terça-feira, 4 de julho de 2017

Comandados Por Neófitos Soberbos e Sem Deus

Neófito é o principiante, alguém que começou recentemente em algo ou está em algum lugar pela primeira vez. Em sua etimologia, a palavra neófito surge da junção dos termos gregos neo, que significa novo, e phytos, que é planta. A palavra grega neophytus corresponde ao que foi recentemente plantado, e é na Idade Média que a palavra vai ser relacionada àquele que é iniciante em alguma atividade. Primeiramente ligada à figura do cristão-novo, alguém recém convertido ao cristianismo.

Neófito na Bíblia refere-se àquele que foi convertido ao cristianismo a pouco tempo. Alguns definem este tempo como sendo de, pelo menos, três anos. Já aquele que está efetivamente convertido há mais tempo é chamado de prosélito. Na língua portuguesa atual utiliza-se o substantivo proselitismo, que tem a mesma raiz que prosélito, para designar conversão doutrinária.

Em resumo, neófito é aquele que está no processo inicial de conversão, enquanto que prosélito é o já convertido.

O quanto exposto serve como pano de fundo para nossa abordagem sobre as atuais instituições religiosas e seus respectivos líderes. Neste contexto, focamos não apenas o comando central, mas também, o corpo de obreiros situados na escala hierárquica logo abaixo do clero central. São homens e mulheres que, aparentando manifestação de dons (liderança, eloquência, simpatia, carisma, etc.), são separados para desempenhar algum papel de liderança-auxiliar em departamentos.

Muitas das nossas instituições religiosas vivem hoje mergulhadas em crises administrativas e espirituais, e nós, nos debruçamos para tentar compreender a origem desses problemas e quais caminhos poderíamos seguir para solucioná-los.

Alguns dizem que estamos caminhando mal por termos nos afastado da vida de oração que tão intensamente nos dedicávamos no passado. Não concordo com esta afirmativa por uma razão lógica muito simples. Se a volta para uma vida de oração é a solução para os problemas que enfrentamos, porque nos afastamos desta vida de oração do passado? Lógico. Se a vida de oração é a solução no presente, ela (a vida de oração) não nos teria permitido afastarmos no passado. Diga-se ainda que, posso orar em todo tempo e, ao mesmo tempo, praticar tudo que a Bíblia condena sem nem mesmo “corar a face”. Exemplos é que não faltam.

Outros (aqui me incluo) alegam que o motivo dos problemas no presente é fruto da decisão deliberada de afastamento das recomendações bíblicas sobre como gerenciar comunidades cristãs e como separarmos pessoas para o trabalho de liderança nessas comunidades.


É a recomendação bíblica enfática: “Esta afirmação é digna de confiança: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função. (...) Não pode ser recém-convertido [neófito], para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o diabo” (1 Tm. 3:1,6). Paulo menciona que o desejo de servir no reino de Deus é um sentimento genuíno, legítimo, porém, deve ser evitado expor o neófito numa função de liderança, em razão da sua fragilidade espiritual. A alegação de Paulo é que, em sua imaturidade, o neófito pode ser facilmente enganado pelo “glamour” do cargo de liderança, fazendo-o acreditar que não há outro igual a ele e com capacidades melhores que a dele para exercer a liderança do grupo. Resultado? Soberba, conspiração, atritos e queda.

O texto do apóstolo João, em sua primeira epístola, capítulo 5, verso 19, diz que o “mundo jaz no maligno”. Traduzo este trecho do texto sagrado não apenas como “um mundo sob o poder do diabo e demônios”, mas, também, como “um mundo onde as pessoas, deliberadamente, escolhem o que é mau e/ou errado”.

O que temos hoje, como modelo de gerenciamento das comunidades cristãs, é o conceito de “empresas-holding”. Aquelas que nada produzem e extraem seus sustentos através do controle de empresas menores, denominadas de “subsidiárias”. Todo o trabalho é desenvolvido por essas pequenas empresas, enquanto que o gerenciamento dos recursos fica com a matriz. Segue-se o problema decorrente.

Neste modelo de administração, o corpo diretivo deve ser capacitado segundo as técnicas de mercado. Eis a razão de hoje se privilegiar quem detêm diplomas universitários, eis a razão de preferirmos os conceitos filosóficos humanos como caminho para solução dos conflitos íntimos da humanidade, eis a razão de escolhermos neófitos espirituais com doutorados, mestrados e outros títulos similares para posições de liderança na comunidade cristã, em detrimento ao “experiente-velho-ancião-ignorante” (desculpem-me o pleonasmo).

Os neófitos acadêmicos na comunidade cristã conhecem como ninguém o segredo das letras, mas, faltam-lhes maturidade, faltam-lhes experiência de tempo com a vida do jeito que a vida é, faltam-lhes mais tempo de caminhada com eles mesmos, com Deus e com outras pessoas.

Quando não são os neófitos acadêmicos, são os neófitos artistas. Aqueles que tendo obtido algum sucesso em alguma carreira secular, convertem-se ao evangelho e, dentro da comunidade cristã, passam a ser reconhecidos como portadores de dons espirituais que, por incrível que pareça, lhes foram concedidos em sua vida pregressa, tornando-os detentores do direito de exercer liderança nessas comunidades. Na verdade, intrínseco está para a liderança carnal dessas comunidades a relação “astro-carisma-público-dinheiro-sucesso”.

Os neófitos artistas conhecem como ninguém o poder da retórica e da persuasão, mas, faltam-lhes tempo para entender as exigências da nova vida em Cristo, faltam-lhes tempo para amadurecimento com as verdades expostas nas sagradas letras, faltam-lhes terminar a travessia do deserto que separa Egito de Canaã.

Destaque-se que não consideramos qualquer impossibilidade de acadêmicos cristãos e artistas convertidos atuarem como líderes na comunidade cristã. O problema levantado aqui é quanto ao tempo de militância no reino de Deus que inviabiliza o neófito e credencia o prosélito no exercício de funções de liderança na comunidade cristã. Aliás, sendo cristão maduro e experimentado, é melhor tendo qualificação acadêmica e ou dons artísticos que serão úteis nas atividades do Reino de Deus.

Nossas comunidades sofrem hoje as consequências de gestores que, deixando a Bíblia de lado, resolveram administrar igrejas segundo as teorias administrativas e os conceitos filosóficos seculares, colocando em posições de liderança (igrejas, departamentos, grupos, etc) neófitos carismáticos. Enganados pela filosofia humana, encheram seus corações de orgulho e ousaram mudar as verdades administrativas de Deus.

Líderes “neófitos espirituais” que se agarram nas posições de liderança das atuais instituições seculares travestidas de reino de Deus (convenções ou associações de pastores e “igrejas-holding”, por exemplo), permanecem assim pela imposição de alterações estatutárias que impossibilitam a alternância de poder. Quando não, pressionam, manipulam, brigam até as últimas consequências, inclusive utilizando o aparato judicial secular, para manter o comando da organização entre seus descendentes como uma capitania hereditária ou monarquia.

É nítido, está visível há muito tempo que uma “boa briga” neste reino de deus (com “d” minúsculo) tem sempre como pano de fundo dinheiro e poder, puro e simples. Como não vê? A instituição falida e os nababos, periodicamente, viajando para cima e para baixo a fim de participar dos eventos organizados pelos mesmos apenas para distração do, e manutenção no, status-quo. Isto são obras de neófitos ou prosélitos? A soberba os cegou a ponto de não perceberem que destronam Deus quando perdem tempo e dinheiro com coisas menos importantes em detrimento das mais importantes.

Este quadro é apenas a demonstração de como neófitos em cargos de comando transtornam o modelo divino de liderança que deveriam ser preservados pelo povo de Deus. Vale hoje a advertência do Sr. Jesus: Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês” (Mt. 23:15).

Tristes tempos estes, em que velhos neófitos uniformizados de "mestres da lei" e "líderes fariseus" fazem tudo isso e nem se dão ao trabalho de disfarçar. Poderiam, pelo menos, nessas viagens ao redor da terra, fazer um convertido.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Quem Vai Misturar os Bilhetes???

Texto do Pr. Felipe C das Virgens
Após o triste fim de Judas Iscariote (suicídio), Pedro reuniu cerca de 120 pessoas, Apóstolos e Discípulos, em assembléia, a primeira da Igreja Cristã. Em um ambiente espiritual, peculiar ao assunto que deveria ser tratado, O apóstolo Historiou os fatos sobre Judas, cita Salmos e mostra que deveria ser escolhido outro para a vacância ocorrida no grupo apostólico.

Na palavra introdutória, Pedro mostra que os candidatos à eleição para ocupar a vaga deviam ser escolhido dentre aqueles varões que conviveram com o Senhor Jesus e se tornaram seus discípulos, sendo testemunha da ressurreição e da ascensão de Cristo.

José Barsabás, o Justo, e Matias, foram os dois apresentados por preencherem os requisitos mencionados por Pedro, não houve concessão, protecionismo ou apadrinhamento. Oraram ao Senhor, rogando que Ele, conhecedor dos corações e das necessidades, mostrasse quem deveria ser o escolhido. Depois da oração lançaram a sorte e esta caiu sobre Matias, sendo ele, então, contado entre os Apóstolos.

“Os bilhetes da sorte lançam-se numa dobra do vestido, mas o Senhor é quem os tempera” (PV 16:33). Dá-nos a idéia de que nomes estão nesses bilhetes, mas quem os mistura é Deus...

