sábado, 30 de julho de 2011

30.000.000 de Sem-Vergonhas


30/07/2011 - 20h02

Governo e patrocinadores tentam 'camuflar' falhas no primeiro evento da Copa no Brasil

Bruno Freitas, Ricardo Perrone e Thales Calipo
No Rio de Janeiro

Cinco dias e R$ 30 milhões de dinheiro público depois, o Brasil passou pelo primeiro grande teste da Copa do Mundo de 2014. E o resultado só não foi pior porque o Comitê Organizador Local (COL) contou com o precioso auxílio de alguns de seus patrocinadores e, principalmente, das três esferas governamentais.

A começar pelo dinheiro para realizar o sorteio preliminar do Mundial, primeiro grande evento do torneio que aconteceu no país, neste sábado, na Marina da Glória. Para garantir que a cerimônia acontecesse no Rio de Janeiro, os governos municipal e estadual tiveram de abrir os cofres e pagaram R$ 15 milhões cada. O dinheiro foi para a Geo Eventos, ligada à Rede Globo, e responsável pela organização.

Esta notícia retirada do UOL Esporte é apenas para demonstrar o que fazem os políticos e essa gente boa que ama o Brasil e estão em todo o momento defendo postura ética e moral em nosso país. Não assistir o evento. A minha indignação não deixou. Gastaram R$ 30.000.000,00 (...) do dinheiro público (municipal e estadual), apenas para fazer um sorteio das partidas de eliminatórias para a Copa do Mundo.

Esta é a demonstração clara da seriedade com que eles tratam nosso dinheiro. Quem quiser que continue acreditando na boa-fé dessa gente. Imaginem gastar R$ 30.000.000,00 (...) apenas para fazer um sorteio-bobo, coisa que eles mesmos poderiam fazer, em qualquer salão, com dinheiro deles (Globo, CBF, FIFA ou seus patrocinadores). Mas, não. Eles têm que meter a mão em nosso bolso e arrancar o dinheiro que se destina a saúde, a segurança, a moradia, a limpeza e conservação de nossas cidades e outros serviços-afins, para patrocinar a diversão de uns poucos e o conforto de uma quantidade menor ainda. Enquanto isto, a região serrana do Rio de Janeiro que sofreu aquela tragédia há poucos meses atrás, continua lá (será que o governador do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral, ainda se lembra?) com sua gente dependendo das doações para levantarem a cabeça.

No sorteio dos “caras de pau”, lá estavam todos: Presidente, Governadores, Prefeitos, magnatas do futebol e políticos de toda raça. Estavam lá “reis e rainhas”, jornalistas acima do bem e do mal, jogadores de futebol que aparecem como bons meninos porque interessados em “defender a pátria” nos campos de futebol do mundo. A Rede Globogay, aquela que vive “pensando em você - gay”, também estava lá. Aliás, sendo beneficiária da fortuna de R$ 30.000.000,00 (...) apenas para estar e transmitir direto do “picadeiro”.

É isto. Todo mundo quer que o Brasil mude. Quer que ele deixe de ser o país da corrupção, da violência, da falta de oportunidade para todos, da desigualdade social, dos políticos oportunistas e desonestos, mas, na hora “H”, “todos se juntam para desfrutar do dinheiro da rica viúva”. Sabem por quê? Porque o circo tem que continuar.

O problema é que neste circo os palhaços somos nós, povo brasileiro!

E eles riem na e da nossa cara.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Reino de Deus Através da Igreja





Lição nº 5 – Jovens e Adultos – 3º Tri 2011 – CPAD 
Texto Áureo: Mt. 11:5 
Leitura Bíblica em Classe: Lc. 17:20,21; Mt. 18:1-5; Mc. 10:42-45 

A maior necessidade das pessoas nos dias atuais é identificar a igreja do Senhor Jesus. A quantidade de templos e denominações existentes, antes de representar o Reino de Deus entre nós, trouxe uma dúvida de legitimidade que paira sobre todos. Isso porque, dentre tantos grupos que se auto-intitulam representantes do Reino de Deus, há inúmeras farsas. 

Ramificações cristãs construídas a partir de sentimentos carnais como rebeldia, desemprego, vaidade, egoísmo, avareza, além dos enganos espirituais que juntos ou separados, protagonizam inúmeros comportamentos que antes de testemunharem a favor do Reino de Deus, depõe contra. 

