quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ENFIM, ESTÁ CHEGANDO 2011

Mais um ano que se encerra e com ele, alegrias, tristezas, frustrações, sonhos inacabados que insistimos em sonhar. Vale a pena olhar as experiências vivenciadas e retirar delas as lições que, certamente, nos tornarão mais humanos e cristãos.

Reconhecer erros é o exercício rotineiro de quem quer melhorar, pois, aquilo que chamamos de erro é apenas o reconhecimento da existência do correto, e a nossa confissão de que não conseguimos praticá-lo. Quando conseguimos atingir este ponto, estamos na metade do caminho para melhorar nossa vida, a vida de nossa família e de nosso próximo.

2011 chega, e com ele o crédito divino de mais 365 dias para alcançarmos os nossos objetivos mais nobres. Se nenhum percalço nos atingir, desejamos chegar neste mês do ano que vem, com a clara certeza de conseguimos crescer. Crescer deixando a ira, a indiferença com a dor do outro, a inveja, o desrespeito, a maledicência, a iniqüidade, a injustiça, a brutalidade, a incoerência, a violência e a política de morte.

Crescer sendo mais humano, defensor da vida, da justiça, do bem e da paz. Disseminando entre os iguais, a consciência de humanidade que Cristo nos trouxe ao nascer entre nós. Reanimando-nos para a rudeza das adversidades que tentam nos impedir de sonhar os nossos sonhos e, principalmente, alcançá-los.

Reanimemo-nos, pois, antes que cheguem os dias dos quais venhamos a dizer: “não temos mais contentamento”. Esforcemos as nossas mãos na construção de um mundo melhor, não esquecendo que, “quem quer mudar o mundo, muda primeiro a si mesmo”.

Que o bondoso Deus derrame toda sorte de bênçãos espirituais e materiais em Cristo Jesus sobre todos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

OS “NABABOS” DA RELIGIÃO

Nababos era um antigo título de nobreza ou autoridade na cultura indiana. Os que possuiam esse título eram reconhecidos pelo desfrute de riqueza e grande luxo. Apesar da situação antagônica do restante da população, essas pessoas não sentiam qualquer constrangimento em viver com grande pompa e ostentação. Seus carros, suas roupas, suas jóias, suas casas, enfim, todo um aparato que demandavam grande quantidade de recursos para tê-los e mantê-los.

Numa cultura que abraçasse o evangelho de Cristo, esse tipo de comportamento “seria” extremamente reprovável. Coloquei “seria” entre aspas, porque, infelizmente, não é o que se vê em nossas terras gentis, conhecidos como somos, povo cristão.

Acredito que Cristo está ruborizado com o que andam fazendo e conquistando em seu nome. Líderes que, de algum tempo, deixaram de comungar com a pobreza da mesa do comum, para, nababescamente, desfrutarem da mesa de Belsazar (Dn. 5:1-4). Convertidos à teologia da prosperidade, misturaram bênção divina com prêmio de Balaão, gerando um cristianismo materialista egocêntrico. Como conseqüência, se transformaram em magnatas da religião.

Como nababos, esfregam em nosso nariz, seus carros, suas casas, suas roupas, suas jóias e, tentando justificar seu hedonismo, apregoam terem sido abençoados por Deus, conclamando-nos a gritar em alto e bom som: “Glória a Deus!”, sem esquecer nossa obrigação de doar os recursos que possibilitarão a manutenção de seu modo de vida (ops!), da “obra de Deus”.

Fico, como ser humano cristão, envergonhado, ao ver a afronta dos que pedem nossa ajuda financeira, estendendo mãos cujos dedos ostentam jóias que podem, transformadas em dinheiro, matar a fome, por dias, de uma família inteira. Estão tão corrompidos pelo mundo que esqueceram uma das características da verdadeira religião. Como bem disse o apóstolo Tiago, é cuidar das viúvas e dos órfãos em suas necessidades e guardar-se da corrupção do mundo (Tg. 1:27).

Quanto dinheiro é torrado em viagens de turismo travestidas de missionárias; quantos recursos financeiros são jogados fora na aquisição de equipamentos inúteis para o labor cristão; quantos valores são desperdiçados com salários e ajuda de custo para uma crosta de sanguessugas que nada produzem em favor do reino de Deus; quanta renda é utilizada apenas para sustentar a vaidade de um carro de luxo, relógio de luxo, carteira de luxo, bolsa de luxo, casa de luxo, roupa de luxo, celular de luxo, enfim, lixos.

Ah! se olhassem e vissem Cristo. Moeda tirada da boca de um peixe apenas para pagar tributo seu e de seu discípulo, pães e peixes utilizados de um menino para fazer milagre, burrico emprestado para entrar em Jerusalém e salão cedido por alguém para a última ceia com seus discípulos. Depois, o peixe devolvido ao mar, os pães e peixes devolvidos ao garoto para seu lanche, o burrico devolvido ao seu dono, o salão esvaziado e restaurado ao seu proprietário, e Ele, o Filho de Deus, o Soberano, o Dono de todo ouro e toda prata, continuou andando a pé e dependendo do pão nosso de cada dia.

Ora, se aqueles que desfrutam dos salários pagos pelo suor do seu rosto, digo, aqueles que trabalham secularmente, devem atentar para o princípio cristão do compartilhamento (Ef. 4:28), quanto mais aqueles que são servidos pelo suor do rosto do outro. Homens e mulheres que manuseiam recursos advindos dos cristãos são responsáveis pelo seu uso observando o caráter e os princípios bíblicos que o norteiam.

Sendo assim, devem conservar em si “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp. 2:5-8).

Como cristãos, temos alegria em colaborar financeiramente para que a “obra de Deus” prossiga em nossas terras anunciando o evangelho de Cristo, protestando contra o pecado, ajudando os mais necessitados e se insurgindo contra as injustiças sociais. Porém, não compactuamos com o quadro atual de líderes distantes do povo, encastelados em seus tronos de monarcas, amparados por seus alisadores de egos, insensíveis às injustiças sociais e apáticos quanto às responsabilidades que Deus lhes deu para cumprimento.

Indiretamente, nós, cristãos, somos responsáveis por eles, pois, lhes demos autoridade, liderança e dinheiro. A bem da verdade, que fique claro aos críticos do povo evangélico, nem Deus, nem Cristo, nem o Espírito Santo e nem nós, lhes concedemos autorização para achincalhar nossa pobreza e insultar nossa dignidade moral e espiritual. Os “nababos” da religião agem assim porque usurpam para si uma glória que, desde os tempos mais remotos até o futuro mais distante, pertence a Deus, não aos homens.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

SERGIO CABRAL, SUA EX-NAMORADINHA, SEU ABORTO E SEU JOGO

Noticia o Globo: “Depois do aborto, Cabral defende jogo livre no país”, repercutindo as entrevistas concedidas pelo governador do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral, que desatarraxou a boca para dar ênfase à liberação do aborto e da jogatina.

Chamam a atenção às palavras que utilizou para justificar uma e outra coisa. Na primeira, a liberação do aborto, para reforçar sua falta de argumento, usou o reforço: “Quem aqui não teve uma namoradinha que precisou abortar?”. Posso responder ao governador. Milhares de homens sérios que habitam neste país. Gente que tem mãe, irmãs, sobrinhas, esposa e filhas, e sabe muito bem dar valor a vida humana, tanto da mulher como da criança.

