quarta-feira, 17 de junho de 2015

Redução da Maioridade Penal - O Que é Importante.


Entendo que a discussão sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos assumiu um viés extremamente politizado e emocional.

Os "socialistas de mentirinha" são os maiores opositores a redução da maioridade penal. Quem são eles? São aqueles que defendem dividir o bolo, no entanto, reservam o maior pedaço para eles, e antecipam seu recebimento em detrimento dos outros, para imediatamente nadarem de braçada no mar do capitalismo selvagem que dizem detestar.

Para esses, o jovem de 16, 17 e quase 18 anos ainda não podem assumir por seus atos. Jogam a culpa das atrocidades praticadas por eles num sujeito indefinido que às vezes chamam de "sociedade", outras vezes chamam de "ausência-de-serviços-públicos-estatais", e outras vezes chamam de "fatores-alheios-a-vontade-da-galera".

Ainda há os que argumentam que o sistema carcerário está degradado e que, da forma como está, não ressocializa ninguém. Verdade. Outros dizem que o meio social desestruturado do jovem o levou para a vida de crimes. Há controvérsia. Há ainda inúmeros outros argumentos colocados em pauta.

No entanto, estes problemas não podem ser usados como justificativas para adoção de caminho errado. A inimputabilidade torna a vítima (sociedade) cúmplice de seu próprio criminoso. Além disso, a inimputabilidade estimula o jovem a continuar cometendo barbaridades porque não haverá responsabilização na mesma dimensão dos atos praticados. Desta forma, ele estará autorizado a cometer crimes.

(Nós cometeremos um crime ainda maior. Um crime contra o próprio jovem, pois, uma vida a serviço do mal, permanece sob sua influência e colhe as consequências dessa relação.)

O ponto que deve ter relevância na discussão é se o jovem tem capacidade de discernir entre o que é certo e o que é errado. Se aos 16 anos ele tem esse discernimento, então, deve assumir as responsabilidades por seus atos a partir de então. No site da Band, numa matéria que trata desse assunto, há o depoimento da coordenadora do Departamento de Ética e Psiquiatria Legal da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), Dra. Kátia Mecler. Diz a especialista:

"...jovens de 16 anos têm maturidade e consciência crítica suficientes para saber o que fazem."

“Na minha opinião, do ponto de vista técnico, a responsabilidade penal, ou seja, a capacidade de entender o que é certo, errado, de tomada de decisão e das consequências do ato, já existe entre 16 e 18 anos”, explica a psiquiatra forense.

Para ela, os fatores sociais que, muitas vezes, cercam a vida de um adolescente infrator devem ser consideradas, mas não excluem a consciência e o livre arbítrio."

Desta forma, tendo consciência e pleno domínio de seu livre arbítrio, o jovem a partir dos 16 anos deve responder e ser punido quando cometer crimes contra o seu semelhante, conforme o Código Penal Brasileiro. Resolverá o problema? Sozinho não. Mas, junto com outras medidas necessárias (melhoria do sistema de educação, preservação e fortalecimento da família tradicional, melhoria do sistema penitenciário, etc.), se tornará um forte cinturão de proteção do bem social maior, a vida humana, principalmente do inocente, e não apenas do jovem delinquente.

Cientistas Erraram de Novo?!


Novas simulações climáticas fazem crer que nosso vizinho era um planeta recoberto com gelo
REDAÇÃO ÉPOCA

16/06/2015 - 16h39 - Atualizado 16/06/2015 17h28


Porque será que não estou surpreso? Porque é apenas mais um erro depois de tantos outros que caíram no esquecimento e, com certeza, não será o último. Ciência que busca resultado a todo custo para manter os recursos jorrando (leia-se: dinheiro) é fábrica de "equívocos" e fraudes. Engana a tolos e serve de esteios para ateus de má-fé.

Aliás, ciência que precisa que você creia não é ciência é religião. E nesse ponto, sou mais o cristianismo.

Fique esperto.



domingo, 14 de junho de 2015

Podemos Chantagear Deus?

Chantagear - Força empregada, seja de riqueza ou atitudes, com objetivo de exigir alguma coisa em troca, que a despeito de querer ou não, o chantageado seja obrigado a entregar.