O crente se rebela contra a direção da igreja de origem porque não aceita uma decisão ou orientação tomada legitimamente e abre uma nova denominação; outro, porque não encontra emprego e, acostumado a preguiça, faz de um templo seu ganha-pão; Outro se considera capaz de conduzir um rebanho, independentemente da convicção de sua chamada por Deus e, precipitadamente, abre uma nova igreja; outro, amparado num sentimento narcisista, quer ter o comando de “cultos a si mesmo”, para isto, abre um “trabalho”; outro, intencionalmente abre uma “porta” para ludibriar as pessoas e arrancar delas os recursos para suas farras pessoais; outro, engodado por espíritos enganadores, organiza grupos em salões, entorpecendo-lhes a consciência, cegando-os para a verdade de Deus e afastando-os do caminho da salvação. 

No meio disso tudo surgem os comportamentos estranhos, as doutrinas estranhas e as manifestações estranhas que terminam produzindo a insensibilidade, a injustiça e, por fim, a incredulidade. Por esta razão, é preciso conhecer as características da igreja que bem representa o Reino de Deus. 

  • CARACTERÍSTICAS DE UMA IGREJA QUE GENUINAMENTE REPRESENTA O REINO DE DEUS 

1. É Edificada Por Cristo 

Mt. 16:18 - “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”; 

Ef. 2:20 – “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina”; 

Uma igreja que bem representa o Reino de Deus não nascerá a partir de um sentimento humano isolado, mas, na intenção objetiva de Cristo em fazer chegar aos perdidos a mensagem, os deveres e as benesses do Reino de Deus. Uma igreja nasce, principalmente, impulsionada pela expansão do Reino de Deus entre nós, criando a necessidade de um novo templo para abrigar aqueles que o Espírito Santo convence e traz para seus cuidados. 

Há uma grande carência de igrejas em diversas regiões do nosso país e do mundo, no entanto, “alguns” se dizendo chamados por Deus, disputam palmo-a-palmo pequenas ruas dos grandes centros urbanos onde, nitidamente, o que se precisa é de apoio ao trabalho já ali estabelecido. Porém, como não há preocupação com o Reino de Deus e sim com seus próprios reinos, iniciam uma nova igreja concorrendo e atrapalhando o ambiente espiritual daquela localidade. 

Cristo afirma para Pedro que sobre a palavra de que “Ele é o Cristo, Filho do Deus vivo” a igreja é edificada, ou seja, a crença de que Jesus é o único e legítimo Filho de Deus, o Redentor do mundo, é a base de identificação de uma igreja verdadeira representante do Reino de Deus no mundo. Desta maneira, o Senhor Jesus ao estabelecer uma igreja leva em consideração a localização (próximo aos perdidos) e o propósito (salvar os que se haviam perdidos). 

Diferentemente do que acontece nos dias atuais, uma nova igreja só deve nascer a partir de uma direção dada pelo Espírito Santo à igreja de origem, liberando dentre os obreiros vocacionados um ou mais que, legitimamente, irá desempenhar um novo pastoreio no Reino de Deus. Dito isto, se em determinada localidade já existe uma igreja que legitimamente representa o Reino de Deus, não se justifica a abertura de uma nova célula do corpo de Cristo nas proximidades desta. 

2. É Pastoreada Por Obreiro Com Chamada Divina e Vocação 

Mt. 9:37,38 - “Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara”. 

At. 13:2 - “E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”. 

1 Pe. 2:8 – “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. 

Levando em consideração o tamanho da área onde as pessoas estão, a fome que sentem pelo evangelho de Cristo e a necessidade de alcançá-las, a seara é muito grande (Rm. 10:13-15). Precisamos, então, de uma grande quantidade de obreiros, no entanto, esta necessidade não deve ser alcançada em detrimento das qualidades espirituais necessárias para quem quer servir a Cristo através da liderança de uma igreja. 

Os sentimentos que devem levar uma pessoa a se dispor liderar e amparar outras pessoas decididas por Cristo, devem ser os sentimentos de Deus. Mas, não só os sentimentos de Deus, porém, também, a certeza da convocação divina para o trabalho, fruto da dedicação e doação de si mesmo em favor dos outros. Enfim, a disposição de, em Cristo, ser canal para abençoar outros com o projeto do Reino de Deus. 

Como dito por Cristo, é Deus quem deve enviar os ceifeiros. Isto significa que esses obreiros deve ser gente compromissada com Ele; gente disposta a sofrer em favor da obra e não fazer a obra sofrer em favor deles; gente com sensibilidade espiritual suficiente para atender a ouvir a voz do Espírito Santo separando-o, na igreja de origem, para uma obra especial. É por esta razão que, apesar da quantidade necessária, as qualidades espirituais desses obreiros são imprescindíveis. 

