terça-feira, 23 de julho de 2013

Jesus, o Modelo Ideal de Humildade


“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fil. 2:5-11).

O Senhor Jesus escolheu, dentre muitos, doze homens para participarem de seu curso intensivo. O objetivo era prepará-los como herdeiros da missão de propagar as boas novas que indicam aos demais homens o caminho a ser trilhado para salvação.

Neste curso intensivo, Jesus jamais perdeu oportunidade de mostrar-lhes o significado da mensagem que seriam detentores, e qual deveria ser o “espírito” de quem participa desta empreitada. Várias vezes (Jo. 13:14; Jo. 19:11; Mt. 28:18; Lc. 19:5; Lc. 22:42) Jesus demonstrou-lhes a capacidade essencial que todos os seus discípulos deveriam possuir, sob pena de tornarem-se inaptos para o labor no Reino de Deus: a humildade.

*       A HUMILDADE

A fim de compreendermos os vários aspectos que envolvem a humildade e encontrar o significado de “ser humilde”, reproduzimos alguns textos bíblicos que nos ajudarão nesta jornada.

   1.     A humildade como “consciência de possuir qualidade inferior em relação a outro”.

Pelo poder que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu corpo glorioso” (Fp. 3:21).

Se de fato vocês se exaltam acima de mim e usam contra mim a minha humilhação” (Jó 19:5).

Não temos a pretensão de nos igualar ou de nos comparar com alguns que se recomendam a si mesmos. Quando eles se medem e se comparam consigo mesmos, agem sem entendimento” (2 Co. 10:12).

Conscientes de seus limites, uma pessoa humilde não se vê com a mesma capacidade que o outro. Não estamos nos referinho a baixa estima perniciosa que imobiliza e reduz o ser a alguém incapaz de realizar coisa alguma. Referimos-nos a saber fazer, mas, considerar que o outro tem a mesma capacidade de realizar do mesmo jeito ou melhor. E é isto que, a nosso ver, a Palavra de Deus nos conclama quando diz: “...cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Fp. 2:3b).

   2.     A humildade como “vontade de servir pelo prazer de servir”.

Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram” (At. 20:19);

Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade...” (Fp. 2:3a).

Invariavelmente o que ouvimos são as costumeiras justificativas de que o outro não precisa ser ajudado, de que servir ao próximo é para os “bobos”, para os beatos ou beatas da vida. As exceções de praxe. Para o servo de Deus, sua chamada implica em desenvolver o sentimento de servir ao outro, independente de suas potencialidades e do que ele pode lhe oferecer em troca. É ser movido pela alegria, pela paz e pelo prazer que apenas os que servem podem experimentar. Óbvio que não se trata de ser explorado por preguiçosos ou homens enganosos que só pensam em tirar dos seus irmãos aquilo que lhes dê alguma vantagem. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão” (Cl. 2:18).

   3.     A humildade como “resultado de situações que causa algum constrangimento”.

Sofrerá ferimentos e vergonha, e a sua humilhação jamais se apagará” (Pv. 6:33).

Sofro humilhação o tempo todo, e o meu rosto está coberto de vergonha” (Sl. 44:15).

Em alguns casos, a humilhação se reporta a situações que causam dor, incômodo ou constrangimento as pessoas. Doenças, limitações físicas, necessidades financeiras, condições insalubres de moradia, profissões menos valorizadas, desonras, repreensões, etc., Alguns, até, passam determinadas situações vexatórias exatamente para minimizarem seu orgulho e reconhecerem suas limitações e impotência (Nabucodonosor - Dn. 4:33).

   4.     A humildade como “relação de dependência a alguém”.

Mas deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre; e eles confiarão no nome do Senhor” (Sf. 3:12).

Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido” (1 Pe. 5:6; Tg. 4:10).

Quando se trata da relação com o Senhor, o que se espera é uma relação de dependência, pois, não havendo segurança nem conhecimento humano sobre o dia de amanhã, a melhor alternativa é viver dependendo da vontade de Deus. A humildade nos leva ao reconhecimento de um poder superior sobre todas as coisas e a identificação do depender d’Ele como a melhor alternativa para se viver (Tg. 4:13-15). “Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Basta a cada dia o seu mal” (Mt. 6:34). “O orgulhoso se presume capaz de suportar qualquer coisa, ignora o outro, e sofre por não escolher o melhor caminho, seguindo por qualquer caminho. O humilde reconhece que não pode tudo, ouve conselhos e vence por saber escolher a melhor alternativa”.

   5.     A humildade como “obediência voluntária”.

Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (1 Pe. 5:5).

Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o Senhor; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra” (Is. 66:2).

Submissão é a palavra que melhor expressa humildade. Apesar do ego humano; apesar de cargos ou funções de liderança que, muitas vezes, se ocupa; apesar dos elogios que engabela o incauto pela vaidade; apesar dos recursos financeiros que, outras tantas vezes, dá a sensação de poder, o ser humano para se tornar um bom ser humano, precisa submeter-se ao que é certo, ao que é direito, ao que é justo. Precisa, antes de tudo, submeter-se ao Senhor.

