quinta-feira, 28 de março de 2013

Resposta ao Jornalista Ricardo Boechat


Tentei encaminhar um e-mail ao jornalista Ricardo Boechat, após ouvir um de seus comentários na BANDNEWS FM, ridicularizando o Pr. Marcos Feliciano por ter solicitado a prisão do manifestante que o acusou de racista na Comissão de Direitos Humanos.

O referido jornalista iniciou sua crítica, ironizando: "você fulano, cicrana e beltrana (companheiros seus no estúdio da Band), não podem ficar me chamando de "careca, orelhudo, idoso, etc." que poderão ser presos."  A partir daí, discorreu uma sentença de condenação pelo fato do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias ter mandado a Polícia da Câmara tomar providêncas em relação ao manifestante que o chamou de racista.
 
Como não obtive êxito no envio da mensagem, resolvi expor aqui. Tenho consciência de ser praticamente impossível o referido jornalista acessar este blog. No entanto, minha intenção é expor aos meus "cinco leitores" o lado cruel de uma parte da imprensa que reza na cartilha vigente e ignora o direito alheio. Gente que acredita ser tolerante dando demonstração de intolerância com aqueles que discordam de seus pontos de vista. Seguindo...

"Bom dia, Sr. Ricardo.

Me chamou a atenção seu comentário (28.03.13) sobre o episódio ocorrido na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, envolvendo o deputado Marcos Feliciano.

Pelo que disse, então, o senhor é a favor do bullying e contra a PL 122? Suponho. Com este mesmo raciocínio, tenho convicção que o senhor não teria qualquer problema em permitir que manifestantes descontentes com suas opiniões entrassem no estúdio onde trabalha e impedisse sua atividade, afinal, se trata de uma concessão pública, correto?

Infelizmente, o senhor, como alguns outros jornalistas, decidem qual o inimigo da vez, o condenam a sua revelia e o sentencia a destruição moral (dele e de sua família) por crime de opinião (ou intolerância? - Tolerar quem discorda da gente é difícil, não é mesmo?). Além disso, ignoras os excessos, refiro-me exclusivamente aos "excessos", praticados pelos manifestantes que chegaram ao cúmulo de subir em mesas na Comissão para impedir os debates programados.

Ainda não satisfeito, o senhor incentiva a manifestação de rua esquecendo que quando uma minoria vai às ruas, uma maioria, também, pode ir. Como "um dos jornalistas mais bem informados do país" o senhor se lembra da Irlanda do Norte. Responda-me, Sr. Boechat, qual é o melhor caminho, o confronto bélico ou o diálogo dentro das regras do jogo democrático?

Aliás, por falar em manifestação (um direito das pessoas), também sou favorável que façamos contra o rateio dos ministérios em Brasília, contra o desperdício de dinheiro nas obras para copa do mundo, contra os mensaleiros na câmara, contra a falta de um serviço de saúde adequado, contra a insegurança decorrente da incompetência dos nossos governantes, contra a cara-de-pau de alguns políticos diante dos deslizamentos de terra e mortes anuais, contra os ataques ao Poder Judiciário em virtude das condenações dos mensaleiros, mas, isso não pode, não é? São coisinhas sem importância. Não fica bem o senhor, um jornalista de renome, incentivar tais badernas.

No entanto, por causa de opinião (emitidas da mesma forma que o senhor), porém, contrárias aos interesses dos ativistas gays, têm-se a construção dessas críticas inconsequentes desprovidas de imparcialidade e respeito. Essa é a lógica? Então, serei criticado pelo senhor, no ar, porque minha opinião não se assemelha com a sua? Por esta "causa" serei considerado homofóbico, racista ou "daszelites?" (sou assalariado e sofro, todos os meses, para pagar minhas contas).

Parabéns pelo tipo de democracia que desejas para o Brasil. Poderíamos copiar da Venezuela, de Cuba ou, por que não, do Irã. A sua opinião cairia como uma luva, afinal, ela se coaduna com o viés da lógica midiática dominante.

A democracia é o menos ruim dentre os regimes de governo no mundo, e é o que temos. Daí, o bom para nosso país não é respeito apenas a minoria, é respeito à todos e, principalmente, as regras do jogo democrático, pois, é essa a melhor maneira de se construir uma sociedade egualitária, solidária, respeitosa e livre de "qualquer" preconceito. É o que queremos.

Lamentável seu comentário tendencioso e hipócrita.

Cordialmente".

terça-feira, 26 de março de 2013

Caso Feliciano - Editorial Jornal do SBT. Nada Podemos Contra a Verdade


Ops!

É por isto que já existe um "movimento" dentro do SBT para tirar-lhe a voz.

A verdade dói.

Diz aí, João Alexandre e Leonardo Gonçalves, "Quem diz a verdade merece castigo?"


O Partido Social Cristão - PSC, Reafirma Pr. Marcos Feliciano Como Presidente da Comissão de Direitos Humanos

Dep. Everaldo Pereira
Nesta terça-feira, o vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Pereira, anunciou que o partido irá manter o apoio ao presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano (PSC-SP), para permanecer no comando do colegiado.

"...quero dizer para todas as senhoras e senhores, para a Nação Brasileira, que o PSC é um partido que não segrega, não exclui, não discrimina ninguém. É um partido que se norteia por princípios cristãos e não abre mão disso.

O deputado federal Marco Feliciano, eleito com quase 212 mil votos pelo Estado de São Paulo, está na legitimidade do seu mandato, não tem nenhuma condenação do Supremo Tribunal Federal. Foi uma escolha da bancada colocá-lo à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, e nós, do PSC, entendemos que ele não é racista e nem homofóbico. Podem até ter havido declarações inconvenientes, mas, repito, Marco Feliciano não é racista, nem homofóbico, entendemos assim. E quero aqui reafirmar que o PSC e seus representantes não são racistas, nem homofóbicos, não discriminamos ninguém.

