domingo, 15 de dezembro de 2013

O Politicamente Correto dos Evangélicos da Vez


É, evangélicos também possuem seus códigos invisíveis que obrigam à todos que querem "estar bem na fita" com a multidão. Não, eles não vão admitir explicitamente esse código, mas, é perceptível para quem está no meio e não se submete ao rito metafísico do "neo-evangelicalismo".
 
Então, siga as regras...
 
  • Marcar o horário das 19h para o culto começar e ele só começa quando a igreja enche (às 20h);
  • Culto bom é culto barulhento;
  • Todo mundo tem que ser a favor do reteté. Se não, é crente frio, gelado, bombeiro;
  • Todo culto tem que ter profecia;
  • Todo pregador tem que fazer o povo se alegrar, pular e sair com sua benção imaginária na mão;
  • Música de poder é toda música no ritmo de samba, de pagode ou... arrocha;
  • Pastor bom é aquele que faz tudo para agradar o povo;
  • Pregação boa é aquela feita aos berros e que passa do horário de terminar;
  • Ser cheio do poder é fazer biquinho, tremer, pular e marchar;
  • Todos à favor do ministério pastoral feminino;
  • Ser de uma Convenção ou de Outra. Se for de uma não é bem visto pelos que são da outra, isto porque, a que tem razão é aquela que se faz parte.
 
Você tem que estar a favor ou dentro do movimento, se não...
 
E assim vamos...
 
...Para o centro do deserto.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Supremo da Austrália Proíbe Casamento-gay em Camberra

AFP


A Suprema Corte da Austrália proibiu nesta quinta-feira o casamento entre pessoas do mesmo sexo no território da capital federal, em uma decisão que repercutirá sobre a legalidade do matrimônio gay em todo o país.

A Assembleia Legislativa de Canberra havia aprovado o matrimônio homossexual na capital federal, o que apontava para decisões similares nos outros seis estados e dois territórios australianos, mas a decisão do Supremo fecha a janela para o casamento gay no país.

A decisão ocorre poucos dias após a celebração do primeiro casamento gay na capital federal.

Por unanimidade, o Supremo estabeleceu que "a lei sobre o casamento não é válida para o reconhecimento do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo".

domingo, 1 de dezembro de 2013

Em Referendo, Croácia Proíbe Casamento-gay

A maioria dos cidadãos da Croácia decidiu neste domingo (1º) que a Constituição do país deve definir o casamento exclusivamente como a união entre um homem e uma mulher, em um em referendo proposto por uma associação católica e que foi tachado de discriminatório pelos homossexuais.

A votação sobre a proposta de reforma constitucional que confirma que apenas os heterossexuais podem se casar foi aprovada com 64,84% dos votos a favor e 35,56% contra, segundo os primeiros dados oficiais, com 25% dos votos apurados.
Fonte: noticiasuol.com.br

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Coragem Para Cumprir Sua Missão

Indo para o "labor-nosso-de-todo-dia", ônibus cheio com acirrada disputa por espaço. Junto de mim, uma jovem. Aparentava ter uns vinte e poucos anos e vestia uma camiseta com a inscrição: "Igreja Batista Encontro Com Cristo".

Espremida pela multidão, se esforça para abrir um punhado de folhetos evangélicos e, alcançando seu intento, começa a distribuir e falar. Conta que aos doze anos (isto mesmo, "12 anos") começou a se prostituir, tendo, como consequência deste comportamento, engravidado inúmeras vezes. Algumas dessas gravidezes resultaram em filhos, outras, em abortos. Vida infeliz sendo conduzida para mais infelicidade; ou, "um abismo chama outro abismo".

O próximo passo foi o caminho das drogas. Passou a consumir cocaína. Por causa do vício, deixava seus filhos pequenos em casa e ía aos pontos de venda de drogas comprar. Seu uso passou a ser tão frequente que não se importava mais em usar na frente de seus filhos. Certa vez, prossegue, viu um deles imitando-a consumindo drogas.

Aquela jovem faz o seu relato sem se importar com a reação dos passageiros (Pelo menos, aparentemente, não vi nenhuma reação contrária). Sua motivação era dar testemunho da transformação que experimentou a partir do momento em que se converteu a Cristo. Dizia ela: "Cristo mudou a minha vida, me libertou das drogas e me perdoou pelos abortos que fiz. Não posso deixar de falar disso. Hoje estou aqui para testemunhar do Ele fez por mim."

Enquanto ela falava, fui tocado por sua história e, principalmente, sua coragem. Orei. Pedi a Deus que a abençoasse com as palavras que ela gostaria de dizer e que as pessoas ali a entendesse.

Seu testemunho durou, aproximadamente, sete minutos, e ao descer do ônibus, ela sorria como se ainda dizesse: "que felicidade experimento quando minha alma expõe a gratidão pelo que meu Mestre me fez. Sou feliz não apenas pelo que Ele me fez, mas, pela oportunidade de agradá-lo".

As palavras eram proferidas truncadas (segundo a norma culta), a garganta se esforçava para produzir voz sem se preocupar com técnica vocal e sua exposição não seguia as normas da retórica de começo, meio e fim.  Mas, quem pode criticá-la ou criticá-los? Como ela, outros tantos têem a coragem de colocar a "cara para bater", semeando.

Num período em que a evangelização deixou de ser importante e - por causa das ações de alguns - o evangelho parece ser ultrapassado, retrógrado, arcáico e falso, aquela jovem se expôs por gratidão e amor. Amor a Cristo, a sua mensagem de salvação e amor ao próximo. Foi esse amor que deu à ela a coragem para testemunhar. Foi essa coragem que gerou em seu coração a alegria por cumprir sua missão. E ela seguiu feliz...

Certamente ela enfrenta inúmeras dificuldades, sofre terríveis dores na batalha de cada dia por uma vida melhor, mas, ela segue. Segue acreditando, confiando que suas dores terão fim e convidando outros a experimentarem o que ela experimentou: "A graça salvadora de Cristo".

Pois é, ela me ensinou. Sem técnica, sem vergonha, sem parceiro, espremida, ignorada por uns, mas, com coragem. Coragem para cumprir sua missão. Assim ela seguiu... para o próximo ônibus.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Não me Interessa Quem Governa o Brasil. Meu Voto Não os Autoriza Corromper Nem Serem Corrompidos.