Se esse foi o método usado na citada assembléia para a escolha do sucessor de Judas, não acho forçoso dizer que, a co-participação de Deus foi determinante para o bom desfeche da eleição, lembremo-nos que antes de lançarem a sorte foi feita uma “fervorosa” oração clamando a Deus pela intervenção num processo tão delicado e nobre, daí concluirmos que, a oração sempre foi e é imprescindível para que Deus tenha misericórdia e projete sua divina luz, fazendo imperar a sua soberana e sapientíssima vontade, principalmente nas decisões apostólicas.

Um observador casual diria que foi uma mera coincidência, afinal, tinham dois nomes, um tinha que ser escolhido, foi lançada a sorte e caiu sobre Matias... Prefiro ser “espiritual” e dizer que quando a Assembléia está na direção de Deus, os nomes são colocados nos bilhetes, mas Deus se incumbe de misturá-los afastando qualquer hipótese de aposição, injustiça, tirania... E os ressentidos podem ser vistos como MEROS POLÍTIQUEIROS, aproveitadores de situações, muitos deles até por dinheiro ou cargos de confiança que lhes dariam status Eclesiástico.

Não tenho dúvidas, Deus foi quem escolheu Matias. Oraram, pedindo a direção divina. Hoje não se usa mais a sorte no ambiente cristão, “Que azar...” Para as eleições eclesiásticas podemos ter os escrutínios secreto, ou o voto secreto, mas tudo isso deveria ser sob o manto da oração, pedindo a Deus que ilumine. O método pode variar, mas, no sentido de se tornar mais transparente e acessível, livre de qualquer tendência, injunções reprováveis, que não condizem com o espírito cristão, parece utopia essa minha pretensão, mas só estou querendo me livrar da incerteza...

“Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois... (Dr. Lair Ribeiro)”.

Às vezes tenho a impressão de que na prática estamos sob essa perspectiva secular, tomamos decisões ministeriais aventureiras, sem nenhuma segurança, sem temor, sem direção, os bilhetes são colocados abertos, não precisa misturar... Entramos num processo “eleitoral” Eclesiástico, num comportamento mundano, campanhas agressivas, desrespeitosas, injuriosas, caluniosas, inimizades são construídas, ao término da “batalha”, ressentimentos, mágoas, sentimento de vingança, retaliações, facções, perseguições, adversários “políticos”...

Fico imaginando o júbilo que invadiu os corações dos Apóstolos no final daquela Assembleia, até mesmo de José Barsabas, o outro candidato... Ele sabia, haviam orado, pediram direção de Deus, Matias foi o escolhido, aquela era uma decisão que só daria certo se fosse dentro da vontade de Deus.

Por que, como nunca, tantos querem fazer parte da mesa diretora de uma convenção de Ministros ou Igrejas? Qual motivação? Contribuir para uma “instituição” mais forte, ou se locupletarem do PODER e alcançarem ou conquistarem posições ou campos tão desejados, não pelo que podem produzir, mais, pelo que querem usufruir??

Candidatos imaturos, fanfarrões, inexperientes, egoístas, egocêntricos, interesseiros, uns com projetos mirabolantes, outros com projetos pessoais, querem ser por que é um sonho estar na mesa... Sonho para eles, pesadelo para a Instituição (?) Alguns com planos que só amanhã saberemos...

“Assim é na vida... Depende do que vem depois...”

Quem vai misturar os bilhetes???.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Recado aos Maus Juízes: Malditos, Malditos, Malditos Sejam

Por VILMA GRYZINSKI (Veja.com)

Já que não dá para dizer outra coisa aos que escarnecem o povo com interpretação perversa das leis e direitos só para os que 'pensam como nós'

O venezuelano nu diante da força do Estado mostrou o desespero de um país que chegou a uma situação extrema.

Hans Wuerich que, há duas semanas, tirou a roupa para mostrar os sinais das balas de borracha no corpo magro, virou um símbolo e um aviso: chega uma hora em que não dá mais para aguentar.

É um recado que não tem fronteiras, a mensagem sem palavras dos que são tripudiados por aqueles a quem deveriam representar e defender. Os eleitos pelo voto, os concursados, os nomeados, os togados.

Os que sabem falar bem, emitir opiniões e interpretar leis, mas pervertem suas obrigações funcionais, morais, profissionais e humanas.

Os que, evidentemente, soltam condenados pela justiça porque um julgamento em primeira instância não vale nada. Desde que os julgados sejam aqueles a quem desejam proteger, sob a capa negra dos argumentos falsificados de defesa do estado de direito.

A interpretação perversa das leis e a defesa dos direitos universais apenas aos que “pensam como nós” não é exclusiva dos togados e dos eleitos. Organizações não-governamentais e profissionais que têm o dever de informar incorrem nas mesmas deformações.

Alguns exemplos recentes, ocorridos no Brasil, da mesma forma que poderiam ter acontecido em outros lugares do mundo, desde que as liberdades democráticas permitam estes abusos.

Devido a assaltos contra empresas de transporte de valores, com roubo dos armamentos pesados, vem sendo sugerido que a solução seria desarmar estas empresas. Ou seja, depois da cassação do direito à legítima defesa dos cidadão comuns, a proposta é tirar as armas das empresas que permitem o dinheiro aparecer nos caixas eletrónicos e os celulares, entre outros produtos valorizados, chegarem às mão dos contribuintes desprotegidos.

Antes, evidentemente, que criminosos armados os levem e as vítimas ainda precisem agradecer a providência divina, na falta da humana, por não terem levado um tiro no processo.

Além de usar armas pesadas, mesmo que isso faça parte intrínseca de sua função, as empresas de segurança também parecem cometer o pecado imperdoável de ser empresas. Utilizam armamentos, representam o capitalismo e provavelmente merecem ser eliminadas da face da terra, é o raciocínio implícito.

Seus funcionários, expostos a alto risco e alvejados por criminosos, não são lembrados nem uma única vez. Merecem morrer mesmo, é , mais uma vez, o raciocínio implícito. O mesmo aplicado aos policiais que “agridem estudante”.

Tomara que o estudante se recupere, que retorne à vida, à família e aos estudos. Mas qual é a parte da constituição brasileira que garante a manifestantes o direito de cobrir o rosto?
Tomara que o policial que o feriu, se comprovado o abuso, seja tratado como prescreve a lei. E tomara que os estudantes que gritavam “abuso de poder”, repetindo idiotices provavelmente ouvidas de professores idiotas, algum dia entendam que a expressão certa não é “abuso de poder”.

E os “imigrantes estrangeiros agredidos” pela “extrema direita” em São Paulo? Além do pleonasmo, os absurdos lógicos são escandalosos: os policiais presentes e as primeiras instâncias jurídicas consideraram que os “imigrantes estrangeiros” jogaram uma bomba na “extrema direita”, resultando numa “confusão”, a palavra preferida pelos espíritos mornos.

Mas só os “imigrantes estrangeiros” foram presos, reclamaram os informadores. O que levaria à seguinte situação: se um cidadão conseguir reagir a um assalto e ferir um criminoso, contrariando todos os conselhos dos especialistas que culpam as vítimas quando esboçam algum sinal de inconformidade, ambos devem ser presos.

Principalmente se o cidadão for de “extrema direita”. Esta, se fizer manifestações, estará sempre incorrendo em crimes inomináveis. Se for do outro lado do espectro político, em compensação, será “manifestante”, “estudante” ou até “participante”. De extrema esquerda, jamais.

E por que será que a “extrema direita” começa a atrair simpatizantes? O desamparo e a revolta dos cidadãos abandonados por todos, principalmente os que sabem falar bem, teriam algo a ver com isso?

Togados e não-togados entendem as consequências de seus atos? Percebem que o venezuelano nu diante do poder do Estado pode ser um sinal de coisas que estão por vir? Entendem a voz dos que os maldizem?

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Veja Como Votou o Deputado Erivelton Santana

Sendo um deputado eleito com nosso voto, temos a responsabilidade de acompanhá-lo.

O deputado Erivelton Santana (Assembleia de Deus - Salvador) votou favoravelmente na Reforma Trabalhista aprovada ontem na Câmara Federal.

Veja como o deputado votou a reforma trabalhista


Por 296 votos a favor e 177 contrários o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da reforma trabalhista proposta pelo governo Michel Temer. A votação foi marcada por protestos de deputados de oposição, que alegam que a reforma retira direitos dos trabalhadores.

ParlamentarUFVoto
Erivelton SantanaBASim

Fonte: http://veja.abril.com.br/

Eis a informação. Cabe agora o julgamento de cada cristão sobre a atitude do deputado que ajudou a eleger.

Como votei no referido irmão, sendo trabalhador assalariado, me sinto prejudicado por uma reforma protagonizada por uma Câmara Federal, sem moral para fazê-la, e que atenta apenas para os interesses das corporações patronais e piora as condições de trabalho para os hipossuficientes nesta relação.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Álcool Compromete o Cérebro Mesmo Sem Causar Embriaguez

Pessoas que bebem com mais frequência têm menor auto percepção de como o álcool afeta sua capacidade cognitiva, o que as coloca em um risco maior de danos.

Pessoas que bebem com frequência tendem a não sentir os efeitos do álcool, mesmo depois de algumas doses. No entanto, ainda é preciso ter cuidado. De acordo com estudo liderado pelo Sistema de Saúde para Veteranos do Exército de San Diego, nos Estados Unidos, embora não percebam, essas pessoas também enfrentam problemas cognitivos como redução da velocidade das habilidades motoras, memória de curto prazo e processamento complexo, o que pode ser grave.