O PSC age pela paz, pela democracia, pela tolerância, por compreender as pessoas. Respeita as diferentes opiniões, respeita as divergências de opinião.

(...)

Vamos para a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias colocar em pauta questões de interesse da sociedade, que preservem os direitos e deveres de todos. E não podemos nos esquecer de que todos os assuntos na CDHM são discutidos e votados. Quando outros dirigiram a comissão tudo era decidido no voto. E assim continuará. Democracia é voto. Democracia não é grito, nem ditadura.

Respeitamos a todos e gostaríamos que também nos respeitassem.

(...)

Então eu quero pedir, respeitosamente, que as lideranças dos Partidos desta Casa respeitem a indicação do PSC e peçam a seus militantes que protestem de maneira respeitosa. Não fazemos ameaças, mas se fosse preciso convocar 100, 200, 300, 500 ou mais militantes que pensam como nós, também convocaríamos. Mas o PSC é pela paz, pela harmonia, queremos o entendimento.

O deputado Feliciano já se desculpou por colocações mal feitas. Qualquer um pode deslizar nas palavras, pode errar. Informamos aos senhores e senhoras que o PSC não abre mão da indicação feita pelo partido. Avaliza e, repito: não abre mão da indicação feita. O deputado Marco Feliciano foi eleito por maioria dos membros da comissão. Se ele estivesse condenado pelo Supremo, nem indicado seria. Feliciano é um deputado “ficha limpa”, tendo então todas as prerrogativas de estar na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

O PSC defende a vida, a família e os direitos humanos de todos, inclusive das minorias. O PSC defende a liberdade de imprensa de forma responsável.

Deus ilumine, proteja e abençoe a família brasileira.

Fonte: Site do Partido Social Cristão

É isso. Mas, de todo modo, os intolerantes-gays tem o direito, como todos os outros,  ao jus sperniandi.

O Conselho Federal de Medicina é a Favor da Morte de Bebês.


Movimento Brasil sem aborto: 

"Não existe aborto sem morte. O aborto é morte por definição".

Editorial:

"Médicos que deveriam resguardar a vida, agora, apoiam a morte".

"Consideram inaceitável mulheres morrerem em abortos ilegais, mas, defendem a morte de crianças em abortos legais."

"Do alto de sua arrogância, o Conselho quer sentenciar qual vida tem mais valor."

segunda-feira, 25 de março de 2013

Caso Feliciano: Porque Não Ouvir o Outro Lado?


Apesar de não concordar com a exegese, ele tem a liberdade e o direito, como pastor, de entender assim. E, pelo que me parece, não vejo nenhuma referência racista no texto (nem no vídeo disponível no you tube).

Agora já espalham que ele é, também, contra as mulheres. No ritmo que vai, logo aparece alguém dizendo que ele é, também, contra o Papa, contra Dilma e participou como torturador na ditadura militar.

Grande Manifestação na França Contra a Legalização do Casamento-Gay. Alguém Soube?

Manifestação na França
contra o casamento-gay.
Houve uma grande manifestação na França, em favor do casamento tradicional e contra a legalização da união homo-afetiva, o famigerado casamento-gay. Foram milhares de pessoas se posicionando contra a imposição de uma agenda que a "maioria" da população não concorda e os políticos desejam empurrar na garganta dos outros, atendendo estranhos interesses.

O jornal Correio da Bahia online, na pág. 38 de sua edição de hoje, colocou uma foto e um texto de três linhas para noticiar o evento, e só. A chamada "grande" imprensa, com certeza, não dará destaque. A Rede Globo, porta-voz dos homossexuais, não fará nenhuma matéria "isenta" sobre o protesto ou, no melhor das hipóteses, reportará ao evento com viés de condenação.

Cabe perguntar (perguntar não ofende): A imprensa brasileira é isenta mesmo? Será que eles conseguem discernir a diferença entre democracia e ditadura, tolerância e intolerância? A população deve ter livre acesso à informação ou vivemos uma espécie de censura de esquerda?

É para pensar. 

Que Democracia é Esta?

Apresentadora Rachel Sheherazade causa indignação entre artistas do SBT

Funcionários pensam em fazer um abaixo-assinado batizado de "Rachel não nos representa", que será encaminhado à direção da emissora.
25.03.2013 | Atualizado em 25.03.2013 - 09:25

Da Redação

Um grupo de funcionários do SBT, entre eles alguns artistas da emissora, está descontente com alguns comentários feitos pela âncora Rachel Sheherazade no "SBT Brasil".

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os funcionários pensam em um abaixo-assinado batizado de "Rachel não nos representa", que será encaminhado à direção da emissora. O SBT diz não conhecer a iniciativa.

À publicação, o diretor de jornalismo do SBT, Marcelo Parada, disse que qualquer âncora da emissora tem plena liberdade para emitir opiniões.

Entre os motivos que podem ter despertado a revolta dos funcionários, está a defesa da jornalista à nomeação do deputado federal Marcos Feliciano à Comissão dos Direitos Humanos.

Fonte: www.correios24horas.com.br

Funcionários e alguns artistas? Quantos funcionários tem o SBT? Quem são os tais "artistas?" Qual o percentual dos que "pretendem" assinar o abaixo-assinado? Ah, sei. Os funcionários "pensam" em fazer o abaixo-assinado? Ah, entendi. Publica-se uma notícia apenas para fazer oposição a uma opinião contrária a "agenda" (Leia-se: "agenda gay, pró-aborto, pró-liberação das drogas, a favor da presidente Dilma, da copa do mundo, etc."), afinal, a turma que coordena esta agenda está acima do bem e do mal.

Deixe-me fazer a pergunta que não quer calar: Se a opinião da jornalista Rachel Sheherazade fosse condenando a nomeação do Pr. Marcos Feliciano, também haveria abaixo-assinado contra ela a ser proposto por aqueles que concordam com ela agora? Ou são todos os funcionários do SBT que não concordam com a opinião emitida? 

