quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Eles Desafiam Darwin

Cientistas brasileiros se aliam a um grupo de acadêmicos americanos e começam a defender nas universidades do País que a vida teria sido criada por uma mente inteligente


Toda vez que é instada a dissertar sobre o início do universo e da vida, a maioria da comunidade científica apoia-se nos princípios de Charles Darwin (1809–1882), o biólogo e naturalista inglês que explicou a origem da diversidade da vida na terra com a Teoria da Evolução. Para esses darwinianos, novas espécies de seres vivos surgem por meio de mudanças graduais, geradas pela descendência e guiadas pela seleção natural.
 
Cresce no País, no entanto, um grupo de cientistas de currículos robustos dispostos a quebrar o paradigma da biologia evolutiva, defensores da Teoria do Design Inteligente (TDI). A vida, para eles, não se desenvolveu na Terra de forma natural, mas projetada por uma mente inteligente. “Conhecimentos científicos em bioquímica e biologia molecular cada vez mais apurados nos permitiram abrir a caixa preta chamada célula e enxergar nela um conjunto imenso de máquinas moleculares dotado de uma complexidade irredutível”, diz Marcos Eberlin, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Não dá para pensar num motor desse tipo produzido por forças naturais. Foi decisão de uma inteligência que existe no universo.”
 
Autor de mais de 650 artigos científicos com mais de dez mil citações e comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, Eberlin é o porta-voz brasileiro da TDI, um movimento que nasceu nos Estados Unidos no final dos anos 80. Por lá, há cerca de três mil adeptos, como químicos, bioquímicos, biólogos e físicos. Aqui, os seguidores ganharam corpo com a Sociedade Brasileira do Design Inteligente, constituída no mês passado. Com Eberlin na presidência e um comitê científico composto por alguns ex-darwinistas, a entidade recentemente deu vida ao 1º Congresso Brasileiro do Design Inteligente, em Campinas, no interior de São Paulo.
 
Rodrigo Cardoso (rcardoso@istoe.com.br)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Para Quem "Ainda" Acredita no Amor

Após 65 anos juntos, casal inglês morre com minutos de diferença

 
Depois de ficarem separados na guerra, Mavis e Harry não queriam mais ficar longe um do outro. Eles se conheceram ainda na adolescência, ficaram casados por 65 anos e, no início de novembro, morreram no mesmo dia, com apenas alguns minutos de diferença.
 
Harry Stevenson, de 88 anos, e Mavis Stevenson, de 89 anos, eram descritos por seus familiares como "um casal inseparável". Mavis foi a primeira a partir, na manhã de 3 de novembro, na casa de repouso St Werburgh's House, onde o casal morava, na cidade de Derby, na Inglaterra. Ela passou a viver no local depois que sua saúde piorou. Harry fez questão de também se mudar para o estabelecimento para que não ficassem separados.
 
"As enfermeiras disseram a ele da forma mais gentil possível que ela havia falecido", afirmou o sobrinho do casal, Stephen Creswell, de 63 anos, à agência de notícias Cater News. "Elas disseram que ele chorou um pouco, mas não foi nada dramático. Elas saíram do quarto e, quando voltaram, o encontraram morto, com uma lágrima ainda em seu olho."

"Amor eterno"

A condição de Mavis era frágil e sua morte, esperada. Já seu marido estava bem de saúde, apesar de requerer alguns cuidados. O casal se conheceu ainda na adolescência. Começaram a namorar pouco antes de ele se alistar para lutar na Segunda Guerra Mundial, em 1943. (...) Os dois se casaram pouco depois de Harry voltar para casa, onde ele trabalhou como marceneiro por 50 anos. O sobrinho do casal acredita que a separação durante a guerra tornou o laço entre eles ainda mais forte e que isso fez com que eles se recussassem a ficar separados outra vez.

Há cinco anos, a saúde de Mavis se deteriorou. Ela não podia mais sair de casa nem fazer trabalhos pesados. Harry assumiu as tarefas de casa, como cozinhar, limpar e lavar as roupas do casal, que não teve filhos. "Era adorável, porque foi uma completa inversão dos papéis que eles tiveram durante suas vidas. Era díficil para ele cuidar dela, mas Harry estava determinado a ficar na mesma casa que Mavis", contou Creswell.

"Final triste e feliz"

Quando a condição de Mavis piorou, ela teve de ser transferida para uma casa de repouso. A família precisou, então, buscar um local em que Harry também pudesse viver. Foi nesta casa de repouso que eles passaram seus últimos meses juntos. "Harry sempre pediu cobertores para ela e queria ter certeza de que ela estava sendo bem cuidada", relembra a gerente da casa de repouso, Grace Matebele. "Foi um final triste, mas também feliz."

Mesmo triste, o sobrinho do casal afirma que não poderia imaginar um final mais adequado para a vida que eles passaram juntos. "O amor deles nunca acabou, e sei que eles nunca gostariam de ficar separados. É muito triste, mas também maravilhoso, porque eles ficaram juntos até o fim e nenhum deles teve de ficar sozinho."

sábado, 15 de novembro de 2014

As Notícias Que Não São Notícias Porque Sem Sentido e/ou Sem Importância

Vejam as manchetes no site da Revista Veja - 29.10.2014.


Contra memória fraca, coma chocolate, sugere estudo



Observe: O estudo "SUGERE".



Chá e frutas cítricas podem prevenir câncer de ovário, diz estudo


Pesquisadores podem ter achado esqueleto completo de mamute


Observe: O chá, as frutas e os pesquisadores "PODEM" (ou não, acrescento).

Manchete no site da Revista Época - 29.10.2014
Regiane Alves interrompe licença-maternidade para voltar ao trabalho: "Uma loucura"


Observe: ???



Deu para entender?



Então... Cuidado com o que você lê.

A Turma da Mônica Doutrina Teus Filhos? Esta Notícia lhe Interessa.

Ilustração do livro "Meu pequeno evangelho"

Livro da Turma da Monica traz versão espírita do Evangelho

Por FELIPE PATURY - Fte.: Revista Época 13.11.14


O cartunista Maurício de Sousa já contou histórias de sua Turma da Monica nas mais variadas situações – inclusive religiosas. O que nunca tinha feito é um livro que juntasse Monica, Cebolinha, Cascão, Magali, Anjinho e Penadinho em histórias de cunho espírita.


Esse é o tema de Meu pequeno evangelho, livro que ele lançou em São Paulo. O livro foi escrito em parceria com o designer peruano Luis Hu Rivas, um entusiasta do espiritismo, e o baiano Alã Mitchell, convertido ao espiritismo aos 15 anos.

Casados por 73 anos, mulher e marido morrem com 28 horas de diferença

Helen e Joe Auer
Por Isabela Carrera
Fonte: Revista Época - 23.10.14

Esta história vai encantar as almas mais românticas. O casal americano Helen e Joe Auer permaneceu casado por mais de sete décadas até esta semana, quando a mulher morreu aos 94 anos na cadeira de sua casa em Ohio. Joe, aos 100, também se foi, apenas 28 horas depois.
 
Seus nove filhos, o mais velho com 72 anos, não se mostraram surpresos pelo impacto que a perda da parceira teve sobre Joe. Segundo eles, ninguém acreditava que o patriarca aguentaria dormir mais de uma noite sem ela. “Colocar minha mãe em uma casa de repouso não era uma opção. Ele cuidaria dela até o final – e cuidou. Se alguém estiver para se casar, deve se espelhar nos meus pais”, afirmou Jerry, um dos irmãos. Segundo os parentes, ao site Cincinnati.com, ao se despedir da mulher com um beijo, Joe sussurrou “chame-me para casa”.
 
