sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Até ano Que Vêm

Mais um ano se vai... Mais um ano vêm...
Mais um ano termina... Mais um ano começa...
...outra vez.

Com o tempo passando nos acostumamos com as mesmas coisas, as mesmas atitudes e, consequentemente, com os mesmos resultados. Isto quando não somos vencidos pelas injustiças e por essa sensação que nos mostra vivendo numa sociedade onde o mal prospera, onde o “esperto” se dá bem, enfim, onde existimos para “levar vantagem em tudo”. Entenda: levar vantagem em tudo significa “passar a perna no outro”.

É preciso mudar. Precisamos arriscar mais, ousar mais, sem sermos inconsequentes. Se não houver mudanças em nossos conceitos e, principalmente, em nosso agir, tudo se repetirá como antes. Seja na família, no trabalho, na igreja, no dia a dia com nossos semelhantes, vamos deixar de lado o mau que repetidamente praticamos e que se apresenta disfarçado de insensibilidade, crueldade, desrespeito, mau humor, piada de mau gosto, “palavrões”, dancinhas, músicas pobres e ocupação extremada do tempo.

Vamos ser mais gentis, honestos, generosos, longânimes, fiéis, misericordiosos. Vamos diminuir nosso ritmo se isso for necessário para dar mais valor à família, a natureza, a comunidade, ao outro. Vamos diminuir a quantidade de informações que vorazmente consumimos e dedicar um pouco mais de tempo para o laser, a contemplação, o silêncio.

Vamos doar mais nosso próprio sangue para possibilitar que alguém seja salvo da morte física, vamos ser doadores de órgãos, compreendendo que a necessidade do outro é a nossa necessidade, vamos ser mais “gente”, ou melhor, mais humanos.

Mudar para melhor. Uma sociedade só melhora quando seus cidadãos entendem como viver, conviver com outro. Uma sociedade só melhora quando reconhece atos indignos, músicas indignas, palavras indignas, danças indignas, representantes indignos, e OS REPROVA sem lhes dá “audiência”.

Nossa dignidade implica em rechaçar toda indignidade.

Uma sociedade só melhora quando compreendemos o valor dos atos nobres, sejam grandes ou pequenos e, neste prisma, conhecermos nossas limitações para grandes atos nobres e nossas “ilimitações” para pequenos atos nobres.

2011 já era! 2012 já vêm. O que será? Repetiremos nossa mediocridade ou vamos ousar levantar a cabeça como alguém que ousou ser mais digno, mais humano, mais feliz?

Feliz 2012 para os nobres!

Grande 2012 para todos!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Deus Continua Escrevendo a História...

A percepção é de uma mão escrevendo seu plano e desenvolvendo sua vontade, mesmo que, nós, homens e mulheres, não enxerguemos seus propósitos e não entendamos seus caminhos. Deus utiliza um após outro, ou até ao mesmo tempo, com fins de desenvolver seu plano. São os ícones. Pessoas que do nada aparecem com uma mensagem, uma habilidade, um gesto todo especial de fazer as coisas que desperta atenção.

Deus concede aos homens dons perfeitos para, através deles, fazer o bem aos outros. Ninguém recebe um dom para uso próprio. Pode até se beneficiar dele, porém, o intento divino é o outro. Alegria, esperança, paz, renovo, desejo de viver mais e melhor.

Deus continua escrevendo a história...

O propósito divino é conduzir-nos a Ele. Mas, Deus respeita em nós o seu fragmento. Aquela capacidade de pensar, raciocinar, ponderar e escolher. E a gente escolhe... Ateus x crentes, cristãos x mulçumanos, os sem-religião x os com religião demais, gays x héteros, bandidos x mocinhos, vulgares x virtuosos, doentes x sãos, presos x livres, sujos x limpos. Apesar das escolhas más, das obras más, e do que pensamos, Deus continua escrevendo a história...

Vejo Deus levantando pessoas com objetivos todos especiais, mas, à proporção que caminham, pensam além dos limites, confundem o “ser canal” com o “ser o rio”, daí, vão se afastando, se afastando, se afastando dos propósitos divinos, e chegam ao ponto de “tentarem colocar seus tronos acima do Trono de Deus”. E se perdem...
 
Mas Deus não desiste. Deus continua escrevendo a história... Chama outro, e outro, e outro...

