quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Viva!!! Inocentaram Mais Uma Inocente no Congresso Nacional


"Por 166 votos favoráveis a cassação, 265 contra e 20 abstenções, Jaqueline Roriz foi absolvida, na noite de terça-feira, pela Câmara dos Deputados. A votação foi secreta. Ela foi filmada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM do Distrito Federal. Na época, a deputada admitiu que o dinheiro seria para caixa dois de campanha" (Agência de Notícia - Jornal Floripa).


É assim que a banda toca, e a gente fica apenas vendo o bonde passar. Mas, fazer o quê? A classe política e a forma de fazer política é essa.
 

Seguimos a ideologia sem abrir os olhos para o resto. Ficamos irredutíveis por mudar, mesmo tendo colaborado para isto. Levamos até as últimas conseqüências o voto que demos, como se não pudéssemos reconhecer que é preciso corrigir para se adaptar a uma nova realidade. É por esta razão que esta turma deita e rola. “Flagrados recebendo dinheiro!!! visto por todo mundo!!!” Mas, como se passa na TV, esta tem o poder de mostrar uma coisa e alguns jornalistas, comentaristas, especialistas, exclusivistas e vigaristas dizem que foi outra, e o pior, o povo acredita.

Esta notícia se soma a outras que se espalham no noticiário nacional, dando conta da corrupção dos de colarinho branco que, mesmo pegos com “a mão na botija”, não vão para a cadeia, muito menos devolvem o que roubaram.

Percebam a trilha sonora, que agora fomenta a copa do mundo e as olimpíadas.

Em São Paulo, como também naqueles Estados da Federação onde já existem estádios de futebol, não há necessidade alguma de se construir novas arenas. Bastava uma reforma, e tudo pronto.

Recentemente, o goleiro do São Paulo Futebol Clube, Rogério Ceni, chamou a atenção, quando falou: "(...) Se tivesse alguma verba de fora, alguma coisa assim, mas como quem vai gastar é o São Paulo, ai não dá para construir outro estádio, não tem dinheiro que a gente não tenha controle", avaliou o camisa 1 tricolor (Fonte: IG São Paulo).

E ele está mentindo ou inventando? Não! Todo brasileiro sabe que não!!!

Por que não o Morumbi, o Palestra Itália ou qualquer outro estádio existente em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte? Porque tem que ter dinheiro público, utilizado para atender orçamentos inchados e sem controle em sua aplicação.

A banda continua tocando...

Aquele dinheiro recebido de propina, eles utilizam para corromper ainda mais os corruptos da população, que no dia da eleição, venderão seus votos por R$ 10,00 (...), por um par de óculos, por uma festa, por um padrão de time de futebol, ou votarão naquele candidato ou candidata que tem um rosto belo, uma família bela, um partido belo, um humor belo, um canto belo ou que fez uma bela jogada de futebol.

Infelizmente a única coisa que pode mudar o Brasil é a educação, mas, aí... o país não tem recursos para aplicar, apenas para fazer copa do mundo, olimpíadas, etc.

Quando nós percebermos que podemos mudar... Talvez, será tarde demais.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Atuação Social da Igreja


Subsídio Lição 10 – Jovens e Adultos – 3º Tri 2011 – CPAD
Texto Áureo: Mt. 25:34-36
Leitura Bíblica: Is. 58:6-8,10,11; Tg. 2:14-17

Este é um assunto que toca em nossa sensibilidade de forma mais intensa. Jesus se dirigiu aos seus discípulos dizendo “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt. 5). Nós, como cristãos, não somos indiferentes às necessidades das pessoas, sejam elas cristãs ou não, porém, nossa inatividade, muitas vezes, se deve ao fato de estarmos inclusos neste grupo de pessoas com poucas possibilidades de ajudar à outros.

É preciso mencionar, no entanto, uma frase que resume o universo dos cristãos, dentro das milhares de igrejas espalhadas por este imenso Brasil: “ninguém é tão pobre que não possa ajudar, e ninguém é tão rico que não precise de ajuda”. No contexto desta frase está a fórmula que deve ser estabelecida nas comunidades dos seguidores de Cristo, como Ele mesmo orienta aos discípulos antes do primeiro milagre da multiplicação dos pães e dos peixes: “Não é mister que vão [sem comer]; dai-lhes vós de comer” (Mt. 14:16).

Trazendo para nossos dias, temos uma grande multidão de seguidores de Cristo que seguem os líderes cristãos desejando ouvir as Palavras de Cristo, todavia, além do alimento espiritual, é nosso dever alimentá-los materialmente. “Não temos dinheiro suficiente” - vamos alegar. Jesus insistirá: “Tragam-me o que vocês têm, e Eu multiplicarei”.

I. A Vergonha da Pobreza.

A pobreza humana é uma situação que envergonha a própria raça humana. É o testemunho que somos humanos apenas no nome, pois, agimos como alguma coisa que não se assemelha nem mesmos aos animais irracionais.

Há riqueza suficiente no mundo para, distribuída equitativamente, possibilitar uma vida digna à todos os seres humanos. Porém, nossa realidade é a de milhões de pessoas sobrevivendo com parcos recursos. Recursos esses insuficientes para dar às famílias condições de vestir, comer, beber, educar e desfrutar de sua vida terrena de maneira decente e digna.

