sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SENADORES DA BAHIA VOTARAM CONTRA

Segundo dados do Senado Federal, os senadores Walter Pinheiro e Lídice da Mata votaram contra o aumento do salário mínimo para R$ 560,00 (quinhentos e sessenta reais).

Vale para os mesmos, o post publicado anteriormente com o registro do voto do Deputado Federal Erivelton Santana.

Esta é nossa dura realidade. Aparecem no cenário político como alternativa de mudança e luta pela classe menos favorecida deste país, mas, quando eleitos, passam a praticar as mesmas políticas dos seus antecessores, ou seja, para os mesmos que sempre se deram bem na estrutura econômica nacional. Porém, o que vale é, como disse Tiririca, é que estão empregados numa função que você já ganha aumento antes mesmo de começar a trabalhar (se é que em algum momento trabalham).

Vamos insistir em políticos que não façam parte do mesmo, sem cair no exagero de eleger os "Tiriricas" da vez como forma de protesto.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

“NOIVA DE CRISTO” ou "NAMORADA DO DIABO?"

Alerta!!!

Quando a igreja deixa de ser a “noiva de Cristo”, ela se torna “namorada do diabo”.

Tô fora!

Pense nisso.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ESTOU DE OLHO.

Transcrevo abaixo, parte de um artigo postado pelo Pr. Geremias do Couto em seu blog. Nele é mencionado o voto do deputado federal Erivelton Santana na questão do salário mínimo. O objetivo é registrar aqui o voto do Deputado Federal em quem votei, alertando que, sempre que possível, vou acompanhá-lo nas votações, me preparando para as próximas eleições.

"O primeiro embate foi a votação do aumento do salário mínimo. Em sua esmagadora maioria, 55 ao todo, os deputados federais, em votação nominal, votaram contra a emenda que o elevava para R$ 560,00, concordando, portanto, que ficasse em R$ 545,00 (quinze reais a menos), como aprovado em votação simbólica feita horas antes pelos líderes partidários. 11 foram favoráveis à emenda que concedia o aumento, enquanto dois se abstiveram e alguns poucos estavam ausentes da sessão.

Abaixo a lista dos que votaram contra. Os nomes em negrito pertencem à Assembléia de Deus, minha denominação, segundo a lista que consta no blog da Frente Parlamentar Evangélica.
 
(...)15. Erivelton Santana"
(...)

Ou seja, o deputado federal em que votei disse que o estado brasileiro não pode garantir o pagamento de, pelo menos, R$ 560,00 (quinhentos e sessenta reais) como salário mínimo no país. Isto significa um aumento de 0,50 (cinquenta centavos) por dia na renda do trabalhador que depende deste salário.

Este valor corresponde a 20% da tarifa (R$ 2,50) do transporte coletivo na cidade de Salvador/BA. Com este mesmo valor, os pobres mortais podem comprar todo dia, pelo menos, três pães francês. Pode não ser grande coisa para quem ganhar seus milhares de reais, mas, para quem depende do salário mínimo para sobreviver...

Ok, deputado. Nosso país, na visão do governo que você avalizou, não tem condições de firmar um salário mínimo maior que os R$ 545,00 (...). Mas, para conceder aumento acima de 70% ao salário dos deputados e senadores, pode; Para conceder aumento de mais de 130% nos salários da presidente e dos ministros, pode; Mesmo levando em conta o efeito cascata destes aumentos abusivos, o nosso país suporta. Para fazer copa do mundo e olimpíadas, pode...

Ah, tá!

PONTO NEGATIVO, DEPUTADO.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

QUANDO É HORA DE MUDAR DE IGREJA

Igreja, genuinamente falando, é aquele lugar onde se reúne um grupo de seguidores de Cristo com objetivo de adorar a Deus, receber ensinamentos, evangelizar e ajudar uns aos outros (At. 2:40-47). Foi com esta clara missão em mente que o apóstolo Paulo informa-nos que Deus colocou à nossa disposição os dons espirituais, a fim de edificarmos uns aos outros e estarmos aparelhados para proclamação do evangelho. Tiago esclarece outro ponto principal da igreja, dizendo que a verdadeira religião é cuidar das viúvas e dos órfãos nas suas necessidades. Por fim, as características da igreja primitiva que a tornou marcante, referência de igreja bíblica, foi que eles tinham tudo em comum e ninguém sentia falta de nada, eram solidários no partir do pão, desfrutavam da comunhão e comungavam da doutrina dos apóstolos, esta, por sua vez, Cristocêntrica.

No domingo passado fui à igreja com minha família e contei. Numa rua com, aproximadamente, quinhentos (500) metros de comprimento, cerca de treze (13) igrejas evangélicas. Saliento que esta constatação não é, por si, negativa, ao contrário, prefiro que sejam treze igrejas invés de treze bares ou boates. No entanto, levando em consideração a lei da oferta e da procura, percebo que temos à nossa disposição uma quantidade enorme de igrejas para escolher onde comungar a fé em Jesus. A concorrência está tão acirrada que não demora e surgirão promoções do tipo, “dízimo com desconto de 50%”, tudo isto a fim de arrebanhar mais fiéis. O problema, portanto, não é a quantidade, e sim, a qualidade e o propósito destas instituições.

