terça-feira, 31 de maio de 2011

E o Dinheiro? Onde Está o Dinheiro? Ele sumiu!

(O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia - Parte IX)

Quando analisamos o quadro, percebemos que o maior entrave é o vil metal. Nosso problema é o “DINHEIRO”. Jesus chamou a atenção dizendo que não poderíamos servir a dois senhores. Fez esta colocação ensinando aos discípulos que eles deveriam ser controladores do dinheiro e não o inverso. Quem já não ouviu que “o dinheiro é um excelente servo e um péssimo senhor?" Jesus alertou que se nos curvássemos ao vil metal estaríamos com sérios problemas. Deixou muito claro que “o dinheiro é um deus difícil de contentar”, e a solução era se desprender dele. Aconselhou: “juntem tesouros nos céus, pois, onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração” (Mt. 6:21).

Nossa sociedade, dita moderna, está construída sobre o poder econômico, e é neste contexto que a igreja se insere. É verdade, não podemos admitir outra coisa que não seja: tudo depende de dinheiro (Ec. 10:19). Porém, para espanto de muitos, o problema na comunidade cristã não é a falta dele e sim sua má administração. Na Bíblia, especificamente, no Antigo Testamento, quando os sacerdotes administravam os dízimos de forma errada, o povo encolhia a mão. O que vemos hoje é isto.

Deus estabeleceu uma forma de sustentação da sua igreja que é através dos dízimos e ofertas, como diz Malaquias, “para que haja mantimentos na minha casa” (Ml. 3:10). O sentido disto é, eu entrego com uma das mãos o dízimo e a oferta, e com a outra, desfruto dos mantimentos da igreja, quais sejam, templo onde sou acomodado, ajuda social para os mais necessitados, som ambiente, conjunto musical para acompanhamento dos cultos que participo, obreiros bem preparados para me atender, pastores motivados a me acompanhar na trajetória terrena para o céu, apoio com material didático para aulas de educação cristã, e muitos outros mantimentos.

Estou sendo bem simples, não posso aprofundar na avaliação de outras questões que, certamente, devem existir. Deixo para outros fazerem isto. Quero nesta minha simplicidade apenas lembrar o sentido real no que diz respeito a questão financeira da igreja. Afinal, qual o correto ciclo financeiro na igreja?

A ovelha vem ao aprisco e encontra bons pastos, como conseqüência disto, produz leite e lã em maior quantidade e melhor qualidade. Tendo leite e lã de boa qualidade, o pastor não tem outra preocupação que não seja o cuidado das ovelhas. Se dedica com afinco e determinação na defesa da integridade das ovelhas, afastando delas os lobos vorazes, além de conceder-lhe pastos cada vez melhores com muita água fresca e boa alimentação.

O problema verificado hoje é que este ciclo virtuoso se quebrou. A ovelha produz a lã e o leite, mas se alimenta mal. Como conseqüência, começa a ter dificuldade na produção desta lã e deste leite. Produz menos e com péssima qualidade, chegando ao ponto de interromper sua produção. Está criado o ciclo vicioso.

Como se alimenta mal, a ovelha produz pouca lã e pouco leite; como não tem recursos suficientes para a demanda, o pastor, não contando nem com recursos para sua subsistência, preocupa-se “exclusivamente” com ele e sua família e descuida do aprisco, dando alimentação de péssima qualidade, não reparando a cerca de proteção contra os lobos e deixando de lado o cuidado das ovelhas doentes.

Por fim, algumas ovelhas saem do aprisco e caem no abismo, quando não, adquirem doenças e feridas em suas andanças longe do abrigo; outras ficam no curral e sofrem ataques de lobos cruéis; outras vão definhando, sofrendo de inanição, e o pastor, frustrado, sobrecarregado, se sentindo culpado e infrutífero, vira presa fácil dos mercenários de plantão.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Precisamos de Modelos

(O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia - Parte VIII)

Os assembleanos torcem e acompanham o desenvolvimento da igreja, buscando em seu seio, os exemplos humanos que eles querem imitar. Gente que tenha autoridade suficiente para dizer: “me imite, pois sou imitador de Cristo”, de preferência, sem abrir a boca.

Alem disso, a igreja, como instituição, não pode esquecer que este padrão comportamental é também exigido em relação a ela, organização, sob pena de cair em descrédito, se é que já não caiu, afinal, quem confiaria em uma organização que troca a transparência e legalidade, pela obscuridade (falta de transparência), manipulação (torcem a verdade para acobertar problemas) e engano (sim é não, e não é sim)? Os assembleanos percebem a incoerência e não confiam. Por esta razão, nota-se uma crise de confiança instalada, e quando isto acontece, você finge que acredita naquilo que lhe falam. E o que fica? Vazio.

