quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ENFIM, ESTÁ CHEGANDO 2011

Mais um ano que se encerra e com ele, alegrias, tristezas, frustrações, sonhos inacabados que insistimos em sonhar. Vale a pena olhar as experiências vivenciadas e retirar delas as lições que, certamente, nos tornarão mais humanos e cristãos.

Reconhecer erros é o exercício rotineiro de quem quer melhorar, pois, aquilo que chamamos de erro é apenas o reconhecimento da existência do correto, e a nossa confissão de que não conseguimos praticá-lo. Quando conseguimos atingir este ponto, estamos na metade do caminho para melhorar nossa vida, a vida de nossa família e de nosso próximo.

2011 chega, e com ele o crédito divino de mais 365 dias para alcançarmos os nossos objetivos mais nobres. Se nenhum percalço nos atingir, desejamos chegar neste mês do ano que vem, com a clara certeza de conseguimos crescer. Crescer deixando a ira, a indiferença com a dor do outro, a inveja, o desrespeito, a maledicência, a iniqüidade, a injustiça, a brutalidade, a incoerência, a violência e a política de morte.

Crescer sendo mais humano, defensor da vida, da justiça, do bem e da paz. Disseminando entre os iguais, a consciência de humanidade que Cristo nos trouxe ao nascer entre nós. Reanimando-nos para a rudeza das adversidades que tentam nos impedir de sonhar os nossos sonhos e, principalmente, alcançá-los.

Reanimemo-nos, pois, antes que cheguem os dias dos quais venhamos a dizer: “não temos mais contentamento”. Esforcemos as nossas mãos na construção de um mundo melhor, não esquecendo que, “quem quer mudar o mundo, muda primeiro a si mesmo”.

Que o bondoso Deus derrame toda sorte de bênçãos espirituais e materiais em Cristo Jesus sobre todos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

OS “NABABOS” DA RELIGIÃO

Nababos era um antigo título de nobreza ou autoridade na cultura indiana. Os que possuiam esse título eram reconhecidos pelo desfrute de riqueza e grande luxo. Apesar da situação antagônica do restante da população, essas pessoas não sentiam qualquer constrangimento em viver com grande pompa e ostentação. Seus carros, suas roupas, suas jóias, suas casas, enfim, todo um aparato que demandavam grande quantidade de recursos para tê-los e mantê-los.

Numa cultura que abraçasse o evangelho de Cristo, esse tipo de comportamento “seria” extremamente reprovável. Coloquei “seria” entre aspas, porque, infelizmente, não é o que se vê em nossas terras gentis, conhecidos como somos, povo cristão.

Acredito que Cristo está ruborizado com o que andam fazendo e conquistando em seu nome. Líderes que, de algum tempo, deixaram de comungar com a pobreza da mesa do comum, para, nababescamente, desfrutarem da mesa de Belsazar (Dn. 5:1-4). Convertidos à teologia da prosperidade, misturaram bênção divina com prêmio de Balaão, gerando um cristianismo materialista egocêntrico. Como conseqüência, se transformaram em magnatas da religião.

Como nababos, esfregam em nosso nariz, seus carros, suas casas, suas roupas, suas jóias e, tentando justificar seu hedonismo, apregoam terem sido abençoados por Deus, conclamando-nos a gritar em alto e bom som: “Glória a Deus!”, sem esquecer nossa obrigação de doar os recursos que possibilitarão a manutenção de seu modo de vida (ops!), da “obra de Deus”.

Fico, como ser humano cristão, envergonhado, ao ver a afronta dos que pedem nossa ajuda financeira, estendendo mãos cujos dedos ostentam jóias que podem, transformadas em dinheiro, matar a fome, por dias, de uma família inteira. Estão tão corrompidos pelo mundo que esqueceram uma das características da verdadeira religião. Como bem disse o apóstolo Tiago, é cuidar das viúvas e dos órfãos em suas necessidades e guardar-se da corrupção do mundo (Tg. 1:27).

