quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Incompatibilidade de Gênios Não é Justificativa Para Separação Conjugal

Como devemos administrar as circunstâncias que envolvem o matrimônio nos dias atuais, haja vista que casais cristãos se separam na mesma proporção que não-cristãos?  Acredito que olhando as razões que levam casais à separação seja um bom caminho para compreendermos os dilemas e, preventivamente, evitarmos esse desastre que é o divórcio.

Uma das justificativas que considero testemunho da mais completa imaturidade dos envolvidos é a tal "incompatibilidade de gênios". Ela se parece com a justificativa dos homens hebreus que podiam repudiar suas respectivas mulheres "por qualquer motivo". Ou seja, em razão da fadiga gerada pela rotina de uma vida conjugal prolongada, os homens inventaram uma justificativa para sua fraqueza e covardia em manter um compromisso matrimonial "até a morte" de um dos cônjuges.

Incompatibilidade de gênios tem a ver com a intolerância, impaciência e ausência do perdão e de vontade em renovar a aliança. Justificam-se com a "incompatibilidade de gênios" quem se vê surpreendido pelos defeitos do outro, não suportando mais seu jeito de sentir, de dizer e de fazer as coisas. Antes, no namoro, no noivado e, também, no início do casamento, tudo era bonito, feliz e suportável. Agora, com o passar do tempo, a beleza se esvai, a felicidade ancorada nela se extingue, a dureza de uma vida real e difícil se instaura, e então, o relacionamento com o outro se torna um exercício de tolerância "insuportável".

Esse tipo de justificativa para a dissolução do casamento é aceita por quem ignora a realidade humana e, acima de tudo, ignora Deus. Após a queda do homem, o ser humano se tornou insuportável porque passou a buscar sua felicidade em detrimento do bem-estar de sua casa e do seu semelhante. Se os conjuges se comportarem assim estarão envolvidos numa guerra onde só haverá perdedores.

Há um desconhecimento geral daquilo que a Bíblia informa de maneira, talvez, indireta e, com certeza, certeira: "ninguém é feliz sozinho". Apesar da exceção (ser eunuco - Mt. 19:12), ou seja, ficar solteiro com o objetivo de servir, a união entre um homem e uma mulher é o padrão estabelecido pelo Criador, é a forma natural de existência humana. Para que isto chegue a um bom termo, é preciso compreender as diferenças e estar disposto (a) a lidar com elas.

Muitas das vezes em que estou contente minha esposa não está (vice-versa), muitas das vezes em que minha esposa quer sair, eu quero ficar em casa; a comida que mais gosto não é a que minha esposa gosta, então, quando ela faz o que gosto, gosto, quando ela faz o que ela gosta, eu não gosto. E então, somos incompatíveis? Não! Somos apenas diferentes, e essas diferenças fazem parte do cardápio que nos atraíram mutuamente. Sete bilhões de pessoas no mundo e não há uma única igual a outra.

Se não tivermos a capacidade de conviver com as diferenças, e as consequências dessas diferenças, é porque precisamos amadurecer mais um pouquinho. E vale dizer. Separar-se e casar-se com outro (a), não vai resolver a "incompatibilidade de gênios" simplesmente porque ela é inerente ao ser humano. O que vai acontecer é perda de tempo, retrabalho e mais problemas que exigirão mais esforço.

A incompatibilidade de gênios é desculpa de quem não sabia o que fazer durante o namoro e noivado, gastando apenas tempo e dinheiro. Tempo apenas indo para festas e praias, e dinheiro dando presentes (Nada contra divertir-se juntos e presentearem-se, porém, um casamento não se sustêm apenas com estes ingredientes). Resultado, conquistou um compromisso fraternal e comprou uma forma de amar mercantilista. No casamento é exigido algo mais profundo e de maior valor.

Compreensão, respeito, resignação, perdão, superação, desvalorização dos defeitos e valorização das virtudes. Esses são ingredientes que darão ao seu casamento a durabilidade estabelecida no projeto de Deus. Uma dose de humildade é necessária para entender isto e buscar na Palavra de Deus a mediação capaz de ajudar a superar as diferenças e avançar nas semelhanças que ajudarão num casamento até que a morte os separe.

Incompatibilidade de gênios é para os fracos, tolos e imaturos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

No Casamento, Aprendam a Engolir Elefantes

É desafiador a relação conjugal, na qual, duas pessoas com características diferentes, algumas delas, inclusive, antagônicas, devem conviver uma com a outra e, ao mesmo tempo, buscar a comunhão e interação como um só ser.

Não há fórmulas mágicas que concedam aos casais as ferramentas ou caminhos que firmemente os conduzam à este nobre objetivo. Como, então, superar as manias, gostos, visão de mundo e os mais variados quereres distintos de cada um? Como vencer os turbilhões emocionais advindos das divergências?

Vou falar por enigma.

Não é um elefante que destrói um casamento e, sim, uma nuvem de mosquitos.

Elefante = Grandes problemas. Exs.: doenças graves de um dos cônjuges, dificuldades financeiras extremas e infidelidade conjugal. Em casos como esses se revelará o caráter de cada um.

Mosquitos = Problemas insignificantes. Exs.: tolha molhada em cima da cama, dormiu até mais tarde e palavras "mal ditas". Aqui se demonstrará a imaturidade ou maturidade de cada um.

Quer uma casamento duradouro? Não permita que as inquietações e insatisfações dos mosquitos se avolumem na sua mente e coração. E se realmente quiser obter sucesso conjugal, "aprenda engolir elefante, pois, quem engole elefante não se engasga com mosquitos."

Fique bem.