Os maiores consumidores de álcool também demonstraram menor auto percepção de danos do que aqueles que costumam beber menos, o que pode resultar em comportamentos ainda mais arriscados quando bêbados. “Em geral, existe uma crença de que quem está acostumado a beber muito pode lidar com o álcool e que muitas tarefas diárias comuns não são afetadas pelo consumo”, disse Ty Brumback, autor do estudo e especialista em tratamento de vício, ao Daily Mail.

Um total de 105 pessoas foram testadas em suas habilidades cognitivas e de coordenação motora duas vezes em um intervalo de cinco anos. Um ‘bebedor experiente‘ foi definido como alguém que bebia em torno de 10 a 40 doses de bebida alcoólica por semana – pelo menos nos últimos dois anos anteriores ao teste. Os ‘bebedores leves’ eram aqueles que consumiam menos de seis doses por semana. Uma dose de álcool corresponde a uma taça de vinho ou uma dose de vodca ou uma lata de cerveja. Os participantes mantiveram esses hábitos ao longo dos cinco anos.

Os participantes tiveram sua cognição analisada em uma sequência de testes que avaliou as diversas habilidades. Antes do experimento, porém, os participantes consumiram uma dose de bebida para chegarem a uma determinada concentração de álcool na respiração.

Um teste chamado Grooved Pegboard, que consiste em inserir pinos em uma placa giratória em movimento, analisou sua destreza motora. Possíveis disfunções cognitivas e o processamento cerebral foram avaliados em um Teste de Substituição de Símbolos e Dígitos (DSST, na sigla em inglês), no qual os pesquisadores mostravam aos participantes símbolos que representavam números. Estes tinham 90 segundos para completar os símbolos nos locais correspondentes.

Embora os “bebedores experientes” tenham apresentado menos erros no teste dos pinos, seu desempenho no Teste de Substituição foi semelhante ao dos que bebem casualmente. Porém, o detalhe mais perigoso é que os experientes apresentaram menores níveis de auto percepção.  Isso significa que eles podem realizar algumas atividades que mostram um nível de embriaguez menor do que o real.

“Quando ele chega ao carro, destranca a porta e coloca o carro em marcha, ele pode não perceber deficiência nessas tarefas simples. No entanto, ao começar a dirigir, as demandas cognitivas e psicomotoras aumentam significativamente [e provavelmente ele não está apto para elas], mas a decisão de dirigir já foi feita com base nas tarefas simples anteriores”, explicou Brumback.

Fonte: http://veja.abril.com.br/saude

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Hipócritas Religiosos Inconsequentes!

As denominações religiosas se tornaram um lugar estranho de se viver. Esta afirmação nasce quando analisamos e vivemos o ambiente em muitas igrejas e suas convenções pastorais. Estas instituições tentam, em todo tempo, aprisionar o organismo vivo (Corpo de Cristo) em suas teias e levar cativa a Noiva do Cordeiro. São exímios em embaralhar ações espirituais com ações administrativas, opressoras, dominadoras, espoliadoras, e erguem o queixo como se protetores fossem da Igreja do Senhor Jesus. 

Quantos líderes que, sem conhecimento da mordomia de sua função, tratam os servos de Cristo como se seus servos fossem. Exigem subserviência, sob pena de retaliações das mais variadas, todas produzidas por mentes turbinadas pelo secularismo. Talvez seja por esta razão que cristão-político e político-cristão não faz a menor diferença. Possuem a mesma essência, e na lama da corrupção e imoralidade, estão juntos e misturados, seja atuando ativamente ou como cúmplices dos desvios morais assistidos diuturnamente neste país.

Estas organizações cobram de seus fiéis coisas que, biblicamente, não há como encontrar justificativas. Por exemplo. Onde está escrito que o dízimo deve ser entregue à igreja com registro em carnês? Onde está a justificativa para pastores entregarem seus dízimos em convenção de pastores e requererem posteriormente, com base nestas contribuições, a sua jubilação ou aposentadoria? Como justificar os votos financeiros exigidos dos fiéis ou as campanhas extras realizados para fazer e/ou comprar tudo, desconsiderando que os dízimos e ofertas entregues no ofertório sejam para este fim? Onde está a justificativa para ações judiciais movidas contra outros irmãos ou outras convenções? Nas cartas de Paulo aos Corintos?

Além da falta de amparo bíblico, há a hipocrisia latente. Como justificar uma denominação que exige de seus membros integridade moral e ela mesma está com protestos em cartórios de registros de títulos? Como justificar uma denominação que exige de seus membros que andem na legalidade perante as leis de seu país e ela mesma descumpre preceitos legais relativos ao seu próprio funcionamento? Como justificar a necessidade de funcionários da igreja acionarem a justiça secular para receberam salários que lhe são devidos?

Além da falta de amparo bíblico, da hipocrisia latente, ainda há a perversidade dominante. Como exigir presença sem oferecer apoio? Como oferecer acesso às ovelhas de Cristo para os mercenários tirarem sua lã, seu leite e abandonarem-nas feridas emocionalmente e turbadas espiritualmente? Às vezes parece que, após a conversão de alguém, ficamos testamos para ver até quando ele pode resistir dentro do templo. Muitas vezes parece que torcemos para ele desistir ou cair. Quem já não ouviu: "Quem é salvo?", para logo em seguida, ouvir: "tem certeza?!"

Porque transformamos um ambiente que deveria ser acolhedor e edificante, numa espécie de covas dos leões moderno onde o fiel precisa confiar muito em Deus para sobreviver? Conhecemos o ambiente da vinha e a existência do joio no meio do trigo. Mas, é necessário mesmo matar o trigo para disciplinar o joio? É esse o conselho bíblico?

O maior problema disso tudo é o que fica para as novas gerações. Preocupa-nos perceber uma nova geração de obreiros sendo forjados na mesquinharia, no orgulho das maiores posições, na manutenção da vaidade dos rótulos, na resolução de problemas na força carnal e nos truques de bastidores, numa ignorância bíblica fenomenal e na "força espiritual" de pregações feitas na garganta. A formação de novos obreiros segue um "script" infernal.

Alegro-me pelas exceções. Raras, por isso, exceções.

São muitas perguntas que não encontram respostas sinceras dos líderes destas organizações porque não as têm. O próprio Cristo faz menção a tudo isto quando afirma: "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês" (Mt. 23:15).

Todavia, "apesar deles", a vida cristã dentro das igrejas locais deve seguir, discernindo espíritos e determinados a cumprir os propósitos de Deus.

Lutamos contra a nossa própria alma todos os dias, batalhamos contra a natureza humana que, em nós, inclina-nos para o pecado, nos agarramos a graça de Cristo, a dura penas, a fim de manter nossa fidelidade a Deus. Na Bíblia encontramos alimento para nossa fé, porém, quando levantamos a cabeça e olhamos os líderes das organizações religiosas, perdemos confiança, nossa fé se enfraquece e começamos a duvidar de tudo e de todos. Isto reflete em Deus. Eles se dizem seus representantes!

Se você também trava esta batalha todos os dias, o Senhor te abraça. Esperamos que seu Espírito nos faça sentir sua presença e, verdadeiramente, avive a sua obra em nós, principalmente nestes ambientes ruins.

Porém, se você não se dá conta destas iniquidades, pelo contrário, as alimenta e mantêm sua vida sob a tutela desses desejos e sentimentos carnais, você é apenas um hipócrita religioso inconsequente que imagina ser os seus votos religiosos suficientes para te justificar...

É só um HIPÓCRITA RELIGIOSO INCONSEQUENTE, que envergonha Deus, Sua Palavra e Seu Espírito Santo.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Cuidado Lula! O Último Que Tentou Se Igualar a Deus, Tropeçou e Caiu Fundo.

Algumas vezes parece que o ex-presidente operário é maluco (vou direto ao ponto).

Pois bem. No depoimento prestado em uma das cinco (5) ações que responde perante o Poder Judiciário, onde é acusado de delinquências, questionado se o amigo José Carlos Bumlai utilizava seu nome para facilitar contratos com a Petrobrás, o cidadão saiu-se com a seguinte resposta: “Doutor, se o senhor soubesse quanta gente usa meu nome em vão… De vez em quando, eu fico pensando que as pessoas tinham de ler mais a Bíblia para não usar tanto meu nome em vão”.

Num esforço para compreender o raciocínio por trás da fala do ex-presidente, imagino que ele entende o texto bíblico como "uma recomendação de não utilizar o nome de "qualquer pessoa" em vão", o que demonstra, por si só, ignorância. Por esta razão, creio que é sua ignorância que lhe impede de utilizar o raciocínio da maneira correta.

Por outro lado, se ele sabe o que estava falando, não é possível que um ser humano seja tão débil que se utilize de comparação tão, tão, tão... Difícil achar uma definição que se enquadre aqui.

Das duas uma: ou ele não consegue discernir as letras sagradas, identificando claramente a quem se refere o texto, ou é "louco varrido". Em ambas, o que ele demonstra ser é um debilóide.

Fica assim. Nos desenhos animados temos o "lula molusco". Agora, no Brasil, temos o "Lula Maluco".

Fala sério!

