terça-feira, 14 de abril de 2015

O Mundo de Deus, o Mundo dos Homens ou o Sub-Mundo do Inferno? Você Faz Parte de Qual?

O mundo de Deus é aquele cujas características encontramos na Bíblia. No mundo de Deus o amamos acima de todas as coisas, compreendemos e valorizamos a vida que Ele nos dá e nos relacionamos com o próximo de acordo com os preceitos relacionados na Sua Palavra.

O mundo de Deus está acima de todos os outros, em todos os sentidos. É o mundo onde seus habitantes devotam, uns aos outros, o amor sincero que se expressa em ações de solidariedade, perdão e devoção. Vivem aqui aqueles que têm o coração perfeito em Deus, que desfrutam da leveza de uma alma transparente que não precisa de máscara, pois, seu exterior é a exata imagem de um interior completamente formatado pelo Poder da Palavra divina.

Há um outro mundo. O mundo real, das interações físicas, da fantasia, da máscara. Aquele que nos identifica pela forma como nos esforçamos para que nos vejam: cidadão, pai, mãe, filho, amigo, irmão, colega, etc. É o mundo dos homens naturais. Neste, o homem assumiu o papel principal, o centro de tudo. Aqui, o mais importante é agradar aos homens (a si e aos outros), e não, a Deus.

Esse mundo - da existência terrena - na verdade, esconde um outro. O da falsidade, da agressão, do desejo mesquinho, da inveja, da busca por poder, dinheiro e fama, da ira descontrolada, do furto, da promiscuidade, dessas mazelas que escondemos no que chamo de sub-mundo do inferno.

O sub-mundo permite a traição oculta, a mentira sorrateira, a pura maldade, a indiferença, o apego pelo dinheiro, a venda do corpo, o sexo bestial, a obsessão pela fama e pelo poder que, mesmo nas organizações cristãs, não abrimos mão. A máscara no mundo real deixa toda essa sujeira por trás, longe dos olhos dos homens, mas, não, longe dos olhos de Deus.

Esse sub-mundo Deus contempla e diz, "isso é mau e vou me separar eternamente de quem insiste em se manter nele". Foi esse sub-mundo que demonstrou pra Deus que, sozinhos, jamais conseguiremos nos libertar. Os seus grilhões nos prendem os pés porque nos oferece e enfeitiça com seu prazer sadomasoquista.

Esse estranho prazer que nos leva a negar um copo com água em nossa própria casa ao nosso irmão, pai e mãe; esse estranho prazer que, pelo rápido gozo de uma relação sexual, fornece o prazer da dor da destruição de sua própria família; esse estranho prazer de ver a organização religiosa descer ladeira abaixo por causa de sua ineficácia, e ainda assim, você resiste a ideia de deixar que outro conserte as coisas.

Eis o prazer do sub-mundo das coisas vergonhosas que jamais faríamos ou diríamos em alto e bom som, em público. Essas coisas que, se sinceramente entregamos nossa vida à Cristo, lutamos todos os dias para não permitir que elas dominem nossas mente, coração e atitudes. É desse sub-mundo que Cristo veio nos libertar, pois, sem nos libertar desse, não conseguiríamos nos libertar das mazelas que praticamos no mundo real. "A boca fala o que o coração está cheio" (Mt. 12:33-35).

Como podemos ser libertos do sub-mundo? Aceitando como verdadeiros os conceitos de Cristo e sinceramente esforçando-nos para cumpri-los. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo. 8:32). Não se trata de emoção, sensação, intuição ou coisa parecida. Não se trata nem mesmo de uma ação sobrenaural. Trata-se da decisão racional de tentar, todos os dias de nossa vida, observar os mandamento práticos de Deus.

Nossa luta começa nesse sub-mundo, na resistência ao desejo mau, na decisão de interromper o mau pensamento (clamando o sangue de Jesus quando esses maus pensamentos tentarem impor o que vamos pensar), na determinação de dar à nossa família um valor que nenhuma "pulada de cerca" valerá a pena, e na firme convicção de que o mundo de Deus é melhor.

Quando encampamos essa nossa guerra interior, nosso exterior irá melhorar de sol em sol até que se torne "dia perfeito". Fecharemos as brechas, nos afastaremos da beira do abismo, resistiremos ao diabo e lutaremos perseverantemente nossas batalhas diárias e venceremos a grande guerra de nossa existência.