Na economia, na política, nas artes, no futebol, na religião, vez por outra, surgem ícones, que são transformados em ídolos, e aí se tornam o melhor isso, o melhor aquilo, e essa fama os entorpece, cauterizam suas consciências e insensibilizam seus corações para Deus. A história divina e seu propósito permanecem os mesmos, mas, os homens, mulheres, jovens e crianças, mudam. Quando mudam, se perdem em suas próprias estórias e se desligam da história de Deus.

Mas, Deus continua escrevendo a história...

Neste enredo escrito por Deus, apenas os atores não são definidos. Ele permite que seja eu, você ou outro. Só depende da nossa disposição em seguir a pauta. Seguindo o script, o papel é nosso “até o fim de nossas vidas eternas”.

A história da humanidade escrita por Deus é semelhante a um carro. Às vezes parece aos homens ser como um veículo desgovernado. Mas, Deus tem controle. Apesar de não interferir nas decisões humanas, Ele jamais perde o controle de sua criação, desse Seu projeto. Se “os motoristas” da vez resolvem trilhar outro caminho que não o traçado por Deus, eles passam a conduzir apenas uma ilusão. Pensam que continuam no comando, mas, como um esquizofrénicos, vivem um mundo imaginário dissociado da história de Deus.

Quando isto acontece, Deus desperta outro que assume o comando do seu carro, da Sua humanidade. Outros ícones aparecem, e assim, Deus continua escrevendo a sua história... Nesta trajetória, os que se afastam da história original vão ficando pelo caminho, perdidos, cansados, frustrados... Mas, porque não voltam? Tornam-se orgulhosos, presunçosos, vaidosos. Percebem-se se afastando da história de Deus, mas, não voltam. A fama, o dinheiro, as pressões do mercado, da mídia, do vizinho, da igreja, do poder, não os deixam voltar. Tem que prosseguir na sua ilusão, em sua distração, e vão caminhando para o nada... Tombando vencidos.

Mas, Deus continua escrevendo a sua história...

Ele nos chama para protagonistas. Ser seus instrumentos para benefício do outro, do próximo, do semelhante, ao mesmo tempo em que nos tornamos o alvo do Seu amor, do Seu carinho, da Sua graça.  Como reforço para nossa lida, nossa luta de sermos atores verdadeiros de uma história real, já nos enviou Seu Filho, e agora nos permite a companhia do Seu Santo Espírito.

Eu quero estar dentro dessa Sua história. Independente das minhas limitações, decido diariamente ser “amigo de Deus”, esforçando-me para desenvolver cada ato aliado com Seu Querer, moldado em Sua vontade. Eu sei. Sendo Deus quem ele disse que é, a história escrita por Ele tem sempre um “eterno final feliz”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Liderança Ilegítima e Carnal - Sintoma de Uma Igreja Doente

O maior cuidado que uma igreja deve ter é com relação ao Pastor Responsável e seus auxiliares. Como bem falou Jesus em João 10: “se alguém não entra pela porta, mas, por outra parte, é ladrão e salteador”. Quais são os requisitos fundamentais de um Pastor que recebe o mandato de Deus para cuidar de suas ovelhas?

a)    Entrar pela porta – A porta é Cristo (Jo. 10:7). Isto significa que, antes de ser pastor ele deve ser um cristão sincero, convertido, e suas palavras e ações devem ser a expressão de uma nova vida vivida em Cristo.

b)    Ele deve ter a capacidade de falar às pessoas (2 Tm. 2:15) – A voz do pastor é fundamental para dar ao cristão segurança. No entanto, em se tratando do aprisco do Senhor, o alimento é a Palavra de Deus. Se um pastor despreparado ousa falar aos crentes coisas que não leu, não entendeu e não recebeu de Deus em Sua Palavra, as pessoas não quererão ouvi-lo, isto porque, em seus espíritos, considerará estranha as suas palavras.

c)    O pastor é resultado de uma chamada divina e não da escolha de uma profissão - Apesar de sustentado pelos dízimos e ofertas dos cristãos, não desenvolve seu ministério ansiando apenas o sustento seu e de sua família. Quando age assim, se transforma num mercenário que vem apenas para roubar, matar e destruir.

d)    O pastor deve ser o guardião da igreja (Jo. 10:12) – Ele é o responsável pela proteção espiritual das pessoas que se abrigam em sua igreja, e desta forma, se coloca em oposição aos mercenários que transitam de igreja em igreja querendo ganhar dinheiro. Ele não se torna refém desses, pelo contrário, resisti-lhes fechando-lhes o acesso ao púlpito, evitando que contaminem com o mal o coração do povo de Deus.

