quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Reino de Deus

Neste trimestre o assunto a ser tratado nas inúmeras Escolas Bíblicas Dominicais que utilizam a lição bíblica para adultos da CPAD, é o Reino de Deus. Acredito que o objetivo é resgatar a essência cristã diante do quadro de degradação moral, social e espiritual que presenciamos em nossa sociedade, degradação esta que se faz sentir nas hostes assembleanas. Sendo assim, para iniciarmos os vários temas que serão tratados, mencionaremos alguns textos utilizados na Bíblia para tratar do assunto.

O Reino de Deus como um ambiente que alcança os salvos em Cristo.

Mt. 5:3; Lc. 9:62; Jo. 3:3; Mc. 9:1; 1 Co. 4:20.

O Milênio como o Reino de Deus implantado aqui na Terra, governado por Cristo, durante um período de mil (1.000) anos, que se iniciará após a grande tribulação.

Lc. 22:30; Ap. 17:14; 20:2-7; Dn. 2:44; Ap. 11:17.

O Reino de Deus como sendo a casa de Deus.

Lc. 23:42; Jo. 18:36; Mt. 25:34,35; Jo. 3:3; At. 14:22; Tg. 2:5.

Para compreendermos corretamente outros aspectos relativos ao "Reino de Deus", Jesus se utiliza de comparações, quais sejam:

A parábola do trigo e do joio (Mt. 13:24-30; 36-43) - No Reino de Deus, numa alusão ao ambiente cristão, Jesus é responsável por semear boa semente (trigo), todavia o inimigo do Reino de Deus semeia sementes ruins (joio), para transtornar o ambiente do reino. Aqui o Reino de Deus é o conjunto dos salvos que habitam na terra (seu campo = o mundo), se distinguindo em relação aos filhos maligno (joio). Observe que aqui é mencionado o reino de Deus como o conjunto dos salvos na terra (v.38) e como a morada de Deus (v. 43).

A parábola do grão de mostarda e do fermento (Mt. 13:31-33) - O reino de Deus com a característica de crescimento exponencial. No início, uma pequena semente, no final, uma frondosa árvore que atrai multidões para se abrigarem nela. Mesmo princípio aludido na parábola do fermento misturado na farinha.

Parábolas do tesouro escondido, da pérola e da rede (Mt. 13:44-48) - Nas duas primeiras, a supremacia do reino de Deus, valorizado e priorizado por quem o encontra. Como disse Jesus, são dignos de mim os que assim agirem (Mt. 10:37-39). Na terceira, a rede, trata da depuração necessária ao reino de Deus (ambiente cristão estabelecido na terra, antes da entrada ao ambiente definitivo, ou seja, a morada de Deus).

A parábola dos trabalhadores (Mt. 20:1-16) - Tratando o reino de Deus como um ambiente em que todos são convidados a integrarem e se beneficiarem das suas dádivas, independentemente do momento em que isto aconteça.

A parábola das bodas (Mt. 22:2-14) - O povo hebreu eram os convidados ilustres para as bodas do Rei, no entanto, fazendo pouco caso do convite, rejeitaram a oferta, chegando ao ponto de matarem os mensageiros do rei (os profetas). Sendo assim, o rei determina a destruição dos que o rejeitaram e aniquilação de sua cidade. Três pontos chamam a atenção: a grande festa de casamento preparada  (bodas), a extensão do convite aos inicialmente excluídos (gentios) e a observação de que, apesar de estendido a todos, há necessidade indispensável do convidado trajar roupa adequada para o evento (Ap. 1:5; 7:14).

Ainda outras parábolas abordam questões ligadas ao reino de Deus, no entanto, as mencionadas aqui já nos apresentam algumas características inerentes a ele, que nos ajudam a compreendê-lo adequadamente. Muitas dessas questões serão abordadas aqui ao longo deste trimestre.

Vamos estudar juntos e assim crescermos no conhecimento das coisas de Deus. Sinta-se livre para acrescentar conhecimento através de seus comentários.



terça-feira, 21 de junho de 2011

Aviva, ó Senhor, a Tua Obra.

Lição Bíblica nº 13 – CPAD – 2º Tri / 2011
Texto Áureo: Is. 44:3
Leitura Bíblica: At. 19.1-6,11,12,18,19

O pedido de Habacuque, transcrito para tema da lição deste domingo, reflete um pedido urgente pela restauração da confiança em Deus, mesmo diante do iminente risco de serem devastados pelos inimigos babilônicos. Todavia, o desejo exposto nos textos bíblicos elencados para alcance do objetivo proposto, nos remete a uma análise mais ampla deste assunto tão necessário nos dias de hoje.
 
Conceito: Avivamento vem de avivar, que significa, 1 - Dar vivacidade a. 2 - Tornar mais vivo. 3 - Fazer reviver, renovar. 4 - Fig. Animar. 5 - Realçar.

Não é conceder vida a alguém, mas, fazer com que alguém que já tenha vida e por algum motivo a tornou inerte, volte a manifestá-la. Avivamento, portanto, é “dar movimento a vida”.

A Bíblia trata sobre o avivamento nos Antigo e Novo Testamento dando ênfase a intervenção divina, seja no que diz respeito estritamente ao relacionamento com Ele (Esdras; Is. 44; Habacuque), seja no que diz respeito a seu povo como canal de manifestação do seu poder (Atos dos Apóstolos). Com base nisto, o avivamento deve ser levado em consideração sob os seguintes pontos:

1.       O avivamento diz respeito a comunhão entre o homem e seu criador.

Desde que o pecado teve acesso ao coração do homem, fazendo-o se distanciar de Deus, é interesse primordial do Senhor reatar este relacionamento. É por esta razão que os avivamentos verificados no Antigo Testamento, primáriamente, sempre buscam um melhor relacionamento entre o homem e Deus (Js. 24). Obviamente que, em virtude da fraqueza humana, é sempre o Senhor que disponibiliza o poder para que o homem consiga manter um mínimo de fidelidade no relacionamento com Ele.

