segunda-feira, 30 de abril de 2012

Tiatira - A Igreja Tolerante.

Tiatira era o nome antigo da moderna cidade turca de Akhisar ("Castelo Branco"). Era um importante centro comercial na Ásia Menor e foi fundada para ser um posto militar. Foi destruída por um grande terremoto durante o reino de Otávio Augusto, mas foi reconstruída com a ajuda do Império Romano.

Era famosa pelo seu comércio e por sua produção de têxteis, incluindo o índigo. Segundo o livro de Atos dos Apóstolos, uma das comerciantes de roupas da cidade era uma mulher chamada Lídia, que conduzia negócios em lugares distantes como Filipos (Atos 16:14).

Na Antiguidade, a cidade era conhecida pelas suas muitas guildas comerciais, que eram cooperativas de comerciantes. E, para poder trabalhar no comércio era necessário que o cidadão pertencesse a alguma guilda, sendo muito comum que os membros dessas associações participassem de festas dedicadas às divindades pagãs que terminavam geralmente em orgias sexuais.

No livro do Apocalipse, Tiatira é citada como uma das sete igrejas para as quais Jesus encaminhou cartas com advertências. Diz o texto registrado em Apocalipse 2:18-25:

E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente: 19 Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras. 20 Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. 21 E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. 22 Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras. 23 E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras. 24 Mas eu vos digo a vós, e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram como dizem as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. 25 Mas o que tendes, retende-o até que eu venha”.

Como todo o Apocalipse, é preciso o cuidado de nos ater-mos exclusivamente ao que o texto se refere e ao seu significado mais simples. Qualquer interpretação que fuja do contexto e, muitas vezes, do próprio texto, é de inteira responsabilidade de quem lhe atribui. Por esta razão, manterei-me preso, o máximo possível, ao que o texto claramente diz.

Primeiro, como todas as demais cartas registradas em Apocalipse, ela é endereçada ao “anjo da igreja”, ou seja, ao pastor, presbítero ou bispo responsável. Nos dias atuais, seria uma carta endereçada ao pastor responsável pela igreja. Portanto, não é uma mensagem para o povo, ainda que possamos retirar comportamentos gerais que são reprovados pelo Senhor, como por exemplo, a Jezabel mencionada nesta carta à Tiatira, que ensinava o povo a se prostituir.

A carta endereçada ao responsável pelo cuidado da igreja, após a identificação de quem lhes fala (O Filho de Deus que tem olhos como chama de fogo e pés reluzentes), inicia com elogios, pois, fica claro que a forma como o Senhor se dirige não é de repreensão, mas, sim, de aprovação quanto aos temas tratados.

(19) Eu conheço as tuas obras e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras – O Senhor testemunha que o anjo da igreja em Tiatira era um homem de bom testemunho, portador de um coração com amor sincero, prestador de serviços dignos de um fiel representante, inabalável em sua fé em Deus e paciente, provavelmente, em suas tribulações e nas lutas enfrentadas para a manutenção da saúde espiritual do povo. Jesus destaca, sintetizando a avaliação geral do pastor, que as suas últimas obras são melhores que a primeira, ou seja, era um homem que, continuamente, buscava o aprimoramento de sua vida cristã.

(20) Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria – A chave para compreensão da única mácula na conduta pastoral do anjo da igreja em Tiatira está em Jezabel.
No AT ela é identificada como a mulher de Acabe, o rei de Israel (1 Rs. 16:31). Foi uma princesa pagã a ocupar a posição de esposa do rei de Israel, iniciando um período de alianças políticas com povos idolatras. Este processo se consolidava com o casamento do monarca com uma jovem escolhida dentre a nação aliada.

Jezabel era filha de Etbaal, o rei dos sidónios.  Ela foi a primeira grande instigadora da perseguição contra os santos de Deus. Sem princípios, sem que fosse impedida pelo medo quer a Deus, quer aos homens, apaixonada na sua ligação ao culto pagão, ela não se poupou a sacrifícios para manter a idolatria à sua volta em todo o seu esplendor. Mantinha sob seus cuidados quatrocentos e cinquenta profetas responsáveis pelo culto a Baal (1Rs 18:19). A idolatria, incentivada por Jezabel, era do tipo mais sensual e baixa. O seu nome passou a ser usado como significado de mulher malvada, idólatra e prostituta.