Nós, os fiéis, precisamos ponderar. O que buscamos quando nos deslocamos para um lugar onde nos reuniremos com outras pessoas e passaremos duas horas ouvindo, cantando e orando? Qual o propósito daquele lugar onde, dizem, Deus está presente? Qual deve ser nosso sentimento quando entramos e quando saímos daquele ambiente? Posso mudar? Estas são algumas das inúmeras perguntas que são feitas por freqüentadores de igrejas e que nos cabe refletir.

A igreja deve existir pelos propósitos divinos e seus líderes devem refletir a mente de Deus. Devemos ter a consciência de que a igreja não é um fim em si mesma, mas um meio pelo qual devemos perceber o reino de Deus entre nós. Sendo assim, se a igreja que fazemos parte não atende aos propósitos divinos, se seus líderes se entronaram no lugar de Deus, e se o reino de Deus não é importante dentro dela, é hora de mudar.

No exercício de minha atividade ministerial e fora dele, já freqüentei inúmeras igrejas, e o que descubro, com raras exceções, é que várias igrejas se tornaram apenas clubes sociais, um local para arrecadar recursos financeiros e alisar egos. O que está sendo oferecido, hoje, é o evangelho de mercado, voltado apenas para o “cliente”, onde o foco é atender as necessidades humanas do homem e da mulher, do ponto de vista humano. Os princípios norteadores das reuniões e das organizações eclesiásticas que vislumbramos na Bíblia Sagrada, foram colocados de lado e adotados os princípios do deus mamom e do humanismo.

Igrejas que desfrutam das festas, independentemente dos pobres que passam fome dentro de suas fileiras e das catástrofes que assolam nosso país e o mundo. “Vamos orar pelos menos afortunados”, conclamam alguns líderes, mas, orar só é pouco. Se Jesus apenas orasse estaríamos na miséria espiritual até hoje. Líderes que defendem a prosperidade material como bênção divina resultante de votos financeiros realizados pelos fiéis, deveriam se envergonhar se confrontados com a “pobreza humana” de Cristo. Claro, os líderes da prosperidade insistem nisso porque lhes é favorável. Esta é a fórmula eficaz para continuarem desfilando com ternos e carros caros, morando em casas luxuosas. Ah! Se vissem os pés empoeirados de Cristo e ouvissem “Ele” dizendo: “não tenho onde reclinar a cabeça...”

Quando é hora de mudar de igreja? Quando ela deixar de exalar o bom perfume de Cristo. Quando é hora de mudar de igreja? Quando seus líderes só pensam naquilo... dinheiro, e o utilizam para tudo, menos para missões, evangelismo, ação social, música, ou seja, para prover os mantimentos na casa do tesouro. Quando é hora de mudar de igreja? Quando o rito deixou de priorizar Cristo para priorizar vaidades e futilidades. Quando é hora de mudar de igreja? Quando invés de nos aproximar de Deus ela nos aproxima do mundo. Quando é hora de mudar de igreja? Quando a voz do Espírito Santo, diante deste quadro dantesco espiritual, nos falar ao coração: “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: A filha de babilônia é como uma eira, no tempo da debulha; ainda um pouco, e o tempo da sega lhe virá. Nabucodonosor, rei de babilônia, devorou-me, colocou-me de lado, fez de mim um vaso vazio, como chacal me tragou, encheu o seu ventre das minhas delicadezas; lançou-me fora. (...) Saí do meio dela, ó povo meu, e livrai cada um a sua alma do ardor da ira do Senhor” (Jr. 51:33,34,45).

O momento exige cuidado. Ninguém deve ficar sem participar de uma igreja genuinamente cristã, pois, se assim for, o mundo, mais cedo ou mais tarde, vai arrebentar com tua fé. Existem igrejas decentes com líderes decentes. Assim sendo, se fazes parte de uma delas, fique e firme-se nela como coluna da verdade e, no que depender de você, atraia outros para a cobertura de líderes vocacionados que bem representam Deus. No entanto, se você faz parte de uma, cujas características lembram mais um cassino, um partido político, uma clínica psiquiátrica com regressões e dominações, ou um manicômio, saia dela. Você tem a mente de Cristo. Seja crítico. Seja um bereano. Utilize a racionalidade, amparada nos princípios bíblicos, para avaliar se os espíritos são de Deus (Mt. 24:24; 2 Co. 11:13,14; 1 Jo. 4:1).