No Reino de Deus, a submissão é o ato que diferencia um servo daquele que se serve. O que serve se submete, tornando-se um exemplo de fé, de serviço e de comunhão com Deus. São esses tais que não resistem ao chamado divino e se tornam intrumentos nas mãos do Senhor para manifestação e expansão do seu Reino na terra. Isto só é possível através de uma “obediência voluntária”. “A submissão é a manifestação máxima da humildade.

*       JESUS E SEU EXEMPLO

Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta” (Zc. 9:9; Jo. 12:12-15).

Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros” (Jo. 13:14).

E retirou-se outra vez para orar: "Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade" (Mt. 26:42).

Cristo, embora sendo Deus, não se apegou a forma de Deus, antes, se humilhou assumindo a forma de homem para, através de seu exemplo, transformar a raça humana. A recomendação bíblica é “sermos iguais a Cristo”. É um esforço enorme, mas, como Cristo, havendo vontade, submissão, determinação e ousadia, é possível o servo de Deus alcançar uma existência de humilde serviço. Aliás, no transcurso da história humana, não foram os orgulhosos, vaidosos e prepotentes que mudaram o mundo, foram os humildes. Homens e mulheres que, apesar de suas impossibilidades, permitiram uma fagulha de Deus em seus corações, que os levaram a tornarem-se protagonistas na transformação de males em bem para a raça humana.

CONCLUINDO

Humilde é ser submisso, manso, imperfeito e impotente, é assumir o “não-ser” para “ser” agente de transformação nas mãos de Deus. Reduzindo à uma expressão mínima o significado de humildade, ela é uma "SUBMISSÃO VOLUNTÁRIA”, pois, engloba todos os aspectos indicados pela Palavra de Deus como inerentes a uma pessoa humilde.

Em Cristo aprendemos que “humildade é a capacidade que alguém tem de, mesmo sendo superior, se equivaler ao inferior e ainda serví-lo”.

Portanto,

Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 Jo. 2:6).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Comportamento dos Salvos em Cristo


A abordagem em nossas Escolas Bíblicas, durante este terceiro trimestre, está relacionado ao tema "A Humildade de Cristo Como Exemplo Para a Igreja", baseado num estudo sobre a carta do apóstolo Paulo aos crentes em Filipos (cidade localizada no leste da antiga Macedônia, considerada porta de entrada da Europa, para os visitantes que viessem da Ásia).

Neste terceiro domingo do trimestre, nossas mentes e corações devem estar voltados para uma análise de Filipenses, mais precisamente para os versículos 27-30, do capítulo primeiro, e 1-4 do capítulo segundo, cujo sub-tema é "O Comportamento dos Salvos em Cristo".

A idéia é analisar a recomendação que o apóstolo faz aos cristãos, em relação ao comportamento que se espera daqueles que decidiram seguir a Cristo. Logo, estamos tratando de ética cristã.

Vale ressaltar que ética cristã é o "dever ser" do crente, ou seja, são as regras que devem nortear a conduta daqueles que se dizem seguidores de Cristo, gerando, a partir daí, características que o identificam com Cristo, seu Mestre e Senhor. Logicamente que falamos de um "mundo cristão ideal". Como todo "mundo ideal" beira a utopia, do ponto de vista bíblico, o que Deus espera de cada um de nós é a busca, o empenho constante e determinado por alcançar este padrão ideal (Mt. 5:48; Ef. 4:13).

É por esta razão que, em nossas EBD's, estudamos, aprendemos, ensinamos e nos determinamos a manter uma rotina de estudos incansáveis sobre o padrão divino para nossas vidas. Entendemos ser esta a nossa meta e missão: "fazer discípulos de Cristo" (Mt. 28:19-20).

Numa rápida análise, em razão do espaço e tempo, os textos em evidência nos indicam alguns caminhos que devemos observar. Aos textos...

Fil. 1 - "27. Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. 28. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus. 29. Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, 30. Tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim".

1. Portar dignamente - está relacionado ao padrão estabelecido pelo meio em que se está inserido. Ex.: Se vivemos em meio a uma anarquia, um comportamento desordeiro é "digno" ao padrão. Por esta razão, acredito, o apóstolo Paulo enfatiza que a referência para o cristão é o evangelho. O comportamento deve ser aquele que honre a excelência do evangelho. Quem conduz as boas novas de Cristo deve viver de tal forma que "não macule ou agrida" a beleza do evangelho com um mau ou indigno comportamento perante os seus, a igreja e a sociedade secular.

2. ...dos que resistem - Haverão aqueles que não aceitarão a sã doutrina (2 Tm. 4:13). Eles resistirão as orientações bíblicas, encontrando em suas próprias mentes apóstatas, falsas justificativas que, na verdade, atestarão que estão afastados da Palavra de Deus e do Deus da Palavra. Estão perdidos! A recomendação divina é para não nos assustarmos, ou temermos, ou escandalizarmos com os tais (veja Judas 1 e Jo. 14:1,17), pois, sua atitude de resistência a ética cristã, é o contraponto do comportamento daqueles que, em Cristo, estão salvos.