Já estimulei outros a votarem e já votei no PT, no Lula, no Pinheiro (alguém aí se lembra dele? Cadê o nobre Senador cristão?) e, depois do que fizeram e fazem no poder, não há possibilidade de continuar acreditando em mentiras. Quem outrora apontou os trezentos picaretas, agora, se integra a turma.
 
Se aliaram com gente da época da ditadura, se coligaram com gente condenada por desvio de dinheiro, se abraçaram com políticos coronéis, adotaram as mesmas práticas que antes condenavam.
 
Privilegiaram os feudos econômicos (os bancos continuam com lucros exorbitantes), cooptaram sindicatos de trabalhadores, protegem e amparam governos ditatoriais, dão cobertura a escravidão moderna imposta a médicos cubanos (o dinheiro destinado aos médicos é entregue ao governo cubano), gastam uma fortuna com estádios de futebol e deixam hospitais, presídios, mobilidade urbana e coisas afins submetidos a escassez de recursos e a corrupção.
 
Propõem no Congresso a aprovação do aborto, a proteção e projeção do homossexualismo, a liberação das drogas, e quando encontram resistência política para suas propostas, ou compram as consciências ou tentam aprová-las tripudiando da democracia.
 
Eles revelaram quem realmente são (arrogantes, prepotentes, manipuladores, oportunistas e miniaturas de ditadores), e comprovam que a batalha que travaram na época da ditadura não era para implantar a democracia no Brasil, era apenas para mudar o tipo de ditadura. A tão propagada defesa do proletariado se mostrou, no governo do PT, uma falácia. Na verdade o que queriam era mudar de posição na escala social (Será que Lula continua pobre?). Realmente são adeptos da "ditadura do proletariado" - leia-se: Eles mesmos. Quando essa turma fala de "trabalhadores", falam deles mesmos! Agora podemos ler claramente.
 
Não sou petista como nunca fui partidário de nenhum outro grupo político. Sou brasileiro e, consciente de minha responsabilidade como cidadão deste país, torço para que minha nação seja justa, humana e decente, não para um partido político que usa o aparelhamento do Estado para, através da corrupção, comprar consciências e manter-se a qualquer preço no poder.
 
Acreditava na mensagem ética do PT. Fui enganado com o discurso farisáico. Seria um imbecil se permanecesse acreditando nessa turma depois de tantos casos de desvio de conduta (Rose Noronha quem é? Os ministros envolvidos em corrupção onde estão? Há muitos outros casos para citar. Não tenho espaço).
 
Destaque-se. A desculpa de que sempre se roubou no país, de que os outros partidos também são assim e que essas mazelas é resultado de anos de malfeitos não interessa mais! Essas desculpas ja deram. Cansou!
 
Quero que as autoridades de minha nação tenham vergonha na cara e me respeitem.
 
Não me interessa quem ou qual o partido governa o Brasil. O meu voto não os autoriza corromper nem serem corrompidos, mesmo que seja para cuidar do povo (do seu povo). É meu dever, nosso dever, votar acreditando que aquele(a) candidato(a) zelará pelos interesses da nação. No entanto, se desviarem-se deste ideal, nós temos o dever moral de retirá-los de lá e, provado desvio de conduta no exercício funcional, devem integrar o "Partido da Papuda".
 
A Papuda foi construída para abrigar "inocentes" culpados e políticos cara-de-pau adeptos do "rouba-mais-faz". Gente como José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Estudo: Sexo Casual Pode Causar Depressão e Pensamentos Suicidas

Pesquisadores descobriram que a cada relação sexual ocasional as chances de pensamentos suicidas aumentam em 18%
(Fonte: http://www.terra.com.br/portal/ Seção vida e estilo)
 
Sexo casual pode causar depressão e até levar a pensamentos de suicídio, de acordo com um novo estudo. Os pesquisadores entrevistaram cerca de 10 mil pessoas e descobriram que os adolescentes com sintomas depressivos eram mais propensos a praticar sexo casual. As informações são do Daily Mail.
 
“Vários estudos têm encontrado uma ligação entre problemas de saúde mental e sexo casual, mas agora a natureza dessa associação foi clara. Sempre houve uma pergunta sobre qual é a causa e qual é o efeito. Este estudo fornece evidências de que problemas de saúde mental podem levar ao sexo casual, mas o contrário também acontece”, explicou Sara Sandberg-Thoma, da Universidade de Ohio.
 
Jovens de 80 escolas americanas e 52 escolas de ensino médio foram entrevistados quando tinham entre 7 e 12 anos e depois entre 18 e 26. Foram feitas perguntas sobre relacionamentos, depressão e pensamentos suicidas.
 
Vinte e nove por cento dos participantes disseram que tinham vivido uma relação de sexo casual, que foi definida como “apenas sexo”. Entre eles, 33% dos homens e 24% das mulheres.
 
A ligação entre depressão e sexo casual foi a mesma entre homens e mulheres, de acordo com o Journal os Sex Research. Pesquisadores descobriram que a cada relação sexual ocasional as chances de pensamentos suicidas aumentam em 18%.
 
"O objetivo foi identificar os adolescentes que lutam com problemas de saúde mental, de modo que podemos intervir precocemente, antes de se envolverem em relações sexuais ocasionais", disse Sara.
 
Divulgação.

Onde Está a Mulher Virtuosa? Onde Está o Homem Virtuoso?

Família traz muita alegria e aquela gostosa sensação de dever cumprido. Principalmente quando nossa família vive em paz, em harmonia e estabilidade socio-econômica. Nosso cônjuge, lado a lado, se empenha na consolidação das coisas já conquistadas e das que estamos por conquistar. Nossos filhos crescem e amadurecem demonstrando um crescer seguro, fruto da absorção de, pelo menos, algumas orientações que lhe demos. A nossa alma olha, analisa e fica satisfeita.

Mas, a família para se desenvolver e alcançar esse ideal exige muito esforço e dedicação dos cônjuges. Vivenciamos isso em nossas famílias de origem, quando assistimos os árduos esforços de nosso pai e mãe na batalha pelo sucesso familiar. Agora, tendo constituido família, somos os protagonistas desta batalha em que nos é exigido a mesma parcela de sacrífício.

