quarta-feira, 30 de maio de 2012

Siga o Roteiro dos Homens, Esqueça o de Deus, e Você Vai se Dá Mal

Senador Demóstenes Torres
Eu redescobri Deus. Acho que minha atuação era mais pautada pelos homens do que por Deus” (Sen. Demóstenes Torres – Respondendo à Comissão de Ética do Senado Federal).

Seja na política, na religião, na família ou em qualquer outra instituição que abrigue pessoas, a verdade é uma só: “Siga o roteiro dos homens, esqueça o de Deus, e você vai se dá mal”.

Esse é o nosso problema. Mesmo reconhecendo que a sabedoria dos homens é rasteira, mesquinha e enganosa, nos deixamos levar por seus conselhos ou por suas benesses. Esquecemos e abandonamos os conselhos do Criador porque nos é exigido comprometimento com valores que respeitam o semelhante e nos impõe limites.

Tornamo-nos piores desvairados quando nos deixamos convencer por outros loucos. A mídia é palco para os insanos da vez. A televisão e a internet estão repletas de tresloucados que regurgitam incongruências por não poderem conter sua diarreia mental. E pela repetição, terminamos por acreditar. Raramente se vê e ouve alguma posição sensata, pelo contrário, apenas bravatas produzidas por almas solitárias que, desesperadamente e desgraçadamente, procuram algo para se agarrar... para se salvar. São apenas delírios, pois, não podem e não tem como se garantir nem no instante seguinte.

Deus em todo tempo insiste em aconselhar, orientando o homem sobre como proceder e viver. Seus conselhos são de Alguém que ama intensamente e sinceramente e, com conhecimento de causa, sabe do que está falando. Ouvir Deus é preservar sua alma das armadilhas sutis que engabelam o ser e o mergulha em dores. Mas o homem O rejeita.

O homem rejeita Deus porque, alucinado por suas dúvidas e atormentados por suas angústias, não consegue parar e refletir sobre sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Somos atropelados pela ganância, pela avareza, pelo egoísmo, pelo apego ao poder e pelo desespero de tentar sobreviver a todo custo. Na verdade, nosso maior mal é a busca pelo além do necessário. Somos presas fáceis.

Mas, os conselhos de Deus permanecem: “Ouvi a palavra do Senhor, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra” (Is. 1:10), “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o Senhor tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim” (Is. 1:2).

O senador Demóstenes, como tantos outros, descobre a duras penas o roteiro da crueldade e do fracasso: “...minha atuação era mais pautada pelos homens do que por Deus”. É uma pena, pois, pelo que parece, esta constatação chega tarde demais.

 Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim. Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração. Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer. Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça. Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho. Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor. Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons. Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça” (Salmos 119:33-40).

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quatro Pilares Para Uma Família Feliz

Família é a reunião de pessoas formada a partir da união de dois indivíduos distintos que resolvem, por livre e espontânea vontade, unir-se com vistas a alcançar um objetivo comum: viver suas vidas, amparadas, um pelo outro, superando os desafios até a conclusão de sua jornada terrena.

Mas, afinal, quais os ingredientes necessários para um bom casamento? Quais os elementos que compõem uma família feliz? O que precisamos fazer para que nosso lar seja um lugar onde as pessoas se sintam bem em estar e desejem em todo tempo, desfrutar? Muitas ações, hoje, estão voltadas para correção de relacionamentos, porém, acredito que maior ênfase deve ser dada a prevenção. Compreender o que é um casamento, obter o preparo adequado e esforçar-se por cumprir seu papel nesta relação.

É claro que não existe uma fórmula mágica que, adotada, faz, instantaneamente, que tornemos nossa família feliz. Por favor, não confundamos família feliz com família perfeita. Uma família perfeita não existe e não é possível atingir, haja vista que, na base, ela é formada por pessoas imperfeitas. No entanto, uma família feliz é possível. Aqui seria necessária uma análise melhor sobre o que é felicidade, mas o espaço não nos permite, pois, como podemos definir uma família feliz se não compreendermos o que é felicidade? Porém, podemos alertar que felicidade varia de pessoa para pessoa, isto porque, há entre tantas coisas, aquilo que me causa felicidade, mas, esta mesma coisa não causará felicidade ao outro. Para alguém que gosta de moto, um carro não vai lhe dar a sensação de sonho ou desejo realizado.

Ultrapassado este preâmbulo, uma família feliz é aquela onde marido e mulher se respeitam e são respeitados por seus filhos, sogros e sogras, onde as dificuldades são vencidas com companheirismo, cumplicidade e unidade, onde a base está no amor incondicional e suas virtudes acessórias como, perdão, resignação, piedade, misericórdia, senso de justiça apurada, bom senso e bom humor. Fruto de um ambiente assim, os membros dessa família crescem e são valorizados.

