sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tempo Para os Filhos.


 
Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:

- Papai, quanto o senhor ganha por hora?

O pai, num gesto severo, respondeu:

- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe! Não amole, estou cansado!

Mas o filho insiste:

- Mas papai, por favor, diga quanto o Sr. ganha por hora?

A reação do pai foi menos severa e respondeu:

- Três reais por hora.

- Então, papai, o Sr. poderia me emprestar um real?

O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:

- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!

Já era tarde quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:

- Filho, está dormindo?

- Não papai (respondeu o sonolento garoto)

- Olha aqui está o dinheiro que me pediu. Um real.

- Muito obrigado, papai! (disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama).

- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?
(AD)


Para refletir: “Será que estamos dedicando tempo suficiente aos nossos filhos?”

 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Levanta-te, ó Deus, e Luta Tua Propria Guerra.

"Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste as cabeças das baleias nas águas. Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto. Fendeste a fonte e o ribeiro; secaste os rios impetuosos. Teu é o dia e tua é a noite; preparaste a luz e o sol. Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno tu os formaste. Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao Senhor e que um povo louco blasfemou o teu nome. Não entregues às feras a alma do teu passarinho; não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos. Atende a tua aliança; pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade. Oh, não volte envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado. Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia" (Salmos 74:13-22).
 
O salmista enumera as várias situações que apontam a intervenção divina na história humana, rememora seu poder criador de todas as coisas e, num ato, talvez, de insensatez, se propõe a "lembrar Deus" das afrontas que o inimigo lhe faz. Como leva a crer o texto, o povo se deixa convencer (ou enlouquecer) dessa "ousadia" e resolve se unir a afronta blasfemando do nome do Senhor.
 
Em meio ao caos da loucura humana, o salmista faz uma súplica em favor daqueles que, tendo firmado aliança com Ele, estão aflitos e em risco de perderem a alma em atritos cruéis. Percebe que a luta contra Golias continua acontecendo gerando dores enormes em inúmeros outros pequenos Davis que guerream diuturnamente contra o império do mal. Reconhece que esta luta, origináriamente, não pertence a esses pequeninos, mas, sim àquele que os chamou para seguí-Lo e se identifica como o "Todo-Poderoso Deus."
 
É desta compreensão que, honestamente, lhe dirige um pedido: "Assume a guerra do teu próprio reino!"
 
Hoje, em pleno século XXI, as batalhas travadas envolvendo valores e princípios éticos, morais e espirituais, que colocam cristãos e pagãos em lados opostos, nasce da vontade divina expressa na Bíblia Sagrada. Este conjunto de normas, dogmas e/ou crenças se tornaram o arcabouço de princípios que identificam os valores que detem ser respeitados  e preservados pelos cristãos.
 
Os embates entre cristãos e pagãos é a tentativa de um grupo em expor, e muitas vezes equivocadamente, impor a visão do Reino de Deus aos homens, enquanto o outro grupo resiste e, indo além, tentam anular e destruir toda infuência do Reino de Deus nos homens, independentemente da qualidade do resultado prático alcançado para a sociedade. Este tipo de embate é identificado pelo salmista como "uma causa do próprio Deus".
 
Os homens não precisam se odiar, guerrear e matar, especialmente quando os agentes ativos são os cristãos. Sendo Deus o maior interessado na manifestação de sua vontade aos homens e o alvo final da ira dos seus inimigos, ouça Ele o pedido dos seus filhos: "Levanta-te, ó Deus, e guerreia tua própria causa."
 
Cristãos, baixem as armas, firmem-se na fé, sejam coerentes com os princípios divino em vossas atitudes diárias, se posicionem na sociedade ao lado dos valores construídos e permitam que Deus, se Ele quiser, lute suas próprias batalhas.
 
Ele tem sabedoria estratégica, armas apropriadas, miríades de seres angelicais à disposição e todo poder. Com as qualidades que possui e o poder que detêm, se Deus se levantar e lutar, Ele ganha a guerra.
 
À mim, me resta esperar.
 
