sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Afastem-se! Iníquos.


“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt. 7:21-24).

No texto em apreço, Jesus chama a atenção para uma surpresa que acontecerá quando estivermos ingressando no seu Reino. Alguns, imaginando estar com a “bola toda”, serão barrados por Cristo com a justificativa de completo desconhecimento.

Eles se imaginavam conhecidos do Senhor por causa da prática de atos espirituais e religiosos, e por terem, aparentemente, obtido sucesso (Oh! Como o resultado engana). Cristo, por sua vez, lhes dirá que seu desconhecimento em relação a eles é em decorrência da prática da “iniqüidade”.

Pela importância no texto, precisamos entender o significado de “iniqüidade”.

Iniqüidade vem do Grego: ανομια [anomia] (Substantivo feminino). De ανομος [anomos] (α [a] - como uma partícula negativa - "sem"), e νομος [nomos] "lei" = "sem lei". Negação da lei. Ilegalidade, falta de conformidade com a lei, violação da lei, desacato à lei [1].

Iníquo é todo aquele que não observa a norma posta, a lei estabelecida. São aqueles que vivem sob seus próprios argumentos, fundamentados em seus próprios princípios. São, na verdade, “anárquicos”. Não se submetem, nem se limitam por nenhuma lei, mesmo conhecendo-as. Especificamente, Cristo chama de iníquos os que não observam os princípios cristãos estabelecidos nas Sagradas Escrituras.

No contexto aprendemos que Jesus não poderia estar se referindo a Bíblia como a conhecemos, pela simples razão de não existir. Naquela época, as referências que se faziam as Escrituras eram a Lei de Moisés e os ditos dos profetas. Podemos deduzir, então, como gostam os observadores da lei mosaica nos dias de hoje, que Jesus considerava iníquos aqueles que não observavam a Torá.

Esta compreensão é enganosa, pois, em nenhum lugar no ensino de Jesus registrado por Mateus, ele reforça a observância dos ritos judaicos, ou da guarda de dias especiais, ou festas religiosas. Lembremos que Mateus era judeu. Se Jesus tivesse enfatizado os ritos, certamente Mateus teria registrado.

Vamos melhorar nossa compreensão atentando para uma regra exegética bem conhecida. Não posso retirar o versículo vinte e três (v.23) do capítulo sete (c.7) do evangelho de Mateus, que integra um maravilhoso conjunto de ensinos de Cristo, para aplicá-lo a outro texto, a fim de justificar o que penso e o que quero que outros acreditem. Se assim o fizer, estarei praticando a “eisegese”, percebendo minha doutrina e não a doutrina divina.

Outra perspectiva a ser observada é que, no próprio texto de Mateus, capítulo sete (c.7), o Filho de Deus relaciona uma série de ordenanças, e reforça, no versículo vinte e quatro (v.24) que, Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica...” Logo, manda o bom senso e a exegese, que Ele se referia ao conjunto de normas que terminava de extrair dos princípios divinos.

Ainda, pelas normas mencionadas por Cristo, podemos lembrar qual era a lei que não podemos deixar de observar, sob pena de nos tornarmos iníquos e deixarmos de entrar no Reino de Deus. Em Mateus, capítulo vinte e dois (c.22), um fariseu perguntou para o Senhor qual era o grande mandamento. Jesus responde: “Amar a Deus acima de todas as coisas”. Sem perder a chance de esclarecer as implicações disto, Ele acrescenta: “Outro mandamento semelhante a este é: amar ao próximo como a ti mesmo” (v.39). Finalmente, arremata: “Destes dois mandamentos dependem toda lei e os profetas” (v.40), ou seja, cumpra estes dois mandamentos e você cumpre todo o ordenamento de Moisés (Torá) e as recomendações dos profetas.

Estando claro o significado de “iniqüidade” no texto destacado no início deste post, alertamos sobre a necessidade de vivermos a nossa vida cristã com o amparo das normas divinas especialmente destacadas por Cristo. Afinal, não adianta estabelecer o que acreditar e o que não acreditar, quando Cristo nos orienta sobre o que acreditar. Não adianta estabelecer o que cumprir e o que não cumprir, quando Cristo já relacionou o que devemos fazer.

Se militarmos na vida cristã entrando por este caminho, ganharemos o mundo todo, mas, perderemos a nossa alma (Mc. 8:36). Para entrar no Reino de Deus, tem que ser conhecido de Cristo. Ser conhecido de Cristo significa ser “amigo” dEle. Ser “amigo” dEle é fazer o que Ele nos orienta (Jo. 15).

Se não concorda com Cristo? Ok. Você tem todo direito, pelo livre-arbítrio que Deus lhe deu. Contudo, neste estado, você será um completo desconhecido dEle. Sendo assim, não serás recebido por Ele naquele dia.

Reflita melhor e, se quiser evitar constrangimentos, ouça-o batendo em sua porta “hoje” (Ap. 3:20), antes que venha o dia em que você baterá, mas, a porta não poderá mais ser aberta (Mt. 25:10-12).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Time de Futebol da CBF Ganhou. E Daí?

E o time de futebol da CBF ganhou do time de futebol da AFA e... nada!