3. ...tendo os mesmo combate que em mim tendes visto - O líder como referência da referência (1 Co. 11:1). Quando alguém discursa e seu comportamento não condiz com o que ele diz, é hipócrita e nele não está a verdade de Deus (Lc. 6:42; At. 23:3). Tempos difíceis, este, o nosso, onde o comportamento exigido à todos os cristãos, não é exigido, primeiro, à quem ensina. Como Paulo, é dever de quem ministra o evangelho, que se comporte de acordo, defendo, desta forma, a autenticidade da mensagem da cruz. Sem generalizações, vivemos apenas o "ufanismo" do evangelho e esquecemos a renúncia, a cruz e o seguir imitando a Cristo (Lc. 9:23).

Fil. 2 - "1. Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, 2. Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. 3. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. 4. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros".

4. Sentimentos vislumbrados no íntimo de quem segue a Cristo:
Trazendo o capítulo 2 para estudo, nos voltamos para o aspecto interior da vida cristã. São aqueles sentimentos que devem ser experimentados e os ideais a serem alcançados por uma vida que se dedica a preservar a vontade de Deus como delineador de suas atitudes.

  • Conforto em Cristo - Quando nos empenhamos em seguir os conselhos divinos, nossa alma desfrutará da sensação de bem-estar produzida pelo Espírito Santo (rm. 14:17);
  • Consolação em amor - O amor de Deus exercerá papel preponderante no alívio de nossas tensões, nossos medos e nossas dores;
  • Comunhão no Espírito - o cristão, quando dedicado na observância dos princípios divinos gestores do seu comportamento, permitirá que a Trindade Santa lhe faça morada, desenvolvendo um relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, característico de quem possui intimidade com Deus (Jo. 14:23);
  • Afetos e compaixões profundas - A comunhão desenvolvida por cristão sincero não se restringe ao seu relacionamento com o Senhor, mas, principalmente, com o próximo (1 Jo. 4:20.21). Paulo enfatiza uma comunhão que se desenvolve numa amizade profunda, que percebe o outro, seus anseios, suas dores, e busca uma forma de compadecer-se dele.
5. O ápice a ser buscado:
Um portar digno do evangelho, nos levará em direção aos sentimentos que envolvem a igreja universal de Cristo, a noiva do cordeiro. Uma igreja identificada pelo amor, pelo ânimo e pelos sentimentos que os unem e motivam a serem a manifestação do Reino de Deus na terra.
  • O mesmo amor - Aquele sentimento que houve [e há] em Cristo Jesus. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição. Este é o sentimento inerente a todos os integrantes do corpo de Cristo.
  • O mesmo ânimo - A disposição que todos vivenciam, quando na busca em satisfazer os desejos do Espírito Santo;
  • Sentindo a mesma coisa - Quando um se alegra, todos se alegram; quando um chora, todos choram (Rm. 12:15); Isto faz deixar de lado a inveja e traz a compaixão, a misericórdia e a empatia que devemos possuir uns para com os outros.

6. A humildade é o estímulo legítimo que nos move na obra de Deus, ao contrário da vanglória e da contenda - Ao cristão cabe reconhecer suas limitações, suas imperfeições, suas incapacidades, desenvolvendo um ambiente em que ninguém é melhor ou pior do que ninguém, e todos, igualmente, podem ser usados por Deus para qualquer tarefa ou fim. É horrível, no Reino de Deus, quando alguém, não sendo nada, não podendo nada, se acha alguma coisa ou capaz. Na obra de Deus, somos apenas varas ((Jo. 15:5). Um planta, outro rega, mas, apenas Deus é quem dá o crescimento (1 Co. 3:6,7). "Diante da honra, vai a humildade" (Pv. 18:12).

7. O sentimento que nos rege deve ser altruísta, sem deixar de lado a preservação de si mesmo - Um dos mandamentos que o Senhor nos impõe é "amar ao próximo como a si mesmo" (Mc. 12:33). O cristão deve cultivar o desejo de oferecer seus préstimos ao outro, sem qualquer interesse por algum tipo de compensação. Mesmo tendo o zelo por sua própria vida (Mc. 8:36), seu alvo é uma vida que preserva seus direitos, sem agredir o direito do outro. Ele está atento aos seus direitos, como cidadão da terra e dos céus, mas, não perde de vista que seu irmão possui direitos iguais aos seus. Sendo assim, por amor a Deus e ao próximo, respeita.

Concluindo.

Estes são alguns aspectos que envolvem a ética cristã. A partir de sua análise, fica claro as implicações que envolvem um "comportamento digno" de quem ouviu o chamado divino e resolveu, espontaneamente, aderir ao projeto de salvação em Cristo. É, a partir desta importante decisão, que um comportamento regido pela Palavra de Deus, servirá de exemplo para uma geração incrédula e afastada do plano divino.

Aquele que está em Cristo perceberá sua vida exalando o bom cheiro característico daqueles que, sinceramente, praticam o evangelho (2 Co 2:15) e refletirá o brilho da luz de Deus, indicando aos perdidos o caminho mais excelente para seguir (Jo. 9:5; Jo. 14:6; Mt. 5:14; Sl. 119:105).

