quinta-feira, 29 de março de 2012

Um Ser Racional Não se Engana Facilmente

"E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos homens" (Atos 17:10-12).

A melhor arma do ser humano é sua capacidade de raciocinar, de ponderar, é aquele dom de olhar, ouvir e analisar as coisas com mais profundidade. Esta forma de ser lhe concede a defesa precisa contra os males que atentam contra a sua vida. Aquilo que nos diferencia do animal irracional é o que nos faz avançar, evitando os riscos à nossa sobrevivência, independente da área de nossa existência envolvida.

Se vivíamos no ermo, desfrutando, e ao mesmo tempo, sofrendo as intempéries naturais, agora nos abrigamos; se íamos às fontes das águas para saciar a nosse sede, agora a trazemos para onde estamos; se vivíamos sofrendo as incertezas da escuridão, agora lançamos luz ao nosso ambiente e nos sentimos mais seguros, enfim, diante de adversidades, colocamos em funcionamento este mecanismo de ponderação, usufruindo dele toda criatividade que nos faz ultrapassar obstáculos.

A Bíblia, ao relatar o ato da criação de Deus, revela o segredo que todo ser humano carrega dentro de si.

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente" (Gênesis 2:7).

Além de formar o homem de maneira especial, o Criador sopra em suas narinas o "fôlego da vida", concedendo à humanidade um "upgrade" da razão. É por este motivo que os animais irracionais reagem instintivamente as ordens humanas, se limitam ao seu espaço geográfico e apenas cumprem seu papel na cadeia alimentar e no equilíbrio natural, enquanto que a humanidade vai além. Ela concorda, discorda, resiste, se submete, obedece, desobedece, sugere, enfim, ela atua como protagonista desta história divina escrita sobre a terra.

O texto bíblico colocado em evidência logo acima, nos remete a um aspecto exclusivamente humano: "a fé em Deus". Como imaginado por alguns, a fé parece ser a ferramenta que nos faz acreditar no sobrenatural por mais absurdas que sejam as ações, pois, basta alguém dizer: "acredite!" e as pessoas sem qualquer ponderação, acredita e ponto final. Ponto final?

Esse seria o ponto final se não tivéssemos a Bíblia em nossas mãos. Como temos a Palavra de Deus ao nosso alcance, podemos e devemos ponderar, estudar, raciocinar e decidir se acreditamos ou não. Acreditamos na Bíblia, não pelo simples fato de dizerem "é a Palavra de Deus", mas, por ela demonstrar, em conjunto com a história humana e a natureza, "ser a Palavra do Criador". E como chegamos a esta conclusão? Depois de analisarmos suas palavras, o contexto histórico da humanidade, o cosmos que nos cerca, concluimos: "só pode ser coisa de Deus!"

Sabemos da atitude do povo de Beréia pelo seu registro bíblico, e esse registro nos estimula a seguir o exemplo desses irmãos de fé. Eles não acreditavam antes de conferir nas Escrituras se aquilo que estava sendo falado, era exatamente como falado. Tinham a confiança do raciocínio, da contemplação, da ponderação, da forma crítica que se deve ter quando alguém nos tenta convencer de alguma coisa. Somos seres humanos!

No Brasil de nossos dias, intelectuais, pastores, bispos, apóstolos, filósofos, sociólogos, pedagogos, doutores, jornalistas, políticos e animadores de auditório, estão em todo tempo discorrendo teses, teorias, impressões pessoais do que acreditam ou do que são pagos para acreditarem, objetivando formar opiniões e manipular as massas. São idéias e propostas das mais variadas, muitas delas incongruentes, ou então, antagônicas e, como certos presidentes que o Brasil já teve, aquilo que se diz hoje não terá valor nenhum no futuro, pois, se dirá completamente diferente daquilo que originariamente se disse.

Neste emaranhado de assertivas, a população, acostumada com a vitrine, com a telinha com suas músicas e cores, acredita que não precisa ponderar, pensar. "Isso é assim mesmo", "assim é a vida", "não tem como mudar", "não há o que fazer", "as pessoas tem que fazer sexo quando sentirem vontade", "a democracia precisa dessa quantidade de vereadores, deputados e senadores". Ouvimos e seguimos como se nada pudesse alterar o curso da história.