Especificamente a juventude assembleana, está consciente que o problema não se resolve trocando de igreja, porém, eles estão sufocados. Querem respirar um bom ambiente congregacional, querem cultuar com sinceridade e liberdade, querem se sentir protegidos do mundo, da carne e do diabo e, quando não desfrutam disto, a única opção que lhes parece viável é a porta de saída. Estão com Cristo, mas, vão procurar cuidados em outro lugar.

Fico triste por isto. Coloco-me no lugar dos jovens e declaro: o que desejamos é Cristo agindo através dos obreiros sinceros e pastores abnegados e dedicados das Assembléias de Deus. Essa gente boa que está aí, mais preparada do que nunca, disposta a encarar os desafios que forem necessários a fim de devolver a nossa juventude o ânimo, a disposição para evangelizar, para servir em missões, para ensinar a outros as verdades do evangelho, para se envolver em causas sociais, viver a vida espiritual com intensidade de quem sabe e quer cumprir os desejos de Deus.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Chamada Ministerial - Quem Tem, Tem. Quem Não Tem, Não Tem.

(O Que Aconteceu Com a Assembleia de Deus na Bahia - Parte VII)

A falta de condições do Pastor de dedicar-se ao cuidado das ovelhas, especialmente, por falta de tempo, faz surgir outro problema. Como a demanda de trabalho é enorme e o tempo é escasso, o pastor termina sendo pressionado a escolher seus auxiliares com base em critérios não tão divinos, incluindo gente sem formação e afirmação cristã no rol dos obreiros escolhidos para servir.

Em decorrência disto, os problemas se multiplicam. Juntou a precariedade dos escolhidos com a inércia da liderança pastoral, e a multiplicação das necessidades com a falta de recursos financeiros suficientes, e o resultado não poderia ser diferente. Substituímos o cuidado com as pessoas pelo cuidado com a organização, trocamos o zelo pelas coisas espirituais pelo zelo com coisas terrenas.

O que esperar dos assembleianos diante de tal quadro? Sentem falta de seu pastor e se deparam com gente com mau testemunho lhe dando lição de moral. Pessoas que, no máximo, deveriam estar no átrio, ingressam no lugar santo e adentram no lugar santíssimo, ultrajando o que deveria ser preservado aos olhos, mente e coração do povo.

Não digo que os obreiros devem ser perfeitos, não. Sabemos que somos fracos, falhos e imperfeitos, no entanto, os que ingressam na carreira ministerial devem ser cuidadosos com o portar e o que ensinar, afinal, o caráter do ensino cristão, exige que quem ensina, pelo menos, se esforce em fazer o que ensinou. Não é o que se vê por aí...

Chama-nos a atenção o fato de, em tempos passados, os obreiros eram pessoas destacadas pelo seu modo de portar em família, na igreja local, na sociedade, no trabalho, no trânsito, e pela segurança da Palavra de Deus ao abrir de suas bocas. Hoje é um sofrimento.

Gente “caindo de pára-quedas” nos púlpitos das igrejas, vindo ou fugindo, sabe Deus de onde, deixando para trás problemas sem solução, fruto de mau comportamento e descomprometimento com a obra de Deus. Claro que dentro do grupo dos que aparecem da noite para o dia, há nobres exceções. Toda generalização é perigosa e injusta.

Aliás, quero deixar muito claro que, estas obras nefastas que se vê por aí, é produzida por um pequeno grupo. As pessoas boas, cristãos sinceros, ainda são maioria, graças a Deus! O problema é que o mau exemplo provoca maiores danos, e suas obras chamam mais a atenção do que as obras dos bons. Outro detalhe é que alguns maus obreiros são acobertados por “padrinhos” (Rm. 1:32), assumindo posições que não deveriam, e por esta razão, o estrago é ainda maior.

(Continua...)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Terceirização Pastoral

(O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia - Parte VI)

No entanto, aqui surge um problema que poucos enxergam. Com o crescimento numérico da igreja, as atividades que outrora eram conduzidas pelo pastor passaram a ser “terceirizadas”, ou seja, outros obreiros passaram a exercer papel principal quando deveriam apenas auxiliar no desenvolvimento das atividades. Assim sendo, o pastor, principal responsável, simplesmente se afastou. Vale dizer que este afastamento, muitas das vezes, não foi intencional, e sim, em razão do enorme tamanho da organização.

Como a Assembléia de Deus cresceu quantitativamente muito, houve uma sobrecarga de reuniões e atividades administrativas sobre os ombros pastorais, não lhe restando tempo para sua atividade principal: cuidar de ovelha. Por favor, não confundamos cuidar de uma organização (igreja local) com o cuidar de ovelhas (pessoas). Neste aspecto, porque não seguir o exemplo da igreja primitiva escolhendo homens cheios do Espírito Santo para as tarefas seculares (diáconos), e os apóstolos vão cuidar da oração e da Palavra? Com certeza a resposta a esta questão passa por confiança, ética, moral e integridade. Que tristeza.