Marido e mulher, empenhados em vencer os obstáculos, se sacrificam em favor de sua família. São, pelo modelo das obras relacionadas em Pv. 31, virtuosos. Então, quando me ofereço para prover sustento, segurança, carinho e um bom ambiente para minha família, posso andar como digno do título "Pai de Família". Da mesma sorte a mulher. Quando ela cumpre com suas responsabilidades de "Mãe de Filhos" se faz digna do título e das honras advindas de uma família bem cuidada.
 
Mas...
 
Quando o marido deixa de fazer o que tem que fazer para a mulher, para os filhos e para seu lar, merece o título de virtuoso? Quando a mulher deixa  de zelar pelos cuidados do lar, dos filhos e do marido, permanece virtuosa?
 
A maioria das famílias tem dificuldades financeiras e não podem contratar empregadas para fazer o trabalho pesado. Por isso, o marido, mesmo trabalhando fora, também tem que ajudar em casa. A mulher, mesmo trabalhando em casa, também tem que ajudar buscando recursos fora.
 
Para terem o título de "virtuosos", tem que se fazer merecer. É duro, mas, é a realidade. Como diz o pregador (Eclesiastes 4), "É melhor serem DOIS do que um... Um ajuda o outro..." É isso.

sábado, 2 de novembro de 2013

A Nova Família

A nova família não participa das refeições sentados à mesa, interagindo ou, pelo menos, um olhando para o outro. Na nova família, cada um pega seu prato, se serve, sentam-se em frente a televisão e, mudos, engolem a comida.

A nova família não faz culto doméstico, porque a agenda individual não coincide. Na nova família quando o pai pode, a mãe não pode; quando a mãe pode, a filha não pode; quando a filha pode, o filho não pode, e assim,  o culto não pode ser realizado.

A nova família não dá a mínima para companheirismo. Se ele está lavando, eu não preciso enxugar; se ela está varrendo, eu não preciso arrumar; se ela está colocando roupa na máquina (nova forma de lavar roupa), eu não preciso estendê-las, dessa maneira nos tornamos insensíveis a necessidade de um ajudar o outro a levar o peso de uma família.

A nova família não tem amizade. Na nova família os amigos são virtuais, nós os encontramos nas redes sociais. Algumas vezes temos a felicidade de encontrar um irmão, uma irmã, o pai e a mãe, aí escrevemos: "oi, tô com saudade" (Eles não podem se ver, nem se relacionar pessoalmente, porque não tem tempo. Depois de duas horas (no mínimo) de navegação, desligam o computador e dormem).

A nova família não se importa com o que diz o pai, ou a mãe, ou os dois. Se eles falam incomodam desnecessariamente, pois falará aquilo que os filhos já sabem... mas, não fazem. E a tensão vai se estabelecendo, esticando a corda das relações que, em breve, partirá. Na nova família, amor fraternal é desconhecido.

A nova família não vai, juntos, à igreja. Cada um vai quando pode, quando quer e para onde quiser. Com o evangelho de restaurante dos dias atuais, cada um escolhe seu sabor e segue na sua vida, no seu mundo.

A nova família não se compara nem com um posto de gasolina, pois, no posto de combustível há frentistas que estão ali para te servir (pagando o preço, claro). A nova família é quase uma pousada. Cada um tem seu quarto, seu computador, sua tolha, seus talheres, suas roupas, sua vida privada completamente desligada do outro quarto.

A nova família sofre agonizante, e nada podemos fazer para recuperá-la. São tempos "modernos" onde novos valores são cultivados e cultuados como se Deus fossem. Donos da verdade. A experiência de nossos pais não conta mais. Dizem trilhar um novo caminho, uma nova visão, novos conceitos, mesmo sem saber aonde isso vai nos levar.

Antes mesmo que qualquer faculdade existisse, ou qualquer "especialista em família", fabricado em banco universitário alcançasse a fama midiática, a experiência familiar do bisavô ensinou a família da avó, a experiência da avó ensinou a família do pai, a experiência do pai e da mãe é quem nos ensina. Esta é a razão das famílias de tempos passados terem sido mais solidárias, mais companheiras, mais respeitosa, mais amorosas, mais fraternas e mais duradouras.

Numa sociedade fútil como a nossa, a velha família se tornou descartável, sem valor, sem graça. A nova família é que é a boa, pois é onde ninguém se importa com ninguém, ninguém ajuda ninguém e ninguém interage com ninguém.
 
Para membros dessa miserável nova família vale o realismo da canção popular: "Moro onde não mora ninguém, onde não passa ninguém, onde não vive ninguém. É lá onde moro, e eu me sinto bem..." Se sentem bem, isolados, solitários.

E assim, a nova família deixou de ser "nós" para ser "eu".

É uma pena.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Barrabás no Lugar de Cristo?

Num de seus escritos, Millôr Fernandes anotou: “Se em vez de salvar Barrabás a multidão tivesse salvado Cristo, a coisa só mudaria de nomenclatura. A humanidade teria criado em torno de Barrabás a mesma lenda que criou em torno do Outro. E nós seríamos todos barrabãos.”

O que mais nos chama a atenção é o tamanho da ignorância de alguns expoentes, atuais e do passado da sociedade, que tentando demonstrar alguma espécie de sapiência inexplorada publicam aberrações como as destacadas acima. Quando, então, calcados numa mente cética, resolvem falar sobre fé em Deus ou Jesus Cristo, aí a coisa assume feição de humor rídiculo.
 
Millôr Fernandes, falecido em março de 2012, infelizmente, deixou o registro do tamanho da sua ignorância em relação a Cristo no contexto da história judáica e mundial. Só quem ignora ou desconhece a história dos judeus e do aguardado messias pode fazer uma afirmação dessa.
 
Ele, não sei se intencionalmente ou não, concebe que os bilhões de cristãos no mundo, dentre eles gente com formação acadêmica como físicos, químicos, biólogos, historiadores, médicos, psicólogos, advogados, juízes, professores, agrônomos, mecânicos, engenheiros, militares, governadores e tantos outros, passam seu tempo acreditando num mito que poderia ser um outro qualquer.
 
Faltou, no mínimo, bom senso e vínculo com a história e a realidade.
 