A existência de Cristo entre nós é prova suficiente de que o curso da história pode ser mudado. Seja para o bem ou para o mau. Para isto basta não abrirmos mão dessa nossa capacidade de pensar, ponderar, raciocinar e decidir por aquilo que é melhor para nós, num primeiro momento, e para todos.

Não aceite palavras vazias, não aceite mentiras como verdades, não aceite indício como prova, não aceite que o outro pense e decida por você. Ouça tudo, retenha o que é bom, jogue fora o resto. Seja o ser racional que você é.

"Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras; mas tu teme a Deus" (Ec. 5:7)

"Examinai tudo. Retende o bem" (1 Ts. 5:21)

sábado, 24 de março de 2012

A Prosperidade em Três Movimentos Cristãos

Prosperidade (Ter) - Condição de possuir bens ou riquezas materiais (At. 19:25; 1Co 16.2).

No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar” (1 Co. 16:2).

Prosperidade (Realização) - Alcançar o resultado pretendido (Dt. 28:29; Dt. 29:9).

“Apalparás ao meio-dia, como o cego apalpa nas trevas, e não prosperarás nos teus caminhos; porém, somente serás oprimido e roubado todos os teus dias; e ninguém haverá que te salve” (Dt. 28:29).

Prosperidade (Felicidade) – Sensação de bem-estar (Sl. 73:3; Sl. 30:6).

“Na sua casa há prosperidade e riqueza” (Sl. 73:3).

A Moderna Teologia da Prosperidade

Características:

1.       Tem a posse de bens materiais como resultado de uma vida abençoada por Deus (Isto se estende à igrejas/denominações – Catedrais, templo de Salomão, etc.);
2.       Condiciona o recebimento de bênçãos divinas a uma atitude humana, ou seja, um voto financeiro (Sacrifício);
3.       Ela não admite o “não” de Deus quando o devoto cumpre com a sua “obrigação” (“coloca Deus na prensa, no canto.);
4.       Ela é fundamentada na “confissão positiva (enfatiza o poder do crente em conseguir tudo o que quiser)”;
5.       Torna Deus refém de supostas leis criadas por Ele mesmo, sendo uma delas, o “determinismo” (Deus é um servo, não um Senhor).

Prosperidade em Três Movimentos Cristãos

1º - Juntem tesouros nos céus.

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6:19-21).

Como ser próspero do ponto de vista de Cristo (Mt. 5):

a)       Prática de boas obras (v. 16);
b)      Cumprimento e ensino das escrituras (É entendida como “justiça que excede a justiça dos homens) (v.17-20);
c)       Vivendo em paz com seus irmãos (v. 21-26);
d)      Agindo com o adultério de forma preventiva (v. 27-32);
e)       Sendo íntegro em seus compromissos (sua palavra é testemunha de sua honra) (v. 33-37);
f)        Sendo perdoador e compassivo (v. 38-42);
g)       Ama indistintamente (quem assim faz, torna-se perfeito com o Pai) (v.43-48).

2º - A quem Servir: Deus ou Mamom?

Antes de conquistar riquezas, o cristão precisa definir a quem quer servir.

“Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Lucas 16:13).

I-                    O acúmulo de riquezas é incompatível com o absoluto senhorio de Cristo (Jovem rico – Lc. 18);
II-                  O acúmulo de riquezas te torna arrogante;
III-                O acúmulo de riquezas te torna inseguro e medroso - Lc. 16:3 “Trabalhar na terra, não posso; também de mendigar tenho vergonha”;
IV-                As riquezas testam o teu caráter – Lc. 16:10 “fiel no pouco é fiel no muito”;
V-                  O apego as riquezas impõe aos homens muitas dores (1 Tm. 6:10).

3º - Solidariedade

“Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Efésios 4:28).

O que a gente faz com a riqueza? Solidariedade (Mc. 6:35-42).