O pastor da igreja em Tiatira, conforme o texto descreve, tolerava a ação de uma mulher que se dizia profetisa, mas, que enganava os servos do Senhor levando-os de alguma forma a prática da prostituição e idolatria. O que dá a entender é que ela, travestida de “mulher de Deus”, concordava e estimulava os irmãos da igreja em Tiatira a participarem de cultos idólatras recheados de orgias sexuais muito comuns naquela época. Como o pastor não a repreendia, isto se tornou uma mácula em seu ministério.

Há algumas situações semelhantes nos dias atuais, pois, líderes se sentem impedidos de repreender alguns "profetas e profetisas" modernos, com medo da influência dessas pessoas no meio do povo. Daí, não corrigem quando ocupando o púlpito da igreja sob sua responsabilida, ouvem-nos proferirem verdadeiras barbaridades espirituais que destróem a fé do povo. Como antes, a atitude dos líderes chamados por Deus é corrigir quem quer que seja. Qualquer profeta ou profetisa, “homem ou mulher de Deus”, de oração, santa, pastora, missionária ou cantora que desenvolva atitudes que pareçam estimular a perversão espiritual, deve ser imediatamente corrigida, e chamada, com amor, para repreensão e aconselhamento.

Seguindo no texto, depois de transcorrido o tempo da paciência divina (v. 21), o Senhor relata as punições que recaíram sobre “Jezabel” e seus seguidores, deixando bem claro que uma atitude de rebelião contra Deus não ficará sem a devida e justa punição (vs. 22,23).

Finalmente, Jesus estimula os sinceros cristãos a permanecerem fiéis ao que aprenderam, pois, receberão a justa recompensa por sua fidelidade (vs. 24-25).

Resumindo:

Algumas pessoas acreditam que devemos exercitar o amor, a compaixão, a misericórdia e a paciência sem limites. Jesus, através desta carta, demonstra que os líderes não podem e não devem ser tolerantes com o erro em momento algum (veja ainda, Rm. 1:32).

Outros, confundindo pecados com gostos pessoais e tradições humanas, acham que determinadas igrejas são tolerantes com comportamentos que dizem pecados, mas, na realidade, são apenas e meramente adaptações culturais normais. Que fique bem claro que o Senhor repreende a tolerância com os "pecados" devidamente identificados como "prostituição" e "idolatria".

Isto tinha razão de ser, pois, um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gl. 5:9). Lembremos: o que prejudicou o povo de Deus quando entrou na terra de Canaã, foi se misturar com os costumes dos povos pagãos, contrariando o mandamento do Senhor de não permitir essa proximidade com esses costumes idólatras (Lv. 18:3; Dt. 20:17; Js. 9; 24), evitando que o Seu povo adotasse práticas que contrariavam frontalmente a vontade de Deus.

Era de inteira responsabilidade de Josué, naquela época, cuidar e reprender o povo quando esta ação era praticada. Agora, cabe ao pastor, líder da igreja, zelar para que o genuíno evangelho de Cristo seja pregado em sua jurisdição, coibindo qualquer um que, aproveitando uma oportunidade, estimule práticas contrárias aos princípios estabelecidos por Deus em sua Palavra.

É o que o Senhor requer do pastor, líder da Igreja. Foi para isto que o Senhor o colocou ali.

sábado, 21 de abril de 2012

A Assembleia de Deus na Bahia - Os Novos, Os Velhos, Os Sem-partido e os Pecadores



A atual configuração da Assembleia de Deus na Bahia expressa a igreja de Corinto no Séc. XXI.

A igreja de Corinto, como sinaliza Paulo nas epístolas endereçadas a ela, era detentora de inúmeros problemas sérios, porém, viviam como se nada estivesse acontecendo ou tivesse acontecido. No alto de suas vidas, supostamente, cristãs, reuniam-se para o culto, para a ceia, para ouvir as verdades do evangelho de Cristo.  Jesus dizendo: “perdoem seus inimigos para que meu Pai lhes perdoe também; não usem espadas, use o amor; amem vossos inimigos, orem por eles, dê-lhes comida e água; limpem vossos corações; não queiram a posição mais alta; sejam humildes; considerem-se menores que o outro; e mais, e mais...” Mas, isto não lhes causava qualquer incômodo.

É natural do ser humano varrer os próprios defeitos para debaixo do tapete e continuar vivendo, ou sobrevivendo, acreditando numa miragem. Assim aconteceu com a Corinto original, e está acontecendo com a “Corinto moderna”. Eles tem Acã como seu melhor professor (Js. 7).