Dentro deste contexto social, a igreja percebe as conseqüências da pobreza dentro do seu espaço religioso. Este problema a afeta, quer seja no alcance dos recursos para sua sobrevivência, enquanto organização eclesiástica, quer seja no desenvolvimento de programas sociais que minimize as dores que agridem os cristãos pobres.

II. A Igreja Como Corpo. Todos Por Um, Um Por Todos (I Co. 12).

A melhor forma de vencermos esta vergonhosa situação é entender e aplicar a mensagem sublime de Cristo. Ele, sendo Deus, humanizou-se. A Igreja como corpo deve se empenhar no alcance do objetivo de tornarmos-nos um, como um corpo, onde se um sofre, todos sofrem juntos. Não há segredo.

Na igreja, a melhor forma de vencermos a pobreza de muitos, é sermos pobres com eles e, assim, conquistarmos a riqueza para todos. O princípio a ser aplicado é simples e fácil de entender. Difícil é aplicar, em razão dos nossos medos e preocupações quanto ao alimento do dia de amanhã.

Se um tem dois, e outro está sem nada, este reparte com o outro e ambos ficam com um”.

Este deve ser o princípio gestor da Igreja no que diz respeito ao cuidado social. Quem tem muito, reparte com quem não tem de tal forma que a sua abastança será instrumento de Deus para atender o irmão em suas necessidades (At. 2:45).

III. A Igreja Não Pode Fechar os Olhos Para o Pobre Necessitado (1 Jo. 3:17; Mt. 25)

A realidade cruel do pobre na terra, e a constatação de que jamais deixará de existir pessoas nesta condição social (Dt. 15:11), não pode adormecer nossas consciências e cansar nossas mãos por causa do trabalho ininterrupto. Pelo contrário, o amor pulsando em nossos corações deve ser o combustível para, enquanto houver necessitado, haver empenho em minimizar seu sofrimento. Esse deve ser o espírito cristão.

Dito isto, é vergonhoso para nós cristãos, congregarmo-nos em suntuosos templos e permitir que nossos irmãos habitem em lugares insalubres. É, no mínimo, um incômodo, não considerarmos as economias que podemos fazer com uma estrutura mais simples, sem deixar de lado a adequabilidade, para que, desta forma, “sobre” mais recursos para o atendimento das necessidades dos nossos “amados” que, diuturnamente, estão ao nosso lado evangelizando, orando e estudando a Palavra de Deus.

Mesmo pouco, podemos e devemos fazer aquilo que nos cabe enquanto igreja do Senhor Jesus, compartilhar com nossos irmãos menos afortunados, as comidas, bebidas, roupas, atividades recreativas, remédios, etc., para que, desta maneira, sejamos reconhecidos como filhos de Deus, e as pessoas glorifiquem ao nosso Pai que está no céu.

Rm. 15:26 – “Porque pareceu bem à macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém”.

IV. O Papel da Liderança No Cuidado Social e Exemplo

O líder da Igreja deve ser o mais interessado nos programas sociais da comunidade cristã, pois, as pessoas normalmente se tornam reflexo daquele que elas têm como referência. Em qualquer grupo ou organização, o líder sempre será o modelo. Daí a necessidade do pastor vigiar quanto a sua conduta. Um pastor que lidera um povo de roupas rasgadas, enquanto desfila com roupas de griffe, será taxado, no mínimo, de insensível.

Quando o líder se esmera em atender as necessidades do seu povo, mesmo a custa de um melhor vestir, estará sendo exemplo de comprometimento com o reino de Deus aqui na terra. É certo que alguns irão considerar este tipo de observação um exagero, principalmente sendo um dos que se utilizam do dinheiro adquirido com as dores dos outros, para viver nababescamente (Mt. 23:4).

Para perceber o quanto isto interfere no trabalho social da igreja, basta fazer uma pesquisa em qualquer comunidade cristã, e fora dela, para que se verifique o nível de incômodo que este tipo de atitude causa às pessoas. Muitas delas, inclusive, que podem ajudar de forma mais intensa e em maior quantidade, se vêem impedidas de fazê-lo pela desconfiança quanto a utilização dos recursos, e pela sensação de injustiça em ver o pastor desfilando com tudo do bom e do melhor, e as pessoas sob seus cuidados sofrendo necessidades debaixo de seu nariz.

E, por favor, “não estenda sua mão me pedindo ajuda financeira, com seu anel de ouro no dedo”.

V. O Dever de Todo Cristão de Ajudar a Ajudar a Outro.

O papel da igreja é coordenar a rede de ajuda mútua cristã. Cada um vem ao templo e traz consigo sua contribuição que deverá, distintamente, ser direcionada aos mais necessitados.

Sendo assim, todo aquele que se entrega a Cristo e passa a pertencer a uma comunidade cristã, deve ser:

Orientado quanto às verdades espirituais;

Conscientizado quanto ao dever de ajudar os mais necessitados;

Lembrado de que, por mais pobre que seja, ele pode e deve participar da ajuda aos outros, por mínima que seja.

Ef. 4:28 – “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade”.

VI. Conclusão

O maior problema do cristianismo não é sua mensagem, são os cristãos. Não todos, mas, uma minoria barulhenta que enxerga apenas as benesses do evangelho, esquecendo dos deveres que temos como Reino de Deus entre os homens.