O Pr. Sérgio e sua esposa, a psicóloga, Magali Leoto, afirmam: “As FAMÍLIAS SAUDÁVEIS [FELIZES], não são perfeitas, mas suportam com equilíbrio e estabilidade as mudanças e problemas que enfrentam. No caso das famílias saudáveis "cristãs", utilizam a Palavra de Deus como fonte de valores e base para ações do dia-a-dia. A vivência do evangelho se dá nos bons e maus momentos, sendo um bom testemunho aos que não conhecem a Jesus”.

Para que isto aconteça, antes de qualquer coisa, os envolvidos devem perceber a importância do agir individual nesse sentido. Isto exige renúncia, luta diária, perdão, resignação, cumplicidade, amizade e, acima de tudo, como dito acima, amor incondicional. Estas atitudes devem ser encaradas pelo homem e pela mulher que desejam sua casa como um oásis em meio ao deserto de desesperança atual.

1º PILAR – Maturidade

Para uma família feliz, os seus fundadores devem ser maduros. Isto significa que o homem e a mulher devem ter vivido tempo suficiente para adquirir capacidade racional de decisão, compreensão adequada de suas próprias emoções e visão realista da vida, sem exagerar a dimensão dos problemas em detrimento das oportunidades de crescimento e conquistas. Estamos falando de homem e mulher com um mínimo de estrutura emocional, afinal, para encarar as responsabilidades de um casamento e, conseqüentemente, uma família, é preciso:

Ø  Equilíbrio – Uma pessoa destemperada prejudica o “sabor da vida”; o equilíbrio de cada um, reflete no equilíbrio dos dois;

Ø  Cumplicidade – Os dois estão do mesmo lado da trincheira;

Ø  Longanimidade – Capacidade de prosseguir, apesar das adversidades. Disposição de suportar um ao outro até a morte;

Ø  Perdão – O que nos separa não deve destruir o que no une;

Ø  Bom humor – Um príncipe e uma princesa devem ter a marca registrada do sorriso;

Ø  Amor incondicional – Altruísta.

Outros elementos poderiam ser descritos aqui, porém, em razão do espaço, vou me ater a estes, salientando que é pelos motivos expostos acima, que somos contrários ao casamento de pessoas muito jovens, mesmo levando em consideração as variações entre um e outro desenvolvimento individual.

2º PILAR - Uma Mínima Estrutura Para Uma Nova Família

Um ditado popular já dizia: “Quem casa quer casa”. Digo que, na verdade, dentro do que expomos aqui, “quem quer casar, tem que ter casa”. No Brasil, o desequilíbrio social entre ricos e pobres é enorme, o que tornam maiores as dificuldades para adquirir casa própria e demais condições de sobrevivência para a maioria da população. Fruto disto, muitos jovens casais unem-se pelos laços do matrimônio e passam a viver na casa de um dos pais, inclusive sob as expensas dos mesmos. Certamente que a comunhão com os pais, tanto do homem como da mulher, é algo louvável e recomendável, porém, a habitação conjunta agrega não apenas o lado positivo da unidade, mas, também, uma gama de dificuldades que poderiam ser evitadas, dentre elas, a falta de privacidade e independência para o novo casal. Lembrando a Bíblia, a recomendação é “deixe o homem seu pai e sua mãe, e se uma a sua mulher tornando-se, os dois, uma só carne” Gn.2:24.

Ø  Formação educacional e profissional;

Ø  Se possível, casa própria; senão, alugada mesmo;

Ø  Negócio ou emprego de onde retirar o sustento. Devo chamar a atenção para a soma da mão de obra do marido e, também, da mulher. Com os devidos cuidados, caso haja filhos pequenos envolvidos.

3º PILAR - Valores Morais

A sociedade sofre as conseqüências do abandono de valores que constroem uma vida cidadã. Valores como respeito a vida, a autoridade, urbanidade, honestidade, justiça, bondade, e outros mais, são imprescindíveis para, não apenas uma família, mas para uma sociedade feliz. Não esqueçamos que a família é a base da sociedade. Se a sociedade atravessa um período ruim de sua existência, está apenas sinalizando que algum problema está afetando o desenvolvimento das famílias. Uma família só alcançará felicidade plena quando seus integrantes adotarem e respeitarem valores morais, tais como:

Ø  Respeito ao direito dos outros;

Ø  Urbanidade;

Ø  Honestidade;

Ø  Senso de justiça.

4º PILAR - Valores Espirituais

O ser humano só se completa quando cuida de seu espírito. O senso comum da existência de um Ser Supremo que criou e controla todas as coisas é prova irrefutável da necessidade que o homem tem de atentar para Ele. Esta necessidade é fruto de um espírito doado pelo Criador à sua criatura, figurando como uma marca indelével de sua propriedade. O homem, então, sente a necessidade de um relacionamento com Ele, culminando com anseio em prestar-lhe adoração. Para uma família feliz, seus membros precisam cultivar uma vida espiritual saudável, desenvolvendo em seus corações a fé em Deus que os amparará nas dificuldades e os impulsionará na conquista de seus objetivos mais nobres.

Ø  Fé em Deus;

Ø  Crença na Sua Palavra;

Ø  Devoção.