Na segunda, o cassino Brasil, diz que a jogatina gerará recursos e os problemas que aparecerem, no que diz respeito a lavagem de dinheiro do crime organizado, basta fiscalização por parte do estado. Aproveitando o momento natalino, como diz no imaginário popular o bom velhinho: “Ôh, Ôh, Ôh”.

O jogo no Brasil já existe. Quem quer apostar tem uma enorme quantidade de jogos à disposição: loto, sena, mega-sena, quina, federal, e por aí vai. Além disto, os políticos defensores da legalização da jogatina esquece que o benefício da ilegalidade vem da própria ilegalidade. Daí, legalizando não resolve o problema, pois, vai surgir outras modalidades que serão oferecidas e gerarão dividendos pela sua ilegalidade. Mas o governador, com a rejeição do projeto na câmara federal, diz ser uma perda de recursos, advindo dos impostos a serem cobrados, que seriam utilizados pelo estado para o bem da sociedade.

Esta história de mais recursos para o estado utilizar em benefício da sociedade é balela. Recursos têm mais que o suficiente. No Brasil, o que não falta é dinheiro para comprar avião, viajar o mundo, fazer carnaval, olimpíadas, copa do mundo; Não falta dinheiro para manter uma obra que deveria durar um ano, por mais três, quatro, se beneficiando de aditivos contratuais que demandam mais recursos; Não falta dinheiro para sustentar e alimentar a ânsia desta quantidade enorme de vereadores, deputados, prefeitos, governadores, senadores e ministros, além de uma série de outras regalias vigentes neste país.

O que há é falta de lisura no trato com a coisa pública. Falta combate efetivo a corrupção que sangra os recursos que deveriam ser destinados a segurança, a saúde, a educação, a habitação, ao saneamento básico. E vem o governador falando em “fiscalização”. “Me façam uma garapa”.

Em dado momento da entrevista, ele ainda se acha no direito de chamar a atenção: “Chega de demagogia, chega de hipocrisia, é isso que me deixa impressionado". O que me deixa impressionado, Sr. Sérgio, são as pessoas que parecem não ter nascido de uma mulher, e por esta razão, parece que não têm ou nunca tiveram mãe. Dão a impressão que foram, em um dado momento, vomitado por algum germe surgido de uma matéria em estado de putrefação.

Na sua visão tacanha, o governador mede a sociedade brasileira por ele, e pelo que se viu e ouviu, a unidade métrica utilizada está completamente empenada. Em sua verborréia, enxerga hipocrisia na sociedade brasileira, imaginando que é contra-senso não admitirmos que seu comportamento individual seja o comportamento coletivo. Alguém precisa dizer à ele que o Brasil não é feito de 190.000.000 de Sérgios Cabrais. Graças a Deus.

O Sr. Sérgio Cabral deve sair da frente do espelho, tornar a cabeça ao travesseiro e ponderar sobre suas irresponsáveis declarações. Queira Deus, assim, ele pode conhecer melhor os brasileiros e mudar de vida, pois, se a sua ex-namoradinha teve de abortar, é porque não encontrou como parceiro um homem prudente que assumisse suas responsabilidades e a amasse e respeitasse como deveria.

Espertamente, ele só falou agora, cerca de dois meses após as eleições. Sabe que o povo brasileiro, de tão acostumado com a insanidade de políticos como ele, esquece fácil essas coisas. Até as próximas eleições, têm muitos carnavais, campeonatos brasileiros de futebol e copa do mundo aqui no Brasil. Isto é o que interessa, o resto é resto. Só que é este resto que arrebenta com a nossa vida e família.

Fica um desafio para o povo carioca, não esquecer e dar a resposta no próximo pleito eleitoral, banindo gente como ele da condição de representante de um povo digno, honesto, trabalhador e decente que é o povo brasileiro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

TEM VAGA PRA MIM AÍ?

O Pr. Raimundo Campos, em seu blog, www.palavrasquedaovida.blogspot.com/, postou uma mensagem com o título “Há Vagas Para Pastor”. Considerando que estamos em tempo de consagrações por atacado, resolvi me candidatar. É um a mais na contabilidade dos números que precisam ser alcançados para legitimar ou fazer as convenções funcionarem. Fiz uma proposta no blog mencionado e resolvi transcrever abaixo.

“Tem vaga pra mim aí? todavia, só aceito se puder continuar sendo eu mesmo, sem hipocrisia, sem defesa dos dogmas da igreja como doutrina bíblica; sem tapar a minha boca para verdades espirituais para não ofender a "direção"; sem usar a falsa ética cristã para acobertar as formas não tão dignas utilizadas nos bastidores; sem me obrigarem a ficar em palanques, sem quê nem pra quê, apenas como destaque de reunião; sem medo de usar apenas uma camisa social e continuar tendo a mesma unção e respeito; sem ser obrigado a comprovar pagamento de dízimo em carnês de convenção; sem ter medo de retaliação, etc., etc., etc.

Tem vaga pra mim aí? Ser pastor, não um inquisidor; ser um servidor de gente, não ser servido por gente; ter um chamado divino, não um menino; ser um imperfeito, amparando gente imperfeita, apenas como instrumento do oleiro na confecção de novos vasos; Ser um pobre lutando com outros pobres pela riqueza dos céus; e principalmente, pela função que exerce e título que tem, ser imagem de Cristo, não de um fariseu.

Tem vaga pra mim aí?... Acredito que não.”

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Briguei Feio Com Jesus

Reproduzo aqui, um texto interessante encaminhado por um leitor identificado como Raoni, na seção "palavra do leitor", no site da Editora Ultimato (www.ultimato.com.br). Vamos a ele.

"Aconteceu num sábado de manhã, numa reunião de consagração da igreja onde freqüento.
Estávamos na 3ª semana da campanha "7 semanas de oração para o favor de Deus em minha vida". De repente, vi uma forte luz e uma voz me chamou para "subir".
Chegando lá "em cima", quem se coloca em minha frente? Ele mesmo: Jesus!
Começamos a conversar, e ele me disse: "É, novamente me amarraram nessa corrente de oração da sua igreja. Oração forte a de vocês, hein! Agora vamos ao que interessa: que tal começarmos pela sua esposa?"
- Minha esposa? Mas eu sou solteiro.
- Por isso mesmo. Quero te indiciar uma varoa das melhores. Ela...
- Não, pára! Que isso? Por que não eu mesmo escolher?
- Mas eu a preparei pra você desde o ventre da mãe dela.
- Jesus, eu posso escolher isso sozinho. Apenas tenha misericórdia de mim e me dê a sabedoria do alto pra eu saber lidar com ela e com minha futura família e amá-los com o amor mais aperfeiçoado possível. É isso que eu te peço. Além do mais, quero conversar muito com qualquer mulher por quem eu me interessar antes de tomar qualquer decisão sobre casamento. Talvez eu me case com a 1ª que eu encontrar, talvez não.
- Tudo bem, tudo bem. Mas e o seu emprego?
- Estou desempregado há quase um ano.
- Então, eu estava pensando em abrir uma porta de emprego pra você nesse concurso que vai acontecer daqui a 1 semana.
- Que isso, Jesus! Tem gente estudando há tanto tempo pra esse concurso e logo eu, que estudei nada, vou passar?
- É que você é filho do rei, a menina dos meus olhos(não me leve a mal), herdeiro da promessa, você é...
- E daí? Jesus, muito obrigado pela capacidade de raciocínio que eu tenho! Vou usá-la pra passar nesse concurso e, se não der, tento outro... Só não acho justo eu passar sem ter ao menos estudado enquanto tantas pessoas merecem essa vaga pelo esforço que têm feito.
- Então tá - Jesus já estava sem saber o que fazer - mas você vai adorar saber a profissão que tenho em mente pra você! É assim...
- E agora essa? Ah, já chega! Eu agradeço pelas habilidades que tenho, e vou usá-las pra saber qual emprego escolher. Aliás, aqui no Brasil, fazer o que se gosta e ganhar dinheiro ao mesmo tempo, logo de cara, é bem complicado. Se eu escolher errado, tenho o resto da vida pra mudar.
- Então me responda uma coisa: por quais motivos você veio nessa campanha de oração?
- Sabe o que é? - fiquei meio encabulado - Sinto um peso na consciência se não vier. Parece que vou perder a benção. Sabe, Jesus...
- Calma aí! Por que você me chama de Jesus o tempo todo?
- Ué! - entendi nada - Você não é Jesus?
- Hahahahaha... Que Jesus o quê, rapaz! Só sou o deus dessa igreja que você vai.
- Ah, tá..."