(A jornalista Rachel Sheherazade tem meu respeito e apreço pela independência e coragem com que emite opiniões "fora da panela".)

Agora me digam, que democracia é essa que só aceita opinião se for favorável ao pensamento dominante? Onde está a tão propagada e requerida "tolerância?"

Quem quiser que se iluda com a pretensa "democracia brasileira". Ela, cada vez mais, tem cara de democracia e o espírito de ditadura fascista. É esse o regime que a famigerada turma da esquerda sonha e se sente bem.

Povo brasileiro, abra os olhos antes que seja tarde demais. As eleições virão e, mais uma vez, podemos corrigir os rumos de nossa nação. Vamos votar consciente do país que queremos deixar para futuras gerações. Uma nação livre ou subjugada pela ditadura da opinião dominante?

sexta-feira, 22 de março de 2013

Razões Por Que a Teoria da Evolução de Darwin Através da Seleção Natural Já Era!

Dr. Enézio E. de Almeida Filho
As recentes descobertas sobre o DNA que estão forçando a revisão drástica da teoria da evolução de Darwin.

São três descobertas dentro de pesquisas científicas relacionadas com o DNA, o código da vida. Essas descobertas estão forçando um reexame radical de ideias previamente aceitas de como se originou a vida e como mudou em complexidade e variedade ao longo do tempo:

1. A descoberta de que todos os genomas em vários organismos diversos mostram que 30 % dos genes não têm uma história evolucionária detectável. Os cientistas nomearam esses genes de Orphan.

2. Pesquisas em epigenética estão revelando que uma grande quantidade de mecanismos moleculares nas células afetam a expressão de genes e podem inibir totalmente sua expressão. Isso pode ser passado para a próxima geração.

3. Análise matemática do DNA parece ter revelado códigos detalhados escondidos dentro da estrutura do DNA. Esses padrões matemáticos não têm nenhuma função biológica concebível, e podem sugerir a evidência de que a origem do DNA foi intencional e planejada.

Enquanto isso a Nomenklatura científica tupiniquim fica escrevendo cartas chorando as pitangas para o presidente da Academia Brasileira de Ciências, ou então assinando manifestos deplorando o avanço da teoria do Design Inteligente no Brasil. Senhores, a falência epistêmica da teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e de mecanismos evolucionários é uma questão científica que precisa ser debatida.

Tentar desviar o foco da gravidade paradigmática em biologia evolucionária é querer tapar o Sol das evidências contrárias a Darwin no contexto de justificação teórica com uma peneira furada da retórica do naturalismo/materialismo metodológico que posa como se fosse a própria ciência. Nada mais falso! Isso é desonestidade acadêmica – 171 epistêmico!

Ao debate, Srs., pois Darwin Kaput! Que venga la nueva teoría de evolución - a SÍNTESE EVOLUTIVA AMPLIADA (ou EXTENDIDA) que, pasmem, somente será anunciada em 2020!

Dr. Enézio de Almeida é Mestre em História da Ciência - PUC/SP - Quarta-feira, março 20, 2013. Veja ainda a declaração do autor abaixo:

"Por que sou ‘pós-darwinista’? Porque já fui evolucionista de carteirinha. Hoje, sou cético da teoria macroevolutiva como verdade científica. Contudo, meu ceticismo ao ‘dogma central’ darwinista não é baseado em relatos da criação de textos sagrados. Foi a séria e conflituosa consideração do debate que ocorre intramuros e nas publicações científicas há muitos anos sobre a insuficiência epistêmica da teoria geral da evolução. Eu fui ateu marxista-leninista. Hoje, não tenho mais fé cega no ateísmo. Não creio mais na interpretação literal dos dogmas de Darwin aceitos ‘a priori’ e defendidos ideologicamente com unhas e dentes pela Nomenklatura científica. A Ciência me deu esta convicção. Aprendi na universidade: quando uma teoria científica não é apoiada pelas evidências, ela deve ser revista ou simplesmente descartada. Sou pós-darwinista me antecipando à iminente e eminente ruptura paradigmática em biologia evolutiva. Chegou a hora de dizer adeus a Darwin."

Divulgação.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Gays Intolerantes - Livres Para Agredir Quem Não Concorda Com Eles.


Vejam a foto e me digam.

Sede da Igreja cujo Pastor é Marcos Feliciano.


Quem já viu um grupo de evangélicos ou qualquer outro grupo cristão, em frente a sede de alguma associação de gays, fazendo protesto contra seu líder? Quem já viu algum grupo de cristão impedindo, por exemplo, alguma parada absurda gay?

Depois, OS INTOLERANTES SÃO OS CRISTÃOS!

Cabe-nos perguntar as autoridades deste país, em especial, ao Ministério Público (Houve agressão a um direito coletivo): "Há alguma lei que possa proteger os cristãos desses indefesos homens raivosos?"

Vale destacar.

Se fosse o inverso, teria ocorrido uma tragédia (eles reagiriam de forma  bem diferente dos cristãos agredidos), e aí, diriam que foram os cristãos os culpados, pois, foram para porta de uma associação de gays promover a desordem e agredir, injustamente, a minoria de homens desrespeitados no seu direito de ser como quiserem e dizerem o que quiserem.

Fica o registro.

terça-feira, 19 de março de 2013

Grandes Organizações, Milhões de Cristãos e Líderes Omissos.

O povo cristão demonstra, mais uma vez, que apesar do crescimento numérico, vivem isolados uns dos outros. São irmãos, mas, não são tão irmãos assim. Não se unem nem mesmo quando são atacados. Apesar de ocupar um espaço considerável na sociedade brasileira, não levanta a voz como deveria, a fim de impor respeito aos seus pensamentos e ao direito que tem de defendê-los e preservá-los.

Pois, é. Preferem brigar entre si.