Mc. 10:21 – “E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me”.

Cada igreja, transformando os moradores da rua onde está estabelecida com uma ação duplamente efetiva – espiritual e social - estendendo ao bairro e, em conjunto com outras, transformando cidades, estados e países inteiros com o evangelho que modifica e se solidariza com as dores do próximo, independente de serem cristãos ou não. A verdade que incomoda é que temos feito muito pouco, diante das possibilidades que temos.

E diante da parábola do bom samaritano, contada por Jesus (Lc. 10), em relação a questão “se o próximo do ferido é aquele que passa distante”, a resposta é: Não! Não passa ao largo. O próximo vai ao encontro das necessidades vistas e, com a força que tem, as atende na maneira do possível (Ec. 9:10).

domingo, 28 de agosto de 2011

Prudência - Arma Eficaz Contra a Infidelidade Conjugal



Infidelidade é a desconsideração da confiança depositada em si por outro. É uma deslealdade, ou seja, uma quebra de compromisso.

Em dos fundamentos do casamento é a lealdade que cada um dos cônjuges assume em relação ao outro. Este valor, é base para um casamento duradouro e maduro. Sem esse requisito, a relação conjugal tende a tornar-se apenas uma relação social comum, equiparando os cônjuges a amigos ou colegas, cujas relações são apenas fraternas, adicionadas com sexo, porém, sem a confiança e a preferência, características genuínas de uma relação conjugal autêntica.

Prudência é a capacidade que faz prever as faltas e os perigos. É enxergar o abismo ao longe e desviar-se dele. É a virtude que evita a queda.

Os atos de infidelidade conjugal é o resultado do encontro entre a carnalidade e a oportunidade. O cônjuge, talvez num momento de instabilidade matrimonial, inflamado pela paixão carnal ou instinto sexual (eros), se vê envolto num ambiente em que a infidelidade será consumada apenas com a atitude do “deixa a vida me levar”. Toda infidelidade é resultado de um ato inconsequente.

Lembremos o caminho que leva ao pecado, conforme menciona a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, na carta do apóstolo Tiago, capítulo 1, versículos 14 e 15:

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz ao pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”.

Se dermos o nome que define a infidelidade à luz da Palavra de Deus, podemos ler assim:

“Mas cada cônjuge é tentado, quando atraído e enganado pelo seu próprio instinto sexual. Depois, havendo o instinto sexual sido atendido, dá à luz a infidelidade; e a infidelidade, sendo praticada, gera o adultério ou a morte  do relacionamento conjugal”.

Portanto, diante do quadro exposto, temos um elemento fundamental para quem deseja conduzir seu matrimônio sob a égide do respeito aos compromissos assumidos diante de Deus, da igreja, da família e da sociedade: Prudência.

Para o marido, sua melhor “amiga” é sua esposa, da mesma forma que para a esposa, seu melhor “amigo” é seu esposo; Para o marido, sua melhor “confidente” é sua esposa, da mesma forma que para a esposa, seu melhor “confidente” é seu esposo; para o esposo, a mulher mais bonita e sensual é sua esposa, da mesma sorte que, para a esposa, o homem mais belo e inteligente é seu marido, mesmo nos dias maus (use a fé).

Nestes termos, os relacionamentos dos cônjuges, fora do ambiente conjugal, que podem de alguma forma destoar para um envolvimento mais íntimo e, consequentemente, indevido, são previsíveis. Se são previsíveis, utilizando-se a prudência, podem ser colocados à uma distância segura do coração, da mente e da carne de quem quer manter a integridade matrimonial em sua casa.

Nos tempos ditos modernos, o que não falta são oportunidades para deixar de lado os votos e as virtudes que amparam as relações humanas, principalmente, na esfera do casamento, e mergulhar-se em relações impróprias cujo prazer dura pouco e os problemas, dores e feridas  durarão por toda a vida.

O melhor a fazer, com absoluta certeza, é amar o seu cônjuge com todas as forças de seu coração e vontade de sua mente, andando prudentemente como convém a quem deseja servir a Deus e, ao final de sua vida, ser considerado(a)  como um(a) “homem/mulher íntegro e temente, que se desvia do mal”.

Ef. 5:15,16“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus”.

Amém.
Fiquem bem...
Fiquem com Deus.

sábado, 27 de agosto de 2011

Invés de Contar Com o Divórcio, Conte Com Deus Para Ser Feliz Em Família


O Que Deus uniu não o separe o homem” (Mt. 19:6). O casamento é a união de um homem com uma mulher com a disposição mútua de viverem o resto de suas vidas unidos debaixo do mesmo teto. Esta união implica em cumplicidade, lealdade e fidelidade um para com o outro. Não é uma união apenas fácil ou apenas difícil, mas, às vezes fácil e às vezes difícil.

O ser humano, seja homem ou mulher, por si só, já é um cidadão complicado. Nunca está satisfeito, muitas vezes, nem com ele mesmo. Imagine num casamento em que a proposta é de união entre um homem (+ razão) e uma mulher (+ emoção), pessoas com mais diferenças do que semelhanças.

