terça-feira, 26 de abril de 2011

Eles São os Únicos Responsáveis


  
Irª Valdete e Pr. Cazildo Teixeira
Esses são os únicos responsáveis pela base de meu caráter. Todo senso do que é correto e íntegro foi-me dado por eles. Foram eles que, durante o tempo em que fiquei sob seus cuidados, mostraram-me como é bom servir a Deus com sinceridade, sem tergiversar, sem abrir mão dos seus valores, crendo piamente em tudo que está escrito na Bíblia como mensagem do coração de Deus para o meu coração.

Eles são os responsáveis por me ter feito acreditar que as pessoas mais pecadoras existentes no mundo podem mudar de atitude apenas crendo em Jesus (E eles estão certos); Eles são os únicos responsáveis por me fazer entender que o respeito aos outros é base fundamental para conviver com o outro (“Merece respeito quem se dá o respeito”); Foram eles que me disseram que a melhor forma de lidar com o pecado é reconhecendo sua existência e, arrependido, confessá-lo à Deus.

Lembro-me desse senhor me dizendo que “não sabe chamar o amargo, doce”, ressaltando que um homem honrado não precisa de assinatura num pedaço de papel para cumprir com sua palavra; Lembro-me dessa senhora insistindo comigo que Deus me aceitava como eu sou, e que era uma bobagem tentar esconder-me d’Ele ou ficar com medo de sua ira. Pelo contrário, apresentou-me Seu amor.

Vi, várias vezes, as lições que ele e ela me deram sem abri a boca, apenas como testemunho de pessoas, realmente, impactadas pelo evangelho de Cristo. Percebi o esforço dessa mulher de fé ministrando ao meu coração que uma família equilibrada e feliz não é aquela que não passa dificuldade, mas, sim, aquela que apesar das adversidades não abre mão da esperança de dias melhores. Entendi, quando esse senhor subia e descia levando a preciosa semente, o significado real de evangelista, um alguém que como um “zé-ninguém” faz a obra de Deus apenas por amor.

A “culpa” é dela, por ter me mostrado que um homem e uma mulher não guerreiam cobrando responsabilidades familiares, mas, sim, se unem na batalha pela formação, sustentação e edificação de sua família.

A “culpa” é dele, por ter me deixado com vergonha de ser chamado “obreiro”, pois contemplei o resultado do seu trabalho e ouvi de outras pessoas a confirmação de sua nobre postura espiritual.

A “culpa” é desse meu herói, dessa minha heroína, que como mocinho e mocinha da minha história, nunca morrem no final. Vão continuar me ensinando a ser homem, honrado, responsável, dedicado. Eles são os únicos “culpados” pelo bem que faço. Quanto aos meus erros, são apenas reflexos das vezes que tentei andar sem está seguro em seus braços. Quatro braços fortes, ternos e sinceros. Os braços de duas pessoas que jamais o mundo produzirá igual.

“Meu velho”, Cazildo, uma existência que é o ápice da honradez, da grandeza de alma, da vida vivida por quem bem representa Deus.

“Minha velha”, Valdete, um gotejar perene de graciosidade e virtudes, como o orvalho lançando sobre nossa vida a essência amorosa do Senhor.

O que devem receber esses “culpados” da minha vida? Não sei o que lhes dar, nem mesmo sei qual expressão melhor representaria o sentimento singelo que envolve meu ser quando percebo suas presenças em minha memória. Sinto em minh’alma apenas o reconhecimento das lutas enfrentadas em minha defesa, as orações por minha alma salva e a perseverante busca por minha felicidade. E é assim, sentindo a minha alma, que descubro a melhor coisa a lhes oferecer... eternidade.

Exatamente isso: “Eternidade”. Vossa existência, pela essência que tens, só pode ser coisa de Deus. Vidas como essas são imortais, eternas, como Ele.

Obrigado, meu Pai. Obrigado, minha Mãe.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Qual a Essência da Tua Família?

Certa feita, depois de atender um telefonema de um de seus filhos, ouvi de uma juíza o seguinte comentário: “Amo meus filhos de paixão, mas, hoje, não me casaria”. Fiquei com este comentário guardado em minha memória e achei estranho que alguém pudesse tecer este tipo de consideração acerca da própria família. Hoje, muitos anos depois, utilizo este episódio para questionar o porquê de tal afirmação e descubro que a razão é o trabalho que uma família dá.

