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Religiosidade Boa. Religiosidade Má.


Independentemente do conceito pejorativo que se jogou sobre o termo “religiosidade”, principalmente no circuito cristão, precisamos ponderar sobre seu significado, reconhecendo-o como definidor da relação entre um ser prestador de culto e a divindade adorada. Nesse sentido, nada mais natural do que a busca do homem, em seu íntimo, do Ser a ser adorado: Deus. Quando configura isto, não há nada de anormal em reconhecermo-nos religiosos.

O problema da religiosidade é a redução do seu sentido real para um sentido de mera formalidade. A repetição de formas, mantras, ornamentos, instrumentos, regras, o engessamento do desejo real e sincero de adorar a Deus ao cumprimento de dogmas religiosos ou denominacionais que deturpam seu objetivo e sentido mais nobre.

Outra atitude que deturpa o termo é a transferência da adoração à Deus para adoração a uma outra criatura ou instituição. É a destronação de Deus colocando em seu lugar um líder religioso, ou um artista, ou um clube de futebol, ou um político, ou uma denominação. Quando isto acontece, além do pecado da idolatria, depreciamos o conceito autêntico de religioso para o pejorativo de “religiosidade”.

A religiosidade honesta é aquela que remonta a relação entre o ser humano e Deus, fazendo com que esse ser passe por melhorias como pessoa, do ponto de vista das relações consigo mesmo, com o próximo e com o próprio Deus. Esta melhoria é fruto da ação direta do Espírito Santo, através da reflexão na Palavra de Deus, que se realiza no mais profundo do coração humano e resulta numa voluntária conversão intelectual.

Religiosidade boa ou má? O que vai definir como é a sua, será o seu comportamento em relação a Deus e os homens.

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