sábado, 27 de setembro de 2014

É MENTIRA!

É MENTIRA que os cristãos querem IMPOR sua visão de mundo e suas crenças aos brasileiros, através de leis do tipo "pode e não pode".
 
Se há uma coisa que os cristãos tem consciência é o fato de que o evangelho não pode ser recebido por IMPOSIÇÃO, como uma OBRIGAÇÃO. Nem Deus, com seu poder, soberania e legitimidade, nos obriga a aceitar e cumprir suas leis. A conversão aos princípios do evangelho se dá pela fé e de forma voluntária.
 
É MENTIRA que os cristãos são homofóbicos.

O fato de defendermos que a Bíblia informa ser, o homossexualismo, uma abominação contra Deus, não significa que odiamos os homossexuais e queremos destruí-los. Se é Deus quem considera a homossexualidade um desvio da normalidade, Ele, no tempo certo, tratará desta questão com os envolvidos. Apesar disto, a Palavra de Deus, ao contrário do pensamento ignorante de alguns, defende que cada cidadão tem o direito de fazer o que quiser em sua vida privada, contanto que não agrida o direito dos outros.
 
É MENTIRA que Pastor determina o voto dos cristãos.

Durante todos esses anos de convivência no meio cristão, nunca presenciei imposição de voto para A, B ou qualquer outro candidato. Pelo contrário. O que se defende é a consciência dos princípios cristãos para um voto cidadão consciente. Porém, é verdade que um bom líder tem influência sobre o público cristão. No entanto, sua arma de influência é uma vida coerente e argumentos bíblicos convincentes.


É MENTIRA que "cristão vota em cristão".

Cristão vota em candidatos que lhe inspire confiança, transpire honestidade e demonstre integridade. Além disto, é importante para este segmento que o candidato se comprometa com a não agressão aos princípios bíblicos inegociáveis. Se for cristão, melhor.


É MENTIRA que o cristão é "obrigado" a dar dízimos e ofertas.

Dízimos e ofertas constam na Bíblia como meio de contribuição voluntária da comunidade dos cristãos. Não é imposição. É capacidade crítica de reconhecer que as despesas decorrentes das reuniões que participamos devem ser compartilhadas pelos que delas participam. É usufruir do bônus, assumindo o ônus.


É MENTIRA que todo dinheiro doado na Igreja vai para o bolso do pastor.

A comunidade cristã tem demandas que prescinde de recursos financeiros para suprir. Luz, água, telefone, deslocamentos, construção de prédios, conservação de imóveis, ajuda aos mais carentes, aos drogados e as demais vítimas de uma sociedade hedonista irresponsável. Como se faz sem recursos? O princípio da cooperação igualitária é o fundamento de sustentação das igrejas. É verdade que dentre as despesas há ajuda de custo (prebenta, salário, como queiram)  para pastores que vivem exclusivamente em função do trabalho religioso. Ou eles devem trabalhar diuturnamente no sacerdócio e morrer junto com sua família progressivamente?


É MENTIRA que todo pastor desvia o dinheiro da igreja em seu benefício.

A maioria dos pastores são íntegros e vivem no limite de suas necessidades pessoais e familiares, em razão de sua luta na condução de um povo que se inclinou para Deus.


É VERDADE...
 
Vamos continuar pregando boas novas de salvação, condenando o pecado, anunciando o retorno de Jesus e alertando sobre o "dia da prestação" de contas perante Deus.

Isto, sem dúvidas.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pai, Afasta de Nós Esses Políticos, Pai.

Todo ano de eleição é a mesma correria. De repente, as denominações se enchem de "irmãos" que nunca antes conhecíamos. Vindo de tudo quanto é lado ou ideologia, aparecem em nossas igrejas. Bem vestidos, linguajar apurado e, como não pode deixar de ser, munidos de trechos memorizados da Bíblia e jargões evangélicos. "Paz, irmãos", "Cristo, nosso Senhor", "Como vocês dizem: aleluia!", etc.
 
A sociedade brasileira está organizada sob a égide de um estado laico. Isto significa que a Igreja não interfere no Estado e o Estado não interfere na Igreja. É a separação entre um Estado regido pelos homens e a Igreja regida por Deus (em tese). Claro que isto não significa que os cristãos não paguem impostos e, como cidadãos, não tenham direito e obrigação de escolher seus governantes.