2.       O avivamento diz respeito a manifestação do poder de Deus para capacitação do homem à seu serviço.

No NT a ênfase dada as intervenções espirituais como curas, ressurreições, alterações na natureza e libertação de oprimidos, era necessário, pois, estes sinais confirmavam para os incrédulos que Jesus Cristo é o Filho de Deus e Salvador do mundo (Lc. 7:22). O objetivo era primeiro, através do próprio Cristo e, por fim, através dos apóstolos, validar a verdade das Sagradas Escrituras, fazendo com que as pessoas pudessem enxergar em Cristo a luz salvadora do homem.

Nestes dois pontos aparecem implicitamente duas situações que requerem atenção especial. Os sinais chamam a atenção do homem para as verdades de Deus, fazendo com que tenha condições de se decidir por Cristo. Decidido por Cristo, os sinais servem para manutenção de uma fé viva e longânime no Senhor.

O avivamento é necessário para salvação de outras pessoas, porque para serem salvos precisam invocar o nome do Senhor, mas, como invocarão se nunca ouviram falar, e como ouvirão se não tiver quem pregue, e como pregarão se não forem enviados (Rm. 10). Jesus recomenda o dever de pedir ao Senhor da seara que envie ceifeiros para sua seara (Mt. 9:38), fazendo isto, o Espírito Santo separa os tais para que assim procedam (At. 13:2). Isto é avivamento.

O avivamento é necessário para que a fé inicial seja mantida e cresça ao longo do relacionamento com o Senhor. Isto se dá pela ministração de uns para com os outros, através dos dons disponibilizados pelo Espírito Santo à igreja (1 Co. 14:12,26; Ef. 4:11-13). Isto é avivamento.

3.       Avivamento Genuíno Só é Possível Pela Palavra de Deus

O que comumente chamamos de avivamento é o barulho intenso e alto de nossos cultos, é o falar indistintamente línguas estranhas sem a preocupação de que haja interpretação e, conseqüentemente, a edificação dos outros, é o movimento promovido por músicas sem nenhuma inspiração, alheio ao ambiente de culto, patrocinadas por ritmos delirantes e letras desprovidas de qualquer amparo bíblico. Na verdade confundimos satisfação da carne com a satisfação do Espírito, por esta razão, uma pessoa pode durante o dia ter se corrompido com brigas, invejas, maledicências, enfim, pecados dos mais variados graus, e no culto à noite, falar noutras línguas, profetizar, pregar, expulsar demônios e curar enfermos (Mt. 7:20-23).

Isto acontece porque impedimos a ação do Espírito Santo em nossa mente e coração, impossibilitando assim a transformação de nossa natureza má e rebelde em santa e obediente a Deus. Quando isto acontece, nos iludimos com uma autojustificação baseada em nosso próprio conceito de justiça (Is. 64:6) e a revelia do caráter de Deus. É comum defendermos nossas idéias completamente desprovidas de base bíblica porque é o que nos acomoda e não nos fustiga a mudança de comportamento. Como perdoar aquele que nos fez mal, quando nossa natureza justifica que nós somos a vítima? Como reconhecer que o outro é melhor do que eu, quando nosso orgulho nos cega e aponta num sentido diferente? Como renunciar um nosso direito líquido e certo, apenas para que o outro se salve? Só através da ação do Espírito Santo, ministrando em nossos corações a bendita Palavra de Deus. Só a aceitação voluntária e genuína da palavra de Deus promove isto.

O verdadeiro avivamento gera este milagre, porque é fruto da Palavra de Deus recebida graciosamente e voluntariamente por quem a ouve, e receber não é apenas ouvir, mas, acima de tudo, praticar seus ensinos (Lc. 6:47; Mt. 7:24,25). É aquele “mover” que antes de mudar o outro muda a nós mesmos. É aquela “unção” que não se reveste de máscara, pelo contrário, nos desnuda e humilha diante da necessidade de nos convertermos diuturnamente ao Senhor.

Como os discípulos no caminho de Emaús, podemos, à proporção que vamos contatando com o verbo de Deus (a Palavra), nos enchermos do poder do Espírito e sentirmos fervor e “renov’AÇÃO”.

4.       Finalmente, Quando Deus aviva sua obra:

Ø  Todos os cristãos envolvidos são impulsionados pelo Espírito Santo (At.2).

            Isto significa que o mover espiritual deverá ser manifestado num comportamento adequado ao padrão bíblico, seja no desenvolvimento das atividades de expansão – “ide e pregai o meu evangelho” (Mc. 16:15) - seja no desenvolvimento da comunhão com os outros cristãos – “Para que eles sejam perfeitos em unidade... (Koinonia – Jo. 17:20-23). Por esta razão, na vida de uma pessoa ou obra avivada nitidamente se percebe a prevalência do fruto do Espírito (Gl.5).

Ø  Há milagres (At.3:1-10).

Milagre é a atuação sobrenatural numa situação em que as forças humanas, científicas ou naturais já não podem modificar uma adversidade. É uma demonstração do poder de Deus (Rm. 1:16), que tem como objetivo principal, a salvação de vidas. Inúmeras vezes o milagre acontece para atender a necessidade de um Seu filho ou Seu povo que resulte em honras e glórias ao Seu santo Nome.