Infelizmente, alguns têm conseguido acesso a consagrações antes mesmo de suas próprias conversões. Disto, assumem igrejas através de meios seculares como bajulação, propaganda, pressão, e até mesmo, violência. Como conseqüência, a igreja sob seus (des)cuidados, passa a sofrer pela falta da Palavra de Deus, deixando a porta aberta para a reprodução das mesmas práticas infames que o conduziram a liderança local. Está destruída a estrutura espiritual bíblica que deve ser o norte para aqueles que querem servir a Deus.

Invertendo papéis, valorizam o “episcopado” em detrimento da “obra do episcopado” (I Tm. 3:1). Por esta razão, toda uma cadeia de sintomas destrutivos (ver a seguir) começam a brotar no seio da igreja, conduzindo-a, invariavelmente, a destruição enquanto Reino de Deus entre nós, surgindo, a partir daí, apenas uma associação de crentes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quem Agüenta Ir Ao Culto?

Às vezes vou à igreja me questionando sobre o que vou fazer lá. Em minha alma há o desejo de prestar culto à Deus. Talvez, num primeiro momento, o leitor possa ficar em dúvida sobre, afinal, qual é meu problema, haja vista que, já vai à igreja, portanto, vai prestar culto à Deus.
Minha dificuldade atualmente é o ambiente que se instalou nas igrejas. Parece-me que o conceito de culto é diferente em minha consciência do conceito que vai na consciência dos líderes religiosos e suas reuniões. Naquelas que tenho estado, salvo não muitas exceções, mais parece um encontro de clube social ou associação de moradores muito mal organizado. Isto tem me deixado com certa aversão a ambientes que se dizem cultuar a Deus e, o que se vê, é tudo, menos, cultuar Deus.

Na função que exerço, tenho assumido minhas atribuições como se estivesse carregando um insuportável peso sobre meus ombros, isto porque, como sou convocado para ministrar a Palavra de Deus ao povo, tenho tido desafios cada vez mais angustiantes de estar presente em reuniões difíceis de entender e, pior, de compartilhar. Fico com a sensação de que os líderes, ou não sabem o que é um culto, ou mesmo sabendo, abrem mão de seu papel para aceitar as excentricidades promovidas, senão por ele mesmo, por alguns “obreiros esforçados que só querem ajudar” (Ok. Ajudem, contanto que não atrapalhem).

Culto é como chamamos a forma pela qual se presta homenagem à divindade; são cerimônias religiosas onde o povo se reúne para expressar veneração, respeito e amor à Deus. Esta expressão se dá através de testemunhos, louvor, oração e ação de graças, e todo este “prelúdio” tem o objetivo claro de ser agradável à Ele e, como necessitados, ouvir Seus sábios conselhos para encarar os desafios cotidianos de nossa vida.

Buscamos o ambiente de culto para dedicarmos um tempo à adoração ao Senhor e audição das Palavras que expressam Sua vontade para nós.

O apóstolo Paulo define o culto como sendo o “sacrifício vivo, santo e agradável à Deus” – culto racional (Rm. 12:1). Observemos: “vivo” = novo nascimento; “santo” = exclusividade; “agradável à Deus” = no centro de Sua vontade (Palavra de Deus).

Infelizmente estamos crescendo em quantidade e diminuindo em qualidade. Como num movimento cíclico vicioso, líderes desprovidos da compreensão adequada do que é um culto, implementam distorções oferecidas por gente, muitas vezes providas de boa-fé, mas, cheias de orgulho, vazias de conhecimento bíblico e sem chamada para esse mister. Este círculo vicioso tem produzido cada vez mais líderes desprovidos de legítima autoridade espiritual, facilitando a banalização do que é, ou pelo menos do que deveria ser, um ambiente sagrado. Sacerdotes infantis e imaturos que se submetem as vaidades e ingenuidades de auxiliares neófitos que nem ao menos sabem soletrar “humildade” e “submissão”.