A conclusão que chego é que, onde podem e devem terceirizar, não terceirizam, e onde não podem terceirizar, terceirizam. Eis aí o que o clero valoriza. Pessoas valem menos que dinheiro, patrimônio, segurança financeira, assistência médica, posição e poder. Isto é inversão de valores. Resultado: o negócio não funciona bem.

Com a “terceirização”, foi formada nos olhos e na mente do pastor, a idéia de que as ovelhas estão sendo cuidadas e, no limite dos esforços dos auxiliares, estão, mas não o suficiente para as ovelhas se sentirem bem acolhidas e bem nutridas. O que não percebem é que ovelha gosta mesmo é da companhia do seu pastor. Com todo respeito aos líderes de departamentos que assumiram estas atribuições (me incluo aí), o que tenho percebido é que ovelha só confia mesmo é no seu pastor.

Estes líderes podem, colaboram e devem continuar ajudando, porém, atuando como Hur e Arão, que “apoiavam os braços de Moisés até que a vitória estivesse completa” (Ex. 17:12). Saliente-se que este episódio bíblico trata de guerra contra inimigos e não do cuidado de ovelha dentro do aprisco. No entanto, destacamos que a atuação de Josué, Hur e Arão foram importantes na guerra contra os Amalequitas, todavia, Moisés, o líder, estava diretamente envolvido com a batalha. Isto posto, tanto nas guerras contra inimigos da obra, quanto no zelo com o rebanho do Senhor, a responsabilidade do líder é intransferível.

Em se tratando de conduzir ovelhas, repito, elas querem ir ao campo, mas só se sentirão seguras se “ouvirem”, e desta forma, perceberem, seu pastor à frente. O que vemos hoje é que a organização ficou tão grande que é impossível um único homem acompanhar, quanto mais coordenar, organizar e fazer acontecer atividades-fins da obra e de sua exclusiva responsabilidade. No que se refere ao aprisco assembleiano, é, no mínimo, um incômodo, chegar ao ponto que chegamos: “há ovelha que não conhece seu pastor”.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Jovens Motivados = Objetivo Comum, Identidade e Participação

(O que aconteceu com a Assembléia de Deus na Bahia - Parte V)

Acredito que a solução prescinde de uma ação da liderança pastoral, que precisa esquecer “um pouco” seu “eu” e devolver à casa do tesouro os mantimentos que ela sente falta. É preciso lembrar quais são as atribuições exclusivas do pastor, salientando que as ovelhas estão esperando seus cuidados, isto porque, apesar de estarem no aprisco, sentem falta de boa alimentação, proteção e carinho. Por todo lugar há ovelhas gemendo...

No que diz respeito a juventude, é preciso lembrar que o ânimo jovem nasce quando ele está integrado, desde seus primeiros passos espirituais, a projetos e atividades-fins da igreja. Dando aos jovens oportunidades no desenvolvimento de projetos ligados as atividades-fins da Igreja, ele se manterá com espírito animoso, alegre e santificado.

Quando tratamos de projetos ligados as atividades-fins da Igreja como estímulos para o ânimo da juventude [e demais faixas etárias], percebemos a responsabilidade da liderança pastoral no desânimo crônico que afeta nossos jovens. É o corpo diretivo da Igreja que deve fomentar esses projetos e atividades, e quando não o faz, está influenciando, direta e negativamente, o “ânimus da turma”.

Lembremos que, nos bons tempos, o Congresso de Jovens era idealizado, organizado, coordenado e patrocinado pela direção da igreja. Para o congresso, nasceu o GCM – Grande Coral da Mocidade. Em razão disto, o efeito nas congregações era sentido. Jovens animados, preocupados e ansiosos em participar e fazer acontecer um trabalho, quantitativamente maior e qualitativamente melhor. Envolvidos em coordenação, hospedagem, alimentação, transporte, segurança, música, apoio, etc., se doavam inteiramente, independentemente dos sacrifícios exigidos. Isto os motivavam a tal ponto que, ao término do congresso, se despediam uns dos outros deixando no ar o gostinho de “quero mais”.

Este clima acontecia porque os jovens, primeiro, tinham um ideal comum; segundo, se identificavam com o grupo; e, terceiro, se esforçavam para corresponder com a responsabilidade que lhe atribuíram. Paralelo a estes ingredientes motivacionais, o Espírito Santo ordenava a sua bênção sobre as suas cabeças (Sl. 133). Eis aí o que é necessário para motivar uma pessoa: Ter objetivo comum, identificar-se com o grupo que faz parte, e ter participação direta nas ações para alcance do objetivo traçado. Ninguém melhor que o pessoal dessa faixa etária para atestarem isto.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Líderes Com Mãos Atadas e Sem Voz

(O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia - Parte IV)

Sei que há muitos irmãos e irmãs que sentem o que sinto e, portanto, sofrem ao ver que muito dos frutos do trabalho de quem veio antes de nós se perdeu. Muitos deles, ainda hoje, se esforçam atuando na liderança de departamentos, exercem suas atividades sem segundas, terceiras ou quartas intenções. Pessoas que acreditam piamente no poder libertador do evangelho e insistem em semear, mesmo sabendo que quando chegar no “celeiro”, esses frutos não serão bem cuidados.