Tribunal de Estrasburgo dos Direitos Humanos (França): "Não Existe Casamento-gay"



Por unanimidade, o Tribunal de Estrasburgo dos Direitos Humanos (França) [trata-se do mais elevado Tribunal de Direitos Humanos da Europa], estabeleceu literalmente, que “não existe casamento homossexual". Os 47 juízes dos 47 países do Conselho da Europa, que compõem o Tribunal de Estrasburgo (o tribunal mais importante sobre direitos humanos do mundo) emitiram esta declaração de tão grande importância que surpreendeu toda a militância pseudoprogressista de esquerda que tenta impor a todo o mundo o casamento gay como normal. Na verdade, por unanimidade, todos os 47 juízes, passaram o acordão que estabelece que “não existe direito ao casamento gay.”

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos não reconheceu o direito de se impor judicialmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Isto ocorreu em julho deste ano quando o Tribunal disse a um transexual, que passou de homem a mulher, e sua esposa, que a união civil deveria ser o suficientemente boa para eles.

Defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo reconhecem que o resultado era previsível. A sentença foi vista como algo que tem um efeito devastador para os direitos gay na Europa.

(...)

O Tribunal Europeu foi inequívoco. Não só disse que o direito humano europeu não contempla o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas sustentou que as uniões civis são suficientemente boas para os casais homossexuais.

A corte confirmou que a proteção da instituição tradicional do casamento é um interesse de estado válido (com o qual ratificou implicitamente a postura de que as relações entre pessoas do mesmo sexo não são idênticas ao casamento entre um homem e uma mulher, e que podem ser tratadas de maneira diferente no direito).

A sentença sustenta que o direito humano europeu reconhece o direito fundamental de um homem e uma mulher a se casar e fundar uma família e consagra o conceito tradicional de casamento como aquele entre um homem e uma mulher. E explica que não há um consenso europeu quanto à existência do casamento homossexual, já que somente 10 de 47 países obrigados por tratado permitam tais denominações.

A decisão constitui um revés particularmente forte para os direitos gay na Finlândia, onde uma comissão parlamentar rechaçou o casamento homossexual antes que pudesse ser submetido a votação em junho deste ano, pela segunda vez desde 2012. A Finlândia é o único país escandinavo que não permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Em todo o mundo, tem sido dito aos ativistas homossexuais que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é um direito humano.

Fonte: www.anajure.org.br

sábado, 11 de março de 2017

Por Quem Lutamos?

Na harpa cristã há uma música (nº 212) que trata de batalha (Que fique claro se tratar de batalhas espirituais, e não, físicas ou contra pessoas). Crescemos ouvindo e cantando essa canção que motivou-nos a enfrentar as dificuldades, sejam elas espirituais ou materiais, com determinação tal que o único resultado a ser aceito não podia ser outro que não a vitória.

Este espírito que envolve a fé cristã faz suscitar batalhadores incansáveis, gente dedicada a lutar pelo bem de si mesmo e de outros. Aliás, o estímulo maior que recebemos é lutarmos pelo irmão, pelo outro, pelo mais necessitado. Esta é a luta dos santos.

Sobre as pelejas em si, percebemos níveis diferentes de dificuldades em cada batalha. A história bíblica envolvendo Davi e Bateseba (2 Sm) revela esta realidade. Davi querendo se livrar de Urias (esposo de Bateseba), ordena ao seu general que o coloque na parte da peleja mais intensa e de maior risco. Esta realidade, dos níveis diferentes de dificuldade e intensidade, se repete em nossas batalhas espirituais.

Lembremos da igreja em Corinto. A única que a Bíblia informa possuir em seus termos todos os dons (1 Co. 1:7; 12:8-10), mas, também informa ter sido uma igreja inundada com problemas de todo tipo. Esta verdade guarda a coerência da utilização dos dons como instrumentos divinos para combate de problemas e edificação do corpo de Cristo.

Voltemos a composição da canção mencionada (HC 212) e notemos um de seus trechos: "Eu quero estar com Cristo, onde a luta se travar, no lance imprevisto na frente m'encontrar..." (coro), e ainda, "Dá-te pressa, não vaciles, hoje Deus te chama para vires pelejar ao lado do Senhor; entra na batalha onde mais o fogo inflama, e peleja contra o vil tentador!" (estrofe).

Nosso desejo neste artigo é lembrar da coerência que deve existir entre o que lemos na Bíblia, o que testemunhamos e o que fazemos diante das lutas que são travadas envolvendo o Reino de Deus. É lembrarmos de nossa utilidade nas mãos de Deus, despertando-nos para o fato de que nossa utilidade tem a ver com nossa disposição de lutar onde a necessidade é mais premente.

Lembremos de Neemias no palácio de Artaxerxes. Apesar de empregado, comida boa, protegido da chuva, do vento, do frio e do calor, cama boa para repousar, protegido de agressões gratuitas e de outras adversidades tão comuns e cruéis para os remanescentes em Jerusalém. "Como estás Neemias?"- Como poderia estar bem com o "meu povo sofrendo em minha pátria?"

Sim, bom seria deitar numa rede e lutar as guerras com controle remoto nas mãos, bom seria assistir do monte a luta travada no vale e declarar "a vitória é nossa pelo sangue de Jesus!" É muito bom estar numa igreja estabilizada, pequenos problemas, rápida solução, dinheiro farto, mantimentos sobrando, tudo do bom e do melhor.

Mas, e o meu povo? Aqueles que de boa-fé se achegaram à Cristo e se juntaram a nós esperando companhia, apoio, ajuda e um pouco de piedade, mas estão sofrendo nas mãos de homens gananciosos, arrogantes, prepotentes, orgulhosos, que amam mais os deleites do que a Deus? Quem lutará por e com aqueles neófitos que são presas fáceis de pregadores que anunciam a generosidade como cúmplice de seu projeto pessoal de ganhar dinheiro?

A lei da menor resistência, do menor esforço, atende aos anseios da nossa preguiça, acomodação e letargia, mas, não nos enche a alma daquela sensação boa de estar "realmente" sendo útil "ao Reino de Deus".

Sim, meus caros irmãos, talvez, pra nós, seria muito melhor pertencer a casta alta, ocupando-nos em cuidar de pessoas uma vez por semana no gabinete pastoral, evangelizando de púlpito ou através do grupo de evangelismo que segue seu próprio plano e suporta seu próprio custo, dando tempo integral e prioritário as intermináveis reuniões administrativas que muito pouco acrescenta a organização (ao contrário).

Mas, a Palavra clama que o exemplo a ser seguido é o de Cristo.

Sair dos palácios e "descer" para se tornar um igual, sentindo as mesmas dores, clamando desesperadamente por salvação e tentando sair do sufoco na terra arrasada. É entender que "ninguém nos salvará" se nós mesmos não nos dispusermos a pegar as armas espirituais e batalhar pela fé que uma vez "nos foi dada" (à nós. Eu e meus irmãos).

Que os dissimulados continuem no monte, assistindo a luta; Que os insensíveis se escondam nos palácios de olhos fechados para a penúria dos da sua família; Que os espertos estejam se esbaldando nos recursos abundantes alheios a dor da falta de mantimento dos remanescentes. Deus cuidará deles, mesmo que, na prática, eles não acreditem nem temam a Deus.

O cristão autêntico é aquele que observa o vale, e onde a batalha estiver mais difícil, ele se alia aos combatentes de Deus que teimam em lutar até que o mal seja plenamente derrotado pelo bem, onde mesmo sangrando, eles insistem em fazer brilhar a luz de Cristo e dissipar as trevas. É uma guerra louca, insana... Mas, vale a pena lutar.

Que nossa presença seja onde, realmente, podemos fazer a diferença em favor do Reino de Deus.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O Profeta e a Profecia. "Você Sabe Com Quem Está Falando?"

O cidadão está com o documento do veículo vencido e é parado numa blitz. O policial se aproxima e solicita os documentos de habilitação e do veículo. O cidadão entrega os documentos e aguarda. O policial examina e percebe que o documento está vencido. Como determina a lei, o policial lhe informa que o veículo será retido até que sua documentação seja regularizada. O cidadão, no alto de sua empáfia, saca "o que tem de melhor": "Você sabe com quem está falando?"

Esta história persiste como mancha numa sociedade que deseja se ver constituída de cidadãos iguais. Iguais em direitos e, principalmente, deveres.

Apesar da aparência inicial do texto, não desejo ponderar sobre atitudes de pessoas, em nossa sociedade secular, que por força de um cargo ou título, resolve que é mais "igual" do que os outros, exigindo privilégios que a legislação nacional não lhes concede. Como no exemplo exposto acima, viver na ilegalidade como se legal fosse.

A partir desse exemplo do cotidiano, lanço luz sobre nossos profetas modernos e suas profecias. Quanta exposição veemente, quantas "verdades" ditas "olho-no-olho", quantos constrangimentos, quantas horas de pressão e cobranças espirituais, enfim, quanta paulada nos conceitos, equívocos e pecados alheios.

Mas, à quem se dirigem os tais profetas quando se dizem influenciados por Deus? À todos ou a alguns?

Isto nos remete a questões expostas pela "luz": "Deus tem pecadores de estimação? Existem, no reino de Deus, graduados espirituais com "privilégios" diante do Altíssimo que lhes abonam os pecados sem o necessário arrependimento? A ganância, arrogância, soberba, orgulho e amor ao dinheiro é pecado? Deus faz vistas grossas para alguns?"

Cristo deixou claro as características de gente que, aparentemente, são defensores do evangelho, mas, na verdade, na verdade, são falsos (Mt. 7:16-23). O texto é amplo em sua aplicação e deve atingir a todos, indistintamente. Os frutos mencionados por Cristo é a face "visível" de um caráter. Dos capítulos 5 ao 7 do evangelho de Mateus, Ele seleciona uma série de atitudes que devem ser observados pelos seus seguidores, dando a entender que o inverso é a prática dos que não lhe seguem.