Entregamos o dízimo. Aliás, na maioria das mensagens evangélicas, somos obrigados a entregar, sob pena de sermos perseguidos pelo migrador, devorador, cortador, destruidor . Enviado por quem? por Deus! (que terror!). Assim, Deus, também, é obrigado a nos abençoar, pois, no mesmo texto que diz "tragam os dízimos à casa do tesouro", diz, "depois, me provem, se Eu (Deus) não abrir as janelas dos céus, derramando sobre vocês bençãos sem medida".

Servimos na Casa do Senhor. "Sede firmes e constantes sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho, tem uma recompensa." Na casa de Deus (Igreja), somos reconhecidos com cargos cada vez mais altos, mais altos e mais altos, além de fama cada vez maiores, e maiores e maiores. A casa é de Deus. Como trabalho nela, temos por recompensa, o reconhecimento através da ocupação dos primeiros e principais assentos.

O adoramos com canções, executando os dons que Ele nos deu. Dito isto, o Senhor tem obrigação de providenciar as oportunidades, que me devem ser cativas, para adorá-lo. Toda reunião em que estiver presente (eu... e o Senhor), quem vai ter oportunidade, não sei. A do "adorador" tem que estar preservada (se não, tem bico, zanga, conflito). Em primeira instância, Deus é o responsável, pois, se não lhe derem oportunidade (ao adorador), é porque o Senhor não lhe permite executar seus dotes (ou, dons). Logo, vai embora e desiste por causa, em última instância, de Deus.

Ajudamos o pobre e necessitado. "Quem dá ao pobre, empresta à Deus". A lógica nos remete a "exigir" de Deus que pague o que deve, afinal, a Bíblia recomenda que sejamos bons pagadores (Pv. 6:1-4). Não vai ficar bem o bom nome do Senhor na cadastro de inadimplentes.

Os exemplos são intermináveis. O resumo é: "Ou Deus faz, ou faz". Não há alternativas. Se são dois lados de uma mesma moeda (ação e reação, causa e efeito, trabalho e pagamento, atuação e recompensa), e cumprimos com o lado que nos diz respeito, cabe à Deus, fazer valer o outro lado. Em razão daquilo que fazemos, Deus não tem escolha.

Isaías 64:6 - "Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe."

Jó 41 - 42:6 (42:2): "Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido."

Que tal olhar todas estas coisas como oportunidades que Deus nos concede para melhorarmos como seres humanos e adoradores?

Para quem acredita que pode chantagear Deus, "Sabe de nada, inocente!"

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Franklin Graham Pede Boicote Contra Empresas Pró-homossexualismo

Por Jennifer LeClaire (Blog do Júlio Severo)
Boicotes cristãos moveram montanhas no passado. Mas alguns crentes são decididamente contra eles.
O evangelista Franklin Graham não está muito preocupado com o que as pessoas pensam. Ele só está preocupado com o que Deus pensa.

Quanto a Graham, ele não mais fará negócios com empresas pró-homossexualismo e ele está sugerindo que você siga o exemplo dele.
“Você já parou para se perguntar: ‘Como é que podemos combater a onda de decadência moral que as grandes empresas, os meios de comunicação e o movimento homossexual estão nos enfiando goela abaixo?’” Graham escreveu no Facebook.
“Todo dia está acontecendo alguma coisa! A empresa Tiffany’s lançou anúncios comerciais de anéis de casamento para duplas gays. O banco Wells Fargo está usando uma dupla de mesmo sexo em seus anúncios comerciais. E há mais coisas acontecendo. Mas comecei a entender que não temos a obrigação de fazer negócios com eles.”
Graham revelou que a Associação Evangelística Billy Graham está mudando suas contas do Wells Fargo para outro banco. Ele também não mais fará compras na Tiffany’s.
“Esse é outro modo que nós como cristãos podemos expressar nossas opiniões — temos o poder da escolha,” Graham diz. “Vamos parar de fazer negócios com aqueles que promovem o pecado e têm posturas contra as leis do Deus Todo-poderoso e Seus padrões. Talvez se um número suficiente de nós fizermos isso, eles darão atenção a nós.”

