terça-feira, 19 de outubro de 2010

NADA PODEMOS CONTRA A VERDADE

NOTÍCIAS

Governo prorroga estudo para mudar lei do aborto

16/10/2010 às 07:21
Agência Estado

O Ministério da Saúde publicou em 4 de outubro, um dia depois do primeiro turno das eleições, a prorrogação de um convênio que estuda mudanças na legislação sobre o aborto. O projeto, segundo o contrato publicado no Diário Oficial da União, chama-se Estudo e Pesquisa - Despenalizar o Aborto no Brasil.

Ontem, a candidata do PT è Presidência, Dilma Rousseff, divulgou uma carta em que diz ser contra o aborto e promete não tomar "iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação" sobre o assunto. O objetivo dela é diminuir a resistência de grupos religiosos que pregam voto contra a petista, por ter defendido no passado a descriminalização do aborto.

Só que a promessa vai na contramão da atuação do Ministério da Saúde nos últimos anos e tem incomodado entidades que atuam em parceria com o governo. Esse recente convênio, prorrogado até fevereiro de 2011, foi fechado no ano passado com a Fundação Oswaldo Cruz, do Rio, e faz parte do Grupo de Estudo sobre o Aborto, que reúne desde 2007 entidades civis dispostas a debater o assunto com o Executivo, o Judiciário e o Legislativo.

Coordenador desse grupo de estudos em todo o País, o médico Thomaz Gollop lamenta a carta de Dilma e o rumo da discussão sobre o tema no segundo turno. "O enfoque está errado, inadequado, seja para qual for o candidato. O Brasil precisa se informar." O projeto trata, segundo extrato do Diário Oficial, de estudo para "despenalizar" o aborto, ou seja, não aplicar pena às mulheres que adotam essa prática, condenada por lei. Mas, segundo o coordenador do grupo de estudos, a ideia é ir mais longe e não fazer mais do aborto um crime.

A lei brasileira atual permite a realização do aborto em duas situações: quando a gestação põe em risco a vida da mulher ou quando a gravidez é resultado de estupro. Caso contrário, a prática pode levar à pena de um a três anos de prisão, punição que pode dobrar. "O objetivo maior no futuro é descriminalizar o aborto, mas agora fica difícil avançar", diz Gollop. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


TRÊS COISAS IMPORTANTES:

1º Apesar de Dilma falar o contrário, a descriminalização do aborto É POLÍTICA DO GOVERNO QUE ELA QUER SUCEDER E CONTINUAR NO MESMO RUMO;

2º Em virtude da manifestação popular sobre o tema, houve uma freada brusca no ritmo que a coisa andava. Caso não nos manifestássemos, o ritmo continuaria acelerado. Só não nos iludamos, desacelerou, mas, não encerrou. O governo mantêm esta política de morte.

3º Cabe-no analisar a situação e votar consciente. Aquilo que entendemos como valor deve ser priorizado e defendido. O candidato se apresenta, nós ouvimos suas propostas e ponderações, para em seguida, analisar e votar ou não votar nele.

Não somos obrigados a analisar e votar a partir das premissas apresentadas pela imprensa ou pelos "especialistas", mesmo porque, estas premissas quando não suportam nossos valores, são apenas falácias. Lógico que vamos ouvir tudo, ler o máximo possível e questionar sempre que pudermos, a fim de armazenar informações para deliberar conscientemente. Neste aspecto, é preciso considerar QUEM está dizendo ou escrevendo.

Alguém que abandonou esposa ou o marido e filhos, quando fala sobre família, deve ser ouvido como "alguém que abandonou esposa ou marido e filhos"; alguém que já fez ou incentivou o aborto, quando falar sobre supremacia da vida, deve ser ouvido como "alguém que fez ou incentivou o aborto", pois o contexto de sua existência vai moldar os seus pensamentos. Como alguém que já se separou inúmeras vezes, vai poder ensinar sobre casamento se nem mesmo aprendeu? Eis o porque não se pode ignorar seu comportamento e suas atitudes na vida.