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A Maior Questão na Pós-modernidade Para o Obreiro Cristão: Seguir a Visão de Deus ou dos Homens?



Quando alcançados pela salvação em Cristo, somos contemplados por Deus com suas bênçãos espirituais e vivemos apenas no desfrute da paz e da esperança de dias melhores aqui e na eternidade (Mc. 10:30). No entanto, além das garantias espirituais que recebemos, também somos convocados a cumprir o ide imperativo de Cristo (Mc. 16:15): “levar a mensagem do evangelho à todos, possibilitando que desfrutem das mesmas bênçãos que desfrutamos”.

Para este fim, Deus nos apresenta Sua visão, missão de Seu Filho, nossa missão (baseado em Isaías 61): “Anunciar boas-novas aos mansos, curar os quebrantados de coração, proclamar libertação aos cativos e pôr em liberdade os algemados; apregoar que o tempo de aceitar a graça divina é agora e avisá-los da chegada do dia de acerto de contas com Deus”.

Na visão divina, os que choram são consolados, os que estão de luto são motivados a substituírem as cinzas por coroa; invés de pranto, alegria. Deus nos estimula a alcançar os angustiados com louvor. Na visão divina, seremos carvalhos de justiça, para glória de Deus.

Todo cristão (especialmente obreiro), sinceramente dedicado, se esmera no cumprimento desta missão. No entanto, com o passar do tempo, com o multiplicar da iniquidade, a visão de Deus vai sendo substituída na mente de alguns, inclusive líderes, por uma visão meramente humana.

Esta modificação não é imediata, instantânea. Num primeiro momento vai se mesclando a visão de Deus com os sentimentos meramente carnais como a ambição, a avareza, o orgulho, a prepotência. No segundo e derradeiro momento, Deus e sua visão é deixado de lado e se mantêm apenas a percepção do poder dentro de uma estrutura religiosa que nada representa, nada transforma e nada acrescenta na vida das pessoas.

Na visão dos homens, os benefícios são para os próprios, o sacrifício é sempre do outro; a bênção é sempre uma dúvida para o crente e uma certeza para eles, já que ela é reduzida a créditos materiais. No modelo atual tudo é dinheiro e poder. É essa a lógica que resolve todos os problemas... e aquieta consciências.

Na visão divina, o maior beneficiado é o alcançado. Na visão dos homens, quem alcança.

É neste ambiente que o sincero obreiro de Cristo se vê angustiado, oprimido, desafiado. Enxerga o antagonismo de uma visão, divina, onde o “maior serve o menor” (Lc. 22:27) mesmo com sacrifício seu, e outra, dos homens, onde o “convite” é para se moldar, se adaptar, se entregar ao sistema onde o “menor serve o maior”, onde a ovelha fica exposta sem lã, sem carne e sem leite, moribunda na porta do aprisco, e o mercenário está abrigado, está protegido, está repousando ao pé da lareira, preguiçosamente alisando seu próprio ego.

Neste quadro, diante de sua humanidade e necessidades, os verdadeiros discípulos de Cristo são assaltados com a maior questão dos tempos da pós-modernidade: seguir a visão de Deus ou a visão dos homens? Ser mercenário ou ser pastor?

Se optar pela visão dos homens, se vende, se conforma, se molda, não transforma, não renova, não se realiza e, por fim, não conhecerá a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm. 12). Escolhendo a visão de Deus, viverá a contracultura da pós-modernidade e sentirá o peso de tudo que isto representa. Isolamento, calabouço, estigma, preconceito e a sensação de que tudo é em vão.

Manter-se fiel a visão de Deus exige do obreiro cristão resignação, renúncia, determinação, e é certo que esta luta sugará suas forças até o limite do esgotamento. Mas, há promessas:

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co. 15:58).

A escolha ainda continua sendo entre Deus e o diabo.

“Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus” (atos 4:19).

Julguem... Decidam.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Um Engano Chamado "Teologia Inclusiva" ou "Teologia Gay"

O texto é do Pr. Augusto Nicodemus Lopes. É longo, mas, para estudiosos da Bíblia, vale a pena ler.

Se quiser textos curtos e rasos, vá para o facebook.

Aproveitem.

O padrão de Deus para o exercício da sexualidade humana é o relacionamento entre um homem e uma mulher no ambiente do casamento. Nesta área, a Bíblia só deixa duas opções para os cristãos: casamento heterossexual e monogâmico ou uma vida celibatária.

À luz das Escrituras, relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são vistas não como opção ou alternativa, mas sim como abominação, pecado e erro, sendo tratada como prática contrária à natureza. Contudo, neste tempo em que vivemos, cresce na sociedade em geral, e em setores religiosos, uma valorização da homossexualidade como comportamento não apenas aceitável, mas supostamente compatível com a vida cristã. Diferentes abordagens teológicas têm sido propostas no sentido de se admitir que homossexuais masculinos e femininos possam ser aceitos como parte da Igreja e expressar livremente sua homoafetividade no ambiente cristão.