Quando a igreja deixa de ser a “noiva de Cristo”, ela se torna “namorada do diabo”. Tô fora! Pense nisso.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A FÉ É COMO UM SALTO NO ESCURO

Outro dia me vi pensando na fé. O que ela realmente é?  Ela é, como diz em Hb. 11:1, “o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova de coisas que não se vêem?” Parei um pouco com a teologia e me lancei a vasculhar o que realmente a fé em Cristo representa pra minha vida.

Em meio aos grandes e pequenos percalços que a vida me impôs, fui lançado, como num relance, a encontrar resposta pra minha indagação. Descobri uma grande montanha e me vi no topo. Era noite. De repente, fui lançado para baixo, sem cordas, sem pára-quedas, sem colchão de ar me esperando no chão...

Retornei a mim mesmo e olhei em volta.

Quando me tiraram as cordas que nos atam as entidades religiosas, o pára-quedas das afirmativas dicotômicas e antagônicas dos líderes religiosos que nos condenam ou absolvem a seu bel prazer, e os colchões dos títulos eclesiásticos que amparam ou mitigam nossas quedas, fui empurrado para sala de aula do aprendizado espiritual mais profundo e consistente.

Quando me vi sem a eira nem a beira das facetas dogmáticas que rotulam e acomodam, percebi a solidão da vida religiosa, pois, os adereços que jogaram sobre mim ao longo da minha existência espiritual em nada representam a vida com e em Cristo. Por favor, não pensem que tudo foi ruim. Não. Muita coisa boa aconteceu, mas, em se tratando de fé em Jesus, o preço cobrado foi muito alto para um ser que prestará contas exclusivamente dos seus atos à Deus.

Aprendi.

A fé pra mim é um salto na escuridão silenciosa. Não há mais ninguém (Ap. 2:2). Agora é só eu e Deus. Estou no vácuo, em queda livre. Minha “única” esperança agora, é que Deus cumpra com Sua palavra, e Ele cumprirá.

Assim seja.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MORTE NA FAMÍLIA. CONSOLAI-VOS UNS AOS OUTROS.

A vida se caracteriza pela relação entre pessoas que aprendem a amar no contexto da família. O amor fraterno que nos impele em direção ao outro, que nos remete a troca de carinho e atenção entre seres que nasceram e se desenvolveram debaixo do mesmo teto. Este ambiente familiar, por sua alegria, nos faz crer que somos eternos, que nossos entes são eternos, portanto, imortais do ponto de vista humano/material. Mas a vida nos guarda uma surpresa.

O rio da vida desemboca no mar da morte.

Este aspecto da vida, a morte, nos afetará seja pela partida de alguém querido, seja pela nossa própria partida, o que nos traz a sensação de crueldade. O ser, depois de tanto tempo se relacionando, aprendendo a gostar do outro em seus acertos e erros, se vê radicalmente lançado na dor e, muitas vezes, no desespero da perda daquele ente. Mas, uma coisa é certa. A morte não é obra de Deus. A morte é consequência do pecado que nos afastou da fonte de toda vida, tornando-nos reféns da corrupção.

No entanto, para os que creem em Cristo, resta a esperança. E este é o diferencial entre os que creem daqueles que não creem. Os cristãos tem a esperança do reencontro na eternidade, onde, juntos com os nossos que se foram em Cristo, estaremos para sempre com Senhor.

"Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Quando isto que é corruptível (corpo), se revestir da incorruptibilidade (eternidade); e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que diz: tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá vitória por nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Co. 15:53-57).

Quando a morte nos assaltar, renovemos nossa esperança na vida abundante que Cristo nos dá, e se alguma obra nos for solicitado fazer, que seja consolar-nos uns aos outros com esta palavra.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MINHA FAMÍLIA, MEU BEM MAIOR

Estou de volta ao batente.

Nestes últimos vinte dias, me dediquei exclusivamente a saldar uma dívida que se acumulava em minha relação com três mulheres, as mulheres da minha vida. Ouvi, compartilhei, brinquei, saí, viajei, gastei e, graças a Deus, não chorei. Pelo contrário, neste período sorri muito.

Ficamos num quarto e sala que me “forçou” a trombar com elas todos os dias e, pra onde eu ia, não havia qualquer impedimento as suas companhias. E elas não se cansaram de me seguir... E eu não me cansei de ser seguido por elas.

Muitas fotos registraram nossos momentos juntos, mas, uma delas representa o que foram estes dias para nós. Minha esposa, minhas duas filhas e eu, juntinhos, numa rede, com sorrisos sinceros nos lábios.

Dizem os especialistas que quando se retorna da inatividade profissional, o cidadão enfrenta um período de depressão pós-férias.

Quando olho a foto colocada em nossa sala de estar, essa “depressão” se agrava. No entanto, como antídoto, Deus me faz lembrar o presente que me foi dado. Presente valioso, intransferível e pessoal: “minha família”. Aí, é só alegria.

Eu tenho a melhor família do mundo!!!

Ai que saudade de minhas férias.