Pois, bem. Qual nosso problema? Generalizamos o pecado e somos específicos com o protesto. Aos símplices, os profetas modernos trombeteiam e ameaçam em nome de Deus, mas, e aos graduados, porquê os "profetas modernos" não "gritam", esbravejam e ameaçam "pelo Senhor dos Exércitos?" É a máxima da historinha contada acima: "Você sabe com quem está falando?" Quando pensam nos seus próprios privilégios financeiros, na ascensão ministerial e no acesso a púlpitos, "eles sabem com quem estão falando".

Mas, no reino de Deus o que vale não é "com quem você está falando", é sim, "em nome de quem você está falando". Como João Batista, o verdadeiro profeta prega contra os pecados do homem comum e dos governantes no palácio. Mesmo que lhe custe a cabeça, ele diz à todos: "Arrependei-vos e creiam no evangelho".

Se os profetas modernos falam e protestam em nome de Deus, não podem ter protegidos ou privilegiados. Ou expõem a verdade de maneira ampla, geral e irrestrita, ou devem se calar. Se insistirem, como tem sido habitual nos dias atuais, não devemos lhes dar ouvidos. Deixe-os gritarem até que suas vozes desapareçam, nem que seja pela rouquidão.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Um Bom Exemplo Vindo de São Paulo/SP.

‘Ano que vem pode ser o último carnaval público’, diz Doria
Segundo o prefeito, já existem interessados na compra do sambódromo do Anhembi.

O prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou nesta sexta-feira que pretende privatizar o sambódromo do Anhembi até o Carnaval de 2019. Ele disse que já existem interessados na compra do bem municipal, que todos os anos é palco do Carnaval de São Paulo.

Segundo Doria, a venda para a iniciativa privada ampliaria a captação de investimentos para o Anhembi, que além do sambódromo tem um grande espaço para receber eventos. “Ano que vem provavelmente será o último Carnaval público”, disse ele.
Cortes

A gestão Doria cortou neste ano os gastos com comida e bebida à vontade no camarote, como ocorria nos anos anteriores. Diferente das gestões anteriores, agora quem queria consumir tinha que pagar. De acordo com Doria, a prefeitura desembolsou 130.000 reais para custear o camarote neste ano – em 2016, a despesa foi de 2,7 milhões de reais, disse ele.

“O tempo da mordomia acabou”, afirmou o prefeito que ficou das 22h às 2h no camarote sem comer e beber nada. Conhecido por dormir pouco, Doria marcou agenda para este sábado às 9 horas no Grajaú, na Zona Sul de São Paulo.

Fonte: http://veja.abril.com.br/brasil

É disto que se trata, quando pensamos no gestor público. Deve ser idôneo e austero com o bem público. Não coloco minha mão no fogo pelo prefeito de São Paulo, Sr. João Dória, mas, reconhecemos quando uma atitude é a correta.

Há muito tempo que essa farra com dinheiro deveria ter acabado. Vejam a diferença. Em 2016, gasto de R$ 2.700.000,00 (...); Em 2017, R$ 130.000,00 (...). Quem quiser fazer festa que faça e pague com seu próprio dinheiro. No caso do carnaval, já basta o espaço público utilizado.

O exemplo do prefeito de São Paulo deve ser seguido por todos os gestores públicos. Sonhamos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Pastor Antonio Gilberto diz que ordenação de mulheres ao ministério pastoral é antibíblico: “Igreja vai prestar conta”

Confira abaixo, a íntegra da entrevista do pastor Antonio Gilberto ao pastor Paulo Pontes, do site Seara News:

O movimento neo-pentecostal tem levado as pessoas ao entendimento de que a moda agora é ser pentecostal. O que o senhor diz?

O ponto principal está na palavra neopentecostal, que é um desvio da doutrina. Se alguém é desse movimento não queira me querer mal, mas o movimento neo-pentecostal ou neopentecostalismo, é desvio da doutrina da Bíblia.

A Assembleia de Deus vem entrando nesse campo e aceitando porque nossos queridos pastores – (pastor que eu digo não é ter o título, é o homem conduzir o rebanho. Então o irmão venha entender que eu não estou falando do pastor porque tem o título e a carteira de pastor, mas o homem que Deus colocou à frente do rebanho segundo o Novo Testamento) – não ministra a doutrina. Ensinar, não tem tempo. Eu não estou querendo dizer que o pastor faça isso sozinho, é claro que não faz. Uma igreja quando tem dez membros, quinze membros, o pastor consegue fazer muita coisa, mas quando tem cem, quinhentos, mil, dez mil, é claro que Deus dá para ele uma equipe imensa. Agora eu pergunto: “Quem são esses homens e mulheres que estão ajudando o pastor?” Então, o movimento neo-pentecostal é um desvio da doutrina da Bíblia.

Uma coisa que ajuda na resposta: por que eles se desviaram? – Falta de ensino doutrinário na igreja. É só pular, cantar, falar em buscar o batismo, falar em línguas, etc. E a doutrina bíblica que é a doutrina que equilibra? Então oremos para que eles voltem.

Nós estamos entrando pelo mesmo caminho, porque o movimento neo-pentecostal, do dia para a noite, enche os templos. Mas encher de quantidade, não é encher de qualidade! Deus quer o templo cheio! Mas, como é que um templo se enche pela quantidade? Através da conversão! E como é que um templo se enche através da qualidade? Pelo discipulado! Mas vejamos, nós não temos tempo para ministrar discipulado. O rebanho cresce e muita gente pensa que discipulado é ter um grupo de pessoas que se reúnem certos dias, mas discipulado, aquele que Jesus disse “ide e fazei discípulos”, é algo maravilhoso. Então nós temos milhões e milhões de abandonados, crianças abandonadas nas igrejas (criança que digo, é no sentido espiritual). Fala-se tanto, a prefeitura, Vila Velha, o Brasil, “menor abandonado, menor abandonado”, e na igreja menor abandonado é uma coisa horrível (menor abandonado que eu digo, é na fé). Os irmãos se recordam daquele brado do salmista Davi quando disse “ninguém cuidou da minha alma”. Aquilo dói na alma da gente. Como é que Davi escapou? “Ninguém cuidou da minha alma”. Então, do lado de cá nossa culpa é ministrar a doutrina, porque é difícil, é difícil. A doutrina todo mundo sabe que não é fácil. Não existe uma só doutrina organizada, catalogada como de A a Z, mesmo a mais simples, desdobrada, ou seja, é preciso à pessoa com graça, unção e sabedoria, coligir, reunir, orar, jejuar e horas e horas a sós com Deus. Então o resultado está aí, o movimento neo-pentecostal ganhando tempo em nosso meio, e nós da Assembleia de Deus (a Assembleia que eu digo é a igreja ortodoxa) acabamos sofrendo com isso.

Então essa a minha resposta pode ajudar o irmão depois a passar um filtro, mas, neo-pentecostal (nome bonito: neo-pentecostal) movimento pentecostal novo, nada, desvio! Eu inclusive tenho dado aulas lá a pedido deles, pelo menos lá no Rio de Janeiro, ministrando estudos algumas vezes, mas é difícil devido o tempo. São pessoas conhecidas. Mas nós estamos absorvendo, ou seja, no passado, vinte, cinquenta anos atrás, eram eles que vinham a nós pedir ajuda, batistas que eram batizados, presbiterianos que recebiam o batismo, hoje somos nós que vamos beber lá. Deus tenha misericórdia de nós. Os irmãos não pensem que eu estou dizendo que a Assembleia de Deus é a única igreja certa, a Assembleia de Deus não é uma igreja, é uma denominação. Igreja que eu estou falando é a igreja do Novo Testamento, lá de 1 Co 12.

Renovação e Inovação são palavras parecidas, mas com significados diferentes dentro da visão pentecostal. Qual a correta definição dos termos, para esclarecimento da nova geração de obreiros, líderes e crentes em geral?

Eu confesso, não é correto dizer isso, “dentro da visão pentecostal”, eu sugiro que esse termo seja trocado. Não existe visão pentecostal, existe visão escriturística dentro da visão pentecostal. Irmão Gilberto, por quê? Porque a igreja do Deus vivo, a igreja dos primogênitos, é aquela de Atos capítulos de 1 a 28. Igreja do Senhor.

Por que chamam a gente de pentecostal? Devido o fato de Deus ter despertado a igreja lá pelo século XVIII e XIX, e começou aquele movimento entre os metodistas lá na Inglaterra, depois passou para a América, em 1850, 1870 e foi aumentando, em 1880 eles começaram a jejuar e sentir fome de mais poder e quando o século virou Jesus começou a batizar entre os metodistas. Era coisa nova, batizar, batizar, como é que vamos chamar? Chamaram primeiro de Movimento da Santidade (Holiness Movement) e etc. Até que em 1901 começou a formar um grupo e depois surgiram outros (Apóstolos da Fé). Mas isso é coisa local, em Atos dos Apóstolos é a Igreja como tal.