Sou a favor do voto consciente. Não vou votar nesse ou naquele candidato porque a imprensa, ou os especialistas, ou os partidos, ou os pastores, ou os padres, ou as pesquisas, ou os graduados, ou os embusteiros dizem ser melhor. Vou analisá-lo sob a ótica daquilo que gosto, que creio e que defendo. Se me atender, voto nele e ponto final. Posso errar, mas, cometerei maior erro se votar com base no pensamento dos outros. Sou imagem e semelhança de Deus, por isso, penso, critico e decido.

sábado, 9 de outubro de 2010

O CRISTÃO PENSA, LOGO, EXISTE.

Parafraseando o filósofo René Descartes, chamo a atenção para uma realidade difícil dos pseudo-intelectuais secularistas engolirem: O povo cristão está, racionalmente, acordando neste país. Foi-se o tempo em que éramos apenas um bando de analfabetos que dependiam apenas das orientações pastorais para viver a vida cristã. O que nos informávamos, não podia nem mesmo ser verificado na Bíblia, pois, como não dominávamos as letras, não podíamos compreender o texto em seu sentido pleno, logo, dependíamos dos “letrados” e outros “iletrados” que se levantavam entre nós, via de regra, em apresentações místicas. Apesar da ação libertária de Lutero, continuávamos dependendo das interpretações dos líderes do segmento a qual pertencíamos.

Hoje, como já repercutiu em edições passadas uma revista de grande circulação, os cristãos se tornaram gente graduada, sejam médicos, psicólogos, nutricionistas, engenheiros, magistrados, advogados, professores, arquitetos, astrônomos (não confundir com astrólogo), assistentes sociais, pedagogos, enfim, gente que deixou o medo de lado e entrou na academia para checar, in-loco, as novidades no campo do conhecimento. Sendo assim, não aceitam mais a palavra do acadêmico como palavra final a respeito seja lá do que for. As opiniões, ponderações e afirmações dos intelectuais são escutadas, analisadas e discutidas pelo segmento cristão, que a partir de uma avaliação empírica própria, leva em consideração o que, efetivamente, está provado, e sem precisar abrir mão dos seus princípios, chega a uma conclusão.

O conhecimento científico existe, porém, não é uma caixa hermeticamente fechada que apenas, e somente apenas, os “especialistas de carteirinha” conseguem decifrar. Aliás, durante o tempo em que freqüentei uma universidade ouvi muita “abobrinha” disfarçada de conhecimento científico. Uma das maiores baboseiras que já ouvi é a tão propagada “teoria da evolução”. Como posso acreditar numa “teoria” que se diz “científica?” Ciência não é teoria. Ciência é prova. O problema é que, como não há prova, os “doutores” da ignorância se seguram em teoria para justificar sua confusão mental. Não conseguem admitir apenas que não há uma explicação lógica para o surgimento do universo e do homem. A resposta para a pergunta “o que veio antes?” nunca será respondida sem o elemento fé, e este é o grande problema deles. A fé é o fundamento básico da religião, não da ciência. Durante meu tempo de universitário, descobrir que essa gente está mais perdida do que nunca por causa de sua arrogância, vaidade e egoísmo.

Assisti recentemente um programa de entrevista, onde dois sociólogos, acadêmicos, foram convidados a discorrer sobre a questão do aborto como causador do segundo turno das eleições e os votos dos cristãos. É interessante observar o posicionamento destes "intelectuais" que gostam de rotular os contrários aos seus posicionamentos como atrasados, retrógrados, irracionais, arcaicos e coisas semelhantes. É de se ponderar que estas pessoas, pelo que me parece, querem que todos aceitem seus pensamentos como fiel da balança. Se houver dúvida com relação a qualquer tipo de conhecimento ou situação, “temos” que aceitar suas considerações como palavra final. Usam o argumento de que a discussão política, moral ou religiosa, é necessária, num mesmo instante em que diz ser difícil chegar a uma conclusão naqueles polêmicos, ou seja, a tormenta que mergulharam suas consciências querem distribuir para os outros. Mais lamentável ainda é perceber que eles ficam frustrados e agressivos quando descobrem que os outros não pensam igual ao pensamento formatado das academias. E o que deveriam fazer? A resposta é o clamor da democracia. Deveriam apenas aceitar o contrário, respeitando a diversidade de pensamentos e a liberdade de expressão. Afinal, não é isto que defendem o tempo todo? O problema é saber se estão preparados para viver num mundo assim. Suas palavras e atitudes demonstram que não.