Em muitas de nossas reuniões, que enganosamente chamamos de culto, somos torturados com músicas que exaltam o eu, trazendo como “receita da vitória” o “pensamento positivo”; somos massacrados por testemunhos que mais parecem um misto de “achômetro” bíblico com experiências sensoriais; somos entediados com intervenções litúrgicas do dirigente de então, apresentando o culto com a responsabilidade de animar a plateia a qualquer custo; estamos chegando a um ponto que, em alguns lugares, “recadinho do amor” e “dinâmicas de grupo” fazem parte da liturgia no dito culto à Deus, tudo isto ancorado em salvas de glórias, aleluias e améns, sabe lá Deus por que.

Ah! Isto além de não atender os anseios de nossa alma (Sl. 143:6), empobrece nosso intelecto, cansa nosso físico e desgasta nosso emocional.

Desejamos um ambiente em que possamos expressar nossos sentimentos à Deus. Quando quisermos expressar nossos sentimentos à nossa esposa, filhos, parentes, irmãos em Cristo e até ao pastor, devemos realizar outro tipo de reunião. Não há qualquer problema nisso. O que não dá é atrairmos alguém para aquilo que chamamos de culto sem sê-lo.

Desejamos um ambiente propício para ouvir a “voz de Deus” sem tendência ou direcionamentos emocionais, um ambiente em que possamos conhecer, pelo menos um pouco mais, a “boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Rm. 12:2). Palavra que “edifica” e “transforma”. Quando quisermos nos divertir com algum espetáculo, vamos assistir televisão, vamos ao teatro, vamos ao cinema ou a qualquer lugar destinado para esse fim.

À Casa de Deus vou para expressar meus sentimentos em relação à Ele, exclusivamente à Ele, e ouvir Sua Palavra, exclusivamente as Palavras d’Ele.

Que tenhamos a humildade de ouvir a voz divina, tão graciosa, nos convidando para irmos à Casa do Senhor (Sl. 122:1), a fim de “CONTEMPLAR A FORMOSURA DO SENHOR e APRENDER NO SEU SANTO TEMPLO” (Sl. 27:4). Que obedeçamos, deixando de lado nossas vaidades e futilidades, e nos revestindo do intuito sincero de “adorar o Senhor na beleza da Sua Santidade” (1 Cr. 16:29).

Que os líderes entendam: “Só vamos cultuar sinceramente e adequadamente à Deus, quando compreendermos que o culto é resultado de um coração que O ama intensamente”. Sendo líderes, a intensidade com que amamos ao Senhor, será refletida no tipo de culto que, liderando, convidamos e influenciamos outros a oferecerem à Ele.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Celebremos o Natal!

Nós, cristãos de todo mundo, temos a alegia de nos juntarmos a povos, línguas e nações, a fim de lembrar o nascimento daquele que mudou a história. Abandonando os rudimentos ligados a data, ao mês, aos objetos, devemos jubilar por esta data e pelo que ela representa.

Evitemos as discussões tolas e insensatas. Outro deus não há. Logo, qualquer princípio ou dado histórico que invoquem ou vinculem esta data primaveril à uma outra divindade, deve ser por nós esquecida. Não é nossa preocupação. Nossos corações se enchem de sinceras emoções por nos trazer à memória o nascimento d'Aquele que mudou nossa vida e alterou nosso destino.

Louvado seja para todo sempre o Mestre Jesus! Ele Nasceu! E isto basta como motivo mais do que suficiente para comemorarmos e nos alegrarmos com quem quer que seja. Índio, branco, negro, mulato, mulher, homem, criança, jovem, adolescente, casado, solteiro, viúva, desquitado, divorciado.

Que nas igrejas, principlmente, cristãs, hajam apresentações teatrais retratando este episódio singular, ouçam-se canções exaltando seu nascimento, realizem festas para brindar, sorrir e dançar embalados na desejo de gratidão pelo presente tão gracioso vindo da parte de Deus para a humanidade.

Enfim, que todos os corações se unam em torno do nome JESUS!

E se quisermos exteriorizar a melhor expressão de Sua vida em nós, lembremos do outro, do pobre, do necessitado, do doente, do fraco, do preso, da viúva, do órfão, do nosso semelhante que Ele mesmo disse, "sou Eu que existo neles".

E assim, manifestemos nossa alegria e nosso júbilo em torno de uma árvore, de uma estrela, de presentes, de roupa nova ou velha, de brinquedos doados, de uma farta ou escassa ceia de natal, de famílias grandes ou pequenas. É válido em todos os povos a manifestação de alegria pelo nascimento de JESUS!