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

SÓ QUEM CHORA É CONSOLADO


Mateus 5:4 - “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;”

2º princípio do convertido

O convertido compreende que a vida cristã não é só vitória. Ele sabe que a vida se constitui de inúmeras situações que causam dor e lágrimas.

No texto, Cristo apenas salienta um aspecto da vida humana: “as pessoas choram e, de uma forma ou de outra, serão consolados”. Apesar do sofrimento e das lágrimas causadas pela dor, a alegria e satisfação do consolo só desfrutam aqueles que choram.

No doutrinamento bíblico fica claro que o consolo eterno é privilégio apenas daqueles que se converteram ao Senhor Jesus.

Isaías 25:8 - “Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o Senhor o disse”.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O QUE SIGNIFICA “CONVERTER-SE A CRISTO”

Inicio aqui uma série de estudos simples com objetivo de ajudar as pessoas que desejam converter-se a Cristo, mas não sabem o que significa e quais as características devem ser destacadas pelo novo convertido. Destaque-se que, aceitar ser Cristo o Filho de Deus e que pelo seu sacrifício na cruz os pecados são perdoados é o primeiro e mais importante passo neste processo. Todavia, este é apenas o primeiro passo da conversão. A partir de então, aquele que manifestou aceitação, deve primar em substituir os princípios que antes regiam sua vida pelos novos princípios estabelecidos por Cristo.

Jo. 3:11-21“Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus”.

Quando João, o batista, desenvolveu seu ministério, sua pregação era apenas “arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt. 3:2). Como cumpridor de sua missão, ele conclama as pessoas a receberem Aquele que viria após ele, fazendo valer as características e virtudes do reino de Deus. João falava de Cristo.

Logo de pronto, o reino de Deus não seria em nada parecido com os reinos humanos até então experimentados, pois Cristo surge de forma impensada para um monarca (numa mangedoura) e apresenta um reino de outro mundo (dos céus). Na verdade, o que João apontava, e talvez não tivesse a percepção disto, era que o mais importante neste novo reino seria a transformação do mundo operada pela conversão de cada pessoa.

Conversão é mudança de forma ou qualidade, sem mudança de substância. Isto quer dizer que aquele que se converte mantém o ser, o seu eu, porém, altera os conceitos diretivos de sua vida, estabelecendo novos princípios como pilares de sua existência. Obriga seu eu a seguir, não o curso natural da vida, mas, o curso estabelecido pelo novo conjunto de princípios eleitos.

Pertencer ao reino dos céus é aceitar e obedecer aos mandamentos de Cristo. Converter-se ao evangelho significa estabelecer para sua vida, com sinceridade, os princípios ensinados por Cristo. Vale salientar que não é discursar, pregar ou ensinar estes princípios, e sim, vivê-los.

Mas afinal, quais os conceitos estabelecidos por Cristo que deve seguir todo aquele que se diz convertido? As melhores respostas encontram-se no capítulo cinco (5) do evangelho de Mateus. No texto conhecido como “Sermão da Montanha”, Cristo discorre sobre vários aspectos da vida cotidiana e quais as características daqueles que se dizem convertidos a Ele, ou seja, dos que crêem no seu nome.

Mt. 5:1-3 - “Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”.

1º princípio do convertido

O convertido, sinceramente, diz: “Sou espiritualmente pobre e, por isto, necessito da intervenção divina para enriquecer-me nesta esfera de minha vida”.

De uma maneira mais simples ainda, o convertido tem a consciência que precisa conhecer e se relacionar cada vez mais com Deus a tal ponto que essa intimidade lhe permita morar com Ele. Por isto, sendo Cristo o único caminho ou mediador entre os homens e Deus, jamais abrirá mão da intervenção de Cristo (estabelecedor do reino de Deus) em seu favor.

(Continua nas próximas postagens.)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

QUEM TEM OUVIDO, OUÇA O QUE OS HOMENS DIZEM ÀS IGREJAS

Desde que Cristo retornou ao céu, concedeu aos homens a missão de anunciar aos outros as boas novas do seu nascimento, morte e ressurreição. Enquanto estava entre nós tivemos a oportunidade de ouvi-lo e, desta forma, termos o conhecimento da verdade (Jo. 14:6). Quando retornou aos céus, anunciou que seria enviado o Espírito Santo, e “Ele vos guiará em toda verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (Jo. 16:13).

Os textos de João 16 e Atos 1, nos direciona para a realidade do vínculo entre o que pregamos e a mensagem do Espírito Santo. Os discípulos deviam ficar em Jerusalém até que recebessem as virtudes do Espírito Santo. No texto de Atos capítulo primeiro, virtude significa disposição constante do Espírito que nos induz a anunciar o evangelho. Deus concede aos homens a presença do Espírito Santo no seu interior, a fim de capacitá-los a repercutir o testemunho do próprio Espírito Santo. Ele, o Espírito Santo, “não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido...” Observe que o Espírito Santo está vindo do céu, e manifestará tudo que ouviu no lugar de onde está vindo, céu.

Sendo assim, a mensagem evangélica deve ter a clareza dos interesses divinos como seu pano de fundo. Nós, homens e mulheres que dizemos proclamar o evangelho de Jesus Cristo, devemos nos ater aos propósitos divinos se quisermos ser autênticas testemunhas da sua graça, poder e amor.

O senso comum diz que qualquer pessoa que deseja ouvir a Palavra de Deus deve freqüentar uma igreja. Qualquer igreja - falam alguns. Com isto, as igrejas se enchem de pessoas que almejam ouvir “palavras ouvidas no céu”. Desejam ouvir mensagens do trono de Deus. Querem saciar a sede de suas almas com os inefáveis conselhos de Deus.

Quando no ambiente eclesial, terá uma enorme “sorte” aquele que tiver a sua frente um pregador que se mantenha no anúncio dos sábios conselhos de Deus, haja vista que, o pano de fundo das mensagens atuais deixou de ser o reino de Deus, para ser o reino da terra. Não é por isto que as pregações atuais estão voltadas apenas para as curas físicas e não espirituais, revelações de coisas terrenas e não celestiais, e visões de terror humano e não da glória eterna? O que se ouve são as dolorosas mensagens motivadas por ganhos materiais e honras humanas, fazendo as pessoas acreditarem que Deus está falando mesmo quando Ele deseja ficar calado.