Cá estamos nós, fingindo uma vida cristã. Seria injusto generalizar. Há uma minoria silenciosa que mantém seus pés firmes na “Rocha” (Sl. 40). Mas, não se enganem. Esta minoria é silenciosa porque o comportamento da maioria tornou vergonhoso ser cristão. A exceção (minoria) deveria ser a regra, todavia, a regra virou exceção.

Esta nova Corinto com os Novos, os Velhos, os Sem-partido e os Pecadores, erguem muros em torno de si mesmos e prosseguem enxergando o céu como limite. Ainda não foram tentados a colocar os seus tronos acima do Trono de Deus. Ainda. Assim espero. Enxergam o céu como limite porque sabem que lá está a morada do Altíssimo.

Semeiam contendas, inventam histórias tenebrosas contra seus inimigos, sem qualquer prova (levianos), se achando anjos, consideram demônios quem não faz parte do seu grupo; insistem na defesa de sua facção. Cada um age conforme o preço pago por sua consciência, e assim, vai agindo conforme sua concupiscência. Seus corações estão adoecidos pelo ressentimento, pela mágoa, e sua visão está turvada pelo ódio desmedido.

Não conseguem enxergar o Reino de Deus com um todo. Pra essa gente, o Reino de Deus está caracterizado exclusivamente no grupo que ele faz parte. Com certeza o Reino de Deus não seria tão medíocre e mesquinho assim. Mesmo falando tanto de eternidade, eles têm medo dos céus, pois, sabem que suas obras envergonham Deus.

No arraial assembleano baiano, essa nova Corinto tem configuração própria.

Os Novos. Indiferentes, subservientes, reféns de uma organização que já nasceu doente, sofrendo de uma chaga que tem cura, mas, não permitem que o Médico os cure. E essa chaga perniciosa é cruel, pois, se espalha pelo corpo e mata. “A altivez precede a queda; a humildade precede a honra” (Pv. 18:12).

Os Velhos. Iracundos, irreconciliáveis, orgulhosos, adeptos de “o fim justificam os meios”. O Mestre quer lhes mostrar o caminho, mas, eles não O escutam. Como bêbados, andam trôpegos pelo caminho. Amparados por muletas, vão seguindo um cego orgulhoso de sua cegueira. “Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mt. 15:14).

Os Sem-partido. Frustrados, decepcionados, procurando referências sem encontrar. Olham os homens, veem Cristo, percebem a grande diferença entre eles. Creem em Jesus, mas, para se manter na fé, fogem dos homens cristãos e suas instituições divinizadas. No meio das trevas, percebem a luz e seguem... suplicando a Deus que a condenação dos homens cristãos não os impeçam de chegar.

Os Pecadores. Assistem a tudo e não entendem. “Jesus é paz, mas, seu povo vive em guerra; Jesus é amor, mas, seu povo não perde uma oportunidade de odiar; Jesus é graça, mas seu povo só libera a bênção se pagar (penitência ou dinheiro?);” Notam a beleza do evangelho, mas, confrontado com o fruto na vida de alguns cristãos, ficam desconfiados de que alguma coisa não funciona bem. E a desconfiança os mantém assim: “querem estar perto de Cristo, mas, distantes dos crentes”. E Jesus os encontrará.

E Cristo conclama Novos e Velhos ao arrependimento, a confissão de vossas culpas uns aos outros, e ao abandono das práticas que desagradam a Deus. Jesus ainda espera reuni-los numa mesma mesa para cear com Ele, e assim, entenderem a essência cristã: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo. 17:21).

E Cristo, paciente e amorosamente, acompanha os Sem-partido. Derrama Sua graça, mesmo quando não sentem, mesmo quando questionam porque Deus os abandonou. E o Espírito Santo sopra sobre eles como uma brisa suave... e eles continuarão seguindo em direção ao céu. “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite” (Êx. 13:21-22).

E aos Pecadores o Senhor se apresenta para curar-lhes as feridas e salvar-lhes as almas. A esses, o Senhor chama e diz: “Eu não preciso dos novos e dos velhos para ser quem Sou”. “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo. 14:6). Reitera que Ele mesmo é o Senhor, o Salvador.

De qual grupo fazemos parte? Qual a melhor situação? O que esperar do futuro evangélico neste arraial? Somos quatro? Porque não um? Isto nos envergonha?

Os Novos e Velhos deixam Cristo do lado de fora;

Os Sem-partido vivem como se Cristo os tivesse abandonado;

Os pecadores tem a vívida esperança de se salvar.