A imposição de uma secularização que não leva em conta ser, a sociedade brasileira, cristã, é fruto do pensamento esquizofrênico de grupos encastelados em instituições públicas, na mídia e na política, que não encontra resistência dos grupos cristãos organizados. A propaganda do mal travestido de bem não encontra o protesto veemente daquelas organizações que usam o nome de Deus (o Supremo bem) como álibi de credibilidade. A corrupção que agrava os problemas sociais no país e afetam diretamente os membros das denominações evangélicas, não recebe o devido protesto do clero cristão. Quando rompem o silêncio, são raras exceções individuais e, também, separadas e pontuais.

Os responsáveis pelas várias facções entre os cristãos são seus respectivos líderes. Inúmeros deles que se sentem confortáveis em suas preleções semanais, proferidas no templo, mas, que temem pôr à vista dos que passam na rua. Vivem acomodados com o vai e vem – casa/igreja, igreja/casa – e esquecem-se do papel cristão de “ser sal da terra e luz do mundo” (Mt. 5:13,14). Mesmo quando leem “Não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” (Rm. 12:2), não sentem o impulso do Espírito Santo empurrando-os para fora do templo. Vivem apenas uma retórica escravizada pelas prebendas, cochilam imobilizados pela preguiça e se apavoram pela covardia.

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...

(Símbolo de resistência ao nazismo - Pr. Martin Niemöller – Luterano – 1933).

Vivemos atualmente uma ostensiva perseguição religiosa contra os cristãos no Brasil, e o que fazem os líderes das várias organizações cristãs? Nada. Ou melhor. Somem atrás de suas escrivaninhas, confortavelmente acomodados em suas poltronas de luxo, embevecidos pelos cargos pomposos. E onde estão os cantores cristãos, aqueles que fazem sucesso na tv e arrastam multidões em seus shows? O que fazem ou falam a cerca de tudo isto? São apenas artistas de um espetáculo gospel a serviço do entretenimento ou são soldados de Cristo envolvidos numa batalha espiritual?

As organizações eclesiásticas Batistas, Assembleanas, Presbiterianas e tantas outras, assim como, os cantores cristãos expoentes, assistem os problemas enfrentados pela psicóloga Marisa Lobo, pelo blogueiro cristão Júlio Severo, pelo Pr. Silas Malafaia e, agora também, pelo Pr. Marcos Feliciano e devem achar que não tem nada a ver com isso. Não conseguem compreender que estes imperfeitos servos de Deus estão na frente da batalha, expostos.

A maioria dos líderes cristãos agem como Davi dando ordens aos seus generais que abandonem Urias a sua própria sorte. Davi sabia que Urias, sozinho, enfrentando inimigos tão poderosos, morreria (2 Sm 11). Mas, não se esqueçam. Deus vê, e o resultado a ser colhido com essa atitude será decepção e dor. Entretanto, percebam, a alegria dos inimigos não será desfrutada na morte de Urias, e sim, na agonia que atingirá em cheio os habitantes dos palácios.

Os expoentes de barbaridades como aborto, PLC 122 (lei do privilégio gay), liberalização das drogas, controle da mídia independente e socialismo restritivo sabem que a sociedade brasileira, com sua população de maioria cristã, rejeitaria qualquer projeto nessas direções (observem como eles resistem a ideia de plebiscito sobre estes assuntos). E o que estão determinados a fazer? Alterar as leis a revelia da própria sociedade. Em termos de sistema de governo, preferem um Brasil-cubano invés de um Brasil-norte-americano. E se alguém quiser saber, a motivação deles é "malignidade".

“Um dia eles virão, saquearão nossas casas, violentarão nossos filhos e nos matarão. Qual terá sido nosso crime? Ser Cristão.”

É o momento das organizações cristãs deixarem as diferenças de costumes e teológicas de lado, unindo-se com o objetivo comum de defender a religião, a família, a liberdade de expressão, a democracia e, acima de tudo, defender a vida. É hora do segmento evangélico/cristão esquecer as placas denominacionais e, respeitando-se, fincarem fileira à sombra do Cristo Salvador, resistindo a tentativa de jogar na sarjeta a vida humana e os valores morais que dignificam a humanidade.

Ensinemos ao nosso povo os valores que devem nortear nossas escolhas na hora de votar e, enquanto organização, manifestemos nossa posição. Acordemos, enquanto podem ouvir a nossa voz e respeitar o nosso voto, pois o que os cristofóbicos desejam, não é apenas secularizar a sociedade, é emudecer o cristianismo e seu Cristo, impedindo as pessoas de ouvirem sua mensagem de esperança e salvação.

Concordo Com Jean Wyllys.

O deputado federal Jean Wyllys (o que só foi eleito por causa do BBB) disse num programa na TV cultura (http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=x2HHsTgyXi0), que o mandato dele foram os orixás que lhe deram. 
 
Neste particular, concordo com ele.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A Bancada Evangélica Deu um Tiro no Pé.

Parte da Bancada Evangélica na Câmara Federal
O que me chama atenção, no episódio da eleição para Presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara Federal, foi o desperdício. A bancada evangélica recebeu uma excelente oportunidade e desperdiçou.

Atuando na referida comissão, poderiam exercer a presidência com integridade, respeito e democracia, mostrando para os brasileiros que não queremos uma ditadura cristã no Brasil, e sim, respeito ao direito de todos. Inclusive as minorias (Um adendo: Respeito não significa subserviência).

Para isso, inicialmente, deveriam ter indicado alguém que não desse aos grupos anticristãos qualquer possibilidade de acusação. Eleger alguém que, mesmo sendo contrário ao relacionamento homossexual, fosse sereno em suas manifestações, teria sido mais adequado. Sei que mesmo assim poderiam falsear a verdade (são capazes disso). No entanto, teriam que suar muito para convencer os conterrâneos de uma falsa acusação, além de abrirem a possibilidade de cobrança judicial.

Será que não havia ninguém na bancada evangélica mais cuidadoso na vida pública? Será que não havia nenhum outro integrante da bancada mais maduro para tamanha tarefa? Será que não faltou cuidado na indicação? Será que não faltou prudência?

