terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Um Pai Que Chora.

O pai chora quando se imagina traído injustamente e não consegue compreender as circunstâncias que o cercam;
 
O pai chora quando ameaçam seus filhos e os vê alvo da maldade humana apenas porque os homens crescidos não conseguem imitar a pureza e a inocência infantil;

O pai chora, quando a própria mãe resolve matar seu filho antes mesmo de nascer;
 
O pai chora quando tem que fugir do seu lugar como ato de bravura e proteção familiar;
 
O pai chora quando percebe a sua impotência diante da dor de sua esposa por carregar no seu ventre um filho seu;
 
O pai chora quando não consegue reunir recursos financeiros suficientes para cobrir seu povo de dignidade;
 
O pai chora quando imagina o filho num berço de ouro e o vê numa mangedoura;
 
O pai chora quando vê seus filhos crescerem sem o amparo que lhes daria melhores condições estruturais para encarar a vida e serem vencedores;
 
O pai chora quando não lhe dão o respeito;
 
O pai chora, quando no final de sua caminhada, por mais esforço que tenha feito, dar de cara com a realidade de não ter conseguido ser o pai que deveria ter sido.
 
O pai chora...
 
Mas, de repente, o pai encontra em seus dedos uma foto. A foto de seus pequeninos sorrindo. Pelas dores que sentiu, por todas as lágrimas que tenha derramado ao longo de sua caminhada, ele olha aqueles sorrisos e conclui: Sim! Valeu a pena.
 
O pai se cala... e sorri.

Natal - O Que Importa é Dizer ao Mundo: JESUS NASCEU!

Dizem que é apenas apelo para o mercantilismo, o consumismo, etc. É, eles tem razão. Os empresários fazem a parte deles colocando na mídia propagandas que vinculam o natal a compra e troca de presentes, e todo esse consumismo exacerbado de época.
 
Dizem que é uma festa pagã. É, se analisados fatos históricos ligado ao surgimento do natal, eles tem uma "certa razão".
 
Dizem que as estrelas e luzes fazem alusão a deuses pagãos e não nos é permitido dividir atenção com a idolatria. Parece coerente.
 
Dizem que as árvores de natal fazem alusão a Ninrode e sua tentativa de construir uma torre que ligue a terra aos céus, ou aos deuses que eram adorados em bosques. É, será difícil encontrar alguém nos dias de hoje, fora os cristãos, que se lembre de Ninrode, porém...
 
Dizem que dizem, que dizem, que dizem... Mas, vamos ao que importa.
 
Nos dias atuais, o natal é a data que trata do nascimento do menino Jesus. É uma festa considerada por todos como cristã. Por esta razão, perde-se o sentido ficarmos nos reportando aos aspectos secundários ligados a história do povo antigo e aos elementos históricos do surgimento da data.
 
Até mesmo as apresentações natalinas se tornaram alvo de críticas dessa gente que vive com a cabeça cheia de bobagens e crendices, acreditando que a crença dos outros vale mais de que a sua própria. Essa gente que decidiu entregar tudo ao diabo, pois, acreditam, tudo é dele.
 
Muitas igrejas cristãs, e cristãos, deixaram de fazer alusão ao natal, por se deixar levar por esses pseudos especialistas espirituais que possuem, apenas eles, a capacidade de discernir o que tem aprovação de Deus ou não. O que a Bíblia diz, não importa se não passar pelo crivo desses neófitos. Esses esquizofrênicos cristãos.
 
Foi a Bíblia que nos trouxe o conhecimento sobre o nascimento do menino Jesus, o ambiente histórico, o campo onde os pastores guardavam suas ovelhas, as luzes brilhantes das estrelas e, principalmente, da estrela que indicou aos magos o caminho à estrebaria onde estava o menino Jesus. Além disto, é a própria Bíblia e, especificamente, o próprio Jesus, quem nos orienta a divulgar sua história.
 
Uma história com renas, talvez, porém, sem papai noel. Com certeza, com muita cooperação e carinho para o outro, principalmente, os mais necessitados.
 