A verdadeira prosperidade cristã:

a)       Nos lança num saudável relacionamento com o povo – “Ide ver o que eles têm: necessidades e utilidades”;
b)      Não se baseia em quantidade, e sim, em obediência as orientações de Cristo – “porque o dono dos cinco pães e dois peixinhos liberou aos discípulos seu lanche?”
c)       Se baseia na ordem e na justiça distributiva – “Imagine alimentar cerca de 12.000 pessoas. Sem uma mínima organização alguém ficaria com fome. Cristo orienta grupos pequenos para que, assim, todos possam ser próspero (grupos de cem e de cinquenta)”.
d)      Implica em receber muito, para repartir por todos;
e)       Não deixa ninguém a margem – “todos comeram e se fartaram – v.42.”
f)        Só revela o milagre no fim – ver os versos 43 e 44.

“Deus está pronto a multiplicar tudo que a gente está pronto a repartir” (Pr. Ariovaldo Ramos)

domingo, 18 de março de 2012

Político Cristão Tem a Responsabilidade de Ser Diferente

É natural que o político defenda os pontos de vistas do segmento que ele representa, e por esta atitude, ele seja contestado ou reprovado pelos representantes de outros segmentos sociais. Na democracia, isto é normal e o que se espera dos vereadores, deputados e senadores. No entanto, há no Brasil de hoje, uma grave crise ética envolvendo o Parlamento e os políticos de modo geral.

Com a popularidade que só ganha de galinheiro (e olhe lá), são, invariavelmente, taxados de preguiçosos, em decorrência das imagens de plenário vazio, dos recessos, viagens nababescas disfarçadas de viagens de interesse público, são conhecidos pelos altos salários, auxílio-moradia, verbas parlamentares das mais distintas e absurdas, passagens aéreas e os dezenas de assessores que são pendurados no parlamento apenas para sangrar o dinheiro da viúva (Segundo estudos, só para este ano o orçamento do Congresso foi de R$ 6.068.072.181,00, o que representa um custo de R$ 11.545,04 por minuto. Este valor corresponde, aproximadamente, a 18 salários mínimos pagos aos demais trabalhadores.), enfim, os políticos brasileiros, de maneira geral, são conhecidos como “a maior e pior chaga que a democracia produziu”.

Neste contexto, o segmento evangélico brasileiro, pelo crescimento quantitativo que vem experimentando nos últimos anos, despertou-se para a necessidade de ter seus próprios representantes nas diversas câmaras no Brasil. Como passo natural numa democracia, o voto é o seu instrumento de decisão no que diz respeito aos seus representantes.

Os cristãos são conhecidos como aquelas pessoas que decidiram aderir ao plano salvífico de Cristo, exposto na Bíblia e, especificamente, nos evangelhos, sendo investidos não só na missão de salvação da alma, mas, na mudança de comportamento em relação àquelas atitudes éticas que são reprováveis pelo senso comum, como por exemplo, as atitudes e o modo de vida dos nossos parlamentares.

Como representantes deste segmento, o que se espera dos políticos cristãos, é que adotem um comportamento ético exemplar. Verbas parlamentares sendo usadas com rígido controle, viagens desnecessárias recusadas, recusa em transformar seus gabinetes em cabides de empregos para familiares e amigos, benesses salariais extras devolvidas ao erário público, assiduidade e empenho na votação daquelas questões importantes para o país, recusa em participar do famoso “toma-lá-dá-cá” vergonhoso na relação com o governo, enfim, um comportamento que dignifique o cristianismo e, por conseguinte, o próprio parlamento.

O que se vê dos representantes cristãos é, no mínimo, omissão quanto a esses graves problemas, e quando algum segmento no tecido social se faz ouvir com uma voz de protesto, imediatamente levantam a bandeira em defesa da democracia como justificativa para manutenção dos comportamentos absurdos promovidos pelos nossos edis atuais.

Mas, é preciso dizer, tudo tem limite. Há, no meio da população, na surdina, um clamor por uma ação militar que retome o controle da lei e da ordem que não funciona nas mãos dos governos civis até então. O apoio da população às greves dos policiais militares é apenas um indício deste sentimento social. É preciso que se diga: “a maioria dos brasileiros não são anárquicos, são pessoas decentes que sabem viver num ambiente de ordem e respeito”.