Este episódio só demonstra que a bancada evangélica não observou os conselhos da Bíblia:

"Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto no rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus" (Hb. 12:1,2).

"Vocês, inexperientes, adquiram a prudencia; e vocês, tolos, tenham bom senso" (Provérbios 8:5);

"Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas, como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor" (Efésios 5:15-17).

Sabemos que as acusações que fazem contra o Pr. Marcos Feliciano é exagerada do ponto de vista dos rótulos de homofóbico e racista (Nada que não se esperasse de grupelhos compostos por ativistas gays fascistas raivosos e simpatizantes ingênuos).


Pr. Marcos Feliciano, o padrasto e sua mãe.
Primeiro porque homofóbico, segundo as agências LGBTWUVXZ, é todo aquele que  emite opinião contrário ao homossexualismo. Ora, sendo o Marcos Feliciano um PASTOR CRISTÃO, não se pode acreditar que ele seria favorável aos interesses dos homossexuais. Basta ler na Bíblia os textos que tratam desta questão.

Segundo porque chamar de racista alguém que é negro (pardo ou moreno, segundo o regime de cotas raciais, é NEGRO), filho de uma negra, vivendo em harmonia com seu padrasto negro, é forçar a barra demais.

Pois é. Em todo este alvoroço, o que ficou claro foi a bela oportunidade desperdiçada pela bancada evangélica. Com todo respeito ao Pr. Marcos Feliciano, deram um tiro no pé.

O Telhado de Vidro da Globo e o do Pr. Marcos Feliciano.

A Globo, que incita os telespectadores a doarem dinheiro, através de ligações telefônicas caras, para o famigerado BBB, não pode imaginar que possui integridade moral para criticar ou fazer campanha contra o Pr. Marcos Feliciano. Da mesma forma que eles (as Organizações Globo) justificam  as doações dizendo que os telespectadores ligam voluntariamente, os ofertantes do Pastor, também o fazem voluntariamente.

Condenar o Pastor por induzir as pessoas a fazerem ofertas absurdas (como doarem um cartão com a senha de acesso), deve ter a mesma eloquência que condenar a Globo por estimular crianças, adolescentes e jovens (que, normalmente, não possuem renda própria) a assumirem dívidas por ligações telefônicas que são pagas por terceiros, muitos deles, pobres e idosos.

Da mesma forma que é reprovável a maneira como o Pr. Marcos Feliciano solicita contribuições de seus fiéis, também é reprovável o estímulo que a Globo promove para arrecadar dinheiro dos telespectadores. Poderíamos juntar aqui, também, o dizimo cobrado de seus integrantes por partido político, os jogos promovidos pela CEF, com autorização do Governo Federal, prometendo fortunas na mega sena, quina, loteria esportiva, etc.

Maldita hipocrisia.

Sim, todos temos a liberdade para protestar, contra ou a favor, contanto que seja respeitando as regras de um Estado Democrático de Direito. Porém, é hipocrisia condenar um comportamento adotado por quem condena. "Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão" (Mt. 7:5).

Não gosto dos truques utilizados por pastores, rede de televisão ou partido político para arrecadar dinheiro do trabalhador, principalmente, pais de família. No entanto, se nosso povo é convencido a doar dinheiro de toda maneira e para qualquer um, a única forma de evitarmos os oportunistas é dando aos brasileiros uma boa educação (leia-se: educação livre de qualquer ideologia).

Ao contrário do que pensa muitos "evangelicofóbicos", uma boa educação é amiga do cristianismo. Não queremos ninguém ignorante por não conhecer as letras, pois, quanto mais capacidade de pensar a pessoa tiver, melhor para compreender as verdades do evangelho.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A Perseguição Aos Cristãos, no Brasil, Continua.

Um jogador de futebol (Goleiro Jeférson - Botafogo/RJ) pode ser julgado pela CBF e FIFA por ter desenhado um peixe em seu cabelo. Segundo as regras das entidades representativas do futebol, nenhum integrante do esporte pode manifestar suas posições religiosas através de símbolos religiosos. como o peixe é símbolo do cristianismo... (Por favor, senhores, não esqueçam do olhar e levantar as mãos aos céus, do trigo e do... VINHO).
 
Pergunto. Essa regra vale para quem carrega patuás? Quem faz o sinal da cruz quando entra em campo, perde um gol ou sai de cena?
 
Uma psicóloga (Marisa Lobo) é processada pelo Conselho Federal de Psicologia, por estampar em seu site pessoal sua orientação cristã.
 
Pergunto. O que vão fazer com os psicólogos que agem manifestando pertencer de outras religiões? Ou com aqueles que se recusarem atender um gay que deseje se reconciliar consigo mesmo?
 
Um deputado (Marcos Feliciano) é agredido numa tentativa de impedir sua eleição como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal por ser... PASTOR evangélico.
 
Pergunto. Se fosse um médium, teria o mesmo problema?
 
Quem não quiser acreditar, assista os programas da televisão. A perseguição aos cristãos no Brasil vai de "vento em popa".
 
Está passando da hora dos cristãos se posicionarem. É no voto que nos defenderemos. Por isso, precisamos aprender a votar. Vamos eleger a maior quantidade possível de cristãos. A idéia não é transformar o Brasil num país dos evangélicos. Nosso maior interesse é manter a democracia e aperfeiçoá-la em favor de todos os brasileiros.

A democracia, se depender desses grupos de "tolerantes representantes da minoria", dará lugar a uma espécie de "ditadura lulariana", onde, a favor de seus interesses mesquinhos e imorais, se pode invalidar os direitos dos outros.
 

Apesar Dos Intolerantes. Novo Presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal é o Pr. Marcos Feliciano.

Como fizeram na passagem de Yoani Sánchez (blogueira cubana) pelo Brasil, os intolerantes voltaram a atacar. Desta vez foi na eleição para presidente da comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em Brasília.
 