Quanto dinheiro é torrado em viagens de turismo travestidas de missionárias; quantos recursos financeiros são jogados fora na aquisição de equipamentos inúteis para o labor cristão; quantos valores são desperdiçados com salários e ajuda de custo para uma crosta de sanguessugas que nada produzem em favor do reino de Deus; quanta renda é utilizada apenas para sustentar a vaidade de um carro de luxo, relógio de luxo, carteira de luxo, bolsa de luxo, casa de luxo, roupa de luxo, celular de luxo, enfim, lixos.

Ah! se olhassem e vissem Cristo. Moeda tirada da boca de um peixe apenas para pagar tributo seu e de seu discípulo, pães e peixes utilizados de um menino para fazer milagre, burrico emprestado para entrar em Jerusalém e salão cedido por alguém para a última ceia com seus discípulos. Depois, o peixe devolvido ao mar, os pães e peixes devolvidos ao garoto para seu lanche, o burrico devolvido ao seu dono, o salão esvaziado e restaurado ao seu proprietário, e Ele, o Filho de Deus, o Soberano, o Dono de todo ouro e toda prata, continuou andando a pé e dependendo do pão nosso de cada dia.

Ora, se aqueles que desfrutam dos salários pagos pelo suor do seu rosto, digo, aqueles que trabalham secularmente, devem atentar para o princípio cristão do compartilhamento (Ef. 4:28), quanto mais aqueles que são servidos pelo suor do rosto do outro. Homens e mulheres que manuseiam recursos advindos dos cristãos são responsáveis pelo seu uso observando o caráter e os princípios bíblicos que o norteiam.

Sendo assim, devem conservar em si “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp. 2:5-8).

Como cristãos, temos alegria em colaborar financeiramente para que a “obra de Deus” prossiga em nossas terras anunciando o evangelho de Cristo, protestando contra o pecado, ajudando os mais necessitados e se insurgindo contra as injustiças sociais. Porém, não compactuamos com o quadro atual de líderes distantes do povo, encastelados em seus tronos de monarcas, amparados por seus alisadores de egos, insensíveis às injustiças sociais e apáticos quanto às responsabilidades que Deus lhes deu para cumprimento.

Indiretamente, nós, cristãos, somos responsáveis por eles, pois, lhes demos autoridade, liderança e dinheiro. A bem da verdade, que fique claro aos críticos do povo evangélico, nem Deus, nem Cristo, nem o Espírito Santo e nem nós, lhes concedemos autorização para achincalhar nossa pobreza e insultar nossa dignidade moral e espiritual. Os “nababos” da religião agem assim porque usurpam para si uma glória que, desde os tempos mais remotos até o futuro mais distante, pertence a Deus, não aos homens.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

SERGIO CABRAL, SUA EX-NAMORADINHA, SEU ABORTO E SEU JOGO

Noticia o Globo: “Depois do aborto, Cabral defende jogo livre no país”, repercutindo as entrevistas concedidas pelo governador do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral, que desatarraxou a boca para dar ênfase à liberação do aborto e da jogatina.

Chamam a atenção às palavras que utilizou para justificar uma e outra coisa. Na primeira, a liberação do aborto, para reforçar sua falta de argumento, usou o reforço: “Quem aqui não teve uma namoradinha que precisou abortar?”. Posso responder ao governador. Milhares de homens sérios que habitam neste país. Gente que tem mãe, irmãs, sobrinhas, esposa e filhas, e sabe muito bem dar valor a vida humana, tanto da mulher como da criança.

Na segunda, o cassino Brasil, diz que a jogatina gerará recursos e os problemas que aparecerem, no que diz respeito a lavagem de dinheiro do crime organizado, basta fiscalização por parte do estado. Aproveitando o momento natalino, como diz no imaginário popular o bom velhinho: “Ôh, Ôh, Ôh”.

O jogo no Brasil já existe. Quem quer apostar tem uma enorme quantidade de jogos à disposição: loto, sena, mega-sena, quina, federal, e por aí vai. Além disto, os políticos defensores da legalização da jogatina esquece que o benefício da ilegalidade vem da própria ilegalidade. Daí, legalizando não resolve o problema, pois, vai surgir outras modalidades que serão oferecidas e gerarão dividendos pela sua ilegalidade. Mas o governador, com a rejeição do projeto na câmara federal, diz ser uma perda de recursos, advindo dos impostos a serem cobrados, que seriam utilizados pelo estado para o bem da sociedade.