Ainda hoje Deus manifesta seu poder realizando milagres, porém, em virtude dos falsos profetas infiltrados no meio do seu povo, forjando atos miraculosos apenas para conquistar credibilidade e arrecadar mais recursos financeiros, apoiados por sacerdotes que a qualquer custo desejam se manter com uma coroa que já lhe foi retirada, e um povo sem conhecimento e de boa-fé ávido por espetáculos circenses (Jr. 5:30,31), a incredulidade tem encontrado espaço, tornando raro a ocorrência e o testemunho dos extraordinários milagres que, a despeito de raro, ainda acontecem como marca da igreja do Senhor Jesus.

Ø  A obra de Deus sofre perseguição (At. 4:1-4; 7).

Como conseqüência de sua marcante presença e atuação, sendo coluna da verdade no meio de uma sociedade que deliberadamente transgride contra Deus, a igreja enfrentará a oposição daqueles que desejam calar a sua voz como representante do Criador, afinal, as advertências da Palavra do Senhor incomodará indistintamente não apenas a rebelião do pobre, mas, também do rico, não apenas o espírito hedonista do plebeu, mas, também, do rei.

Por esta razão, é fato que, quando a obra de Deus é avivada, as hostes do inferno se inflamam e “tentam” impedir o avanço do evangelho propagado pela igreja do Senhor Jesus Cristo (2 Ts. 2:14-16). Todavia, um povo avivado prossegue em sua missão, sabendo que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt. 16:18).

Ø  A Igreja não aceita conviver com pecado (At. 5:1-11).

A igreja floresce na pureza do Espírito Santo. Isto não quer dizer que não enfrenta problemas relativos a desvios espirituais, e sim, que não faz "vistas grossas" a pecados praticados por quem quer que seja. Ela se mantém firme na manutenção da pureza cristã e amavelmente graciosa em relação ao pecador arrependido. À esse, lhe apresenta a graça divina que perdoa e ampara. Porém, ao pecador contumaz, àquele que apenas aquieta sua consciência com justificativas vazias e humanas, não compactua com sua prática, revelando-lhe seu erro (que deve ser demonstrado à luz das Sagradas Escrituras), aconselha-o amorosamente ao arrependimento (mudança de atitude), todavia, deixando-lhe claro como a luz, que não haverá qualquer aquiescência com o pecado que o afasta de Deus. Em o pecador aceitando a admoestação, recupera-se uma vida e prossegue-se o curso natural da vida cristã, em não ouvindo a repreensão, a igreja apenas ratifica, mergulhada num profundo sentimento de dor, o estado de separação que a pessoa, deliberadamente, insiste em permanecer.

O pecado é um obstáculo a atuação do Espírito Santo, sendo, portanto, um empecilho ao avivamento que ora se pede (Is. 59:2). A igreja avivada ama o pecador, porém, se insurge contra seu pecado, pois ofensivo é aos olhos do Pai, de seu Filho e do divino Espírito Santo.

Ø  O evangelho é propagado aos “quatro” cantos da terra (At. 13-21).

Por todos os meios a igreja passa a expandir o evangelho do Senhor Jesus (1 Co. 9:19-22). Ela não se contenta apenas no louvar a Deus por tamanha dádiva, pois, tem consciência da existência de outros tantos que morrem sem Deus, sem paz e sem salvação. Ela desenvolve a comunhão entre os irmãos, mas, seu espírito é impulsionado a falar para todas as gentes as verdades de Deus e sua graça salvadora.

Como dizia meu querido e velho pai, “a vontade de pregar é como uma ânsia de tosse, em se sentindo vontade, não tem outra solução, senão, abrir a boca e anunciar as boas novas de salvação em Cristo Jesus”. No pentecoste foi dado aos discípulos “A Vontade” de ser canal de bênçãos para o pecador. Esta “Vontade” é ainda hoje derramado nos corações daqueles que entregam suas vidas à Deus e insistem: “Aviva a tua obra, ó Senhor!”

CONCLUSÃO

A apostasia do tempo final incomoda e angustia os verdadeiros servos do Senhor. Aqueles que não estão preocupados com posição, dinheiro e outras benesses materiais e fúteis, clama insistentemente à Deus que desperte a sua obra no meio dos anos (Hb. 3:2), para que ela possa cumprir o seu propósito.

É desejo de Deus atender esta oração, no entanto, cabe à nós, seus servos, oferecer sinceramente nossa vida como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor. Esta “oferenda” partirá de um coração puro que percebe e sente as emoções de Deus, e de uma mente convertida pelo Espírito Santo que vislumbra os planos do Senhor e Seu desejo para com seu povo.

Uma obra avivada significará a ocorrência de milagres genuínos, de conversão genuína, de comunhão sincera, de combate ferrenho contra o pecado, e de real vitória sobre nosso adversário evidenciada na transformação de vidas pela pregação da poderosa Palavra de Deus.

AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA!

Amém. Que seja a nossa oração.