Dois resultados são visíveis: 1º, organizações religiosas distanciadas de Cristo, manipulando pessoas, espalhando dogmas humanos amparados em suas próprias tradições, disseminando a insensibilidade social e a incredulidade espiritual. 2º, pessoas acostumadas com a rotina religiosa, travestidos de “deus”, ignoram a Bíblia, julgam, perseguem, criticam e condenam todos aqueles que não se parecem com eles. Não respeitam as diferenças, e na primeira discordância de seus pontos de vista, agem com ódio característico de fundamentalistas suicidas, apenas motivados pela frustração de não ter conseguido transformar o outro em sua imagem e semelhança.

Todavia, apesar do quadro caótico atual, graças a Deus, ainda há homens sensíveis a voz do Espírito Santo ocupando tribunas de igrejas (o problema é achá-los). Garimpando, encontramos homens chamados por Deus para ser-lhes Suas testemunhas. E estes homens é que nos motivam a continuar indo a “casa de Deus”, a fim de ouvir mensagens e louvores que enlevam nossa alma e renovam nossa fé.

Que os bons pastores não se escondam. Nós precisamos de vocês! Sabemos que vocês estão por aí, relegados a segundo plano porque não sabem pular, gritar, marchar e rodopiar. Vocês não sabem emocionar as multidões; vocês não sabem dizer aquilo que as pessoas querem ouvir, e sim, o que Deus quer que elas ouçam; vocês não conhecem e nem utilizam os métodos modernos de manipulação das massas. Vocês só sabem pregar mensagens que chamam ao arrependimento, a humilhação, a obediência ao senhorio de Cristo, a aceitação de seu plano salvífico, a contentarem-se com a graça divina e observarem seu amor. Ora! As massas não querem ouvi-los.

Mas, tem quem queira!

Os que têm sede de Deus, os que esperam em Cristo, e os que receberam o Espírito Santo, anseiam por ouvi-los. Venham com vossos cântaros e deixem cair em nossa língua um pouco desta água. “Ó Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água” (Sl 63:1).

A melhor imagem bíblica que se compara as igrejas atuais (organizações religiosas), é a vinha onde foi plantado trigo e joio. Separar é difícil. O que fazer? LEIA A BÍBLIA, e a partir daí, “quem tem ouvidos, ouça o que o “ESPÍRITO” diz às igrejas” (Ap. 3:6), depois, “ouçam o que os homens dizem às igrejas” e escolham a quem seguir, Deus ou baal.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

UM CRISTIANISMO SEM CRISTO

A vinda de Cristo mexeu com as estruturas sociais e religiosas do mundo a partir do primeiro século. Uma sociedade acostumada com a ganância, o orgulho, o materialismo, a prepotência e a auto-suficiência, vê surgir entre os seus um homem que se comporta de forma totalmente distinta da prática comum. Ele traz uma forma diferente de perceber e viver a vida, onde a visão natural egoísta é deixada de lado, colocando em seu lugar, outros e melhores valores para a vida em sociedade. O que causava maior espanto era seu discurso (Jo. 7:46; Mt. 7:29; Mc. 1:22,27). Ele tinha pleno domínio do que estava falando e, além disto, não se assemelhava a nenhum mestre da época, pois, além da autoridade com que falava, seu comportamento coadunava com o que ensinava. Por esta razão, a despeito do que muitas denominações impõe para as pessoas hoje (Lc. 11:46), Cristo não fazia grandes exigências às pessoas, apenas desejava que acreditassem n’Ele como Filho de Deus e salvador do mundo, se arrependessem de seus pecados, acreditassem no perdão de Deus, aceitassem seus ensinos e seguissem seu exemplo de vida. Jugo suave, fardo leve (Mt. 11:30).

Foi esta visão que atraiu milhões de pessoas para o guarda-chuva do evangelho de Cristo. Fomos atraídos por suas palavras, suas obras e suas promessas. Formalizado este movimento, ficou comumentemente conhecido como cristianismo, ou seja, o conjunto dos seguidores de Cristo que buscam evidenciar na prática, seus ensinos e suas obras, testemunhando, voluntariamente, que os princípios e valores de Cristo serão radicalmente buscados e preservados, ainda que com risco de perseguição e morte (Fp. 1:21). Os cristãos do primeiro século nos concede seus maravilhosos testemunhos, pois muitos tiveram suas vidas ceifadas apenas pelo fato de não abrirem mão de sua “verdadeira” conversão à Cristo (ex.: At. 5:59). Para a sociedade secular ficou a constatação de que nem o fogo, nem as feras, nem as prisões eram capazes de fazê-los desistir. Para os governantes a resignação de que a fé deste povo não podia ser negociada, comprada, corrompida ou interrompida (Lc. 1:17; Jo. 1:12).

Quando Cristo manifestou-se entre nós, a estrutura religiosa da época se mantinha apenas pelo benefício que atraía do sistema de governo político secular e das benesses advindas da exploração da fé das pessoas, haja vista que, sua existência se justificava como forma de exercício do poder, ganho de riquezas e controle social do povo religioso. Firmados no cumprimento da “lei”, estavam os sacerdotes acomodados na função de representantes de Deus, mesmo quando já tinham esquecido e deixado de lado a essência e os propósitos estabelecidos por Ele para a função sacerdotal (At. 5:53). Deixaram de representar um meio para se tornarem um fim em si mesmos. Daí, à proporção que ministravam no templo, se afastavam e afastavam cada vez mais as pessoas de Deus, aproximando-as do formalismo e do legalismo, apenas com a intenção de manter seu status quo.

Cristo rompe com esta estrutura, conclamando, também, os "representantes de Deus" para ouví-lo como Filho de Deus, porém, eles não lhe deram ouvidos. Nas oportunidades que tiveram de contatar Cristo, colocavam armadilhas nas questões suscitadas, apenas na tentativa de demonstrar ao povo que Cristo não sabia nada sobre Deus, sobre as escrituras, sobre seu povo e sobre a vida, e, portanto, não era quem dizia ser. Era a tentativa desesperada de, diante do Filho de Deus, demonstrar que eles, sim, eram os legítimos representantes de Jeová (Mt. 16:1; Lc. 10:25; Lc. 20:19,20). Destaque-se que eles se comportavam não como “representantes”, e sim, como “proprietários” de Deus. Esta é a razão porque Cristo os tratava de forma tão dura. Diziam conhecer o Pai, mas não reconhecia o Filho. Jesus disse: “quem conhece o Filho, conhece o Pai” (Mt. 11:27; Jo.14:9), daí, quem dizia conhecer o Pai não teria dificuldade em reconhecer o Filho. Mas eles estavam cegos e corrompidos pelo secularismo, o que fez com que Cristo os tratasse como mereciam: “raça de víboras”, “hipócritas” e “sepulcros caiados” (Lc. 11:39).