3. Não Falseiam Manifestações Espirituais 

Mt. 24:24 – “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. 

1 Jo. 4:1 – “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. 

Zc. 10:2 – “Porque os ídolos têm falado vaidade, e os adivinhos têm visto mentira, e contam sonhos falsos; com vaidade consolam, por isso seguem o seu caminho como ovelhas; estão aflitos, porque não há pastor”. 

Algumas igrejas fazem de supostas manifestações espirituais, propaganda para atrair e prender os incautos em seus ardis. Utilizam técnicas de manipulação e indução para produzir efeitos no ambiente de culto, mesmo que estas manifestações estejam em discordância com os propósitos divinos estabelecidos na Bíblia. 

Não é difícil nos dias atuais a utilização de superstição, simpatias e indulgências por igrejas ditas evangélicas, na verdade enquadradas, principalmente, num novo segmento conhecido como neo-pentecostais. Chegam ao ponto de utilizarem pessoas oriundas de cultos-afro para, com suas “experiências”, atenderem a demanda de pessoas que se chegam à eles para recebem seus “milagres e libertações”. 

Jesus permanece o mesmo (Hb. 13:8), tendo poder para realizar qualquer tipo de milagre, seja cura, libertação e, principalmente, salvação. No entanto, desejando “levar vantagem em tudo”, alguns fraudam a fé das pessoas afirmando para elas terem recebido curas que Jesus não fez, libertação que não ocorreu e salvação, mesmo sem o abandono do pecado contumaz. Quando o milagre acontece, o doente pode e deve recorrer aos médicos, não como dúvida da cura recebida, mas, para mostrar ao mundo, comprovadamente, a graça alcançada. A verdade nua e crua é que muitos dos milagres patrocinados por falsos obreiros não passariam pelo crivo ou testemunho da medicina. 

Numa igreja que bem representa o Reino de Deus, as manifestações espirituais se enquadram nos propósitos estabelecidos na Bíblia, ou seja, não serão frutos de fraudes e manipulações. As manifestações serão autênticas e darão glórias e honras para Deus, tendo o objetivo primordial de conduzir os abençoados à salvação em Cristo Jesus. 

4. Socorre os Mais Necessitados 

Ef. 4:28 – “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade”. 

Mc. 10:21 – “E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me”.

O apóstolo Tiago afirma que a “verdadeira religião é atender as viúvas e os órfãos nas suas necessidades, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg. 1:27). Entendemos, então, que a igreja onde flui a seiva do Reino de Deus é aquela que atende as necessidades de quem precisa, tanto espiritual como material (missão integral). 

Quando tratamos da vida espiritual, a igreja possui todos os instrumentos para atender a demanda dos fiéis, porém, no que diz respeito ao suporte material, é preciso ponderar nossas limitações. As demandas são enormes e as ofertas escassas. 

Porém, numa igreja que é a manifestação do Reino de Deus entre os homens, não se admite ricos, principalmente líderes ricos. Entenda. Pessoas que acumulam riquezas por avareza ou preocupados com o dia de amanhã, deixando de atender seu próximo que com ele se assenta no templo, muitas vezes cooperando com a “oferta da viúva” (Lc. 21:2,3), porém, em sofrimento pela ausência dos recursos necessários para sua subsistência e de sua família. Aliás, pela Bíblia (O bom samaritano), "meu próximo é aquele que faz alguma coisa por mim".

Por favor, retirem de entre esses "próximos", os preguiçosos, pois a recomendação da Bíblia é: “quem não quiser trabalhar, também não coma” (2 Ts. 3:10; Pv. 6:6-9), deixando bem claro que o Reino de Deus não acoberta desvios de conduta. 

Portanto, não diremos, e jamais recomendaremos, que as pessoas integrantes deste Reino, sob pretexto de cumprir a vontade de Deus, deixem de atender as necessidades de sua família para atender a de terceiros (I Tm. 5:8). Tendo cumprido com suas responsabilidades familiares, os súditos do Reino de Deus se voltam para as necessidades de pessoas como viúvas, órfãos e portadores de necessidades especiais. 

5. Prioriza Sua Missão: Salvar os Perdidos 

Mt. 18:12 – “Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou?” 

AT. 1:8 – “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. 

Conscientes de sua missão primordial, a igreja investe o máximo de recursos disponíveis na obra de salvar o perdido. Aliás, todas as suas atividades visam, única e exclusivamente, a salvação dos perdidos. Este é o fogo que queima suas entranhas. Esta é a água que jorra de corações comprometidos com o Reino de Deus. A igreja que bem representa o Reino de Deus entre os homens, enquanto houver uma pessoa não alcançada, viverá incomodada e avivada pelo Espírito Santo para alcançá-lo. 