A trajetória de Helen e Joe é permeada por romance e dificuldades. O casal uniu-se em matrimônio no ano de 1941, quando a Segunda Guerra Mundial estava iminente. Eles tiveram seu primeiro filho e, durante a segunda gravidez de Helen, Joe foi enviado pelo Exército americano para a guerra na Europa. Enquanto servia na França, ele recebeu uma fotografia da amada ao lado das duas crianças – esta foi a primeira vez que o marido viu a mais nova. Ele guardou a imagem dentro da carteira, onde permaneceu até sua morte.
 
Auer conseguiu escapar a salvo da Batalha da Normandia e retornar aos Estados Unidos, onde eles seguiram a vida e passaram por problemas financeiros. Joe começou a trabalhar como gravador e Helen a ajudar na cafeteria de uma escola local.
 
Além dos nove filhos, o casal também deixou 16 netos, 29 bisnetos e um tataraneto. “Eles viveram uma vida abençoada”, disse Mary, filha que se aposentou para ajudar a mãe com artrite e o pai a realizar tarefas domésticas como preparar refeições e lavar roupa. O enterro foi realizado na quarta-feira.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Fé que Remove... Templo.

 
A intervenção do homem na história humana realiza proezas como essa:

 
"O templo de Jerusalém foi construído por Salomão, reconstruído por Zorobabel, enfeitado por Herodes e transportado para São Paulo por Edir Macedo."

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Profecias Seletivas. Deus é Seletivo?

"Nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais" (Ef. 6:12).
 
Com este versículo da carta de Paulo aos Éfesos, destaco que não temos uma pessoa ou partido como inimigos. O que temos como adversários do bem é o "espírito" que nega a vontade de Deus e estabelece como deus o seu próprio ventre. Independente de como ele se apresenta e onde ele se apresenta, seremos veementemente contrário aos seus projetos malignos. Esta é a essência da profecia e dos profetas.
 
Em tempo de graça, que vivemos hoje, as bênçãos divinas são destinadas à todos, no entanto, da mesma forma que Deus deseja abençoar a todos (Jr. 29:11), repreende com a mesma determinação os que insistem em manter suas vidas na pauta da desobediência contumaz (Mt. 4:17; Lc. 13:2-5). Deus não abre mão do desejo de que sejamos íntegros, benignos, respeitosos e amorosos uns para com os outros.
 
Nossa tendência em achar que existem alguns que são mais íntimos de Deus a ponto de receber da divindade a aquiescência para que permaneçam maquinando e fazendo o mal, se trata de um equívoco sem medida. Esse tempo da graça infinita que não pune o mal e não cobra responsabilidades é ilusão. É a tentativa de fugir do custo de nossas más ações e permanecer com a falsa ideia de que está tudo bem. Não! Não está tudo bem. "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez. 18:4). Deus é incisivo: Parem de fazer o mal! (Is. 1:16).
 
Deus não coopera com o mal venha de onde vier e praticado por quem quer que seja. Se eu ou qualquer outro reles mortal nos rebelarmos contra Deus e sua Palavra, devemos ser imediatamente advertidos do erro e da necessidade de arrependimento. Mas, quando um "privilegiado" faz o mal e insiste na iniquidade, um silêncio se faz. Onde estão os profetas?
 
A profecia que insiste em advertir o pobre, o simples, as camadas mais baixas do clero e da população e faz "vista grossa" àqueles pecados que, publicamente, a alta "casta", política e eclesiástica, insiste em praticar, é profecia seletiva. E se ela é seletiva, não é divina. E se não é divina é diabólica.
 
"...Vejam, o Senhor vem com milhares de milhares de seus santos, para julgar a todos e convencer a todos os ímpios a respeito de todos os atos de impiedade que eles cometeram impiamente e acerca de todas as palavras insolentes que os pecadores ímpios falaram contra ele" (Jd. 1:14-15).

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Por apoio jovem, Dilma escala Jean Wyllys em evento em SP



Fonte: noticias.terra.com.br
A campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição colocou o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) como destaque em um evento de jovens da periferia de São Paulo, em Itaquera. O parlamentar sentou-se ao lado da petista, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, enquanto nomes petistas de peso ficaram no palco, mas distantes do protagonismo.
 
Recomendo que você pesquise sobre o que pensa o Sr. Jean Willys (homossexual assumido) sobre sexo com criança, prostituição, drogas, cristãos, kit-gay e aborto.
 
Após verificar os "pensamentos vanguardistas" deste cidadão, se estiver bom pra você, mantenha o que está aí.

Atenção, senhores: podem roubar à vontade!

O eleitor não está nem aí.

 
Por Ricardo Noblat
Corrupção custa caro (Foto: Arquivo Google)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Será Que os Brasileiros Gostam do "Rouba, Mas, Faz?!"




Os nossos governantes tem o dever de gerir a coisa pública com integridade. Não podem, a despeito de "dizer" cuidar dos pobres e necessitados, se corromper nem serem corrompidos.
 
Não nos importa o partido, haja vista que, no Brasil atual, a sensação que temos é a de que nenhum deles presta. Mas, a obrigação que temos, como cidadãos, é de rejeitar quem nos concede algum tipo de benefício pessoal com uma mão e com a outra nos rouba os recursos que precisamos para tornar nosso país mais igual e mais justo para "todos os brasileiros".
 
Será que já não chegou a hora de dizermos "CHEGA DE TANTA CORRUPÇÃO?!" Sabemos. A melhor forma de dizer isto é nas urnas. Vamos afastar os desonestos da porta do cofre e tomar-lhes a chave.
 
Não aceite propaganda enganosa. Não aceite ser enganado. Vote consciente. Diga NÃO  a corrupção.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Cristãos Atentos

Em um ambiente extremamente contaminado pela disputa eleitoral, se faz mais do que necessário que os cristãos tenham bom senso e visão crítica do quadro que temos atualmente no Brasil. É preciso analisar partindo do pressuposto, não de partidos políticos, mas, sim, dos princípios que regem a vida cristã.
 
Não queremos dizer com isso que nosso projeto é construir um país evangélico ou coisa parecida. O que dizemos é que nosso interesse maior está em torno das igualdades sociais e do respeito aos mandamentos divinos. Não adianta uma nação economicamente rica, tendo entre seus nativos pessoas sofrendo misérias, abandono e dores de todo tipo. O que desejamos é uma desenvolvimento nacional em bases sólidas. Sem temor a Deus é impossível alcançar isso, pois, o ser humano vai estar esperando apenas uma oportunidade para delinquir e fazer sofrer seu semelhante.
 
Pois bem. A primeira destaque que desejo expor é, os partidos que obtiveram dianteira na disputa política brasileira são partidos de esquerda. Normalmente, os partidos de esquerda são avessos as coisas ligadas a Deus. Apenas durante o período eleitoral é que eles se voltam para o ambiente religioso. E, mesmo assim, porque, hoje, os religiosos se constituem um segmento que, do ponto de vista eleitoral, não se pode ignorar.
 
O que vigora nesses dias, portanto, é a falsidade e a mentira direcionadas ao público cristão. O que os cristãos pensam sobre liberdade de expressão, aborto e casamento homossexual, especificamente?
 
Sobre liberdade de expressão.
 
Somos o segmento social mais criticado nesse país, e essas críticas são reiteradas diuturnamente sem que "ninguém" tenha, em algum momento, se solidarizasse conosco e condenasse as agressões. Mesmo assim, somos a favor que se mantenha nesse país o direito das pessoas se manifestarem em relação a tudo e a todos, com respeito, sem agressões ou estímulos a violência. Isto tem relação direta com nossa missão de pregar o evangelho a toda criatura.
 