Quando comparamos as estruturas religiosas atuais, que dizem representar Cristo, com os ensinos e a vida de Cristo, inúmeros problemas aparecem. Ostentação, riqueza, grandeza, vaidade, separação, business. Grande número de igrejas vinculadas (presas) e subordinadas a uma matriz, quando a determinação de Cristo aos seus discípulos foi de que deveriam sair, de dois em dois, para proclamar o evangelhos à todas as gentes, ou seja, estavam livres para cumprir a sua missão (Mc. 10:42). Pastores presidentes vitalícios e hereditários, quando Cristo chamou pessoalmente doze discípulos, dando condição a cada um deles de exercer o ministério para o qual o chamava, sendo assim, a substituição é natural e salutar, além disto, quem se mantém na vitaliciedade de um cargo presidencial pastoral, demonstra nas entrelinhas, que acredita ser o único escolhido por Deus, e que sua linhagem é a única tribo capaz de conduzir aquele povo para Deus (Lc. 10:2; 1 Co. 3:5-7). Nada mais insano. A utilização dos recursos financeiros primária e principalmente para manutenção da estrutura que envolve as funções sacerdotais, quando Cristo determinou que pegasse a moeda da boca do peixe e pagasse os impostos por Ele e pelo discípulo (Mt. 17:27). Não vou falar sobre Malaquias que diz, “trazei os dízimos à “Casa do Tesouro”, para que não falte mantimento na minha... ”Casa”... do Tesouro (acrescento aqui). As irreverentes reuniões religiosas, que costumeiramente chamamos de culto, que se presta a tantas coisas, menos a adorar a Deus e anunciar o seu santo evangelho, enquanto Cristo testifica, “este povo se aproxima de mim de boca, me honram de lábios, mas seus corações estão distantes de mim” (Mt. 15:8). A disputa por templos, organizações, dinheiro e posição, quando Cristo chama os seus discípulos e diz, “Não seja assim com vocês, quem quiser ser o maior, seja o menor e servo de todos” (Mt. 20:25-27). Gente sustentada pela igreja que se permite ter carro de luxo (poderia ter um carro mais simples e com a sobra ajudar alguém - 1 Jo. 3:17), casa de praia, chácara, roupas de grife, anéis de ouro (Mt. 10:9), enquanto Cristo enfatiza o cuidado com aquele que está sentado ao lado ou na frente, o pobre que está nu, que está com sede e com fome, o que está preso, o que está enfermo (Mt. 7; Ef. 4:28).

Realmente o cristianismo de hoje não consegue cumprir com os mandamentos de Cristo, e como conseqüência, produz cristãos diferentes de Cristo. Gente que não consegue empobrecer seu espírito para que possa receber por herança o reino dos céus; que não consegue chorar; que não consegue andar duas milhas, quando lhe pedirem para andar uma; gente que não consegue se amansar e virar o rosto quando for ofendido; gente que não busca a justiça, preferem a vingança; gente que não consegue respeitar o outro; que não consegue desenvolver o amor altruísta; que não consegue obedecer; que não consegue controlar a língua e voltar os ouvidos para ouvir; que não consegue ceder ou se submeter em favor da paz; que não consegue perdoar; que não consegue viver em paz consigo mesmo e com o outro (Mt.5).

Que cristianismo é esse que se afasta dos ensinos práticos de Cristo? Que cristianismo é esse que valoriza o templo, invés de valorizar as pessoas? Que cristianismo é esse que valoriza o misticismo, os mistérios, invés de valorizar a revelação da Palavra de Deus? Que cristianismo é esse que valoriza a fama, a fortuna, o destaque, a celebridade, quando deveria valorizar os simples? Que cristianismo é esse que valoriza as festas, quando deveria valorizar o funeral? Que cristianismo é esse que valoriza o "oba-oba" invés da contemplação? Que cristianismo é esse que valoriza as palavras dos sábios deste mundo, quando deveriam valorizar e priorizar as palavras de Cristo?

As denominações cristãs de hoje tem um grande desafio: ou se afastam do secularismo, do materialismo e do misticismo, ou continuarão se afastando de Cristo de tal forma que se tornarão como “sal insípido, que para nada mais presta, senão, para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens” Mt. 5:13).

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma Eleita. Assim Caminha a Democracia.

Numa democracia a discussão sadia e sem emoções exacerbadas conduzem-nos ao entendimento e uma visão melhor da vida. As contribuições que cada um dá é o que nos leva a ser o que somos. Sendo assim, vale salientar que a construção de um país melhor não se faz de um dia para o outro, mas, sim, no conjunto de erros e acertos proporcionados por todos que geriram seu destino administrativo.

Quando se tem uma visão simplista da vida, qualquer número, aparentemente, favorável, pode nos enganar. Quando olhamos além dos números, ou até mesmo na origem dos mesmos, enxergamos a participação de todos que contribuíram para se chegar até aqui. Certamente que nosso desejo é avançar sempre, retroceder jamais, no entanto, a vida nos mostra que, às vezes, dar um passo para trás, é impulso necessário para um salto à frente.

Nossa vida não é só materialidade, é, também, um conjunto de outros valores que transcende ao ganho que qualquer ação econômica possa nos dar. Valores como fé, liberdade, respeito e cordialidade, não se compram no mercado e não se precisa de asfalto e emprego garantido para se alcançar. Votei em Lula nas duas últimas eleições e, para mim, este ciclo de governo petista deveria ser encerrado, nem que seja momentaneamente, a fim de proporcionar aos mesmos a oportunidade de se reciclarem e avançarem no que diz respeito aos valores inegociáveis da democracia. O PT me deixou com uma “pulga” atrás da orelha porque antes de chegar ao poder demonstrava ter melhores valores em relação aos outros, mas, ao chegar ao trono, demonstra ser igual aos demais, com o agravante do viés autoritário que deseja cercear a liberdade de crença e a livre expressão de opinião e contestação.

O que lamento profundamente é a forma raivosa com que alguns da militância do partido mencionado se utilizam para debater. Entre tantas qualidades que a democracia possui, a convivência com a opinião diferente ou contrária, e o respeito a opinião do outro, são valores excelentes que devemos nos esforçar em manter, pois, independente da figura do governante da vez, o conjunto de erros e acertos que produzirão, não serão capazes de interromper a trajetória de desenvolvimento que nosso país experimenta.

Assim sendo, como cristãos, respeitamos o desejo expresso pela maioria dos eleitores brasileiros e desejamos que a Presidenta Dilma realize um excelente governo, sem privilégios para uns em detrimento a outros, e fazendo com que as oportunidades para melhoria de vida sejam estendidas à todos os brasileiros.

Que Deus a abençoe.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

NADA PODEMOS CONTRA A VERDADE

NOTÍCIAS

Governo prorroga estudo para mudar lei do aborto

16/10/2010 às 07:21
Agência Estado

O Ministério da Saúde publicou em 4 de outubro, um dia depois do primeiro turno das eleições, a prorrogação de um convênio que estuda mudanças na legislação sobre o aborto. O projeto, segundo o contrato publicado no Diário Oficial da União, chama-se Estudo e Pesquisa - Despenalizar o Aborto no Brasil.

Ontem, a candidata do PT è Presidência, Dilma Rousseff, divulgou uma carta em que diz ser contra o aborto e promete não tomar "iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação" sobre o assunto. O objetivo dela é diminuir a resistência de grupos religiosos que pregam voto contra a petista, por ter defendido no passado a descriminalização do aborto.

Só que a promessa vai na contramão da atuação do Ministério da Saúde nos últimos anos e tem incomodado entidades que atuam em parceria com o governo. Esse recente convênio, prorrogado até fevereiro de 2011, foi fechado no ano passado com a Fundação Oswaldo Cruz, do Rio, e faz parte do Grupo de Estudo sobre o Aborto, que reúne desde 2007 entidades civis dispostas a debater o assunto com o Executivo, o Judiciário e o Legislativo.