Tendo bem claro a razão de sua existência e permanência no mundo, suas reuniões serão para aprimorar e desenvolver ações neste sentido, seus púlpitos serão utilizados para anunciar esta tão grande salvação (Hb. 2:3), suas orações serão pela liberdade dos cativos, seus recursos estarão disponíveis, em primeiro lugar, para atender este objetivo, e os seus membros serão reflexos de seus líderes enquanto instrumentos do Senhor na manifestação do Reino de Deus entre nós. 

  • CONCLUSÃO 

Como bem disse o comentarista da lição bíblica cujo tema tratamos aqui, “A Igreja não é representada pelos prédios ou quatro paredes, mas por pessoas simples (e) sinceras que compreenderam verdadeiramente a mensagem do Evangelho de Cristo”. 

Que nossos templos estejam cheios de gente com sincera conversão, sincera devoção e sincera humildade, conhecedoras de suas limitações, dependentes de Deus, obedientes as orientações do Espírito Santo e cumpridoras de suas obrigações como representantes do Reino de Deus aqui na terra. 

São entre pessoas como estas, reunidas em nome de Jesus e em vários lugares deste planeta, que o Senhor quer manifestar seu Reino. Um reino de paz, gozo e alegria (Rm 14:17). Um Reino onde Deus é o Senhor (cumpre a sua vontade genuína), Jesus, o Salvador (alcança os perdidos) e o Espírito Santo, seu Consolador (ampara na caminhada). 

Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt. 6:10). 

Que assim seja em cada igreja que se intitula: “De Cristo”. 

Fiquem bem... 
Fiquem com Deus.

A Morte de Amy Winehouse

A morte de Amy Winehouse não é "apenas" a morte de uma artista, mas, sim, o aviso solene de um mundo cuja face parece bela, porém, cruel. É um aviso aos jovens que sonham com o glamour, a fama, o dinheiro a qualquer custo, que o preço pode estar além do que a mídia, as gravadoras e os empresários apresentam na telinha da televisão, nos cinemas, nos shows e nas páginas de jornais e revistas.

"Queremos o show!" grita a ensandecida platéia. "Mas ela está morrendo!" replica desesperadamente o pai. "oh! no, no, no", interrompem os empresários.

A morte de Amy Winehouse foi uma tragédia anunciada pela própria vítima, pois, em seu jeito de apresentar e em suas canções havia o grito aflito de uma alma desesperada: "Por favor, me salvem". O pai entendeu a súplica e tentou: "Parem de comprar os discos de minha filha!" Mas, os empresários e suas gravadoras se fizeram cegos e surdos: "queremos apenas o cumprimento do contrato"Sentindo o pavor da morte a qualquer momento de um ente tão querido, o pai ainda insistia: "Quero apenas salvar minha filha".

O pai agora sepulta sua filha diante das homenagens hipócritas de uma sociedade cruel. Eles, apesar da tragédia, continuarão lucrando. No final dessa triste história eles permanecem com os únicos valores que conhecem; o pai seguirá solitário com sua dor.

Amy Winehouse morre aos 27 anos.

Os empresários, as gravadoras, a platéia, a mídia e seus patrocinadores permanecerão ativos na busca pela próxima vítima, afinal, o show macabro tem que continuar.

domingo, 24 de julho de 2011

Tempo Para os Filhos

Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:
- Papai, Quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:
- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe! Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga quanto o Sr. ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu:
- Três reais por hora.
- Então, papai, o Sr. poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!
Já era tarde quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não papai (respondeu o sonolento garoto)
- Olha aqui está o dinheiro que me pediu. Um real.
- Muito obrigado, papai! (disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama).
- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?
(AD)
Para refletir: “Será que estamos dedicando tempo suficiente aos nossos filhos?”

terça-feira, 19 de julho de 2011

A Comissão Cultural e a Grande Comissão

Lição nº 4 - CPAD - 3º Trim 2011
Texto Áureo: Mt. 28:19
Leitura Bíblica em Classe: Gn. 1:26-30; Mc. 16:15-18,20

I. A Missão Integral é Uma Ordenança Divina.


A missão integral é a proclamação do evangelho de Jesus, através da Igreja, levando em consideração uma visão completa do indivíduo enquanto ser tricotômico, ou seja, composto de corpo, alma e espírito. Encontramos na Bíblia a recomendação para o atendimento a todas as necessidades individuais.