Apesar das dificuldades intransponíveis que esta relação possa aparentar, ela é, além de possível, necessária, no minimo, para perpetuação da espécie. E aqui não se resume apenas ao ato sexual, mas, a criação de nossos filhos, futuros cidadãos, dando-lhes a base para a relação social sadia e equilibrada, elementos que somente numa família consolidada e estável ele poderá desfrutar na sua integridade.
                                                   
O nível de comprometimento com o casamento está relacionado com o nível de maturidade dos envolvidos. Por esta razão os casamentos se tornaram fúteis, pois, “colocaram na cabeça da juventude” que esta união é apenas para o sexo. Como o sexo é a coisa mais fácil nos dias atuais, para quê casar ou para quê manter um relacionamento com alguém tão diferente e que exige tanto da gente se posso descartar, aparentemente, sem problema algum? Logo, quem casou, na primeira instabilidade relacional, acreditam que a melhor alternativa é cada um para o seu lado. Nada mais enganoso. Se um problema já é difícil, imagine dois.

Dentro deste conceito de futilidade que envolveram esta bela união e, porque não dizer, nossas vidas, oferecem-nos como via normal ou comum, o divórcio.

Divórcio é separação, é o ato de desintegrar o que nasceu com o propósito de ser duradouro. É o reconhecimento da incapacidade de amar, haja vista que amar é querer e, para isto, assumir os riscos e as dores da luta. Se Jesus nos conclama a amar até mesmo nossos inimigos, porque desistimos de amar o cônjuge apenas em razão de nossas diferenças?

Divórcio, além de todas as dores que causa, é uma agressão ao desejo divino de oferecer ao ser humano o gostoso sabor da igualdade, da irmandade no seu aspecto mais sublime.

Divórcio é um contra-senso, porque é em família que nos realizamos e nos sentimos acolhidos com nossos defeitos e virtudes. É em família que nos permitimos ser o que somos e, mesmo em nossas fraquezas, nossos entes queridos não abrem mão de nos honrar e contribuir para que melhoremos como pessoa e como família.

A futilidade dos “amores promíscuos”, que tentam reduzir um relacionamento matrimonial duradouro e divino a espasmos periódicos variáveis, não passa da tentativa dos seres humanos em se tornarem apenas bestas-feras. Nem humanos, nem animais. Apenas resultado advindo do ato dos formadores de opinião, que no auge da sua própria insanidade desejam levar toda a humanidade para o abismo sombrio de suas incertezas, incapacidade e frustrações.

No entanto, apesar deles, há um Deus que se dedica em aconchegar você e sua família no caminho difícil da sobrevivência em meio ao caos. Antes de olhar o divórcio como a única porta de saída dos problemas familiares, olhe para o céu, leia a Bíblia e seja feliz ao lado daquela pessoa que se dispôs a ir com você até o fim. Deus os abençoará.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Filho é Como Uma Tela em Branco. O Que Você Está Pintando?

Um filho é como uma tela de pintura em branco. Quando trabalhamos essa tela, vamos criando formas, que podem ser admiradas ou rejeitadas.

Vamos cuidar de nossos filhos como se estivéssemos desenhando uma obra de arte para a vida.
O caráter e o comportamento que seu filho assumirá no futuro dependem de como você o está moldando agora!

Senhores pais, cuidem com esmero de seu maior tesouro: seus filhos. Não transfira a responsabilidade pela educação de seus filhos para outras pessoas. É tarefa dos pais, isto é, pai e mãe em conjunto. Ao chegar em casa, cumprimente-os com um alô carinhoso, comportamento que alegrará a todos. Existem algumas palavras que são indispensáveis: “Dê-me licença”, “por favor” e “obrigado”.

Para que esta tela, ao final, seja bela e harmoniosa, insira mais alguns detalhes:

  • Ensine seus filhos a respeitar as pessoas;
  • Não discuta na presença de seus filhos;
  • Não tome partido do seu filho quando este estiver errado;
  • Não minta;
  • Não apanhe tudo o que seu filho deixar desarrumado. Faça-o manter os seus pertences organizados e limpos;
  • Dê a seus filhos orientação religiosa – fé, trabalho, esperança e realização;
  • Quando seus filhos disserem palavrões ou nomes feios, não ache graça;
  • Defina limites para seus filhos; não os deixe fazer tudo o que quiserem;
  • Estabeleça normas, horários para tarefas e lazeres, estudos, saídas, esportes, televisão, etc;
  • Ensine seus filhos a valorizar o dinheiro e indique formas honestas de adquiri-lo;
  • Faça o possível para conhecer o máximo da personalidade de seus filhos;
  • Aproveite, ouça seus filhos, procure saber o que eles pensam, fazem e com quem andam;
  • Quando for necessário repreendê-lo, faça-o com firmeza, sem gritos. Gritos dos pais com os filhos demonstram falta de autoridade;
  • Educação e comportamento são hábitos adquiridos desde os primeiros anos de vida. Seus filhos devem ser educados para o mundo que existe dentro e fora do lar;
  • Se seus filhos adquirirem dinheiro, objetos, procure sempre saber a procedência deles;
  • Não exija de seus filhos comportamento que não condiga com o seu. A palavra, ás vezes, convence, mas o exemplo arrasta.
Quando idoso, você ficará admirado com o quadro que contemplará e ficará orgulhoso da bela arte que produziu. Sua dedicação será exemplo para todos que tiverem a oportunidade de serem alcançados pelos atos e palavras da tua obra de arte: teus filhos.