Coordenador desse grupo de estudos em todo o País, o médico Thomaz Gollop lamenta a carta de Dilma e o rumo da discussão sobre o tema no segundo turno. "O enfoque está errado, inadequado, seja para qual for o candidato. O Brasil precisa se informar." O projeto trata, segundo extrato do Diário Oficial, de estudo para "despenalizar" o aborto, ou seja, não aplicar pena às mulheres que adotam essa prática, condenada por lei. Mas, segundo o coordenador do grupo de estudos, a ideia é ir mais longe e não fazer mais do aborto um crime.

A lei brasileira atual permite a realização do aborto em duas situações: quando a gestação põe em risco a vida da mulher ou quando a gravidez é resultado de estupro. Caso contrário, a prática pode levar à pena de um a três anos de prisão, punição que pode dobrar. "O objetivo maior no futuro é descriminalizar o aborto, mas agora fica difícil avançar", diz Gollop. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


TRÊS COISAS IMPORTANTES:

1º Apesar de Dilma falar o contrário, a descriminalização do aborto É POLÍTICA DO GOVERNO QUE ELA QUER SUCEDER E CONTINUAR NO MESMO RUMO;

2º Em virtude da manifestação popular sobre o tema, houve uma freada brusca no ritmo que a coisa andava. Caso não nos manifestássemos, o ritmo continuaria acelerado. Só não nos iludamos, desacelerou, mas, não encerrou. O governo mantêm esta política de morte.

3º Cabe-no analisar a situação e votar consciente. Aquilo que entendemos como valor deve ser priorizado e defendido. O candidato se apresenta, nós ouvimos suas propostas e ponderações, para em seguida, analisar e votar ou não votar nele.

Não somos obrigados a analisar e votar a partir das premissas apresentadas pela imprensa ou pelos "especialistas", mesmo porque, estas premissas quando não suportam nossos valores, são apenas falácias. Lógico que vamos ouvir tudo, ler o máximo possível e questionar sempre que pudermos, a fim de armazenar informações para deliberar conscientemente. Neste aspecto, é preciso considerar QUEM está dizendo ou escrevendo.

Alguém que abandonou esposa ou o marido e filhos, quando fala sobre família, deve ser ouvido como "alguém que abandonou esposa ou marido e filhos"; alguém que já fez ou incentivou o aborto, quando falar sobre supremacia da vida, deve ser ouvido como "alguém que fez ou incentivou o aborto", pois o contexto de sua existência vai moldar os seus pensamentos. Como alguém que já se separou inúmeras vezes, vai poder ensinar sobre casamento se nem mesmo aprendeu? Eis o porque não se pode ignorar seu comportamento e suas atitudes na vida.

Sou a favor do voto consciente. Não vou votar nesse ou naquele candidato porque a imprensa, ou os especialistas, ou os partidos, ou os pastores, ou os padres, ou as pesquisas, ou os graduados, ou os embusteiros dizem ser melhor. Vou analisá-lo sob a ótica daquilo que gosto, que creio e que defendo. Se me atender, voto nele e ponto final. Posso errar, mas, cometerei maior erro se votar com base no pensamento dos outros. Sou imagem e semelhança de Deus, por isso, penso, critico e decido.

sábado, 9 de outubro de 2010

O CRISTÃO PENSA, LOGO, EXISTE.

Parafraseando o filósofo René Descartes, chamo a atenção para uma realidade difícil dos pseudo-intelectuais secularistas engolirem: O povo cristão está, racionalmente, acordando neste país. Foi-se o tempo em que éramos apenas um bando de analfabetos que dependiam apenas das orientações pastorais para viver a vida cristã. O que nos informávamos, não podia nem mesmo ser verificado na Bíblia, pois, como não dominávamos as letras, não podíamos compreender o texto em seu sentido pleno, logo, dependíamos dos “letrados” e outros “iletrados” que se levantavam entre nós, via de regra, em apresentações místicas. Apesar da ação libertária de Lutero, continuávamos dependendo das interpretações dos líderes do segmento a qual pertencíamos.

Hoje, como já repercutiu em edições passadas uma revista de grande circulação, os cristãos se tornaram gente graduada, sejam médicos, psicólogos, nutricionistas, engenheiros, magistrados, advogados, professores, arquitetos, astrônomos (não confundir com astrólogo), assistentes sociais, pedagogos, enfim, gente que deixou o medo de lado e entrou na academia para checar, in-loco, as novidades no campo do conhecimento. Sendo assim, não aceitam mais a palavra do acadêmico como palavra final a respeito seja lá do que for. As opiniões, ponderações e afirmações dos intelectuais são escutadas, analisadas e discutidas pelo segmento cristão, que a partir de uma avaliação empírica própria, leva em consideração o que, efetivamente, está provado, e sem precisar abrir mão dos seus princípios, chega a uma conclusão.

O conhecimento científico existe, porém, não é uma caixa hermeticamente fechada que apenas, e somente apenas, os “especialistas de carteirinha” conseguem decifrar. Aliás, durante o tempo em que freqüentei uma universidade ouvi muita “abobrinha” disfarçada de conhecimento científico. Uma das maiores baboseiras que já ouvi é a tão propagada “teoria da evolução”. Como posso acreditar numa “teoria” que se diz “científica?” Ciência não é teoria. Ciência é prova. O problema é que, como não há prova, os “doutores” da ignorância se seguram em teoria para justificar sua confusão mental. Não conseguem admitir apenas que não há uma explicação lógica para o surgimento do universo e do homem. A resposta para a pergunta “o que veio antes?” nunca será respondida sem o elemento fé, e este é o grande problema deles. A fé é o fundamento básico da religião, não da ciência. Durante meu tempo de universitário, descobrir que essa gente está mais perdida do que nunca por causa de sua arrogância, vaidade e egoísmo.

Assisti recentemente um programa de entrevista, onde dois sociólogos, acadêmicos, foram convidados a discorrer sobre a questão do aborto como causador do segundo turno das eleições e os votos dos cristãos. É interessante observar o posicionamento destes "intelectuais" que gostam de rotular os contrários aos seus posicionamentos como atrasados, retrógrados, irracionais, arcaicos e coisas semelhantes. É de se ponderar que estas pessoas, pelo que me parece, querem que todos aceitem seus pensamentos como fiel da balança. Se houver dúvida com relação a qualquer tipo de conhecimento ou situação, “temos” que aceitar suas considerações como palavra final. Usam o argumento de que a discussão política, moral ou religiosa, é necessária, num mesmo instante em que diz ser difícil chegar a uma conclusão naqueles polêmicos, ou seja, a tormenta que mergulharam suas consciências querem distribuir para os outros. Mais lamentável ainda é perceber que eles ficam frustrados e agressivos quando descobrem que os outros não pensam igual ao pensamento formatado das academias. E o que deveriam fazer? A resposta é o clamor da democracia. Deveriam apenas aceitar o contrário, respeitando a diversidade de pensamentos e a liberdade de expressão. Afinal, não é isto que defendem o tempo todo? O problema é saber se estão preparados para viver num mundo assim. Suas palavras e atitudes demonstram que não.

Como disse para um professor: vocês vivem com suas dúvidas, e nós, cristãos, vivemos com a nossa fé. Para nós, “... esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo. 5:4)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DILMA A FAVOR DA VIDA? QUE VIDA?