Talvez seja por isso, que os pecadores sentavam à mesa com Cristo e comiam com Ele (Mt. 9:10).

domingo, 15 de abril de 2012

Quanto Maior o Templo, Mais Distante Está o Pastor do Seu Povo.



O Cristianismo é o resultado do crescimento da quantidade de pessoas que resolveram seguir a Cristo. Jesus, como fica claro nos evangelhos, não nasceu para criar uma nova religião. Ele se encarnou com a missão de salvar o pecador (Jo. 3:16) e, desta forma, reatar a comunhão com Deus, o Pai. Sua missão foi essencialmente uma missão de resgate.

Acredito que, mesmo com ciência de sua missão principal, o Senhor entendia a tendência natural da humanidade de estarem reunidos compartilhando aquilo que é de interesse comum. O fato de terem gostado do discurso, do trato, e da ajuda de alguém, criam um vínculo com esse protagonista e é natural que as pessoas queiram preservar por o máximo de tempo possível este relacionamento.

Como bom profeta que é, o Senhor Jesus fornece indicativos que regulam a reunião daqueles que se tornariam seus seguidores. A sua constante mudança de cidade demonstra que Jesus era mais um andarilho do que morador fixo de grandes centros urbanos. Sua escolha por doze discípulos, quando poderia contar com um número bem maior, testemunha que, como homem, Ele compreendia que a tarefa de formá-los se tornaria mais penosa e difícil. Observe ainda a despedida dos doze, de dois em dois, para pregarem o evangelho; a organização dos quase doze mil homens, incluindo mulheres e crianças, em grupos de cem e cinquenta, para se alimentar. Tudo isto evidencia de que é em grupos pequenos que os melhores resultados são alcançados. E, óbvio, o ensino de que transformando pequenos grupos se transforma o mundo (Rm. 12:2).

Quando refletimos sobre isto, pensamos no tabernáculo estabelecido no Antigo Testamento, cujas dimensões foram dadas pelo próprio Deus e, às vezes, fazemos confusão com o templo construído em dedicação a Deus por Salomão. Uma coisa era o tabernáculo, outra coisa era o templo de Davi, construído por Salomão, cujas dimensões partiram da ideia que Davi tinha da suntuosidade que a casa que abrigava um “rei” deveria ter.

Depois das questões relativas à salvação eterna, o conceito principal do cristianismo é o cuidado de uns para com os outros, e a Bíblia concede as bases para construção de lugares que reúnam pessoas, mas, que concedam aos seus pastores condições de exercitarem seu ministério de forma adequada e eficiente. Tiago, o apóstolo, diz em sua carta que “a verdadeira religião é cuidar das viúvas e dos órfãos em suas necessidades” (Tg. 1:27). É a vida em comunidade.

Hoje presenciamos uma vaidosa corrida por construções de templos cada vez maiores e mais suntuosos para abrigar o povo de Deus. A diferença básica que se constata é que, num grupo pequeno, o líder é o Pastor – zeloso de suas ovelhas; num grande grupo, o líder é o Presidente - zeloso pela organização. Alguns dizem que sua denominação, que já possui e ainda constrói grandes templos, já realiza trabalhos sociais. Posso dizer: “Pelo dinheiro que desperdiçam com estas construções, poderiam ajudar e fazer muito mais”.

Este problema se agrava porque a qualidade dos líderes cristãos modernos é sofrível, do ponto de vista bíblico (veja na Bíblia as características exigidas para líderes e confronte-as com as características dos líderes atuais – Hb. 5:5; Tt. 1:6,7; 1 Tm. 3:1-7; 5:8; Jo. 10:2; Zc. 11:17; Ez. 34:8; 2 Tm. 3:10-17).

Enquanto no início do cristianismo O Líder cristão, às vezes, utilizava um jumentinho emprestado (Mt. 21:5), no cristianismo moderno, os líderes se esbaldam em jatinhos particulares e carros de última geração; Enquanto O Líder no início do cristianismo se aproximava do cego, do coxo, da prostituta, do ladrão, os líderes modernos estão distantes, separados pela redoma da riqueza e da suntuosidade.

Temos um problema de vocação divina. Durante muito tempo os líderes cristãos eram formados pelo estudo ininterrupto da Palavra de Deus e por uma vida de oração, evidenciados num viver carregado dos frutos de uma “verdadeira conversão”. Os de hoje, sem generalização, são forjados nos conceitos humanistas da capacitação acadêmica, da liderança empresarial e do carisma pessoal.