Bibliografia

Concordância Bíblica Abreviada – Edição Contemporânea - Editora Vida – 1992
Espada Cortante – Volume 2 – O. S. Boyer – IBAD
Pequena Enciclopédia Bíblica – O. S. Boyer – Editora Vida – 1978
Bíblia de Estudo Pentecostal – Revista e Corrigida – CPAD - 1995
Dicionário Bíblico (www.casadosenhor.com.br)

sábado, 18 de junho de 2011

História Resumida da Assembléia de Deus

A origem da Igreja Assembléia de Deus está ligada ao surgimento do Movimento Pentecostal no início do século XX, quando as pregações do pastor W.J. Seymour chamaram atenção da população de Los Angeles, Califórnia para as verdades pentecostais relacionadas ao batismo com o Espírito Santo e o falar em outras línguas. Nessas ocasiões, Seymour costumava afirmar que a experiência do batismo e o falar em outras línguas era uma bênção para todos e não somente para a igreja primitiva. As reuniões promovidas pelo pastor eram lotadas e cheias de manifestações de dons e batismo com o Espírito Santo. Isto chamou a atenção de toda a cidade a ponto dos jornais comentarem o fato. A novidade saiu de Los Angeles e chegou a todo o país. Em Chicago, estima-se que grande parte das igrejas se tornaram pentecostais.

Foi perto de Chicago, em South Bend, que morava um jovem sueco de nome Gunnar Vingren, pastor batista que, atraído pelo avivamento pentecostal, creu e recebeu o batismo com o Espírito Santo. Numa reunião onde se discutia a nova experiência pela qual passavam várias igrejas, Gunnar conheceu outro jovem sueco de nome Daniel Berg. Tornaram-se amigos, principalmente por serem compatriotas. Os dois haviam emigrado para o país por melhores condições de trabalho. Certo dia, Berg e Vingren foram participar de uma reunião de oração, e nela receberam, através de uma mensagem profética, a ordem de que deveriam anunciar o evangelho num lugar chamado Pará. Descobriram no mapa que se tratava de um estado do Brasil e os dois não foram desobedientes à ordem de Deus.

Em 19 de novembro de 1910, os dois chegaram ao Brasil. Por serem membros de uma Igreja Batista nos Estados Unidos, logo se tornaram membros da mesma Igreja em Belém do Pará. Para se sustentarem, Berg trabalhava de dia como fundidor enquanto Vingren estudava português. À noite, Vingren repassava para Berg o que tinha aprendido no dia.

Por aqui ainda era quase desconhecida a mensagem pentecostal, e os dois missionários logo passaram a anunciar a contemporaneidade do batismo no Espírito Santo. A aceitação da mensagem não foi geral. Muitos membros da Igreja creram, mas outros não, entre eles, o pastor, que reagiu excluindo da congregação Ber, Vingren e os que aceitaram a nova doutrina. Dentre os excluídos, estava a irmã Celina Albuquerque, primeira brasileira a receber o batismo com Espírito Santo. Este grupo saído da Igreja Batista foi o começo das Assembléias de Deus no Brasil.

Alguns pontos foram muito importantes para o crescimento e expansão da denominação no país, dos quais destacamos:
  • Utilização de leigos para disseminar o Evangelho e liderar pontos de pregação. Essas pessoas mesmo sem conhecimento teológico desempenharam a função de pastores nos diversos lugares do país.
  • Evangelização pessoal. Os próprios pioneiros deram o exemplo de fazer discípulo um a um. Muitas vezes andavam a pé por longas distâncias a fim de visitar e conversar com pessoas esclarecendo o Evangelho.
  • Distribuindo Bíblias e porções bíblicas. Com o dinheiro que Daniel Berg ganhava como fundidor, eles se sustentavam e ainda compravam Bíblias e folhetos vindos dos Estados Unidos para serem utilizados na evangelização.
  • Incentivo para que cada novo crente fosse um ganhador de almas.
  • Vigílias de oração e jejum. Era prática comum da Igreja se reunir em oração para buscar o batismo com Espírito Santo e a salvação dos perdidos.
  • Oração por curas e milagres. Vários testemunhos de milagres acompanhavam a história da igreja e se expandia pelo Brasil.

A Igreja começou a crescer a partir da região norte do país, diferente das demais que geralmente começavam na região sudeste. Em pouco tempo, outros estados iam sendo conquistados. Os missionários viajavam muito, sempre com a mesma motivação.

Hoje a Assembléia de Deus é a maior denominação do país, cobre todos os estados brasileiros, tem uma Casa Publicadora cujo parque gráfico é um dos maiores e mais modernos do Brasil. Sua atuação no campo político e social é expressiva e também no campo missionário, sendo responsável por centenas de missionários que atuam em outras partes do mundo.

(Fonte: História da Igreja - Marta Suana - IBAD - 2006)

Parabéns à Assembleia de Deus

Em seu centenário, a Assembleia de Deus tem muito o que comemorar. Foram milhares, para não dizer milhões, de vidas transformadas pela pregação do evangelho do Senhor Jesus Cristo através das vidas de homens simples abrigados nesta importante e singela denominação. Diga-se de passagem, a maior denominação evangélica do Brasil.

Desde Gunnar Vingren e Daniel Berg, a pregação do evangelho de forma simples e poderosa por parte dos assembleanos retirou milhares de pessoas da sarjeta, libertou milhares de outras das drogas lícitas e ilícitas, restaurou famílias, educou crianças e adolescentes, foi canal de estabilização social e, enfim, do resgate de vidas para Deus, livrando-as do inferno.

As mazelas pontuais de hoje não invalidam este fato, nem tiram dessa denominação seu crédito e sua importante obra. Pelo contrário, pois, paralelo ao seu crescimento vertiginoso, era esperado que o inimigo de nossas almas infiltrasse joio no meio do trigo. Todavia, fruto do trabalho qualitativo de homens e mulheres sinceras e simples, que subiam e desciam para levar a preciosa semente e firmar passos frágeis na oração, a Assembleia de Deus chega ao seu centenário forte e ainda respeitada pela sociedade brasileira.