O que o segmento evangélico espera de seus representantes é que eles, além de não participarem desta política baixa, batalhem pela interrupção destes desmandos e desta agressão que o parlamento brasileiro promove contra seus cidadãos de bem. Que sejam dedicados e aguerridos na defesa dos interesses cristãos, sendo, também, aguerridos e dedicados na defesa dos interesses de uma população que deseja um país forte com equidade, fraternidade e justiça social.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Estão Perseguindo o Cristianismo no Brasil. Os Cristãos Não Vão Fazer Nada?


Num estado democrático de direito, os cidadãos devem ser respeitados independentemente de sua religião, opção sexual, cor de pele e formação educacional. Os direitos devem ser preservados e protegidos pelo Estado, e isto é realizado através de leis outorgadas pelo conjunto de parlamentares eleitos pelo povo para representá-los em suas opiniões, baseadas no ideal que cada um tem de sociedade justa e equânime.

Sendo um país constituído por pessoas com uma variedade de pensamentos e compreensão invariavelmente distinta das mesmas coisas, o regime democrático exige que as leis sejam feitas levando em consideração o pensamento da maioria da sua população. Isto leva a minoria a uma obrigação moral e legal de submeter-se ao que foi estabelecido na forma da Lei.

No Brasil estamos vivendo um momento ímpar para as religiões cristãs. Há uma sórdida perseguição religiosa em andamento com objetivo claro de retirar “Deus” da consciência das pessoas, destruindo princípios e valores elevados, pelo simples fato de serem de base religiosa. Grupos de minorias desenvolvem uma guerra raivosa tentando impor sua pauta de idéias preconceituosas, travestidas de libertárias, se sentindo no direito de impor à maioria sua vontade particular.

Sejam os conselhos de psicologia, seja a mídia tendenciosa, seja os grupos representantes da minoria gay e atéias, sejam outras religiões distintas do cristianismo, a perseguição se torna evidente, pois, se antes estas pessoas agiam na surdina, hoje, com o apoio indiscriminado da mídia tendenciosa, coopta instâncias do Estado, incitando-os a adotarem práticas discriminatórias contra a religião cristã.

Antes, invocavam um Estado laico esquecendo o Brasil cristão. Agora, invocando essa mesma laicidade estatal, atentam contra objetos cristãos há décadas pendurados em prédios e áreas públicas. É a velha tática do “comer pelas beiradas”.

A questão colocada agora para os cristãos é: Os cristãos estão conscientes do que está acontecendo na surdina em nosso país? Estamos preparados para esta ardilosa perseguição religiosa? Quais as atitudes que os cidadãos cristãos devem tomar com relação a isto?

O primeiro problema que a comunidade cristã enfrenta é a compreensão inadequada desta perseguição. Com base nos registros bíblicos de lutas contra os cristãos, transportam àquelas imagens para nossa realidade, criando e fomentando em seus subconscientes a idéia de uma perseguição com soldados caçando cristãos em suas casas e conduzindo-os às masmorras úmidas e frias, enquanto aguardam, em silêncio, sua sentença de morte (quantos integrantes desses grupos anti-cristãos não gostariam que estivesse acontecendo isto hoje? Almejam, amanhã).

O segundo problema é o fato de considerarem como única alternativa para o cristão, a morte silenciosa. “Levado como ovelha para o matadouro, como um cordeiro mudo, Ele não abriu a sua boca” (At. 8:32). Fazendo confusão entre o comportamento adotado por Cristo em sua missão espiritual redentora, com o comportamento cristão em sua cidadania. É como se todo cristão estivesse em uma missão rendentora para a humanidade, devendo, por isto, abdicar de todos os seus direitos como cidadão e morrer pelo cristianismo.

Ora, o cristianismo não salva ninguém, portanto, ninguém precisa morrer para afirmá-lo. Isto não significa deixar de morrer por negá-lo. O que estou dizendo é que o cristão não deve e não negará sua fé em Cristo, mesmo que isto represente a perda de sua vida (ainda não chegamos nesse ponto. Ainda...). No entanto, o cristianismo não precisa de "salvadores" que precisem morrer em silêncio, em sacrifício vicário.