E o que dizem os partidos que disputam a presidência da República?
 
Os da oposição mantem a posição de respeito a liberdade de expressão (talvez porque estão na oposição). O partido do governo fala em controle de conteúdo da mídia (no mínimo, censura prévia).
 
Sobre aborto.
 
Este assunto não pode ser abordado em poucas linhas, em razão da sua complexidade, o que gera divergência interna. Grupos cristãos a favor, contra e meio-termo. Porém, objetivamente, levando em consideração as maiores denominações, a posição cristã é contrária ao aborto em qualquer situação.
 
E o que dizem os partidos que disputam a presidência da República?
 
Tanto oposição quanto situação dizem preservar a questão do aborto nos termos atuais da legislação brasileira, ou seja, apenas para os casos de gravidez em decorrência de estupro, com risco a saúde da mulher ou da criança e em casos de anencéfalos. Isto significa que, no exercício do poder, este assunto não se tornará um programa de governo. No entanto, há de se verificar no Congresso Nacional que o partido do governo lidera os projetos de leis que sugerem a liberação do aborto no Brasil.
 
Sobre o casamento homossexual.
 
Consideramos a homossexualidade uma abominação diante de Deus. Isso não significa que é interesse dos cristãos, principalmente evangélicos, proibir as pessoas de optarem por relações desse tipo. Todos os seres humanos devem ser respeitados em suas decisões pessoais, contanto que essas decisões pessoais não impliquem em algum tipo de agressão ou dano para o outro. Dessa forma, somos contrários ao famigerado casamento homossexual, não concordando que a defesa dessa opção tenha que ser transformado em programa de governo, concedendo determinados privilégios para seus adeptos.
 
E o que dizem os partidos que disputam a presidência da República?
 
Tanto um como o outro são favoráveis ao casamento homossexual.
 
É o que temos.
 
Concluo.
 
Vale destacar que a importância das posições dos partidos em relação a estas questões se dá em razão da defesa que seus quadros, no Congresso Nacional, farão. Assim, é mais importanto para os cristãos a eleição de seus representantes como Deputados Federais, Estaduais e Senadores, do que da eleição do Presidente da República.
 
Repito. É mais importante que a eleição para Presidente. Isto não quer dizer que é irrelevante quem coloquemos no Palácio do Planalto. Politicamente falando, "o poder da caneta faz milagres".
 
Portanto, já tendo eleitos os representantes para o legislativo, é hora de elegermos o representante do povo para o Palácio. Que isso seja feito com responsabilidade, coerência e bom senso, olhando o Brasil como todo, e não, como briga de segmentos, ou seja, nós contra eles.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

As Contrariedades de Cristo... As Minhas Contrariedades.

Quando viveu entre nós, Jesus era 100% homem e 100% Deus. Segundo o escritor aos Hebreus (2:18), Ele, em sua forma humana, padeceu as mesmas tribulações que nós, reles mortais. Isto significa que durante sua estadia aqui Jesus enfrentou estas mesmas sensações e sentimentos que mexem com nossas emoções atualmente.

Sendo Filho de Deus, sua noção de justiça, amor, confiança, perdão, benignidade, era a mais clara possível. Nítidamente sabia, e sabe, distinguir uma ação correta de uma outra incorreta. E qual era sua reação ou sentimento nessas horas? Irritação? frustração? angústia? cansaço?

Eis o que registra os evangelhos a cerca das reações e/ou sensações de Cristo.

Mt. 12:34 - "Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca." - Jesus está INDIGNADO com os fariseus que, aparentemente defendo sua religião, alegaram que o Cristo fazia as obras que fazia pelo espírito de belzebu.
 
Mt. 16:4 - "Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se." - Jesus parece FRUSTRADO com o resultado colhido no coração daquela geração, representada pelos fariseus (de novo) e saduceus. É como se Ele falasse: "Tenho feito tudo que faço e vocês continuam sem acreditar em mim". Observem. Jesus se retira e deixa-os. É a mesma sensação que atravessou o coração de Isaías (Is. 53:1) e atravessa o nosso nos dias atuais.
 
Mt. 26:45 - "Então chegou junto dos seus discípulos, e disse-lhes: Dormi agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores." - Jesus tinha levado seus discípulos para orar com ele e, depois de tentar mantê-los acordados, DESISTE de insistir para que permaneçam vigiando em oração. Jesus disse: "Ok. DESISTO. Durmam."
 
Mt. 21:12 - "E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas." - Jesus não suporta a afronta dos vendedores do templo e além de expulsá-los do templo, DERRUBOU suas mesas e cadeiras. Jesus estava IRADO.

É da natureza humana sentir raiva, ira, ódio, furor. Por esta razão, a Palavra de Deus permite-nos sentir raiva ou ódio, porém, adverte-nos do dever de impedir nossa carne de alcançar o pecado como resultado deste nefasto sentimento (Efésios 4:26). Ainda, concomitante, o apóstolo Paulo, no mesmo texto, recomenda que não permitamos que este sentimento permaneça abrigado em nossos corações depois do sol se pôr.
 
Cristo Jesus, em Mateus 5:22, aponta-nos esta realidade quando condena o ódio à alguém "sem motivo". Aqui recebemos a informação de que há motivos justificáveis para o ódio. Assim, conforme os exemplos de Cristo apontados acima, necessário se faz que o pano de fundo gerador do ódio seja avaliado e, a partir desta verificação, obtermos a medida exata de como anda nosso coração diante d'Aquele que rege as relações interpessoais, DEUS.
 
Podemos nos envolver em situações que "exigem" uma certa indignação, caso contrário, estamos apenas corroborando ou, no mínimo, já nos acostumamos com o erro, com o mal ou com o pecado. Daí, nos tornamos cúmplices das mesmas iniquidades (Rm. 1:32). Temos os exemplos da corrupção, da fraude, da mentira, da falsidade, da inimizade gratuita, da violência, da vulgaridade, da promiscuidade, do partidarismo, do orgulho, enfim, uma série de ações e sentimentos considerados "normais" nos dias atuais, inclusive no meio cristão, que nos mancha a alma. E o que fazer? No mínimo, ODIAR tais práticas.
 
Quando nos alimentamos da Palavra de Deus, permitimos a nossa alma se moldar ao padrão de comportamento e aos mais nobres sentimentos divinos. Desta forma, tudo que NÃO for verdadeiro, amável, puro, de boa fama ou que inspire louvor, despertará ÓDIO em nós. Não um ódio que lança o pecador no inferno, mas, que o faça despertar para o fato de que aquilo que ele está fazendo é mal e receberá de Deus a devida punição.
 
É da natureza divina amar, perdoar, ter paciência e ser longânimo para com todos. No entanto, o amor divino permanecerá eterno para com todos, mas, o perdão, a paciência e a longanimidade será interrompida para alguns. Ou Deus permanecerá perdoando a humanidade para todo sempre? A Bíblia informa que não, em Sf. 1:14,15, em Is. 34:8; 61:2 e em todo o livro do Apocalipse, pois alerta sobre o "DIA DA VINGANÇA DO NOSSO DEUS", que é o dia da devida retribuição, ou castigo, ou punição.
 