Família não é só sonhos, felicidades e sorrisos, é, também, dor, lamento, frustração, incompreensão e luta. Luta diária pela estabilização, pelo amadurecimento e pela conquista do ideal de família que cada um carrega dentro de si. Como depende de cada um e de todos, sendo cada pessoa constituída de um universo próprio, com base diferente, ideal diferente e compreensão diferente, os conflitos são inevitáveis. Família dá tanto trabalho que os dois maiores nomes do NT se abstiveram de contrair matrimônio a fim de terem condições adequadas para exercerem seus ministérios. Eles eram solteiros (Jesus e Paulo).

Apesar disto, família é o projeto de Deus para o homem que não quer ficar sozinho, é nosso porto seguro, é o lugar onde podemos descansar e contar com o outro, é aquele ninho que cada um pode chamar de seu e contar com o apoio dos demais, é aquele recanto de companheiros e companheiras que, independente das circunstâncias e do tempo, serão sempre nossos pais e irmãos.

Como se vê, família é um organismo com defeitos e virtudes. Nos defeitos, dor, nas virtudes, sorrisos. O que vai definir ou amparar comentários como o da juíza mencionada, é o resultado da avaliação que fazemos de nossa família. Afinal, nossa família vale à pena?

Você só pode chegar à conclusão que sua família vale à pena quando as virtudes produzidas por ela são maiores que os defeitos. Esta é a fórmula ensinada por Cristo que podemos utilizá-la, por analogia, no que diz respeito à família.

(Mt. 7:15-20) “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”.

(Lc. 6:43-45) “Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca”.

Vamos entender melhor o que disse Jesus. Uma árvore boa produz frutos bons, ou seja, uma família bem estruturada vai produzir boas obras, consequentemente, uma família mal estruturada, produzirá maus frutos. Observe que Jesus insistentemente destaca a essência da árvore quando diz que uma árvore má vai produzir frutos ruins. Está enraizada nela o produzir frutos indignos. Ela, a árvore má, não conseguirá produzir bons frutos porque sua essência está deteriorada.

A partir daí, podemos perguntar e responder: Pode uma árvore má produzir bons frutos? Em tese, sim, pela essência não. Pode uma árvore boa produzir maus frutos? Em tese, sim, pela essência, não. Como Jesus está falando de essência, logo, é impossível uma família bem estruturada produzir maus frutos e uma família mal estruturada produzir bons frutos (lei da semeadura - Gl. 6:7).

Para uma restauração eficaz, não fuja da verdade. Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (1 Co. 13:8). O que Paulo está dizendo é, não lute contra a verdade, lute sempre a favor do que é verdadeiro. É preciso considerar com sinceridade o resultado da avaliação que fazemos de nossa família, pois, um resultado falso irá impossibilitar uma possível, e as vezes necessária, correção de direção. Isto se traduzirá na manutenção de uma estrutura familiar semelhante a uma pirâmide de cartas de baralho. Um vento a mais, e ela cairá. E o que não falta hoje em dia são vendavais para destruir famílias.

Lógico que não sou eu quem vai avaliar sua família, ainda que os defeitos de algumas extrapolam os limites do lar, repercutindo na igreja, na comunidade onde se vive e na escola. Quem a conhece bem é você. O que podemos dizer é: “Se  sua família está sendo construida sob a base do ódio, da rispidez e do rancor, o resultado será sempre violência, incompreensão e desarmonia”. Por esta razão, o mais importante disto tudo é a atitude que você vai tomar se obtiver como resultado uma avaliação negativa e chegar a mesma conclusão da juíza.

Se isto acontecer, está na hora de mudar a base de construção dela. Vai continuar dando trabalho, mas, como o nascimento de um novo dia, a noite vai passar paulatinamente, e o dia vai nascer brilhando, brilhando, brilhando até se tornar dia perfeito. Se este é o teu desafio, há alguém que se dispõe a ajudá-lo nesta jornada. Seu nome é: “JESUS”, seu amigo, “se fizerdes o que Ele vos manda” (Jo.15).