  1. Corpo – 1 Co. 6:18-20 – Além do cuidado com o próprio corpo, a ação curadora de Cristo para com os cegos, coxos, mancos, surdos, enfim, doentes de modo geral, atestam a missão da igreja em orar sobre os enfermos e eles serem curados. Portanto, é evidente a missão da igreja de curar os corpos físicos das pessoas.
  2. Alma – Sl. 35:9; Mt. 16:26; At. 2:27 – O evangelho tem a missão principal de salvar a alma das pessoas da condenação eterna. O povo do Reino tem como objetivo pregar o evangelho que salva a alma do tormento eterno.
  3. Espírito – Is. 61;1-5; Rm. 8:16; Jo. 4:24 – É evidente que o espírito humano, dado por Deus (Ec. 12:7), só se sente satisfeito quando se reporta a um contato com o Senhor através da oração, da adoração e de uma relação pessoal com o próprio Espírito Santo de Deus.
O objetivo é atuarmos como agentes transformadores da sociedade (Rm. 12:2), e não apenas como um povo distinto na sociedade, que se reúne em templos para adorar a Deus. Sal da terra e luz do mundo (Mt. 5:13).

II. A Comissão Cultural é Uma Convocação à Igreja.


Culturaé todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade.

Inicialmente, cabe à igreja distinguir traços culturais puros dos traços culturais que, na verdade, são produtos de religiões pagãs. Na cultura de muitos povos está enraizada a idolatria, manifestada, muitas vezes, através das vestes, dos ritos e das artes em seus vários campos (música, pintura, escultura, etc).

Nosso papel, enquanto igreja do Senhor Jesus, é identificar estas diferenças, orientar o povo cristão e influenciar a sociedade na adoção e preservação de uma cultura genuína, livre dos traços idólatras que permeiam a fonte da cultura de uma nação: seu povo.

A missão cultural da igreja, portanto, é a tarefa de fomentar um conjunto de ações que expressem o senhorio de Cristo por meio de habilidades naturais. É o compromisso de produzir atividades que se expressem através da família, do trabalho, das ciências, das artes e na política, o espírito cristão, reconhecendo a existência de Deus e respeitando os seus princípios.

  1. Conhecimento – Expandir o conhecimento de Deus através do rádio, televisão, jornais, revistas, sites, blogs, twitter, etc.
  2. Influenciar a crença das pessoas, no sentido de fazê-las retornar a compreensão de Deus e seu filho Jesus Cristo. Isto pode ser realizado com atividades em colégios, praças, teatros, clubes, etc.
  3. Desenvolver artes como pintura, música, escultura, filmes e peças teatrais que ressaltem a beleza da criação artística cristã, ao mesmo tempo em que apresenta a realidade da divindade e seus preceitos.
  4. Apresentar através de políticos cristãos comprometidos com o evangelho, nossa colaboração na confecção do tecido legal e normativo da nação, exprimindo desta forma, a pureza do cristianismo e sua missão restauradora da criação de Deus e, por conseqüência, de suas criaturas.
É desta forma que a igreja atende sua missão cultural. Utilizando como fonte inspiradora a Palavra de Deus, ela deve expandir sua influência no campo das artes, adotando como instrumentos os dons naturais e, obviamente, os dons espirituais.

Percebemos, então, a relação existente entre a Comissão Cultural e a Grande Comissão, melhor ainda, o ide imperativo de Cristo (Mc 16), quando atendido em sua plenitude, alcança todas as esferas da vida em sociedade, modificando e influenciando para melhor, a cultura de um povo.

III. O Senhor Jesus Comissionou-nos a Pregar, a Batizar e a Fazer Discípulos em Todo o Mundo.


A ordem de Cristo, reconhecida como a grande comissão para seus discípulos (Mc. 16:15,16; Mt. 28:19,20), deve encerrar todo empenho do povo de Deus em seu cumprimento. Ela é a essência do dever para aqueles que um dia se tornaram novas criaturas e estão conscientes da necessidade de buscar outras vidas que precisam encontrar a salvação em Jesus Cristo. A igreja, portanto, tem a missão de ser a voz de Deus nestes últimos dias, e esta voz deve ser ouvida:

ü  Denunciando o pecado - Mq 3:8 Mas quanto a mim, eu estou cheio de poder, do Espírito do Senhor, e cheio de justiça e de força, para anunciar a Jacó a sua transgressão, e a Israel o seu pecado.

ü  Anunciando a justiça de Deus - Ez 18:20 – “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.”

ü  Comunicando-lhes o Amor e a piedade de Deus - Sl 92:2 "de manhã anunciar o teu amor, e todas as noites a tua fidelidade".