Que assim seja.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sabedoria, Gera Enfado. Conhecimento, Aumenta a Dor.

 
"E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor" (Eclesiastes 1:17-18).
 
Lí certa vez um artigo escrito por uma Juíza que trazia como título: "Deveria ser proibido ler." Estranhei uma colocação que atestava a manutenção da ignorância.
 
Atraído pelo título tão insensato, mergulhei no texto para ler e procurar entender as razões de um conselho tão incoerente. Percebi que, com muita propriedade, dizia que a leitura nos conduz a novos horizontes e nos desafia a pensar.
 
O problema, apontado por ela, é que construímos uma sociedade tão afastada do bom senso que, a proporção que melhoramos nossa compreensão da vida e das coisas, através de uma boa leitura, nos deparamos com o imenso abismo entre o ideal e o real.
 
O mundo ideal é diferente, melhor e superior ao que se vê nos dias atuais.
 
Quando lemos, nossa mente nos leva a contemplação de um ideal imaginário que encontra como maior oposição o mundo real. Isto causa-nos um choque e muitas frustrações que, por vezes, faz-nos enxergar a triste realidade: "construímos uma sociedade que nos destrói.E o pior. Nos engessamos no espaço que nos é reservado e nos acomodamos com a dor. Ao contrário da indignação, levantamos as mãos para os céus e damos graças a Deus como que reconhecendo: "Está bom!"
 
Damos graças a Deus como se Deus fosse o responsável final por nossa acomodação, nossa sujeição paciente às contrariedades da vida. Sim, naquilo que não podemos mudar. Não, naquilo que podemos mudar, como por exemplo, a forma de gerir os recursos e os serviços públicos.
 
Sentimos falta de laser, de saúde, de segurança, de moradia, de educação, mas, estamos vivendo... sobrevivendo, numa sociedade em que apenas alguns privilegiados vivem desfrutando do que a vida pode oferecer. Uma boa leitura nos mostra que isto está errado.
 
Mas, o que fazer? Numa sociedade democrática, mudar isto através do voto. Na democracia, a ditadura é da maioria. Portanto, a maioria acredita que está bom e que, no futuro, todos estarão desfrutando do que a vida pode oferecer. Nos esquecemos que o futuro será sempre no futuro, ou seja, é apenas aquilo que está além da nossa existência.
 
O passado é lembrança, o futuro, esperança, o presente é minha vida.
 
No contexto social em que estamos inseridos, "quem espera, nunca alcança". E como dizia o compositor Geraldo Vandré (Pra não dizer que não falei das flores): "...quem sabe faz a hora, não espera acontecer."
 
Quem lê, pensa. Quem pensa, se depara com o enorme fosso social que continuamos mergulhados. Por isto, concordo com a Magistrada: "deveria ser proibido ler".
 

sábado, 20 de outubro de 2012

Porque os Brasileiros Insistem em Apoiar a Corrupção?

O Supremo Tribunal Federal está julgando membros do alto escalão do Partido dos Trabalhadores - PT, por ter desviado recursos públicos, através de contratos fraudulentos com agências de propagandas, para utilização na compra de parlamentares no Congresso Nacional.
 
Vale destacar que a maioria dos membros do Supremo Tribunal Federal foram indicados pela Presidência da República Brasileira quando seus titulares eram pertencentes ao referido partido. Logo, se percebe que falta de isenção não é uma acusação válida contra a mais alta corte de justiça brasileira.
 
Trocando em miúdos. O Partido dos Trabalhadores - PT, desviou dinheiro público para pagar deputados de sua base aliada ou, melhor, alugada. Com as eleições municipais sendo realizadas nos mais de cinco mil e seiscentos municípios brasileiros, era de se esperar que a população entendesse o momento e desse uma resposta ao PT, recusando seus representantes nas urnas.
 
Apesar do impacto desse julgamento, o que se vê é, ainda, uma quantidade considerável de brasileiros dizendo para o PT e seus representantes que podem continuar praticando os atos que "todo mundo pratica". A lógica seria uma ação de repulsa, colocando-se, a população, ao lado do Supremo Tribunal Federal na luta pela moralização da nossa República.
 