Existem muitas passagens na Bíblia que se referem ao relacionamento sexual padrão, normal, aceitável e ordenado por Deus, que é o casamento monogâmico heterossexual. Desde o Gênesis, passando pela lei e pela trajetória do povo hebreu, até os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento, a tradição bíblica aponta no sentido de que Deus criou homem e mulher com papéis sexuais definidos e complementares do ponto de vista moral, psicológico e físico. Assim, é evidente que não é possível justificar o relacionamento homossexual a partir das Escrituras, e muito menos dar à Bíblia qualquer significado que minimize ou neutralize sua caracterização como ato pecaminoso. Em nenhum momento, a Palavra de Deus justifica ou legitima um estilo homossexual de vida, como os defensores da chamada “teologia inclusiva” têm tentado fazer. Seus argumentos têm pouca ou nenhuma sustentação exegética, teológica ou hermenêutica.

A “teologia inclusiva” é uma abordagem segundo a qual, se Deus é amor, aprovaria todas as relações humanas, sejam quais forem, desde que haja este sentimento. Essa linha de pensamento tem propiciado o surgimento de igrejas onde homossexuais, nesta condição, são admitidos como membros e a eles é ensinado que o comportamento gay não é fator impeditivo à vida cristã e à salvação. Assim, desde que haja amor genuíno entre dois homens ou duas mulheres, isso validaria seu comportamento, à luz das Escrituras. A falácia desse pensamento é que a mesma Bíblia que nos ensina que Deus é amor igualmente diz que ele é santo e que sua vontade quanto à sexualidade humana é que ela seja expressa dentro do casamento heterossexual, sendo proibidas as relações homossexuais.

Em segundo lugar, a “teologia inclusiva”defende que as condenações encontradas no Antigo Testamento, especialmente no livro de Levítico, se referem somente às relações sexuais praticadas em conexão com os cultos idolátricos e pagãos, como era o caso dos praticados pelas nações ao redor de Israel. Além disso, tais proibições se encontram ao lado de outras regras contra comer sangue ou carne de porco, que já seriam ultrapassadas e, portanto, sem validade para os cristãos. Defendem ainda que a prova de que as proibições das práticas homossexuais eram culturais e cerimoniais é que elas eram punidas com a morte – coisa que não se admite a partir da época do Novo Testamento.

É fato que as relações homossexuais aconteciam inclusive – mas não exclusivamente – nos cultos pagãos dos cananeus. Contudo, fica evidente que a condenação da prática homossexual transcende os limites culturais e cerimoniais, pois é repetida claramente no Novo Testamento. Ela faz parte da lei moral de Deus, válida em todas as épocas e para todas as culturas. A morte de Cristo aboliu as leis cerimoniais, como a proibição de se comer determinados alimentos, mas não a lei moral, onde encontramos a vontade eterna do Criador para a sexualidade humana. Quando ao apedrejamento, basta dizer que outros pecados punidos com a morte no Antigo Testamento continuam sendo tratados como pecado no Novo, mesmo que a condenação capital para eles tenha sido abolida – como, por exemplo, o adultério e a desobediência contumaz aos pais.

PECADO E DESTRUIÇÃO

Os teólogos inclusivos gostam de dizer que Jesus Cristo nunca falou contra o homossexualismo. Em compensação, falou bastante contra a hipocrisia, o adultério, a incredulidade, a avareza e outros pecados tolerados pelos cristãos. Este é o terceiro ponto: sabe-se, todavia, que a razão pela qual Jesus não falou sobre homossexualidade é que ela não representava um problema na sociedade judaica de sua época, que já tinha como padrão o comportamento heterossexual. Não podemos dizer que não havia judeus que eram homossexuais na época de Jesus, mas é seguro afirmar que não assumiam publicamente esta conduta. Portanto, o homossexualismo não era uma realidade social na Palestina na época de Jesus. Todavia, quando a Igreja entrou em contato com o mundo gentílico – sobretudo as culturas grega e romana, onde as práticas homossexuais eram toleradas, embora não totalmente aceitas –, os autores bíblicos, como Paulo, incluíram as mesmas nas listas de pecados contra Deus. Para os cristãos, Paulo e demais autores bíblicos escreveram debaixo da inspiração do Espírito Santo enviado por Jesus Cristo. Portanto, suas palavras são igualmente determinantes para a conduta da Igreja nos dias de hoje.

O quarto ponto equivocado da abordagem que tenta fazer do comportamento gay algo normal e aceitável no âmbito do Cristianismo é a suposição de que o pecado de Sodoma e Gomorra não foi o homossexualismo, mas a falta de hospitalidade para com os hóspedes de Ló. A base dos teólogos inclusivos para esta afirmação é que no original hebraico se diz que os homens de Sodoma queriam “conhecer” os hóspedes de Ló (Gênesis 19.5) e não abusar sexualmente deles, como é traduzido em várias versões, como na Almeida atualizada. Outras versões como a Nova versão internacional e a Nova tradução na linguagem de hoje entendem que conhecer ali é conhecer sexualmente e dizem que os concidadãos de Ló queriam “ter relações” com os visitantes, enquanto a SBP é ainda mais clara: “Queremos dormir com eles”.