CONCLUSÃO

Quem olha uma boa e bonita casa não pode esquecer que ela deve estar firmada num alicerce confiável, senão, apesar de boa e bonita, pode desabar a qualquer momento. Sendo assim, a construção de uma família deve está amparada numa base sólida. Esta base é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Seus conceitos, seus valores e seus mandamentos é base confiável e já aprovada na edificação de milhares de lares em todo o mundo e em todos os séculos. Cumprindo-se o que disse Cristo: “Quem edificar sua casa sobre [esta] a rocha, os ventos e as intempéries não a derribarão” (Mt. 7:25).

Que os cônjuges, representando suas famílias, entendam, aceitem e executem os sábios conselhos de Deus. Saibam que, aqueles que decidiram seguir sem a ajuda divina, conseguem dar alguns passos em trilhas extremamente difíceis, porém, na primeira oportunidade, imaginam encontrar a solução na dissolução do casamento e, consequentemente, da família; aqueles, porém, que decidiram pela companhia do Senhor na sua caminhada familiar, enfrentam dificuldades, sofrem dores, mas, jamais estão sós. São consolados, estimulados e renovados na certeza de que o fim da caminhada será melhor que o início dela. Ele nos prometeu! Ele cumprirá! Nesta fé, prosseguimos desfrutando de um ambiente familiar saudável e feliz.

Eu creio!!!

Fiquem bem...

Fiquem com Deus.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Importância da Família

Família é a reunião de pessoas formada a partir da união de dois indivíduos distintos que resolvem, por livre e espontânea vontade, unir-se com vistas a alcançar um objetivo comum: viver suas vidas, amparadas, um pelo outro, superando os desafios até a conclusão de sua jornada terrena.

A despeito disto, o casamento se realiza plenamente quando, além da unidade nos outros níveis de interação, os dois se tornam uma só carne. Estamos falando, então, do ato sexual. Como conseqüência lógica e normal, a fecundação se torna uma realidade, tendo, tempo depois, a concretização do nascimento de uma nova vida. Esta nova vida passa a compor este grupo social, não apenas como fruto de uma seqüência lógica, mas, também, pelo anseio que todo ser humano tem em procriar, gerando um novo ser que será a seqüência de sua própria existência.

O Criador acompanha a formação e desenvolvimento deste novo núcleo, haja vista possuir interesse no seu equilíbrio, desenvolvimento e eficácia. Deus é o projetista da família. É desta maneira que constrói um novo ser, dando-lhe as bases para sua formação e condições para seu crescimento individual. Mas, não é só isto. Deus, sabiamente, estabelece assim, as bases para uma sociedade. É daí que a família passa a ser considerada como “coluna-máter da sociedade”.

Tomando por base a construção física de uma casa, eis as nuances que envolvem um lar, ou melhor, uma família.

¨     PORTAS - As portas da casa são os pais, que permitem ou autorizam a entrada e saída de informações e pessoas, para a intimidade ou convívio da família.

¨     JANELAS - As janelas são os filhos, que podem ver o mundo externo constantemente, e comparando com a vida familiar, escolhem seguir o mundo externo ou os valores ensinados em casa.

¨     PAREDES - As paredes são os valores e princípios estabelecidos pelos pais e, ensinados aos filhos; estes valores vão acompanhar os filhos por toda a vida; eles são a estrutura necessária para a formação de um bom caráter no indivíduo.

¨     TELHADO - O telhado é a cobertura divina que os pais buscam e através de seu exemplo, os filhos também procuram esta proteção para suas vidas.

¨     PISO - O piso é a raiz que une a família em laços de amor, amizade, companheirismo, cumplicidade, solidariedade, a fim de que os indivíduos desta família possam compartilhar entre si atributos e benesses, tornando-se referência para as demais famílias.

¨     FUNDAÇÃO – Lembremo-nos que os ordenamentos jurídicos norteadores da vida em sociedade, num primeiro momento, foram inspirados nos mandamentos divinos. Sendo assim, a fundação ou a base para a construção e sustentação de uma família deve ser, sempre, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.

Em linhas gerais, já destacamos acima a importância da família para o indivíduo e para a sociedade. No entanto, vamos relacioná-los abaixo, a fim de torná-los mais claro à nossa compreensão.

v  QUAL A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA

1.   É o meio pelo qual nos afastamos da solidão e achamos companhia.

Gn. 2:18 - “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”.

Sl. 68:6a – “Deus faz que o solitário viva em família”.

É em família que aprendemos a conviver com as diferenças, superando e relevando as influências dos defeitos, buscando crescimento mútuo, levando em consideração as virtudes individuais.

2.   É o meio pelo qual perpetuamos a espécie.

Gn. 1:28 – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”.

A partir de um homem unido a uma mulher são gerados novos seres que, por sua vez, participam de um mesmo processo, dando sequênrticipam deste mesmo processo dando seqummtrar a soluç as intem superior, sentindo necessidade de um relacionamento com Ele, ccia a vida sobre a Terra. Deus concede ao homem, e não ao macaco, participar do milagre da criação de um ser humano. Isto é um privilégio.