O candidato indicado pelo PSC (Partido Social Cristão) é o deputado Pr. Marcos Feliciano. Alegando que o referido deputado é "homofóbico e racista", um grupo de manifestantes ligados ao PSOL e pertencentes a organizações gayzistas foram para a câmara protestar. Até aí, tudo bem. Todos temos o direito de fazê-lo, defendendo, dentro das regras de uma sociedade democrática, nossos pontos de vista.
 
O engraçado, para dizer o mínimo, é que essa turma gostava quando os comandantes anteriores da dita comissão eram partícipes de seus interesses. Agora que há possibilidade de ser alguém de fora da sua agenda, resolvem mostrar a "cara de quem, realmente, é intolerante". Para levar a termo sua batalha, acionam seus integrantes encastelados na mídia (Imaginem quais emissoras encamparam os protestos televisivos? A "Globo", e sua clone, Bandeirantes).
 
"Tolerar aquele que pensa igual é mole. Quero ver é continuar se dizendo "tolerante" tendo que tolerar quem diverge."
 
Mas, o grupo que esteve na câmara não se contentou apenas com a manifestação. Forçaram a barra, de maneira histérica, para inviabilizar a própria eleição (e, por hora, conseguiram). É mais ou menos assim: "se não acontece como nós queremos, o jogo acaba". Isto não é democracia. Isto é anarquia ou, como está na moda, "ditadura de esquerda".

Apesar de todo e um novo tumulto nos corredores da câmara, a comissão se reuniu no dia seguinte com portas fechadas e elegeram o Pr. Marcos Feliciano como seu presidente.

Repito. Todos temos o direito de sermos contra e nos manifestarmos por isso. No entanto, é preciso respeitar o jogo democrático. Quando há impasse, se resolve no voto, e o resultado deve ser acolhido e respeitado por todos.
 
Não queremos um país dedicado apenas a maioria, mas, também, não queremos a imposição de uma ditadura da minoria. Num ambiente democrático, os grupos minoritários devem ser respeitados, porém, devem, também, se comportar como tal, e não tentar de todas as formas, até com violência, impor seus caprichos individuais para a maioria.
 
O melhor remédio para essa turma é mais democracia e o peso do império das leis.

segunda-feira, 4 de março de 2013

País Rico é Outra Coisa!

Governo Dilma é campeão de gastos com homenagens

Em 1999, FHC gastou 13 milhões de reais com eventos. Oito anos depois, com Lula, foram 24 milhões re reais. Em 2012, 74 milhões de reais.


A presidente Dilma Rousseff em cerimônia no Palácio do Planato
Presidente Dilma Rousseff (Ueslei Marcelino/Reuters)

Embora seja bem mais discreto que o do antecessor, o governo da presidente Dilma Rousseff é campeão em gastos com festividades e homenagens, segundo levantamento da ONG Contas Abertas divulgado nesta segunda-feira. Em dois anos, foram gastos pelo governo Dilma com esse tipo de evento o mesmo que nos quatro anos do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o ex-presidente desembolsou 144,6 milhões de reais entre 2007 e 2010, Dilma já utilizou 91,1% desse valor: 131,7 milhões de reais.

Fonte: Revista Veja Online.

sábado, 2 de março de 2013

Porteiro, Auxiliar, Diácono, Presbítero, Evangelista, Pastor. E Mais. Missionária, Bispo, Apóstolo. O Que é Tudo Isso?

De repente, somos sobressaltados com a notícia: "Mais algumas dezenas, e até centenas, de novos obreiros para servir no Reino de Deus". A notícia seria boa, se guardasse a essência dos requisitos bíblicos exigidos para novos obreiros e preservassem o propósito divino na separação de novos chamados.

Para que precisamos de porteiros? Óbvio. Para guardar as portas. Porteiro era considerado Levita, desenvolvia, também, a tarefa de arrecadador de ofertas (2 Cr. 31:14) e vigia (Mc. 13:34); Jesus menciona o porteiro como responsável pela guarda da porta do aprisco das ovelhas (Jo. 10:3; ver também Ed. 7:24). É improdutivo, uma igreja de porta única, com uma quantidade exagerada de porteiros para servir.

Para que precisamos de auxiliares? Há pessoas mencionadas na Bíblia como "cooperadores", no entanto, sem evidência de se referir a um cargo. Eram pessoas que haviam prestado algum tipo de auxílio à alguém, em algum momento específico (Fp. 2:25; At. 20:35). Pode ser até o mesmo que levitas (Ed. 7:24). De todo modo, são pessoas escolhidas para servir no templo (AT), confundindo-se com a função do diácono (NT)), porém, com atuação limitada. Numa melhor ordem, são ajudantes dos diáconos nas atividades seculares da igreja.

Para que precisamos de diáconos? Na igreja primitiva, eram responsáveis pelo socorro aos necessitados (viúvas, órfãos e estrangeiros), pelo servir as mesas e manter a boa ordem na casa de Deus (At. 6:1-6). Eles existem para atender a demanda social da igreja e as necessidade inerentes a vida terrena. Quando há gente desassistida ou abandonada na igreja e os diáconos existentes não conseguem atender a demanda, reconhecemos novos diáconos para suprir a necessidade.

Para que precisamos de presbíteros? Presbítero era o líder da igreja. Os presbíteros se dedicavam à direção das igrejas (Tt. 1:5) e ao ensino da doutrina cristã (2 Tm. 2:2). A palavra grega presbyteros quer dizer "ancião", mas era usada para os líderes cristãos sem referência à sua idade. Nos tempos do NT os presbíteros também eram chamados de "bispos" (At 20.17,28; 1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9). O mais adequado é assemelhá-lo a mestre ou doutores. Pessoas aptas a ensinar as doutrinas e verdades bíblicas (1 Tm. 3:2; 1 Co. 12:28,29). Quando a eficácia da liderança e do ensino está prejudicada pela grande quantidade de pessoas a serem instruídas, designa-se novas pessoas para a função.