Num regime democrático de direito, onde as leis são estabelecidas pela maioria para observância de todos, a atuação cidadã implica não apenas no dever de escolher seus representantes, mas, também, de fiscalizar a atuação parlamentar e assumir a responsabilidade de opinar sobre os destinos da nação. Está implícito aí o dever de corrigir a rota legal, quando, defendendo seus mesquinhos interesses, os egoístas integrantes de grupos minoritários tentarem impor um desequilíbrio na relação maioria/minoria.

É óbvio que, na democracia, o direito de todos deve ser preservado. No entanto, o que se vê no Brasil, não é a luta pelo respeito e preservação do direito da minoria, mas, sim, a tentativa de impor uma ideia de sociedade que uma minoria tem, distinta da maioria, desrespeitando as bases de uma convivência pacífica e tolerante. A tão propagada tolerância, oferecida gentilmente na base cultural da humanidade pelo judaísmo e, por sua vez, pelo cristianismo, às mulheres, aos negros, aos gays e aos ateus, está sendo utilizada para deflagrar uma guerra intolerante contra os cristãos. Como se sabe, no Brasil, a maioria da população é cristã, logo...

Vivendo num ambiente em crescente perseguição aos valores e princípios religiosos cristãos, “os crentes” agem como se a tentativa de eliminar filosoficamente a ideia de Deus da sociedade, acompanhada da luta pela imposição de uma sociedade sem cristãos, fosse uma circunstância que envolvesse apenas “o outro”, o vizinho, o católico, ou o evangélico, ou apenas o cristão que vai ao templo. Nada mais enganoso.

Dois fragmentos de poesia refletem bem o atual momento brasileiro, no que diz respeito a perseguição religiosa enfrentada pelos integrantes do cristianismo:

1º Fragmento, é de Eduardo Alves da Costa:

"[...]
Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]"

2º Fragmento, a rigor um trecho de sermão, ou prédica, de um pastor luterano, alemão, da época do nazismo, Martin Niemöller, ao que parece de 1933 (o poema):

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
Já não havia mais ninguém para reclamar.

Os cristãos precisam despertar do sono, sob pena de todo esforço dos missionários, dos pastores simples e sinceros que vieram antes de nós, serem jogados no lixo. Se não possuímos a mesma capacidade de promover a transformação de uma sociedade (cerca de 90% da população brasileira se identifica como cristãos), devemos assumir a responsabilidade de preservar o que se conquistou e aprimorar o conquistado. Não podemos permitir que mentes narcisistas e anarquistas implantem sua visão de mundo para o povo cristão brasileiro.

Os cristãos precisam reagir com as armas que dispõe: e-mails, passeatas pacíficas, campanhas publicitárias, ações judiciais e, principalmente, com o voto.

Precisamos de mais parlamentares cristãos, mais magistrados cristãos, mais formadores de opinião cristãos, mais governantes genuinamente cristãos, e se não houverem a necessidade de mais cristãos compromissados com o cristianismo atuando em postos-chaves da nação, precisamos que os que existem saiam da toca (cadê os cantores gospel que arrastam multidões?), coloquem a cabeça para o lado de fora e assumam sua missão de promover a igualdade de direitos dos cidadãos sem ferir os valores e princípios que, antes de serem valores e princípios cristãos, são virtudes que constróem uma sociedade justa, respeitosa e tolerante para com todos.

Que as igrejas não se fechem hermeticamente em torno de seus cultos; que os pastores não se omitam atrás das Escrituras Sagradas, antes as invoquem contra as injustiças e a tentantiva de matar o cristianismo; que os cristãos não se limitem a sê-lo apenas no ambiente do templo. Que sejamos cristãos-cidadãos em todos os aspectos, atuando e defendo nossa visão e nosso posicionamento no cotidiano deste país. Como cidadãos, temos este direito. Que utilizemos nosso voto com a consciência de que, não basta eleger um bom político, precisamos eleger um bom político comprometido com os valores e princípios cristãos.

Hoje, investem contra os psicólogos cristãos, contra programas de TV cristãos, contra os crucifixos nas paredes. Amanhã, investirão contra os cultos cristãos, templos cristãos e líderes cristãos. Aí, já não contaremos mais com o amparo das leis de um país cristão para nos defender...

