quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Que é Casamento

Gn 2:24 – “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”


O texto acima, corroborado com Efésios 5:31, Marcos 10:7 e Mateus 19:5, dentre outros, expõe três aspectos fundamentais para construção de um casamento. Vejamos:

1. deixará o homem o seu pai e a sua mãe...”

O 1º aspecto é a INDEPENDÊNCIA, que vem a ser, o poder de fazer ou deixar de fazer de forma autônoma; Capacidade de agir sem vínculos.

Todos nós, enquanto adolescentes, juvenis e jovens, ansiamos por nossa independência, colocando a saída do lar paternal como a tipificação desta tal independência. Como a maioria dos pais não avalizam a saída pura e simples do filho solteiro, é comum se vislumbrar o casamento como a única alternativa para conquistar a tão sonhada independência. Vale salientar que a independência tão sonhada na adolescência, não é a mesma adquirida no casamento. Em razão disso, é preciso compreender as diferenças e, conscientemente, escolher a forma mais adequada de conquistá-la.

Como se vê, a independência adquirida com o casamento destoa da imaginada na adolescência, isto porque, a independência no casamento traz implícitas as conseqüências das responsabilidades assumidas diante de Deus, de outra pessoa (cônjuge), outras pessoas (filhos/as), outra família e a sociedade. Desta forma, temos que a independência adquirida com o casamento traz anexas, o binômio LIBERDADE e RESPONSABILIDADE. Liberdade de “fazer valer o seu desejo e pensamento” e, responsabilidade no “assumir as conseqüências dos seus atos”.

A independência que trata o texto sagrado, fala de cortar os laços estreitos com os familiares ascendentes, formando um novo laço horizontal (cônjuge) e descendente (filhos, se houver). No casamento se assume o papel reservado unicamente a si, na construção de uma nova célula social, ou seja, uma nova família. A independência vai implicar no uso do conteúdo adquirido quando de sua participação numa família (pais), numa escola (educação) e na sociedade (informação), assumindo, não somente a liberdade de ação, mas, também, os resultados das decisões tomadas.

2. e apegar-se-à a sua mulher...”

O 2º aspecto é a UNIÃO, que é o ato de estar bem próximo, junto a outra pessoa ou coisa. No contexto aqui, utilizemos, também, a definição de UNIDADE, que é: ação coletiva, tendente a um fim único.

O treinamento que recebemos na primeira fase de nossa vida (família original), onde nossos pais insistiram na necessidade de nos unirmos aos nossos irmãos consanguíneos, agora será de fundamental importância, pois, a forma como entendemos união na casa de nossos pais, vai refletir na forma como administraremos nosso novo lar.

Casamento é a disposição de nos juntarmos a outra pessoa, muitas vezes, completamente diferente de nós (sexual, psicológica, social e espiritualmente), com o objetivo de desenvolver nossa vida até que a morte nos separe. Observe que esta disposição deve ser duradoura, pois deve haver empenho na manutenção da união até que a morte a interrompa.

“Como caminharão dois juntos se não concordarem um com o outro?”. O casamento é uma resposta de concordância em andar com o outro, salientando que ela é dada no momento em que se decide UNIR-SE À SUA MULHER PARA TORNAR-SE OS DOIS UMA SÓ CARNE.

A mulher deve APEGAR-SE ao marido para caminharem juntos; o marido deve APEGAR-SE a sua mulher para caminharem juntos. Apegar-se fala de ligação forte e duradoura. Como um bom perfume colocado sobre o corpo que, apesar da chuva, dos ventos, da poeira e do suor, mantêm-se ligado transportando o aroma de uma unidade agradável a Deus.

3. e serão ambos uma carne.”

O 3º aspecto é TRANSFORMAÇÃO, que vem a ser mudança de uma essência, alterando sua composição original. A água pura é apenas a composição de H2O, mas, quando acrescentamos açúcar, ela se transforma em “água com açúcar”. O açúcar vai se inserir na água, alterando seu sabor e composição.

Casamento é a transformação de um jovem solteiro em um jovem casado que não pode mais agir e pensar como indivíduo simples. Quando se casa ele altera sua composição de simples para composto. Como água e açúcar, depois de casados, não se pode mais olhar para ele independentemente dela. Quando se olha para ele, deve-se enxergar os dois. Quando se olha para ela, deve-se enxergar os dois.

Este aspecto deve ser entendido pelo casal, sob pena de agirem unilateralmente, tornando a relação entre os dois uma zona de conflitos intensos e destrutivos. Entendido isto, perceberemos que casamento é um jogo onde, ou os dois perdem, ou os dois ganham. Não há possibilidade de um ganhar em detrimento da derrota do outro.

Ef. 5:28,29“Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. 29Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;”

Só o casamento dentro dos padrões divinos pode realizar o milagre da adequação da essência de DOIS diferentes em UM igual.

Conclusão

A formação de uma família deve ser realizada nas bases bíblicas expostas, evitando-se, desta forma, todas as intercorrências que desgastam, mutilam, depreciam e aniquilam o matrimônio. O homem sem Deus faz sua opção em ignorar as orientações bíblicas, adotando seus conceitos e filosofias humanísticas, colhendo em suas vidas a destruição, a dor e a infelicidade.

Casamento perfeito pode até não existir, mas, casamentos felizes existem vários. Um bom caminho para tornar seu casamento feliz, é mudar a forma como você encara as imperfeições decorrentes de dois imperfeitos que resolveram se unir.

Sendo assim, para finalizar, quero que vocês apliquem o texto de Efésios 4:29,30 para o seu lar, o seu matrimônio, à sua família e, porque não, para você mesmo.

Ef. 4:29,30“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. 30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.”

São seis regras:

1. Antes de falar, determine se o seu pensamento é positivo ou negativo;

2. Se for positivo, fale o mais cedo possível;

3. Se o seu pensamento identifica ou expõe uma imperfeição, permaneça calado (em relação a esposa, pois, em relação aos filhos, não podemos abrir mão da orientação e disciplina);

4. Havendo ambiente propício para um edificante diálogo, busque um entendimento com o cônjuge sobre aquilo que você julgou uma imperfeição. Não esqueça que é um julgamento seu, portanto, além da possibilidade de estar errado, isto deve ser tratado com muita atenção, carinho, gentileza e amor;

5. Em oração, apresente a imperfeição a Deus e peça que ele trate dela;

6. Afaste-se, continue cumprindo com as suas responsabilidades e veja Deus transformar o seu casamento.

Que Deus os abençoe.

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