O período do natal é uma excelente oportunidade de expormos aos mundo a verdadeira história, o verdadeiro sentido, e espalharmos com maior efetividade o projeto de salvação que dava início no mundo com o nascimento do menino Jesus.
 
Nós, cristãos, devemos ser os maiores interessados em abandonar todo o rudimento que envolve os fatos bíblicos e focarmos no alvo, no que é mais importante: NASCEU JESUS, o SALVADOR DO MUNDO.
 
Que as igrejas invistam o 13º em atividades nas praças da cidade, realizemos as peças natalinas, as cantatas, enfeitemos nossas casas com luzes, com árvores, com qualquer objeto que faça menção ao nascimento do Cristo de Deus. Apresentemos ao mundo, não as polêmicas, e sim, a alegria de um dia ter nascido nesta terra, o Filho de Deus, Jesus Cristo.
 
Alegremo-nos e regozijemos!
 
Contagiemos nossos vizinhos, nossos amigos, nossos irmãos, com esta história de esperança, de superação, de salvação. Este é o verdadeiro Natal.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Eh! O Mundo Não Acabou.

A frase acima foi escrita por minha filha de 10 anos.
 
A sociedade não reflete sobre os danos que causam as nossas crianças essa exagerada forma de noticiar coisas aterradoras como o fim do mundo. As nossas crianças não possuem a capacidade de processar estas notícias e adequá-las a realidade de vida em que estão inseridas, daí, vivem o tormento dos dias que antecedem o "fim do mundo".

O resultado que se vê são crianças assustadas com coisas que não assustariam tanto se analisadas adequadamente. No caso em pauta, seria necessário a análise a partir da base da notícia - o calendário Maia, que fala de um término e início de um novo tempo ou, de uma nova contagem de tempo.
 
Nós, cristãos, podemos ser acusados de fazer a mesma coisa com a notícia da volta de Cristo para julgar o mundo e seus apocalipses. No entanto, a notícia do cristianismo não é o fim do mundo, mas, o recomeço com vidas restauradas, sendo reflexo do desejo de Deus para seus filhos como paz, saúde, amor e felicidade total.
 
Eh! o mundo não acabou.
 
Mas, "[ele] passará, e com ele as suas concupiscências, mas, aqueles que fizerem a vontade de Deus, permanecerá para sempre" (1 Jo. 2:17).
 
Você tem a oportunidade de escolher entre ficar num mundo que passará com suas buscas pelos prazeres carnais sem limites, pelo viver apenas para alcançar bens materiais e pelas vaidades de títulos que nada valem, ou mudar para um mundo que seguirá em paz, em harmonia, em cooperação, em felicidade plena, pela eternidade, com o eterno Criador.
 
Pense nisso e abrigue-se em Cristo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

AMANHÃ SERÁ O FIM DO MUNDO...

Pra quem morrer amanhã.

Se cuidem.

O NATAL AVISA: "O Egoísmo e o Narcisismo Impedirão Que a Humanidade Seja Feliz".


A vida em grupo requer um comportamento distanciado do individualismo exacerbado, a fim de possibilitar que as pessoas convivam e vivam desfrutando plenamente sua humanidade.
 
Num tempo chamado de pós-moderno, os homens adotaram como máxima de suas vidas o princípio hedonista do prazer individual como razão de existir. Este comportamento tem levado as pessoas à prática de ações embasadas apenas no que é bom para si mesmas. Na família, na igreja, no trabalho e nas demais relações sociais o que importa é o bem próprio. Egoístas e narcisistas.
 
No divórcio que apenas leva em consideração a infelicidade de um dos cônjuges e não se lembra do outro, dos filhos, dos pais, dos irmãos, enfim, da família. No aborto que só dá importância ao corpo da mulher e não percebe o corpo do feto e o que pensa o homem que o fecundou (Não! Nem todos os homens são iguais). Nos conceitos pré-concebidos que não permite o contraditório, a opinião do outro. No acúmulo de riquezas que desperdiça ou guarda o que falta na mesa do semelhante.
 
Esse jeito mesquinho de viver a vida tentando desesperadamente que as pessoas vivam as suas a partir das mentiras produzidas por sua consciência como verdades absolutas. Essa forma egocêntrica de enxergar o universo como se fosse o centro, ou o topo do mundo, ou seu único habitante.
 