Câmera, luz, ação: “Entrega o teu caminho ao Senhor (gerencia tua família com base nos conselhos de Deus), confia n’Ele (mantêm tua esperança de melhoria não em tuas necessárias ações, mas, n’Ele) e tudo Ele fará (Ele se compromete com o resultado)” (Sl. 37:5).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Falsidade dos Crimes Homofóbicos

Uma das características da minoria homossexual é falsear a realidade para obter repercussão na mídia, e com isto, obter argumentos para levar em frente seu projeto de transformar o Brasil numa sociedade de especiais. Querem ser tratados como diferentes pela lei.

Querendo fazer crer que sua luta visa coibir a violência contra eles, utilizam como justificativa à imposição de leis restritivas às críticas dos demais cidadãos, os ditos crimes homofóbicos. Distorcem a realidade a fim de pintar um quadro inexistente no Brasil. Estão ancorados na velha máxima: “repete-se a mentira e ela se torna verdade” (Goebbels).

A sociedade brasileira não é homofóbica, apesar de existirem pessoas que não suportam conviver com alguém com conduta diferente da sua, e que, para se ver livre delas, as agridem e, às vezes, matam. Pessoas assim existem e vitimam não somente homossexuais, mas, também, nordestinos, negros, brancos, índios e mendigos. Há crimes cuja motivação é homofóbica, porém, nada que justifique o tratamento especial e a criação de leis específicas.

Segundo eles, no Brasil, de 1980 à 2005, foram assassinados cerca de 2.511 homossexuais. Isto corresponde a uma média de 100 (cem) assassinatos por ano. Numa população de 180.000.000 (cento e oitenta milhões) de habitantes, isso corresponde a 0,0000006% da população brasileira. Só para se ter uma idéia do “exagero” da propaganda e da repercussão destes crimes, em 2006 e 2007 foram assassinados 59.896 negros (cerca de 30.000 por ano), e não se ouve qualquer estardalhaço quanto a isto. Vale salientar que repugnamos toda agressão cometida contra qualquer pessoa, seja negro, branco, pobre, rico, culto ou analfabeto. O que repugnamos, também, é a tentativa de acusar a sociedade brasileira de ser o que ela não é, tendo como base falsa premissa.

Para compreender ainda mais a realidade dos fatos, basta perceber que, qualquer assassinato cuja vítima seja identificada como homossexual, passa a ser considerado, por eles, como crime homofóbico, independente das circunstâncias do evento. O cidadão, gay, em uma aventura noturna, se encontra com um estranho, leva-o para um hotel e é surpreendido com a agressividade de um bandido que lhe rouba os bens e o mata (fato verídico noticiado pela imprensa baiana). Ora, o pano de fundo deste crime é a homofobia ou a conduta de risco do cidadão?

Quantos homens foram roubados e mortos quando estavam se relacionando com mulheres estranhas? Se houvesse um levantamento, certamente, teríamos dados maiores que os coletados pelos homossexuais, e nem por isto deveríamos ser considerados como um país “heterofóbico”. Do jeito que eles analisam os crimes, se um bandido homossexual morrer em confronto com a polícia, vão ser capazes de utilizar este episódio para rechear os dados dos supostos “crimes homofóbicos”. “É muita fumaça para pouco fogo”.

Os grupos que defendem a conduta homossexual vêm se utilizando deste tipo de mecanismo desde que adotaram a crença de que 10% da população seria composta de homossexuais. Eles chegaram a esta conclusão a partir de uma pesquisa realizada numa penitenciária masculina.

Um crime só pode ser considerado homofóbico se a motivação dele for a aversão a conduta homossexual da vítima. Quando a violência acontece em virtude da ação bandida ou por ato fortuito, não pode ser tipificado desta forma. Na verdade, como o grupo homossexual não possui qualquer dado que justifique seus discursos protecionistas, se esmeram em criar factóide a fim de promover a cisão social e, com isto, manipular a opinião pública com falsos dados que os transformem em uma classe de homens indefesos que precisam ser protegidos e amparados por leis específicas (vide PLL 122/06).

