quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Não Espere Um Novo Ano Melhor... Faça Um Ano Novo Melhor.

A mudança de um ano para outro é apenas troca de calendário.

A vida segue como sempre, com suas dificuldades, suas discriminações, suas injustiças e suas classes sociais que diferem uns dos outros estando todos no mesmo balaio.

Diz que a democracia é o sistema que oferece oportunidades para todos. Verdade. O problema é quem chegou primeiro na superfície e absorve todas as condições, inclusive excedentes, que permitiria que outros chegassem também. Em sua insensibilidade não permitem o outro, ou "não estão nem aí" para quem passa pela vida experimentando apenas a parte ruim da existência.

No imaginário geral, o ano se vai... vai nada! Está aí, aqui, onde sempre esteve.

O dia 01 de janeiro de 2017 será igualzinho ao outro que ficou marcado no calendário como 2016, sendo seguido pelas outras datas do mesmo jeitinho. E a gente segue dentro, acreditando que tudo mudou ou mudará como no calendário. Ilusão.

Nada muda, se a gente não muda. Observem. É fácil entender a retórica, difícil é mudar.

A gente está vivo! Olha, chegamos em 2017 e estamos vivos! Vejam quantos não chegaram, quantos ficaram para trás. Soltem os fogos! Acendam as luzes da fantasia! A vidinha vai continuar...

Continuar do mesmo jeitinho, apesar das promessas e das profetadas que diz estar você abençoado e que 2017 será um ano de vitórias! Mas, não foi isso que disseram quando o calendário apontou o final de 2015? E como você viveu 2016? Vitórias apenas na mente e no coração enquanto a vida lhe morde o calcanhar e lhe fura os pés?

Porque nos vendem ilusão? Porque é mais fácil dizer que você será abençoado por Deus do que meter a mão na cumbuca com você. É mais fácil e cômodo desejar que Deus lhe dê um "feliz 2017" do que enxergar os sofrimentos que você enfrentou em 2016 e ir contigo lutar para interromper, pelo menos, parte de suas dores (Salve, salve as exceções).

Desde a Roma antiga que pão e circo é a melhor forma de governar. Distribui as migalhas e oferece circo para a maioria se contentar e "ser feliz" com o pouco que desfruta. E ano se vai... Vai nada! Janeiro é hoje... Luz, água, supermercado, escola, IPVA, IPTU, IRPF, aluguel, gasolina, telefones, roupas, remédio, médico... E o dinheiro? Onde está o dinheiro? O "gato" comeu e ninguém viu. E em fevereiro? Ah! Em fevereiro tem carnaval, tem carnaval, tem um fusca e um violão... No Brasil de sempre, para a maioria, o fusca está com motor fundido e o violão sem cordas.

Não dá. Viver assim perdeu a graça. Por isso, tento despertar. A mudança de um ano para outro é apenas troca de calendário. Rasguem o calendário!

Invés de esperar por um novo ano que não existe, rompamos com a mesmice que nos acomoda e mãos a obra para mudar. Olhe a sua volta... Jogue as tralhas e as traças no lixo, ouse se indignar e agir para melhorar sua vida e a vida do outro.

Onde está o outro?

Está logo aí... do seu lado... na frente... passou por trás... está sentado no banco da frente, do lado, de trás na igreja. Está aí na festa... sorriso largo nos lábios e dores no coração. E você também não percebe porque seu próprio sorriso é fruto da imaginação. Você também é o outro!

Cristo nos ensinou que quando estendo a mão para melhorar a vida do outro, melhoro a minha ("Quando fizeste a um desses pequeninos, à mim me fizeste" - Mt. 25:35). Isto, sim, não é ilusão. É necessidade na realidade.

E então? O ano novo é aqui e agora! Vamos mudar?

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Brasil, País de Arrogantes, Corruptos e Imorais.

Toda regra tem sua exceção.

Acreditamos durante muito tempo que os corruptos e imorais eram minoria na população brasileira. E em décadas passadas, estávamos certos. Mas, hoje, basta uma olhada para o lado, ou para dentro de nós mesmos, para percebermos como mudamos. Os arrogantes, corruptos e imorais eram minoria, hoje... Tire suas próprias conclusões.

A vantagem indevida, por menor que seja, é apenas a confirmação do espírito corrupto que nos domina; o desrespeito a posição divergente e a imposição a força de nosso próprio conceito é a confirmação de nossa arrogância; o status de cultura concedida ao hedonismo e tudo que lhe diz respeito (nudez, prostituição, adultério, mentiras, traições, etc.) é a prova de que estamos no fundo do poço da dignidade humana no país.

O Brasil se transformou num país de arrogantes, corruptos e imorais.