Esses líderes cristãos, à moda dos Davis moderno, se esforçam para demonstrar a presença divina pela edificação de grandes “tabernáculos” enchendo-os com gente descompromissadas com Cristo. Não se recordam que a maior manifestação desta presença, são pessoas mudando uma sociedade secular para melhor, porque foram transformadas pela genuína pregação evangélica e, a partir daí, amparadas em sua trajetória para o céu.

Estas mega-construções cristãs é apenas uma forma severa de nos ensinar que, quanto maior o templo, mais distante está o líder, ou pastor, do seu povo. Isto vêm transformando um cristianismo simples e humano, numa religião fria e insensível emoldurada no ouro, na prata e nas pedras preciosas exibidas por seus líderes humanos. Por esta razão, o cristianismo, que era “a religião de Cristo”, hoje é apenas mais uma “religião do mundo”, com suas riquezas e suas catedrais.

[“Desconfio que Cristo, ainda hoje, está perguntando aos "donos de estalagens" se há lugar para Ele”.]

Nos grandes espaços, não há convivência, e se não há convivência, não há cristianismo (MT. 25:35-40). A religião dos seguidores de Cristo enfatiza o “ceiar com o igual”, e não reunirem-se como súditos, diante de tronos, seguindo reis. As pessoas, nestes castelos de areia modernos, são transformadas em meros espectadores de um show da indústria do entretenimento. Como numa partida de futebol, o crente tem o direito de torcer, de gritar e de dançar, cada um do seu jeito, cada um aprovando ou reprovando o espetáculo com base em seu gosto pessoal. Depois que o entretenimento termina, as pessoas se distanciam do templo suntuoso como se distanciando do seu “deus”.

Mas, “Deus”, o verdadeiro YEHOVAH, quer ampará-los continuamente, deseja o Senhor acompanhá-los em sua trajetória para casa, em sua mesa de jantar, na educação de seus filhos, na cura de seus doentes, na satisfação dos seus corpos, de suas almas e de seus espíritos (Is. 64:4; Mt. 28:20; Is. 41:13).

Os recursos financeiros que são derramados nessas edificações fazem extrema falta no amparo ao doente, ao faminto, ao desnudo, ao prisioneiro, até mesmo na instrução do próprio povo de Deus (Ef. 4:28). Mas os líderes megalomaníacos não enxergam, não entendem. Na cabeça dessa gente o que vale é o conceito do rico insensato (Lc. 12:16-21). Eles juntam num grande celeiro suas riquezas, e depois dizem as suas próprias almas: come, bebe e se ufana, pois a grande multidão que reunistes, te dará condições de suportar a sua vida pelo resto dos dias que tens para viver sobre a terra.

Deus resume esse tipo de pensamento com uma breve palavra: “Louco” (Lc. 12:20).

A demanda de tempo, de recursos, de energia e de gente que estas construções consomem, seriam muito melhor aproveitados se direcionados para o que realmente é importante no Reino de Deus. O atendimento ao faminto, ao desamparado, ao prisioneiro, ao doente, ao necessitado em suas necessidades. Se compreendessem isto, cuidariam melhor da alma do aflito, do angustiado e, com menos dificuldades, os conduziriam ao céu.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Supremo Tribunal Federal – “Quando a Cultura de Morte Impera, o Inimigo é a Vida”.


"Agora entendo o "porrete" nas mãos dessa senhora".

Com a provável descriminalização do aborto para os casos de bebês anencéfalos, o Supremo Tribunal Federal prossegue manifestando sua posição de apoio permanente a cultura da morte instalada no país. Já se pode matar bebês que foram gerados por estupro e que causem riscos a vida da mãe.

Como na ação que julgou a legalidade das pesquisas com células-tronco embrionárias, os velhinhos do supremo não enxergam outra melhor alternativa que não seja o extermínio de seres vivos. No caso trazido à baila, apenas as pesquisas com células-tronco adultas tem dado resultados satisfatórios, no que diz respeito a cura ou melhoria da qualidade de vida dos doentes.

Os ministros consideram que um bebê anencéfalo não se enquadra como uma vida, ou seja, para os velhinhos e as velhinhas, só pode ser considerado "vivo" um ser que venha ao mundo sem "defeitos".

Alguns deles argumentaram, inclusive, que a oposição a este conceito parte apenas de fanáticos religiosos. Segundo eles, a religião é o único segmento social que defende a preservação da vida em todos os seus aspectos e circunstâncias naturais.