No Brasil já há leis suficientes para proteção de seus cidadãos. Se uma pessoa é agredida física ou moralmente, o agressor deve ser punido nos rigores da lei, independentemente de sua vítima ser homo ou heterossexual. Nossos parlamentares não devem, a despeito da maioria da população, conceder privilégios aos homossexuais, transformando-os em uma classe de pessoas especiais.

Os homossexuais não precisam da aprovação dos demais para serem o que querem ser. Devem, no entanto, conviver com a sociedade do jeito que ela é. Tem todo direito de buscar as melhorias que entenderem necessárias, porém, não tem o direito de manipular a verdade nem tirar da maioria da população o direito de criticá-los quando achar conveniente. Além disto, por princípio democrático, as pessoas têm o direito de se manifestarem e defenderem seus pensamentos nos limites da Lei. Não podemos concordar ou aceitar de braços cruzados que os grupos homossexuais invadam nossa intimidade individual e familiar, e determinem o que devemos pensar, dizer e aceitar.

Da mesma forma que devemos respeitar e tolerar os homossexuais, os homossexuais devem respeitar e tolerar os demais brasileiros sejam heterossexuais ou eunucos. É assim que se vive a democracia. É o que desejamos para o Brasil.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

É Hora de Afastarmo-nos dos Maus

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis (Mt. 7:15,16a)”. Palavras de JESUS!

O ambiente cristão se deteriorou, e a deterioração foi acontecendo e nada foi feito para impedi-la, mesmo à vista de alguns (inclusive líderes). Ao longo do tempo fomos sendo acomodados num cantinho qualquer da vida da igreja local. Já de muito tempo que o "líder-maior" ou "líderes-maiores" transformaram reuniões ministeriais numa oportunidade, para eles, de exercitarem a paciência. Ouvir, ouvir, ouvir "aquele pessoal" fazer seus comentários para, no final, aprovar, com um simples balançar de cabeças, o que de antemão já estava acertado pela "casta".

O histórico é muito simples. Num primeiro momento, todos eram ouvidos; num segundo momento, os membros deixaram de ser ouvidos e foram substituídos pelos "consagrados"; num terceiro momento, apenas o corpo ministerial (presbíteros e pastores); num quarto momento, só os pastores e, finalmente, apenas os que vivem "disso" e não "pra isso" passaram a ser ouvidos, amparados por estatutos modificados ao bel-prazer do mandatário, a fim de legitimar o que, espiritualmente e moralmente, é inaceitável do ponto de vista cristão.

Ora, acomodados e silenciados, seja por cargos de liderança, seja por consagrações, seja por honorários, deixaram que instituições, antes respeitadas, fossem submetidas a caprichos e vaidades pessoais em detrimento dos seus valores mais nobres. Como nos diz Paulo, "Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente" (Rm. 1:25).

Talvez isto tenha acontecido como resultado do ensino desequilibrado sobre o amor cristão, amor que "tudo" suporta, "tudo" crê, “tudo” espera... Faltou-nos criticidade. Fomos sendo acomodados por ensinos ministrados de acordo com interesses nem sempre tão santos. Mas, não importava. Nossa confiança era cega, mesmo com a Palavra de Deus nos recomendando "provar se os espíritos são de Deus", "ouvi tudo e reter o que é bom", "resistir ao diabo”, ter cuidado pois ”o  anjo de luz, se possível fosse, enganaria até os escolhidos", "cultuar de forma racional", acautelar com os "lobos devoradores", etc, etc, etc.

Nesse ambiente distorcido, vesgo, aceitamos a crença e esquecemos a prudência. Por esta razão, confundimos gratidão com subserviência, ética com "vista grossa", amor com covardia, humildade com acomodação, misericórdia com cumplicidade, honra com cargo, crescimento na graça com consagração, obra de Deus com organizações religiosas e seus suntuosos templos.

Enfim, subvertemos a ordem das coisas e mergulhamos a agradável igreja local nesse marasmo que calam os sábios e dá voz aos loucos na condução do rebanho de Deus. Como resultado, gente desorientada, angustiada, enchendo auditórios como testemunhas oculares da degeneração do evangelho. Um rebanho enfraquecido que ouve qualquer voz e não consegue distinguir um mercenário do bom pastor. Nesse clima, todos seguem como culpados, seja por omissão, ação ou ignorância.