Usando-se a regra de interpretação simples de analisar palavras em seus contextos, percebe-se que o termo hebraico usado para dizer que os homens de Sodoma queriam “conhecer” os hóspedes de Ló (yadah) é o mesmo termo que Ló usa para dizer que suas filhas, que ele oferecia como alternativa à tara daqueles homens, eram virgens: “Elas nunca conheceram (yadah) homem”, diz o versículo 8. Assim, fica evidente que“conhecer”, no contexto da passagem de Gênesis, significa ter relações sexuais. Foi esta a interpretação de Filo, autor judeu do século 1º, em sua obra sobre a vida de Abraão: segundo ele, "os homens de Sodoma se acostumaram gradativamente a ser tratados como mulheres."

Ainda sobre o pecado cometido naquelas cidades bíblicas, que acabaria acarretando sua destruição, a “teologia inclusiva” defende que o profeta Ezequiel claramente diz que o erro daquela gente foi a soberba e a falta de amparo ao pobre e ao necessitado (Ez 16.49). Contudo, muito antes de Ezequiel, o “sodomita” era colocado ao lado da prostituta na lei de Moisés: o rendimento de ambos, fruto de sua imoralidade sexual, não deveria ser recebido como oferta a Deus, conforme Deuteronômio 23.18. Além do mais, quando lemos a declaração do profeta em contexto, percebemos que a soberba e a falta de caridade era apenas um entre os muitos pecados dos sodomitas. Ezequiel menciona as “abominações” dos sodomitas, as quais foram a causa final da sua destruição:“Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado. Foram arrogantes e fizeram abominações diante de mim; pelo que, em vendo isto, as removi dali” (Ez 16.49-50). Da mesma forma, Pedro, em sua segunda epístolas, refere-se às práticas pecaminosas dos moradores de Sodoma e Gomorra tratando-as como “procedimento libertino”.

Um quinto argumento é que haveria alguns casos de amor homossexual na Bíblia, a começar pelo rei Davi, para quem o amor de seu amigo Jônatas era excepcional, “ultrapassando o das mulheres” (II Samuel 1.26). Contudo, qualquer leitor da Bíblia sabe que o maior problema pessoal de Davi era a falta de domínio próprio quanto à sua atração por mulheres. Foi isso que o levou a casar com várias delas e, finalmente, a adulterar com Bate-Seba, a mulher de Urias. Seu amor por Jônatas era aquela amizade intensa que pode existir entre duas pessoas do mesmo sexo e sem qualquer conotação erótica. Alguns defensores da “teologia inclusiva” chegam a categorizar o relacionamento entre Jesus e João como homoafetivo, pois este, sendo o discípulo amado do Filho de Deus, numa ocasião reclinou a sua cabeça no peito do Mestre (João 13.25). Acontece que tal atitude, na cultura oriental, era uma demonstração de amizade varonil – contudo, acaba sendo interpretada como suposta evidência de um relacionamento homoafetivo. Quem pensa assim não consegue enxergar amizade pura e simples entre pessoas do mesmo sexo sem lhe atribuir uma conotação sexual.

“TORPEZA”

Há uma sexta tentativa de reinterpretar passagens bíblicas com objetivo de legitimar a homossexualidade. Os propagadores da “teologia gay” dizem que, no texto de Romanos 1.24-27, o apóstolo Paulo estaria apenas repetindo a proibição de Levítico à prática homossexual na forma da prostituição cultual, tanto de homens como de mulheres – proibição esta que não se aplicaria fora do contexto do culto idolátrico e pagão. Todavia, basta que se leia a passagem para ficar claro o que Paulo estava condenando. O apóstolo quis dizer exatamente o que o texto diz: que homens e mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza, e que se inflamaram mutuamente em sua sensualidade – homens com homens e mulheres com mulheres –, “cometendo torpeza” e “recebendo a merecida punição por seus erros”. E ao se referir ao lesbianismo como pecado, Paulo deixa claro que não está tratando apenas da pederastia, como alguns alegam, visto que a mesma só pode acontecer entre homens, mas a todas as relações homossexuais, quer entre homens ou mulheres.

É alegado também que, em I Coríntios 6.9, os citados efeminados e sodomitas não seriam homossexuais, mas pessoas de caráter moral fraco (malakoi, pessoa “macia”ou “suave”) e que praticam a imoralidade em geral (arsenokoites, palavra que teria sido inventada por Paulo). Todavia, se este é o sentido, o que significa as referências a impuros e adúlteros, que aparecem na mesma lista? Por que o apóstolo repetiria estes conceitos? Na verdade, efeminado se refere ao que toma a posição passiva no ato homossexual –este é o sentido que a palavra tem na literatura grega da época, em autores como Homero, Filo e Josefo – e sodomita é a referência ao homem que deseja ter coito com outro homem.