ü  Anunciando-lhes o sacrifício remidor de Jesus na cruz - Cl 1:20 – “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.”

ü  A salvação de Deus em Cristo Jesus - Hb 2:1 – “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. 2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, 3 como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;”

ü  As maravilhas que o Senhor fez - Mc 5:18-20  "Ao entrar Jesus no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. 19 Jesus, porém, não permitiu, mas lhe disse: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti. 20 Então ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera. E todos se maravilhavam".

ü  A tristeza de Deus por não aceitarem a salvação - Lc 19:41 – “E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela,”

ü  A volta de Cristo - II Pe 3:1-5, 9-10, 12-13 - “Amados, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero; Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador. Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. 9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 10 Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. 12 Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? 13 Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça”.

ü  O dia da vingança de nosso Deus - Is 61:2 – “A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;”

Finalmente, Deus continua com o controle das situações que envolvem a raça humana e, apesar das resistências, das recusas e indiferenças, devemos continuar cumprindo com nossa missão de transmitir a mensagem de Deus aos homens, conclamando todos ao arrependimento, a aceitação da salvação em Cristo Jesus e anunciando a chegada do dia da efetiva prestação de contas de nossas atitudes e decisões.


Fiquem bem...
Fiquem com Deus.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Corrupção Brasileira - Onde Estão os Caras-pintadas ou os Indignados?


FOMENTO:

Já está passando da hora de nós, evangélicos e, por extensão, todos os cristãos brasileiros, movidos pela fome e sede de justiça, incorporarmos nas "Marchas Para Jesus", e através da ação dos líderes das inúmeras denominações religiosas existentes, nossa indignação quanto aos desmandos, os atos de corrupção e todas as injustiças praticadas neste país, cujas maiores vítimas, é seu próprio povo.

"Quando vocês fizerem uma dessas coisas (dar comida, bebida, agasalho, proteção, apoio, etc) aos pobres, aos prisioneiros, aos doentes, estarás fazendo para mim mesmo" (Jesus Cristo - Mt. 25).

A corrupção retira do Estado os recursos que deveriam ser canalizados para atendimento as carências da população. Quando defendemos esses recursos, estamos, diretamente, restaurando as condições para fornecimento de comida, bebida, agasalho, remédios, presídios melhores e mais humanizados, enfim, estaremos atendendo a orientação do Senhor quanto as necessidades desses pequeninos.

Além disto, o Senhor lembrou que, "se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa" (Lc. 12:39).

Muito prazer. Sou brasileiro e amo meu país e o meu povo.

Pensemos nisto.


terça-feira, 12 de julho de 2011

CEADEB, CGADB, CONFRAMADEB - Onde Estão os Sete Mil Que Não se Dobraram?

Elias foi protagonista no desafio realizado para que se manifestasse o verdadeiro Deus diante de um falso deus chamado Baal. Na verdade, baal era a distração da tradição estimulada por Jezabel e consentida por Acabe, que entorpecia o povo de Israel e os fazia, num primeiro momento, duvidar do seu Deus, e num segundo, abandoná-lo. A partir disto, era fácil convencê-los a seguir a baal por ser um “melhor representante do poder soberano” que encontrava respaldo no poder dominante de então.

A vitória foi tremenda e indiscutível. Elias sacudiu o reino de Acabe e em toda a terra ficou evidenciado que o Deus de Elias era (e é) o único e verdadeiro Deus.

Como conseqüência do êxito no desafio e das mortes dos profetas de baal, a mulher do rei Acabe, Jezabel, se indignou e iniciou uma perseguição ao profeta de Deus. Elias, aparentemente esgotado espiritualmente, se desespera com a ameaça de morte e foge. Vai para o deserto, se isola, busca a proteção de um arbusto e pede para si a morte. Alega a Deus que não é melhor que seus pais, por isto, não tem condições de suportar o peso e a dor advindos do encargo de ser seu representante diante daquela nação idólatra.

Moído, extenuado, aflito e com medo, seu corpo não resiste e ele é levado pelo sono. De repente, Elias é surpreendido por um anjo que o chama e lhe diz: “Levanta-te e come”. Mesmo sem entender direito o que acontecia, em face da confusão entre a realidade e a inconsciência provocada pelo despertar repentino do sono, recebe graciosamente o alimento e a água e volta a dormir. Outra vez, o anjo do Senhor o desperta e insiste: “Levanta-te e come, porque ainda tens muito que caminhar”. Elias obedece e com a força daquela comida, caminha quarenta dias e quarenta noites até o monte Horebe, também chamado Monte de Deus (I Rs 19).