E é aí que políticos "sabidos" e "sem-vergonhas" se lembram dos cristãos. Gente que defende casamento-gay, aborto e descriminalização das drogas nos bastidores e não tem coragem de dizer diante de nós. Sem mencionar, ainda, os que possuem uma ficha pregressa de provocar náuseas em qualquer cidadão de bem, em razão de seu envolvimento em falcatruas, maracutais e similares.
 
Quando se trata de período eleitoral e votos, os "do lado de cá" (os religiosos), se tornam alvo de elogios e outros agrados dos "do lado de lá" (políticos secularizados). E, então, é aquela romaria aos templos cristãos. Invés de "pagar promessas" ou "invocar graças", vão em busca dos milhões de votos que se reúnem em milhares de templos espalhados pelo Brasil.
 
A verdade nua e crua é que as igrejas cristãs brasileiras se tornaram atrativas para todos os políticos, sejam cristãos, ateus ou de outras ramificações religiosas. Quando não tinham o alcance populacional de hoje, com seus 25 milhões de seguidores (aproximadamente), os cristãos não exerciam nenhuma atração sobre os políticos. Com o seu exponencial crescimento no Brasil, se tornaram um segmento social que não se pode desconsiderar. Por esta razão, os templos cristãos se tornaram um local de presença constante de candidatos a cargos públicos, principalmente, e alguns, exclusivamente, em tempos de eleições.
 
Nos "visitam" ou, melhor, fazem campanha em nossos templos os que crêem, os que não crêem e, também, os que são contrários à nossa fé. Durante o mandato essa gente desce a "borduna" em nossas costas e pelas nossas costas. Em campanha, são "amigos da nossa fé".
 
O que eles não percebem é que o nível de consciência política dos cristãos está melhorando. Antes, uns bobões que acreditavam em tudo que os homens dizem. Agora, acreditam se houver respaldo da Bíblia e do testemunho de suas vidas. Por esta razão, não adianta um político aparecer dizendo defender a família se ele já está em seu segundo, terceiro ou quarto casamento. Não adianta ele dizer ser a favor da vida e durante seu mandato não notarmos sua presença votando e se manifestando contra as leis que defendem o aborto.

Foi-se o tempo do faz-de-conta. O que desejamos dos políticos, sejam cristãos ou não, é respeito para com Deus, decência com a "coisa pública", honestidade, transparência e coerência.
 
Estamos abertos a ouví-los. Não em nossos templos. Nossos templos não foram construídos para esse fim. Que falem conosco em outro lugar, como por exemplo, numa reunião marcada num comitê político qualquer ou, então, que utilizem a propaganda eleitoral gratuita para falarem e demonstrarem o que pretendem. Aqueles que conhecemos, que congregam e comungam conosco da mesma fé, sabemos quem são. E isto não é grande vantagem, pois, apesar de mais conhecidos em nosso meio, significa que os conhecemos bem.

O que precisamos discutir em nossos templos são os valores cristãos que devem ser preservados. É verdadeiro quando se afirma que a sociedade brasileira não tem a obrigação de defendê-los, como também é verdadeiro que os cristãos brasileiros, sim, tem o dever de defendê-los e preservá-los.

E aqui um adendo: É MENTIRA que os cristãos querem IMPOR sua visão de mundo e suas crenças aos brasileiros, através de leis do tipo pode e não pode. Se há uma coisa que os cristãos tem consciência é o fato de que o evangelho não pode ser recebido por IMPOSIÇÃO, como uma OBRIGAÇÃO. Nem Deus, com seu poder, soberania e legitimidade, nos obriga a aceitar e cumprir suas leis. Aderimos aos princípios do evangelho pela fé e de forma voluntária. Se foi assim conosco, vale para todos os demais.
 
De todo modo, os cristãos estão atentos. Desunidos, ainda, mas, atentos. Vamos participar destas eleições com mais consciência e maturidade política.

Nos visitar? Podem. Algumas de nossas reuniões são públicas. Acesso aos nossos púlpitos? NÃO. Esse lugar é para gente "consagrada" desenvolver o ministério que lhe foi confiado pelo Senhor. Educadamente recebemos quem nos visita, mas, não contem com nossos votos se vocês não comungarem da mesma doutrina e não se comprometerem a defender nossos princípios e valores.
 
Outubro vem aí... Novembro vem aí...
 
Quem viver verá.