Por esta razão, a Bíblia afirma: “A glória dos pais, são seus filhos” (AD).

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Preservando a Identidade da Igreja


Subsídio Lição nº 9 – Jovens e Adultos – 3º Tri 2011 – CPAD
Texto Áureo: 2 Co. 11:3
Leitura bíblica: At. 20:25-32

Identidade é o conjunto de traços individuais que alguém ou alguma coisa traz, através dos quais, se faz perceber por outros. A igreja do Senhor Jesus possui um conjunto de valores pelos quais os que a integram podem ser reconhecidos no tecido social. É este conjunto de valores que os diferenciam em relação aos que não professam a fé em Jesus.

Sendo assim, precisamos ponderar sobre a identidade da igreja que precisamos preservar, e como preservar esta identidade.

A melhor maneira de conhecermos os traços identificadores da igreja do Senhor é tomando ciência de como Jesus Cristo a identifica. No sermão da montanha (Mt. 5) temos a relação dos traços que devem acompanhar os que seguem a Cristo numa igreja local ou universal.

Traço de Identificação: “Pobres de espírito” (v.3) – O espírito mencionado aqui, não é o Espírito Santo, e sim, o espírito humano que deve sentir-se carente e dependente de Deus (Sl. 63:1).

Como Preservar: Reconhecendo diariamente nossos embaraços e pecados que nos tentam em todo o tempo a afastarmo-nos de Deus.

Traço de Identificação: “Os que choram” (v.4) – A alma humana com o vazio que somente Deus preenche, força-nos a chorar, principalmente quando tocados por Deus, através de sua Palavra. Isto é coração quebrantado. Fala de sensibilidade. (Sl. 51:17);

Como Preservar: Trata-se de um completo domínio do Espírito Santo sobre nossa vida, tornando-nos sensíveis à Deus. Isto faz com que o cristão se identifique com os sentimentos divinos em relação a ele mesmo, aos outros e a degradação de sua criação pela ação nefasta dos homens iníquos. Só é preservado através de uma comunhão íntima com Deus, que só se consegue com oração contínua e sincera, e a leitura e meditação em sua Palavra.

Traço de Identificação: “Os Mansos” (v.5) – A mansidão dá ao seu possuidor a visão correta da situação. O cristão é manso por sua nova natureza, apesar de seu temperamento, seja ele qual for (Tt. 3:2).

Como Preservar: Submetendo tudo que valorizamos ao senhorio de Cristo. Logo, não haverá qualquer razão para perdermos o controle de nossa razão, praticando atos que agridem a mansidão que deve ser característico de todo seguidor de Cristo.

Traço de Identificação: “Famintos e sedentos por justiça” (v.6) – O cristão não se contenta com a injustiça. Traz em si, a repulsa automática a todo e qualquer tipo de ato injusto (1 Co. 13:6).

Como Preservar: Mantendo como parâmetro a Bíblia Sagrada, o cristão identifica claramente todas as formas de injustiça. Leitura e meditação na Bíblia.

Traço de Identificação: “Misericordiosos” (v.7) – A misericórdia é o ato de se colocar no lugar do outro e sentir as suas misérias e dores (Mt. 12:7).

Como Preservar: Lembrando constantemente que o outro, para o outro, somos nós mesmos. Nós temos nossas misérias, e nos sentimos bem quando somos auxiliados pelos misericordiosos (Lc. 6:31). Este princípio é o mesmo que rege o perdão. Se perdoarmos os outros, seremos perdoados por Deus.

Traço de Identificação: “Limpos de coração” (v.8) – Um coração limpo pela ação da Palavra de Deus, pelo processo da santificação, que retira todo o mal, fazendo-o viver e sentir a pureza divina em nós. Traço difícil, pois, nossos corações vivenciam a realidade do pecado original na natureza humana (Rm. 7:19).

Como Preservar: É preciso luta diária contra nossa velha natureza que insiste em ditar desejos e sentimentos impuros em nós. Daí, se torna imperioso a identificação dos sentimentos e desejos ruins, resistindo a eles em todo o tempo (Tg. 4:7; Ef. 6:16).

Traço de Identificação: “Pacificadores” (v.9) – A imposição de uma paz pela guerra é o caminho dos insanos. O cristianismo nos apresenta um caminho melhor. O caminho do amor que nos faz reconhecer a paz como um valor inegociável. E esta paz pode ser alcançada pelo exercício do bem em contraposição ao mal.

Como Preservar: Para uma boa briga é preciso dois. Determine-se a não um deles (Rm. 12:18).

Traço de Identificação: “Perseguidos por serem justos” (v.10) – Num mundo onde o comum é se buscar o próprio interesse, agir de forma justa, pensando também no outro, certamente causará problemas e perseguições.

Como Preservar: Tendo consciência de direitos e deveres, assim como, do dever de ser autêntico representante de Deus, nossas convicções espirituais nos impedem de praticar qualquer ato de injustiça. Porém, não se trata de uma manifestação mística ou sobrenatural, e sim, dos atos praticados pelo servo de Deus, frutos de sua vontade (Is. 56:11; 1 Co. 13:5).

Traço de Identificação: “Perseguidos por causa do nome de Jesus” (v.11) – O simples fato de decidir servir a Cristo e tê-lo como salvador pessoal, atrai a inveja e ira dos que odeiam a Deus (Jo. 15:19).