Os meios em que os desafios se apresentam podem ter mudado, haja vista que com o avanço da ciência e, consequentemente, das tecnologias, se faz necessário uma adequada utilização das formas mais modernas para proclamação do evangelho de Jesus Cristo, no entanto, a necessidade da atuação das Assembleias de Deus no Brasil permanece inalterada. Isto porque, nitidamente, os ardis mudaram. As forças das trevas atuam não apenas na "incredulização" dos brasileiros, mas, também, no estabelecimento de leis que, primeiro, limitem, e depois, impeçam a livre pregação do evangelho.

O papel da Assembleia de Deus é singular, pois dentro do contexto brasileiro, é um referencial de gente que defende o evangelho de Jesus Cristo, e não se limita no que diz respeito a conhecer e prosseguir conhecendo ao Senhor.

Parabéns a todos os assembleanos, em particular, aos pastores e demais obreiros e obreiras sinceros que prosseguem na defesa do evangelho dentro desta denominação.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mais Claro, Impossível: "Deus Condena o Homossexualismo/Lesbianismo".

Gênesis 19:4-8

“E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos. Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si, E disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal; Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado”.

(Conheçamos = manter relação sexual; não conheceram =  são virgens) A evidência da degradação moral e do pecado extremo vislumbrado no texto mencionado foi o homossexualismo. Os homens não se interessaram pelas filhas de Ló, porque queriam manter relações com os anjos abrigados na casa dele. Sodoma e Gomorra foram destruídas porque seus pecados estavam no limite do suportável.

Levitico 20:13

“Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”.

Sem comentário.

Romanos 1:18-32

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”.

Como dito por Paulo, a divindade passa a ser conhecida pelas coisas criadas. Como os homens estão adotando suas mentiras invés das verdades divinas, tentam aquietar suas consciências na falsa premissa de que, pelo fato de Deus ser amor, jamais irá punir sua criação. O homossexualismo não é criação de Deus. A desculpa de que os homossexuais nascem assim é engodo. Basta perceber que por esta desculpa os pedófilos podem encontrar justificativa para suas práticas: "É algo que está dentro de mim", "não consigo resistir", "tenho esta inclinação desde que nasci", etc.

O homossexualismo / lesbianismo é desvirtuamento moral praticado a partir de uma escolha, inflamados e respaldados por uma propaganda massiva que implanta o tal "politicamente correto" a partir de quem detêm o controle dos meios de comunicação.

1 Coríntios 6:10

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”.

Quer que desenhe?

Vale salientar que não só o homossexualismo é condenado por Deus. Outras práticas também o são, sejam praticados por religiosos ou pagãos, sendo dignos de morte (morte gerada pelo pecado) como dito por Paulo no texto anterior (Rm 1). E o conselho da Bíblia "para todos os homens (gênero humano), em todo o lugar, (é) que se arrependam" (At. 17:30).

Mateus 24:38-44

“Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis”.

Quem se esforça em ler a Bíblia com cuidado, pode entender perfeitamente o que Jesus está dizendo. O contexto social da época determinava que era o pai quem liberava a mulher para casar com um homem, daí, quem casava com a mulher era o homem. Quando Jesus aplica a expressão "casavam e davam-se em casamento", informa que na época precedente ao dilúvio, os homens se "davam" em casamento, numa alusão ao homossexualismo. Outra vez aparece na Bíblia como fator determinante de destruição o pecado extremo expresso no homossexualismo.

Devemos utilizar a mesma compreensão para entender a amizade entre Davi e Jônatas, já que alguns desavisados e outros providos de má-fé distorcem o contexto bíblico para insinuar que havia uma relação homossexual entre os dois. Basta uma olhada nos textos colocados no início deste post para entender que o homossexualismo era veementemente condenado entre os hebreus. Daí, patente a impossibilidade do envolvimento de Davi numa relação deste tipo ao mesmo tempo em que era escolhido por Deus para liderar seu povo.

Reafirmo que as pessoas têm o direito de escolherem o que quiserem para suas vidas, inclusive de serem homossexuais ou lésbicas. O limite é a tentativa de impor aos demais, principalmente crianças e adolescentes, suas escolhas pessoais. É a tática adotada por alguns grupos de LGBT's, e para isto, alguns estão querendo se utilizar de Deus como fiador de suas práticas, inclusive alguns e algumas se dizendo pastores e pastoras.

Vivam suas vidas como quiserem, mas, "deixem Deus fora disso". Não podem forçar a barra tentando fazer crer que Deus concorda com eles. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, Ele condena o homossexualismo / lesbianismo.

Ops! Não Fui eu Que Escrevi a Bíblia.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Notícia na TV: "Jesus Está Voltando!"

Vejam abaixo. É incrível! Mas no noticiário diário não se fala de outra coisa.

Incidência de raios como nunca antes em Toronto - Canadá,
incendiando várias residências.
 
Tornado surpreendente no Chile.
Não é comum tal evento naquela região.

Surge uma nova bactéria, surpreendendo os cientistas mais uma vez.
Já aconteceu antes com a gripe dos frangos, vaca louca, HIV, H1N1, etc. 

Caos urbano.
“Os carros correrão furiosamente nas ruas, colidirão um contra o outro nos largos caminhos; o seu aspecto será como o de tochas, correrão como relâmpagos” (Naum 2:4).

Crianças sudanesas bebendo água em pântano.
A ONU já prevê escassez de água potável para 2020.

Mundo preocupado com o risco de colapso financeiro.

“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap. 13:16-18).

Revolta no mundo árabe.

“E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo. Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino; E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu” (Lc. 21:9-11).
 
Vulcão Puyehue entra em errupção, espalhando
densa fuligem sobre vários países, fechando aeroportos e
impedindo deslocamento de pessoas.
 