Sempre tivemos estes sentimentos maus, porém, antes, estávamos empenhados em dominá-los e submetê-los ao que é certo, justo e bom. Tínhamos um freio interno forte (temor a Deus) que nos impedia de corromper e sermos corrompidos, de sermos donos da verdade e de nos entregarmos a imoralidade.

De repente abrimos espaço para o "império da arrogância" e seus imperadores midiáticos. Os tais "especialistas". Estes assumiram o status de paladinos da verdade e da correção. O problema é que a verdade e a correção defendidas e propagandeadas eram seus próprios conceitos de verdade e correção. Não precisavam nem mesmo que houvesse o amparo no tecido social. Eles tinham certeza, por uma espécie de revelação das divindades (Karl Marx, Friedrich Nietzsche dentre outros), que suas crenças eram o caminho para condução da sociedade brasileira medieval à tão sonhada era do desenvolvimento econômico, da dignidade social e da preservação e respeito aos direitos humanos. Arrogantes!

Gente frustrada, desestruturada em seu ambiente familiar, narcisistas e esquizofrênicos. Não sabendo lidar com suas próprias incompreensões resolveram desenvolver teses fantasiosas que justificassem seus fracassos e minimizassem suas dores de consciência. Mesmo sem terem comprovação, e de costas para o que acontece em outras sociedades no mundo, resolveram utilizar o Brasil como cobaia para seus experimentos.

Com o espaço midiático aberto, se achando como fiéis propagadores das verdades formatadas por anos de estudos catedráticos onde apenas liam, e liam, e replicavam as ideias incomprováveis de outrem, encarnaram um Dom Quixote à brasileira e se lançaram na missão salvadora de transformar nosso país. A arrogância dessa gente apenas contribuiu para retirar o freio moral dos brasileiros.

Agora a colheita. Um país de arrogantes, corruptos e imorais.

Vender e comprar CD's piratas, pagamento por fora, furar fila, ultrapassar pela direita, ocupar espaço público, utilizar carteira de meia passagem que não lhe pertence, fraudar o INSS para manter a pensão, fraudar o FGTS, o recolhimento de impostos, burlar a Receita Federal, utilizar som em alto volume, comprar produto roubado, enfim, o "jeitinho brasileiro" que nada mais é senão CORRUPÇÃO.

Já que não há freio para a corrupção, porque haveria para a moralidade. Mulheres são oferecidas e se oferecem para uma transa sem compromisso, irresponsável e inconsequente (prostituição 0800), e, diferentemente da época de Salomão, a discussão nas mídias hoje não é "a quem pertence o bebê que sobreviveu?" Pra nossa tristeza a discussão é "me deixem matar o bebê que vive há três semanas!" (Aborto).

A sanha dos arrogantes continua produzindo insensatez. Agora a imoralidade é manifesta numa pseudo cultura que tem o corpo feminino como base de sua essência. Músicas vulgarizam o ser e sua racionalidade, reduzindo a beleza da vida humana a sexo animal. Quando a vida humana se reduz a tão pouco, ela perde o valor, então, a violência assume a hegemonia se impondo pelo estupro, pela violência generalizada contra a mulher.

Mesmo sendo uma minoria que rebaixa a vida humana no Brasil, a força dos arrogantes impera sobre a fraqueza de quem a dignifica, e mesmo sendo maioria, ficamos imobilizados, com medo. Não é por isso que um, numa fila enorme, consegue burlar o direito dos demais que ficam calados e nada fazem? Não é por isso que um casamento fracassado se impõe no inconsciente das pessoas como regra sobre "todos" os casamentos existentes? Não é por isso que juízes do Supremo Tribunal Federal dizem que não se pode maltratar um cavalo ou boi numa vaquejada, mas, pode matar uma pessoa de três semanas?

Nossa esperança seria um país de cristãos (O Brasil já não é um país de cristãos católicos e evangélicos?). Seria.

A arrogância é uma arma maligna eficaz.

Achamos que sabemos e que somos detentores da verdade inexorável, e, a despeito do que orienta a Palavra de Deus, gritamos pra galera: "A igreja é de Cristo!" mas, quem manda? A Palavra ou o líder de plantão? Já que todos devem considerar o outro superior a si mesmos, logo, todos são iguais, assim, "daqui não saio, daqui ninguém me tira", porque não há ninguém melhor do que eu, e mesmo que a barca esteja naufragando por minha culpa, não saio! "Morreremos por amor a Cristo!" (Lá ele!)

A arrogância dos cristãos os afastam de Cristo e os aproximam das mesmas mazelas seculares crescentes no país. Divórcios, adultérios, corrupção, conchavos, partidarismos, brigas judiciais pelo poder, nepotismo, falências, desordens e insubordinações generalizadas.

