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O Tempo Voa, e Nós Passamos Com Ele.


O tempo voa e nós passamos com ele. Por mais desligados que estejamos desta realidade inexorável, sofremos os efeitos desse passar impiedoso e nada podemos fazer para impedir seu percurso.
Outra vez mais vivemos este processo e, mais uma vez, nos deparamos com a alteração da marca de períodos de tempo. 2012 fica para trás e teremos que marcar nossa trajetória a partir de agora como ano dois mil e treze do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2013).
A verdade é que definimos nossa marcação de tempo por milésimos, segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas e séculos, e como um mantra, repetimos nossas ações, pensamentos e palavras. Pela rotina, repetimos, repetimos, repetimos...
Ninguém se importa com as mudanças de milésimos que ocorrem a todo instante, da mesma forma que tornamos insignificantes as mudanças de minutos, horas, dias, semanas e meses. Resolvemos chamar a atenção apenas para o ciclo de tempos que convencionamos como ano. Vale destacar a importância das mudanças que ocorrem a todo instante e, despercebidos, não enxergamos e nem entendemos as oportunidades que nos é oferecida diuturnamente.
Eis 2013. Uma tentativa de reinício marcando ingênuamente um tempo que é contínuo, ininterrupto. Tocamos nossa vida e, pela massificação da ingenuidade, prosseguimos imaginando o novo quando tudo se vai repetindo. Velho, embotado, amarelado.
Paixão por time de futebol que nada representa ou incrementa em nossa luta diária, resignação diante das tribulações sociais enfrentadas na saúde, na segurança pública, na moradia, na alimentação, na educação; imbecilidade diante das políticas e dos políticos que nos oferece - e aceitamos - mentiras que encobrem desvios de conduta e ilicitudes; hipnoses carnavalescas que nos oferece prazer num mundo dolorido da falsa alegria; nosso prazer torpe de desejar sangue na face dos lutadores de MMA, enquanto repudiamos as batalhas dos galos, cachorros, touros.

Soltem os fogos!!! Nossa mediocridade vai continuar.
Vamos seguir com nossa família, nossa igreja, nosso trabalho, nossos amigos e, certamente, nada se alterará nas freqüências, na forma de tratamento e nas coisas que realizamos dentro deste contexto.
Estamos todos contentes? Estamos felizes e realizados? Esse novo ano se inicia com proposta de renovação do que está dando certo, sem perder de vista a melhoria que podemos e devemos promover. Se o contrário, é preciso ter coragem. É preciso mudar.
Nossa rotina que nos destrói, nossas frustrações que nos consome, nossos medos que nos paralisa, precisamos dar um basta enquanto recebemos como presente divino um novo período de tempo na terra.
Neste novo ano, aceite o desafio: vamos fazer mais com menos, vamos nos rebelar contra o “politicamente correto” que nos engessa num molde fomentado nas mentes brilhantes dos prisioneiros solitários. Nunca é tarde para dizer, “é hora de encontrar a tal felicidade onde ela esteja para cada um de nós, e não, onde os infelizes dizem que ela está.”
Definitivamente. Em nossa vida cotidiana terrena, não vamos esperar um salvador da pátria que nos traga a felicidade. Vamos arregaçar as mangas e, parodiando o compositor popular, “fazer agora e, não, esperar acontecer”.
Feliz 2013.

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