Prosseguindo, renovação e inovação são termos opostos. Renovação (renovação é claro, espiritual) é a pessoa ser libertada por Deus (Deus usa os instrumentos que Ele quer) e a pessoa buscar o cristianismo bíblico. E onde está esse cristianismo bíblico? No sentido público, de Atos 1 a 28. Graças a Deus pelo livro de Atos. E daí para frente lá se vai principalmente de Romanos até o livro de Judas. Então renovação é algo maravilhoso. Renovação é para quem envelheceu, caiu na rotina, o que é um perigo. Nossos irmãos batistas, presbiterianos, são uma benção de Deus, a gente os ama, mas o que aconteceu com eles, coitados? Rotina, eles caíram na rotina. Quem é que aguenta rotina? Feijão com arroz todo dia, arroz com feijão todo dia, rotina. Não, rotina não minha gente! Então, renovação, todo crente normal precisa viver uma vida renovada. Por que irmão Gilberto? Porque envelhece, espiritualmente falando. E como que acontece isso? O Espírito Santo tendo predominância. E inovação? A inovação, Deus nos guarde! Inovação são modismos descabidos, que surgem na pessoa, passam para a família, passam para a igreja. Por causa de que? Falta de conhecimento doutrinário ungido da parte de Deus. Porque a doutrina é viva, a doutrina tem poder vivo. Então a doutrina é a base fundamental da igreja. Naquela manhã que estivemos junto com os colegas lá no templo, eu li Atos 2.42, bem no princípio do livro de Atos: “e perseveravam na doutrina”. Muita gente pensa que doutrina é conversa fiada, quando o termo que está ali, o termo que o Espírito Santo usou (que às vezes é traduzido diferente) é conteúdo bíblico normativo, conteúdo bíblico normatizador. Pronto, eu estou de parabéns, é isso que eu preciso! Eu preciso, usando uma linguagem secular, de um estatuto, um regimento interno, usando uma linguagem figurada, como é uma empresa, um estado, um país, constituição. Então o que é doutrina? Doutrina é um ensino bíblico normatizador. Nem para a direita nem para a esquerda, sempre permaneciam perseverando na doutrina dos apóstolos. É uma pena que aquilo não continuou. Os irmãos se lembram de que a igreja de Corinto se desviou, inclusive deu problemas, problemas, problemas, e quando chega ao capítulo 15 o que Paulo diz? Muitos de vocês não são salvos. Está lá escrito, infelizmente muitos de vocês não são salvos. Mas não é novidade, porque o Senhor Jesus…, se lembra de João capítulo 2, quando Jesus disse: eu não confio em vocês, vocês estão crendo naquele milagre que aconteceu em Caná, mas não confio. O próprio Jesus não confiava neles, está escrito. E eram crentes. O próprio Jesus não confiava neles, é uma pena! Então, a doutrina é a chave. Agora, é claro, a doutrina não é feito um “b – a – bá”. Mas a doutrina é ungida, a doutrina é inspirada pelo Espírito Santo, tem poder.

Então, renovação, Deus envie sobre nós, busquemos a renovação. Agora inovação, Deus nos guarde. Sim, mas lá, do dia pra noite enche. Encher de quantidade não é encher de qualidade. Deus conta primeiro não é com quantidade. Quantidade é uma benção. Não sou contra! Quem é contra isso? Mas quantidade com qualidade!

Irmão Gilberto, como é que se enche uma igreja de quantidade correta? Conversão, conversão genuína. E como é que uma igreja enche de qualidade? Conversão com discipulado, ou seja, doutrina.

Um assunto polêmico, cujo debate já dura por décadas, é o ministério pastoral feminino. Hoje algumas Assembleias de Deus já reconhecem a ordenação de mulheres. Existe respaldo bíblico-doutrinário para isso?

Não, não e outra vez não! Não existe! Ordenação… Mulheres no Santo Ministério, tanto venham. Inclusive muitas vezes elas fazem o trabalho melhor do que os homens. Mas ordenar para o Santo Ministério, não tem base nas Escrituras. E como é que isso está acontecendo? É a igreja a culpada e a igreja vai prestar conta disso. A igreja que eu digo não é a igreja o prédio, os responsáveis vão prestar conta disso. Jesus nunca ordenou mulheres. O apóstolo Paulo que é um paradigma, não separou, nunca ordenou mulheres. Agora, mulheres trabalharem no Santo Ministério, tanto venham. Cantoras, professoras de escola dominical e etc. Mas irmão Gilberto, e diaconisa? Lá no livro de Romanos o apóstolo Paulo disse que aquela irmã era diaconisa na igreja de Cencréia. Onde está isso no original? Não existe! Sim, mas o comentário que eu li diz que era diaconisa. Conversa! No grego está na forma masculina, ou seja, Paulo deixou aquela mulher ali provisoriamente, ou então o trabalho era novinho e não tinha homem nenhum para exercer o diaconato, ele disse vem cá “fulana” (Febe), faz o trabalho aqui, a obra de Deus não pode parar por causa de problema humano. Está no masculino.

Uma vez um pastor presidente de uma grande e renomada convenção, nós estávamos juntos em Goiânia ministrando, e ele no hotel conversando comigo, disse: “estou agora na presidência, vou incentivar, irmão Gilberto, o diaconato das mulheres que está praticamente parado. O que o irmão diz?”

– Eu prefiro primeiro que o senhor que é o chefe, me dê alguma coisa.

Ele disse: “eu me baseio lá em Rm 16, Febe, aquela irmã que era um tesouro na igreja de Cencréia (inclusive quando os irmãos forem a Grécia visitem as ruínas de Cencréia. Eu fui lá visitar, só tem ruínas, e eu fiquei pensando onde é que ficaria aqui a casa dela, porque tudo indica que era uma mulher de muito dinheiro. Paulo disse: “ela me hospedou muitas vezes, e hospedou a muitos”), que era diaconisa, a Bíblia em português diz: que serve ao Senhor na igreja de Cencréia, outra versão que eu tenho diz que ela servia como diaconisa”. Eu me calei, e ele disse: “uma segunda passagem, irmão Gilberto, que eu tenho em mente é lá em Timóteo quando a Bíblia diz: e as mulheres…”
Eu disse: Pastor, a passagem de Romanos no original está no masculino, pode pegar qualquer manuscrito bíblico. Ou seja, ou o trabalho era novinho e não tinha homens habilitados, e o apóstolo Paulo um homem cheio do Espírito Santo, a obra de Deus não ia parar por causa de problema humano. Vem cá, Febe, exerce aqui enquanto não se prepara um homem, ou então não sei a razão, a Bíblia não explica, mas está no masculino.

“E lá em Timóteo?”

Pode pegar o termo original que a oração no grego pára, e quando diz as mulheres, são as esposas dos obreiros. Ele parou, e parou até hoje.

Voltando a pergunta, o que o irmão diz disso? É anti-bíblico. E o que fazer? Quem estiver fazendo vai prestar conta a Deus. Mas infelizmente não é só ordenação de mulheres, é muita coisa que a igreja decide por ela. Eu podia fazer menção aqui, não vou, não há necessidade. Para ninguém pensar que é só esse fato: São várias coisas que a igreja faz sem ter… Por exemplo, há igrejas que só separam (consagram) obreiros para o diaconato se forem casados, não estou criticando a igreja local, há igreja que só separa (consagra) casados, porque o escândalo está sendo grande de obreiros solteiros. Enfim, a igreja que tomou a decisão, não é a Bíblia.

Batismo em águas: tem igreja que a pessoa se entregou pra Jesus, foi perdoada ali mesmo, foi convertida, batiza na água. Tem igreja que diz: “Não, aqui pra ser batizado tem que fazer um cursinho”. Lá na minha igreja, por exemplo, tem um cursinho de três meses, onde está isso na Bíblia? Lugar nenhum. É a igreja que decide!

Realização de matrimônio, esse caso é mais um, só que este é grave.

Então, em resumo, não tem base na Escritura, nem no Antigo, nem no Novo Testamento. Deus quer a mulher no ministério, quanto mais, melhor, para muita tarefa. Mas ordenação para cuidar do rebanho Deus reservou para o homem. De modo que esse negócio está dando problema. E os que estão na Assembleia de Deus? Vão prestar conta a Deus! Vamos brigar com eles? Deixa pra lá, vão prestar conta a Deus! Esse é que é o problema, a Bíblia diz cada um de nós. Eu vou dar conta e os irmãos vão dar conta também. Se o Tribunal de Cristo fosse coletivo…, mas a Bíblia diz cada um. Então nós temos que pensar nisso.

Qual o posicionamento do pastor diante das mudanças dos crentes na conjuntura sociológica na pós-modernidade?

Em primeiro lugar, o que é pós-modernidade, no sentido bem popular? É o predomínio do humanismo, (não estou falando de humanitarismo, estou falando de humanismo). E o que é humanismo em filosofia? É o homem ser o centro e Deus jogado fora. É isso que o mundo, inclusive o Brasil vive. E como começou isso? Começou há décadas, logo depois da Segunda Guerra Mundial. Então não é o humanitarismo, porque este é uma coisa maravilhosa, eu estou falando de humanismo. E o que é humanismo, onde está na Bíblia? 2 Timóteo 3, está bem claro isso lá, como sinal da vinda de Cristo. O homem passa a ser o centro de tudo e Deus na periferia jogado fora. E pode ver, a sociedade chegou nesse ponto. Nem na igreja Católica, eles vão à missa só pra marcar ponto, nem sabem quem é o vigário, acabou. A igreja Católica hoje vive somente de forma.

Então qual o posicionamento do pastor diante das mudanças dos crentes na conjuntura sociológica na pós-modernidade? Pós-modernidade é um movimento filosófico de inspiração satânica que começou logo depois da Segunda Guerra Mundial, por volta do ano de 1947.