No monte de Deus, o Senhor o interroga: “Que fazes aqui?” Elias, sem pestanejar, expõe ao Senhor os sentimentos abrigados em seu coração. “Senhor, tenho sido zeloso por ti. Teu povo abandonou a aliança que tinham contigo, derrubaram teus altares e mataram os teus profetas. Só eu fiquei, e agora querem tirar a minha vida”. Com uma voz calma e suave Deus revela á Elias algo extraordinário: “Também conservei em Israel sete mil; todos os joelhos que não se dobraram a baal, e toda a boca que não o beijou”.

Esta história nos chama a atenção, pois dentre tantas lições apresentadas, uma delas é especial para este nosso momento. Elias imaginava está só. Acreditava que o fato dele ter sido protagonista no Monte Carmelo era prova suficiente de que apenas ele enxergava a apostasia do povo, especialmente do seu rei, e era o único que representava Deus naquela nação. Como se enganava. Deus ainda tinha outros 7.000 (sete mil) que não se dobraram.

No Brasil, seja CONFRAMADEB, CEADEB ou CGADB, Deus tem sete mil que não se dobraram. O que fazer? Não fujam para o deserto! Não abandonem sua missão! Por favor, não permitam que os profetas modernos de baal se levantem, se reorganizem e conduzam o povo do Senhor ao abandono das Sagradas Escrituras, a quebra dos santos altares e promovam a morte dos profetas de Deus.

Quem será o protagonista desta história? Quem se levantará e dirá: “Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim”. É certeza de que não estará só, pois, além do favor do Senhor, há outros sete mil que não se dobraram e estão aí, resistindo ao prêmio de Balaão. São sete mil, os que não emprestam suas bocas para beijar a face dos “Acabes e das Jezabéis” da vez com palavras lisonjeiras, pelo contrário, profetizam a verdade dos dias maus e dos homens maus que usurparam para si a Casa do Senhor.

Saiamos de debaixo dos arbustos, abandonemos o espírito de morte, deixemos as cavernas e ouçamos a terna voz do Senhor convidando-nos a levantar, comer e caminhar. Vamos atravessar este deserto até o monte de Deus, e só então o povo saberá, que nosso Deus, É O ÚNICO E VERDADEIRO DEUS. E ELE AINDA REINA SOBERANAMENTE!!!

A Vida do Novo Convertido


Lição 3 - Jovens e Adultos - CPAD - 3º Tri 2011
Texto Áureo: 2 Co. 5:17
Leitura Bíblica em Classe: 2 Co. 5:17; Tt. 2:11-13; 3:3-8.

I. Pela fé em Cristo nos tornamos novas criaturas.


Fé é a confiança que se tem em alguém; a certeza de que se pode confiar nas orientações e promessas feitas por esse alguém. É através de uma confiança inabalável em Cristo que se processa o milagre do novo nascimento, e é este novo nascimento que tornam as pessoas aptas a pertencerem ao Reino de Deus. O que representa esta afirmativa?

Aceitamos o fato de Cristo ser aquilo que Ele diz que é,

a) Eu sou o que domina a natureza (Mt. 14:27) – O fato de acreditarmos no domínio dos eventos naturais por parte de Cristo, testemunha mudança de pensamento em relação a natureza.

b) Eu sou o Filho de Deus (Mt. 27:43) – O fato de acreditarmos que Cristo é o Filho de Deus, modifica nossa visão sobre as Sagradas Escrituras.

c) Eu sou um professor manso e humilde de coração (Mt. 11:29) – O fato de acreditarmos na mansidão e humildade de Cristo, faz-nos aceitar seus ensinamentos e descansar nossa alma, fato impossível na velha criatura.

d) Eu posso curar pessoas (Mt. 9:28; 13:15) – O fato de acreditarmos que Jesus pode curar as pessoas, enche-nos de conforto e esperança.

e) Eu posso morrer e ressuscitar em três dias (Mt. 26:61) – O fato de acreditarmos que Cristo tem o poder de morrer e ressuscitar, interrompe a maldição eterna sobre nós.

f) Eu sou o que salvo (Jo. 10:9) – O fato de acreditarmos que Cristo pode nos salvar, tira de sobre nós o fardo do pecado e nos enche de alegre expectativa sobre o futuro eterno.

A nova criatura nasce na mudança de paradigma. Antes não havia ninguém que pudesse alterar o curso da história humana. Agora, surge uma nova perspectiva a partir da confiança em Cristo. Não tem como não mudar. Novas criaturas são, todos aqueles que põem em Jesus sua confiança.