Tudo continua na mesma. A corrupção, o desemprego, a fome, a miséria, a violência, a péssima qualidade no atendimento da saúde, a falta de saneamento básico, o péssimo serviço de transporte publico, a péssima qualidade no ensino, ufa! A lista é grande.

Porém, o importante nesta quinta-feira é que o time de futebol da CBF ganhou do time de futebol da AFA. E a torcida vibra porque o time de futebol da CBF levantou o troféu (???). Ganharam...

Ricardo Teixeira, a Globo, Mano Menezes, Neymar, Ronaldinho e todos os que fizeram parte desta empreitada, exceto, a torcida que encheu o estádio e o restante do povo brasileiro. Nós continuamos na mesma. Aliás, um pouco pior.

A vitória de um time de futebol tem o poder de entorpecer nossa consciência a tal ponto de invertermos valores. O que realmente é importante dá lugar ao que não tem importância alguma. É por esta razão que ninguém protesta, dentre outras, contra a corrupção ou contra a violência e baixa qualidade de ensino nas escolas públicas.

E a torcida ainda canta: "Ah! sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor...".

Que tristeza. Ter orgulho de um país apenas quando um time ganha um jogo de futebol.

Pão e circo!

Condenado à Morte Por Ser Cristão

ESTE HOMEM FOI CONDENADO À MORTE NO IRÃ POR SER CRISTÃO. ELE PODE SE SALVAR: BASTA RENUNCIAR A CRISTO
Pastor Yousef Nadarkhani, condenado à morte no Irã. Motivo: ele é cristão
Pastor Yousef Nadarkhani, condenado à morte no Irã. Motivo: ele é cristão

Não há um só país de maioria cristã, e já há muitos anos, que persiga outras religiões. Ao contrário: elas são protegidas. Praticamente todos os casos de perseguição a minorias religiosas têm como protagonistas correntes do islamismo — ou governos mesmo. Não obstante, são políticos de países cristãos — e Barack Obama é o melhor mau exemplo disto — que vivem declarando, como se pedissem desculpas, que o Ocidente nada tem contra o Islã etc. e tal. Ora, é claro que não! Por isso os islâmicos estão em toda parte. Os cristãos, eles sim, são perseguidos — aliás, é hoje a religião mais perseguida da Terra, inclusive por certo laicismo que certamente considera Bento 16 uma figura menos aceitável do que, sei lá, o aiatolá Khamenei…

O pastor iraniano Yousef Nadarkhani foi preso em 2009, acusado de “apostasia” — renunciou ao islamismo—, e foi condenado à morte. Deram-lhe, segundo a aplicação da sharia, três chances de renunciar à sua fé, de renunciar a Jesus Cristo. Ele já se recusou a fazê-lo duas vezes — a segunda aconteceu hoje. Amanhã é sua última chance. Se insistir em se declarar cristão, a sentença de morte estará confirmada. Seria a primeira execução por apostasia no país desde 1990. Grupos cristãos mundo afora se mobilizam em favor de sua libertação. A chamada “grande imprensa”, a nossa inclusive, não dá a mínima. Um país islâmico eventualmente matar um cristão só por ele ser cristão não é notícia. Se a polícia pedir um documento a um islâmico num país ocidental, isso logo vira exemplo de “preconceito” e “perseguição religiosa”.

Yousef Nadarkhani é um de milhares de perseguidos no país. Sete líderes da fé Baha’i tiveram recentemente sua pena de prisão aumentada para 20 anos. Não faz tempo, centenas de sufis foram açoitados em praça pública. Eles formam uma corrente mística do Islã rejeitada por quase todas as outras correntes — a sharia proíbe a sua manifestação em diversos países.

Há no Irã templos das antigas igrejas armênia e assíria, que vêm lá dos primórdios do cristianismo. Elas têm sido preservadas. Mas os evangélicos começaram a incomodar. Firouz Khandjani, porta-voz da Igreja Evangélica do Irã, teve de deixar o país. Está exilado na Turquia, mas afirmou à Fox News que está sendo ameaçado por agentes iranianos naquele país.
Transcrito do blog de Reinaldo Azevedo
Um Adendo:
Enquanto isto, vamos continuar disputando quem é o dono das Assembléias de Deus em Salvador.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quando a Crise Mostra a Sua Face


Subsídio – Lição 1 – Jovens e Adultos – 4º Tri 2011 – CPAD
Texto Áureo: Ne. 1:3
Texto Base: Ne. 1:1-7

Crise é como chamamos aqueles momentos em que tudo foge do controle; ou aqueles instantes em que precisamos tomar uma decisão cujo resultado é de extrema importância, e não fazemos a menor idéia do que decidir; ou ainda, quando algo extremamente prejudicial aconteceu, ou está acontecendo, nos causando profunda dor. São aqueles instantes que expõe nossa pequenez, nossas fragilidades e nossa impotência.

Neemias, em meio à rotina de sua vida, é surpreendido com péssimas notícias a respeito de seus compatriotas. Através de seu irmão Hanani, fica sabendo que, apesar de não estar mais debaixo do cativeiro, seu povo estava em estado de miséria e vulnerabilidade.