Como Preservar: A conversão não é um mito. É um fato alcançável através um ato voluntário de amor à Deus, com o reconhecimento do plano eficaz da salvação protagonizada por Cristo na cruz do calvário. Só há uma forma de preservação: Conversão real (Ez. 33:11).

Conclusão

Muitos outros traços estão expostos nas palavras de Cristo em Mateus, capítulo 5. Porém, vamos nos ater aos pontos mencionados acima.

O que aprendemos quando se trata da identidade da igreja do Senhor Jesus, é que estes traços não se confundem. É por esta razão que um cristão pode e deve ser identificável na sociedade. Isto vale para a igreja, enquanto comunidade local ou denominação e, principalmente, seus líderes. Afinal, ser fariseu é fácil. Basta no domingo ser uma pessoa diferente.

No texto, Jesus reforça esta idéia quando destaca os cristãos como sendo a “luz do mundo” e o “sal da terra”. São inconfundíveis como sal e terra, luz e trevas.

A verdade que a Bíblia nos revela é uma só: “É fácil decidir-se por Cristo, mas ser cristão é extremamente difícil”. Porém, possível. Entre tantos que se dizem cristãos, há os que verdadeiramente conseguem preservar o caráter de Cristo, através de uma vida de intensa submissão à Deus e sua Palavra. Repito. Não é fácil, mas, possível. Em Deus faremos proezas.

Até Que Ponto Chega a Loucura Dessa Gente


Vejam a notícia abaixo.

“Alguém trocaria 16 hospitais por um estádio de futebol?

Os 39 vereadores que aprovaram o incentivo fiscal ao Itaquerão argumentam que “toda a Zona Leste vai ganhar com a obra”
Por Branca Nunes


Embora céticos, os moradores de Itaquera - (...) - tentam acreditar que o poder público não vai desperdiçar mais essa oportunidade de investir numa área da periferia da cidade. Poderiam ser 400 unidades de educação infantil, 100 escolas técnicas, mais de 40 quilômetros de corredores de ônibus, 16 hospitais bem equipados, 1.400 pistas profissionais de atletismo, 820 aparelhos de Raio X de última geração, ou 10.500 casas populares. Será um estádio de futebol.
Depois de passarem meses garantindo que não haveria um centavo de dinheiro público em estádios para a Copa do Mundo de 2014, foi essa a decisão do prefeito e do governador de São Paulo. Juntos, resolveram brindar a Odebrecht e o Corinthians [um dos times de futebol de São Paulo] com 510 milhões de reais. Como o custo total da obra é estimado em 890 milhões de reais, cada uma das 68 mil cadeiras do Itaquerão (como é conhecido o estádio) custará 13.088,23 reais”.

São Paulo é o (péssimo) exemplo de Brasil na Copa de 2014.

Esse é o mundo louco em que estamos metidos. O povo brasileiro reclama melhoria nos diversos serviços públicos, porém, esbarra sempre na desculpa dos políticos da falta de verba, de que para despesa é preciso ter de onde tirar receita, face a lei de responsabilidade fiscal. No entanto, para esta orgia nababesca insana, não há qualquer problema na viabilização destes vultosos empreendimentos que, considerando custo/benefício, não se justifica.

Mas é assim. Eles se divertem à custa da população, e a maioria da população, que depende dos serviços públicos, continuará sofrendo com a falta de hospitais devidamente equipados, péssima segurança pública, apagões no sistema elétrico, falta de saneamento básico, falta de água encanada, transporte público precário, etc. A lista é grande.

Nós, povo brasileiro, continuamos o mesmo. E como se dizia num programa humorístico antigo, “brasileiro é tão bonzinho...”.

Pense nisto nas próximas eleições e, por favor, não vote nos mesmos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Igreja - Agente Transformador da Sociedade


Subsídio – Lição nº 8 – 3º Tri 2011 - Jovens e Adultos – CPAD
Texto Áureo: Mc. 2:17
Leitura Bíblica: Mc. 2:13-17; At. 2:37-41

A proposição do tema implica grande responsabilidade para a Igreja do Senhor Jesus Cristo. É claro que o aluno deve possuir a compreensão adequada do que vem a ser “Igreja do Senhor Jesus Cristo”. Acredito que nas lições anteriores isto ficou claro, porque, para uma legítima identificação como “Igreja do Senhor Jesus Cristo”, é preciso “ser” Igreja do Senhor Jesus Cristo e não apenas uma placa colocada na fachada de um prédio.

Muitos prédios podem ter em suas fachadas a placa de identificação de uma “suposta” Igreja do Senhor Jesus Cristo e o comportamento dos seus membros, especialmente de seus líderes, não condizerem com o porte de legítimos representantes de Deus, gente com a capacidade dada por Deus de transformar a sociedade.

Como exemplo, chama-nos a atenção o noticiário de uma Igreja denominada ASSEMBLÉIA DE DEUS CASA DE ORAÇÃO BETEL, cujo pastor está entre os “suspeitos” de terem se associado para desviar dinheiro do Ministério do Turismo (escândalo de corrupção brasileira da vez), tendo sua prisão sido relaxada com pagamento de fiança (cheque sem fundo) no valor de R$ 109.000,00 (cento e nove mil reais).