Há ainda uma sétima justificativa apresentada por aqueles que acham que a homossexualidade é compatível com a fé cristã. Segundo eles, muitas igrejas cristãs históricas, hoje, já aceitam a prática homossexual como normal – tanto que homossexuais praticantes, homens e mulheres, têm sido aceitos não somente como membros mas também como pastores e pastoras. Essas igrejas, igualmente, defendem e aceitam a união civil e o casamento entre pessoa do mesmo sexo. É o caso, por exemplo, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos – que nada tem a ver com a Igreja Presbiteriana do Brasil –,da Igreja Episcopal no Canadá e de igrejas em nações européias como Suécia,Noruega e Dinamarca, entre outras confissões.

Na maioria dos casos, a aceitação da homossexualidade provocou divisões nestas igrejas, e é preciso observar, também, que só aconteceu depois de um longo processo de rejeição da inspiração, infalibilidade e autoridade da Bíblia. Via de regra, essas denominações adotaram o método histórico-crítico – que, por definição, admite que as Sagradas Escrituras são condicionadas culturalmente e que refletem os erros e os preconceitos da época de seus autores. Desta forma, a aceitação da prática homossexual foi apenas um passo lógico. Outros ainda virão. Todavia, cristãos que recebem a Bíblia como a infalível e inerrante Palavra de Deus não podem aceitar a prática homossexual, a não ser como uma daquelas relações sexuais consideradas como pecaminosas pelo Senhor, como o adultério, a prostituição e a fornicação.

Contudo, é um erro pensar que a Bíblia encara a prática homossexual como sendo o pecado mais grave de todos. Na verdade, existe um pecado para o qual não há perdão, mas com certeza não se trata da prática homossexual: é a blasfêmia contra o Espírito Santo, que consiste em atribuir a Satanás o poder pelo qual Jesus Cristo realizou os seus milagres e prodígios aqui neste mundo, mencionado em Marcos 3.22-30. Consequentemente, não está correto usar a Bíblia como base para tratar homossexuais como sendo os piores pecadores dentre todos, que estariam além da possibilidade de salvação e que, portanto, seriam merecedores de ódio e desprezo. É lamentável e triste que isso tenha acontecido no passado e esteja se repetindo no presente. A mensagem da Bíblia é esta: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus”, conforme Romanos 3.23. Todos nós precisamos nos arrepender de nossos pecados e nos submetermos a Jesus Cristo, o Salvador, pela fé, para recebermos o perdão e a vida eterna.

Lembremos ainda que os autores bíblicos sempre tratam da prática homossexual juntamente com outros pecados. O 20ºcapítulo de Levítico proíbe não somente as relações entre pessoas do mesmo sexo, como também o adultério, o incesto e a bestialidade. Os sodomitas e efeminados aparecem ao lado dos adúlteros, impuros, ladrões, avarentos e maldizentes, quando o apóstolo Paulo lista aqueles que não herdarão o Reino de Deus (I Coríntios 6.9-10). Porém, da mesma forma que havia nas igrejas cristãs adúlteros e prostitutas que haviam se arrependido e mudado de vida, mediante a fé em Jesus Cristo, havia também efeminados e sodomitas na lista daqueles que foram perdoados e transformados.

COMPAIXÃO

É fundamental, aqui, fazer uma importante distinção. O que a Bíblia condena é a prática homossexual, e não a tentação a esta prática. Não é pecado ser tentado ao homossexualismo, da mesma forma que não é pecado ser tentado ao adultério ou ao roubo, desde que se resista. As pessoas que sentem atração por outras do mesmo sexo devem lembrar que tal desejo é resultado da desordem moral que entrou na humanidade com a queda de Adão e que, em Cristo Jesus, o segundo Adão, podem receber graça e poder para resistir e vencer, sendo justificados diante de Deus.

Existem várias causas identificadas comumente para a atração por pessoas do mesmo sexo, como o abuso sexual sofrido na infância. Muitos gays provêm de famílias disfuncionais ou tiveram experiências negativas com pessoas do sexo oposto. Há aqueles, também, que agem deliberadamente por promiscuidade e têm desejo de chocar os outros. Um outro fator a se levar em conta são as tendências genéticas à homossexualidade, cuja existência não está comprovada até agora e tem sido objeto de intensa polêmica. Todavia, do ponto de vista bíblico, o homossexualismo é o resultado do abandono da glória de Deus, da idolatria e da incredulidade por parte da raça humana, conforme Romanos 1.18-32. Portanto, não é possível para quem crê na Bíblia justificar as práticas homossexuais sob a alegação de compulsão incontrolável e inevitável, muito embora os que sofrem com esse tipo de impulso devam ser objeto de compaixão e ajuda da Igreja cristã.