A única possibilidade que permitiria Barrabás se transformar em um salvador como Cristo, caso tivesse sido condenado em seu lugar, seria se todos os cristãos pensassem como Millôr Fernandes. Impossível.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Não é Fácil

A maior batalha que travo todos os dias não é contra o diabo, o mundo ou um outro semelhante, é contra mim mesmo.
Desde que as verdades de Cristo me foram apresentadas, acreditei nelas e fui crescendo na compreensão dos valores ali embutidos. Desde então, vivo sendo tentado a desistir por causa das injustiças, da minha carne e da apostasia.
Como antídoto, passei a considerar como "esterco" tudo que me fosse oferecido no "lugar" dos altos valores de Deus, e considerar como preciosa a graça e o amor inefável dEle por mim e pelos outros.
Não é fácil, é dolorido, aparentemente (lembram de Elias?) solitário, mas, gratificante pela liberdade que experimento por conhecer a "Verdade que liberta".

Antes, convencido, agora, convertido; antes, um menino, agora, um homem; antes, um servo, agora, um filho; antes, um empregado, agora, um herdeiro; antes, um cego, agora, alguém que viu a "luz" e, fixando os olhos n'Ele, se arrasta tentando seguí-lo para onde Ele for.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Homens e Animais


Os defensores da libertação animal preferem que sejam os homens no lugar dos bichos nos laboratórios?
(Por João Pereira Coutinho - http://www1.folha.uol.com.br - 22.10.2013)
 
É uma marca de progresso: a discussão sobre os "direitos dos animais" chegou ao Brasil. Com estrondo: leio nesta Folha que centenas de cachorros foram resgatados de um instituto de pesquisa médica no Estado de São Paulo. A violência veio a seguir, com carros vandalizados ou completamente destruídos.
 
Nada de novo na frente ocidental. Na Inglaterra, por exemplo, tenho amigos que trabalham com ratinhos de laboratório em suas pesquisas científicas. Nenhum deles comenta o fato em ambientes, digamos, sociais. Como bares, cinemas, restaurantes. Nunca se sabe: pode haver um fanático da "libertação animal" por perto e as coisas descarrilam facilmente.
 
Como já descarrilaram no passado: histórias de insultos, ameaças de morte, agressões físicas e até profanação de sepulturas de familiares de cientistas fazem parte do cardápio. Na experimentação médica, o silêncio, e não o cachorro, é o melhor amigo do homem. Como se chegou até aqui?
 
O filósofo Roger Scruton escreveu um livro a respeito ("Animal Rights and Wrongs", editora Continuum, 224 págs.) que ajuda a explicar o fenômeno.
 
E o fenômeno explica-se com o declínio da religião nas sociedades ocidentais: quando os homens acreditavam que eram os seres superiores da criação, ninguém pensava nos "direitos" ou nas "sensibilidades" dos bichos. Nós, e apenas nós, tínhamos sido criados à imagem e semelhança do Pai. Não havia como confundir um ser humano com um batráquio.
 
A "morte de Deus" alterou a discussão: se não existe um Pai com seus filhos prediletos, então todos somos habitantes do mesmo espaço --e todos somos, como diria o extravagante Peter Singer, criaturas dotadas de "senciência", ou seja, capazes de experimentar a dor e o prazer. Donde, evitar a dor é um imperativo tão legítimo para humanos como para animais.
 
Claro que, nas teorias de "libertação animal", nem todos os animais desfrutam da mesma sorte empática: acredito que mesmo Peter Singer, nas tardes de insuportável calor australiano, também seja capaz de matar uma mosca ou duas. Mas o leitor entende a ideia: se conseguirmos imaginar um animal a falar e a cantar num filme Disney, por que não conceder-lhe estatuto moral pleno?
 
Porque isso é uma aberração filosófica, explica ainda Roger Scruton sobre o argumento Disney: existem traços básicos da nossa comum humanidade que estão ausentes do restante mundo animal. São esses traços que fazem com que "nós", e apenas "nós", sejamos seres morais no sentido pleno da palavra.
 
"Nós", e apenas "nós", somos capazes de julgar, meditar, revisitar o passado, planear o futuro --desde logo porque somos seres temporais por excelência, conscientes da nossa história e do nosso fim.
 
"Nós", e apenas "nós", somos dotados de imaginação e, sobretudo, de "imaginação moral": somos capazes de rir, corar, sentir remorsos ou alimentar indignações (e premeditadas vinganças).
 
E, talvez mais importante, "nós", e apenas "nós", somos capazes de reivindicar e defender "direitos", o que implica que "nós", e apenas "nós", somos capazes de entender o que significam certos "deveres". Como, desde logo, o "dever" de não infligir dano desnecessário sobre animais (moscas excluídas).
 
Será a pesquisa científica um "dano desnecessário sobre animais"?
 
Não creio, sobretudo quando contemplo as alternativas. O americano Carl Cohen, outro filósofo sobre estas matérias que também recomendo aos interessados (com o seu "The Animal Rights Debate"), é primoroso ao colocar o problema no seu duplo e potencial impasse: os defensores da libertação animal preferem que sejam os homens a tomar o lugar dos bichos nos laboratórios?
 
Ou preferem antes que não existam mais cobaias nos laboratórios e que os avanços científicos possam parar de vez neste ano da graça de 2013?
 
Boas perguntas. Esperemos pelas respostas. Mas, até lá, talvez não fosse inútil convidar os militantes da "libertação animal" a recusarem daqui para a frente todos os tratamentos médicos que têm no seu historial o uso de animais em laboratório. Em nome da coerência.
 
Se isso significar, no limite, a morte de alguns dos militantes, tanto melhor: unidos na vida, unidos na morte.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Minhas Reflexões Sobre Temas Bíblicos Não Servem Para a Igreja...

Minhas reflexões sobre a Bíblia, no que diz respeito ao cristianismo, dogmas, usos e costumes, lei e graça, finanças, família, ministério pastoral feminino, não servem...