Os que honram Deus, os indignados com o mal, animem-se. Os que praticam a iniquidade e nos causam indignação, preparem-se. O grande dia está próximo, quando ELE retribuirá a cada um, conforme suas obras e palavras.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Não Nos Conformemos

Vivemos numa época em que é mais cômodo não se insurgir contra o modus operandi da moderna raça humana (os cristãos em seu meio). Mas, ao deparar-nos com a Bíblia, somos desafiados ao contrário. Pensar por si e falar de acordo, ter o discernimento necessário para identificar o mal e ser capaz de fazer-lhe oposição, vislumbrar um mundo melhor e lutar por alcançá-lo, identificar o mal em nós e subjugá-lo pelo poder do evangelho.

O maior dos desafios é deixarmos a ideia minimalista de animais e nos tornarmos seres humanos. Nossa maior referência é Cristo que, mesmo sendo Deus, se humilhou para que, pelo seu exemplo, pudéssemos vislumbrar a fôrma ideal de humanidade. É, de uma certa forma, voltarmos ao Éden, ao período anterior a queda, e vivenciarmos a essência do que é ser "humano".

Em tempos de ditadura de opinião, onde não se pode contrariar o "politicamente conveniente", ser contracultura é guerra sem trégua, é dor sem alívio, é ferida sem cicatrização. Não nos enganemos. Este viver forçado se enraizou tanto na modernidade que até mesmo em comunidades cristãs vigora a lei da conveniência.

Como viver a fé cristã num meio tão secularizado e arredio a Deus e sua Palavra? O jeito é viver uma real conversão e, desta forma, permitir que a força do Espírito Santo nos ajude a resistir, e não nos conformarmos com este mundo, mas, transformá-lo pela renovação de nosso entendimento.

sábado, 27 de setembro de 2014

É MENTIRA!

É MENTIRA que os cristãos querem IMPOR sua visão de mundo e suas crenças aos brasileiros, através de leis do tipo "pode e não pode".
 
Se há uma coisa que os cristãos tem consciência é o fato de que o evangelho não pode ser recebido por IMPOSIÇÃO, como uma OBRIGAÇÃO. Nem Deus, com seu poder, soberania e legitimidade, nos obriga a aceitar e cumprir suas leis. A conversão aos princípios do evangelho se dá pela fé e de forma voluntária.
 
É MENTIRA que os cristãos são homofóbicos.

O fato de defendermos que a Bíblia informa ser, o homossexualismo, uma abominação contra Deus, não significa que odiamos os homossexuais e queremos destruí-los. Se é Deus quem considera a homossexualidade um desvio da normalidade, Ele, no tempo certo, tratará desta questão com os envolvidos. Apesar disto, a Palavra de Deus, ao contrário do pensamento ignorante de alguns, defende que cada cidadão tem o direito de fazer o que quiser em sua vida privada, contanto que não agrida o direito dos outros.
 
É MENTIRA que Pastor determina o voto dos cristãos.

Durante todos esses anos de convivência no meio cristão, nunca presenciei imposição de voto para A, B ou qualquer outro candidato. Pelo contrário. O que se defende é a consciência dos princípios cristãos para um voto cidadão consciente. Porém, é verdade que um bom líder tem influência sobre o público cristão. No entanto, sua arma de influência é uma vida coerente e argumentos bíblicos convincentes.


É MENTIRA que "cristão vota em cristão".

Cristão vota em candidatos que lhe inspire confiança, transpire honestidade e demonstre integridade. Além disto, é importante para este segmento que o candidato se comprometa com a não agressão aos princípios bíblicos inegociáveis. Se for cristão, melhor.


É MENTIRA que o cristão é "obrigado" a dar dízimos e ofertas.

Dízimos e ofertas constam na Bíblia como meio de contribuição voluntária da comunidade dos cristãos. Não é imposição. É capacidade crítica de reconhecer que as despesas decorrentes das reuniões que participamos devem ser compartilhadas pelos que delas participam. É usufruir do bônus, assumindo o ônus.


É MENTIRA que todo dinheiro doado na Igreja vai para o bolso do pastor.

A comunidade cristã tem demandas que prescinde de recursos financeiros para suprir. Luz, água, telefone, deslocamentos, construção de prédios, conservação de imóveis, ajuda aos mais carentes, aos drogados e as demais vítimas de uma sociedade hedonista irresponsável. Como se faz sem recursos? O princípio da cooperação igualitária é o fundamento de sustentação das igrejas. É verdade que dentre as despesas há ajuda de custo (prebenta, salário, como queiram)  para pastores que vivem exclusivamente em função do trabalho religioso. Ou eles devem trabalhar diuturnamente no sacerdócio e morrer junto com sua família progressivamente?


É MENTIRA que todo pastor desvia o dinheiro da igreja em seu benefício.

A maioria dos pastores são íntegros e vivem no limite de suas necessidades pessoais e familiares, em razão de sua luta na condução de um povo que se inclinou para Deus.


É VERDADE...
 
Vamos continuar pregando boas novas de salvação, condenando o pecado, anunciando o retorno de Jesus e alertando sobre o "dia da prestação" de contas perante Deus.

Isto, sem dúvidas.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pai, Afasta de Nós Esses Políticos, Pai.

Todo ano de eleição é a mesma correria. De repente, as denominações se enchem de "irmãos" que nunca antes conhecíamos. Vindo de tudo quanto é lado ou ideologia, aparecem em nossas igrejas. Bem vestidos, linguajar apurado e, como não pode deixar de ser, munidos de trechos memorizados da Bíblia e jargões evangélicos. "Paz, irmãos", "Cristo, nosso Senhor", "Como vocês dizem: aleluia!", etc.
 
A sociedade brasileira está organizada sob a égide de um estado laico. Isto significa que a Igreja não interfere no Estado e o Estado não interfere na Igreja. É a separação entre um Estado regido pelos homens e a Igreja regida por Deus (em tese). Claro que isto não significa que os cristãos não paguem impostos e, como cidadãos, não tenham direito e obrigação de escolher seus governantes.

E é aí que políticos "sabidos" e "sem-vergonhas" se lembram dos cristãos. Gente que defende casamento-gay, aborto e descriminalização das drogas nos bastidores e não tem coragem de dizer diante de nós. Sem mencionar, ainda, os que possuem uma ficha pregressa de provocar náuseas em qualquer cidadão de bem, em razão de seu envolvimento em falcatruas, maracutais e similares.
 
Quando se trata de período eleitoral e votos, os "do lado de cá" (os religiosos), se tornam alvo de elogios e outros agrados dos "do lado de lá" (políticos secularizados). E, então, é aquela romaria aos templos cristãos. Invés de "pagar promessas" ou "invocar graças", vão em busca dos milhões de votos que se reúnem em milhares de templos espalhados pelo Brasil.
 
A verdade nua e crua é que as igrejas cristãs brasileiras se tornaram atrativas para todos os políticos, sejam cristãos, ateus ou de outras ramificações religiosas. Quando não tinham o alcance populacional de hoje, com seus 25 milhões de seguidores (aproximadamente), os cristãos não exerciam nenhuma atração sobre os políticos. Com o seu exponencial crescimento no Brasil, se tornaram um segmento social que não se pode desconsiderar. Por esta razão, os templos cristãos se tornaram um local de presença constante de candidatos a cargos públicos, principalmente, e alguns, exclusivamente, em tempos de eleições.
 
Nos "visitam" ou, melhor, fazem campanha em nossos templos os que crêem, os que não crêem e, também, os que são contrários à nossa fé. Durante o mandato essa gente desce a "borduna" em nossas costas e pelas nossas costas. Em campanha, são "amigos da nossa fé".
 