Acuada pela perda dos votos daqueles que defendem a vida, a candidata de Lula disse:

1. "Quem me conhece sabe" (Só Lula poderia conhecê-la; como Lula sempre diz que não viu nada, consequentemente, não a conhece também);

2. "Sou de uma família católica" (Não disse nada. Ser da família não significa que é católica. Há muita gente nascida em família evangélica que adotou o caminho do crime organizado);

3. "Sou a favor da vida" (Pode parecer que ela está dizendo ser contra o aborto. Veja o restante da frase);

4. "Quem luta contra a pobreza é a favor da vida dos marginalizados" (Essa mania de político de usar as palavras para ludibriar seus eleitores. O que ela quer dizer com isso? Que é contra o aborto? Não. Ela está tentando iludir a opinião pública, fazendo com que as pessoas acreditem no que ela "não" está dizendo).

Acredito que o ponto é: Dilma, a senhora é a favor ou contra o aborto? Basta responder de forma objetiva e clara. Sou contra. Sou a favor. A partir daí, assuma o custo de sua posição.

Nossa população é, em sua quase totalidade, cristã. Ela defende a vida, sendo, portanto, contra o aborto. Isto não significa que estamos de olhos vendados para as mulheres que morrem em clínicas clandestinas, em decorrência de aborto ilegal realizado por médicos inescrupulosos; Não estamos cegos para as crianças indesejáveis que nascem sem o carinho, proteção e amor dos pais, condenadas a viverem à margem da sociedade.

O que defendemos é que o problema deve ser tratado na nascente. É neste ponto que a comunidade autenticamente cristã diverge dos demais. O que se precisa interromper é a prática da relação sexual indiscrimada, incentivada pela distribuição de camisinhas em escolas públicas e propagandas tendenciosas custeadas pelo dinheiro de nossos impostos. Desta irresponsabilidade é que surge a demanda por aborto. Na verdade, na verdade, é a tentativa de fugir das responsabilidades advindas das atitudes (Aguardem que eles vão querer aprovar também a eutanásia). Ter liberdade para fazer sem assumir as responsabilidades do que foi feito é "impunidade".

Um casal que optou pelos laços do matrimônio e constitui uma família consciente da quantidade de filhos que deseja e pode ter, conhece os métodos contraceptivos "não-abortivos" disponíveis no mercado, e vai gerir suas vidas sem a mínima preocupação com aborto. Pelo contrário, a notícia da gravidez será, sempre, festejada, e esta nova vida será respeitada desde o início de sua gestação.

Os malandros de plantão querem continuar praticando toda sorte de promiscuidade, sem a preocupação de assumir as responsabilidades advindas de seus atos, e neste balaio de gatos, as mulheres são convencidas a oferecem seus corpos apenas como objeto de prazer, assumindo, apenas elas, os riscos da relação imprudente. Ora, aprovando o aborto, haja carnaval, haja bacanal, e se houver uma criança sendo gerada a partir destas atitudes insanas, basta matá-la.

Aborto é a prática do homícídio mais cruel e covarde que pode existir, pois, além de não dar chance de defesa ao nascituro, não tem a coragem de olhar nos seus olhos.

Já que este é o assunto em voga, que Dilma e Serra digam de forma clara se são a favor ou contra o aborto, aí, então, somando outras questões importantes, deixem que os brasileiros escolham.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eleição 2010 e o Voto dos Cristãos


PT estuda tirar aborto de programa para estancar queda de Dilma entre religiosos
De Brasília (Folha.com - 05/10/2010)

Acuado pela perda de votos de evangélicos na reta final do primeiro turno, o PT ensaia deixar de lado a defesa programática da descriminalização do aborto e já planeja retirar a proposta do programa do partido, aprovado em congresso.
O primeiro contra-ataque partiu do secretário de Comunicação do PT, André Vargas. "O Brasil verdadeiramente cristão não votará em quem introduziu a pílula do dia seguinte, que na prática estimula milhões de abortos: Serra", disse em seu Twitter.
A pílula do dia seguinte é um dos métodos contraceptivos criticado pela Igreja Católica e distribuída pelo Ministério de Saúde. Diferentemente do que Vargas sugere, sua adoção foi decidida antes de o tucano José Serra, rival de Dilma no segundo turno, ser titular da pasta.

A mídia alardeia o fato da decisão para presidência do Brasil ter ido para o segundo turno. Jornais nacionais e internacionais foram surpreendidos com a reviravolta da eleição brasileira. Na tentativa de descobrir o que aconteceu, os especialistas do PT e de Lula, se debruçam no esforço de identificar onde falharam. Descobrem então, o que teimaram em ignorar: há um segmento cristão que não aceita a cartilha secular e não arrendou seu voto ao presidente da República. Imaginavam que todos os brasileiros tinham abandonado sua capacidade de raciocinar e se tornaram um bando de "aloprados". Enganaram-se.

Um conhecido, antes das eleições realizadas no último domingo, gargalhava confiado na eleição de Dilma para presidente do Brasil em primeiro turno. No engano de sua certeza, dizia que não precisava de nossos votos para elegê-la. Tal afirmação, além de prepotente, demonstrava uma visão irreal do mundo real, isto porque, as atitudes da própria Dilma e do seu partido demonstravam o contrário. Ela precisava tanto dos votos cristãos que não perdia uma oportunidade de estar entre nós trocando amabilidades. Além disto, antes arredia a tudo que diz respeito a divindade, se tornou de uma hora para outra, uma “cristã que acredita naquele lá de cima”. Some-se também a chamada “carta aberta” distribuída para acalmar os setores cristãos inquietos com seus posicionamentos em relação ao aborto e a união homo afetiva, e a tentativa do PT em defender o PNDH3 e o projeto de lei 122/06.

Apesar das entrevistas concedidas pelos representantes do PT, pela candidata e pelo próprio presidente da República, dizendo ter encarado com naturalidade a ida para o segundo turno, todos eles estão abatidos com o resultado apurado. Foram “obrigados” a calçarem as sandálias da humildade e baixar o “nariz empinado”. O texto transcrito acima, e outros publicados na mídia, é uma confissão de que o poder evangélico deve ser e tem que ser respeitado (desculpem-me se pareço arrogante, mas, não encontrei outra forma de expressão que se adequasse ao fato).

Este episódio nos trouxe algumas verdades importantes:

  1. A humildade precede a honra, e o orgulho, a queda;
  2. Pesquisa de opinião está mais para adivinhação do que para estatística de campo;
  3. Não foi a plataforma ambiental que incrementou a subida de Marina. Apesar de importante, o que a fez subir nas pesquisas foi a decisão dos evangélicos de, através dela, manifestar sua posição quanto as questões morais como aborto, união homo afetiva e liberdade religiosa;
  4. O poder do segmento evangélico ficou claro;
  5. Apesar deste poder, o segmento evangélico ainda não sabe utilizá-lo. Estamos aprendendo;
  6. O confuso posicionamento dos líderes evangélicos, pois, enquanto uns se manifestavam apoiando sem nenhuma restrição a candidata do PT, o povo evangélico estava mais preocupado com a defesa dos princípios cristãos. Este fato deve ensiná-los a se separarem da política secular, colocando como prioridade em seus mandatos, a defesa radical dos princípios cristãos, e isto só acontecerá, se deixarem de ceder aos encantos das benesses de “Balaque”;
  7. e, finalmente, no segundo turno, o segmento evangélico será o fiel da balança das eleições presidenciais.
Cerca de 90% (noventa por cento) da população brasileira se diz cristã, sejam católicos ou evangélicos. Sendo assim, vamos continuar defendendo com toda garra os princípios cristãos, dentre eles, a supremacia da vida humana, a família formada por um homem e uma mulher, a ordem, a disciplina, a moralidade, enfim, os altos valores morais que devem ser respeitados e adotados por todo cidadão. “A democracia é a ditadura da maioria”. Se somos maioria, não são os “velhinhos” do STF, nem os "caciques" do Legislativo, nem o “poderoso chefão” do executivo, nem a mídia de modo geral que vai ditar as leis para nossa sociedade. Somos nós!