Para que precisamos de pastor? Há, pelo menos, duas definições clássicas na Bíblia sobre essa função. 1) Guardador de gado e ovelhas - Gn 13.7; 29:9 - Era, literalmente, alguém responsável pela guarda de animais, e, 2) Cuidador espiritual de gente, também conhecido como Ministro de Deus - Jr 3.15; Hb 13.17; 1Pe 5.2 - Alguém designado por Deus para edificar, cuidar e proteger seu povo. Jesus esclarece, em Jo. 10, que o alvo do pastor é o zelo pelas ovelhas, buscando-as, cuidando de suas feridas, ajudando-as na condução da cruz existencial e abrigando-as num ambiente cristão. Semelhantemente ao dito acima sobre presbíteros, quando o cuidado com os irmãos é prejudicado pela escassez de pessoas consagradas para este labor, consagra-se novos obreiros para a tarefa pastoral.

Para que precisamos de evangelistas? O evangelista é o semeador da Palavra. Sua tarefa é, exclusivamente, disseminar o evangelho de Cristo, com propósito de conceder às pessoas a oportunidade de ouvir a boa mensagem de salvação em Cristo Jesus (Rm. 10: 14,15; Mt. 13:1-9). A quantidade de evangelistas de uma igreja é proporcional ao seu envolvimento com sua missão principal.

Durante muitos anos, os evangélicos se mantinham enquadrados apenas nas funções acima relacionadas. Com o passar dos anos foram surgindo outras designações que, a priori, já se encontram enquadradas nas relacionadas acima. Citamos:

Missionária / Missionário - É o evangelista atuando. Algumas pessoas tinham este título agregado a si, porém, no caso específico de homens, eles já possuíam uma função originária. É o caso de um pastor que, enviado para o campo missionário, agregava o título de "missionário". No caso das mulheres, era reconhecida em razão de, no campo missionário, realizando uma missão evangelizadora, naturalmente, lhe cabia o título de "missionária". Vale destacar que o título de "missionário" só legitima aquele (a) que o possui, enquanto cumprindo sua tarefa no lugar para o qual fora designado. Logo, o missionário que retorna em definitivo de sua missão, deixa de se valer da designação. Aqueles que o mantêm, o fazem ilegitimamente.

Apóstolo - É Jesus, em Lucas 6:13, que atribui aos seus doze discípulos o título de apóstolos. Era atribuído, no início da igreja cristã, apenas àqueles que tiveram contato pessoal com o Senhor Jesus. Depois, os onze apóstolos  entenderam que deveriam preservar a quantidade escolhida por Cristo (Doze). Para isto, realizaram a escolha do substituto de Judas (que traiu Jesus), sendo escolhido Matias (At. 1:26). Além deles, Paulo é reconhecido como membro do colégio apostólico, mesmo tendo se auto-intitulado (2 Tm. 1:11). A razão do reconhecimento foram o testemunho de sua chamada pelo Cristo ressurreto (At. 9), as virtudes espirituais vistas em seu ministério (At. 15:12) e os argumentos que ele mesmo apresenta na defesa deste reconhecimento (2 Co. 11:23-31). O significado da palavra grega apóstolos é "enviado". Por esta razão, apóstolo é o mesmo que evangelista. Poder-se-ia alegar diferença no fato do apóstolo implantar igrejas e cuidar das bases para sua sustentação doutrinária. No entanto, estas atividades também são desenvolvidas pelos evangelistas, enquanto cumprindo sua missão (At. 8:26-40).

Bispo - Do grego episkopos, siginifca "vigilante". Os presbíteros da igreja em Éfeso foram constituídos "bispos" pelo Espírito Santo (At. 20:28). Na essência trata-se mais de uma ação, "vigiar", do que de um título eclesiástico (1 Pe. 2:25). No entanto, pelo fato de ser uma recomendação direcionada à líderes que tem a responsabilidade de cuidar do rebanho de Deus, normalmente, como função, se assemelha as atividades dos presbíteros.

Quando há um vazio de obreiros para atendimento as demandas da igreja, o Senhor Jesus ensina-nos a fórmula para obtermos recursos suficientes. "E dizia-lhes (Jesus): A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua seara" (Lc. 10:2). Nosso dever é apresentar à Deus nossas necessidades (1 Pe. 5:7), e o Senhor, de um modo maravilhosamente capaz (Jr. 1:5-12), fornecerá aqueles que exercerão as atividades no seu Reino.

Qual é nosso problema atual no que diz repeito a títulos eclesiásticos? Vaidade, orgulho e arrogância. "Cristo, sendo Deus, se humilhou tornando-se homem (Fp. 2:5-8). Nós, sendo homens, queremos nos exaltar tornando-nos deuses". Na origem, os cristãos davam valor as atividades a serem desenvolvidas pela pessoa consagrada, hoje concedem mais valor aos títulos, mesmo que a pessoa não possua a mínima condição moral e espiritual para ostentá-lo.

Na guerra das vaidades, o líder quer um título que ninguém tenha. "Ah! como pode eu, presidente de todos, ter o mesmo título (e salário - op's! escapou) que meu subalterno?". A confusão começa no estabelecimento dos dons ministeriais como uma pirâmide, ou escada, de progresso espiritual, quando, na verdade, se tratam de diferentes dons ministeriais, de igual importância,  que o Espírito Santo concede à igreja para sua própria edificação.

Diferente do que estabelece a Bíblia (Mt. 18; 23; Lc. 18), a busca por cargos ou títulos eclesiásticos foge completamente da essência do cristianismo e seu Cristo. Quem é chamado por Deus para exercer o trabalho de diácono, talvez, morrerá diácono, apenas pelo fato de ter sido este seu único chamado. A mesma regra se aplica as demais funções, repito, "funções". "A excelência está na obra e não no episcopado" (1 Tm 3:1).