Como disse para um professor: vocês vivem com suas dúvidas, e nós, cristãos, vivemos com a nossa fé. Para nós, “... esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo. 5:4)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DILMA A FAVOR DA VIDA? QUE VIDA?

Acuada pela perda dos votos daqueles que defendem a vida, a candidata de Lula disse:

1. "Quem me conhece sabe" (Só Lula poderia conhecê-la; como Lula sempre diz que não viu nada, consequentemente, não a conhece também);

2. "Sou de uma família católica" (Não disse nada. Ser da família não significa que é católica. Há muita gente nascida em família evangélica que adotou o caminho do crime organizado);

3. "Sou a favor da vida" (Pode parecer que ela está dizendo ser contra o aborto. Veja o restante da frase);

4. "Quem luta contra a pobreza é a favor da vida dos marginalizados" (Essa mania de político de usar as palavras para ludibriar seus eleitores. O que ela quer dizer com isso? Que é contra o aborto? Não. Ela está tentando iludir a opinião pública, fazendo com que as pessoas acreditem no que ela "não" está dizendo).

Acredito que o ponto é: Dilma, a senhora é a favor ou contra o aborto? Basta responder de forma objetiva e clara. Sou contra. Sou a favor. A partir daí, assuma o custo de sua posição.

Nossa população é, em sua quase totalidade, cristã. Ela defende a vida, sendo, portanto, contra o aborto. Isto não significa que estamos de olhos vendados para as mulheres que morrem em clínicas clandestinas, em decorrência de aborto ilegal realizado por médicos inescrupulosos; Não estamos cegos para as crianças indesejáveis que nascem sem o carinho, proteção e amor dos pais, condenadas a viverem à margem da sociedade.

O que defendemos é que o problema deve ser tratado na nascente. É neste ponto que a comunidade autenticamente cristã diverge dos demais. O que se precisa interromper é a prática da relação sexual indiscrimada, incentivada pela distribuição de camisinhas em escolas públicas e propagandas tendenciosas custeadas pelo dinheiro de nossos impostos. Desta irresponsabilidade é que surge a demanda por aborto. Na verdade, na verdade, é a tentativa de fugir das responsabilidades advindas das atitudes (Aguardem que eles vão querer aprovar também a eutanásia). Ter liberdade para fazer sem assumir as responsabilidades do que foi feito é "impunidade".

Um casal que optou pelos laços do matrimônio e constitui uma família consciente da quantidade de filhos que deseja e pode ter, conhece os métodos contraceptivos "não-abortivos" disponíveis no mercado, e vai gerir suas vidas sem a mínima preocupação com aborto. Pelo contrário, a notícia da gravidez será, sempre, festejada, e esta nova vida será respeitada desde o início de sua gestação.

Os malandros de plantão querem continuar praticando toda sorte de promiscuidade, sem a preocupação de assumir as responsabilidades advindas de seus atos, e neste balaio de gatos, as mulheres são convencidas a oferecem seus corpos apenas como objeto de prazer, assumindo, apenas elas, os riscos da relação imprudente. Ora, aprovando o aborto, haja carnaval, haja bacanal, e se houver uma criança sendo gerada a partir destas atitudes insanas, basta matá-la.

Aborto é a prática do homícídio mais cruel e covarde que pode existir, pois, além de não dar chance de defesa ao nascituro, não tem a coragem de olhar nos seus olhos.