Se o PSDB, PSB, PSC ou qualquer outro partido se utiliza de formas obscuras ou desonestas para implantar seus projetos políticos, quando chegar a vez deles serem julgados e considerados culpados (como é o caso do PT, hoje, no Supremo), nossa atitude deve ser a mesma. Nossa luta não deve ser confundida com a luta entre partidos políticos. Nossa luta é contra a sangria dos recursos públicos através da corrupção que, na maioria das vezes, envolve figuras políticas e partidos.
 
Infelizmente, a população não entendeu o momento importante que vive e, pior, está perdendo uma oportunidade excelente de mudar a forma de fazer política no Brasil.
 
Chego a conclusão de que a população "merece" a péssima qualidade dos serviços públicos que lhe são oferecidos.
 
Continue apoiando corruptos e seja feliz.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Perguntaram Para Deus: O Que o Senhor Acha do Divórcio? Ele Respondeu: "Sou Contra!"

Este texto é apenas para aqueles que acreditam na existência de Deus e que Ele deixou registrado em livro (A Bíblia Sagrada) seu jeito de ser, sua criação e sua vontade para a humanidade. Desse presuposto, crêem que um homem identificado como Jesus, cujas obras, palavras e vida foram registradas, proféticamente, no Antigo Testamento e, literalmente, nos evangelhos, era e é o que dizia ser: "O Próprio Deus" (Jo. 14:8,9).
 
Pois, bem. Perguntaram para Deus:
 
"É lícito ao homem separar-se de sua mulher por qualquer motivo?"
 
Deus respondeu:
 
"Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mt. 19:3-6).
 
No texto em apreço, registrado pelo evangelista Mateus, Jesus finaliza a conversa nesse ponto: "o que Deus ajuntou não o separe o homem," ou seja, o ponto de vista divino é este quer aceitem ou não. Casar é uma opção, divorciar, não; O direito de unir é seu, de desunir é de Deus.
 
Deus considera que quando um homem se une a uma mulher, ou uma mulher se une a um homem, se torna um corpo com ele(a). Isto significa que antes de casar-se, o homem ou a mulher é, em si mesmo, um indivíduo, porém, quando se casam, se tornam um indivíduo com o outro. Nessa conjuntura só existe um tipo de divórcio aprovado por Deus: "aquele provocado pela morte."
 
Para melhorar ainda mais a idéia aqui expressa, prolonguemos esta abordagem. Um homem e uma mulher, pelo casamento, deixam de ser dois para ser um. Como se separa uma pessoa? Utilizando a idéia do Rei Salomão (1 Rs. 3), dividindo-a ao meio, como cortando algo com uma espada. Uma pessoa dividida ao meio por uma espada resultará em "morte." Daí, o casamento deve ser "até que a morte os separe."
 
O que percebemos nesse tempo pós-moderno, mesmo no meio cristão, é a valorização do questionamento dos fariseus em relação a indissolubilidade do casamento, invés da valorização do posicionamento de Deus. Dizem: "Mas, Jesus considerou o divórcio como uma exceção legal nos casos de imoralidade / fornicação / adultério."
 
Digo. Jesus já tinha encerrado a questão e foram os fariseus que insistiam no debate defendendo de forma tansversa o divórcio, mesmo porque, era uma lei favorável à eles, "os homens." Como resposta a insistência, o Senhor os lembra que se tratava de uma concessão adotada por Moisés em razão da resistência / dureza dos seus corações em manter o "preceito da indissolubilidade matrimonial defendida por Deus" (Mt. 19:8). Mesmo nessa nova fase do debate Cristo reitera: "mas no princípio não foi assim."
 
Diante da reafirmação do posicionamento de Deus contra o divórcio, os fariseus chegam a conclusão lógica: "Então é melhor não casar" (Mt. 19:10). Correto. Casamento não é para qualquer um, nem para todo mundo. É para homem e mulher que não tenham uma natureza específica (eunucos), e que sejam racionais, maduros e responsáveis.
 