ü  Para a igreja que não se contenta com o valor histórico e moral do AT, confundindo com um banco de regras que devem ser preservados a despeito do novo pacto firmado por Deus em Cristo;

ü  Para a igreja que coloca o cristianismo acima e independente do Seu Cristo;

ü  Para a igreja que dá maior valor as tradições em detrimento das doutrinas cristãs;

ü  Para a igreja que invés de ênfase nos princípios da decência e da prevenção ao constrangimento, enfatizam regras como vestuário, corte de cabelo e penduricalhos. Aquela educa, esta, oprime;

ü  Para a igreja que reinventa a lei para escravizar na graça;

ü  Para a igreja que "cobra" colaboração financeira ameaçando com o "migrador", o "devorador", o "cortador", o "destruidor", a "locusta", o "pulgão" e outros bichos mais;

ü  Para a igreja que abre mão da família, a fim de justificar atitudes de obreiros infiéis para com suas respectivas esposas/famílias que desejam gozar do padrão matrimonial mundano;

ü  Para a igreja que confunde "pastora de ovelhas" e "magistrada civil" com sacerdócio espiritual, a fim de se adequar a "nova ordem imposta pela pós-modernidade" que obriga liderança feminina, com base na sociologia secular, independentemente do que Deus estabeleceu em Sua Palavra.

Minhas reflexões não servem para igrejas que aprisionam Cristo no tempo e no templo, encarcerando os seguidores de boa-fé nos gostos, achômetros e pensamentos pessoais de seus líderes ou influentes da vez.

Minhas reflexões só servem para uma busca honesta pela verdade, sem os torcicolos das aplicações fraudadas por nossa humanidade perdida.

Muitas vezes erro, mas, tento não ler o que não está escrito, nem entender o que o texto não diz, apenas preservo a regra básica da hermenêutica, "a Bíblia fala por si". Se não está escrito e nem é disto que o texto trata, ignoro e sigo em frente buscando a verdade que me liberta.

Ah! Em tempo. Não fui eu que inspirei ou escrevi os livros da Bíblia, nem inventei a hermenêutica.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Consideração da Presidente Dilma Rousseff Sobre o Dia das Crianças

Afastem as crianças em idade escolar da sala...
 
Este texto se destina aos adultos resistentes, pois, os profundos mistérios revelados exigem do leitor enorme esforço para compreensão.
 
Com a palavra a "filósofa", D. Dilma Rousseff - sobre o Dia das Crianças:
 
“Eu, primeiro, queria dirigir um cumprimento aqui aos nossos prefeitos e às nossas prefeitas, e dizer que muito me honra a presença deles aqui hoje. E, em especial, uma vez que eu estou aqui nesta cidade tão querida que é Porto Alegre, cumprimentar o nosso prefeito Fortunati e a querida, a primeira-dama Regina Becker. Principalmente porque, se hoje é o Dia das Crianças, ontem eu disse que criança… o dia da criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante.”
 
(Transcrito do site do Planalto por Reinaldo Azevedo).
 
O Ministério da Saúde adverte: "Favor não tentar falar desse jeito. Pode causar sérios danos aos neurônios e, consequentemente, a saúde mental".
 
"É uma vergonha!"

 Valei-me meu Deus!

sábado, 12 de outubro de 2013

A Palavra e o "Espírito" da Palavra

ADORO minha família - Não significa que minha relação com ela é do mesmo tipo do meu relacionamento com Deus. Posso idolatrar alguém dizendo simplesmente que gosto dela (p.ex.: a relação fã/ídolos);
 
Eu sou INCOMPETENTE para programar um computador - Não significa que eu seja INCOMPETENTE para dirigir um carro, escrever um livro ou jogar futebol. A minha INCOMPETÊNCIA como programador de computadores não me torna desqualificado para outras atividades;
 
Eu tenho ORGULHO da minha mãe - Não se trata do mesmo orgulho que se considera superior aos outros ou impede o homem de reconhecer Deus e, humildemente, se aproximar d'Ele;
 
Sou IGNORANTE com relação a física quântica - Não significa que eu seja bruto ou um completo alienado;
 
Pois é...
 
"Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica" (2 Co. 3:6).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Amar a Deus Acima de Todas as Coisas é, Também, Não Compará-Lo Com Todas as Coisas.

Quem vem primeiro? "primeiro, Deus, depois, nossa família, depois, nosso trabalho..." e assim, prosseguimos em nossa avaliação de Deus. Esquecemos que quando avaliamos, julgamos. A pergunta é: "podemos julgar Deus?" Quais os "justos" critérios mentes imperfeitas, finitas e limitadas se utilizam para avaliar uma Mente perfeita, ilimitada e eterna?
 
Não consigo entender porque colocamos Deus dentro de nossa escala de valores e nos achamos com condições de analisarmos e sentenciarmos Deus. Mesmo que o resultado de nossa avaliação seja a colocação de Deus acima da família, do trabalho, da igreja e até de nós mesmos, não esconde nossa arrogância em, inconscientemente, avaliarmos Deus comparando-o com pessoas e instituições limitadas e imperfeitas.
 
Deus é "hours concurs" (termo utilizado para algo excepcional que vai ser apresentado numa exposição, num concurso, sem estar competindo com os demais, sendo, apesar da subjetividade, considerado de qualidade superior). No caso de Deus, "de qualidade incomparável".
 
Deus é o Ser necessário que não necessita de nada. Deus é o topo, o máximo, o incomparável, o imensurável, o infinito, o ilimitado. Não há razão, portanto, para O reduzirmos e encaixá-lo dentro do conjunto das coisas que podemos avaliar.
 
Vivemos, nos movemos e existimos n'Ele (At.17:28), nossas famílias são construídas e sustentadas por Ele (Sl. 127), a igreja Lhe pertence e nela é manifestada Sua vida (Mt. 16:18 e 1 Co. 12:27), por esta razão, não me atrevo a incluir Deus no campo das minhas avaliações.
 
Deus permeia minha família, meu trabalho, minha igreja, enfim, minha vida e tudo que se relaciona com ela. "Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém" (Rm. 11:36).
 
Primeiro minha família, depois eu, meu trabalho, minha igreja e as outras coisas. Deus? Olhe para tudo isso? O que você vê? Há traços d'Ele impregnado em tudo?
 
O fato de não poder compará-Lo com tudo que existe não extingue a necessidade das nossas atitudes serem capazes de demonstrá-Lo em tudo. Sendo assim, nossas atitudes em relação a tudo é que demonstrará se Deus realmente está em e acima de tudo.
 
Pense nisso!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Minha Mãe, Meu Orgulho.

Há dias que desejo escrever sobre minha mãe. Passando o que passamos nestes últimos anos, tento dimensionar o que ela, especificamente, passou... e sofreu... e viveu.

Não escolhemos nascer, nem onde nascemos, apenas, nascemos. A partir daí, nossa opção é encarar a vida como ela é e fazer escolhas de menor importância, apenas na esperança de alcançar o propósito final de todos: “a felicidade”.
 