3.   É o meio pelo qual o caráter de um novo ser é formado.

Pv. 2:1-21 – “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, 2 Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; 3 Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, 4 Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, 5 Então entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus. 6 Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. 7 Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, 8 Para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos. 9 Então entenderás a justiça, o juízo, a eqüidade e todas as boas veredas. 10 Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma, 11 O bom siso te guardará e a inteligência te conservará; 12 Para te afastar do mau caminho, e do homem que fala coisas perversas; 13 Dos que deixam as veredas da retidão, para andarem pelos caminhos escusos; 14 Que se alegram de fazer mal, e folgam com as perversidades dos maus, 15 Cujas veredas são tortuosas e que se desviam nos seus caminhos; 16 Para te afastar da mulher estranha, sim da estranha que lisonjeia com suas palavras; 17 Que deixa o guia da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus; 18 Porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas para os mortos. 19 Todos os que se dirigem a ela não voltarão e não atinarão com as veredas da vida. 20 Para andares pelos caminhos dos bons, e te conservares nas veredas dos justos. 21 Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela”.

A base do caráter é formada durante o tempo de convivência em família. A interação com o pai, a mãe, irmãos, e demais parentes, vai moldando o caráter do novo indivíduo. Esta é uma das grandes tarefas dos pais, formar seus filhos, dando-lhes orientações que estimulem o desenvolvimento e o amadurecimento para as responsabilidades que a vida lhe dará.

4.   É o meio pelo qual a sociedade é formada.

Gn. 12:1-3 – “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. 2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. 3 E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Assim como o homem e a mulher são células que compõem o tecido familiar, as famílias são as células que compõem o tecido social. Daí a importância de se obter famílias equilibradas e bem estruturadas, que refletirão no meio social este equilíbrio, estruturando a vida em sociedade de tal forma que o respeito aos direitos e deveres não seja uma utopia, mas, a realidade diária de quem sabe viver em grupo.

5.   É o meio pelo qual Deus gerencia a coroa de sua criação.

Gn. 1:28 – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”.

Com certeza todo ser humano busca convívio familiar, afinal de contas, ele nasceu em um ambiente assim. Infelizmente, nem todos nascem num ambiente familiar tradicional com pai, mãe e irmãos, além dos avós, envolvidos emocionalmente uns com os outros e envidando esforços para crescimento de todos e manutenção de um ambiente familiar saudável. Vários são os casos de gravidez na adolescência, abandono de pais e mães; conflitos dos mais variados, que afetam profundamente esta relação que deveria ser equilibrada, forte e até a morte. Não podemos fechar os olhos para a realidade dos diferentes ambientes, frutos da promiscuidade e irresponsabilidade de pessoas desprovidas do mínimo senso de humanidade e respeito a vida. Temos que voltar nossos olhos para esta triste realidade e, na maneira do possível, empreender esforços no sentido de ajudar a minimizar os efeitos danosos deste grave problema social.

Diante do quadro atual, os filhos desta geração clamam pela reestruturação da família. Esperam que os adultos, ou pais, se dediquem incansavelmente na consolidação de um casamento saudável. As crianças, adolescentes e jovens, desejam que o quadro de uma família feliz pintado por Deus nas letras da sua palavra, não sejam apenas um sonho, uma utopia, mas, a realidade de suas próprias famílias. Eles querem viver assim.

Mas, afinal, quais os ingredientes necessários para um bom casamento? Quais os elementos que compõem uma família feliz? O que precisamos fazer para que nosso lar seja um lugar onde as pessoas se sintam bem em estar e desejem em todo tempo, desfrutar? Muitas ações, hoje, estão voltadas para correção de relacionamentos, porém, acredito que maior ênfase deve ser dada a prevenção. Compreender o que é um casamento, obter o preparo adequado e esforçar-se por cumprir seu papel nesta relação.

É claro que não existe uma fórmula mágica que, adotada, faz que, instantaneamente, tornemos nossa família feliz. Por favor, não confundamos família feliz com família perfeita. Uma família perfeita não existe e não é possível atingir, haja vista que, na base, ela é formada por pessoas imperfeitas. No entanto, uma família feliz é possível. Aqui seria necessária uma análise melhor sobre o que é felicidade, mas o espaço não nos permite, pois, como podemos definir uma família feliz se não compreendermos o que é felicidade? Porém, podemos alertar que felicidade varia de pessoa para pessoa, isto porque, há entre tantas coisas, aquilo que me causa felicidade, mas, esta mesma coisa não causará felicidade ao outro. Um carro, por exemplo, pode tornar minha vida mais feliz, porém, para aquele que não sabe dirigir, é indiferente. Para alguém que gosta de moto, um carro não vai lhe dar a sensação de sonho ou desejo realizado.