Esta história de mais recursos para o estado utilizar em benefício da sociedade é balela. Recursos têm mais que o suficiente. No Brasil, o que não falta é dinheiro para comprar avião, viajar o mundo, fazer carnaval, olimpíadas, copa do mundo; Não falta dinheiro para manter uma obra que deveria durar um ano, por mais três, quatro, se beneficiando de aditivos contratuais que demandam mais recursos; Não falta dinheiro para sustentar e alimentar a ânsia desta quantidade enorme de vereadores, deputados, prefeitos, governadores, senadores e ministros, além de uma série de outras regalias vigentes neste país.

O que há é falta de lisura no trato com a coisa pública. Falta combate efetivo a corrupção que sangra os recursos que deveriam ser destinados a segurança, a saúde, a educação, a habitação, ao saneamento básico. E vem o governador falando em “fiscalização”. “Me façam uma garapa”.

Em dado momento da entrevista, ele ainda se acha no direito de chamar a atenção: “Chega de demagogia, chega de hipocrisia, é isso que me deixa impressionado". O que me deixa impressionado, Sr. Sérgio, são as pessoas que parecem não ter nascido de uma mulher, e por esta razão, parece que não têm ou nunca tiveram mãe. Dão a impressão que foram, em um dado momento, vomitado por algum germe surgido de uma matéria em estado de putrefação.

Na sua visão tacanha, o governador mede a sociedade brasileira por ele, e pelo que se viu e ouviu, a unidade métrica utilizada está completamente empenada. Em sua verborréia, enxerga hipocrisia na sociedade brasileira, imaginando que é contra-senso não admitirmos que seu comportamento individual seja o comportamento coletivo. Alguém precisa dizer à ele que o Brasil não é feito de 190.000.000 de Sérgios Cabrais. Graças a Deus.

O Sr. Sérgio Cabral deve sair da frente do espelho, tornar a cabeça ao travesseiro e ponderar sobre suas irresponsáveis declarações. Queira Deus, assim, ele pode conhecer melhor os brasileiros e mudar de vida, pois, se a sua ex-namoradinha teve de abortar, é porque não encontrou como parceiro um homem prudente que assumisse suas responsabilidades e a amasse e respeitasse como deveria.

Espertamente, ele só falou agora, cerca de dois meses após as eleições. Sabe que o povo brasileiro, de tão acostumado com a insanidade de políticos como ele, esquece fácil essas coisas. Até as próximas eleições, têm muitos carnavais, campeonatos brasileiros de futebol e copa do mundo aqui no Brasil. Isto é o que interessa, o resto é resto. Só que é este resto que arrebenta com a nossa vida e família.

Fica um desafio para o povo carioca, não esquecer e dar a resposta no próximo pleito eleitoral, banindo gente como ele da condição de representante de um povo digno, honesto, trabalhador e decente que é o povo brasileiro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

TEM VAGA PRA MIM AÍ?

O Pr. Raimundo Campos, em seu blog, www.palavrasquedaovida.blogspot.com/, postou uma mensagem com o título “Há Vagas Para Pastor”. Considerando que estamos em tempo de consagrações por atacado, resolvi me candidatar. É um a mais na contabilidade dos números que precisam ser alcançados para legitimar ou fazer as convenções funcionarem. Fiz uma proposta no blog mencionado e resolvi transcrever abaixo.

“Tem vaga pra mim aí? todavia, só aceito se puder continuar sendo eu mesmo, sem hipocrisia, sem defesa dos dogmas da igreja como doutrina bíblica; sem tapar a minha boca para verdades espirituais para não ofender a "direção"; sem usar a falsa ética cristã para acobertar as formas não tão dignas utilizadas nos bastidores; sem me obrigarem a ficar em palanques, sem quê nem pra quê, apenas como destaque de reunião; sem medo de usar apenas uma camisa social e continuar tendo a mesma unção e respeito; sem ser obrigado a comprovar pagamento de dízimo em carnês de convenção; sem ter medo de retaliação, etc., etc., etc.

Tem vaga pra mim aí? Ser pastor, não um inquisidor; ser um servidor de gente, não ser servido por gente; ter um chamado divino, não um menino; ser um imperfeito, amparando gente imperfeita, apenas como instrumento do oleiro na confecção de novos vasos; Ser um pobre lutando com outros pobres pela riqueza dos céus; e principalmente, pela função que exerce e título que tem, ser imagem de Cristo, não de um fariseu.