... e morreremos como ovelhas mudas perantes os seus tosquiadores...

...injusta e inultimente.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Delírio da Intolerância Religiosa no Jornal da Cultura

Fico abismado com a capacidade de disfarce adotado por alguns formadores de opinião. Preconceituosos, insistem em olhar o mundo a partir de sua visão e, com base no que entende por mundo perfeito, rotular e discriminar quem não comunga com seus pensamentos. É uma época em que uma parcela minoritária da população, incluídos os acadêmicos, amparados pela mídia mercenária, querem, eles sim, “impor” uma visão e um formato de sociedade para todas as pessoas. A arrogância dessa gente é tanta que quem não concorda com seus ideais são tachados de preconceituosos, ignorantes, fundamentalistas religiosos, radicais e outros termos semelhantes.

Nesta terça-feira próxima passada, assistir o bom Jornal da Cultura, que apresenta um formato diferente do comum em outras redes. No referido programa, dois convidados tecem comentários sobre as notícias veiculadas. Esporadicamente aparece por lá um senhor chamado Luís Pondé. Filósofo de formação e delirante-mor por escolha, que se posiciona sempre contrário a qualquer posição de grupos cristãos.

Falando acerca de uma reportagem sobre a corrida presidencial americana, disse “que a política americana se encontra refém do radicalismo e da ignorância imposta pela ala mais fundamentalista do protestantismo daquele país”.

O Sr. Pondé acredita que aquelas pessoas contrárias aos seus dogmas não devem ser levadas em consideração. Se essas pessoas não concordarem com o delírio coletivo do atual “politicamente correto”, são rotulados por ele como “ignorantes”, “retrógrados”, “loucos fundamentalistas”, “anticientíficos”, etc.

O filósofo Pondé, entorpecido pelas bravatas amparadas no vazio que se acostumou a ouvir, ler e repetir, se esquece de que o conhecimento se forma na base da sociedade e que, no campo das ideias, o debate é salutar. Ninguém pode ser obrigado a concordar com o outro. Já, ambos, devem respeitar a liberdade e o direito que o outro têm de expor seu ponto de vista.

O problema de gente como ele é imaginar que do outro lado não há pessoas qualificadas para conduzir o debate no campo do conhecimento científico e, portanto, em pé de igualdade para discordar dessa insanidade que tomou conta dos meios acadêmicos e midiáticos modernos. Há médicos, jornalistas, filósofos, psicólogos, físicos, químicos, biólogos, políticos, professores, engenheiros, advogados, magistrados, e tantos outros profissionais cristãos, com plena capacidade de discernir uma coisa da outra no que diz respeito as dicotomias religião e ciência, fato e teoria, prova e indício. Aliás, vale destacar: um profissional que tenha conhecimento científico e formação religiosa (não fundamentalista) possui melhores condições de compreenderem o mundo e contribuir para sua melhoria (é minha opinião. Será que ele suporta sem me rotular de ignorante?).

Eis aqui uma sórdida discriminação. Mesmo com cristãos qualificados, a mídia não abre espaço para o “outro lado da questão”. Não há espaço na mídia para defesa do criacionismo, da vida uterina, da afirmação heterossexual, do casamento monogâmico, da virgindade masculina e feminina, do recato e de outros conceitos que não se enquadram no que comumente chamamos de “politicamente correto”. É sempre um pouco mais do mesmo.

Voltando ao comentário no Jornal da Cultura, ele aborda a eleição nos EUA como se a sociedade americana fosse ateia. Como é de farto conhecimento, inclusive nas universidades, a sociedade americana é religiosa, cristã/protestante, o que testemunha que o dito filósofo age de má-fé. Ora, sendo a sociedade americana cristã, é preciso considerar que o cristianismo tem seus próprios valores e princípios e que, apesar de “expor” à todas as pessoas, não é algo “imposto”. Basta verificar. As pessoas se integram ao cristianismo por decisão própria. Isto não é “imposição” de ideias, é “aceitação” de uma visão que passam a acreditar como melhor. As pessoas não tem este direito?