O exemplo que devemos copiar é o de João Batista. Mesmo sendo precursor do Salvador, homem destemido em sua missão e temido em seu ministério, não titubeou quanto a sua postura em relação a vaidade e o orgulho. Inquirido por seus discípulos, asseverou: "É necessário que Ele cresça e que eu diminua" (Jo. 3:30).

Consulta:

Biblia Sagrada
Dicionário Teológico - Claudionor Correa de Andrade - CPAD
Pequena Enciclopédia Bíblica - O. S. Boyer - VIDA

sexta-feira, 1 de março de 2013

Ei! Psiu! Obreiro, Vamos Cultuar?

Quando vamos à igreja cultuar Deus, imaginamos uma atmosfera de respeito e devoção, afinal, cultuar é "prostrar-se reverentemente diante da divindade num ato de reconhecimento e gratidão por suas obras, grandeza e soberania" (Sl. 84). É nesse lugar (o templo) que encontramos a liberdade que nossa alma precisa para desfrutar de momentos de paz, serenidade e aquietação. Num ambiente assim, a Palavra de Deus age eficazmente como um bálsamo em nossas almas aflitas pelas batalhas diárias. Isto posto, está implícito que todos, repito e enfatizo, "todos" que se dirigem ao templo vão com essa motivação.

Com isto em mente, é possível perceber a diferença entre aqueles que levam à sério sua devoção, daqueles que, por sua postura, parecem confundir igreja com clube social, lugar santo com plenário de câmara legislativa e culto com show secular.

Aqueles que levam à sério, pisam no átrio com respeito e adentram no santo lugar com reverência. Sabem que o "sacrifício" agradável à Deus é um culto racional, ou seja, a disposição íntima sincera de voltar-se para Deus (Rm. 12:1). Eles sabem que sua presença naquele lugar tem propósitos bem definidos e devem ser, radicalmente, preservados. Se prostram em deferência à Deus, oram com sinceridade, cantam conjugando o que cantam com o que fazem e se mantêm vigilantes para prestar suprema atenção no momento de ouvir a Palavra de Deus. Sabem que Deus, sendo quem é, não merece ser tratado com indelicadeza e falta de educação. Merece verdadeira adoração. "Em espírito e em verdade" (Jo. 4:24).

Nós, seres humanos, quando desorientados, agimos confusamente a partir de nossos gostos e desejos, especialmente quando não nos convertemos adequadamente. Assim, num ambiente de culto, nossa vontade privilegia o que queremos fazer, sentir, falar e ouvir, ao invés de priorizar o que fomos fazer no templo: "prestar culto à Deus e ouvir suas orientações" (Is. 1:2,3).

Em algumas igrejas, o que chama mais a atenção é o fato de muitos dos protagonistas de muitas dessas atitudes, no mínimo, inconvenientes, serem aqueles que deveriam zelar pelo bom ambiente de culto. Sim, eles mesmos, pastores e líderes cristãos.

Alguns chegam atrasados ao culto e passam pelo meio do povo, indo em direção ao púlpito ou tribuna. Se porventura estiver sendo realizada a leitura da Bíblia Sagrada, pouco importa. inconscientemente (imagino) se dão ao prazer de, durante o trânsito, falar com as ovelhas, acenar para outras mais distantes e abraçar crianças. Acomodados no "santo lugar", agem durante o culto como se estivessem sentados em sua sala de estar, alimentando descontraídas conversas. Concorrendo com eles, auxiliares que levantam e sentam, vão e voltam, num testemunho eloquente de desconhecimento do lugar e do propósito da reunião.

Outro detalhe que se torna comum em muitos cultos é o uso do telefone celular. Algumas igrejas pedem, desde o início do culto, que os irmãos desliguem o aparelho, mas, em outras parece lógico a ideia de que Deus aderiu a nova tecnologia, pois, ao que parece, alguns pastores possuem o nº de Deus. Durante o culto fazem uso do aparelho constantemente, até mesmo de joelhos dobrados em oração (presumimos "em oração").

É terrível participar de um culto e perceber os oficiais, no púlpito, conversando paralelamente, sorrindo em seguida e esquecendo de que deveríamos estar diante de Deus em "atitude" de reverente adoração. Se há algum assunto "urgente" a ser tratado, o respeito pelos irmãos e por Deus manda que saiamos do templo e retornemos apenas depois de atendida a tal urgência. Fora isto, devemos esforço máximo na adoção de uma postura que honre a Deus e estimule os demais irmãos à adoração e a contemplação divina (Sl. 27:4).

Algumas igrejas, que conservam o hábito de colocar cadeiras em seus púlpitos para acomodação dos obreiros (característica tradicional na Assembleia de Deus), deveriam exigir um cuidado maior dos seus oficiais. Desde a forma como se posicionam (pernas abertas, por exemplo) até seu comportamento durante o culto.

Particularmente, prefiro as igrejas em que o púlpito é utilizado apenas por aquele que atua durante a celebração, e apenas nos momentos em que é requisitado sua participação. Estes podem sentar-se o mais próximos da tribuna, em meio ao povo, participando, como um cultuador, entre os iguais. É, ao meu ver, mais adequado.

É mister que cuidemos de restaurar o culto a Deus. Entendo que adorar é íntimo, mas, convenhamos, o ambiente interfere na comunhão com Deus. Desta forma, os líderes devem se conscientizar que são referência para o povo. Para o bem ou para o mal. Se as ovelhas são inquietas, se o culto é tumultuado, se o tempo não basta, cuidem que há problemas com a liderança.

Não há qualquer propósito aqui de estabelecer a sisudez ou "a cara amarrada" como condicionante para uma correta celebração à Deus. Alegria tem a ver com sorriso, simpatia, e na presença do Senhor até a tristeza salta de alegria (Jó 41:22). No entanto, isso não significa transformar o ambiente de culto numa descontração tal que percamos de vista o propósito de  nossa presença ali.

Vamos ao templo cultuar ao Senhor? Vamos! Mas, por favor, irmãos, ajudem.