Face as circunstâncias, só há uma maneira de romper com o círculo vicioso: Saiam da “Babilônia”. Rompam com o inaceitável. Despertemos. Não é Deus quem os sustenta, somos nós com nossos dízimos e ofertas. Sabemos porque e para quê lhes entregamos esse dinheiro e percebemos que não os utilizam para o fim proposto por Deus e desejado por nossos corações. Na verdade, jogamos esses valores num poço sem fundo, enquanto contemplamos as crescentes carências da obra de Deus, e as pessoas, que deveriam ser o alvo final desses recursos, sendo devoradas pela morte sem Deus, sem paz e sem salvação. Vemos e permanecemos inertes, alienados, de certa forma, concordando com seus erros. Entendam. O combustível dessa gente são os recursos que recolhem da nossa boa-fé, ou melhor, da nossa ingênua fé.

Nosso comportamento nessa degradação, tem sido de gente que, parece, querer ser mais "misericordioso" e "amoroso" que Deus. Ora, O Próprio Pai e Seu Filho demonstram na Bíblia que há sempre um limite aceitável. Devemos, então, utilizar armas carnais para resolver o problema? Claro que não. Devemos arrancar na marra o joio do meio do trigo? Também não. Devemos chamar o ímpio (Justiça humana) para se intrometer como braço de Deus entre nós? longe de nós! Mas, há sensatas recomendações de Deus a seguir.

"Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos" (Ap. 2:2). Depois de fazermos prova se são de Deus e os acharmos mentindo, aceitemos a recomendação de Paulo ao seu filho Timóteo, após constatar as características desses mentirosos:

“...homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Tm.3:2-7).

Atentem para o que alguns deles, muitas vezes, ainda falam: “Sedes meus imitadores como eu sou de Cristo”. Ora, se já deixaram de imitar Cristo, o que é que nós estamos fazendo amparando-os em sua jornada ao nada? Deixemo-los sozinhos para, sabe Deus, terem tempo de recuperarem suas vidas e fugirem das nefastas consequências do rigoroso, porém, justo juízo de Deus.

Saiamos e juntemo-nos aos simples, aos decentes, aos pobres de espírito que almejam a justiça de Deus, àqueles que dão testemunho com suas vidas que estão comprometidos com Deus e sua Palavra. Vamos fazer corpo com aqueles que sacrificam a si em favor do outro, pois, estes, demonstram fazer parte de um corpo que tem como cabeça, Cristo. Estão no caminho certo. Boa gente pra seguir. Boa gente pra imitar e amparar com nossa atenção, nossos recursos e nossa vida.

terça-feira, 5 de abril de 2011

DEIXEM QUE DEUS SE DEFENDA!

A questão religiosa está como pano de fundo em inúmeros conflitos, seja por uma ação direta, supostamente em defesa de Deus, seja como consequência da forma de pensar Deus. A violência impera em todos os sentidos e em todas as áreas de nossa existência e, na maioria dos casos, os envolvidos são religiosos, alguns se justificando como defensores dos interesses de Deus.

Quanta guerra, quanta luta, quanta insatisfação é gerada por afirmações e contra-afirmações que dizem respeito a Deus. Alguns cristãos, favoráveis e conscientes de Sua existência, confundindo a propagação do evangelho com a imposição de vontade, atacam aqueles que não aceitam a existência ou os conceitos divinos estabelecidos na Bíblia Sagrada. Semelhantes aos fundamentalistas imaginam estarem lutando as guerras de Deus.

Nada mais incongruente. Como pode um Ser Todo-Poderoso, depender de reles mortais para se impor ou estabelecer Sua vontade? Será que não percebemos que, quando agimos assim, depreciamos Deus invés de dignificá-lo? Será que não ouvimos Deus em nossos corações dizendo insistentemente: PAREM DE GUERREAR! PAREM DE SE MATAR!? Não há qualquer justificativa para tanta beligerância em nome de Deus.