Minha mãe foi uma jovem, como outra qualquer, que desejava viver os sonhos juvenis de felicidade em sua realidade de vida adulta. Aos dezenove anos, recebe a visita de um jovem, Cazildo, que a deseja conhecer e casar.

Cazildo era do tipo “sem lenço, sem documento, nada no bolso, nem nas mãos”, mas, tinha coragem, boa conversa, não era preguiçoso, nem cafajeste. Sabia se comunicar e, naquele tempo, as mulheres simplesmente encaravam o candidato que conseguisse a autorização dos pais. Isto Cazildo conquistou e, assim, Valdete seguiu aquele itinerante para uma vida de alegrias, tristezas, desafios e sacrifícios (não, necessariamente, nesta ordem). Sem casa, sem móveis, sem nada... Apenas a coragem para, juntos, vencer os desafios que, nos dias atuais, são intransponíveis para a maioria dos casais.
 
Foram quatorze filhos, poucos recursos e, consequentemente, muito sofrimento. Como o velho trabalhava viajando por cidades, obrigando-o a ficar fora de casa por dias, minha mãe encarava, sozinha, a casa e a grande família. Racionamentos, fome, dificuldades mil que a levaram a encarar jornada dupla, tripla. Trabalho interno e externo, ajudando o marido na busca por recursos que possibitassem diminuição do sofrimento e ajudasse a família a seguir em frente. Neste particular, a fé em Deus foi preponderante para o sucesso.
 
O início de uma vida de sacrifícios, talvez, tenha sido menos difícil para D. Valda, porque não tinha a noção exata do que a esperava. No entanto, terminar relacionamentos sólidos, que passaram pela prova das dificuldades e dos sofrimentos e alcançaram o ápice do vínculo eterno de amor recíproco, é extremamente doloroso.

No caminhar desta família, alguns foram ficando pelo caminho. Cinco filhos e, recentemente, seu marido. E D. Valda...
 
D. Valda foi corajosa quando acompanhou Cazildo;
 
D. Valda foi destemida quando encarou o sacrifício de criar seus filhos e cuidar de seu esposo;
 
D. Valda foi ousada quando encarou as ruas para ajudar nosso pai na busca pelo pão-nosso-de-cada dia;
 
D. Valda foi altruísta quando, renunciando algo melhor que a vida poderia lhe dá, encarou se sacrificar em favor de outros (eu, meus irmãos e irmãs, e seu esposo);
 
D. Valda foi fiel quando jamais fugiu dos compromissos que assumiu, mesmo a custa de tanta dificuldade e sofrimento.
 
Vi minha mãe sofrendo na morte da garotinha Gersonita, vi minha mãe sofrendo na morte do jovem Elias e, por fim, vi minha mãe sofrendo na morte de nosso pai. Dos outros membros da família que deixaram nosso convívio não recordo. No entanto, dos três que acompanhei, nenhum dos dois se compara a despedida do meu pai.
 
O sofrimento para uma mulher que aprendeu a respeitar, a perdoar e amar um homem durante sessenta anos, e é obrigada a presenciar sua despedida da vida, chega a ser cruel, um martírio.
 
Durante esta trajetória, comentava com meus irmãos que o exemplo de nossa mãe era muito forte. Minha mãe foi uma guerreira, brava guerreira. Em momento de agonia, ela me dizia: “minha vontade é gritar!”, mas, ela controlava, se resignava, porque sabia que a referência agora era ela.
 
Sua família, suas crias, olhavam para ela e, de “boca caída”, festejavam a mulher terna, forte e de fé que Deus nos deu. Não a escolhemos. Foi Deus que, por sua graça, nos deu esta mulher como esposa, mãe, avó e bisavó. Por D. Valda afirmo: “Deus só nos dá coisa boa!”
 
A força que a família encontrou para estar com nosso pai em seus últimos dias, veio de nossa mãe. Mesmo debilitada por um AVC, ela não se eximiu de amar Cazildo até seu último momento.
 
Se pudesse, e ela quisesse, levaria minha mãe para morar comigo, mas, são tantas coisas envolvidas, tanta desconfiança, tanta insegurança, que é melhor deixar pra lá...
 
Agora nosso desafio é cuidar dela, é minimizar a perda irreparável e, no esforço máximo, lhe dá o máximo de conforto e alegria que a vida ainda pode lhe dar. Somos parte importante disso.
 
Um beijo mãe. Obrigado por ser quem és, e como és. Se minha vida interrompesse aqui, já teria valido a pena ter existido ao teu lado.
 
D. Valda tenho imenso orgulho de você!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Uma Família na Qual Vale a Pena Pertencer

Bom seria que vivessemos felizes, desfrutando de todo conforto, alegria e sossego que o dinheiro pode nos dá. Para mais de 90% dos brasileiros isso é sonho, utopia até. O dinheiro recebido por 30 dias de árduo trabalho, chega ao fim do mês, sobrando mês e faltando dinheiro. Mas, há um lado bom nas dificuldades, no sofrimento que somos obrigados a encarar. É através das adversidades que mostramos nossa cara, nosso caráter, nosso valor.

Minha família é grande (Maior que esse  texto). E como é bom pertencer a uma família grande. Sem me prender a detalhes, éramos quatorze (minha mãe, meu pai, eu, meu irmão, o outro meu irmão, o irmão do meu irmão, o outro irmão, o irmão desse irmão, a irmã, a irmã dessa irmã, minha irmã, e outra irmã, e a irmã da minha irmã...) e hoje somos em TRINTA E DOIS!!! Mãe, filhos, filhas, cunhados, cunhadas, netos, netas e bisneta. É gente!

Comunicação ruidosa, fácil e difícil, gerando compreensão e incompreensão, promovendo união e desunião, companherismo e entrevero. Tanta gente diferente que um mesmo olhar pode significar aprovação ou desaprovação, carinho ou agressão, daí, uma família grande como esta manter-se unida em torno de algo comum, é extremamente difícil.

Todavia, quando nos concentramos num bem comum, num alvo amorosamente escolhido e compartilhado, conseguimos superar as diferenças e agirmos com um só coração e um só espírito (não seria esta uma prova de que brigamos por pouco? por coisas sem real valor?).