Ultrapassado este preâmbulo, uma família feliz é aquela onde marido e mulher se respeitam e são respeitados por seus filhos, sogros e sogras, onde as dificuldades são vencidas com companheirismo, cumplicidade e unidade, onde a base está no amor incondicional e suas virtudes acessórias como, perdão, resignação, piedade, misericórdia, senso de justiça apurada, bom senso e bom humor. Fruto de um ambiente assim, os membros dessa família crescem e são valorizados.

O Pr. Sérgio e sua esposa, a psicóloga, Magali Leoto, afirmam: “As FAMÍLIAS SAUDÁVEIS [FELIZES], não são perfeitas, mas suportam com equilíbrio e estabilidade as mudanças e problemas que enfrentam. No caso das famílias saudáveis "cristãs", utilizam a Palavra de Deus como fonte de valores e base para ações do dia-a-dia. A vivência do evangelho se dá nos bons e maus momentos, sendo um bom testemunho aos que não conhecem a Jesus”.

Para que isto aconteça, antes de qualquer coisa, os envolvidos devem perceber a importância do agir individual nesse sentido. Isto exige renúncia, luta diária, perdão, resignação, cumplicidade, amizade e, acima de tudo, como dito acima, amor incondicional. Estas atitudes devem ser encaradas pelo homem e pela mulher que desejam sua casa como um oásis em meio ao deserto de desesperança atual.

CONCLUSÃO

Quem olha uma boa e bonita casa não pode esquecer que ela deve estar firmada num alicerce confiável, senão, apesar de boa e bonita, pode desabar a qualquer momento. Sendo assim, a construção de uma família deve está amparada numa base sólida. Esta base é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Seus conceitos, seus valores e seus mandamentos é base confiável e já aprovada na edificação de milhares de lares em todo o mundo e em todos os séculos. Cumprindo-se o que disse Cristo: “Quem edificar sua casa sobre [esta] a rocha, os ventos e as intempéries não a derribarão”.

Que nossas famílias entendam, aceitem e executem os sábios conselhos de Deus. Saibam que, aqueles que decidiram seguir sem a ajuda divina, conseguem dar alguns passos em trilhas extremamente difíceis, porém, na primeira oportunidade, imaginam encontrar a solução na dissolução do casamento e, consequentemente, da família; aqueles, porém, que decidiram pela companhia do Senhor na sua caminhada familiar, enfrentam dificuldades, sofrem dores, mas, jamais estão sós. São consolados, estimulados e renovados na certeza de que o fim da caminhada será melhor que o início dela. Ele nos prometeu! Ele cumprirá! Nesta fé, prosseguimos desfrutando de um ambiente familiar saudável e feliz.

Eu creio!!!

Fiquem bem...

Fiquem com Deus.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Filadélfia - A Igreja do Amor Perfeito

Texto Áureo:

1 Jo 2.5 - Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.


O amor deve ser sem acepção. Não há distinção entre uma e outra pessoa que o amor quer alcançar. Todos são alvos do verdadeiro amor. Todavia, amor só se caracteriza como tal quando se manifesta em obras de justiça, pois, o amor não anda só. Ele se faz acompanhar pela compreensão, pelo perdão, pela longanimidade, pelo altruísmo e pela vontade de ajudar alguém. 

Eu posso dizer "Amo Minha Família", porque me doo à ela, atendendo suas necessidades e esforçando-me para satisfazer suas carências. Além disto, em todo tempo, mantenho a disposição de, se necessário for, me sacrificar no lugar e por ela.

Sem as obras, o amor é apenas uma falácia contada por uns e repetida por outros.

Leitura Bíblica em Classe:

Ap. 3:7-13 - E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: 8 Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. 9 Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo. 10 Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. 11 Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. 12 A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. 13 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Esta é a carta mais apreciada pelos cristãos de maneira geral. Objeto de canções e de identificação dos cristãos fiéis. Todos, indistintamente, buscam reportar sua fé pessoal como a fé que o capacita a fazer parte da igreja de Filadélfia. Apesar do interstício de tempo, quando estamos voando nas asas do Espírito Santo, nos enxergamos como integrantes da igreja fiel mencionada neste texto em Apocalipse.

Filadélfia significa “Amor fraternal”. E isto nos concede uma boa pista da justificativa do por que o pastor desta igreja não foi repreendido pelo Senhor em nenhum momento. Outro detalhe interessante é que quando se reporta à igreja, Cristo se dirige às comunidades cristãs que viviam nestas cidades e não necessariamente Congregações no sentido de templos, prédios ou construções, as quais foram construídas posteriormente para serem locais de reunião e culto. Disto se depreende que o pastor era aquele que vivia em contato constante com as pessoas e não com a organização religiosa.

Apesar dos bons indicativos desta comunidade diante do Senhor, a existência de “problemáticos” na igreja em Filadélfia também foi notada por Jesus. Observando no versículo 9, haviam “os da sinagoga de Satanás”, aqueles que pareciam cristãos, mas, não eram. Na verdade, mentindo, se faziam passar por integrantes daquela igreja sem assumirem um compromisso real com Cristo. Jesus os identifica desta forma, salientando que este comportamento não ficaria sem uma “justa” penalização.