Pessoas como o Sr. Pondé tem o direito de discordar, da mesma forma que os cristãos/protestantes tem o direito de não concordar com ele. No entanto, não aceitando a opinião e a forma de ser e viver divergente da dele, o Sr. Pondé tenta desqualificar um segmento que foi e é importante na construção, manutenção e consolidação das bases daquilo que se conhece hoje como sociedade ocidental. O Sr. Pondé deve agradecer “à Deus” pela existência do cristianismo, pois, foi sua existência que possibilitou o direito de livre expressão característico da democracia.

A democracia, Sr. Pondé, é resultado dessa atuação cristã. Se na democracia “o poder emana do povo e para ele é exercido”, é preciso considerar números. Em países como os EUA e o Brasil, onde a maioria da população professa fé cristã, o que os integrantes deste segmento social pensa e diz, também e, principalmente, deve ser respeitado.

Assim, lá como cá, para alguns, defender os princípios e valores da fé cristã é retrocesso. A verdade nua e crua é que, este comportamento, confirma o que a própria ciência atesta: estamos “involuindo”. E, como pensa essa gente, atestada pela forma de ponderar do Sr. Pondé, estamos retroagindo em direção a alguma espécie de matéria dura, fria, morta.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sexo Só Depois do Casamento Proporciona Melhor Vida e Matrimônio.

Um estudo publicado no Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia joga por terra o que as feministas levaram anos para conseguir: o sexo antes do casamento. Pois de acordo com o estudo, casais que só tem relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória.

No estudo, pessoas que praticaram a abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade do seu relacionamento do que os demais. As notas também foram mais altas entre esses casais que só praticaram o sexo após o casamento sobre a qualidade da vida sexual (15% mais alta) e o diálogo entre os cônjuges (12% maiores).

A pesquisa foi feita com mais de duas mil pessoas. Sociólogos da Universidade do Texas, nos EUA, acreditam que o sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento. Segundo eles, casais que priorizam o sexo no início do relacionamento normalmente terminam o relacionamento de forma mal resolvida.

(Fonte: Notícias Gospel - Publicado por Renato Cavallera em 15.03.2011).

domingo, 4 de março de 2012

Zé Dirceu ou "Zé das borboletas" - Quem Fala Demais?

O ex-guerrilheiro fujão, "José Dirceu" (PT)
O ex-ministro chefe da Casa Civil no governo Lula, José Dirceupublicou texto em seu blog afirmando que os evangélicos pretendem impor à sociedade uma visão “preconceituosa e repressiva”, e “patrulhar todas as políticas públicas com relação às questões do aborto e da homossexualidade”.

Zé Dirceu, como é conhecido, está afastado da política após ter tido seu mandato cassado em 2005, por suas ligações com o esquema do mensalão. Mesmo com os direitos políticos suspensos até 2013, o ex-deputado e ex-ministro é um dos homens mais influentes dentro do Partido dos Trabalhadores ao lado de Gilberto Carvalho, posição conquistada durante a campanha que elegeu Lula como presidente em 2002.

Confira abaixo a íntegra do artigo “O desserviço que o preconceito impõe à democracia”, escrito pelo ex-ministro e deputado cassado José Dirceu (PT-SP):
"Temos que destacar e apoiar a posição do pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, quando denuncia o uso político dado à polêmica sobre o aborto, na eleição de 2010, e, recentemente, ao kit anti-homofobia, do Ministério da Educação, quando foi ministro da pasta.
Ele está certo quando taxou de “torpe” a forma como essas discussões foram encaminhadas e aproveitadas politicamente. De acordo com Haddad, o uso destes temas incentiva o preconceito e promove a violência.
“Isso não faz bem para o Brasil”, frisou ele. Haddad ressaltou que o kit anti-homofobia surgiu de uma demanda de emenda parlamentar. Ainda assim, devido às críticas da bancada evangélica contra a distribuição do material nas escolas, a iniciativa foi suspensa. Segundo o ex-ministro, no entanto, o kit foi usado em cursos de formação de professores.
Não podemos ficar na defensiva e no recuo frente à violência e à chantagem de certos setores evangélicos que querem interditar o debate sobre esses temas no país e patrulhar todas as políticas públicas com relação às questões do aborto e do homossexualidade. Esses grupos buscam impor ao Estado brasileiro uma visão preconceituosa e repressiva. Os que dão guarida a esse comportamento violento que introduz em nossa sociedade o ovo da serpente do preconceito e do racismo prestam um desserviço à democracia e à convivência social".