Os sentimentos de Neemias diante da crise são importantes em razão de percebermos o vínculo sentimental com seu povo. Sem esse vínculo, não daria qualquer valor as informações que recebeu, aliás, talvez nem se interessasse por notícias de Jerusalém. Daí, precisamos entender os sentimentos de Neemias e avaliar os nossos.

Quando analisamos o relato que Neemias faz das notícias que recebeu, percebemos duas coisas.

1) Apesar da distância, ele amava seu povo;

2) Ele não apenas amava, também se preocupava com seu bem-estar.

Destaco, então, que qualquer situação de crise só o será, efetivamente, se o objeto envolvido tiver vínculo com nosso sentimento de carinho e preocupação. Foi o envolvimento emocional com seu povo que levou Neemias as reações que devemos ter diante de nossas próprias crises.

a) Assentou, chorou e lamentou por alguns dias;


Diante dos infortúnios da vida, não devemos agir como triunfalistas irracionais. Cremos que somos vitoriosos em Cristo Jesus, mas, nossa trajetória aqui é passível de derrotas e humilhações (Jo. 16:33; Fp. 4:12). Nestes casos, o melhor remédio é reconhecer as circunstâncias más que nos envolve e aguardar a orientação do Senhor para os passos a serem seguidos.

Neemias estava ferido e angustiado diante da crise que se apresentava, porém, não saiu desesperado atrás de pseudos guias ou profetisas, apenas parou, chorou e lamentou a triste situação do seu povo. Foi um tempo em que se permitiu viver sentimentos que, certamente, aprimoravam seu coração para a tarefa que estava por realizar.

b) Jejuou e orou a Deus;

Neemias tinha motivos claros para orar e jejuar. Todo cristão deve manter uma vida de oração e jejum, porém, estes elementos não devem ser utilizados apenas como uma rotina da vida do servo de Deus. A oração deve ser praticada de maneira séria e com intenção de comunicar a Deus o que se passa no coração. Seja uma necessidade ou um agradecimento, deve ser utilizado por aquele que sabe estar se comunicando com um Deus invisível, mas, real.


As famigeradas vigílias que inúmeras denominações ou grupos realizam, são utilizadas pura e simplesmente para arrecadação de dinheiro, promoção pessoal e atendimento as vaidades espirituais de meninos inconstantes que vivem atrás de movimentos que atendam suas idéias de “presença divina” no meio do povo. É apenas pelo puro espetáculo. A verdade é que, muitas dessas vigílias, poderiam ser chamadas de “baladas gospel” que em nada afetaria a essência desses encontros.

c) Confessou e suplicou perdão pelos pecados seus e do povo;

Como é importante não queimar etapas na reconstrução de um relacionamento com Deus. Neemias tinha isto muito claro. Deus não poderia ajudar o povo se este não reconhecesse, se arrependesse e confessasse ao Deus dos céus seus erros e sua rebeldia deliberada.

Neemias se dispõe a agir como verdadeiro sacerdote do seu povo. Buscava a atenção de Deus para a miséria de Judá, e mais do que isto, desejava que Deus agisse em pró de sua nação. Confessou e alcançou de Deus a oportunidade de recomeçar, pois, a confissão é a atitude que sinaliza o reconhecimento dos erros e a disposição em fazer a vontade de Deus.

É preciso entender que para Deus todas as coisas são claras como a luz do dia. Sendo assim, não adianta errar e continuar agindo como se nada tivesse acontecido. Os pecados não confessados permanecem ativos diante de Deus, impedindo o livre acesso ao trono da graça. Porteiros, dirigentes de círculo de oração, presbíteros, pastores ou qualquer outro membro da comunidade cristã devem estar conscientes deste pré-requisito na comunhão com o Pai.


d) Se dispôs a agir.

Ao trabalho! Este deve ser o lema daqueles que desejam a reconstrução. Apontar os erros, criticar por criticar e se omitir é a faceta mais fácil das crises. Neemias chorou, lamentou, orou, jejuou, confessou e... AGIU. Colocou as mãos no arado. Não ficou achando que estava sozinho e que o trabalho era de um tamanho que o impediria de fazer alguma coisa.

Deus deseja agir através daqueles que reconhecem seus pecados e fragilidades, invocam seu nome e se disponibiliza a ser canal de bênçãos para outros. A crise tende a mostrar nossas impossibilidades, porém, Deus, em sua graça infinita, a utiliza para nos mostrar suas inúmeras possibilidades.

Conclusão

Quando a crise se mostrar em toda a sua força, não lamente apenas ou fique na inércia. Lamente, Ore, jejue, confesse e espere.

Estamos em crise? Que ótimo! Bom momento para Deus agir (II Co. 12:9).

Professor Eficiente é Aquele Que Inventa

Com a quantidade de temas cujas proposições nem sempre são claras, o professor da Escola Bíblica Dominical deve ser um hábil inventor. Imagine ir a uma Escola cujo tema a ser debatido parece ser o mesmo do domingo passado? Este tipo de armadilha não intencional pode levar o professor a se repetir o tempo todo.

É como ser um professor há vinte anos lecionando da mesma forma, a mesma lição. Na verdade, ele pode se tornar um professor que se repete há vinte anos. Não há novidade, e para os alunos, é um tormento ter que suportá-lo por muito tempo.