Nenhum homem é uma ilha” (John Donne).
 
O natal é época propícia para refletirmos sobre nossos egoísmos e pararmos um pouco para enxergarmos melhor a vida e o outro. Esta é a oportunidade que temos de escolhermos um caminho melhor, mais saudável, mais feliz.
 
No nascimento de Jesus, Deus encarnou na humanidade e se dispôs a nos ajudar a encontrar o caminho melhor. Se propôs a nos oferecer princípios melhores e virtudes mais elevadas. Em Jesus, Deus veio nos alertar para a necessidade de enxergarmos o outro, o companheiro, o colega, o cônjuge, o filho, o pai, a mãe, o irmão, o amigo...
 
O natal não é apenas para comprar presentes e gastar dinheiro em festas. Se possível, sim, vamos festejar, presentear, cear... Mas, lembremos sempre. O maior incentivo que o nascimento de Jesus pode nos dar, é o de sermos parceiros com os outros, sermos solidários.
 
Que voltemos no tempo e em nossas consciências. Que destronemos de nosso coração o egoísmo que invés de preservar, mata nossa humanidade. Que retiremos a máscara do narcisismo que nos reduz a bestas-feras prontas a desvalorizar o outro por não se parecer conosco, afinal, nos consideramos incomparáveis.
 
Que neste natal, o mundo escolha o exemplo do Cristo que mesmo sendo Deus esvaziou-se para estar conosco no caminho, para ser nosso parceiro e, melhor ainda, para nos conduzir e nos receber nas moradas eternas de Deus.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Jesus. Que Cara Chato!



Do ponto de vista humanista e materialista, Jesus era o típico cidadão estraga prazeres. Aquilo que o “senso comum” ou o “politicamente correto” massificava as pessoas para adotarem e praticarem sem qualquer dor na consciência, Jesus apresentava um conceito contrário.

Hoje mais do que ontem, os questionamentos quanto as verdade e princípios adotados apontam para um mundo onde o relativismo concede a qualquer um, amparo para fazer o que der na cabeça.
 
No entanto, do ponto de vista cristão, os princípios expostos por Deus (através de Jesus), são inegociáveis, o que nos leva a constatação que o Senhor continua sendo aquele cara chato que estraga os prazeres do mundo, da carne e do diabo. Ei-Lo em ação.
 
O mundo acredita que a altivez e o orgulho são necessários para fazer do homem um ser com auto estima preservada; Vem Jesus e diz: “Seja pobre de espírito” (Mt. 5:3).
 
O mundo adota o divórcio como normal e necessário para a pessoa que, vivendo num momento infeliz no casamento, pode libertar-se das amarras do matrimônio, salvaguardando seus interesses pessoais, mesmo em detrimento aos direitos do cônjuge e dos filhos; Eis Jesus aparecendo e estragando tudo: “O que Deus ajuntou, não separe o homem” (Mt. 19:6; 5:32).
 
Os homens falam tanto em juras de amor e, o que se torna incrível nos dias atuais, é que em meio as denominações religiosas se tornou comum as juras ou, como queiram, os votos ao Senhor. Ih! Lá vem o chato. Disse Jesus: “Não jurem nem pelas coisas dos céus, nem pelas coisas da terra” (Mt. 5:34-36).
 
Convencionou-se a utilização de palavras com duplo sentido e dúbias. A ideia é permitir que quem fala, não se comprometa com o que fala. Jesus não se deixa enganar: “Sim, tem que ser sim. Não, tem que ser não. Essa forma dúbia de falar é maligna” (Mt. 5:37).
 
É melhor parar porque a lista é imensa. O certo e cristalino é o fato de Jesus não se afastar dos princípios elencados por Deus como elevados e necessários para a humanidade. Os homens precisam compreender que são as nossas atitudes mesquinhas que chateia Deus. Enquanto o Pai nos encaminha para a verdade e, principalmente, para a felicidade, nós O ignoramos e adotamos caminhos que nos conduzem a morte. Em todos os sentidos.
 