E qual é a filosofia? O homem é o centro de tudo. Pode-se ver, colégio, faculdade, fábrica e tudo. E Deus? Jogado fora, nem é mencionado.

E no passado? Não, no passado pelo menos em teoria, hoje nem em teoria. E o que é que diz a Bíblia lá nas epístolas? Moralmente o mundo irá de mal a pior. Tecnicamente não. Quem é que não sabe que tecnicamente o mundo está se tornando uma maravilha? São satélites, computadores, é uma benção. Mas moralmente, irmãos queridos, não vai mudar, vai piorar. Mas essa nova geração, e escola, e programas do governo, as associações? Não dá em nada, a Bíblia diz, irá de mal a pior. Em que sentido? Moralmente. Graças a Deus que a igreja está na terra pregando o Evangelho, só que a igreja tem que tomar cuidado pra se manter renovada, e isso custa um preço porque o humanismo, ou seja, o pós-modernismo tomou conta da sociedade e principalmente da juventude. Deus tenha misericórdia da juventude! O irmão Edenin Pontes Neto tem 22 anos, essa idade é difícil. Então um jovem como o irmão, na igreja, devemos levantar as mãos não sei quantas vezes para o céu e louvar a Deus.

Quando eu estive na Escandinávia, pouco tempo em viagem de pesquisa, mas ninguém sabia, os irmãos sabem que foi a Escandinávia que evangelizou a América do Sul, muita gente pensa que foi só o Brasil, na época eles mandaram missionários também para a Argentina, Peru, Chile, Colômbia, nós somos brasileiros destacamos o Brasil. Os irmãos sabem disso, que vieram da Escandinávia, da Suécia, da Finlândia, da Noruega. E vejam, claro que eu estou repartindo isso porque os irmãos são obreiros, se fossem novos convertidos eu não compartilharia isso. Na nossa despedida lá, o pastor da Igreja Filadélfia, pastor Scott, nome bem difícil dele, um pastor ainda bem jovem, disse:

– “irmão Antônio Gilberto, eu gostaria de saber como será sua volta”.

Eu disse: “eu tenho que pegar um vôo às 16 horas para Berlim e preciso estar liberado, enfim, até a hora do almoço”.

Ele disse: “Olha, eu vou convocar hoje à noite, domingo, o ministério pra uma despedida, com um café, uma palavra da parte do irmão”.

Eu falo um pouquinho de sueco, era pra falar melhor, mas a gente perde o controle. O sueco é muito parecido com o inglês, o finlandês é mais parecido ainda. Bom, veja só o que aconteceu: no momento certo eu estava numa sala muito bonita, aproximadamente uns 60 homens e mulheres, diáconos, etc. Eu compartilhei um texto bíblico, ele apresentou os obreiros que eram obreiros-chave, logo em seguida ele disse:

– “Meus irmãos, o irmão Gilberto ele precisa se organizar para viajar, agradeço os irmãos por terem vindo, tiramos foto, agora eu dispenso os irmãos, por favor, deixem o recinto calmamente”.
Ele chegou pra mim e disse:

– “Irmão Gilberto, eu preciso, eu e minha esposa que está aqui, ficar alguns minutos com o irmão antes do irmão ir para o hotel”.

Então os obreiros se despediram, nos abraçamos ali, tiramos fotos e foram embora. Logo que saíram, ele disse:

– “Vamos para o meu gabinete”.

E quando chegamos lá no gabinete ele disse:

– “Olha irmão Gilberto, fomos nós”. Ele disse isso com os olhos lacrimejando e com a voz embargada.

– “Irmão Gilberto, o irmão bem sabe que fomos nós que no século passado, a Escandinávia, principalmente a Suécia, que Deus abalou o país, batizou com o Espírito Santo levantou aquela igreja poderosa e uma das primeiras coisas foi mandar missionários, e missionários para o Brasil, Daniel Berg e Gunnar Vingren e dezenas de outros”.

Deus os abençoou que levantaram aquela obra no Brasil e depois vieram os missionários americanos, enfim. Aquilo me doeu. De fato nós estamos pecando.

Ele disse isso comovido:

– “A gente nota irmão Antônio Gilberto, ida e volta de obreiros do Brasil pra América, para o Canadá e nós aqui abandonados”. Então com lágrimas nos olhos ele disse: “Venham nos socorrer!”
Aquilo me doeu, eu não agüentei e chorei também. “Venham nos socorrer!” Mas, meu irmão em que sentido?

Ele disse: “Jejuem por nós, jejuem por nós, morram por nós num certo sentido”.

Está difícil a situação na Escandinávia. Agora o pós-modernismo está uma maravilha lá, entre aspas. Então, irmãos, significa que Jesus está voltando. Isso serve para gente botar as barbas de molho.

Há uma afirmação de que a igreja evangélica brasileira está cansada, o que ocasiona mudanças de paradigmas em relação aos modelos tradicionais, e leva muitos crentes ao abandono do convívio fraterno, substituindo-o por um modelo de vida cristã alternativa. Como o senhor avalia essa situação?

Falta de um avivamento espiritual de acordo com o livro de Atos. Vamos buscar um avivamento de acordo com John Edward? Não! Vamos buscar um avivamento de acordo com “Fulano de tal”? Não! Um avivamento segundo o Livro de Atos do Apóstolos!. Aonde? Capítulo 2, 8, 13 e 19, o livro de Atos. E aquele avivamento de John Edward? Aquilo foi para aquele tempo. Não vamos copiar modelo dos outros. Então a resposta aqui é uma só: um avivamento! Agora, um avivamento com base na doutrina, se não ele pode descambar para a direita. Os irmãos já notaram que sempre que a Bíblia previne sobre desvio, e não tem nenhum texto contrário, sempre que a Bíblia alerta sobre desvio, cuidado com o desvio para a direita e depois para a esquerda?

A Bíblia nunca diz primeiro para a esquerda. Nós fizemos um levantamento criterioso disso à luz do texto original e só tem 11 vezes na Bíblia. Só tem 11 vezes Deus dizendo: cuidado com o desvio para direita e depois para esquerda. Deus nunca diz primeiro esquerda. Não!

E o que é desvio para direita? Desvio para o lado certo, ou seja, exagero, fanatismo, torcer a verdade bíblica, pegar as escrituras e adulterar. Isso arrasa a igreja. Nós estamos tendo essa dificuldade. Essa igreja que eu fui ministrar lá no RJ, neo-pentecostalista, meu Deus! Desvio total. Eu estava ministrando, já do meio para o fim do estudo bíblico, quando um homem se levantou no auditório, começou a pular e profetizar. O pastor que me convidou disse: “irmão Gilberto, me dê licença”. Pegou o microfone e disse: “irmãos diáconos vão lá e mandem esse homem parar!” Os diáconos correram lá e o homem se revoltou, inclusive pegou uma cadeira, levantou e pulou com a cadeira. Aí uma irmã se levantou e disse: “é o espírito, é o espírito!” O pastor disse: “Mas não é o Espírito do Senhor!”.

Olha, levaram uns 5 minutos para ele acalmar. Arrancaram o homem e o levaram de quatro pés lá para o lado de fora. Avivamento… Levaram o homem de quatro pés, seguram nas duas mãos e nos dois pés. E a irmã? Disse o pastor: “Diaconisas venham depressa!”

As irmãs vieram, seguraram a saia dela, saia muito curtinha, e a levaram de quatro pés lá para não sei aonde.

Avivamento… Devido o que? Desvio para direita. O desvio para direita é pior que desvio para esquerda.

O que é desvio para esquerda? Desvio para pecar. Esquerda é o lado do erro. Deus nunca diz: Cuidado com o desvio para esquerda e depois direita. A Bíblia sempre diz… Se lembram de Josué? Josué, não te desvie nem para direita nem para esquerda. Então nós temos que ter cuidado com isso, avivamento é uma benção de Deus, mas um avivamento bíblico, se não pode desviar para direita.

O senhor afirmou, durante o seminário, que a família está fragilizada. Qual a conseqüência disso para a igreja e como revitalizar a família?

Os irmãos sabem o que é fragilizada? É uma coisa que se quebra com facilidade. Se não for dado um jeito nisso, ele se fragmenta. A família dentro da igreja – fora da igreja, Deus tenha misericórdia – está fragilizada. E qual é o passo seguinte se não houver uma providência Divina? Fragmentar a família. Sabe o que é fragmentar? Virar pedaços. E o qual é o terceiro passo? Ruína. Onde está isso na Bíblia? Lucas 17, quando Jesus alertou. E onde está mais sobre isso? 2 Timóteo 3, está bem claro isso. Lá no final diz: “proibindo o casamento”. Então a igreja vive este tempo, ou seja, em suma, busquemos a renovação, busquemos o avivamento.

Agora, doutrina é a chave: “permaneciam na doutrina dos apóstolos”. Então, os irmãos sabem que isso dói, porque a família é sagrada. Meu Deus, a família é a chave de tudo. De onde vem o governo? De onde vem o município? De onde vem o operário da fábrica? De onde vem o membro da igreja? De algo maravilhoso chamado família. E quais são os dois esteios da família? O marido e a mulher, a mulher e o marido, são os esteios.

O que o senhor diz da igreja brasileira em face da atual política governamental?