A forma como este assunto é abordado e a isenção concedida ao pastor dão mostras de que seu comportamento não era de cumplicidade com o erro. Pelo contrário, o que nos reporta a uma certa tensão entre este grupo e seu pastor. Observe que Jesus quando trata da penalidade a ser imposta a eles [os falsos cristãos], diz que os fará que adorem prostrados aos seus pés [pastor] e saibam que [Jesus] o ama [pastor].

Como todo pastor sincero, a luta entre manter a fé pessoal e a chamada ministerial esgota as forças espirituais. É uma luta doída, solitária e ingrata. O pastor de Filadélfia lutava contra o desânimo e insistia na manutenção da fé sincera em Cristo, assumindo os riscos e as dores de um compromisso com a verdade cristã.

Há semelhança aqui com o atual ambiente cristão em nossa pátria, Brasil, onde pastores sinceros se deparam com injustiças, com apostasia, com falsas doutrinas promovidas por falsos cristãos e falsos pastores, e ingratidão. Porém, esta carta à Igreja em Filadélfia é um alento, pois, utilizando-a como parâmetro, Cristo jamais deixa de enxergar estas injustiças e as dores causadas aos seus servos. O Senhor, como conhecedor de todas as coisas, constata a pouca força do pastor na caminhada ao eterno. Não é sem razão que Cristo informa ser Ele que, quando quer, opera e ninguém consegue impedir (Is. 43:13). Diante da pouca força daquele anjo da igreja, Jesus mantém a porta aberta como quem tem paciência para esperar sua chegada ao ponto final.

Aos pastores sinceros: “O Senhor é longânime no suportar vossa pouca força e poderoso para vos sustentar até aquele dia”.

Conclusivamente, Jesus traz a informação “da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo”, tranquilizando aquele homem de Deus sobre o fato de que, como ele procurou, nos limites de suas forças, manter-se fiel ao Senhor, Jesus o guardará desta hora que devastará a humanidade. Conclamando a todos que se mantenham vigilantes, pois sua vinda é sem demora, alerta para a guarda da coroa conquistada e a renovação de suas forças na esperança da habitação eterna com Deus.

sábado, 12 de maio de 2012

Análise de Apocalipse (complemento)

Os sete selos (6:1-8:5) incluem guerra, fome e morte, que estão associadas a guerra e perseguição. A inserção profética entre o sexto e o sétimo selos descreve o selo protetor dos 144.000 filhos de Israel, 12.000 de cada tribo. Ele também vê mais adiante as multidões de todas as partes da Terra, "os que vêm da grande tribulação". Os eventos catastróficos na maioria dos julgamentos da trombeta são chamados de "tormento" (8:2-11:19).

A inserção profética entre a sexta e a sétima trombetas (10:1-11:14) adiciona mais detalhes sobre a natureza do período de tribulação e menciona o quarto grupo de sete julgamentos ("sete trovões"), que poderia tê-la estendido, se eles não tivessem sido retirados. As duas testemunhas sem nome ministram durante três anos e meio de tribulação (42 meses ou 1.260 dias). No final de seu ministério, eles são subjugados pela besta, mas sua ressurreição e ascensão destroem seus inimigos.

Os caps. 12-14 contém numerosas profecias que são inseridas entre os julgamentos da trombeta e da taça para dar um cenário melhor da época da tribulação. No cap. 12, uma mulher dá à luz um filho homem, que é arrebatado para Deus. A mulher foge para o deserto e é perseguida por um dragão, que é jogado na Terra. O cap. 13 dá uma descrição gráfica da besta e de seu falso profeta, ambos capacitados pelo dragão. A primeira besta recebe autoridade política, econômica e religiosa; e, por causa de seu poder e dos milagres mentirosos que faz através da segunda besta, ela é adorada como dominadora da Terra. O cap. 14 contém, uma série de visões incluindo os 144.000 no final da tribulação, o destino daqueles que seguem a besta e o derramar da ira de Deus.

Os julgamentos das sete taças do cap. 16 são prefaciados por uma visão celestial do poder, santidade e glória de Deus do cap. 15. Os caps. 17-18 antecipam a queda final da Babilônia, a grande meretriz sentada numa besta escarlate.

O banquete das bodas do Cordeiro está pronto, e o Rei dos  reis e Senhor dos senhores lidera os exércitos dos céus, contra a besta e seu falso profeta. Eles são jogados no lago de fogo (19).

No cap. 20, o dragão - Satanás - é preso durante mil anos. Ele é jogado no abismo. Durante esse período de mil anos, Cristo reinará sobre a Terra com seus santos ressurretos, mas no final do milênio, muitos nascerão e recusarão submeter o coração a Cristo. No final dos mil anos, Satanás é liberto, e uma batalha final acontece. Esse acontecimento é seguido pelo julgamento perante o grande trono branco.