Apesar das recompensas espirituais que recebem do Senhor, estes líderes sofrem carga dupla. Tem a responsabilidade de zelar pelas vidas sob seus cuidados e, ao mesmo tempo, dar resposta a cobrança por resultados de sua atuação. Sou testemunha, haja vista que, esses homens e mulheres me comunicam dificuldades que enfrentam, tanto em relação aos liderados (desânimo crônico), como em relação aos seus superiores eclesiásticos (indiferença e falta de apoio estrutural). Noto neles o desespero de quem quer continuar prestando serviços à Deus, mas, se depara com dificuldades maiores que a sua fé, sem encontrar qualquer um que o ajude a levar a carga.

Eles temem falar, pois isto pode representar, para o líder da igreja e para outros, que ele não tem chamada, nem vontade, nem força que o capacite à função. Quando algum líder resolve, corajosamente e sem desrespeitar seus superiores, manifestar suas dificuldades e angústias, o pastor da igreja faz a coisa mais fácil, o substitui. Desta forma, colocam a culpa pelos insucessos nas costas do “pobre coitado” e, acreditam, solucionam a equação. Ledo engano. Primeiro porque achar bons líderes, hoje, é difícil; segundo, porque não resolve o problema. O novo líder vai enfrentar as mesmas dificuldades e viver as mesmas aflições, resultado: os jovens que insistirem em permanecer na Assembléia, continuarão na mesma letargia.

Os líderes de departamentos “gritam em silêncio”, e suas dores eu posso sentir. O que desejam é que a liderança da igreja os ajude a cumprir sua missão assumindo a parte que lhes cabe. Nada mais, nada menos. Fico me perguntando o que precisa ser feito para mudar este quadro.

Tento ajudá-los ministrando a Palavra de Deus de forma que suas vidas sejam edificadas, sem agredi-los como pessoa, sem incitá-los a rebeldia ou insubordinação, e respeitando os propósitos de Deus para estes grupos tão especiais. Não é fácil, mas me esforço neste sentido, pois sei que “nada está tão ruim que não possa piorar”, e, sinceramente, não desejo que piore, pelo contrário.

A priori, fomento em minha mente e coração, o que poderia, pelo menos, ajudar na solução. Quando uma pessoa é atacada pelo vírus que provoca uma simples gripe ou um simples resfriado, a prescrição é sempre tratar os sintomas com remédios de baixa complexidade e de baixo custo, além de repousar. Porém, quando uma pessoa é atacada por um câncer, o tratamento é agressivo, urgente e intensivo, demandando remédios de alta complexidade e de custo elevado. Sendo assim, dentro do assunto que trato aqui, qual a solução para nosso problema?

(Continua...)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

E os Jovens? O que Aconteceu com Eles?

(O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia - Parte III)

Lembro-me do tempo em que cada congregação possuía um grupo de jovens animados, consagrados e empenhados em prosseguir a missão. Gente temente, respeitoso, reverente, assíduo, resignado e, alegre. Mas era um tempo em que, anualmente, nos reuníamos num grande congresso de jovens, com participação de sinceros cantores, bons pregadores e mestres. Isto fazia com que nos integrássemos ainda mais uns aos outros e desfrutássemos do objetivo comum: servir a Deus, adorar a Deus, ser renovados por Deus.

Nesta conjuntura, tínhamos o Coral de Jovens – o GCM – que para uma participação efetiva, precisava de inúmeras reuniões, centenas de ensaios e centenas de vozes. Era um congresso a mais. Integrado por jovens de todas as congregações assembleianas da época, reuníamo-nos para orar e treinar, e, paralelamente, o Espírito Santo fazia-nos crescer na comunhão e na alegria. Mas, o que aconteceu? Porque parou? Parou por quê?

Parou porque faltou cuidado, zelo e vigilância sobre o rebanho. Deixaram as ervas daninhas contaminarem o pasto e prejudicarem as ovelhas, daí, toda má-sorte de situações apareceram culminando com a deterioração dos trabalhos e conseqüente interrupção, exceto aqueles que ainda prosseguem, raquiticamente, por força de alguns irmãos e irmãs que, a despeito de toda indiferença e ausência do clero, insistem em manter o mínimo de atividades. Se houvesse acompanhamento adequado, com as correções adotadas no momento certo e da forma certa, ainda hoje estaríamos desfrutando das bênçãos advindas de grandes e maravilhosos trabalhos.