Na verdade, “caras chatos” somos nós.
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pertencer - Implicações e Responsabilidades

Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. (42) E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. (43) Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. (44) Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. (45) Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. (46) Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, (47) louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At. 2:41-47).
 
A experiência humana de viver só trouxe o testemunho de Deus de que era algo ruim (Gn. 2:18). Surge, portanto, desde o jardim do Éden, a convicção de que a companhia é um instrumento de suporte para prosseguimento na caminhada da vida.
 
O dualidade da companhia e solidão se aplica, também, do ponto de vista espiritual. O homem, distante de Deus, se torna um solitário, não encontrando um apoio adequado para suportar sua longa caminhada à eternidade. Dessa forma, cego e desvairado, tateando, tenta encontrar o caminho (At. 17:7), não encontrando quem lhe possa estender as mãos e caminhar com ele.
 
Foi pensando nessas pessoas que Cristo se lança em sua trajetória terrena, oferecendo-lhe luz para seu caminho (Sl. 119:105). Ao vislumbrar a luz, enxerga com nitidez sua trajetória e encontra outros companheiros e companheiras que lhe darão apoio para a alcançar a inescapável eternidade.
 
Este é o processo que conduz o homem a deixar seu isolamento e passar a pertencer a uma comunidade ou, como é mais conhecida, uma igreja. Esse pertencer, porém, traz implicações e responsabilidades que precisamos compreender, a afim de que esse nosso pertencimento esteja dentro do padrão estabelecido pela Palavra de Deus.
 
I.                    Implicações
 
a.       Conversão;
A conversão é a exigência principal para o pertencer. Ninguém fará parte da Igreja sem que assuma uma legítima conversão à Cristo (Jo. 10:7).
 
b.      Imperfeição;
Esta conversão traz implícito o reconhecimento da própria imperfeição. Olhamos para dentro de nós mesmos e assumimos nossos limites e nossa incapacidade (Mc. 9:22-24);
 
c.       Vulnerabilidade;
Por sua vez, quando percebemos nossa imperfeição, vislumbramos as brechas no muro de proteção do nosso eu, da nossa essência. É inevitável que nos tornamos vulneráveis, expondo nossas falhas e estando aberto para a correção externa (Rm. 15:14);
 
d.      Acessibilidade.
O pertencer a uma comunidade nos inclui no rol dos acessíveis, ou seja, as pessoas possuem a liberdade de interagir conosco livremente (1 Ts.5:11).
 
II.                  Responsabilidades
 
a.       Proteção;
Dever de proteger uns aos outros (Gn. 4:9; Ez. 3:20);
 
b.      Cooperação;
Ao pertencer a uma igreja, aceito a responsabilidade de cooperar com seu funcionamento, zelando e respeitando suas reuniões e sua estrutura eclesiástica (Ne. 4:16-20; Ef. 4:28);
 
c.       Perdão;
A aproximação de uns para com os outros, considerando que vivemos em meio a pessoas imperfeitas e pecadoras, nos torna alvos de incompreensões, injustiças, invejas e outros sentimentos que gerarão danos à nossa alma e ao nosso coração. Isto interfere diretamente nas relações interpessoais.
 
O antídoto oferecido pela Bíblia para restauração dos elos de relacionamentos nas comunidades é o perdão que devemos conceder uns aos outros. Vale destacar que o perdão ao semelhante é a condição fundamental para recebimento do próprio perdão de Deus para nós (Mc. 11:25).
 
d.      Sustento.
Corroborando com os dias atuais, a Bíblia informa (Ec. 10:9) que o dinheiro por tudo responde. Sendo assim, quem pertence a uma igreja precisa entender a necessidade de sustento de toda sua estrutura organizacional, que por sua vez, ampara as atribuições espirituais do organismo vivo (Ml. 3:10; Mt. 23:23).
 
Conclusão
 
A jornada em comunidade, com suas implicações e responsabilidades, geram para o homem as inúmeras possibilidades de crescimento, fortalecimento e amadurecimento. Esta é a contribuição da igreja para alcance dos objetivos comuns (doutrina, comunhão, partir do pão e orações) e dos objetivos individuais (conversão, santificação e salvação).
 
Fique com Deus.