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O Estado é o Que é, Porque as Pessoas São o Que São.

Enchentes no sudeste e seca no nordeste. Quem ainda não assistiu esse filme, não existe. Entra governo, sai governo, entra partido, sai partido, oposição e situação se alternam governando e tudo continua "como dantes no quartel de abrantes".
 
Essas calamidades são resultado do estilo de se fazer política por estas bandas. Os governantes da vez priorizam o espetáculo (propaganda) e esquecem o essencial (saneamento básico e outras ações preventivas). Os políticos jogam para platéia o tempo todo e o povo parece gostar do espetáculo. Mas, aí... vem a tragédia.
 
Pessoas mortas, desaparecidas, desabrigadas, empobrecidas e humilhadas com as esmolas que os políticos lhes prometem dar como consolo. Buscam-se explicações com as autoridades e o que assistimos são as horríveis entrevistas coletivas que repetem os mesmos argumentos da tragédia anterior.

A imprensa se desperta nesse momentos para averiguar onde estão os recursos que se destinam à prevenção e recuperação de áreas devastadas. O que se descobre? Que verbas estão disponíveis e não foram utilizadas e, pior, muitas delas saíram dos cofres governamentais, mas não chegaram no destino.
 
Assistimos a tudo isto resignados, afinal, é a vida... Vem aí a Copa do Mundo, as olimpíadas, é só festa e farra. Crise só na Europa e na América do Norte.

Ah! novas eleições acontecerão no ano que vem e a avaliação dos políticos pelas pesquisas de opinião diz que são excelentes. Nós acreditamos, esquecemos as tragédias causadas pela incompetência e desleixo com a coisa pública, e os reelegemos ou elegemos os mesmos de novo.
 
Vem de Platão (Filosofia grega) a sentença: "O Estado é o Que é, Porque as Pessoas São o Que São".
 

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