Para os jovens, então, o que restou? Restou o marasmo, a mesmice, a rotina de festas monótonas e iguais, com as mesmas canções, as mesmas pregações e os mesmos resultados. Não podemos nos surpreender com o que vemos no semblante e no ânimus da juventude assembleiana. Tenho visitado várias congregações, convidado para ministrar palestras para jovens, e percebo como nossa juventude desanimou. Jovens de 15, 16, 17, 20, 22 anos, cansados em plena flor da idade.

Na verdade, este cansaço é fruto de um desânimo crônico que os empurra para os braços de espertalhões que os arranca da igreja, prometendo mundos e fundos, e os afasta de Deus. Lá, os jovens vão continuar desanimando e, psicologicamente, mais susceptíveis a afastarem-se completamente da igreja, tendo que encarar a vida sozinhos em meio a multidão e, portanto, em solidão. A partir daí, porta aberta para todo tipo de desvio espiritual e apostasia.

Quem quiser compreender um pouco mais acerca desse fenômeno, recomendo a leitura da Revista Istoé de junho/2008, que já apontava a existência de uma turma jovem que acredita em Deus, mas não em religião (tenho cópia em meu arquivo).

Conheço gente que percorreu esse caminho e, apesar de batizado com Espírito Santo, não resistiram e saíram. Vivem perambulando de igreja em igreja, quando não, já abandonaram de vez a fé. Hoje, procuram preencher o vazio com bebidas alcoólicas, cigarros, shows e festas pagãs. Conheço jovens que tocavam comigo na igreja e, em razão do abandono, foram abraçados por bandas de pagode e axé, e hoje, estão prestando serviço ao deus deste século. Além disto, numa visão além da Assembléia, vejamos as estatísticas dos jovens envolvidos com a delinqüência e se perceberá quantos deles eram evangélicos ou vieram de lares evangélicos. Não quero ser ingênuo a ponto de achar que nenhum deles sairia se fossem bem cuidados na igreja, no entanto, se assim fosse, muitos deles não teriam saído, estariam conosco até hoje.

(Continua...)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Uma Breve Apresentação

(O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia - Parte II)