É preciso também repudiar toda manifestação de ódio contra homossexuais, da mesma forma com que o fazemos em relação a qualquer pessoa. Isso jamais nos deveria impedir, todavia, de declarar com sinceridade e respeito nossa convicção bíblica de que a prática homossexual é pecaminosa e que não podemos concordar com ela, nem com leis que a legitimam. Diante da existência de dispositivos legais que permitem que uma pessoa deixe ou transfira seus bens a quem ele queira, ainda em vida, não há necessidade de leis legitimando a união civil de pessoas de mesmo sexo – basta a simples manifestação de vontade, registrada em cartório civil, na forma de testamento ou acordo entre as partes envolvidas. O reconhecimento dos direitos da união homoafetiva valida a prática homossexual e abre a porta para o reconhecimento de um novo conceito de família. No Brasil, o reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo para fins de herança e outros benefícios aconteceu ao arrepio do que diz a Constituição: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento” (Art. 226, § 3º).

Cristãos que recebem a Bíblia como a palavra de Deus não podem ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma vez que seria a validação daquilo que as Escrituras, claramente, tratam como pecado. O casamento está no âmbito da autoridade do Estado e os cristãos são orientados pela Palavra de Deus a se submeter às autoridades constituídas; contudo, a mesma Bíblia nos ensina que nossa consciência está submissa, em última instância, à lei de Deus e não às leis humanas – “Importa antes obedecer a Deus que os homens” (Atos 5.29). Se o Estado legitimar aquilo que Deus considera ilegítimo, e vier a obrigar os cristãos a irem contra a sua consciência, eles devem estar prontos a viver, de maneira respeitosa e pacífica em oposição sincera e honesta, qualquer que seja o preço a ser pago.

[Artigo publicado na revista Cristianismo Hoje]

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sexo Anal é Normal?

Descobrir este vídeo por indicação do blog de Julio Severo (www.juliosevero.blogspot.com). Em tempos de ditadura-gay imposta por uma minoria sobre a maioria, nada melhor do que a verdade e o esclarecimento sobre pontos importantes da anatomia e fisiologia humana.


Você pode até não gostar, mas, são informações esclarecedoras que diz respeito ao corpo humano exposta por quem, cientificamente, conhece do assunto. Por esta razão se diz que o homossexualismo é, no mínimo, um comportamento anormal e a penetração anal um ato lesivo ao corpo humano.

Você pode até continuar fazendo errado, mas, não vai poder dizer que não sabia que era errado.

Prepare-se para encontrar com Deus e seja feliz.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Boa Leitura Para Todos.

Alertado pelo repórter Elio Gaspari, chegamos a um texto escrito por Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso. Cirurgiã, ela dá expediente no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro. Dilma Rousseff ganharia o domingo se reservasse alguns minutos para ler o texto da doutora. Por baixo, pode vacinar-se contra bobagens injetadas em pronunciamentos oficiais. Com sorte, pode melhorar o seu entendimento sobre o SUS. Sob o título “O dia em que a presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros”, o texto de Juliana está disponível aqui. E vai reproduzido abaixo:

"Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, ‘do trauma’, médica ‘chatinha’, preceptora ‘bruxa’, que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.

Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse “não é para mim, é para o meu pai, uma maca”. Como eu faria. Como você. Como nós.

Pensei ‘meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu… Nãoooo….. Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui’.

E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.

Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse ‘por que não me falou, levava no privado, Juliana!’ Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.

Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: ‘e você confia?’.

‘Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim.’

Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.

Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.

Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.
Não tenho palavras para descrever o que penso da ‘Presidenta’ Dilma. (Uma figura que se proclama ‘a presidenta’ já não merece minha atenção).

Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.

A ouvi dizendo que escutou ‘o povo democrático brasileiro’. Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. ‘Qualidade’… Ela disse.

E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil…. Para melhorar a qualidade…?

Sra ‘presidenta’, eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.

Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.

O dia em que a Sra ‘presidenta’ abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.

Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.
Somos quase 400 mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não.

Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

Hoje, eu chorei de novo.“

Por Josias de Souza -

Respeito à Ordem Democrática é Isso

Os evangélicos faziam marcha na Avenida Paulista. Dado o número de pessoas, foram convidados a realizá-la em outro lugar. Aceitaram. Neste sábado, a caminhada saiu da Praça da Luz e foi até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, na Zona Norte de São Paulo. O itinerário foi previamente fornecido à Prefeitura e à Secretaria de Segurança Pública. As forças da lei puderam, portanto, se organizar para que o evento provocasse o menor transtorno possível.

O nome disso? Respeito à ordem democrática e ao estado de direito.

Trecho extraído da publicação "Dilma é vaiada em evento de evangélicos que reúne centenas de milhares de pessoas. Ou: Os protestos e a exaltação dos que respeitam a ordem democrática e o estado de direito" do Jornalista Reinaldo Azevedo (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/).

Cortar custos, só dos outros

O Congresso aprovou em alta velocidade projetos que, embora estivessem há anos nas gavetas, nem tinham sido discutidos. Mas a Proposta de Emenda Constitucional que reduz o número de deputado de 513 para 380 (PEC 170), que provocaria uma economia de quase R$ 13,5 milhões por mês, apresentada em 1999, esta ficou no caminho. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara deu esta semana, após 14 anos, seu parecer contrário.

Mexer no deles, nem pensar.

Por Ricardo Setti (blog do Ricardo Setti)