O que eles não percebem é que o nível de consciência política dos cristãos está melhorando. Antes, uns bobões que acreditavam em tudo que os homens dizem. Agora, acreditam se houver respaldo da Bíblia e do testemunho de suas vidas. Por esta razão, não adianta um político aparecer dizendo defender a família se ele já está em seu segundo, terceiro ou quarto casamento. Não adianta ele dizer ser a favor da vida e durante seu mandato não notarmos sua presença votando e se manifestando contra as leis que defendem o aborto.

Foi-se o tempo do faz-de-conta. O que desejamos dos políticos, sejam cristãos ou não, é respeito para com Deus, decência com a "coisa pública", honestidade, transparência e coerência.
 
Estamos abertos a ouví-los. Não em nossos templos. Nossos templos não foram construídos para esse fim. Que falem conosco em outro lugar, como por exemplo, numa reunião marcada num comitê político qualquer ou, então, que utilizem a propaganda eleitoral gratuita para falarem e demonstrarem o que pretendem. Aqueles que conhecemos, que congregam e comungam conosco da mesma fé, sabemos quem são. E isto não é grande vantagem, pois, apesar de mais conhecidos em nosso meio, significa que os conhecemos bem.

O que precisamos discutir em nossos templos são os valores cristãos que devem ser preservados. É verdadeiro quando se afirma que a sociedade brasileira não tem a obrigação de defendê-los, como também é verdadeiro que os cristãos brasileiros, sim, tem o dever de defendê-los e preservá-los.

E aqui um adendo: É MENTIRA que os cristãos querem IMPOR sua visão de mundo e suas crenças aos brasileiros, através de leis do tipo pode e não pode. Se há uma coisa que os cristãos tem consciência é o fato de que o evangelho não pode ser recebido por IMPOSIÇÃO, como uma OBRIGAÇÃO. Nem Deus, com seu poder, soberania e legitimidade, nos obriga a aceitar e cumprir suas leis. Aderimos aos princípios do evangelho pela fé e de forma voluntária. Se foi assim conosco, vale para todos os demais.
 
De todo modo, os cristãos estão atentos. Desunidos, ainda, mas, atentos. Vamos participar destas eleições com mais consciência e maturidade política.

Nos visitar? Podem. Algumas de nossas reuniões são públicas. Acesso aos nossos púlpitos? NÃO. Esse lugar é para gente "consagrada" desenvolver o ministério que lhe foi confiado pelo Senhor. Educadamente recebemos quem nos visita, mas, não contem com nossos votos se vocês não comungarem da mesma doutrina e não se comprometerem a defender nossos princípios e valores.
 
Outubro vem aí... Novembro vem aí...
 
Quem viver verá.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Casamento é Melhor do Que Apenas Morar Junto

Dizem que morar junto antes de casar aumenta o risco de divórcio. E, além disso, causa depressão. Pois é, nada bom. E o pior: os benefícios que o casamento traz à saúde não valem para os casais que apenas foram morar juntos, sem assinar a papelada, trocar alianças e aquilo tudo.
 
É o que acreditam os pesquisadores da Universidade de Virginia. Eles convidaram alguns casais “juntados” e outros casados de verdade para passar por um teste. Todos passaram pelo mesmo procedimento: uma pessoa deitava dentro de um aparelho de ressonância magnética e lá recebiam avisos sobre a probabilidade de levar um choque ou não.
 
Durante o processo, os voluntários podiam segurar a mão do parceiro, ou de um estranho ou de ninguém. Quando os casados pegavam na mão do companheiro, o hipotálamo, que desempenha um papel importante no reconhecimento de emoções e reações às ameaças, desacelerava. Era imediato. Como se fosse mais fácil lidar com o perigo com o amante por perto.
 
Já os “juntados” não tinham essa mesma reação: o perigo era tão estressante com ou sem o parceiro. Alguns, na verdade, até tinham, mas só entre aqueles se consideravam casados, apesar de não terem nunca assinado papéis ou feito uma grande cerimônia de casamento. “Há um efeito regulador forte e previsível entre os casados e nenhum efeito nos casais que apenas moram juntos”, explica Jim Coan, um dos autores da pesquisa.
 
Segundo os pesquisadoes, os casais que moram juntos confiam menos um no outro. “Não casar significa manter um pouco de distância emocional. Você não está fechado nisso. Eu imagino que funcione como um sinal para o cérebro, que diz que você não pode terceirizar a resposta ao estresse para o seu companheiro”, conta Coan.
 
É… melhor casar, pessoal.
 
Revista Superinteressante Online

Você Está Pronto Para o Futuro

Biochip, você ainda vai usar um

Implantado no organismo, o dispositivo eletrônico do tamanho de um grão de arroz promete ajudar em diagnósticos e tratamentos sofisticados. Por ora, ganha usos curiosos

Os wearables — gadgets usados como acessórios pessoais, como óculos, relógio e pulseira inteligentes — vêm ganhando terreno no planejamento das gigantes de tecnologia e também no coração dos usuários. Itens de fabricantes como LG, Motorola e Samsung (Apple também deve entrar no mercado em breve) já vêm equipados com sensores para coletar dados sobre a frequência cardíaca, consumo calórico e hábitos de sono. A ideia é cruzar informações e ajudar o usuário a levar uma vida mais saudável, além, é claro, de reunir detalhes sobre rotinas e preferências (de consumo, inclusive), o que pode render muito dinheiro. A oferta é, sem dúvida, atraente. Mas é pouco se comparado ao que vem por aí com os chamados biochips: este são, em certo sentido, a evolução doswearables.

Com as dimensões de um grão de arroz, esses gadgets — na prática, pequenos circuitos eletrônicos envoltos em uma cápsulo de vidro cirúrgico — já podem ser implantados em seres humanos, mas, por ora, com funções limitadas. Nos próximos dez anos, contudo, eles poderão fornecer dados sobre o organismo que o abriga. Informações como níveis de glicose, ureia, oxigênio, hormônios e colesterol devem ser as primeiras a serem obtidas a partir de fluidos corporais, como o sangue. Essas substâncias serão analisadas ao passar pelos microcanais presentes na cápsula de vidro: microssensores eletrônicos vão identificar a presença de biomarcadores, parâmetros biológicos que sinalizam se a pessoa está doente ou saudável. Isso permitirá, por exemplo, detectar o trânsito de células cancerígenas ou identificar sinais de um infarto iminente. "Os biochips vão acelerar o diagnóstico das doenças, porque são ultrasensíveis. Isso vai permitir exames de análises clínicas mais rápidos e baratos", diz Idagene Cestari, diretora de bioengenharia do Instituto do Coração (Incor).

Para ter acesso às informações coletadas e analisadas pelo biochip, o médico precisará aproximar um gadget, como smartphone, do paciente: os dados serão transmitidos a partir do biochip por meio de ondas de radiofrequência e exibidos na tela do dispositivo externo. Além de tornar o diagnóstico mais eficiente, os biochips podem ajudar no tratamento de doenças crônicas, como diabetes. Os dispositivos diminutos poderão ser implantados no organismo com um "estoque" de insulina, que será liberada todos os dias, de forma automática. O mesmo pode ocorrer no caso de outras doenças, como pressão alta. "Poderemos fazer uma medicina personalizada", diz Idagene.

O projeto desenvolvido por uma startup ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) é o que existe de mais palpável nesse setor. Um biochip implantado sob a pele ou no abdômen da mulher libera diariamente uma pequena dose do hormônio contraceptivo levonorgestrel. A administração do remédio, que pode se estender por até 16 anos, é programada pela paciente ou seu médico através de controle remoto. Caso a mulher decida engravidar, o chip pode ser desativado.