II. Em Jesus tudo se faz novo, o passado fica para trás.


A mudança de vida encontra uma evidência maior quando protagonizamos o abandono das mazelas passadas. A antiga vida está exposta em comportamentos considerados normais por aqueles que ainda não nasceram de novo. É este o passado que fica para trás:

1. Prática do pecado  O novo convertido deixa de viver no estado pecaminoso, ou seja, na prática deliberada e contumaz do pecado, numa flagrante rebelião contra Deus.

2. A vida sob maldição  Como conseqüência do pecado, o que se vive é reflexo da maldição do pecado sobre as pessoas. Logo, o medo, a falta de uma perspectiva de melhoria de vida, o pessimismo, a fuga, o pavor da morte, enfim, um ambiente atormentador como fruto da ação do inimigo do Reino de Deus que veio matar, roubar e destruir.

3. Humanismo e relativismo  A crença fundamentada em tradições inúteis que os afastam de Deus e entorpecem a consciência, gerando vidas vazias e soberbas. É a construção da vida com base em conceitos meramente humanos, hedonistas e seculares.

III. Em Cristo temos um novo olhar, uma nova atitude e uma vida abençoada.


Paulo recomenda: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl. 3:13,14). Diante disto, a mudança de vida se processa em relação a:

1. Como olhamos o mundo, Deus e o futuro.

a. O mundo é nosso campo de atuação espiritual

    Antes da nova vida, o mundo é apenas a habitação que encerra nossa existência, ou seja, vivemos o aqui e agora sem nenhuma responsabilidade espiritual para com ele. apenas existimos nele, ainda que, quanto mais nos aproximamos da morte, fim dessa existência, sentimos a insegurança quanto ao futuro além túmulo. Na nova vida ainda devemos olhar o mundo como nossa morada existencial terrena, porém, com a consciência da nossa responsabilidade em sua manutenção e transformação espiritual de todas as criaturas de Deus, conduzindo-a ao restabelecimento da comunhão com o Pai, através do seu Filho, Jesus Cristo.

b. Deus é o garantidor de nossa vida

   Na velha vida, Deus é um Ser distante que não interfere em nossa existência, muito menos se importa com suas criaturas. Isto quando se acredita n'Ele. Como novos convertidos, compreendemos o Pai amoroso e extremamente interessado em nossa felicidade, que se importa conosco a ponto de conduzir seu próprio Filho à cruz, morrendo em nosso lugar. A partir desta constatação, Deus deixa de ser mero coadjuvante de nossa existência para se tornar elemento fundamental do equilíbrio e desenvolvimento de nossa vida.

c. O futuro é de vida eterna

   A eternidade não é uma incerteza, uma dúvida, um ponto obscuro no final de nossa realidade. A vida eterna nos é garantida pela fé em Cristo, e dessa forma, o medo, o pavor, o receio é substituído pela expectativa do reencontro com o Pai nas moradas celestiais.

2. Como agimos na família, na sociedade e na igreja.

a. Sendo sacerdote, sacrifício e exemplo para esposa (o), filhos e parentes;      
b. Sendo atalaias e fiéis representantes de Deus para as pessoas;
c. Sendo servo atuante, humilde e zeloso para com a obra de Deus.

3. E como reagimos às circunstâncias da vida, sejam elas felizes ou infelizes, a partir da confiança de que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm. 8:28).

a. A bênção de Deus não acrescenta dores (Pv. 10:22);
b. Uma vida abençoada é aquela que sabe, em todas as circunstâncias, reconhecer a soberania e o favor de Deus (Fl. 4:13);
c. A bênção de Deus não está expressa em benesses materiais (Rm. 14:17; Mt. 6:19-21).

A nova vida conquistada a partir do nascimento em Cristo, remete o novo convertido ao despertar de uma nova aurora, com novas perspectivas e renovada esperança. Ele vai continuar enfrentando lutas, talvez até, lutas maiores, haja vista ter incorporado a sua existência a guerra espiritual, evidenciada nas batalhas entre o bem e o mal, entre a carne e o espírito, e entre o mundo e o céu.

Todavia, seu coração e seu espírito estarão num patamar acima da crueldade que é enfrentar a vida sem a ajuda de Deus, através do Seu Santo Espírito. Desfrutará, ao longo da jornada que se inicia, da alegria, da paz e do prazer que a companhia do Senhor Jesus Cristo nos traz. Além disto, a esperança de um futuro melhor e de uma eternidade feliz não é mais ficção, agora é fato profetizado por Cristo e crido por nós.

Fiquem bem...
Fiquem com Deus.