Quero expor, em linhas gerais, a minha vida assembleiana. Meu desejo é que o leitor tenha uma visão abrangente do ambiente em que cresci, possibilitando uma melhor compreensão das críticas aqui expostas.
Aquela velha idéia de ser crente por ser filho de crente, em mim, não vingou. Fui crescendo sendo levado pelos meus pais aos cultos na Assembléia de Deus em Terra Nova (interior) e Liberdade, Mata Escura, Capelinha, Fazenda Grande (em Salvador), dentre outras. Porém, a inquietude natural da adolescência fez-me afastar ou, pelo menos, não me comprometer.
            Lembro-me da época em que congregávamos no Templo da Liberdade. Tenho boas lembranças do ambiente saudável que desfrutávamos há uns trinta (30) anos atrás. Lembro-me de que tratavam-nos como filhos, não como membros dizimistas. Todavia, o que mais me marcou foram os semblantes dos meus pais e irmãs chegando do culto. Que espetáculo!
A chegada de meus pais e irmãs em casa, após um culto na Assembléia de Deus em Capelinha de São Caetano, era algo que falava mais que mil palavras. Minha alma sentia o impacto de espíritos felizes. Chegavam animados, alegres e “leves”. Eu, com meus 14/15 anos, percebia nitidamente a leveza de suas almas, e desejei aquela vida e aquele brilho em mim.
Foi com essa lembrança que alimentei a convicção de que, em me tornando, efetivamente, cristão, seria na Assembléia de Deus que desenvolveria minha vida espiritual. Talvez, inconscientemente, ligava os semblantes dos entes queridos a algum milagre da denominação. Imaginava que era fruto do ambiente saudável da igreja e, consequentemente, da compreensão do evangelho de Cristo, seu ensino e sua prática, por parte, principalmente, dos clérigos assembleianos.
Foi assim que, com dezesseis anos, resolvi me “intrometer” no meio dos “crentes”. Alimentei sonhos e aqueci a fé. Acreditei que a igreja era o milênio antecipado, onde as mazelas humanas estavam sob controle, apesar de ainda existirem no âmago de cada um. Acreditei que o teocentrismo era possível, e existia, de fato, na igreja. Durou pouco...
No início, fui constatando que o ambiente não era tão salutar como parecia estampado nos semblantes dos meus pais e irmãs. Todavia, conscientemente, compreendi que as pessoas más estavam infiltradas entre as boas (trigo e o joio) e, desta forma, fui rompendo com o sonho antigo e convivendo com a dura realidade das más companhias na igreja.
Apesar disso, abracei a causa, segreguei ambição e oportunidades seculares, mergulhei com “corpo, alma e espírito” no rio da “chamada” pessoal e da capacidade divina em mim para o labor evangélico. Tocar, cantar, reger, secretariar, coordenar, liderar, orar, estudar, ensinar, evangelizar, enfim, desempenhar com denodo os trabalhos confiados, independente dos sacrifícios e renúncias exigidas. Era no que acreditava e, apesar do primeiro impacto negativo, nada seria capaz de afastar do meu íntimo, a chama pela realização do trabalho em favor do Corpo (a Igreja é considerada pela Bíblia, Corpo de Cristo).
Esta forma de ser e agir, fazia com que os líderes percebessem a possibilidade e viabilidade de uma carreira ministerial para mim. No entanto, tendo assimilado o exemplo de Cristo que, sendo Deus, se aniquilou como homem, adotei a postura de, ainda que fosse visível o potencial para desenvolvimento de carreira ministerial, fugia dela como o “diabo foge da cruz.” Não como afronta ou desonra, mas, como reconhecimento das minhas fragilidades pessoais. Entendia ser, o cargo ministerial, chamada para uns “poucos escolhidos”.
Lembrava do meu pai, ainda morando no interior do estado, saindo de nossa residência para ir à igreja que distava a quilômetros de nossa casa, à noite, no escuro, andando, apenas para levar um pouco de alimento espiritual aos irmãos. Vi sua luta atuando como pedreiro na construção da igreja em Terra Nova, à noite, porque, pela manhã, tinha que sair para trabalhar secularmente a fim de ter como sustentar sua família.
Lembrava-me dos antigos pastores, cuja sinceridade, dedicação, resignação, autoridade e coragem eram marcantes. Pastores que priorizavam pessoas ao invés de organização, que priorizavam evangelismo ao invés de reuniões, homens que encaravam seu ministério com responsabilidade e temor a Deus e, incansavelmente, fazendo chuva ou sol, subiam e desciam para levar a preciosa semente, ainda que fosse necessário andar e chorar. Homens que sabiam o valor da carreira ministerial, e por isto, não aceitavam substituí-la por qualquer carreira política. Não trocavam a bênção da primogenitura por prato de lentilha.
Como poderia eu, limitado, fraco e covarde, figurar como companheiro ministerial de paradigmas destes? Como poderia encarar trabalhos que estavam muito além da minha capacidade para cumprir? Mesmo com lapso de tempo, temia e tremia, por isso, fugia.
No decorrer da minha vida espiritual e congregacional, tive maravilhosas oportunidades que a igreja me pôde proporcionar. Encontrei gente interessada no crescimento da causa do Mestre, impulsionados pelo amor altruísta e dispostos a doarem-se em projetos de altíssima qualidade, apesar dos sacrifícios exigidos. Dentre esses projetos, posso destacar:
Júbilo dos Fiéis”, transformado, posteriormente, em “Banda Missões”, conjunto eletrônico que se empenhava na evangelização;
COSS – Coral e Orquestra Sinfonia de Salmos”, protótipo de um sonho, já que o desejo era ver surgir em plena terra do axé-music, uma Orquestra Sinfônica Evangélica (este grupo preocupava-se com a qualidade musical de nossas canções, conjugando, paralelamente, educação musical, apoio social e amparo missionário);
GCM – Grande Coral da Mocidade, coral organizado para atuação em nossos congressos de jovens que, anualmente, era realizado pela igreja. O sucesso era tão grande que, no auge, chegou a ter cerca de mil (1.000) vozes, diga-se de passagem, jovens. Além da participação em nossos congressos, éramos convidados a atuar nas convenções estaduais e em congressos realizados em outras cidades / estados;
Jovens Libertos Por Cristo, da igreja na Liberdade, que não cheguei a integrá-lo, mas, participei de trabalhos evangelísticos desenvolvidos por eles no Campo Grande, Terreiro de Jesus, visitas em hospitais, dentre outras atividades;
Mocidade Para Cristo, da igreja em Capelinha, que não media esforços no sentido de proclamar as boas novas do evangelho nas praças e vielas do bairro, como outros tantos grupos que de norte a sul da cidade encaravam a missão como “sua missão” e não como missão do “outro”.
Com a intensa participação nas atividades-fins da igreja como, evangelismos, missões, apoio social (lembram do total envolvimento da igreja na “festa do quilo”?) e educação cristã, não nos restava tempo para as mazelas. Era o velho ditado popular: “quando se trabalha, não se dá trabalho”.
Além do mais, sentia-me integrado a uma comunidade de gente que possuía, sim, dificuldades, problemas, aflições e fraquezas, no entanto, naquele tempo, via-se a disposição de integrar, ajudar, corrigir quando necessário e, em todo tempo, edificar uns aos outros. Sentia confiança ao perceber que nosso líder era conhecido, presente, haja vista que, em toda atividade da igreja, ele estava à frente, liderando, orientando, cuidando e apoiando.
Ah! Tempo bom. Saudosismo? Sim, senhor. E daí? Trocaría, sem pestanejar, o tempo presente da Assembleia de Deus pelo tempo passado.