É por esta razão que, considerando nossa missão de ensinar as doutrinas da Palavra de Deus às pessoas que estão sendo agregadas ao nosso povo, precisamos nos reciclar de tempo em tempo, e termos a capacidade de inventar. Sermos criativos. Ainda mais considerando a qualidade da infra-estrutura que a maioria de nossas igrejas nos oferece para esta nobre missão.

Pode soar para muitos conservadores que estou estimulando os professores inovar o ensino da Palavra de Deus. E estou. Não estimulo alterar a doutrina bíblica, como, aliás, muito líderes fazem para se justificar a falta de importância que dão a Escola Bíblica. Na maioria das vezes, a administração eclesiástica apenas nomeia-nos como professores, não nos oferecem nada e, nas entrelinhas, apenas dizem: “Se virem!” Pois é exatamente isto que estou estimulando aqui.

Enquanto os educadores das doutrinas seculares se empenham em utilizar métodos modernos de comunicação, com intuito de mais eficazmente transformar os conceitos e, conseqüente, a mentalidade das pessoas, nós não podemos ficar receosos de utilizá-los, haja vista sua notória eficácia. O problema é que inventar dar trabalho.

Ah! Como é bom apenas ler em voz alta aquilo que está escrito em nossas lições, e depois é só repetir, repetir e repetir... deixar que outros pensem e digam por nós. Dá-nos conforto e segurança, não nos faz suar, não exige respirar fundo para prosseguir, não expõe nossa limitação e falta de dedicação.

O professor cristão tem a nobre e ultra-importante missão de ensinar a Palavra de Deus, pois, se trata de informação que transformará a vida das pessoas e salvará suas almas nesta esfera e na eternidade. Logo, se apenas a leitura, pura e simples, do comentário da lição era suficiente para despertar nas pessoas interesse pelo evangelho, agora, o que nos é exigido, são as prerrogativas de um professor sábio, inteligente e, acima de tudo, criativo.

O mundo de hoje, muito mais que ontem, nos cobra utilização de métodos diferentes a cada domingo, amparados pelas alternativas tecnológicas disponíveis na área da educação, a fim de alcançarmos a mente e coração de nossos alunos e fazermos frente ao que é estimulado e realizado no ambiente pagão. Sim, com a ajuda imprescindível do Espírito Santo, mas, também, com nossa dedicação, interesse e trabalho. Ele, dono da vinha. Nós, instrumentos para o trabalho na vinha.

Que os professores realmente chamados por Deus, com sabedoria, graça e inteligência, sejam eficientes no seu papel de fazer novos discípulos de Cristo. Inovem, criem, não tenham medo de sair do lugar-comum, estimulem seus alunos com algo novo a cada domingo e colham os frutos do vosso trabalho no Senhor (100x1 – Mt. 13:23).

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Neemias - Integridade e Coragem em Tempos de Crise

Introdução ao 4º Tri 2011 – Jovens e Adultos - CPAD



Nova série de assuntos a serem estudados em nossas escolas até o final do presente ano, baseados na história do Governador de Judá, Neemias. “Neemias – Integridade e Coragem em Tempo de Crise” revelam uma série de atitudes, sentimentos e características que envolvem o servo de Deus durante o desenvolvimento de sua vida no cumprimento dos propósitos estabelecidos por Deus para ele.

É um tema que chega num momento oportuno diante das circunstâncias vivenciadas por nós, especificamente, cristãos assembleanos em nosso Estado da Bahia. Que ouçamos a voz do Senhor, insistentemente, dizendo: “não apenas ouçam e estudem, mas, acima de tudo, pratiquem” (Mt. 7:24). Que assim seja.

I.             Conhecendo Neemias

A melhor forma de conhecermos Neemias é lendo o livro que traz seu nome na Bíblia. Sigamos o livro.

a)    Sensível aos problemas dos outros (Ne. 1:1-4).

                         Neemias estava vivendo no palácio, e apesar das facilidades que tinha por trabalhar num ambiente em melhores condições do que em sua terra, mostra preocupação com seus parentes e conterrâneos (I Tm. 5:8). Ele mostra-nos que para nos sentirmos bem, “todos” devem estar bem.

b)    Consciência espiritual (Ne. 1:5-10).

                         Neemias tinha conhecimento suficiente para enxergar a crise espiritual que o povo atravessava. As circunstâncias que envolviam o povo demonstravam para Neemias que o maior problema era o distanciamento e a rebelião contra Deus. Mesmo sendo um “copeiro”, Neemias se coloca como um verdadeiro “sacerdote”, clamando a misericórdia divina para o seu povo.

c)    Voluntarioso (Ne. 1:11).

                         Uma das coisas mais fáceis a fazer em tempos de crise é apontar os erros. Não vai faltar material para isso, o que normalmente falta é gente disposta a romper com o marasmo, com a insensibilidade, com os ressentimentos, com o sentimento de vingança, com a sensação de abandono e, como diz a canção popular, “levantar do chão, sacudir a poeira e dar a volta por cima”. Neemias consegue. Tem inteligência para detectar os problemas enfrentados por seu povo e se coloca diante de Deus como uma opção para trabalhar na sua restauração. Sem vaidade, sem avareza, sem jactância, apenas seguindo o rumo de um coração que ama.

d)    Administrador (Ne. 2:11-15).