Já que este é o assunto em voga, que Dilma e Serra digam de forma clara se são a favor ou contra o aborto, aí, então, somando outras questões importantes, deixem que os brasileiros escolham.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eleição 2010 e o Voto dos Cristãos


PT estuda tirar aborto de programa para estancar queda de Dilma entre religiosos
De Brasília (Folha.com - 05/10/2010)

Acuado pela perda de votos de evangélicos na reta final do primeiro turno, o PT ensaia deixar de lado a defesa programática da descriminalização do aborto e já planeja retirar a proposta do programa do partido, aprovado em congresso.
O primeiro contra-ataque partiu do secretário de Comunicação do PT, André Vargas. "O Brasil verdadeiramente cristão não votará em quem introduziu a pílula do dia seguinte, que na prática estimula milhões de abortos: Serra", disse em seu Twitter.
A pílula do dia seguinte é um dos métodos contraceptivos criticado pela Igreja Católica e distribuída pelo Ministério de Saúde. Diferentemente do que Vargas sugere, sua adoção foi decidida antes de o tucano José Serra, rival de Dilma no segundo turno, ser titular da pasta.

A mídia alardeia o fato da decisão para presidência do Brasil ter ido para o segundo turno. Jornais nacionais e internacionais foram surpreendidos com a reviravolta da eleição brasileira. Na tentativa de descobrir o que aconteceu, os especialistas do PT e de Lula, se debruçam no esforço de identificar onde falharam. Descobrem então, o que teimaram em ignorar: há um segmento cristão que não aceita a cartilha secular e não arrendou seu voto ao presidente da República. Imaginavam que todos os brasileiros tinham abandonado sua capacidade de raciocinar e se tornaram um bando de "aloprados". Enganaram-se.

Um conhecido, antes das eleições realizadas no último domingo, gargalhava confiado na eleição de Dilma para presidente do Brasil em primeiro turno. No engano de sua certeza, dizia que não precisava de nossos votos para elegê-la. Tal afirmação, além de prepotente, demonstrava uma visão irreal do mundo real, isto porque, as atitudes da própria Dilma e do seu partido demonstravam o contrário. Ela precisava tanto dos votos cristãos que não perdia uma oportunidade de estar entre nós trocando amabilidades. Além disto, antes arredia a tudo que diz respeito a divindade, se tornou de uma hora para outra, uma “cristã que acredita naquele lá de cima”. Some-se também a chamada “carta aberta” distribuída para acalmar os setores cristãos inquietos com seus posicionamentos em relação ao aborto e a união homo afetiva, e a tentativa do PT em defender o PNDH3 e o projeto de lei 122/06.

Apesar das entrevistas concedidas pelos representantes do PT, pela candidata e pelo próprio presidente da República, dizendo ter encarado com naturalidade a ida para o segundo turno, todos eles estão abatidos com o resultado apurado. Foram “obrigados” a calçarem as sandálias da humildade e baixar o “nariz empinado”. O texto transcrito acima, e outros publicados na mídia, é uma confissão de que o poder evangélico deve ser e tem que ser respeitado (desculpem-me se pareço arrogante, mas, não encontrei outra forma de expressão que se adequasse ao fato).

Este episódio nos trouxe algumas verdades importantes:

  1. A humildade precede a honra, e o orgulho, a queda;
  2. Pesquisa de opinião está mais para adivinhação do que para estatística de campo;
  3. Não foi a plataforma ambiental que incrementou a subida de Marina. Apesar de importante, o que a fez subir nas pesquisas foi a decisão dos evangélicos de, através dela, manifestar sua posição quanto as questões morais como aborto, união homo afetiva e liberdade religiosa;
  4. O poder do segmento evangélico ficou claro;
  5. Apesar deste poder, o segmento evangélico ainda não sabe utilizá-lo. Estamos aprendendo;
  6. O confuso posicionamento dos líderes evangélicos, pois, enquanto uns se manifestavam apoiando sem nenhuma restrição a candidata do PT, o povo evangélico estava mais preocupado com a defesa dos princípios cristãos. Este fato deve ensiná-los a se separarem da política secular, colocando como prioridade em seus mandatos, a defesa radical dos princípios cristãos, e isto só acontecerá, se deixarem de ceder aos encantos das benesses de “Balaque”;
  7. e, finalmente, no segundo turno, o segmento evangélico será o fiel da balança das eleições presidenciais.
Cerca de 90% (noventa por cento) da população brasileira se diz cristã, sejam católicos ou evangélicos. Sendo assim, vamos continuar defendendo com toda garra os princípios cristãos, dentre eles, a supremacia da vida humana, a família formada por um homem e uma mulher, a ordem, a disciplina, a moralidade, enfim, os altos valores morais que devem ser respeitados e adotados por todo cidadão. “A democracia é a ditadura da maioria”. Se somos maioria, não são os “velhinhos” do STF, nem os "caciques" do Legislativo, nem o “poderoso chefão” do executivo, nem a mídia de modo geral que vai ditar as leis para nossa sociedade. Somos nós!

Se conscientize disto e vote. Tenha cuidado com aquele (a) que muda de posição quando se vê acuado (a) e vote no candidato que tenha um histórico claro de defesa dos valores cristãos. Lembre-se: cobra recua primeiro e dá o bote depois. Nenhum dos dois atenderá completamente nossos anseios, no entanto, um deles estará menos sujeito as mentes perversas que tentam transformar nossa nação num país da bestialidade, da imoralidade e do secularismo. Somos cristãos, nossas famílias são cristãs, e merecemos respeito. Que eles tenham entendido isto.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

UM CONTO QUE INCOMODA

Certo homem tinha vários empregados. Estes empregados dependiam dos recursos advindo do seu trabalho para pagar suas dívidas, adquirir mantimentos e manter a vida de suas famílias em condições de sobrevivência. Não era um grande salário, no entanto, era o que possuíam como garantia para atendimento a tais necessidades. Não era muito, mas, garantido em todo final de mês.

Com o passar do tempo, este homem foi elegendo outras atividades como prioridade de sua organização e administração. Elege este “pobre” homem, a manutenção do seu modo de vida confortável em detrimento ao compromisso de pagar em dia seus empregados. A insensibilidade deste homem chega ao ponto de priorizar viagens e festas, desnecessárias para o momento vivido, ao invés do pagamento dos salários de seus empregados. Desfruta do benefício da hospedagem em hotéis, o turismo, a alimentação gratuita, a fartura, a falsa alegria. Seus empregados, o trabalho duro e incessante, a indiferença e a injustiça.  MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM (Dn. 5:25).

O que você sentiria se tal história fosse verdade? Indignação? O que você faria se fosse um desses empregados? Demissão? O que você mereceria se fosse este “pobre homem”? Condenação? Seja lá o que você escolher, só posso dizer que é pouco para tamanha injustiça. Os injustiçados sofrem, e eu escuto o "grito do silêncio dos que sofrem calados". A injustiça chama a atenção de Deus e a justiça clama alto diante do seu trono.

Lembro-me do episódio envolvendo o profeta Natã e Davi. Às vezes é preciso inteligência para protestar e expor verdades que doem, para que, sabe Deus, a máscara dos “reis” caiam e eles enxerguem o mal que estão causando aos outros. Podem eles, e desejamos que isto aconteça, abrir seus corações, como Davi, reconhecendo seus pecados, pedindo perdão e mudando de atitude. Só assim preservarão a ovelhinha do outro.

A história acima é verídica, com o agravante de que se trata de uma história vivida por seus protagonistas num ambiente dito cristão. Vendo coisas como estas, sinto-me na obrigação moral de concordar com Ghandy, que disse mais ou menos assim: “Admiro o Cristo dos cristãos, mas, odeio os cristãos de Cristo” (retire-se o trigo de entre o joio). E, por falar em Cristo, lembro-me de suas palavras registradas pelo evangelista Mateus: “... Se vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos céus” (5:20).

A verdade clama. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça a sua voz.