(Continua...)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Que Aconteceu Com a Assembléia de Deus na Bahia (parte I)

Escrevi, durante os anos de 2005 à 2009, uma avaliação abrangente sobre os rumos que a Assembléia de Deus na Bahia, especificamente, em Salvador, adotou. Esta análise, que passo a transcrever aqui a partir desta postagem, talvez tenha sido um sinal de que o caminho adotado, realmente, era equivocado e precisava ser revisto. Infelizmente, não deu tempo.

Vivemos hoje como Acã (Js.7). Varremos o erro para debaixo do tapete e seguimos em frente, repetindo para nós mesmos, insistentemente, que tudo foi "plano de Deus". Com nossos erros varridos dos olhos de todos, trazemos para esse "balaio de gatos"  até mesmo a vontade permissiva de Deus, e fazemos força para acreditar que Deus está do nosso lado. Esquecemos que quem responde pela vontade "genuína" de Deus é o próprio Deus, enquanto que, quem responde pela Sua vontade "permissiva" somos nós.

Agora, vivendo no mundo do "faz-de-conta", acomodamos nossa consciência e assim encontramos, de alguma forma, um mínimo de força moral para pregar e ensinar aquilo que, com testemunho dos últimos acontecimentos, afirmamos que não tem valor algum. Como o povo de Israel no episódio envolvendo Acã, fomos vergonhosamente derrotados pelo inimigo. A diferença é que, no nosso caso, fingimos que "a vitória é do povo de Deus".

Fique à vontade para, ao final, fazer seu comentário. Boa leitura.

O que é que há com a Assembléia de Deus em Salvador?!
(Salvador/BA, Agosto de 2005)

Há algum tempo, desejo escrever sobre “minha igreja”. Os rumos que ela tomou passaram a incomodar-me tanto, a ponto de interferir na minha participação nas reuniões de adoração ao Senhor. Sentia-me constrangido em estar no meio daquilo que, aos meus olhos, contrariava a vocação cristã.

Como todo efeito é decorrente de uma causa, resolvi mergulhar numa análise pessoal, sem querer ser final, sobre o que levou uma igreja que era referência para outras igrejas e, até mesmo, para a sociedade, a se apagar enquanto instrumento de mudança, recuperação de vidas e exemplo de crescimento sustentado e ordeiro, transformando-se apenas em uma organização sem memória, sem ordem e sem objetivos.

Desejo, nestas linhas, ser crítico sem ser desleal, ser contundente sem ser agressivo, ainda que não me preocupe com a forma que repercutirá na mente e no coração de quem tiver a oportunidade de ler. Quero acreditar ser melhor, ou menos pior, pecar por zelo excessivo do que por omissão. Quero contribuir, sabe Deus, para despertamento dos líderes quanto a fatos que se tornaram cotidianos e “normais”, enquanto são, na verdade, desvirtuamento espiritual.

Esforçarei-me por tratar cada assunto de maneira mais restrita possível, esperando, ao final, estar colaborando com uma análise geral conclusiva que fomente outras análises e proposições.

(Aguarde próxima postagem)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Não Adianta Reconhecer o Que Não Existe

O fato dos "velhinhos" do Supremo ter dado à união homoafetiva o mesmo direito jurídico da relação heterossexual, não invalida o fato da sociedade brasileira não o reconhecê-lo. Foi reconhecido o direito de um homem que mora com outro homem partilhar os bens conquistados durante sua habitação conjunta (em síntese, é isso). Apenas o reconhecimento de um contrato social que concede aos sócios direitos iguais. Isto diz mais respeito a eles (homossexuais) do que a sociedade como um todo, o que leva-nos a conclusão de que, na prática geral, nada se altera.

De qualquer forma, deixamos bem claro que nós, cristãos, possuimos a nossa Constituição e dela não abrimos mão. Vejamos o que é casamento, conforme a Bíblia:

Gn. 2:24. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

O que passa disto, é qualquer coisa, menos casamento ou matrimônio.

Ainda que os velhinhos do STF reconheçam, ou mesmo que o Congresso Nacional em algum momento o faça, nós não reconheceremos. Olhe que estamos falando de milhões de brasileiros que se identificam como cristãos. Eles, "os bons velhinhos", podem rasgar a Constituição da República Federativa do Brasil, nós não podemos rasgar nossa Constituição Cristã, nem mudá-la. Esta nossa posição, além de baseada em nossa crença, parte da premissa de que a relação homoafetiva é, no mínimo, anti-natural.