Sem entrar no mérito da questão, nem lançar qualquer suspeição sobre os irmãos congregados ali, evidente a falta de prudência em questões relacionadas com a sociedade. O pastor era dono de uma empresa de turismo, cujo escritório funcionava no andar de cima da própria igreja, se envolvendo com verbas públicas e políticos inescrupulosos. Não podia dar certo.

Por este pressuposto, a Igreja para ser Agente Transformador da Sociedade deve trazer em sua essência características que a diferencie da sociedade que ela quer transformar. Se isto não acontece, sua ação se torna inócua, pois, como sal insípido, não presta para o fim que se propõe. Ela não pode transformar a sociedade naquilo que ela mesma é.

A igreja aqui, então, é o “conjunto de fiéis de uma religião”, que se tornam, pela observância dos mandamentos do Senhor, capazes de modificar o conjunto dos comportamentos errados das pessoas unidas a nós pela origem de nascimento ou pela localização, o que chamamos de nação.

I.        Para Que a Transformação Seja Alcançada, a Essência do Agente Deve Ser Diferente

Só haverá êxito na transformação se a essência do agente for “melhor” do que a essência daquilo que ele quer mudar. Não podemos falar nem em ter a mesma essência, pois, qualquer tentativa de transformação seria infrutífera. Infelizmente, muitas denominações e seus líderes não podem transformar a sociedade secular, simplesmente porque se assemelham a ela na forma de pensar e na maneira de agir no tecido social.

Imagine uma parede branca e você resolve pintá-la de branca. Ora, se é “mudança” que se deseja, utilizar a mesma cor não irá alterar absolutamente nada. Após o término de seu trabalho, perceberás que tudo permanece com a mesma forma e essência. Sendo assim, para alterar a cor da parede branca, você precisa, antes de qualquer coisa, trazer consigo uma tinta de cor diferente.

Cristo em todo o seu ministério deixou claro a necessidade de uma mudança primeiro no agente, para depois, este agente mudar a coletividade. “Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão” Lucas 6:42. É como o ditado popular: “Queres mudar o mundo? Muda primeiro a ti mesmo”.

Se temos a responsabilidade de transformar a sociedade, não podemos conduzir o povo de Deus utilizando as mesmas práticas odiosas da sociedade secular que queremos transformar. Práticas como a busca pelo poder, o orgulho, a prepotência, a vaidade, a falta de transparência e humildade, a insensibilidade a dor do outro, a arrogância, a falta de educação, o ódio, a violência, a avareza, a subtração do alheio, enfim, todas as mazelas que desejamos e podemos modificar na sociedade, através da pregação da Palavra de Deus e da ação de um povo comprometido com o Deus da Palavra.

Certamente esta é a razão do Brasil, país conhecido como o que detêm um dos maiores contingentes de católicos e evangélicos do mundo (mais de 80% de sua população se diz cristão), manter uma profunda desigualdade social, uma quantidade enorme de gente vivendo abaixo ou na linha da pobreza, uma degradação moral crescente (sem falar no espiritual), e a maioria de sua população longe das oportunidades de viver melhor. Eis a prova de que, apesar da grande quantidade de cristãos, não se consegue transformar uma sociedade para melhor utilizando as mesmas ferramentas seculares e sem abrir mão dos benefícios materiais que a própria sociedade secular estabelece como valores indispensáveis.

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens” Mateus 5:13.

Não deveríamos tentar transformar a sociedade apartir dos mega-templos, mega-ternos e mega-carros, e sim, a partir do desejo de sermos todos iguais.

II.      Para Que a Transformação Seja Eficaz, a Visão do Agente Deve Ser de Mundo Ideal

O que se busca quando falamos em transformação é melhoria do ambiente. Porém, algumas questões saltam aos nossos olhos, quais sejam: Quais as melhorias desejamos para nossa sociedade? Qual o mundo ideal? E o que precisamos fazer para que esta melhoria aconteça? Sem uma visão clara do que desejamos, é impossível chegar aonde queremos.

Quando Jesus autorizou Pedro caminhar sobre as águas, enquanto o apóstolo colocava sua visão em Cristo, caminhou sobre as águas e, apesar das turbulências, prosseguiu sem se intimidar. Porém, quando deixou de olhar na direção certa e passou a olhar para as ondas e sentir os ventos, passou a naufragar (Mt. 14).

Melhorar o mundo a partir de suas próprias técnicas e premissas, é repetir o erro e colher os mesmos frutos da desigualdade, da intolerância, da violência, do egoísmo e do hedonismo. Quando a árvore é má, não adianta, os seus frutos serão todos ruins.

A igreja enquanto agente de transformação, só obterá êxito se mirar em Cristo. Nenhum intelectual, nenhum político, nenhum ser humano, por mais sincero que seja, pode indicar à igreja o melhor caminho a seguir. Por uma razão bem simples. Cristo está acima das ondas modernas e dos ventos que sopram de tempos em tempos. Cristo é singular, deixando sua marca indelével para que todos os seres humanos tenham um exemplo a seguir. “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” João 13:15.

Eis a visão. A visão de Cristo. Transformar o homem a partir das premissas de sermos todos Filhos de um mesmo Pai, desenvolvendo com naturalidade uma relação com Ele; considerarmo-nos superiores uns aos outros, para que nesta forma sejamos iguais, e amarmo-nos uns aos outros com amor altruísta, manifestado através das obras de amor, de fé e de compaixão.

“Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo viram; e eles o seguiram” Mateus 20:34. No texto, o modelo. Jesus toca os olhos dos seus, que passam a enxergar, seguindo a partir daí, seus conselhos que é “poder de Deus para transformação de outras vidas”.

Antes de buscarmos conhecimentos e técnicas nos bancos das faculdades, devemos buscar a visão divina na oração e no estudo da Palavra de Deus.

III.    Para Que a Transformação Seja Exitosa, os Instrumentos do Agente Devem Ser Adequados

O que de melhor a técnica pode nos oferecer é o entendimento das características adequadas de cada instrumento, a partir do resultado que se deseja obter. Se quero transformar a sociedade não posso utilizar os mesmos instrumentos que ela utiliza no mesmo intento de melhoria, ou seja, se ela vem utilizando métodos meramente politiqueiros, e ainda assim quero sua transformação, obviamente, não posso utilizar os mesmos instrumentos politiqueiros para transformá-la, isto porquê, já se mostraram ineficazes.

Cristo separa homens e mulheres, formando sua igreja, comissionando-os e concedendo-lhes instrumentos para cumprimento de sua missão. O propósito do Senhor é atender o homem nas suas necessidades. Para isto precisamos focar a integralidade – missão integral – do ser humano.

a)     Corpo

A igreja não pode restringir sua ação apenas aos processos de curas espirituais. Deve atuar, também, oferecendo apoio médico e medicamentoso, pelo menos, aos seus membros; Seja através da ação social de um dia, desenvolvida em determinada localidade, seja no desenvolvimento de ações contínuas protagonizadas por cristãos ou por instituições cristãs, marcando sua presença como representantes de Deus entre nós (Reino de Deus);

A igreja deve ser a primeira a observar o princípio cristão de, “todos terem pouco é melhor do que alguns terem muito” (At. 2:44,45). Este princípio é basilar para uma sociedade mais justa e fraterna.

A igreja deve transformar a sociedade a partir do oferecimento de estabelecimentos de ensinos que possibilitem pelo menos aos filhos dos cristãos, terem onde construir conhecimentos e técnicas seculares num ambiente que respeita e prioriza a visão e os princípios cristãos. Estes novos seres, formados nessa base, serão instrumentos transformadores das mazelas que se tornaram “normais” entre nosso povo.

b)     Alma

A igreja deve permear a sociedade com um padrão cristão de ser. Deve romper com as fronteiras dos templos e voltar às estradas, às ruas, às praças, aos asilos, aos hospitais, aos presídios, oferecendo aos transeuntes a oportunidade de sararem suas feridas de alma no alento da Palavra de Deus;

Deve, a igreja, oferecer músicas que se destacam pela qualidade de seus arranjos e, acima de tudo, pela inspiração divina na satisfação dos anseios de nossas almas. Músicas que se esmeram na devoção, e não, no oportunismo de um mercado capitalista gospel;

A igreja, através de seus representantes, deve se inserir na magistratura, na medicina, na política, no poder constituído, adotando comportamentos que honrem a Deus e primam pelo serviço em benefício do próximo. Desta forma, falarão às almas aflitas e desejosas de gente decente neste país. Quando não atenderem as almas aflitas através das obras, as atenderão através de comportamentos que inspirem confiança e integridade.

c)     Espírito

Atentando para o discernimento espiritual que lhe concede a capacidade de enxergar e distinguir um possesso de um doente mental, a Igreja deve ser instrumento de Deus na sociedade para debelar as armadilhas do nosso adversário, libertando as vidas oprimidas e presas pelo diabo.

Deve, a Igreja, interromper a ridicularização do sagrado nas fraudes espirituais protagonizadas por falsos profetas. As pressões vindas do terrorismo espiritual que esconde o amor de Deus das vistas e dos corações das pessoas, lhes apresentando o mal como um todo-poderoso. Insistindo na cobrança de ritos e tradições inócuas, colocam apenas mais cargas nos ombros das almas cansadas e oprimidas pelo peso do pecado, afastando-as de Deus e cegando-as para as verdades importantes relativas a salvação.

O comportamento que se espera, deve dar ênfase ao equilíbrio e maturidade espiritual que concede às pessoas vidas livre de temores ou receios desnecessários, a partir do oferecimento desta tão grande salvação que liberta o homem das trevas e morte espiritual.

Conclusão.

Vale destacar, mesmo desejando que todos tenham conhecimento da salvação em Cristo Jesus, a transformação social que queremos é, também, o abandono de comportamentos egoístas e a adoção de comportamentos que tragam, prioritariamente, o bem do outro, partindo da premissa bíblica: “O que quereis que os homens vos façam, fazei vós a eles” (Lc. 6:31).

Como um agente sincero, detendo a visão divina e munida de instrumentos eficazes, a Igreja cumprirá seu propósito de transformar a sociedade, melhorando a vida dos conterrâneos, ao mesmo tempo em que lhes oferece a Salvação em Cristo. Conseqüentemente, a sociedade desfrutará do intento do Senhor para todos nós, felicidade. Esta é a nossa porção sobre a Terra (Pv. 30:8).