Segundo Ricardo Ferreira Bento, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialidades como otorrinolaringologia são pioneiras na exploração de recursos dos biochips. Bento é um dos primeiros responsáveis do Brasil pelo implante coclear, pelo qual o dispositivo é introduzido no ouvido de pacientes surdos — quando não é possível fixar o aparelho no fundo do ouvido, o implante é realizado no tronco cerebral. Esse chip libera impulsos elétricos, normalmente produzidos pela estrutura de um ouvido sadio, que estimulam diretamente o nervo auditivo: o cérebro então interpreta essa informação, e o usuário restaura a capacidade de perceber sons — ainda que eles sejam "robóticos". O paciente dificilmente consegue distinguir as vozes de pessoas diferentes, mas pode falar ao telefone ou acompanhar aulas normalmente. Estima-se que mais de 300.000 pessoas usem esse biochip no mundo.

Ulisses Melo, diretor do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil, afirma que a tecnologia por trás dos biochips já está muito evoluída, mas ainda demanda pesquisas médicas. "É preciso que médicos e cientistas avaliem como conectar esses pequenos implantes ao corpo sem causar reações adversas", diz o especialista. De acordo com Melo, os estudos mais avançadas de biochips estão sendo realizados na Universidade Stanford.

Nos Estados Unidos, a fabricante de biochips Veriteq Corp já tem aval da Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo responsável por regulamentar remédios, produtos farmacêuticos, alimentos e cigarro, para vender três modelos de circuitos. O primeiro é o Unique Device Identification (UDI), que possui apenas um número de indentificação que pode ser "lido" por um gadget externo: esse código dá acesso a um banco de dados onde está armazenado o procotolo médico do usuário. O segundo modelo é um chip implantado junto a próteses mamárias, cateteres vasculares e articulações artificiais. O equipamento armazena o número de série e lote dos implantes, dados importantíssimos em caso de recall ou quando a FDA identifica alguma falha nos produtos. Por fim, entre os projetos mais avançados da empresa, está um biochip que monitora a dosagem de radiação recebida por uma pessoa durante tratamentos de radioterapia. Ele evita que pacientes sofram overdose de radiação durante o tratamento de câncer de mama e de próstata.

O número de pedidos de registros de biochips cresce no mercado americano, segundo confirmação do FDA. No Brasil, a competência é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ainda não registrou nenhum biochip para uso humano. Entre os médicos, o tema ainda causa controvérsia, embora eles reconheçam o potencial da tecnologia. Para Mauro Aranha, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), os médicos podem implantar dispositivos, desde que sua eficácia esteja demonstrada pela literatura médica. "Antes de fazer o implante, é preciso consultar a comissão de ética do hospital ou o Conselho Regional de Medicina", diz Aranha.

Enquanto as pesquisas seguem, usos mais simples do biochip se popularizam. Alguns fabricantes, por exemplo, investem na criação de biochips para automatizar tarefas do dia a dia. E vêm encontrando mercado. O americano Amal Graafstra, de 38 anos, implantou em sua mão um chip de identificação por rádio-frequência (RFID, na sigla em inglês) para substituir as chaves do carro e de casa. "Eu queria algo que fosse conveniente como a biometria e mais fácil e barato", diz o consultor de TI. O microchip só funciona a alguns centímetros do leitor. Como o chip de controle de acesso não tem serventia sem um receptor, Graafstra teve que adaptar a casa, o escritório, o carro e até seu PC para "conversar" com o biochip. Depois, ele implantou um novo chip compatível com NFC, tecnologia presente nos gadgets mais avançados. Agora, ele é capaz de transferir seu cartão de visitas ao aproximar o celular de sua mão.

Hoje, Graafstra mantém uma loja virtual para vender biochips. Chamado de Dangerous Things, o site oferece dispositivos, seringas especiais e bisturis. Até o momento, cerca de 4.000 pessoas de países como Austrália, China e Rússia já adquiriram o produto. O kit básico contém o microchip e instrumentos necessários para o implante e custa 99 dólares. "A loja ainda é um hobby e rende pouco dinheiro. Estou interessando em explorar as possibilidades, não em ganhar uma fortuna", diz Graafstra.

A moda já chegou ao Brasil. Um dos clientes da Dangerous Things é Raphael Bastos, de 28 anos, morador de Belo Horizonte, Minas Gerais. Depois de buscar, sem sucesso, médicos dispostos a implantar o biochip, ele realizou o desejo em um estúdio de piercing. Hoje, destrava computadores, passa por catracas, destranca portas e liga o carro apenas encostando sua mão esquerda em um leitor. "O procedimento dura 20 minutos. No primeiro dia senti dor, mas no segundo já não sentia mais nada", conta Bastos. Neste ano, ele vai abrir a Biotek, primeira revenda brasileira de biochips de controle de acesso.

Por aqui, já existe até uma profissional de piercing treinada por Graasftra para implantar os biochips para controle de acesso. Há um ano, Mary Jo, de São Paulo, foi procurada pelo americano para receber orientações sobre o procedimento. "A técnica é similar à aplicação de piercing. Cobro entre 1.000 e 1.200 reais pelo implante, além do custo do chip", diz Mary. Desde que aprendeu a colocar o chip, a profissional fez apenas um procedimento, mas foi procurada por diversos interessados. "Os geeks e fãs de tecnologia são os que vão ao estúdio em busca do implante de biochip."

A área de segurança também está de olho nos usos dos biochips. A empresa RCI First Security and Intelligence Advising, responsável pela segurança de 58 entre as cem famílias mais ricas do Brasil, trabalha há quase uma década no desenvolvimento de um modelo usado para rastreamento de usuários. "Implantamos o chip em 258 pessoas, sendo cerca de 48 brasileiros", diz Ricardo Chilelli, diretor-presidente da companhia. Os implantes foram feitos na região próxima à clavícula para impedir a retirada por meio de amputação de membros. Em 2007, porém, os testes foram suspensos: era necessário aumentar a potência do sinal de localização dos usuários, o que aqueceria excessivamente a pele, causando rejeição. Todos os biochips foram retirados. Recentemente, a dimensão dos biochips foi aumentada, permitindo a colocação de uma bateria maior. "Até o início do ano que vem, queremos encontrar a forma de aumentar a intensidade do sinal sem causar rejeição", diz Chilelli.


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/biochip-voce-ainda-vai-usar-um

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A Hipocrisia e o Preconceito Contra Cristãos no Brasil

Sem querer entrar no mérito da questão (sou contra ilegalidade e o gasto exagerado de dinheiro para esse fim), chamo a atenção apenas para um detalhe: "Se o templo construído em São Paulo, chamado de "Templo de Salomão", pela Igreja Universal do Reino de Deus tivesse sido construído pela Igreja Católica ou fosse uma mesquita construída pelos muçulmanos qual seria a manchete dos jornais e revistas no Brasil? Seria esta manchete:

"Universal poupou R$ 35 mi - Templo de Salomão foi construído com 'alvará de reforma' em SP"
Em "todos" os sites e jornais que li, hoje, a chamada sobre o referido templo foi essa. Não me parece ser o tratamento que se concede a todos os segmentos religiosos da sociedade brasileira. Infelizmente nosso Brasil, na era da mediocridade governamental e midiática, escolheu rejeitar os princípios cristãos e tudo que ele representa.
 
O preconceito e a hipocrisia em relação aos cristãos é tão evidente que rejeitar os princípios do cristianismo e/ou lançar "pedras" sobre os cristãos e tudo que lhe pertença se tornou referencial de "inteligência e vanguarda". Há uma enxurrada de novelas, programas, artigos e leis contruídas ou em construção cujos objetivos são ridicularizar, reprimir ou restringir os cristãos e seus valores.
 