O que se vê nos dias atuais é a mesma coisa que se via antes, clarificada no questionamento dos fariseus. Querem apenas justificar a doutrina secular vigente de uma espécie de fast-food matrimonial que, até mesmo alguns cristãos, desejam mergulhar. Casamento curto, com baixo valor afetivo, que desaparece imediatamente após assumido, e por causa dos corantes e estimulantes do marketing festeiro, lhe estimulam a desfrutar de vários em curto espaço de tempo.
 
Deus lhes diz, mesmo sendo contrário a separação: se um homem ou uma mulher casada(o) vive na prática da imoralidade, ou seja, se comporta como um animal irracional "transando" em todo o tempo com todas as mulheres ou homens que lhe aparece, sua esposa ou esposo está livre para se divorciar. Neste caso, é apenas a oficialização do que já está posto.
 
A questão é: os pagãos que adotam este comportamento devem ser desestimulados de suas práticas com intuito de, dentre outras coisas, agradar a Deus, ou os cristãos devem ser legitimados nessas práticas mesmo desagradando a Deus? Pelo que parece, quando se recorre ao mesmo questionamento dos fariseus, deseja-se esquecer a vontade divina expressa sobre o divórcio, a fim de usufruir da liberdade para a prática da imoralidade, mesmo que para isto seja necessário colocar na boca de Deus palavras de aprovação que Ele nunca disse.
 
Ninguém é obrigado a ser cristão, porém, tendo se tornado cristão, voluntáriamente, deve entender a vontade divina para o casamento; Conhecendo a vontade divina para o casamento, deve esforço pessoal sincero na manutenção do matrimônio até que a morte os separe.
 
Infelizmente, muitos já se separaram, outros estão se separando e muitos ainda irão se separar. Que cada um se responsabilize pelas dores mútuas que causam, pelos traumas que impõem aos filhos e pela contradita a vontade de Deus.
 
Perguntaram Para Deus: O Que o Senhor Acha do Divórcio? Ele Respondeu: "Sempre Fui Contra!"

sábado, 6 de outubro de 2012

A Família e o Dinheiro

Quando falamos de dinheiro, o que estamos procurando? O que precisamos para alcançar o que buscamos? Ao respondermos estas questões, poderemos entender um pouco sobre nossa necessidade de recursos financeiros. Se refletirmos que o que buscamos nos impele a ir, vir, comer, beber, vestir, cobrir, etc., terminamos por entender qual a razão e a importância das finanças para nossa subsistência.
 
Neste contexto, estudamos, aprendemos, nos qualificamos para o mercado de trabalho, que vai gerar oportunidades de emprego, que por sua vez, nos garantirá os recursos para essa nossa trajetória de vida. Com isto, agregamos à nossa trajetória, pessoas outras (mães, pais, esposa (o), filho (a), que serão companheiros nesta caminhada. Só que, ao agregarmos estas pessoas, absorvemos responsabilidades que demandarão maiores recursos financeiros. Eis aí, nossa preocupação e assunto a ser abordado aqui.
 
Finanças - ciência dos problemas financeiros.
 

I.          OBJETIVO DOS RECURSOS FINANCEIROS

 
Os recursos financeiros se constituem na base que sustentarão nossa trajetória de vida. Desta forma, podemos aprender que o dinheiro é um meio, não um fim em si mesmo. Como disse o pregador:
 
Ec 10:9 - “Para rir se fazem banquetes, e o vinho produz alegria, e por tudo o dinheiro responde”.
 
Lembrando da época do escambo, em que as pessoas trocavam as mercadorias de forma direta, sem a interferência do “vil metal”, vislumbramos como deve ser nossa relação com o dinheiro, muito bem citado pelo apóstolo Paulo à Timóteo:
 
I Tm 6:8 – “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.”
 

II.         COMO ADQUIRIR OS RECURSOS FINANCEIROS

 
Com o objetivo dos recursos claros em nossa mente e coração, podemos seguir em frente para conhecermos os meios de adquirirmos esses recursos que sustentam a nossa existência.
 