Comento:

O ex-ministro, que foi escurraçado por agir, como é de seu costume, fora da legalidade, gosta de voltar a mídia para proferir seus sentimentos em relação aos temas da moda. Como os evangélicos estão despontando no cenário político brasileiro como uma força capaz de mudar resultados de eleições, resolve agir apontando suas armas para este segmento da sociedade brasileira.

Há de se admirar a capacidade deste senhor em falar de "violência", "preconceito", "racismo", "desserviço a democracia", e outros termos que na boca de alguém íntegro seria de uma nobreza invejável. Porém, como se trata de "Zé Dirceu", é melhor esquecer, pois, o conceito que ele demonstrou ter desses termos ao longo da sua vida, os torna completamente distante de seus autênticos significados.

O problema do Zé Dirceu e outros integrantes deste embuste chamado PT - Partido dos Trabalhadores, é que eles aceitam o "debate" quando suas idéias prevalecem. Se encontram algum grupo mais eficiente na discussão, forçam a barra para impor restrições ao livre pensar. São pessoas que não gostam do contraditório. Aprenderam em suas escolas anárquicas que o povo não sabe pensar, e por isto, devem mentalizar, dizer e aceitar apenas o que o partido e seus comparsas pregam: posse do alheio, insignificância da vida, desapego a Lei e a ordem e o roubo de consciências.

Devem atentar, no entanto, para ao fato de que, o Brasil mudou. Não é aquele da época de ações bandidas, travestidas de ações guerrilheiras. Vários segmentos da sociedade brasileira, inclusive os evangélicos, não aceitam calados as falsas premissas divulgadas pelos poderosos sanguessugas da vez. Isto não cola, seu Zé Dirceu. Aprendemos a debater e a cada dia temos consciência de que o voto de um evangélico tem o mesmo peso de qualquer outro brasileiro, inclusive você.

E só para você tentar ponderar (deve ser difícil para um homem que se olha no espelho e não tem certeza de quem é). Não, seu Zé Dirceu. Os evangélicos não querem impor nada, como queriam os movimentos guerrilheiros que o senhor fez parte (trocar apenas de ditadura militar para ditadura comunista nos moldes de Cuba). Os evangélicos apenas divulgam sua mensagem, a mensagem de Cristo, e as pessoas tem o "direito" de escolher seguir ou não. Os evangélicos debatem no campo das idéias e da legalidade, campos que o senhor em sua pequenez mental não sabe o que é.

Somos cidadãos brasileiros com todos os direitos e deveres que isto represente, o que significa que merecemos o mesmo respeito que qualquer outro segmento da sociedade. Se quiser discutir, "sem preconceito com o segmento evangélicos", fique à vontade, senão, siga sua insanidade e nos veremos nas urnas.

Zé Dirceu me lembra "Zé das borboletas", aquele personagem de uma novela antiga, "O Bem Amado", do tempo em que novela era apenas para contar uma história através de personagens representados por brilhantes atores e atrizes, sem apelação sexual e sem ser baseado na loucura mística de autores desvairados.

A diferença é que o personagem Zé das borboletas não mudou de face, era gago e apanhava inocentes borboletas nas horas vagas, enquanto o "cumpade de Lula", Zé Dirceu, nem bem sabe quem realmente é, gosta de uma verborragia e, nas horas vagas, tenta impôr seus jeito singular de fazer política, manipulando consciências de fracos parlamentares e empresários com uma rede de dinheiro retirado do público (meu e seu bolso) para o privado (de parlamentares e do caixa do PT).

Zé Dirceu deveria ser "Zé das borboletas", pelo menos caçaria borboletas, não poderia falar muito e seria um "abestado", mas, íntegro servidor da sociedade brasileira. Entre integridade ingênua e sagacidade criminosa, fico com a primeira. Zé Dirceu, pelo que se vê, não faria a mesma escolha.