Tem vaga pra mim aí?... Acredito que não.”

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Briguei Feio Com Jesus

Reproduzo aqui, um texto interessante encaminhado por um leitor identificado como Raoni, na seção "palavra do leitor", no site da Editora Ultimato (www.ultimato.com.br). Vamos a ele.

"Aconteceu num sábado de manhã, numa reunião de consagração da igreja onde freqüento.
Estávamos na 3ª semana da campanha "7 semanas de oração para o favor de Deus em minha vida". De repente, vi uma forte luz e uma voz me chamou para "subir".
Chegando lá "em cima", quem se coloca em minha frente? Ele mesmo: Jesus!
Começamos a conversar, e ele me disse: "É, novamente me amarraram nessa corrente de oração da sua igreja. Oração forte a de vocês, hein! Agora vamos ao que interessa: que tal começarmos pela sua esposa?"
- Minha esposa? Mas eu sou solteiro.
- Por isso mesmo. Quero te indiciar uma varoa das melhores. Ela...
- Não, pára! Que isso? Por que não eu mesmo escolher?
- Mas eu a preparei pra você desde o ventre da mãe dela.
- Jesus, eu posso escolher isso sozinho. Apenas tenha misericórdia de mim e me dê a sabedoria do alto pra eu saber lidar com ela e com minha futura família e amá-los com o amor mais aperfeiçoado possível. É isso que eu te peço. Além do mais, quero conversar muito com qualquer mulher por quem eu me interessar antes de tomar qualquer decisão sobre casamento. Talvez eu me case com a 1ª que eu encontrar, talvez não.
- Tudo bem, tudo bem. Mas e o seu emprego?
- Estou desempregado há quase um ano.
- Então, eu estava pensando em abrir uma porta de emprego pra você nesse concurso que vai acontecer daqui a 1 semana.
- Que isso, Jesus! Tem gente estudando há tanto tempo pra esse concurso e logo eu, que estudei nada, vou passar?
- É que você é filho do rei, a menina dos meus olhos(não me leve a mal), herdeiro da promessa, você é...
- E daí? Jesus, muito obrigado pela capacidade de raciocínio que eu tenho! Vou usá-la pra passar nesse concurso e, se não der, tento outro... Só não acho justo eu passar sem ter ao menos estudado enquanto tantas pessoas merecem essa vaga pelo esforço que têm feito.
- Então tá - Jesus já estava sem saber o que fazer - mas você vai adorar saber a profissão que tenho em mente pra você! É assim...
- E agora essa? Ah, já chega! Eu agradeço pelas habilidades que tenho, e vou usá-las pra saber qual emprego escolher. Aliás, aqui no Brasil, fazer o que se gosta e ganhar dinheiro ao mesmo tempo, logo de cara, é bem complicado. Se eu escolher errado, tenho o resto da vida pra mudar.
- Então me responda uma coisa: por quais motivos você veio nessa campanha de oração?
- Sabe o que é? - fiquei meio encabulado - Sinto um peso na consciência se não vier. Parece que vou perder a benção. Sabe, Jesus...
- Calma aí! Por que você me chama de Jesus o tempo todo?
- Ué! - entendi nada - Você não é Jesus?
- Hahahahaha... Que Jesus o quê, rapaz! Só sou o deus dessa igreja que você vai.
- Ah, tá..."

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

SÓ QUEM CHORA É CONSOLADO


Mateus 5:4 - “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;”

2º princípio do convertido

O convertido compreende que a vida cristã não é só vitória. Ele sabe que a vida se constitui de inúmeras situações que causam dor e lágrimas.

No texto, Cristo apenas salienta um aspecto da vida humana: “as pessoas choram e, de uma forma ou de outra, serão consolados”. Apesar do sofrimento e das lágrimas causadas pela dor, a alegria e satisfação do consolo só desfrutam aqueles que choram.

No doutrinamento bíblico fica claro que o consolo eterno é privilégio apenas daqueles que se converteram ao Senhor Jesus.

Isaías 25:8 - “Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o Senhor o disse”.