Em tempos de capitalismo selvagem, em que as pessoas se entregam à busca do dinheiro e do status que esse dinheiro pode lhe dar, é preciso fugir das armadilhas que estão a nossa volta. São os bingos, as loterias, as pirâmides, o engano, a fraude, o roubo, a corrupção e a sonegação. Quantas formas de ganhar dinheiro existem? Exceto se recebermos herança, só existe uma única forma real e legal de conquistarmos os recursos financeiros de que precisamos: TRABALHO.
 
Gn 3:19 – “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.”
 
É apenas através do trabalho honesto que conseguiremos amparo financeiro para nós e nossa respectiva família. Qualquer que seja, braçal ou intelectual, formal ou informal, nos conscientizemos que apenas honestamente conquistaremos o ambiente propício para sobrevivermos e alcançarmos, com tranqüilidade, os objetivos de nossa existência.
 

III.       GERENCIANDO NOSSOS RECURSOS FINANCEIROS

 
Diz-se que todo brasileiro, com mais de 45 anos, aproximadamente, é formado pelo Estado em economia, haja vista, os inúmeros planos outrora colocados em prática por nossos governantes, com o objetivo de equilibrar as finanças brasileiras. Apesar dos dissabores causados a muita gente, estes planos econômicos nos ensinaram muitas lições com relação ao gerenciamento de nossos recursos financeiros. Dentre as quais destacamos:
 
1.   É preciso saber quanto arrecadamos e quanto gastamos;
 
2.   É preciso ter controle do que arrecadamos e gastamos;
 
3.   Não se pode viver o tempo todo gastando mais do que se arrecada;
 
4.   Não se resolve problemas financeiros com mágica;
 
5.   A melhor solução é colocar a casa em ordem.
 
As lições estão aí, no entanto, ainda nos resta a escolha de como queremos aprender, já que, ou aprendemos com o esforço da conscientização individual e familiar, ou aprenderemos com as “marteladas” que a vida nos dará, a nós e a nossas famílias.
 
Gn. 41:33 – “Portanto, Faraó, previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito.”
 

IV.       DICAS PARA SAIR DA CRISE FINANCEIRA

 
Para que haja um orçamento eficaz, é preciso levar em consideração o momento presente em que vivemos. Estamos de “vento em popa” ou “mergulhados na lama?” Alguns podem estar em equilíbrio financeiro, outros, em meio a uma crise financeira sem precedente. Queremos ajudar, dando dicas que auxiliarão na retomada e manutenção do equilíbrio financeiro familiar.
 
1.   “Estou Em Crise!” Dicas Que Podem Ajudar:
 
a)   Se sua esposa (o) e filho (a) em idade produtiva, não trabalham, proponha-lhes buscar um emprego. Isto será bom para eles, enquanto pessoa, e bom para o reequilíbrio financeiro familiar;
 
b)   Fuja do empréstimo bancário, cheque especial, crédito de cartão, agiota, empréstimo consignado, etc. Afinal, quem está afundando, deseja sair do poço, não afundar ainda mais;
 
c)   Corte o endividamento crescente;
 
d)   Feche o bolso, a boca, amarre as mãos (não assine cheque pré-datado, crediário, etc.). Vale a pena fechar o bolso por um prazo, quando se almeja qualidade de vida. Passa rápido;
 
e)   A tranqüilidade e a paz não devem ser sacrificadas nem mesmo para se ter o “nome limpo”;
 
f)    Crie um plano de contingência para lidar com a crise:
 
Ø  Reduza a conta de luz (substitua lâmpada incandescente por fluorescente, evite o abre e fecha da geladeira e freezer (você precisa mesmo do freezer?);
 
Ø  Reduza a conta de água (Feche a torneira quando estiver escovando os dentes, lavando as mãos e fazendo a barba; reutilize a água do banho para o vaso sanitário, lavar área de serviço, etc);
 
Ø  Reduza a conta telefônica (Avaliar se precisa mesmo do telefone);
 
Ø  Reduza a conta do supermercado (Elimine supérfluos.);
 
Ø  Proponha aos seus filhos receberem 30% de toda despesa familiar que eles conseguirem economizar;
 
Ø  Renegocie suas dívidas direto com os credores. Exponha sua situação e proponha um parcelamento nas condições que você possa cumprir. Em último caso, recorra ao Juizado Especial de Defesa do Consumidor.
 