Que em todas as nações se ouçam: ELE NASCEU! JESUS NASCEU! O SALVADOR DO MUNDO NASCEU!

Ouvir falar Seu nome já é um bom começo para a salvação.

FELIZ NATAL!!!

Salvador/BA, dois mil e onze anos do nascimento do Senhor Jesus Cristo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CGADB, CEADEB, CONFRAMADEB - Um Acordo Ainda é Possível?

O Presidente da CGADB, Pr. José Wellington, esteve em Salvador há, aproximadamente, duas semanas atrás, realizando reuniões com a CEADEB e a CONFRAMADEB. O assunto em pauta é a cizânia entre estas instituições e a guerra travada por templos em Salvador que tem gerado escândalos e sofrimentos de todos os tipos para o povo de Deus.

Especula-se uma lista de pontos que devem ser analisados pelos gestores da CEADEB e da CONFRAMADEB. Fala-se, inclusive, em desvinculação dos envolvidos junto a CGADB, caso não se chegue à um bom termo neste processo envolvendo a Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Estado da Bahia. As partes têm um prazo entre 15 e 30 dias para se posicionarem.

COMENTO:

Demoroooooooouuuuuuuuu...

“Quando dois filhos brigam, o pai tem que intervir”. O pai aqui não se trata de Deus e sim, da CGADB. A guerra é entre duas instituições religiosas humanas. São Convenções de Ministros Evangélicos vinculadas a Convenção Brasileira. Se estão em litígio e não conseguem chegar a um denominador comum, cabe a instância que os abriga, mediar um acordo.

Acho que demorou muito. O estrago é muito grande. Talvez só um “milênio” de tempo para que as coisas se normalizem. Perdoe-me o pessimismo. Não acredito que qualquer acordo irá resolver definitivamente os problemas causados. Apesar disto, “vejo uma luz no fim do túnel”. Explico o que parece incoerente.

Imagine a CEADEB devolvendo todos os templos que foram apossados. É sabido que alguns pastores, sabiamente, já estão com novos terrenos e construções de novos templos em andamento, e isto não implicaria em problemas para eles. Mas, como ficaria a questão da emancipação? Seria tornada sem efeito? E quanto ao povo que se abrigou com esses líderes? Aceitariam voltar para os braços da ADESAL? Os mais radicais dirão: Jamais!

Os pastores que emanciparam seriam colocados de volta aos postos de líderes na estrutura da ADESAL? De onde apareceriam as inúmeras vagas para abrigar tanta gente no “poder”? E aqueles que não conseguissem se manter no topo, como reagiriam? Quem, em sã consciência, acha que os maus infiltrados no meio dos bons vão permitir que isto aconteça sem mais conflitos? Dentro do novo ambiente em Salvador, quem será o Presidente?

Ah! Os homens... Como seria bom entenderem Cristo.

Aqui vai um adendo ao povo. O maior problema não são as pessoas que congregam nos templos. Os templos continuam abertos e seu acesso livre para qualquer pessoa. O problema se instalou pela discussão quanto à liderança do lugar. Vou me repetir: a discussão dentro dos parâmetros do bom sendo, da educação e do respeito é válido. As armas utilizadas nesta batalha tosca, não!

Minha proposta é uma só. Para reconstruir é preciso substituir “toda” mesa diretora “das duas” instituições. A partir daí, homens maduros e íntegros devem ser convocados para colocar as coisas em ordem. Fora isto, no meu entender, “é malhar em ferro frio”. Sei que, infelizmente, algum bom nome poderá ser impedido de participar deste processo, neste momento, porém, é o preço que terá de pagar por sua omissão quanto a degradação que sofremos ao longo destes anos.

Sabe porque digo “vejo uma luz no fim do túnel”?, porque, “é melhor um mau acordo do que uma boa briga”. Só em tempos de paz, mesmo que relativa, podemos enxergar o caminho e andar rumo a reconstrução de nossa denominação. Os cristãos sinceros agradecem.

Em tempo: Chega-nos a informação de que o Pr. José Wellington (CGADB) retornou ontem à Salvador. É esperar para ver o que acontece.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Tal "Lei da Palmada"



Câmara aprova Lei da Palmada
Por EUGÊNIA LOPES / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 15/12/2011 3:03

A Câmara aprovou ontem projeto que proíbe os pais de aplicar castigos físicos nas crianças. Conhecida como Lei da Palmada, a proposta foi aprovada por unanimidade, em comissão especial, depois que o governo cedeu à pressão da bancada evangélica e alterou a expressão 'castigo corporal' por 'castigo físico'.