Quando a Bíblia fala das guerras protagonizadas pelo “povo de Deus”, basta uma olhada mais apurada para perceber que os objetivos pretendidos com essas guerras era o estabelecimento de uma nação, ou seja, os beneficiados eram o próprio “povo de Deus” e não o Deus do povo. Era lutar por eles mesmos. Até mesmo quando se fala da guerra espiritual se menciona que devemos utilizar peças de defesa, quando “nós” somos atacados pelo diabo, para fins de resistência pessoal. Já a arma de ataque, a espada do Espírito, é utilizada para “salvação”, ou seja, em benefício de outros (Ef. 6:11-18). Paulo enfatiza que nossa guerra não era contra a carne ou o sangue, não era e não é contra as pessoas, citando, inclusive, que nossas armas eram espirituais e poderosas em Deus para destruição de fortalezas (espirituais).

O que a história humana nos mostra é que, os religiosos iniciam suas vidas em Deus, mas, à proporção que se relacionam com o divino, caem na armadilha do “já O conheço suficientemente”. Sendo assim, fazem uma inversão. A boa mensagem, que vem do trono de Deus para nossos corações, é colocada de lado, dando lugar a má mensagem, que parte do nosso coração para o trono de Deus e para as pessoas. Como nosso coração é mau... Não é por esta razão que alguns dizem que Deus só lhe abençoa se você der ou fizer alguma coisa para Ele? Pense: “o menor é abençoado e defendido pelo maior ou o maior é abençoado e defendido pelo menor?”

Ah! Os religiosos profissionais, merecidamente, tão criticados por Jesus, começam a “falar e pensar o que Deus não fala e não pensa”. Eles, os profissionais, não entendem Deus, pois, para entendê-lo, deve haver um novo nascimento, que significa transformar um coração mau em um bom coração (Jo.3:3-16). Estes profissionais desenvolvem, consciente ou inconscientemente, a idéia de que Deus precisa das nossas guerras para se impor e ser respeitado como Deus.

O que há por trás desta forma de pensar é a tentativa de excluir nossas responsabilidades, é ”buscar em Deus” a desculpa para nosso mau coração. O apóstolo Tiago nos desmascara quando informa o pano de fundo de nossas guerras e pelejas. “De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” Ainda acrescenta dizendo que o fomento de nossas guerras é a cobiça e a inveja (Tg. 4:1,2).

O Ser humano busca se esconder em Deus, porque é mais fácil e acomoda mais quando nos dizemos defender “Deus”. Ele é o soberano, e como Criador de todas as coisas, tem o direito de impor sua vontade. Daí, estupidez e intolerância é praticada porque pretende-se estabelecer o reino de Deus na terra, impondo aos demais homens ritos e conceitos que supostamente Deus quer. Para que isto aconteça, acham-se no direito de utilizar todos os meios imagináveis e inimagináveis, até mesmo cruéis. Na verdade, insanidade.

Quando examinamos o “Espírito” dos escritos sagrados, constatamos a grande distância entre a mensagem e alguns dos seus humanos mensageiros. Invariavelmente, o que nos é apresentado é um Deus que não faz acepção de pessoas, que ama a todos, e que respeita o livre arbítrio de suas criaturas. Nós, no entanto, discriminamos, odiamos e violamos o direito dos outros.

A mesma essência bíblica que nos estimula a desejar amar, santificar e respeitar Deus, apela aos que O segue que amem seus amigos e, também, seus inimigos. Isto pressupõe a não utilização de palavras e ações que firam o outro em sua integridade física, moral e espiritual, incluso aí, o dever de respeitar o direito que outros possuem de não acreditar, discordar e não aceitar. Seria como se Deus dissesse: “Não briguem por mim, deixem que Eu mesmo me defendo e, através do meu Espírito, posso “convencê-los” do pecado, da justiça, do juízo”.

Vale dizer que Seu desejo para nós é que O amemos acima de todas as coisas, e amemos nosso próximo como a nós mesmos. Ele quer, mas não impõe. O que devemos fazer é, responsavelmente, informar que chegará o dia em que todos prestarão contas de suas atitudes. Destaque-se aqui que a prestação de contas é à Deus.

Se realmente ouvimos e desejamos seguir os princípios divinos estabelecidos em Sua Palavra, precisamos entender que Deus prefere a convergência e não a divergência em torno de seu santo nome. “Se for possível, quanto estiver em vós, tendes paz com todos os homens” (Rm. 12:18).