                         Como um bom administrador, ele verifica “in loco” a situação, mapeia todos os problemas e desenvolve um plano para solução das dificuldades, iniciando pelos mais urgentes. O muro estava em ruínas e este fato fazia com que o coração do povo se desfalecesse. Sem muro, sem segurança. Sem segurança, estavam vulneráveis, ainda mais considerando que estavam retornando de um período de cativeiro. Neemias nos ensina que, quem tem chamada de Deus têm visão administrativa da Obra de Deus. Se você é líder e não tem visão nem capacidade administrativa, saia daí e deixe os servos do Senhor cuidar das coisas.

e)    Altruista (Ne. 5:14).

                         Neemias estava exercendo o cargo de governador de Judá. Como governador tinha direito a sustento por parte dos seus compatriotas. No entanto, vendo a situação de Jerusalém e a pobreza que estava mergulhado o povo, passou doze anos sem receber qualquer auxílio. Ao contrário disso, providenciou junto as autoridades da época, o fornecimento de todo material que precisaria para restaurar seu povo e intercedeu por eles aos que cobravam dívidas e impostos. Neemias demonstra a visão de quem realmente se interessa em ajudar pessoas.

                         No contexto de nossas igrejas atuais, causa-nos extremo incômodo vermos igrejas em situação de penúria e seus líderes, nababescamente, desfrutando de gordos salários ou ajuda de custo. A Bíblia não é contra o recebimento, por parte dos líderes, do sustento para si e suas famílias. Pelo contrário. Ela estabelece e estimula que assim seja para que os chamados por Deus possam se dedicar a esta importante tarefa. O problema é que muitos não se dedicam integralmente a obra de Deus, muito menos se sacrificam por ela.

                         Porém, Neemias demonstra sensibilidade para a situação daqueles que irão nos amparar, financeiramente falando. Se as condições do povo permitissem, certamente que o salário de governador lhe seria entregue. Mas, a situação era de penúria. O povo não tinha nem para si. Estavam vendendo seus filhos para saldarem seus impostos e não sofrerem danos maiores. Como poderia Neemias, mesmo trabalhando efetivamente para o bem do povo, ser mais um peso para eles?

                         Senhores líderes. Quando rogamos sacrifício para outras pessoas, devemos fazê-lo em primeiro lugar, senão, haverá descrédito pessoal e decréscimo potencial, levando a impossibilidade de sustento não só para os líderes, como, também, para a igreja propriamente dita. Um líder que aceita qualquer sacrifício, menos aquele que o afete, pode ser muitas coisas, menos um servo de Deus.

Muitos outros traços pessoais de Neemias poderíamos colher (coragem, força para o trabalho, empatia e simpatia com e pelo povo, discernimento de espíritos, etc.), mas, em razão do espaço, vamos nos ater a estes cinco, esperando ter ajudado na compreensão de algumas características inerentes aos filhos de Deus que se dispõem a prestar serviços ao Senhor e a sua obra.

II.           Conhecendo o Livro de Neemias

O livro de Neemias relata as atividades do seu autor, depois do retorno da sua nação do cativeiro. É a visão, pensamento, sentimento e ação de alguém que se sente um dentre aqueles que sofrem.

Apesar da alegria pelo retorno do cativeiro, Jerusalém encontrava-se em ruínas. O templo e, conseqüentemente, o culto à Deus, em decadência e os muros derribados e sem portas. O povo do Senhor estava desanimado, pois além do estado da sua pátria perante outros povos, eram afligidos pelos impagáveis impostos cobrados. Isto provocava um grande drama familiar, pois, os pais perdiam suas terras como quitação das dívidas acumuladas. Sem terras para o plantio, precisavam de trigo para alimentar-se, sem tê-los onde colher, eram obrigados a venderem seus filhos a fim de obter o sustento para o restante de sua família.

Numa crise, a reserva espiritual nos faz atravessar as intempéries com garra, graça e sairmos ilesos. A situação do povo era muito ruim, pois esta reserva espiritual já não existia. As circunstâncias eram, para eles, uma prova do abandono de Deus e, por esta razão, poderiam a qualquer momento serem dominados e levados ao cativeiro outra vez por seus inimigos. Sendo assim, não havia qualquer razão para um relacionamento com o divino, muito menos obrigatoriedade ou necessidade de obediência aos seus mandamentos.

Sem templo, sem culto, sem muro, sem provisão, sem família, sem nação e sem Deus. Essa era a situação que levou Neemias a chorar ainda no palácio real.

O livro de Neemias é a história de como um povo destruído pode ser restaurado pela ação de um homem que se coloca à disposição de Deus para, como seu instrumento, restaurar, renovar e conceder ao seu povo um novo tempo de refrigério e de graça divina.

III.          Perspectivas para o Tema do Novo Trimestre

Duas são as perspectivas para o novo trimestre. Uma, se atentarmos para o exemplo de Neemias e adotarmos o mesmo comportamento. Outra, se continuarmos com a forma vigente de ouvirmos, ouvirmos, ouvirmos e, na hora “h”, abandonarmos tudo que ouvimos e colocar em prática nossos conceitos humanos e carnais.

a)    Boa Perspectiva. Seguindo exemplo dos fiéis (I Tm. 4:12).