O projeto, que segue diretamente para o Senado, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e prevê multa de 3 (R$ 1.635,00) a 20 salários (R$ 10.900,00) para médicos, professores e agentes públicos que não denunciarem castigos físicos, maus-tratos e tratamento cruel. A relatora Teresa Surita (PMDB-RR) ainda retirou do texto a palavra 'dor' e a substituiu por 'sofrimento', ao definir castigo físico. 'Não há interferência na família. Não há punição dos pais. Mas não podemos esquecer que a violência mais grave começa com uma palmada', resumiu a relatora.

Comento:

Vamos por partes.

Primeiro, a câmara “ainda” não aprovou Lei alguma, pois, pela manchete, subentende-se que já está valendo para os brasileiros. Esta aprovação se deu numa comissão especial e, agora, caso nenhum parlamentar, acompanhado de outros cinqüenta e um (51), requeira a aprovação pelo plenário da Câmara, este “projeto” seguirá para o Senado que, por sua vez, poderá alterá-lo. Se isto acontecer, volta para a Câmara para nova rodada de aperfeiçoamento da “famigerada” lei. Se o Senado não promover alteração, segue para sanção ou não da Presidente da República. Como se vê, o caminho ainda não chegou ao fim. Aguardemos.

Segundo, vi uma dessas pesquisas pela internet em um determinado site (omito para não fazer propaganda) que 89% dos internautas que a acessaram, rejeitam tal lei. Isto dá mais combustível à sensação que tenho dos idealizadores deste projeto. Penso na ministra dos direitos humanos, nas mulheres que aparecem na reportagem, penso nos demais “especialistas de plantão”, suas atividades e o tempo que dispõem para cuidar de seus filhos. Chego a conclusão que, se são pais, não criaram filhos. No máximo, pagaram a babá para fazê-lo, por esta razão tiveram a facilidade de oferecerem à sociedade este projeto que interfere na educação familiar e podem gerar problemas difíceis para inúmeros pais.

Não sou favorável a violência seja ela doméstica ou de qualquer outro tipo, aliás, minha família é testemunha, não bato em minhas filhas, porém, não abro mão do direito de impor restrição e castigo à elas, caso desobedeçam orientações ou desrespeitem a mim e a minha esposa. Jamais apoiarei espancamento seja lá de quem for, muito menos de filhos, porém, não há o que negar: “uma palmada na hora certa evita rebeldia e problemas sociais futuros”. Aliás, diga-se de passagem, o Estado se utiliza da mesma ferramenta com os adultos que “transgridem” a lei. Não deve fazer uso da violência, porém, quando necessário, a utiliza para fins coercitivos e educativos. Que seja. Nós, pais, faremos a mesma coisa de forma moderada, a fim de evitar que o Estado o faça, no futuro, de forma exacerbada como de costume. Quem quiser enxergar violência estatal visite uma cela de delegacia ou penitenciária.

Fica a sugestão para a Deputada Tereza Surita (PMDB-RR), relatora do projeto: “Se tiver filhos pequenos, tire uma folga, dispense as babás, avós e outras empregadas, interrompa seus afazeres parlamentares, passe pelo menos um ano no convívio das criancinhas, e aí conversamos.

Vejam como é nossa realidade hoje. O cara não consegue desenvolver uma única relação matrimonial, já tendo se separado inúmeras vezes, vai à televisão ou ao parlamento, ensinar a mim e a você como manter nossas famílias; gente que nunca cuidou de casa ou de filhos (terceirizaram), dão “dicas” e desejam impor regras para aqueles que diuturnamente labutam na educação de sua casa; outros se debatem na defesa de animais irracionais e fazem “vista grossa” para as lutas entre animais racionais; os camaradas parlamentares, amparados por estudos do próprio ministério da saúde, promulgam uma legislação restringindo o uso de bebidas alcoólicas, e agora, para atender a fome voraz capitalista de uma entidade privada, FIFA, propõem alteração desta mesma lei; haja exemplos.