Agora, é preciso ponderar a decisão dos nossos "velhinhos". Estes "velhinhos" que se fecham encastelados em suas togas, distanciados da realidade social e próximos do poder político, tomando suas decisões com base em informações colhidas no noticiário diário tendencioso e em suas próprias relações políticas, vem apresentando uma nova vertente perigosa: "fazer vistas grossas a Constituição Federal, no que diz respeito aos conceitos e as responsabilidades de cada um dos três poderes da nação". Falando em conceito, vejamos o que diz a Constituição sobre casamento:

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.


Eles, como guardiãos da Constituição, deveriam tomar decisões com base no sistema legal posto, observando estritamente a lei posta, e não, adotar o comportamento legislativo de fazer leis (Quem quiser saber mais sobre isto, basta uma visita ao blog do Reinaldo Azevedo - http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/2011/05/05/). Agem desta forma porque são escolhidos com base em critérios políticos e não estritamente jurídicos, daí, uma vez empossados, tomam decisões políticas e não jurídicas. Isto vem acontecendo já de longas datas. Lembram do caso da infidelidade partidária? Fizeram a mesma coisa.

Infelizmente, a sociedade brasileira que deveria contar com um fiel guardião da sua Constituição, conta apenas com mais um arremedo de poder legislativo. E assim caminhamos rumo a anarquia, através do estabelecimento de leis implementadas para atender uma minoria que não encontrará respaldo na maioria. Logo, será inóqua.

Este tipo de comportamento é bem aceito pelos saudosistas do comunismo. Lembremos dos casos dos países vizinhos cujos mandatários assumem o poder pela via da democracia e alteram suas constituições para se perpetuarem no cargo, vilipendiando o equilíbrio dos três poderes vigentes no regime democrático. Para terem sucesso, precisam de um Poder Judiciário fragilizado e político.

É este o ambiente propício para o surgimento de algum "salvador da pátria" que, privando-nos da liberdade, imponha sua visão distorcida de mundo e de gente. Este é o ambiente adequado para um socialismo cruel e tirano. Assim, quando já for tarde demais, ficaremos nos debatendo em nossos conflitos pelo que foi a nossa falta de respeito e zelo pela democracia.

É assim. Um dia restringe o direito do teu vizinho, e você diz: "não é comigo". No outro dia restringem teu direito e você procurará ajuda do teu vizinho. Mas, aí, será tarde demais.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Inversão de "Valores" de Cristo

Porque a vida se tornou tão cansativa? Porque os homens, apesar dos avanços tecnológicos, não conseguem satisfazer seus anseios de felicidade? Porque, invés de avanços no trato humano, há retrocessos?

è   Pv 14:12 – “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.”

Escolheram caminho mais longo e difícil.

è   Ec 7:29 – “Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas invenções.”

Os homens quanto mais tentam se organizar enquanto sociedade, mais se engessam em conceitos pesados e insuportáveis. A desobediência civil, para o homem natural, é hoje a única válvula de escape das amarras dos compromissos escravizantes e infelizes criados por ele mesmo.

è   Mt 11:28-30 – “Vinde a mim, todos os cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e meu fardo é leve”.

O homem complica, Deus descomplica; O homem se sobrecarrega, Deus os alivia; O homem perde sua vida, Jesus o restaura e salva. A melhor forma de percebermos isto é observarmos a “inversão de valores de Cristo”.

A inversão de valores proposto por Cristo tem o objetivo de descomplicar nossa vida, tornando nosso “jugo mais suave e nosso fardo leve”.

1ª Inversão – Invés de se preocupar com coisas terrenas, primeiro cuide das coisas espirituais.

è   Mt 6:33 – “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

2ª Inversão – Antes de julgar teu irmão, julgue a si mesmo.

è   Mt 7:3-5 – “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

3ª Inversão – Quem quiser ser o primeiro, seja o último e servo de todos.

è   Mt 20:27 – “e quem dentre vós quiser ser o primeiro, seja vosso escravo.”

è   Mc 9:35 – “Ele, assentando-se, chamou os doze, e lhes disse: Se alguém quiser ser o primeiro, será o último e servo de todos.”

4ª Inversão – Invés de sentar nos primeiros bancos, sente-se nos últimos.

è   Lc 14:8 – “Quando por alguém fores convidado para um casamento, não te assentes no primeiro lugar, pois poderá haver um convidado mais digno do que tu”.

5ª Inversão – Não se considere melhor do que os outros.

è   Lc 18:9 – “E disse também esta parábola (as orações dos fariseus e publicano) a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:”

6ª Inversão – Não junte tesouros na terra, junte nos céus.

è   Mt 6:19-20 – “Não ajunteis tesouro na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros nos céus, onde nem a traça e nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam e não roubam.”

Se você quiser ser feliz, experimentando a boa vida de Cristo, não se curve diante das pressões humanas para obediência cega as diretrizes carnais e naturais, antes, abandone sua visão humana e carnal e viva com a mente de Cristo, desfrutando das bênçãos dos céus.

è   Is 40:28-31 – “Não sabes, não ouvistes que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”