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Tá Faltando "Semancol" Para Alguns Pregadores e Cantores Evangélicos

Bem...

A Bíblia deixa claro que morar no céu é para aqueles que aceitaram a nova vida oferecida por Cristo, recebida num simples ato de fé (Jo. 6:29-69;47; 3:36 e outros). Diz, também, que não entrarão no céu: perversos, idólatras, homossexuais, ladrões, avarentos, imorais, adúlteros, alcoólatras, trapaceiros, caluniadores (1 Co. 6:9,10), assassinos e mentirosos (Ap. 22:15). Em resumo, aqueles que amam ou praticam o pecado.

Ouvi, dias atrás, um pregador dizendo que se você não faz barulho não irá morar no céu, porque o céu é lugar de barulho. Bom, não achei na Bíblia o silêncio como ato pecaminoso, desses que impedem uma pessoa de entrar no céu. Não sei quem o autorizou a incluir na lista de pecados o "cessar de produzir som ou ruído."

Ainda, a palavra de Deus diz que devemos viver em união (Sl. 133), que devemos suportar uns aos outros (Cl. 3:13), que os fortes, devem suportar os mais fracos e não agradar a si mesmos (Rm. 15:1). Imagine que Jesus era desprezado porque andava em "más companhias" (Mt. 9:10,11; 11:19).

Há uma música, repetida a exaustão em muitos de nossos cultos, que diz: "Se tu não gosta de barulho... Se tu não gosta de adorar sai de perto de mim!" Valei-me meu Deus!!! Já ouvir "n" vezes, pregadores dizendo que não gosta de "crente frio" (leia-se: gente que não tem as mesmas reações que ele, e nem o aplaude quando ele pede), e que são capazes (os pregadores) de dizer: "eu te odeio!".

A minha mente não acredita como, movidos pela insensatez, divergem de princípios elementares da Bíblia (amor, perdão, compaixão, misericórdia), e se fazendo derramar de um pretenso poder, atacam quem não lhe é igual. Apesar de serem todos cristãos (por crerem na salvação em Cristo e terem dado, publicamente, a demonstração de viverem uma nova vida), inclusive "os frios", os "quietos", os "contidos", estes cantores e pregadores acham-se com autoridade e legitimidade para agredir e repudiar àqueles por quem Cristo morreu.

Às vezes, é insuportável ouvir uma composição musical dessa e, pior, dar atenção a pregações com esse nível de ódio injustificado.

Mas, como nos manda a Bíblia: "Nós que somos fortes na fé devemos ajudar os fracos a carregarem as suas cargas e não devemos agradar  a nós mesmos. Pelo contrário, cada um de nós deve agradar o seu irmão, para o bem dele, a fim de que ele cresça na fé" (Rm 15:1,2).

É... Está faltando "semancol".

(Semancol, que pode ser escrito também como simancol, é um suposto remédio que todas as pessoas deveriam tomar para não terem atitudes sem noção ou inconvenientes.)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Que "Barulho" há no Céu?

Não, não tive nenhuma visão extravagante, não fui trasladado ao céu, não recebi nenhuma revelação sobrenatural, a não ser aquelas expostas na Bíblia Sagrada. Todas as minhas ponderações  sobre Deus, Jesus, Espírito Santo, céu, salvação, religião, comportamento, família, etc., nascem a partir do que leio nas Sagradas Escrituras. Por isto, tudo que ouço, leio ou tenho contato, passa pelo julgamento da Palavra de Deus. Principalmente aquelas coisas do mundo espiritual, invisível, sobrenatural.

Percebo, então, em algumas ministrações a ênfase dada ao fato de o céu não ser um lugar de silêncio. Tentando um certo drama, alguns chegam a vincular exclusivamente o silêncio ao lugar das tumbas frias - cemitério. Primeiro equívoco. Invariavelmente, esses ministros identificam o "barulho" como sendo aqueles histéricos e irritantes que ouvimos em alguns dos nossos cultos. Segundo equívoco.