Porque é mais fácil seguir o mau exemplo? Porque nos estimulamos com mais facilidade a pagar o mau com o mau invés de com o bem? Porque nos deixamos levar pela sensação de que ninguém mais presta? Porque alimentamos a desconfiança que nos afasta, isolando nossas possibilidades?

Neemias nos concede a visão de que nada está tão ruim que Deus não possa consertar. Sendo assim, temos a excelente possibilidade de ouvirmos seus conselhos, seu exemplo, e reconduzir nosso povo ao verdadeiro serviço ao Senhor e a verdadeira vida cristã.

Se Deus usou um que estava distante e o trouxe para fazer ressurgir um povo e uma nação, quanto mais não desejará usar, a mim e a você, para este fim nos dias atuais? Então, mãos à obra. Primeiro, vamos nos colocar na brecha (Ex. 33:22), depois, vamos fechar a brecha (Ne. 6:1).

b)    Péssima perspectiva. Seguindo o modelo farisaico (Mt. 23:27).

Os fariseus eram exímios falsificadores de resultados. O fim proposto pelas Escrituras Sagradas é transformar o homem de dentro para fora, tornando diferente dos pagãos. Gente que outrora era um mau exemplo de fé sincera, produtores de frutos maus como avareza, presunção, orgulho, inveja, maledicência, dentre outros, agora, como conseqüência da conversão à Deus, se tornam um referencial de integridade diante do Senhor e do mundo.

Os fariseus falsificavam o resultado, pois, seu exterior era “perfeito”, mas, o interior... Bem trajados, oravam e ensinavam com eloqüência, assíduos aos cultos, obedientes aos hierarquicamente superiores do templo, estudiosos dedicados das Escrituras, enfim, olhando, eram o perfeito exemplo do beato devotado.

O problema era que se tornaram extremamente dedicados a organização que pertenciam e esqueceram da dedicação a Deus. Se tornaram fiéis ao templo e infiéis ao Deus que deveria ser adorado e obedecido no templo. Daí, estudavam as Escrituras dentro dos templos e negavam o Filho de Deus fora dele.

Por esta razão, Cristo demonstrava paciência com seus discípulos e com os necessitados. Todavia, para com os escribas e fariseus, era implacavelmente duro. Raça de víboras, hipócritas e sepulcros caiados eram os adjetivos que Jesus empregava quanto lidava com eles.

Sendo assim, esta perspectiva é a pior que podemos vislumbrar para o fim dos nossos estudos dominicais. Ouvirmos muito, estudarmos tanto e, “tudo continuar como dantes no quartel de Abrantes”.

IV.          Conclusão

A história de Neemias é um estímulo para que saiamos do marasmo e da inércia que nos apaga enquanto servos de Deus. Há muros a serem reconstruídos, cultos a serem restaurados, vidas a serem renovadas e saradas, e não podemos perder tempo. Há muito trabalho a ser feito. Vamos jejuar, orar, chorar, mas, concomitantemente, vamos colocar nossas vidas à sua disposição para sermos úteis em sua obra.

domingo, 25 de setembro de 2011

Não se Contaminem

Há alguns objetos que emitem radiação, algumas delas extremamente perigosas para a vida humana. Por esta razão, estes objetos são resguardados do contato com o ser humano, pois, pelo contrário, vidas podem perecer.

Espiritualmente falando, há situações, entidades e pessoas extremamente perigosas para outras que desejam resgatar sua fé em Deus e desenvolver uma vida de inteiro serviço ao Senhor. O apóstolo Paulo, em sua segunda carta para Timóteo, capítulo três, relaciona uma série de características das pessoas que são perigosas para nos fazer companhia. E qual a recomendação do apóstolo? Destes, afasta-te (v.4).

O objetivo do Senhor ao recomendarnos que nos afastemos daqueles que podem nos causar dano, é dar-nos tempo suficiente para fazer-nos fortes o bastante para resistirmos aos tais e estarmos imunes as influências que nos desestimulam no serviço do Senhor e na nossa fé em Deus.

Meu caros,

por esta razão, é preferível afastarmo-nos dos contaminados ou daquilo que emite radiação perigosa à nossa fé, para, desta forma, fazermos a vontade de Deus, prestando-lhes serviços. Lembram de Gideão? Quando o Senhor o chamou, estava malhando trigo no lugar solitário. Ou seja, é melhor estar só e realizar a obra de Deus, do que na companhia daqueles que já desistiram e se entregaram a apostasia, a incredulidade e a solidão de uma vida distante de Deus.

Ap. 3:4 - "Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso".

Pense nisso.

sábado, 24 de setembro de 2011

Consolai-vos Com Estas Palavras

"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com  trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com  Senhor (I Ts. 4:16,17)."