Invocando a laicidade estatal, assumem que cabe ao Supremo separar Religião e Estado. Sendo assim, como a religião defende a vida, cabe ao Estado defender a morte.

Seguindo esta tendência, mais cedo ou mais tarde, estarão votando pela interrupção da vida de alguém que sofre com Mal de Alzheimer, demência, Parkinson e similares. Alegarão que os idosos perderam as características de um ser vivo (segundo suas débeis concepções), portanto, “deixaram de ser gente”.

Depois condenam Hitler que defendia a supremacia de uma suposta raça pura superior.

Reconheçamos. Como defensores da cultura de morte no Brasil, os velhinhos e as velhinhas do Supremo Tribunal Federal tem atuado com tenacidade.

Esperamos que estejam dormindo bem, ninados pelo choro silencioso de bebês que morrem amparados por suas decisões.

"QUANDO A CULTURA DA MORTE IMPERA, O INIMIGO É A VIDA".

terça-feira, 10 de abril de 2012

Importa Obedecer a Deus.

“E, trazendo-os, os apresentaram ao conselho. E o sumo sacerdote os interrogou, dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:27-29).

Apesar do mistério envolvido no episódio do primeiro pecado, a desobediência parece ser a materialização mais simples deste pecado original. O fato da desobediência a uma orientação divina provocou a ruptura do relacionamento com o Criador, trazendo todo conjunto de desgraças sobre a humanidade.

Em sã consciência, nenhum cristão deseja ou espera desobedecer a Deus. Sua vida é uma luta constante na manutenção da obediência as orientações divinas e, por isto, vive num martírio eterno da dúvida quanto ao seu sucesso ou insucesso nesta empreitada diária. Este é o contexto cristão, e nele, os líderes se destacam no papel de repassar e esclarecer, na maneira do possível, a vontade divina para os seus filhos. O objetivo é uma obediência racional, sadia, voluntária e amorosa por parte daqueles que se aproximam de Deus.

A obediência a Deus é de extremo valor no meio cristão, no entanto, é mais importante conhecer as regras, orientações ou princípios que se pretende obedecer ou desobedecer, para que se qualifique a decisão tomada, para que se chegue à conclusão de que a escolha foi acertada ou não, para que tenhamos a consciência tranquila de que fizemos a coisa certa ou turbada pela coisa errada praticada. Veja o que diz a Palavra de Deus em Oséias 4:6: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; (...)”. A falta de conhecimento nos conduz ao cumprimento de obrigações equivocadas ou a adoção de comportamentos que, por origem, deveriam ser rejeitados ou aceitos.

A obediência, portanto, está intimamente ligada a ideia de um alguém que possui autoridade e sabedoria suficiente para inspirar ou obrigar outro ser a seguir seus conselhos, seja por medo dele, por amor a ele ou pelo resultado que ele lhe garante. Sendo Deus o Criador, sustentador de toda vida, princípio e fim de toda humanidade, detentor de todo conhecimento, soberano, Todo-poderoso e, na identificação mais simples, BOM, a obediência a Ele deve ser um princípio inegociável na vida de todo cristão.

Nas sociedades humanas o debate entre obedecer a Deus e aos homens se perpetua ao longo do tempo, colocando em lados opostos os cristãos e não-cristãos, exatamente em razão da identificação do pecado como algo que contraria a vontade de Deus. Porém, na maioria das vezes, a polêmica se instala na sociedade, exatamente em função da incerteza quanto a vontade de Deus.

A variedade de representantes divinos, cada um com uma mensagem própria, em sua maioria divergindo do outro, conduz os homens a dúvida no que diz respeito a quem está realmente falando a Palavra de Deus. Este é um malefício que seria sanado se as pessoas, antes de obedecerem aos homens, cuidassem conhecer Deus pela revelação exposta na Bíblia Sagrada. É preciso destacar que Deus concedeu seu Espírito Santo para “todos” que desejam conhecê-lo, e não apenas para os que se dizem cristãos. Querendo conhecê-lo, o Senhor concede que seu Santo Espírito O revele ao sincero interessado, através das Palavras registradas na Bíblia Sagrada.