O que me causa estranheza e espanto é constatar que, segundo pesquisas mais recentes (Censo 2010 - IBGE), o Brasil tem em sua população 86,8% de pessoas que confessam a fé cristã. Algumas constatações a partir daí:
1. Há grande probabilidade de cristãos estarem "colaborando" com este momento contrários aos seus próprios valores;
 
2. Revistas, jornais, novelas e programas de televisão sobrevivem com o dinheiro das propagandas veiculadas nos intervalos comerciais. Os anunciantes só o fazem se eles tiverem bons índices de audiência. Isto significa que cristãos dão audiência à programas que atacam e ridicularizam sua própria fé, sustentados pelos produtos anunciados que, invariavelmente, eles mesmos compram;
 
3. Leis são promulgadas por parlamentares e avalizadas pelo governo que os cristãos elegem. Quantos estariam produzindo estas leis se os cristãos resolvessem não indicá-los para o parlamento ou governo?
 
Cristãos brasileiros não são considerados e respeitados como brasileiros. São pessoas alijadas do respeito que lhe é devido e da cidadania que lhe pertence. Cabe aos cristãos brasileiros assumirem, radicalmente, seus valores e sua fé. Sendo assim, precisamos dar um basta nas audiências aos programas que nos desrespeitam e negar acesso aos nossos templos e nossos votos aos políticos que se travestem de cordeiros na hora de angariar confiança e são lobos no exercício do mandato que lhe concedemos.
 
Não queremos impor nossa fé à ninguém, mas, não podemos, ingenuamente, ser usados para destruição de nós mesmos. Respeitamos quem não gosta de nossas crenças, tradições, de nosso livro sagrado e até mesmo de Deus. Desejamos apenas que nos respeitem.
 
Aos Cristãos, digo: BASTA! Como eles nos respeitarão se nem mesmos nós respeitamos nossas crenças e princípios cristãos?

domingo, 6 de julho de 2014

Falando Abertamente Sobre Masturbação


Uma das perguntas recorrentes nas palestras que faço com jovens é: “Masturbação é pecado?” Sendo assunto tão presente em encontros com jovens, me sinto “obrigado” a tratá-lo aqui, e meu desejo é poder ajudar na solução do problema, e não, agravá-lo. Disse Jesus: “São os doentes que precisam de médico, não, os sãos.”


Masturbação é uma palavra composta por dois termos menores: Mas + turbação. “Más”, de mal, que é algo que causa um dano. No presente caso, um dano a si mesmo. E “turbação”, que é algum abalo psicológico que lhe causa desassossego, inquietação, agitação. Traduzindo de forma mais simples, “turbação” é um processo caracterizado por maus pensamentos que afetam a estabilidade emocional.


No meio cristão, por desconhecerem do assunto e, muitas vezes, esquecerem de nossas tribulações quando mais jovens, alguns tem dito coisas sem sentido, agravando o problema e, não, ajudando na solução. Certa feita, numa classe de Escola Bíblica Dominical, um jovem líder afirmou: “Quem se masturba mantêm relação sexual com demônios”.


Achei, no mínimo, uma afirmação estranha, pois, nunca tinha ouvido esta constatação. Como não sou “especialista em demônios”, até hoje tento entender qual a fonte de onde aquele jovem retirou esta conclusão. Da Bíblia, até onde sei, não foi (se alguém souber algum texto que se reporte a isso, por favor, me informe). Lembrei-me de uma cena do filme sobre Martinho Lutero (reformador protestante do séc. XIV / XV) onde ele dizia estar lutando contra “seus demônios”. Pode ter sido daí.


Outro exemplo, desta feita, teológico, é a afirmação de que masturbação é “onanismo”. Onanismo é como ficou conhecido o ato de desobediência de um homem chamado Onã, quando se recusou suscitar descendência para seu irmão morto, derramando sêmen na terra ao manter relação sexual com a viúva. A partir daí, concluem que a masturbação é pecado pelo fato de “derramar sêmen na terra”. É, a meu ver, um engano teológico resultado da má compreensão do texto bíblico.


A primeira regra básica da hermenêutica é “deixar que o próprio texto se explique”. Então, vamos a ele.


Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão. Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão. E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou (Gn. 38:8-10).


Como se lê, o que levou Onã a morte não foi o ato de derramar sêmen na terra, e sim, sua desobediência a Lei do Levirato (quando algum homem morria deixando sua mulher sem filhos, seu irmão a tomaria e geraria nela filhos que eram considerados do irmão morto). Ele desobedecia, deliberadamente, a ordem divina de suscitar descendência a seu irmão, por causa de ciúme e egoísmo. Outra vez. Não foi o ato físico, foi o ato íntimo de desobediência.



Portanto, “onanismo” tem mais a ver com “coito interrompido” (que não é a razão da morte de Onã, como visto acima) que com “masturbação”. Assemelhar um com o outro não é, nada mais, nada menos, que um equívoco, um erro teológico.


Poderia, ainda, discordar dos que fazem este tipo de ligação (masturbação/onanismo), no que diz respeito a semelhança no derramar sêmen na terra. Já imaginou quantos jovens não amanheceriam mortos após a “polução noturna?” E o que dizer das mulheres que morreriam, também, por se lavar após o ato sexual? Quando se lavam não estão retirando sêmen, depositado nelas por seus respectivos maridos, e lançando “na terra?”


Ultrapassadas essas etapas, se faz necessário compreender, então, que a “masturbação” é o ato de provocar prazer sexual a si mesmo. Para as pessoas que se vêem envolvidos com este problema, esquecendo a questão meramente física, trata-se de “maus pensamentos que afetam nosso equilíbrio emocional e espiritual”. Destaque-se: “o problema maior não está localizado na “região sul”, mas, sim, na “região norte” (se é que me faço entender)”.


Ninguém se masturba pensando num repolho. Seus pensamentos e fantasias estarão ligados as práticas sexuais que o estimulará, num crescendo, ao orgasmo. Quais as imagens e pensamentos permearão sua mente? Em sua carta aos Gálatas (5:22), o apóstolo Paulo inclui na lista das obras da carne a “lascívia”, que vem a ser “uma entrega inconseqüente aos prazeres carnais”.


Para o jovem cristão, o presente século é um terrível teste para manutenção de sua castidade e pureza diante de Deus. Vivendo numa sociedade onde a vulgaridade e a sensualidade exacerbada são “defeitos” elevados a categoria de atributos importantes, seus instintos sexuais são diuturnamente despertado e estimulado para prática do pecado da prostituição, do adultério e de outras imoralidades sexuais. Estas tentações, quando atendidas, se tornam parte do pecado da lascívia (Mc. 7.21-23; Gl. 5:19; 1 Ts. 4:5; Cl. 3:5,6).


O instinto sexual é natural, porém, Deus nos concede o poder de fazer a coisa certa, na hora certa, da forma certa e, se tratando de sexualidade, com a pessoa certa. Sendo seres racionais e capazes de gerenciar nossa própria vida, temos todas as condições para exercermos o autocontrole. É o que a Bíblia chama de “temperança”, ou, “domínio próprio” (Gl. 5:22), que é ”a virtude de quem modera apetite e paixões.” É esta condição que nos impede de executarmos vingança contra aqueles que nos provocam ira.


Há, porém, de se constatar que “nossa” relação com Deus é um caminho tortuoso com altos e baixos, onde, quando pensamos estar fortes, vencemos todas as nossas tentações e, quando pensamos estar fracos, perdemos todas as lutas. O jovem deve esmerar-se em todo tempo na manutenção de uma vida casta durante esta bonita fase de sua vida. É o que a vida cristã lhe exige e oferece. Devemos reconhecer não ser fácil, mas, é possível.