Um novo universo é criado, desta vez sem ser destruído pelo pecado, morte, dor e tristeza. A nova Jerusalém, descrita em 21:9-22:5, é moldada como um cubo gigante, de 3.000 km de comprimento, largura e altura (o lugar mais santo do tabernáculo e do templo no Antigo Testamento também eram um cubo perfeito). Suas pedras multicoloridas refletirão a glória de Deus, e ela será continuamente cheia de luz. Mas a maior coisa de todas é que os crentes estarão na presença de Deus, e "veremos a sua face".

Apocalipse conclui com um epílogo (22:6-21), que tranquiliza os leitores de que Cristo virá sem demora (22:7,12,20) e convida todos que desejam receber "de graça a água da vida" (22:17) a virem ao Alfa e ômega, a brilhante Estrela da manhã.

(BEP - SBB)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Análise de Apocalipse

Apocalipse é escrito na forma de literatura profética (cf. Daniel e Zacarias) por um profeta (10.11; 22.9) e, em si mesmo, defende esta qualidade (1:3; 22:7,10,18-19). Os três movimentos principais desta profunda revelação são apreendidos em 1:19: "as coisas que viste" (cap. 1); "as coisas que são" (caps. 2-3); "e as que hão de acontecer depois destas" (caps. 4-22).

"As coisas que viste" - Apocalipse contém um prólogo (1:1-3) antes da saudação usual (1:4-8). A revelação foi recebida por Cristo do Pai e comunicada pelos anjos a João. Este é o único livro bíblico que, especificamente, promete uma bênção para aqueles que o lerem (1:3), mas ele também promete uma maldição para aqueles que acrescentarem ou tirarem qualquer coisa dele (22:18-19). A saudação e a bênção de despedida mostram que ele foi originalmente escrito como uma epístola as sete igrejas da Ásia.

Um rico retrato teológico do Deus Triúno (1:4-8) é seguido por uma teofania assoberbante (manifestação visível de Deus) em 1:9-20. O Cristo onipotente e onisciente que irá subjugar todas as coisas sob sua autoridade é a figura central neste livro.

"As coisas que que são" - (2-3). As mensagens às sete igrejas se referem a um aspecto da visão de Cristo e contém um mandamento, uma recomendação e/ou condenação, uma correção e um desafio.

"As cisas que hão de acontecer depois destas" - (4-22). João é trasladado ao céu, onde recebe uma visão da majestade divina. Nela, o Pai ("o que está assentado no trono") e o Filho (o Leão/Cordeiro) são adorados pelos vinte e quatro anciãos, quatro seres viventes e o anjo forte por causa de quem eles são, e pelo que fizeram (criação e redenção; 4-5).

Três ciclos de sete julgamentos nos caps. 6-16 consistem de sete selos, sete trombetas e sete taças. Há uma inserção profética entre o sexto e o sétimo selos e os julgamentos da trombeta e um interlúdio prolongado entre os julgamentos da trombeta e da taça. Por causa da semelhança do sétimo julgamento em cada série, é possível que os três grupos de julgamentos aconteçam concomitantemente ou com alguma superposição para que todos terminem no retorno de Cristo. Um enfoque alternativo os vê como três séries consecutivas de julgamento, para que o sétimo selo seja as sete trombetas e a sétima trombeta seja as sete taças.

(BEP - SBB)

terça-feira, 8 de maio de 2012

As Chaves Para Apocalipse

Palavra-chave: A revelação da vinda de Cristo.

Os propósitos pelos quais Apocalipse foi escrito dependem até certo ponto de como o livro é interpretado como um todo. Por causa de sua complexa imagem e simbolismo, Apocalipse é o livro bíblico mais difícil de ser interpretado, e há quatro alternativas principais:

1. O ponto de vista simbólico ou idealista sustenta que Apocalipse não é uma profecia de predição, mas um retrato simbólico do conflito cósmico de princípios espirituais.

2. O ponto de vista preterista (da palavra latina praeter, que significa "passado") sustenta que ele é uma descrição simbólica da perseguição romana da Igreja, da adoração ao Imperador e do julgamento divino de Roma.

3. O ponto de vista histórico aborda apocalipse como um panorama alegórico da história da Igreja (ocidental) do primeiro século até o segundo advento.

4. O ponto de vista futurista reconhece a influência óbvia que o conflito do primeiro século entre o poder romano e a Igreja teve sobre os temas deste livro. Ele também aceita a maior parte de Apocalipse (4-22) como uma visão inspirada da época que imediatamente precede o segundo advento (a "Tribulação", geralmente vista como sete anos (6-18)), e se estendendo da volta de Cristo até a criação do novo cosmos (19-22).

Defensores de todos os quatro enfoques de interpretação de Apocalipse concordam que ele foi escrito para assegurar aos destinatários o triunfo de Cristo sobre todos os que se levantam contra ele e seus santos. Os leitores enfrentavam tempos de perseguição e uma época ainda pior viria a seguir. Dessa forma, eles precisavam ser encorajados a perseverar, permanecendo firmes em Cristo por causa do plano de Deus para o justo e o ímpio. Esse plano é especialmente claro nas palavras comovedoras do epílogo (22:6-21).