Voltar ao Livro de Atos dos Apóstolos! Como assim? O livro de Atos está repleto de políticos, mas fora da igreja. Nada de mandar na igreja. Lá está o nome de Cláudio, lá está o nome de Festo, lá está o nome de Herodes, o nome de Agripa. Todos eles eram grandes políticos, mas nada de se meter na igreja, ou seja, não deve haver intervenção, intromissão com político e político na igreja pra mandar. O livro de Atos está repleto de políticos, só que no seu lugar e a igreja no lugar dela. Hoje em muitos lugares estamos vendo a mistura. O livro de Atos é o nosso modelo. Lá está Cláudio, César, está Festo… Inclusive o caso de Festo! Por falar nisso, irmãos, é uma coisa terrível, porque ele veio com Berenice, quando veio para comparecer diante de Paulo. Ele veio com sua esposa Berenice. Os irmãos sabiam que Berenice era irmã carnal dele? Vejam como estava o mundo romano! Berenice era irmã carnal e ele vivia com ela e ela com ele como marido e mulher. É pavoroso! A Bíblia não diz isso porque a Bíblia não tem nada haver. Mas quando o irmão pesquisa nos anais, como eu pesquisei em Roma… Irmãos carnais, ele largou a mulher com quem ele tinha casado e se juntou com a própria irmã e apareceu perante Paulo. Terrível, terrível!

Voltando a pergunta… Políticos na igreja? Bem dito seja Deus. Nos cultos, como membro da igreja, tudo bem, agora se imiscuir, não, não, não!

Para ilustrar isso aqui, eu cheguei a mencionar que eu tive um convite, muito honroso de ministrar para os executivos da grande empresa de cimento, a Votorantim. Os irmãos sabem que a Votorantim é uma potência, aqui no Espírito Santo deve ter sucursal, escritório. A Votorantim é magnata, imaginem o privilégio! Eles mandaram um ofício para a Convenção Geral e caiu nas mãos do Pr. José Wellington, nosso presidente, para ele designar alguém para ministrar numa palestra religiosa de 50 minutos, na reunião nacional dos executivos, numa cidade do Rio de Janeiro chamada Friburgo, onde fica uma das grandes fábricas deles. O irmão Wellington ligou pra mim, eu disse: “irmão Wellington por que o senhor não vai?” Ele disse: “Eu não vou nada. Gilberto, você aceita?” Eu disse: Só se eu receber pormenores e o senhor orar por mim. Ele disse: “A gente ora!” Concluindo, eu aceitei e então o secretário da empresa entrou em contato comigo e disse: “A primeira coisa que pedimos, por obsequio, é o senhor enviar o seu currículo, é norma”. Está bem, eu não gosto de mandar para ninguém, mas eu envio. Eu enviei meu currículo. Ele disse: “Segunda coisa, desde agora o senhor está com motorista e carro a sua disposição, é seu. Se o senhor quiser vir de helicóptero, nós temos, pegamos o senhor, levamos em casa. Mas se o senhor quiser vir de avião, daqueles jatos de dois motores, aqui tem aeroporto, tem tudo. O senhor pode trazer sua família. E outra coisa, o senhor quer hotel de cinco, quatro ou três estrelas?” Eu disse que não faço questão de estrelas, contanto que seja bonzinho. Resultado: fomos lá para a reunião e quando completaram os 50 minutos, o mestre de cerimônia (o MC), me chamou a parte e disse: “O auditório está pedindo se o senhor pode prorrogar meia hora mais?” Eu fiquei surpreso. Ele disse: “O auditório está pedindo se o senhor pode prorrogar a palestra por mais meia hora?” Eu disse: Poder, eu posso. Mas eles não vão se cansar? Ele disse: “São eles que estão pedindo! Segundo, o auditório, os executivos estão perguntando se é o possível o senhor responder perguntas?” Eu disse que perguntas já é fórum, e o convite que eu tenho aqui é uma mensagem religiosa. Ele disse: “Está certo, deixe comigo que eu dou a resposta para eles”. Eu digo então, perguntas já é um fórum, eu não me nego se eu souber, mas misturar… Ele disse: “Está certo, o senhor é pastor, deixe comigo”.

Voltando… A que ponto quero chegar? Quando terminou tudo, foi servido um coquetel. O executivo chefe me chamou num canto e disse: “Isso aqui não é um pagamento, ao contrário, isso aqui é um honorário”. Foi uma benção de Deus, Yolanda pulou de alegria. Porque foi um bom dinheiro e eu estava com alguns problemas de aperto financeiro, inclusive um seminário que eu precisava participar na Alemanha e a coisa estava feia, porque a moeda de lá é o Euro e o Euro não é fácil, dói na gente, pois a gente pega um tanto de Real e quando cambia fica pouquinho… Eu agradeci. Aí ele já veio para o lado de fora, com a cúpula dos executivos e disse: “Senhores executivos, setor do Maranhão, setor gaúcho, etc. Senhores executivos, ouçam bem o que nós vamos dizer agora. O reverendo já está saindo, indo embora. Os senhores se lembram de que até agora quem fazia esse trabalho era padre. Todo ano vinha um monsenhor ou um bispo, só, reverendo, que eles só falavam aqui de política. Só vinham falar de política e filosofia. Chega! Política nós temos, filosofia nós temos. Aqui está o doutor ‘Fulano’ que é catedrático de ‘não sei do que’. Reverendo, não dá! Então nós resolvemos mudar agora e chamar um pastor”. Eu digo, como é que estão as coisas na face da terra? Incrédulo mudando. Eu digo, gente isso é uma lição para nós. A gente às vezes não quer mudar nada quando é hora de mudar. Ele disse: “Resolvemos mudar, porque todo ano é um bispo, um arcebispo, um monsenhor. Só reverendo, que ultimamente eles só vinham falando de Planalto, Brasília, ONU, política, etc. E nós queremos é alguma coisa para nossa alma!” Eu lá dentro de mim eu dei um glória a Jesus e ainda falei algumas línguas em segredo, eles viram os lábios se mexendo, mas eu segurando as línguas ali no espírito. E de fato, este ano o convite foi feito para a igreja presbiteriana e quem foi lá este ano foi o reverendo Estevão. Mas vejam como que está o mundo, o mundo pedindo socorro à igreja. Agora eu pergunto, nós temos o pão pra dar? Graças a Deus!

Que mensagem o senhor deixa para os crentes capixabas, diante da crise de identidade vivida nos últimos dias?

A última mensagem que deixo é que nós precisamos realizar retiros espirituais, realizar reuniões da porta para dentro das igrejas, só para o rebanho do Senhor, para essa finalidade de oração, de estudo da Palavra, de concentração com o fim de buscar de batismo com o Espírito Santo. Mas batismo genuíno! Pois muita gente não busca porque acha que não precisa, quando o batismo com o Espírito Santo, os irmãos sabem, que é uma dádiva tão preciosa que Jesus disse para ficar lá até receber. Mas também quem é batizado, renovar-se, renovar-se, renovar-se! É a nossa mensagem. É a mensagem de Atos. Renovação, renovação espiritual. E concluindo, eu deixaria também para o programa, em Romanos 15.29, onde Paulo disse: “eu vou a vocês, até Roma, só que eu vou pregar o evangelho completo”. Ou seja, que Jesus salva, que Jesus cura, que Jesus batiza, que Jesus renova, que Jesus vem outra vez. Ele disse, “eu vou a Roma sim, só eu vou levar o evangelho pleno”.

Que Deus nos conceda viver o evangelho pleno. Em Romanos 15.29 ele disse: “Eu vou a Roma levando o evangelho pleno”. O evangelho que não é pleno, ele é uma benção, ele abençoa. Mas o evangelho pleno, ele é maravilhoso.

Quem é o pastor Antônio Gilberto?

Eu sou membro da Igreja Assembleia de Deus no Brasil (em Cordovil/RJ). Pela graça de Deus, salvo por Jesus. Ele por sua graça, além de me salvar, me trouxe para o Santo Ministério e nele tem me usado. Mas toda honra, glória, louvor e mérito é dEle e só dEle. E por sua graça Ele também me deu uma esposa (Irmã Yolanda) paciente, compreensiva, que coloca o ombro debaixo da carga e geme sozinha. Eu chego muitas vezes, às vezes a noite eu venho de certos compromissos, lá está ela sentada ou ajoelhada ou em pé orando, orando, orando. Portanto 75, 80, 85 por cento do que eu faço para Deus, eu devo a Deus através dela. Mas eu sou um servo, os irmãos sabem que duas maravilhas na vida do crente, duas grandes maravilhas, é que o crente primeiramente é filho. Filho de Deus só tem um tipo, ou a pessoa é ou não é. Não existe neto, Deus não tem neto. Deus só tem filhos. E em segundo lugar, servo. Filho de Deus só existe um tipo. Mas tem muito tipo de servo, inclusive tem o servo mal e lá no livro de Isaías 42 tem servo cego. Meu Deus! Está lá escrito. Então Deus tem tido misericórdia e nos tem feito filho e servo.

Algumas outras coisas que são seculares, que qualquer pessoa tem. Algumas faculdades. Alguns idiomas. Mas isso é coisa normal que todo mundo pode fazer. Mas a grande maravilha é que eu sou filho, como os irmãos também são filhos. Não são netos, nem afilhados, filhos de Deus! E a maravilha? Ser servo!

Eu agradeço esse privilégio da entrevista e lhe peço o obsequio do irmão editar e, por favor, coloque isso em cinco minutos. (rs) – “As perguntas são muito bem feitas, muito abrangentes. Cada pergunta dessas merecia uma entrevista à parte”. Pr. Antônio Gilberto


Por Pr. Paulo Pontes / Seara News (gospelmais.com.br).