Os homens dizem: “faça isso e Deus te dará aquilo, porque Deus é assim”. A pergunta a ser feita é: “a Bíblia dá respaldo para esta exigência?” “O caráter de Deus concede margem para este tipo de afirmação?” Se a resposta for sim, faça. Se não, esqueça. O melhor conselho que alguém pode dar a outro é: “Leia a Bíblia para conhecer um pouco de Deus” e “siga a Cristo para ser salvo”. O problema é a confusão que fazem aos neófitos da fé. O fato de nos apresentarem o Filho de Deus, não faz do evangelista credor de nossa obediência irrestrita. O consideraremos, o honraremos, o respeitaremos, enquanto mensageiro das verdades de Deus, afinal, o objetivo não é ser seu seguidor, e sim, seguidor e discípulo de Cristo (Jo. 3:26-30).

Quem se torna seguidor de homens, transforma suas palavras em Palavras de Deus, perdendo a capacidade de discernir o seguir a Deus do seguir aos homens. Este problema tem afetado, principalmente, aqueles que são separados para o santo ofício. Pelo fato de terem sido indicados ou escolhidos para determinada função religiosa, a pessoa passa a se submeter de forma indiscriminada, e ás vezes, involuntária, àquele que o escolheu ou indicou. Este tipo de atitude tem permitido que o homem mau, o enganador infiltrado, o mercenário, ludibrie o rebanho e os transformem em presas suas. Deus, quando outorgou poder para os homens serem seus mensageiros, deixou bem claro que a missão era transformar uma simples pessoa em discípulo de Cristo. Sendo discípulo de Jesus, a obediência se vincula as Palavras de Cristo.

Disse Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (1 Co. 11:1). Observe o vínculo, “meus imitadores e eu de Cristo”. Paulo só reinvidica ser um paradigma para os cristãos apenas pelo fato de, por sua vez, Cristo ser o paradigma para ele. O contrário é válido. “Se Paulo não imita Cristo, vocês não tem obrigação espiritual de imitar a Paulo”.

Quem é seu pastor? Quem é seu líder? Quem é seu tutor espiritual? Quais as credenciais que lhe concedem autoridade para orientar a sua vida? Hoje o que não faltam são “chefes espirituais”, aqueles líderes que se sentem com autoridade suficiente para lhe dizer o que fazer e o que não fazer, o que acreditar e o que não acreditar. Há uma falta de respeito ao outro, a capacidade inerente a todo ser humano de buscar e compreender Deus, através das ferramentas colocadas pelo próprio Senhor à sua disposição. É evidente a invasão da privacidade alheia, da liberdade de escolha e do poder de raciocinar das pessoas, pois, alguns líderes vão além de suas responsabilidades, cauterizando consciências e subjugando vontades sob pretexto de obediência a Deus, causando mais males do que edificação de vidas. Concedem muletas religiosas, invés de vida abundante em Cristo.

É tempo de células, de grupos pequenos, de grupos familiares, cada um com seu gestor próprio, com idéias próprias, objetivos próprios, métodos próprios, todos eles acreditando que estão no caminho certo, fazendo a coisa certa, adotando as orientações certas, tentando, na maioria das vezes, fazer do discipulado sua própria imagem e semelhança. Neste mesmo tempo, é imperioso identificar os limites, a fim de preservar a genuína vontade de Deus para a vida das pessoas (Rm. 12:2). O limite é o exposto na Palavra de Deus.

Nossa tarefa é dizer apenas o que a Bíblia diz, e para isto, devemos evitar o máximo possível as “interpretações” de textos bíblicos, pois, é daí que advém a maioria dos absurdos evocados na seara cristã moderna, repulsa ao evangelho no seio social e dúvidas na mente do homem de boa-fé. O ser humano é sugestionável. “Quem sabe menos, sabe mais do que aquele que não sabe nada e quem não sabe nada, se torna escravo daquele que sabe alguma coisa, pois, conhecimento é poder”.

O problema da obediência indiscriminada é a identificação se esse conhecimento é verdadeiro ou falso. Se você não conhece, ou não tem contato com a Palavra de Deus, qualquer um, principalmente se tiver um título cristão (obreiro, servo, presbítero, doutor, pastor, apóstolo, bispo, missionário, patriarca, semideus, etc.) dirá coisas que não estão na Bíblia como se estivesse, e você aceitará de boa-fé, mas sofrerá as consequências da sua injustificada ignorância.

Pedro, no sinédrio, não se intimidou. Mesmo já tendo sofrido uma prisão anterior, não aceitou a orientação daquele grupo que se identificava como “representantes de Deus”, pois, as orientações que partiam de suas bocas eram contrárias ao mandamento do Senhor Jesus: “parem de anunciar este nome (JESUS)”. Diante disto, não lhe restou qualquer dúvida quanto a quem obedecer: “importa obedecer a Deus e não aos homens”.