2.   Dicas de Economia Doméstica:
 
a)   Tenha e respeite um orçamento de renda e gastos;
 
b)   Evite fazer compras de supermercado sem antes se alimentar. A fome estimula o impulso em consumir supérfluo;
 
c)   Os vendedores estão cada dia mais eficientes em tratar com carências, impulsos e desejos. Não se deixe motivar pelo consumismo;
 
d)   Resista a supérfluos. O prazer que eles proporcionam dura pouco. O arrependimento dura muito;
 
e)   O melhor remédio para dívidas é pagar a vista. Só recorra a créditos disponíveis no mercado financeiro, para casos extremos, como compra de remédio, pagamento de consultas emergenciais, acidentes, etc;
 
f)    Quando quiser comprar algo, deixe reservado e prometa ao vendedor que, se resolver adquirir, voltará no dia seguinte para finalizar a compra. Você sairá do impulso e terá mais chance de pensar e planejar;
 
g)   Não se endivide até o limite do orçamento, lembre-se: “Existem mil formas inteligentes de se ganhar dinheiro... mas apenas uma de se gastar: menos do que se ganha”;
 
h)   Não empreste seu “nome” para “amigo” comprar. Uma pessoa que não tem crédito no mercado e pede a um amigo o “nome” emprestado para financiar algo... se sente muito sozinho e quer companhia no SPC e SERASA;
 
i)    Mantenha um fundo de reserva para cobrir despesas extraordinárias. Assuma consigo mesmo, em qualquer condição, o compromisso de poupar pelo menos 10% de seu salário todo mês. Um dia você vai se surpreender;
 
j)    O seu décimo-terceiro não foi criado para pagar dívidas. É maravilhoso receber o décimo-terceiro e férias sem ter dívidas para pagar. Comece a programar isto agora!
 
k)   Seja previdente (O sonho de faraó (sete vacas gordas / sete vacas magras – Gn 41:18-20))
 

V.         PRINCÍPIOS PARA VITÓRIA NA VIDA FINANCEIRA

 
É preciso ainda preservar alguns princípios cristãos para que nossa vida financeira seja plenamente saudável. São eles:
 
1.   A ênfase bíblica despertada na doutrina do dízimo e das ofertas voluntárias é a “solidariedade e a generosidade” (Ml 3:10; Mt 23:23; Tg. 1:27; Ef. 4:28; 2 Co. 9:1-13). É a disposição de repartir e colaborar com o outro;
 
2.   Dever só o amor (Rm 13:8);
 
3.   Melhor coisa é dar do que receber (At 20:35);
 
4.   Fuja da ganância (Pv 28:8) e da avareza (I Tm 6:10);
 
5.   Saiba viver em todos os momentos, independente das circunstâncias, dando graças a Deus (Fl 4:12,13; 1 Ts 5:18).
 

CONCLUSÃO

 
Deus se compromete a estar conosco em todos os momentos da nossa jornada, nos animando, corrigindo, orientando e ajudando a superar as fases difíceis de nossa trajetória. Em se tratando de família, Deus se aproxima ainda mais do homem, pois tem promessa específica de ser abençoada por Ele (Gn 12:3; 28:14).
 
Sl 91:1,10 – “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. 10 Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.”
 
Sl 128:1-6 - “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. 2 Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. 3 A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. 4 Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor. 5 O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida. 6 E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.”
 
FAMÍLIA PRÓSPERA É AQUELA EM QUE CRISTO ESTÁ PRESENTE, ATRAVÉS DA JUSTIÇA, DA PAZ, E DA ALEGRIA NO ESPÍRITO SANTO. (Rm 14:17)