Sou imperfeito, e enquanto permanecer assim, meus defeitos irão me perseguir até que consiga matar a vida de Deus em mim. Há um porém, que é característica daqueles que insistem em se manter em Deus: "Apesar de ser imperfeito não uso minha imperfeição como justificativa para não melhorar."

Quero ser habitante do "Mundo de Deus" e não do sub-mundo do inferno! E você?

"É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus" (Fp. 13:13,14).

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Qual a Tua Escolha?

Todos os dias somos convocados para a difícil arte de decidir, todos os dias nos é imposta a dura missão de fazer escolhas e todas as manhãs iniciamos nossa trajetória num caminho de acertos e erros. Diante disto, é importante atentarmos para os conselhos de Deus, haja vista que, sem eles, desconheceremos o todo e, consequentemente, nossas decisões terão como base a visão defeituosa que temos de nós mesmos e do mundo.

Deus é a fonte de todo conhecimento. Um de seus atributos é a onisciência, ou seja, o conhecimento pleno de todas as coisas do passado, do presente e do futuro.

A despeito do que pensam alguns críticos da Bíblia, dos cristãos e das denominações cristãs, nossa adesão não é por coação, lavagem cerebral ou hipnose. Nos juntamos ao grupo dos cristãos por entendermos ser a melhor opção, ou talvez a única (no nosso entender, repita-se - você pode respeitar isso?).

Reconhecemos o pleno conhecimento divino sobre tudo e todos e aceitamos o fato de que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus revelada. Esta é a razão por que nos colocamos numa atitude de submissão voluntária. Destaque-se que na submissão voluntária nosso direito de livre escolha é preservado, o que nos mantêm na direção de nossas vidas e, consequentemente, de nossas decisões.

Nós, cristãos, não somos marionetes. Marionetes não exercem o controle sobre sua vontade. O que acontece é a transferência "voluntária" do controle de sua vida para Deus, que a exercerá através dos conselhos encontrados na Bíblia Sagrada. Isto é o reconhecimento de que os caminhos traçados por Deus são maiores e melhores que os caminhos escolhidos por nós (Is. 55:8,9).

"Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra" (Is. 1:19).

Como não reconhecer que amar é melhor que odiar, que repartir é melhor que acumular e que perdoar é melhor que vingar? Como não reconhecer que, diante de tudo que disse, fez e sofreu, Jesus seja o que Ele disse Ser: o próprio "Deus" entre nós? Ninguém faria o que Ele fez se não fosse o que Ele disse que era. Racionalmente aceitamos estes fatos e ponto final. Se houver alguma coisa diferente e melhor, estamos dispostos a analisar e, criticamente, chegarmos a nosso próprio veredito.

Por sermos assim, não nos tornamos massa de manobra de ninguém. Nenhum outro ser humano nos dominará, seja "especialista em qualquer coisa", padre, político ou pastor, pois os caminhos que adotamos são aqueles que expressamente a Palavra de Deus nos recomenda. Aliás, recomenda à todos.

Reconhecemos que é um caminho difícil, pois, para fazer o mal não nos é requerido qualquer esforço. Já para fazer o bem, ou o que é certo, somos obrigados a forçar nossa vontade para que ela tome decisões contrárias a inclinação de nossa índole má. Ainda assim podemos tomar decisões ruins? Sim, pois, a submissão voluntária não retira do homem a possibilidade de fazer escolhas erradas. Ele ainda está no controle e pode, em alguma situação, abandonar os conselhos bíblicos e seguir seus "instintos". É por esta razão que Cristo recomenda estarmos vigilantes em todo tempo (Mt. 26:41).

Qual a tua escolha hoje? Quer um conselho? Consulte a Bíblia antes e decida depois.

Que Deus te abençoe.

terça-feira, 7 de abril de 2015

O Recado das Vítimas dos Anticoncepcionais

A luta de um grupo de mulheres pela informação sobre os riscos das pílulas representa um novo jeito de ser paciente
Por CRISTIANE SEGATTO
Revista Época 30/03/2015

O vergonhoso desempenho educacional do Brasil emperra o país de várias maneiras. Uma das consequências mais cruéis da ignorância é a perda da saúde. A falta de informação não só contribui para o adoecimento como impede que os cidadãos reflitam sobre os cuidados médicos que recebem. De forma geral, os pacientes brasileiros são excessivamente passivos. Não questionam nada nem ninguém.