Antes de prosseguirmos, deixe-me tratar de algo que julgo, também, importante, que é a questão da confissão. Muitas pessoas vivem agonizando por se sentirem constrangidos com a imposição de confissão a pastores ou líderes desse seu pecado. Precisamos saber que a confissão de pecado tem como objetivo sanar um dano causado à alguém. Desta forma, é importantíssimo compreender à quem causamos danos com nossos pecados (a si mesmo, a família, ao próximo e a igreja), para que saibamos a quem confessá-lo, requerendo seu perdão.


Primeiro, todo pecado praticado é um dano causado a santidade de Deus. Logo, todo pecado deve ser confessado ao Senhor. Isto se faz na intimidade de nosso quarto ou na intimidade de nossas orações na igreja. Há pecados, no entanto, que são públicos e tem como alvo do dano pessoas e instituições. Por exemplo, o pecado de adultério causa danos ao cônjuge, a família e, sendo um cristão membro de uma comunidade cristã, a imagem da igreja que ele faz parte. Logo, todos os membros da mencionada igreja sofrem um dano indireto. Nesse caso (adultério), o pecado deve ser confessado ao cônjuge, a família e a igreja, além de Deus, como anteriormente dito.


Se tratando de masturbação, o pecado é um ato isolado e secreto. O dano é causado a si mesmo e a santidade de Deus. Assim sendo, a confissão deve ser a Deus. Nesse caso específico, pode o pecador recorrer á sua igreja, na pessoa de seu pastor, ou algum irmão ou irmã experiente e maduro, para contar com seu auxílio, na oração e aconselhamentos, que o ajudem a superar o problema.


Infelizmente, alguns pastores não encontram tempo, nem tem compreensão adequada sobre este assunto, e quando se vêm diante de jovens que confessam este tipo de pecado, não sabem lidar com ele. Aprenderam que o único remédio é suspendê-lo das atividades e da comunhão da igreja, lançando-o ao isolamento e ao deserto, onde ele será tentado com mais intensidade. O que acontece, na maioria das vezes, é que as pessoas não saram. Permanecem com a ferida aberta, sofrendo pela demora em cicatrizar-se. Quando uma pessoa confessa um pecado, ela não precisa de isolamento, ela precisa é de um amigo companheiro que a ajude. Não é isso que Jesus nos faz? (Lc. 19:5; Mt. 9:12).


Como o maior problema está ligado ao que se passa na mente, podemos recomendar ações que ajudam a resolver o problema, ou no mínimo, minimizá-lo. Um dito popular, de autor desconhecido, diz: “Maus pensamentos são como passarinhos. Você não pode impedir que eles sobrevoem sua cabeça. No entanto, você pode impedir que eles pousem e façam ninho.”


O que uma pessoa (adolescente, jovem ou adulto, homem ou mulher) pode fazer para superar seu vício incontrolável de masturbação?



  1. Mantenha a calma. Nenhum pecado é forte o suficiente para impedir que a graça de Deus seja derramada sobre sua vida (Rm. 5:20; 8:38). Viva um dia de cada vez. Lembre-se de que o mais importante é como vai seu coração (Sl. 51). Se ele estiver inclinado sinceramente para Deus em temor e quebrantamento, o Senhor caminhará junto com você até que superes esta dificuldade. Ele não abrirá mão de você por causa disto. Sei que alguns se tornam recorrentes. Vão bem até que um dia... fazem de novo. Mesmo assim, NÃO DESISTA. Levante-se e comece de novo, pois, “o justo cairá sete vezes e se levantará” ou “o Senhor sustenta todos os que caem, e levanta todos os abatidos” (Pv. 24:16; Sl. 145:14).
  2. Não se isole. “A sensação de estar só é um estímulo a mais para fazer coisas erradas”. Participe de uma igreja genuinamente cristã e, nela, participe de grupos pequenos como departamento de jovens e adolescentes. Eles são compostos de pessoas iguais a você e, muitos deles, possuem a mesma dificuldade. O companheirismo e a ajuda mútua agregam mais capacidade para vencer as tentações (Gl. 6:2). É fundamental que você se envolva ativamente com as atividades dos jovens na igreja. Procure seu líder, diga que deseja ajudar. A Escola dominical também é uma excelente fonte de atividades que você pode desenvolver e, assim, ocupar seu tempo com coisas produtivas que, por sua vez, diminuirão o espaço para que você volte a prática da masturbação.
  3. Evite filmes, novelas, músicas e imagens de conotação pornográficas. Uma das verdades que Jesus disse, foi: “a candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mt. 6:22,23). Lembre-se: Como você não é casado, não é tempo de acender o “fogo” da paixão sexual que só deve ser aceso quando se tem como apagá-lo. Quando você acende o fogo da paixão sem estar pronto para apagá-lo, serás tentado a fazê-lo artificialmente ou ilegitimamente. O apóstolo Paulo chama isso de “viver abrasado” (1 Co. 7:9).
  4. Jejue. Quando jejuamos interrompemos a ingestão de alimentos que serão transformados em energia corporal. A força na juventude se caracteriza pela produção de hormônios naturais (testosterona (rapaz) e progesterona e estrógeno (moça)) que são responsáveis pelo desenvolvimento das características sexuais e amadurecimento físico da pessoa humana, incluídos aqui, a libido (energia motriz dos instintos e desejos sexuais). O jejum ajuda no controle destes instintos naturais e, espiritualmente, concede força para vencer as tentações. Cuidado apenas com o exagero. A quantidade de jejum e o tempo de cada um deles, não podem prejudicar sua saúde física e mental. Como disse o poeta romano Juvenal, “Mens sana in corpore sano”. Nosso desejo é “uma mente sã num corpo são”.
  5. Encha a tua mente com a Palavra de Deus (Sl. 119:9). Para vencer os maus pensamentos que insistentemente vêm sobre nós, é preciso encher a nossa mente com a Palavra de Deus (Ef. 6:17). Quanto mais lemos a Bíblia, mais lembraremos os seus ensinos. Quanto mais nos lembramos dos seus ensinos, mais esquecemos os estímulos que nos lança para a prática da masturbação. Paulo recomenda: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp. 4:8).
  6. Por fim, ore. Desenvolva a prática de conversar com Deus. Ele é nosso pai. O melhor pai que o ser humano pode experimentar. Esconder d’Ele, ninguém consegue. Então, o melhor caminho é sinceridade diante d’Ele, compreensão e aceitação do problema que te afeta e seu desejo de superá-lo. Não há nada que uma boa conversa com Deus não possa resolver (1 Pe. 5:7). Só aconselho a não conversar com Deus temerosamente. Converse humildemente com Ele, aceitando graciosamente Seu favor, Sua compreensão, Seu carinho e Seu amor.
 Alguns se sentem cumprindo sua missão, sobrecarregando as dores das pessoas. Ao contrário. Compreendo que o Senhor veio para que nosso jugo seja mais suave e nosso fardo seja mais leve. Entendo que “diminuindo o tamanho do “bicho”, se torna mais fácil vencê-lo”. O poder pertence a Deus e mais ninguém. Assim sendo, quem se inclina para ele, não se torna prisioneiro do mal.


Finalmente, espero ter colaborado com aqueles que vivem a angústia dos desassossegos provocados pela força das paixões naturais degeneradas pela queda da humanidade. Espero aliviar dores e apontar o bálsamo da graça divina, que é fruto do grande amor de Deus para conosco, como solução para os problemas que afetam o viver cristão e, por fim, toda a humanidade.