Sim, é verdade, muito de nós só nos apegamos a volta de Cristo quando as coisas vão mal. No entanto, se essas "coisas" estão relacionadas com o "nosso" bem-estar, temos razão em acharmos que este anseio pela volta de Jesus seja, na realidade, uma fuga dos nossos problemas pessoais. Porém, se essas "coisas" dizem respeito ao "Reino de Deus" aqui na terra, este anseio é legítimo.

Quando percebemos o nível de insensibilidade espiritual que muitos líderes de muitas de nossas igrejas estão mergulhados, quando percebemos a secularização da sociedade que afasta as pessoas de Deus e as empurra para o maligno, quando percebemos a deterioração da estrutura familiar e, acima de tudo, percebemos a nossa inércia enquanto estrutura religiosa que deveria estar na linha de frente neste confronto com o mal, só nos resta clamar: Vem Senhor Jesus.

Como Ló, que não suportava mais viver dentro de Sodoma e estava na porta quando os anjos chegaram para a destruir, nós, devemos estar nas brechas espirituais de nossas cidades, dizendo à todos que não se dobraram diante dos deuses deste mundo: "Consolem-se, pois Ele Virá!!!"

Esteja certo: "Ele virá para buscar os que crêem nEle" (Jo. 14:1-3). Você crê? Eu creio. Então...

...Ele virá nem que seja para buscar apenas você e eu.
 
 
I Ts. 4:18 - "Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras".

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Nosso Maior Desafio

Nosso maior desafio não é ganharmos o mundo.

"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" Marcos 8:36

Nosso maior desafio não é enchermos nossas igrejas de gente.

"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela"; Mateus 7:13

Nosso maior desafio não é galgarmos os degraus das consagrações e atingirmos o topo.

"Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos"; Romanos 12:16

Nosso maior desafio é vencermos a nós mesmos.

"Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã". Tiago 1:26

"Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade". Salmos 115:1

"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me". Lucas 9:23

Tão simples e direto.

Vença a si mesmo e te libertarás de suas dores mais profundas. Vença a si mesmo e conquiste o infinito.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Voltem Pra Deus e as Coisas Voltam Pros Trilhos


Só para pensar um pouquinho...

Não adianta continuar fingindo que tudo vai vem, quando tudo vai mal.

Não há outra alternativa: "Voltem para Deus e as coisas voltam para os trilhos. Permaneçam longe de Deus e tudo continuará mal. Aliás, mal, não, irão de mal à pior, "enganando e sendo enganados" (2 Tm. 3:13).

É a Bíblia, Palavra de Deus, que diz isto.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Integridade da Doutrina Cristã

Subsídios – Lição 12 – Jovens e Adultos - 3º Tri 2011 – CPAD
Texto Áureo: 2 Tm. 3:16,17
Leitura Bíblica: 2 Tm. 3:14-17; Tt. 2:1,7,10

Inicialmente é preciso compreender os significados das palavras “integridade” e “doutrina”, a fim de entendermos e diferenciarmos a superioridade indiscutível da doutrina. A partir daí, entenderemos do que estamos falando quando mencionamos “doutrina cristã”. Infelizmente, muitos ainda insistirão em supervalorizar usos e costumes em detrimento da doutrina bíblica, enfatizando supostos valores transmitidos de pastores antigos, no zelo pela manutenção da “sã doutrina” (a confusão começa aí).

Mas, vamos perseverar na nossa missão de ensinar o que está posto na Bíblia, como está posto, e não como queremos que esteja posto (exegese X eisegese), apesar de nossas fraquezas e limitações, que podem gerar equívocos. Não os nego. No entanto, devemos insistir, pois temos aprendido e visto ao longo de décadas que usos e costumes invés de libertar, aprisionam pessoas, enquanto que a sã doutrina, originariamente falando, conduze-nos ao poder libertador de nós mesmos, garantindo-nos liberdade em Cristo.

Integridade é como chamamos “aquilo a que não falta nenhuma de suas partes”. No que diz respeito a integridade da doutrina, é toda norma bíblica recebida sem alteração, salvaguardando sua pureza intacta.

Doutrina – é o conjunto dos princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência. No nosso caso específico, são os princípios imutáveis da nossa fé, registrados na Bíblia Sagrada, que norteiam nossa vida espiritual e nossa prática cotidiana.

Note-se a impossibilidade de identificarmos como doutrina os usos e costumes. Isto porque, usos e costumes são mutáveis, modificam-se com o passar do tempo e pela mudança dos condutores do povo. Já a doutrina bíblica, no que diz respeito a sua integridade, mantém-se igual, imutável, independente da época e dos governantes da vez.

A confusão que inúmeros religiosos fazem é porque há incontáveis registros bíblicos de costumes de época, estabelecidos e preservados por povos bíblicos, especialmente hebreus, que geram confusão para pastores e professores cristãos. Não tendo o cuidado de uma pesquisa bíblica apurada, fruto da má-formação educacional bíblica, impõem-se duras tradições, como que recebidas de Deus, transmitindo-as à outros neófitos da fé.

Desta forma, perpetuam rigorosos ritos e tradições que nada acrescentam a vida espiritual das pessoas, pelo contrário, testemunham de uma escravidão que a doutrina divina procura libertar.

“Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas” (Marcos 7:8)

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8)

Portanto, o conjunto de doutrinas ou princípios bíblicos que devemos preservar ou manter a sua integridade é:
 
1.       As Escrituras
a.        A necessidade das Escrituras;
b.       A Inspiração das Escrituras;
c.        A verificação das Escrituras.

2.       Deus
a.        A existência de Deus;
b.       A natureza de Deus;
c.        Os atributos de Deus;
d.       O trino Deus.

3.       Os Anjos
a.        Os Anjos;
b.       Satanás;
c.        Espíritos maus.

4.       O Homem
a.        A origem do homem;
b.       A natureza do homem;
c.        A imagem de Deus no homem.

5.       O Pecado
a.        O fato do pecado;
b.       A origem do pecado;
c.        A natureza do pecado;
d.       As conseqüências do pecado.

6.       O Senhor Jesus Cristo
a.        A natureza de Cristo;
b.       Os ofícios de Cristo;
c.        A obra de Cristo.

7.       A Expiação
a.        A expiação no Antigo Testamento
b.       A expiação no Novo Testamento.

8.       A Salvação
a.        A natureza da salvação;
b.       A justificação;
c.        A regeneração;
d.       A santificação;
e.       A segurança da salvação.

9.       O Espírito Santo
a.        A natureza do Espírito Santo;
b.       O Espírito Santo no Antigo Testamento;
c.        O Espírito em Cristo;
d.       O Espírito Santo na experiência humana;
e.       Os Dons do Espírito Santo;
f.         O Espírito Santo na igreja.

10.    A Igreja
a.        A natureza da igreja;
b.       A fundação da igreja;
c.        Os membros da igreja;
d.       A obra da igreja;
e.       As ordenanças da igreja;
f.         A adoração da igreja;
g.        A organização da igreja.

11.    As últimas Coisas
a.        A morte;
b.       O estado intermediário;
c.        A ressurreição;
d.       A vida futura;
e.       O destino dos justos;
f.         O destino dos ímpios;
g.        A Segunda Vinda de Cristo.

Nosso maior desafio é viver a vida terrena, fundamentado nas doutrinas bíblicas, sem o peso desnecessário das tradições e costumes humanos. A diferença é bem simples. A quebra de um costume ou tradição não significa pecado, enquanto que, a quebra ou inobservância da doutrina bíblica gera heresias, ignorância, pecados e, conseqüentemente, morte espiritual.

Há bons costumes, porém, a resistência em adotar esses costumes não pode ser justificativa para a repulsa de pessoas que se aproximam do evangelho com o desejo sincero de servir e seguir ao Senhor. O que precisamos manter é a mente aberta para os princípios cristãos, e se houver correções a serem feitas nos comportamentos dos cristãos, vamos permitir que o Espírito Santo os convença (Jo. 16:8). Caso contrário, agiremos como os escribas, fariseus e sacerdotes da época de Cristo, que estavam mais preocupados com o exterior do copo, esquecendo que as virtudes sinceras e a boa correção são aquelas que brotam no íntimo do convertido (Mt. 23:25,26).

O próprio Cristo foi alvo da ira dos homens porque não observava tradições inóquas (Mt. 7), que não podem salvar. O que nos cabe é ensinar o evangelho, e desta forma, absorvendo os ensinos cristãos, as pessoas adquiram comportamentos característicos de um povo zeloso e de boas obras (Tt. 2:14).

Quando insistimos na exigência da observância de costumes mutáveis humanos, gastamos energia e tempo com coisas de baixa relevância, enquanto nos faltam tempo e energia para dedicarmo-nos a obra mais importante que o Senhor nos comissionou: “Fazer novos discípulos seus”.

Pelo pressuposto, o maior risco que a doutrina bíblica sofre, é o dos falsos profetas e obreiros. Misturados ao rebanho do Senhor, desandam a impor conceitos e preceitos humanos, sob forma de terrorismo espiritual, condenando todos aqueles que os contradizem. Não possuem discernimento espiritual nem o cuidado de um estudo pormenorizado dos textos sagrados. Vivem de púlpito em púlpito disseminando suas doutrinas humanas, escravizando neófitos e engabelando os incautos, reforçando seus espetáculos com supostas manifestações espirituais. Gente que invés de púlpitos deveriam estar sentados num banco de escola, principalmente bíblica dominical e, também, secular. Gente preguiçosa, vaidosa e ambiciosa.

Os ensinos e pregações devem ser o resultado de uma boa exegese (Interpretação de um texto bíblico, a partir do seu real significado, ou seja, a vontade divina expressa na Bíblia), e não fruto de uma enfeitada eisegesis (interpretação de um texto que demonstra a subjetividade do interpretador e não o significado real do texto, ou seja, o “nosso” que amparamos na Bíblia). “Coisas maravilhosas na Bíblia se vê, coisas colocadas ali por mim e por você”. Uma boa “exegese” é o melhor caminho para evitarmos as “eisegesis” tão comuns nos dias atuais.

Quando em contato com a Bíblia, que o Espírito Santo nos torne sensíveis à sua voz, ministrando aos nossos corações a boa, perfeita e agradável Palavra de Deus. Que o Senhor ampare os sinceros e reforcem suas mãos na manutenção da integridade das doutrinas cristãs encontradas na Bíblia Sagrada.