(...)

Professora universitária prestes a concluir o doutorado, Carla havia sido surpreendida, aos 41 anos, por uma trombose cerebral sete meses depois de começar a tomar a pílula Yasmin, da Bayer. Teve três acidentes vasculares cerebrais (AVC) e, durante 55 dias, mal conseguia enxergar. Naquela mesma semana, contei a história aqui, mas era preciso ir além.

Uma discussão que diz respeito a 11 milhões de consumidoras de pílulas anticoncepcionais no Brasil (e também a seus parceiros e familiares) merecia ser aprofundada. (...)

É o caso da pedagoga Daniele Medeiros Alvarenga, de 33 anos. Ela é portadora de uma condição genética (chamada trombofilia) que aumenta em até 30 vezes o risco de formação de coágulos na corrente sanguínea de mulheres que usam hormônios. Daniele diz ter mencionado a trombofilia quando uma ginecologista sugeriu que ela usasse a pílula Yasmin para tratar cistos ovarianos. “Ela respondeu que, nesse caso, receitaria uma pílula com baixa dosagem hormonal”, afirma Daniele.

A paciente se convenceu e tomou o remédio. Depois de três meses, sofreu uma embolia pulmonar. Isso acontece quando um coágulo formado em alguma veia do corpo chega aos pulmões e obstrui a passagem do sangue por uma artéria.

As consequências foram gravíssimas. Três paradas cardíacas, dois meses de internação, 40 dias em coma. Daniele se salvou por pouco, mas os medicamentos que a mantiveram viva na UTI provocaram uma sequela permanente: a necrose e amputação dos dez dedos dos pés.

(...)

Esse é um problema que até mesmo as entidades de classe reconhecem. “Os ginecologistas precisam ter critério para recomendar esses remédios”, diz a médica Marta Franco Finotti, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “Se todos eles seguissem as normas da OMS, já seria maravilhoso.”

Os estudos disponíveis revelam que danos graves (trombose, embolia pulmonar, AVC etc) em consumidoras de pílula anticoncepcional são raros. No período de um ano, ocorrem cerca de 10 casos a cada 10 mil consumidoras de medicamentos à base de drospirenona (uma das substâncias da pílula Yasmin). A estimativa é da agência europeia que regula medicamentos (EMA). “As pílulas são seguras, usadas por 100 milhões de mulheres no mundo e até mais estudadas que os antibióticos”, diz Marta.

Ainda assim, casos gravíssimos como o de Carla e Daniele acontecem. (...)

(...)

Cercar-se de informação foi exatamente o que Carla decidiu fazer quando recebeu o diagnóstico de trombose cerebral, uma doença que não conhecia. Ali mesmo, na cama do hospital, ela agarrou o celular e começou a buscar artigos científicos que relacionassem o problema ao uso de pílula. Encontrou centenas de referências.

A história de Carla ganhou as redes sociais depois que um aluno decidiu postar um vídeo em que ela contava todo o sofrimento decorrente da decisão de tomar a pílula. Mulheres de todo o Brasil começaram a procurá-la e a enviar vídeos com relatos semelhantes. Assim nasceu no Facebook a página Vítimas de Anticoncepcionais – Unidas a Favor da Vida, uma comunidade que já soma 28 mil pessoas.

(...)

A professora já conseguiu reunir relatos de 305 casos de reações graves ocorridas em brasileiras. Compilou informações sobre saúde e dados adicionais como nome, endereço, renda familiar, circunstâncias em que os problemas ocorreram etc. Os principais achados estão publicados na reportagem de ÉPOCA. Ela descobriu, entre outras coisas, que 92% das mulheres que sofreram danos graves não haviam sido alertadas pelo ginecologista sobre o risco de trombose.

O próximo passo de Carla é mais ousado. Pretende se associar a médicos e outros pesquisadores para investigar cada um dos relatos que já conseguiu reunir. Quer publicar um trabalho com rigor e validade científica. “Não podemos aceitar que continuem dizendo que esses casos são raros no Brasil, se ninguém os relata e os investiga”, diz.

Carla é uma boa notícia. Não apenas pela discussão relevante que desperta como pelo tipo de paciente que simboliza. Aquele que busca informação, tem apreço pelo conhecimento científico e plena consciência de que saber é poder.

Texto completo em http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2015/03/o-recado-das-vitimas-dos-anticoncepcionais.html