O ambiente não era dos melhores, mas, era o que tínhamos para lidar. Meu pai vivendo seus últimos dias, tendo em seu entorno esta grande família. Unida, empenhada, contida, suportando e se suportando, todos envolvidos no objetivo comum de dar ao nosso velho as melhores condições para finalizar sua jornada terrena.

Ví minha família real, não aquela subjugada pelas sensibilidades exacerbadas, pelas guerras infames, pelo ódio infernal, pela desconfiança vulgar, pela inveja mesquinha ou pela indiferença incompreensível. Vi uma família solidária, de pouca força, é bem verdade, mas, altruísta, cabeça erguida como quem sabe o que fazer, e bem fazer.

Permitam-me tratar pelos nomes de infância ou apelidos carinhosos (isso facilita bastante!)

SeuDéo foi determinado. Incompreendido, muitas vezes, pela aparente insensibilidade. Mas, ele precisou ser duro consigo mesmo para conduzir nossa família nesse momento difícil. E conseguiu ser o "mais velho - primogênito" de sua prole que, acredito, meu pai sonhava;

Vado foi um aliado conquistado, não menos sofrido. Foi acompanhando tudo de longe, de meia distância, de perto... Foi percebendo aos poucos o momento crucial e não se absteve. Do seu jeito, carregou, comprou, limpou, encarou as dificuldades e as dores lado a lado. Companheiro;

Zildinho, o pastor novinho, que respirava com dificuldade procurando abrigo para a dor do coração. Ver o velho, seu nome, sua essência, se despedindo da vida ao som de um violão. E ele canta... Com seu velho pai, ele se despede numa canção;

Tito, o pastor vizinho, presença constante física e familiar. Entrava, olhava, acariciava, tentando reanimar nosso velho num toque, numa conversa carinhosa, numa oração. Saía, sofrendo a dor da despedida iminente;

Detinha, contida, envolvida, chefe do hospital, da enfermaria, do pronto atendimento que está à disposição do paciente onde e quando ele chamar. Assume a guarda e a responsabilidade pelo bem-estar do velho e da velha, não se descuidando nem da higiene hospitalar. Gritar, não podia. Tinha que segurar e apenas se dedicar a arte de servir;

Lucinha é um turbilhão de emoções (para o bem ou para o mau), pronto para explodir a qualquer toque, ou insinuação. É a válvula de escape das nossas emoções que se consolida nela. Sofreu desesperadamente. Mas, Lucinha foi mais. Ela é a cozinheira hábil, dedicada, nutricionista encarregada da alimentação do paciente, do corpo ambulatorial e dos demais servidores. Parou de comer? Não foi por falta de alimento. Lucinha está lá. Tem um prato em suas mãos pronto para servir.

Eli é o mordomo fiel, o fiel escudeiro. Motorista, ajudante, servo dedicado ao trabalho ininterrupto que não se exime do dever... e da compaixão. Foi os braços e as pernas dos nossos velhinhos durante as idas e vindas ao médico, a fisioterapia. Dedicação exemplar, carinho singular;

Girl foi a expressão da dor e do sofrimento. Trazia no rosto a carga da surra que a vida nos dava. Meu pai viu e sentiu o sofrimento da família na face da caçula. Amor, carinho, sensibilidade, sofrimento e dor misturados no ritmo do ocaso.

Mas, não terminou aí...


Patrícia, Neide, Guacira e Marizete fizeram parte daquela equipe que, a priori, ninguém percebe. Apenas os respectivos esposos sabem o apoio importante que deram. Mas, além disso, foram solidárias, atenciosas e amorosas, procurando ajudar como podiam. Saliente-se e, justiça seja feita, Neide e Guacira deram uma mão grande na limpeza. Esmero;

Valdo e Daniel foram os "companheiros do velho nos últimos dias" (parece nome de igreja). No caminho à igreja ou na mesa de jantar, foram a voz que dialogava e os ouvidos que se disponibilizavam para ouvir o que nosso velho tinha a dizer. Sofreram, cada um do seu jeito, e com a dignidade de quem reconhece o valor de um sogro/pai, se mantendo atentos e irmanados no cuidado e no desejo de superação deste tão duro processo.

Vínicius, Samantha, Ingrid, Yasmin, Milena e Talita fizeram parte da equipe médica que, transcendendo a relação avô/neto(as), se sucederam no apoio e nos cuidados ininterruptos que o paciente precisava. Foi exemplo da equipe nota 10. Dia e noite se revezavam no asseio do paciente, no controle da pressão arterial e temperatura, na observância dos horários para medicamentos, no socorro ao paciente para mudar de posição, enfim, uma equipe dedicada, atenciosa e qualificada (Vinícius - biologia; Samantha e Milena - enfermagem; Ingrid - Medicina). Amor sacrificial que com amor altruista se paga;

Netinho, Juliane e Kilane, num abraço, num afago, num copo com água e na tigela de alimento que conduziam da cozinha para sala, pro quarto, no apoio para levantar, na arrumação da almofada, ou somente na voz que repetia: "Vô?", o amparo emocional que fez toda diferença na construção das vitórias diárias necessárias.

Mirela, Tarsila, Renan, Daniel Júnior, Alana, Maria Antonia e Karem, limitados pela idade e, consequentemente, pela dificuldade na real compreensão daquilo que nos envolvia, se alternavam em, apenas com a presença, arrancar um sorriso, um "Deus te abençoe" ou um beijo do seu velho avô. Apenas, e tão somente o futuro, poderá explicar-lhes o drama e convencê-los do valor que, todos, avô/netos/bisneta, perderam;

É, realmente, uma família e tanto! É o resultado do Sl. 128 que impera sobre um bom homem: "...teus filhos, como brotos de oliveira à roda da tua mesa" e "...verás os filhos dos teus filhos" (v.6).

Meu pai pode ter visto o resultado do trabalho de suas mãos e ficado satisfeito.

Não, não me esqueci. MÃE é para um texto a parte (Em seguida, neste blog).

Eu?

Quem lê o meu blog sabe que já a algum tempo sofro (Aqui e Aqui). Desde que recebi a notícia do câncer de próstata, percebi ser um caminho sem volta. A partir de então, muitas noites foram recheadas com lágrimas. Quando tinha forças, ia à casa de meu pai apenas para sentar ao seu lado e abraçá-lo. Outras tantas vezes tentei acompanhar o ritmo dos outros e, quando não conseguia, fugia. Sim, muitas vezes, fugi.