Quem, porventura, poderá nos socorrer? Vamos orar, dirão os cristãos sinceros. Não basta, digo eu. A ideia é "se humilhar, se arrepender de seus maus caminhos, e Eu os ouvirei dos céus", diz o Soberano. Então, apenas orar não basta.

Ou, "todos", tomamos vergonha na cara, ou não tem jeito. É esperar o inferno e se contentar com o calor.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Aborto é Assunto de Homem. Também.

"Quando uma mulher engravidar sozinha, concordarei que o aborto seja "discutido" apenas pelas mulheres."


Para aqueles homens irresponsáveis que se interessam apenas em se relacionar sexualmente com a mulher e se desinteressam por ela quando são informados da gravidez, está perfeito. Que a mulher assuma a situação, viva suas angústias, tome essa terrível decisão sozinha e conviva com suas culpas. Enquanto isso, o folgado e irresponsável come, bebe, vai a balada e continua engravidando outras, como se já não bastasse o drama, que sua atitude leviana e inconsequente, jogou sobre a anterior.

O pior de tudo é que algumas mulheres desavisadas, outras manipuladas por movimentos feministas patrocinados, e outras fragilizadas emocionalmente e economicamente, concordam com a "opinião" dos especialistas de plantão: "este é um assunto que só deve ser discutido por mulheres". E assim seguem com suas dores, seus pecados e suas culpas.

Que Deus delas tenha misericórdia, e à eles lhes deem a merecida punição que seus atos clamam.

Aborto é assunto de homem! Também.

Recomendo a leitura de um artigo, publicado aqui, onde trato sobre aborto: "Meu Corpo, Minhas Regras?" Então, Porque Não se Matam?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O PSC Nos Envergonha

Os jornais tratam das alterações protagonizadas pelos deputados federais no projeto de lei conhecido como "As Dez Medidas Contra Corrupção". Realizaram uma completa destruição do texto original encaminhado ao parlamento com apoio popular, alterando-o em pró dos desonestos.

No parlamento há um partido que utiliza o termo "cristão" em sua identificação, e tem como logomarca a imagem de um peixe (um dos símbolos do cristianismo). Trata-se do PSC - Partido Social Cristão. Espera-se que todos concordemos com o endurecimento das leis contra a corrupção neste país, especialmente, nós, os cristãos, tão ávidos por defender a moral e os bons costumes.

Eis que, na calada da madrugada, o Partido Social Cristão se alia a vários outros partidos, inclusive o corrupto PT, para mitigar as medidas contra a corrupção que, se não resolve o problema, aumenta o controle e as penas a serem aplicadas a quem comete desvios éticos e penais (Destaque-se: o deputado Erivelton Santana (PEN/BA), da Assembleia de Deus, também apoiou esta vergonha).

Nas alterações praticadas contra as medidas, o PSC, enquanto partido, endossou todas elas, envergonhando-nos como cristãos. O comportamento desse agrupamento político, que tem pastores em seus quadros, inclusive na presidência (Pastor Everaldo Dias Pereira - Assembleia de Deus), e aqui na Bahia é liderado pelo irmão Eliel Santana (filho do saudoso Pr. Rodrigo Silva Santana (in memorian)), deveria ser de protagonismo no endosso de tudo que coopere para impedir a corrupção e impor comportamento austero de nossos representantes.

Deveriam, invés de apoiar esta agressão a sociedade brasileira, apoiá-la, porque luta contra a imoralidade ética (nesse caso); invés de apenas apoiá-la, deveriam ir além. Por exemplo. O Senador Magno Malta lançou um proposta de redução do teto dos salários do funcionalismo público para R$ 15.000,00 (...). Como um Partido Cristão, deveriam se colocar ao lado do referido senador e dar corpo a proposta moralizadora, haja vista o disparate em relação ao salário mínimo de R$ 880,00 (...) pago aos trabalhadores "comuns" no Brasil. Aliás, porque não incluir a eliminação dos privilégios para as classes nababescas dos servidores públicos como políticos, magistrados, executivos, dentre outros (carros, motoristas, verba para combustível, passagens aéreas, jantares, viagens para turismo internacional disfarçadas de representação institucional, etc.)?

Como insisto aqui. Nossos políticos se identificam como cristãos apenas no discurso. Na prática, são tão iguais aos mais iníquos dos representantes do povo, que os torna condenáveis por serem mais injustos que os políticos indecentes e corruptos. Conhecem o padrão bíblico e tem o dever, pelo menos moral, de praticá-lo.

Eis as Palavras de Cristo:

"Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus" (Mateus 5:20).

Das duas uma: Ou o PSC retira de si o viés cristão, ou passa a adotar comportamentos dignos de quem tem compromisso com Deus e sua Palavra. Tempo para o arrependimento ainda há.