São estas incoerências que dificultam a elaboração de leis realmente necessárias e que atendam as demandas importantes de nossa nação. Enquanto isto, nós ficamos aqui embaixo nos debatendo como insetos aturdidos pela insanidade de gente que perdeu senso de valores e do que é importante para o tecido social. É lamentável. Mas, podemos votar melhor.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Você Já Viu Os Irmãos "Cara-de-Pau"?

Os irmãos cara-de-pau são aqueles do tipo que:

Recebe dinheiro emprestado, não devolve e faz de conta que "Jesus pagou na cruz". No culto à Deus ele tem a oportunidade de dizer e diz: "Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade" (Ef. 4:28);

Se desentende com alguém e, resignadamente, nega-lhe a reconciliação e a liberar perdão. No culto à Deus tem a oportunidade de orar, e ele ora o "pai nosso": "...perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos aqueles que nos ofenderam" (Mt. 6:12);

Impõe valores sobre o pastor da igreja, se quiser que ele pregue ou cante, caso contrário, negativo. Acerto feito, ele introduz sua participação dizendo: "Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus" (2 Co. 4:5);

Repete insistentemente o "disse-que-disse", espalhando difamações e desonras contra irmãos sem qualquer ponderação ou prova irrefutável. Mas, à noite, ele está lá lendo na Bíblia: "Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? 2 Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. 3 Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo" (Sl. 15:1-3). E ele ainda complementa: "E eu estou aqui, Senhor!";

Conversa durante o culto sobre tudo: novela, esporte, viagem, trabalho secular, carro, dinheiro, festas, além disto, levanta, senta, vai a secretaria ver se tudo "está nada" e, quando lhe dão oportunidade, ele imediatamente "incorpora" o espírito de adorador e diz: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (Jo. 4:23-24). (Qualquer semelhança com o que se vê em púlpitos de inúmeras igrejas, não é mera coincidência).

Estes são apenas alguns dos inúmeros que estão por aí. Você já viu alguns deles?

Haja óleo de peroba...

E paciência.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Crise de Identidade e a Falsa Justiça da Reencarnação Espírita


Um dos ensinos da religião espírita é a reencarnação.  A reencarnação é voltar a viver num novo corpo físico. Este conceito causa um problema para o espírita. Como na peça teatral “Hamlet” de William Shakespeare, a grande questão que surge daí é: “ser ou não ser”.

Segundo a religião espírita a pessoa reencarna sucessivas vezes, e por esta razão, ela, em qualquer tempo, terá problemas no que diz respeito a sua identidade. “Ela é o que não pode ter certeza de ser, pois, em vidas passadas, pode ter sido outra coisa”.  Ela pode ter sido um homem, ou uma mulher, ou até mesmo um amigo ou inimigo do próprio filho, mulher, pai, mãe, etc.

Considerando que “identidade” é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes, temos que, “se” a reencarnação fosse verdadeira, teríamos a construção de seres em lotes e não individuais. Seríamos grupos de si mesmos (?).

Outro problema que, aparentemente, a religião espírita tenta resolver, é a questão da “justiça”. Claro, do ponto de vista humano. Na tentativa de encontrar resposta para o porquê de algumas pessoas nascerem com algum tipo de anormalidade, acreditam ter, essa pessoa, praticado algum erro em vidas passadas e, por isto, está passando pelo sofrimento aqui nesta vida.

Quando pensamos na questão de maneira inversa, ou seja, porque nesta vida alguém sofreria por erros que nem mesmo lembra ter praticados numa vida passada? A justiça aí não se faria correta, pois, o infrator não tem “consciência” do seu erro. Sendo assim, um “inocente” paga por um erro que, pela sua consciência, não praticou.

Há outra coisa a ser considerada. O objetivo da justiça não é apenas apenar o infrator, mas, também, corrigí-lo. Logo, sem “consciência do erro cometido”, não haverá eficácia na correção do suposto erro praticado.

Como visto, a reencarnação não resolve nenhum problema, nem ampara justificativa alguma para os casos incompreensíveis da natureza. Pelo contrário, esta busca desesperada do homem por respostas o conduz a caminhos (Pv. 16:25) estranhos e ilusórios que, invés de ajudá-lo na sua trajetória de vida, o confunde, afastando-o da luz e lançando-o cada vez mais em trevas profundas.