Por vezes tentei levar uma vida como se tudo estivesse bem, normal. Impossível. Sempre me surpreendia com a imagem, a ideia, a sensação, a dor e a constatação que a vida terrena não é interminável e que, para meu velho, era o início do fim. Se tratava do nosso amado pai.

Pai a gente só tem um e apenas uma vez na vida.

Quando noto a dedicação e as obras de cada um, me reduzo apenas a tentativa de ajudar. Tentei ajudar desesperadamente e, inconscientemente, adiar. Mais. Sinto que o pouco que fiz, fiz muito pouco. Mas, agora, me cabe o registro, o reconhecimento do esforço, do empenho e do trabalho de cada um.
SeuDéo, Vado, Zildinho, Tito, Cazil, Lucinha, Eli, Girl, Neide, Guacira, Patrícia, Marizete, Daniel, Valdo, Samantha, Vinícius, Yasmin, Ingrid, Juliane, Kilane, Renan, Maria Antonia, Talita, Tarsila, Netinho, Karem, Milena, Mirela, Daniel Júnior e Alana, se puder ter um pedido atendido por Deus, peço:
"Que Ele abençoe e recompense a cada um, segundo a medida da fé, do coração e das obras oferecidas ao meu pai e minha mãe, como oferta suave ao Senhor".
Vocês foram DEZ! MIL! Vocês são a melhor família que tenho. A Melhor Família do Mundo!
Sinceramente, OBRIGADO.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Não Há Justificativa Para Falta de Um Bom Relacionamento em Família

“Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel (1 Tm. 5:8).
 
A família deveria ser a instituição onde melhor desfrutássemos das relações interpessoais. Digo “deveria” porque basta uma análise das relações familiares para percebermos como nos tratamos. Somos arrogantes, implicantes, arredios, insensíveis, mal-humorados, deseducados, omissos e agressivos quando tratamos com nossos pais, nossos irmãos e irmãs. A forma como nos relacionamos no ambiente familiar é tão sem nexo que, havendo um animal de estimação, o relacionamento com o animal causa inveja aos seres humanos. É o carinho diário, a preocupação com a limpeza do lugar onde costuma ficar, a atenção com a hora da alimentação, o cuidado com a recuperação nas doenças, enfim, é o interesse pessoal e a dedicação intransigente pelo seu bem-estar.
 
Em muitas famílias, hoje, sentar à mesa é substituído pelo sentar à frente da TV e continuar ignorando o outro, é ser insensível às necessidades físicas, emocionais e espirituais do irmão, da irmã, do pai, da mãe e dos filhos. Não temos tempo, estamos cansados, temos outras coisas por fazer e, assim, colocamos nossa relação familiar num nível inferior ao de amigos, colegas e “irmãos da igreja”. Sim, senhores, “somos mais amigos dos amigos de que dos nossos irmãos, pais e filhos”.
 
Aliás, o ambiente religioso, muitas vezes, rouba o tempo da família. Sob pretexto de “cuidar das coisas de Deus”, abandonamos nossa família à própria sorte, num ambiente onde é “cada um por si e Deus por todos”. Para “cuidar das coisas de Deus” largamos nossos filhos, esposas, maridos e pais sozinhos. Dentro do ambiente do templo gritamos: “eles são importantes para nós!”, já no cotidiano...
 
Há tempo para todas as coisas debaixo do céu” (Ec. 3), só não há tempo para nossas relações familiares.
 
Retendo-me ao comum, não conseguimos nem almoçar direito com nossa mãe porque as atividades na escola dominical nos faz chegar depois das 12h, tendo que correr porque logo no início da tarde temos mais programação e atividade religiosa. Não podemos “perder tempo” para saber como ela estar, o que precisa ou, pelo menos, conceder-lhe tempo apenas para desfrutar de nossa companhia.
 
A despeito do que diz Deus em sua Palavra (1 Tm. 3:5; Mt. 15:3-6; 1 Tm. 5:4,8; 1 Co. 7:33; Pv. 31:10-31; Ef. 5:29; 1 Tm. 3:4; Ef. 3:14-19), transformamos nossa família num fardo. Nossos pais, irmãos, irmãs e filhos deixaram de ser, para nós, uma benção, um presente, uma joia preciosa que desejamos ardentemente cuidar, proteger, guardar e priorizar.
 
O que fazer? Precisamos nos adequar enquanto temos tempo, sob pena de colhermos as consequências da negligência num futuro não tão distante (2 Tm. 3:3 – “sem afeto natural”). As palavras que devemos olhar com atenção são: Organização e prioridade. Organizar nossas agendas de tal modo que nos possibilite priorizar nossa família, priorizar nossas relações intramuros, fornecer àqueles que vimos, ou nos viram, nascer e crescer, tempo de qualidade que possibilite um amadurecimento e crescimento em amor e zelo.
 
Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js. 24:15). Isto já fazemos faz tempo. Precisamos é servir uns aos outros e nos relacionarmos melhor uns com os outros em nossa casa. Talvez, assim, agrademos mais ao Senhor que dizemos servir (1 Jo. 3:17; 4:21).
 
Parafraseando 1 Jo. 4:20 – “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e não se relaciona bem com seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, com quem convive, como pode amar a Deus, a quem não se vê?”
 
Pense nisto, e mude pra melhor!

domingo, 15 de setembro de 2013

José Dirceu: "Os petistas do Mensalão Não se Sentem Culpados de Coisa Alguma".

Sentir-se culpado é para quem tem boa consciência e percebe, desta forma, quando comete erros.  Assumir falhas não é para qualquer um, é para aqueles que têm coragem. Esta propagada inocência petista é fruto de dissimulados.
 
No período da ditadura militar, quando eles tentavam implantar uma ditadura de esquerda no Brasil, o Estado Brasileiro considerava-os criminosos. Agora, em plena democracia, o Estado Brasileiro outra vez considera-os criminosos. Não aprendem.
 
O consultor José Dirceu quer ser preso como Tiradentes. Vai ser preso como corrupto, chefe de quadrilha. Vai ser preso como aqueles bandidos sem-vergonhas que, pegos com a boca na botija, choram e gritam:"isto não é meu, está comigo, mas, sou inocente!". Cara-de-pau!!!