O primeiro equívoco apontado acima é pelo fato de que o silêncio é o ambiente da contemplação (Sl. 27:4). Qualquer pessoa que deseja meditar, ponderar ou refletir sobre alguma circunstância, deve contar com um ambiente de silêncio ou, no mínimo, de "barulho contido". Até mesmo para uma oração eficaz, melhor é um ambiente onde se ouça a oração do que aquele onde ninguém entende ninguém, e contamos apenas com Deus para compreender o que tentamos falar. Não é este o silêncio de nosso quarto, por trás da porta, na oração individual recomendada por Deus (Mt. 6:6)?

O segundo equívoco é evidente na ideia preconcebida de que não há outro som que não seja o dos gritos histéricos da multidão emocionalmente alterada e induzida. O que dizer do som harmonioso de uma orquestra sinfônica, de um coral, de uma música executada respeitando-se suas nuances harmônicas, suas diferenças rítmicas e de intensidade?

Nosso problema é que, quem tem a palava da vez gosta de impor ao céu o ambiente que lhe agrada. Nossa tentativa é travestir o céu do ambiente em que nos sentimos confortáveis, é transformar a ideia do céu na ideia de nossas casas. No dia em que estiver ministrando alguém que goste do estilo "heavy metal", e este estilo esteja disseminado na igreja como o pagode, o samba e o axé dos dias atuais, ouviremos dizer que no céu há muito "barulho ensurdecedor".

Há, ainda, os equívocos provocados pela incompreensão de textos bíblicos. Por exemplo. Quando a Bíblia relata um evento envolvendo som que aconteceu num templo ou sinagoga, ou em derrubadas de muros de cidades fortificadas, ou em festas do povo hebreu, embasamos nossa ideia do ambiente no céu com a atmosfera criada nesses eventos. Pura confusão. Uma coisa é o que a Bíblia diz sobre o céu, outra coisa são as realizações dos homens na terra. Mesmo que seja uma pretensa adoração direcionada para o céu, lugar da habitação de Deus, o que se faz na terra não deve se confundir com o que existe nos céus.

Pelos textos que encontramos no livro de Apocalipse, a melhor ideia que possuímos (sem verdade absoluta, já que a "ideia" mencionada parte de minha "interpretação"), é a de uma orquestra sinfônica que, na execução de uma peça musical, enfatiza as nuances rítmicas e de intensidade. Não será por esta razão que João identifica o som como sendo "de muitas águas" e de "voz de trovão" (Ap. 1:15; 14:2; 19:6)? Destaque-se nas referências mencionadas os termos "como" e "semelhante", ou seja, nem João compreendeu direito o que era.

Quem já assistiu a execução de uma peça musical por uma orquestra consegue discernir o que falamos aqui. Mesmo nos ataques harmônicos amparados por bumbos e instrumentos graves, o som que ouvimos é o que nos enche a alma de gozo e alegria. Sim, no céu, há paz e alegria, não histeria e insensatez.

O apóstolo Paulo tenta regular nossos encontros na igreja, no capítulo 14 de sua primeira epístola aos Corintos. Apenas tenta. Nós, até hoje, insistimos em fechar os olhos e mente para compreensão do que ele diz no texto sagrado, porque não discernimos as coisas do Espírito e esquecemos da base racional de nossa fé. Sustentamos nossa percepção das coisas espirituais em experiências espirituais, supostamente, experimentadas por alguns. Paulo tenta nos fazer entender que o que fazemos, seja para Deus ou para os homens, deve ser com base em propósitos claros de edificação, adoração e pregação do evangelho.

Portanto, para contemplar sua grandeza e ouvir Deus, prefiro sentar á beira do mar e escutar o barulho das águas, invés de ouvir uma multidão que grita desesperadamente sem saber o que fazer e como fazer. Eles não se deixam ouvir os conselhos de Deus. Entram e saiem com os mesmas feridas, as mesmas dores e permanecem os mesmos. Talvez um pouco pior, por não perceberem que invés de ouvir o que diz a Palavra do Senhor, insistirem em perder tempo com o barulho de confusas interpretações da Bíblia.

Mesmo com o "barulho no céu" eu escuto Deus. E ele sara minhas feridas, cura minhas dores e me transforma. Ouço seus conselhos ditos à minha mente e coração, identifico o caminho a seguir e sigo para o alvo, deixando para trás os que insistem em convencer pelo grito.