Hoje, com tanta gente travestida de chefe religioso, é preciso confrontar a vida dessa gente com a Bíblia. No evangelho de Mateus, capítulos 5-6, são colocados por Cristo uma série de características próprias de seus autênticos representantes. Ainda em apocalipse 2:2, diz: “Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem serem apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos”.

A pergunta que salta em nossos pensamentos agora é: “o que fazer?” ou “a quem obedecer?” Veja a resposta clara de Paulo em sua orientação para Timóteo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes “afasta-te (2 Tm. 3:1-5).

Sim, é bem verdade que Deus abriu a boca de uma “jumenta” para falar com Balaão (Nm. 22:28), mas, isto não a transformou numa profetisa. Imagine alguém atrás da jumenta esperando que ela assumisse uma missão profética. Deus abriu a boca da jumenta, mas, não lhe deu sua palavra. Deus abre a boca dos homens, mas, fica claro que as palavras que devem sair são as d’Ele. Apesar disto, nem todas as palavras que saem da boca dos homens são inspiradas pelo Senhor. Mesmo cristãos. A Bíblia é a referência, não os títulos ou experiência que possam ter.

Hoje o que temos é um bando de gente frustrada, sem forças para mudar o rumo de suas vidas, que não conseguem encontrar o caminho porque adotaram a visão mesquinha desses líderes e se acorrentaram ao medo de não ir com eles, mesmo que eles estejam indo para lugar nenhum... ou pior. Há uma gama de líderes cegos à disposição (Mt. 15:14), que se perderam em seus interesses pessoais, que se aprisionaram com as algemas da secularização, da subserviência a mamom e da paixão pelo hedonismo; que estão, diuturnamente, espalhando o medo, o terror, a maldição, o pavor que sobrevirá sobre aqueles que não o seguirem ou servirem.

Obedecer a Deus é obedecer a sua Palavra, a Bíblia Sagrada, observando o respaldo que as demais Escrituras devem encontrar nas Palavras de Cristo registradas nos evangelhos e no apocalipse. Todas as orientações e princípios a serem seguidos devem passar pelo crivo das Palavras de Jesus, pois, toda escritura se cumpre n’Ele. Isto inclui as palavras dos patriarcas, do apóstolo Paulo e dos demais personagens bíblicos. Se as orientações que os líderes apregoam como de Deus não encontrarem respaldo em Cristo, jogue fora! É lixo! DESOBEDEÇA!

Não se deixe enganar pela numerologia e misticismo evangélico moderno, não se deixe levar por manifestações supostamente espirituais, não se deixe aprisionar pelo formalismo. É guarda de tantos dias, é oração por tantas horas, é voto em dinheiro, é culto forte, oração forte, palavra forte, unção apostólica, rosa ungida, lenço ungido, travesseiro ungido, tudo isso com intuito de engabelar o incauto, arrancando-lhe a confiança, no início, e o dinheiro, no final. No terreno do misticismo, fazem de tudo um pouco. Cambaleando entre o cumprimento da antiga lei e a adoção de práticas supersticiosas, não sentem qualquer remorso em relação a carga colocada sobre os ombros de seus seguidores, muitos deles, gente cansada e aflita, desesperadamente em busca de refrigério.

A simples mensagem do evangelho de Cristo: “Jesus cura, liberta, salva o homem do pecado, e breve voltará para nos levar ao lar eterno”, para eles, não tem mais efeito, não satisfaz. Não importa mais as considerações de Cristo. O poder emana deles, não importando de onde é inspirado, seja nos títulos que possuem, na organização que representam ou no maligno. Por este motivo, requer dos seus obreiros uma obediência cega aos seus loucos enunciados, e se Jesus disser alguma coisa contrária as suas decisões e orientações, ignore-O.

Há líderes decentes (Para conhecê-los, é preciso conhecer a Bíblia). Esses são, antes de mensageiros de Cristos, seguidores de Cristo, e, portanto, suas palavras serão as Palavras de Cristo em suas bocas (Apesar disto, devemos conferir, sempre, nas Escrituras (At. 17:11). À esses devemos obediência, porque obedecemos a Deus. Aos outros, nossa compaixão por suas vidas e nossa rejeição as suas falácias e obras. “Importa obedecer a Deus, e não aos homens”.