O livro também foi escrito para desafiar os cristãos complacentes a pararem de se envolver com o mundo. Segundo os futuristas, Apocalipse cumpre o propósito adicional de dar uma perspectiva sobre os acontecimentos finais que teriam significado e relevância para a vida espiritual de todas as gerações de cristãos que viriam.

Versos -chave: Apocalipse 1:19 e 19:11-15

"Escreve, pois, as coisas que vistes, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas" (1:19)

"Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga a peleja com justiça. Os seus olhos são como chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimos, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e Ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso" (19:11-15).

Capítulos-chave: Apocalipse 19-22

Quando o fim da história for completamente compreendido, o seu impacto afetará radicalmente o presente. Em Ap. 19-22. os planos de Deus para os últimos dias e para toda a eternidade estão registrados em termos explícitos. O estudo cuidadoso e a obediência a eles trarão as bênçãos prometidas (1:3). As palavras de Jesus devem ser guardadas no lugar principal do coração e da mente: "eis que venho sem demora."

(BEP - SBB)

domingo, 6 de maio de 2012

O Cristo de Apocalipse



Apocalipse tem muito a dizer sobre todas as três pessoas da Trindade, mas ele é especialmente claro em sua apresentação do impressionante Cristo ressurreto, que recebeu toda autoridade para julgar a Terra. Ele é chamado de Jesus Cristo (1.1), a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos, o Soberano dos reis da terra (1.5), o Primeiro e o Último (1.17), Aquele que vive (1.18), o Filho de Deus (2.18), Santo e Verdadeiro (3.7), o Amém, o Princípio da criação de Deus (3.14), o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi (5.5), o Cordeiro (5.6) o Rei dos reis, Senhor dos Senhores (19.16), o alfa e o Ômega (22.13), a brilhante Estrela da manhã (22.16, Senhor Jesus (22.21).

O livro é, de fato, a "revelação de Jesus Cristo", já que parte dele de centraliza nele. Começa com uma visão de sua glória, sabedoria e poder, e retrata sua autoridade sobre toda a Igreja. Ele é o Cordeiro que foi morto e declarado digno de abrir o livro do julgamento. Sua ira justa é derramada sobre a terra, e ele voltará em poder para julgar seus inimigos e reinar como Senhor de todos. Ele reinará para sempre na cidade celestial na presença de todos os que o conhecem. As escrituras terminam com sua grande promessa: "Eis que venho sem demora" (22:7,12). "Certamente, venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Jesus " (22:20).

(BEP - SBB)

sábado, 5 de maio de 2012

O Tempo de Apocalipse

João dirigiu esta palavra profética às sete igrejas da província romana da Ásia (1.3-4). As mensagens para essas igrejas nos caps. 2-3 começam com Éfeso, a mais importante, e continuam num sentido horário até Laodicéia. É provável que esse livro tenha inicialmente seguido uma rota circular. Embora cada uma dessas mensagens tivessse um significado particular a essas igrejas, elas também eram relevantes para a Igreja como um todo ("quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas"). O testemunho eficaz de João sobre Cristo levou as autoridades romanas a o exilarem na pequena e solitária ilha de Patmos, no mar Egeu (1.9). Essa ilha de rocha vulcânica era um dos muitos lugares para onde os romanos baniam os criminosos transgressores políticos.

Apocalipse foi escrito em uma época de hostilidade romana aos cristãos que estava levando à perseguição (1.9; 9.10,13). Assim, é possível que João tenha escrito este livro em 95 ou 96 d.C. A data de sua libertação de Patmos é desconhecida, mas ele, provavelmente, tenha tido permissão de retornar a Éfeso após o reinado de Domiciano. Passagens como 1:11; 22:7,9-10,18-19 sugerem que este livro foi finalizado antes da libertação de João.

(Bíblia de Estudo das Profecias - SBB)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Autor de Apocalipse

O estilo, a simetria e o projeto de Apocalipse demonstram que ele foi escrito por um único autor, quatro vezes denominado "João". Por causa de seu conteúdo e de sua referência às sete igrejas, Apocalipse circulou rapidamente e se tornou bastante conhecido e aceito na igreja primitiva. Desde o início, Apocalipse foi considerado uma obra autêntica do apóstolo João, o mesmo João que escreveu o Evangelho e as três epístolas.

Apesar dos problemas internos, do ponto de vista tradicional (estilo e reflexão em relação aos outros escritos joaninos), a autoria do livro permaneceu seguindo o forte e antigo testemunho externo da origem apostólica. O autor era, obviamente, bem conhecido dos destinatários nas sete igrejas da Ásia,e isso se encaixa no uso restrito do nome João e da tradição uniforme a respeito do seu ministério na Ásia.

(Bíblia de Estudo das Profecias - Soc. Bíb. do Brasil)