Se conscientize disto e vote. Tenha cuidado com aquele (a) que muda de posição quando se vê acuado (a) e vote no candidato que tenha um histórico claro de defesa dos valores cristãos. Lembre-se: cobra recua primeiro e dá o bote depois. Nenhum dos dois atenderá completamente nossos anseios, no entanto, um deles estará menos sujeito as mentes perversas que tentam transformar nossa nação num país da bestialidade, da imoralidade e do secularismo. Somos cristãos, nossas famílias são cristãs, e merecemos respeito. Que eles tenham entendido isto.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

UM CONTO QUE INCOMODA

Certo homem tinha vários empregados. Estes empregados dependiam dos recursos advindo do seu trabalho para pagar suas dívidas, adquirir mantimentos e manter a vida de suas famílias em condições de sobrevivência. Não era um grande salário, no entanto, era o que possuíam como garantia para atendimento a tais necessidades. Não era muito, mas, garantido em todo final de mês.

Com o passar do tempo, este homem foi elegendo outras atividades como prioridade de sua organização e administração. Elege este “pobre” homem, a manutenção do seu modo de vida confortável em detrimento ao compromisso de pagar em dia seus empregados. A insensibilidade deste homem chega ao ponto de priorizar viagens e festas, desnecessárias para o momento vivido, ao invés do pagamento dos salários de seus empregados. Desfruta do benefício da hospedagem em hotéis, o turismo, a alimentação gratuita, a fartura, a falsa alegria. Seus empregados, o trabalho duro e incessante, a indiferença e a injustiça.  MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM (Dn. 5:25).

O que você sentiria se tal história fosse verdade? Indignação? O que você faria se fosse um desses empregados? Demissão? O que você mereceria se fosse este “pobre homem”? Condenação? Seja lá o que você escolher, só posso dizer que é pouco para tamanha injustiça. Os injustiçados sofrem, e eu escuto o "grito do silêncio dos que sofrem calados". A injustiça chama a atenção de Deus e a justiça clama alto diante do seu trono.

Lembro-me do episódio envolvendo o profeta Natã e Davi. Às vezes é preciso inteligência para protestar e expor verdades que doem, para que, sabe Deus, a máscara dos “reis” caiam e eles enxerguem o mal que estão causando aos outros. Podem eles, e desejamos que isto aconteça, abrir seus corações, como Davi, reconhecendo seus pecados, pedindo perdão e mudando de atitude. Só assim preservarão a ovelhinha do outro.

A história acima é verídica, com o agravante de que se trata de uma história vivida por seus protagonistas num ambiente dito cristão. Vendo coisas como estas, sinto-me na obrigação moral de concordar com Ghandy, que disse mais ou menos assim: “Admiro o Cristo dos cristãos, mas, odeio os cristãos de Cristo” (retire-se o trigo de entre o joio). E, por falar em Cristo, lembro-me de suas palavras registradas pelo evangelista Mateus: “... Se vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos céus” (5:20).

A verdade clama. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça a sua voz.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dinheiro ou Valores Morais?

"Entre Neymar e Dorival, Santos demite o técnico por insubordinação" (Noticia veiculada nos meios esportivos brasileiro).

Neymar, jovem jogador de futebol, na “altura” dos seus 19 anos, peitou o capitão e o treinador da sua equipe apenas porque recebeu a ordem de não cobrar um pênalti, haja vista a forma displicente que realiza tal atividade em campo. Neymar simplesmente se insubordinou contra as determinações de seus superiores imediatos, demonstrando deseducação, agressividade, prepotência e desprezo pelos outros. O mais surpreendente é a decisão tomada pela diretoria da equipe: demite o técnico por “insubordinação”, e avalizam, desta forma, as atitudes do “subordinado” Neymar.

O que será que levou a diretoria da equipe santista a tomar tal decisão? Bom, de um lado, a disciplina, o respeito à autoridade e aos outros, a educação, a obediência às regras do jogo, a solidariedade, a humildade, o trabalho em equipe, enfim, esses valores que são imprescindíveis para a vida em sociedade. Do outro, a prepotência, o orgulho, a indisciplina, a arrogância, a estupidez, a anarquia e o senso de poder fazer o que vier a cabeça, sem ligar para qualquer regra básica exigida para vida em comum. Então, podemos concluir, a decisão é incoerente. Depende dos valores de quem conclui. Para a diretoria do Santos, o que se levou em conta foram os $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$. Ora, de que lado está o dinheiro? Neymar, jovem promissor e exageradamente valorizado, como disse Zico em entrevista a um canal de televisão, “pérola bruta” do futebol brasileiro. Concordo, acima de tudo com a/o “bruta(o)”.

Esta querela, evidenciada atualmente no mundo fútil do futebol, me faz pensar nos valores que devemos moldar nossos jovens. Infelizmente, nesta esfera terrena, os expoentes seres extremamente materialistas que a habitam, deixam muito claro que, se tiver dinheiro, “as favas” com os valores morais. O problema aqui, é o fato de o futebol ser assistido e admirado por milhões de jovens, o que torna a decisão da diretoria do Santos, não apenas uma mera decisão administrativa, mas, sim uma lição incutida na mente e nos corações juvenis.

Como pais, não podemos concordar. É por esta razão que decidir fazer menção aqui. Vamos explicar aos integrantes desta sociedade que dinheiro é útil para suportar a vida, para ser um meio, não um fim, enquanto que os valores morais servem de baliza para a sociedade que queremos. Se os expoentes desta sociedade fazem a escolha pelo dinheiro, não podem reclamar dos jovens que entram no tráfico de drogas e dizimam famílias inteiras, porque se o fazem, a desculpa apresentada é o dinheiro; não podem reclamar da corrupção, pois as pessoas se corrompem pelo dinheiro; não podem reclamar da falta de saneamento básico, da falta de um serviço de saúde digno, da falta de segurança, da falta de uma boa educação, porque o dinheiro que deveria ser destinado para atendimento destas necessidades sociais, são desviados para o bolso de alguns; não podem reclamar do furto, do roubo, do assalto, pois quem os pratica, busca o dinheiro. Ora, se o dinheiro é tudo, “as favas” com as regras, as normas ou as leis.

Não vejo ninguém condenar veementemente tal atitude da diretoria do Santos, isto porque, ou pensam da mesma forma, ou se renderam a mediocridade e a insensatez. Nós temos a sociedade, o governo (veja os escândalos da Casa Civil do Governo Federal), as autoridades que merecemos, seja por ação ou por omissão.

Não devemos lançar o Neymar no limbo e na marginalização, todavia, é preciso ensiná-lo que a vida em sociedade implica em direitos e deveres, todos amparados no fundamento da decência, da educação e do respeito ao outro. Quem sabe, ensinando aos jovens, os adultos aprendam.