“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mateus 24:4-13).

E há mais, muito mais. A decadência moral, alimentada pela mídia, promovendo a desagregação familiar que afeta o amor fraternal (2 Tm. 3), a sodomia tomando conta da sociedade (Lc. 17), a violência gerada por uma sociedade mergulhada nas drogas, a apostasia, enfim, os sinais alertados pela Palavra de Deus como sendo aqueles que antecederão o fim dos tempos.

Ergamos as nossas cabeças. Nossa redenção se aproxima.

Maranata! Maranata! Vem Senhor Jesus!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Palavra da Vez: RECONSTRUIR.

(O Que Aconteceu Com a Assembleia de Deus na Bahia - Parte Final)

O maior equívoco do tempo presente é tentar impor aos outros o que gostamos ou entendemos como “gosto de Deus”. A Bíblia Sagrada, ela é a autoridade única no que diz respeito ao “gosto de Deus”. O que precisamos é entendê-la desprovido de qualquer preconceito ou tabu. O que a Bíblia fala, fala. O que a Bíblia não fala, não fala, e se isto não responde nossas questões, que fiquemos sem respostas. Deus ainda hoje, quando quer, fica em silêncio. Precisamos parar de dizer o que a Bíblia não diz e, quando replicarmos suas Palavras, levar em consideração o que Deus é: “AMOR”. “Para o amor não há regras” (Gl 5:22,23).

Meu objetivo não é apenas colocar o “dedo em feridas”, mas ajudar no tratamento e na cura, se é que ainda há tempo para isto. “Põe a tua boca no pó, talvez, assim, ainda haja esperança”. Espero que algumas idéias tenham sido bem postas a ponto de possibilitar sua utilização na obra de Deus, seja na Assembléia de Deus ou qualquer outra denominação. Quero reconhecer de antemão que é mais difícil reconstruir do que construir, todavia, em qualquer momento é possível achar um melhor caminho.

A palavra chave para este momento deve ser: “RECONSTRUIR”.  A reconstrução começa no desejo de ver algo melhor, e em se tratando de igreja, algo que melhor possibilite o alcance de objetivos divinos estabelecidos para a comunidade dos “chamados para fora”. Como já disse acima, o maior entrave é a ganância humana. Nós somos maus!

Em outras organizações religiosas, há um tal de “voto de pobreza”, quando o “obreiro” assume a disposição de não buscar bens materiais e se contentar apenas com o básico para sua sobrevivência. Diga-se de passagem, que estes obreiros não possuem famílias, o que já facilita enormemente esta disposição. Porém, nossos obreiros antigos não viviam na abundância de bens, nem de provisão, mesmo com famílias. Porque hoje não poderíamos fazê-lo da mesma maneira. Com isto, os recursos gastos com carros de luxo, equipamentos de alta tecnologia, casas confortáveis em bairros de classe média e alta, viagens de avião para participação em reuniões de convenções, etc., poderiam ser destinados a ajudar os irmãos que moram em situações insalubres, irmãos que passam fome com a família, idosos que precisam de remédios para seus problemas de saúde e, enfim, para o trabalho do evangelho.

O quadro atual de obreiros que me perdoe, mas, parece que o único jeito de isto acontecer, é a igreja pedindo à Deus que imponha uma “unção de pobreza” (tá na moda novas unções) sobre eles, para todas as vezes que forem utilizar um recurso da IGREJA em situações que poderiam ser utilizados meios mais econômicos, eles sofressem reveses. Infelizmente, parece que só assim. Mas, será que Deus nos atenderia?

Êta! Falando sobre tratamento e cura, disse acima (em outubro/2009): “Se ainda há tempo...” Não sei se vai dá. Estamos em julho/2010. A “coisa” pipocou...

(Quem quiser ler os textos escritos após julho de 2010, retorne ao início do blog. Os textos estão lá. "De que lado você está?", "Minha consciência não está à venda", etc.).

Cá estamos (Junho de 2011) e o que temos são duas organizações religiosas que em si mesmas não justificam suas existências. Pendurados a elas dois grupos de irmãos separados por muros convencionais, incentivados, por um lado, pelas benesses das consagrações fáceis e da possibilidade de liderar outros, mesmo desprovidos de capacidade espiritual para tanto. De outro lado, fomentados pelo espírito de competição e guerra, pessoas se transformam em armas contra o inimigo que querem fazer enxergar no outro grupo que decidiu fazer seu próprio caminho. E assim vamos, tentando sobreviver nos escombros.

Se engana quem acha que caímos no abismo sem nenhum aviso. Avisos ocorreram, porém, nós, homens naturais, fechamos os ouvidos para a voz de Deus e seguimos nossa estrada carnal, amparados pela lógica secularista mamônica que além de nos tornar surdos, fechou nossa visão para os sinais divinos. Como resultado, perdemos tempo, vidas (internas e externas) e nos afastamos tanto que, até mesmo os decentes dentro dessas organizações (eles existem), se tornaram reféns voluntários da insensatez, do orgulho e da vaidade de homens amantes de si mesmos.

Ainda há esperança para nossa denominação baiana? sinceramente, não sei. Olhando para os homens agarrados em seus postos de poder, digo que não. Olhando para Deus e seu propósito para seu povo, digo sim.

Estes acontecimentos me transportam para o povo de Israel no deserto em direção à Canaã. Ficaram caminhando por quarenta anos porque Deus queria se livrar dos ímpios no meio do seu povo. Deus podia chamar de volta suas vidas, mas, não o fez. Deixou que eles cavassem suas próprias covas e sepultassem a si mesmos (Deixem que os mortos sepultem seus mortos - Jesus em Mateus 8:22).

