feitas por sinceros servos de Deus.

Durante 2011, muitas lutas e decisões difíceis para tomar, mas, acredito ter tido a graça de decidir corretamente do ponto de vista de minha consciência espiritual, pois, estou de pé e em paz comigo, com minha família, com meus irmãos e com Deus.

Cheguei ao fim de 2011 com a clareza dos pontos que merecem melhoria, pois é esse viver diário que produz a experiência que nos faz enxergar um ponto mais alto e melhor.

Chego em 2012 lembrando-me dos esforços de alguns irmãos, líderes de deptos que solicitaram minha pequena ajuda, de alguns Pastores que confiaram seu rebanho às minhas ministrações, e só posso rogar ao bondoso Deus que os abençoe abundantemente e os avive na disposição de edificar continuamente a Igreja do Senhor Jesus Cristo até que Ele venha.

Nesse novo ano, renovo a disposição de ajudar, afinal, "se puder ajudar, não atrapalho".