Sou o que sou em função das características pelas quais sou identificado, e estas características me tornam “único” no universo e, principalmente, diante de Deus – O Criador. Sou Eliel, sou pai, sou esposo, sou irmão, sou filho, sou trabalhador e, diante das qualidades e defeitos próprios envolvidos nas diversas atividades que estou incluído, sou facilmente identificado. Esse sou eu.

Dois textos bíblicos para reflexão.

Hb. 9:24-28“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; 25 Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; 26 De outra maneira, seria necessário que ele padecesse muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27 E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, 28 Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”.

Rm. 14:12“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. 11 Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. 12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus”.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A CEADEB e a CONFRAMADEB Precisam Agir Exemplarmente.

Nos episódios envolvendo a posse do templo da Assembléia de Deus em Capelinha de São Caetano, há várias denúncias de uso da violência por parte de prepostos tanto da Conframadeb, como da Ceadeb. As violências aconteceram contra pessoas (jovens, mulheres e oficial de justiça), contra o patrimônio (portas, grades, janelas e bancos) da igreja e contra a vizinhança (perturbação da ordem pública).

As denúncias atingem não só congregados e membros, como, obreiros de ambas instituições, o que por si só já é extremamente vergonhoso para todos os cristãos que têm vergonha na cara e se esforçam diriamente para honrar o nome do Senhor Jeus Cristo.

Tais atos testemunharam contra a instituição "Assembléia de Deus". Sendo assim, cabe as mesas diretoras de ambas as instituições, que até aqui, "péssimamente", representam o conjunto dos membros e congregados desta igreja, iniciarem um processo de recuperação da imagem da denominação, assumindo as responsabilidades inerentes aos seus papeis, "disciplinando" os envolvidos em tais atos.

Cabe, também, aos demais membros, requererem aos seus respectivos pastores que assumam a responsabilidade de coibir os abusos e desmandos atuais, e tomarem providências urgentes para correção dos rumos da CEADEB  e da CONFRAMADEB. Se é que ainda tem esperança de recuperá-las. Eles, mesmo que não percebam, são co-responsáveis.

Os violentos e inconsequentes devem ser chamados e disciplinados, pois tais atos configuram uma grave ofensa ao cristianismo e a todos os cristãos. Se não aceitarem a correção e não corrigirem suas atitudes e seus conceitos, inclusive e, principalmente, se forem "Pastores", devem ser imediatamente afastados de ambas as instituições. Estão "desligados do Corpo de Cristo", pois quem está ligado, não causa danos a si mesmo.

Instituições que se prezam, principalmente as que se auto-intitulam cristãs, não podem conviver com atos que remetem ao tempo da selvageria ou incivilidade. É preciso "admoestar e exortar" os indisciplinados (Ec. 4:13; Rm. 15:14; 2. Ts. 3:11; 1 Ts. 5:14), se é que eles já não o sabem, que vivemos, socialmente, numa época em que se espera respeito ao direito e as opiniões dos outros e, principalmente, respeito a vida de seu semelhante.

Vale salientar, que é preciso vir a público expor as decisões e atitudes tomadas em relação aos fatídicos episódios (me refiro aos anteriores também), haja vista ser de amplo conhecimento as atitudes que denegriram ambas as intituições e a igreja de modo geral.

Que se investigue seriamente e puna exemplarmente os indisciplinados e violentos. NÃO ACEITAMOS CONVIVER COMO SE NADA DISTO TIVESSE ACONTECIDO. NÓS, CRISTÃOS, TEMOS VERGONHA NA CARA! Caso isto não ocorra, entendemos que há, no mínimo, conivência das referidas mesas nos atos de vandalismos protagonizados por quem deveria dar o exemplo (Rm. 1:32).

E em sendo assim, só resta-nos conclamar aos decentes ligados a ambas intituições, que se afastem imediatamente (2 Tm. 3:5). Migrem para denominações sérias que não brincam com as coisas de Deus, nem profanam a santidade divina, pois, Deus não os tomará por inocentes (Ex. 34:7). Deixemos com eles, seus "templos imundos", pois, de muito tempo, profanados por indignos que se arvoram "representantes divinos".

Isto é o que se espera.


"Portanto, Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos" (1 Co. 14:33).


Com a palavra, as mesas diretoras da Conframadeb e Ceadeb.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Psiu... Agora Só nos Resta Orar.

Agora, a melhor coisa a fazer é orar...

"Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal"
(Jesus em Lucas 11:2-4).

e tentar convencer à todos, que o melhor caminho é a paz.