O nosso desafio hoje é sobreviver espiritualmente. Estamos vivendo os últimos tempos e a pergunta que não quer calar é a que Jesus Cristo fez em Lucas 18:8: "quando o Filho do homem vier, porventura, achará fé na terra?" A resposta? "Aquele que se mantiver fiel à Deus até o fim será salvo" (Jesus Cristo em Mateus 24:13). Esse é o nosso grande desafio.

Destaco. "Fiel à Palavra de Deus - Jesus Cristo - verbo", não à clubes religiosos que já perderam sentido de existir por terem se afastados dos princípios cristãos norteadores da vida de quem quer servir à Deus, sejam organizações ou pessoas.

Uma multidão entra pela porta larga e alguns não conseguem encontrar a saída. Mas, a porta estreita continua lá, aberta, disponível para quem quiser. Só há uma recomendação: O caminho é apertado e "quem quiser, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga" (Lc. 9:23), eu conduzirei vocês ao recanto do meu Pai (Jesus Cristo).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Evangelho Eterno ou Produto Supérfluo?

(O Que Aconteceu Com a Assembleia de Deus na Bahia - Parte XVIII)

Formar novos discípulos. Isso foi o que nosso Senhor Jesus Cristo determinou aos seus discípulos. "Levem o meu evangelho e formem discípulos" (implícito aqui: discípulos para Ele), ou seja, seu desejo era que, após ficarmos parecidos com Ele, fizéssemos que outros, pela pregação da sua Palavra, ficassem parecidos com Ele também. A imagem e semelhança com Cristo só acontece quando absorvemos seus ensinos.

A responsabilidade dos pregadores, professores e pastores, portanto, é ensinar a Palavra de Deus. É fazer com que aqueles que os ouvem entendam o plano de Deus e se afastem do que desagrada o Senhor. É apontar o caminho, Cristo, e ao longo da jornada, dizer aos viajantes: “vamos em frente, o caminho está certo, o Senhor está conosco e o tempo de chegar está cada vez mais perto.” É chamar, animar, carregar, reanimar e sustentar a vida espiritual dos que se propõem a ir à casa de Deus (céu), lar de Jesus.

De repente, o ideal mudou. Pensamos no céu, mas nos empenhamos na conquista das benesses da terra; Falamos da volta de Cristo, porém, intimamente (ainda que nem tão intimamente assim), desejamos que Ele demore um pouco mais; Reconhecemos que Deus é o Senhor, todavia, invertemos o papel e damo-lhes ordens. Como pode ser isso? É simples. Já observastes as pregações e os ensinos que, diariamente, são ministrados em nossas igrejas?

Pregar é apresentar, preliminarmente, o evangelho de Cristo. Esta apresentação preliminar requer o cuidado de não estar divorciado das doutrinas bíblicas e da essência do evangelho. Deve ser cristocêntrica e o pregador deve evitar “colar” em si a honra da Palavra e o poder de Deus. Deve levar as pessoas a uma reflexão sobre as ações que desagradam a Deus e a oportunidade que lhes é oferecida para restabelecerem a comunhão com o Senhor pela aceitação da morte vicária de Cristo na cruz do calvário. Deve alertá-las sobre a volta de Cristo para cumprir sua promessa de levar aqueles que O recebem para um lar eterno.

Sem querer generalizar, não é isso que estamos vendo e ouvindo. As preleções atuais invertem valores. “É pensar nas coisas que são da “terra,” e as coisas do céu serão acrescentadas por Deus.” Estão usando a mesma técnica que se usava em tempos remotos por outros clérigos cristãos, quando misturavam o santo com o profano a fim de tornar a pregação mais “moderna,” e desta forma, “facilitar” a absorção do evangelho pelas pessoas. A idéia era trazer as pessoas para Cristo, sem que isso interferisse na sua vida secular.

Em razão disso, estamos assistindo as ofertas do evangelho de supermercado: casas, carros, empresas, rosas, lenços, pedras e óleos, dentre outros. Invés de apresentarem a salvação em Cristo anunciam unicamente curas, libertações, soluções financeiras, enfim, vitórias materiais e físicas. Este é um evangelho estranho. Um evangelho que iguala as riquezas de Deus e as riquezas humanas, confundindo religião com sistema financeiro.

É por esta razão que os templos ficam superlotados das mesmas pessoas que repetem os mesmos “mantras” e recebem as mesmas curas do culto anterior. Tudo se repete como numa hipnose. Pouco importa o resultado ou propósito, apenas repete-se as ações e as palavras. Esquecem que milagre nasce no mundo espiritual, mas se manifesta no mundo físico. Inicia-se no mundo do “crer” e termina no mundo do “ver”. Fé sem obras é morta! (Tg. 2:17).

Deus tenha misericórdia de mim... ou de nós!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ah! Os Bons Obreiros. Eles Existem. E Como Sofrem.

(O Que Aconteceu Com a Assembleía de Deus na Bahia - Parte XVII)

Citei, anteriormente, a existência de bons pastores que tiveram sua chamada confirmada pelo Senhor e pela igreja, sendo aprovada pelo testemunho de vida compromissada com a ética, com a doutrina bíblica, com a sinceridade e vocação ministerial. Com o passar dos anos, esta estrutura injusta e inadequada fomentou o surgimento de clérigos problemáticos. Negligenciaram na escolha a voz de Deus e do bom senso. Descuidaram da plantação. Misturaram a água, plantaram semente diferente, acobertaram-na impossibilitando a boa cobertura do SOL DA JUSTIÇA e negociaram seus frutos. Com todo respeito e pedido de perdão aos atuais, porém, a safra de obreiros, hoje, não é boa. Os maus prevalecem, e os bons se submetem e covardemente calam.

Este silêncio, adotado pelos bons obreiros, faz com que, todos, indistintamente, sejam jogados na vala comum da inaptidão. Os bons imaginam que com seu silêncio estão colaborando com o desenvolvimento da igreja sem alterações e/ou contratempos. Imaginam que, aceitando todas as injustiças e ações irregulares, estão colaborando para não exposição das mazelas e, com isso, evitando lutas e escândalos que abalariam a fé dos neófitos.

Pelo contrário, colaboram, pela omissão, com a falência da organização, sufocamento e aniquilação do organismo, além de receberem sobre si o pesado estigma de incompetentes, carnais, politiqueiros, gananciosos, e outros adjetivos pejorativos que, sinceramente, não merecem.

A Assembléia atual não é nem sombra do que foi anos atrás. Sei das diferenças entre hoje e ontem. Ela cresceu como fruto do trabalho árduo de homens humildes e pobres que não mediam esforços quando o objetivo era ganhar almas para Jesus. Assumiam uma igreja ou trabalho ministerial para cumprir sua missão espiritual e deixar um legado de resignação, amor altruísta e determinação para as gerações futuras. Ao invés de se preocuparem exclusivamente com a receita financeira da congregação, preocupavam-se prioritariamente com “ganhar almas para Jesus”, “curar enfermos”, “libertar oprimidos”, “levar os novos cristãos a receberem o batismo com Espírito Santo” e “confirmá-los na caminhada para o céu”.

A Assembléia de Deus em Salvador se perdeu na desorganização. Perdeu o foco, inverteu valores, fez aliança inconveniente (jugo desigual) e trouxe para nosso meio meninos, “espertalhões e espertalhonas”.

O que temos hoje? Um emaranhado de gente confusa, iludida, desorientada, fragilizada, girando em torno de si mesmos como insetos aturdidos por inseticida. Gente sem profundidade, sem base de sustentação. Vidas construídas em areia movediça. Todavia, não nos iludamos achando que são os únicos culpados. Culpados também são os formadores de opinião que ocupam os púlpitos para oferecerem “casca bíblica”: “tem fogo aí?” “receeeebaaaaaaa!” “agora, agora, agooooorrraaaa”, “jogue as mãos para cima e dê um glória!” (só falta mandar dá uma abaixadinha...) tudo oferecido com o ímpeto das “gargantas santas”. Isso cansa e não edifica ninguém.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Os Enviados, Os Graduados, e as Capitanias Hereditárias. Campo Bom, Campo Ruim; Pastores Cinco Estrelas, Pastores Sem Estrelas.

(O Que Aconteceu Com a Assembleía de Deus na Bahia - Parte XVI)

Aliás, uma prática estranha ao ambiente espiritual é o modo como se processa a substituição dos Superintendentes de congregações e campos. No âmbito da Convenção Estadual, apenas os campos pequenos sofrem intervenção com a indicação e/ou substituição realizada pela mesa diretora. Aí é o “pastorzinho” ou “obreirozinho” que se submete e vai, seguindo a orientação do “espírito” (observem que coloquei espírito com “e” minúsculo).

Muitos desses obreiros, que ironicamente acrescentei um diminutivo (sem referência à pessoa), atendem porque acreditam de boa-fé que estão atendendo a voz de Deus. Enquanto isso, os grandes campos só realizam trocas entre eles, isso quando realizam. Estes grandes campos são adotados pelos graduados que só deixam o comando quando seus filhos, ou na inexistência destes, quando seus apadrinhados assumem o controle e prosseguem na administração da obra de Deus como se fosse uma monarquia ou capitania hereditária.

CAMPO BOM, CAMPO RUIM; PASTORES CINCO ESTRELAS, PASTORES SEM ESTRELAS. 

Há uma separação de campos pelo estigma “campo bom” e “campo ruim”. O que se avalia para definir sua classificação é a renda financeira do mesmo. Se é um campo rentável, recebe a denominação de “campo bom”, se for um campo que sobrevive com parcos recursos financeiros, “campo ruim”. Por outro lado, há os “Pastores cinco estrelas” e os outros. Os “pastores cinco estrelas” são aqueles destinados para o comando dos campos bons, enquanto o resto é destinado para o comando dos campos ruins, “se quiserem”.

Na Capital do Estado a situação se repete. Parece que a escola é a mesma e o professor é bom. Os alunos aprenderam direitinho...

Este tipo de arrumação me lembra a sociedade hinduísta e suas castas de pessoas. Na obra de Deus separar obreiros por classe é algo que, no mínimo, soa estranho, isto porque, se é o Espírito Santo que atua em nós, nossas ações e justiça humanas são apenas trapos de imundícia (Rm. 3:9-11; Is. 64:6). Certamente que, para os atuais “comandantes terrenos” da obra de Deus, os critérios adotados pelo Espírito Santo, quanto determinou à igreja primitiva que separassem e enviassem Paulo e Barnabé só são aplicáveis àquele tempo e lugar (At. 13:2).

Em tese. Se há um campo ou congregação onde o desenvolvimento da obra de Deus exige mais dos líderes, não deveria ser os mais “graduados” ou experientes que deveriam ir para lá? Porque não vai? Interessante observar como alguns desses “graduados” brigam para ser Presidente de Convenção e de grandes campos. Não deveriam “brigar” para “estar com Cristo onde a luta se travar, no lance imprevisto, na frente me encontrar?!