terça-feira, 22 de agosto de 2017

Se o Pastor Não Vai, as Ovelhas Preferem Ficar no Aprisco.

Tem se tornado comum ouvir pastores, durante suas reflexões, reclamarem a falta de ação da igreja na busca por pessoas não convertidas. Cobram dos demais membros atitudes que mudem a inércia e a acomodação e os desafiam a lançarem-se na busca pelos perdidos, como ordenou o Senhor Jesus. Isto tem me soado estranho...

Assim não.
Estranho porque, quando um pastor sente a falta de ação dos cristãos, na verdade, o que ele deve sentir é a sua própria acomodação. Infelizmente, de uns tempos para cá, tem ecoado em alguns púlpitos que “ovelha é quem gera ovelha”, numa espécie de justificativa para isentar o próprio pastor do dever de ir em busca das pessoas descrentes da Palavra de Deus. Com a palavra o apóstolo Paulo: “Pois me é imposta esta obrigação...” (1 Co. 9:16). Foi por este motivo que ele se lançou em três viagens com o objetivo único de buscar as ovelhas perdidas entre os gentios. Sua busca e empenho nesta principal missão da igreja só foi interrompida pela morte. Senão, ainda hoje estaria dedicando sua vida a ir de casa em casa convidando as pessoas ao arrependimento e, consequentemente, ao ambiente cristão.

Em décadas passadas, quando uma igreja se movimentava na busca dos perdidos, olhando à frente, encontrávamos o seu pastor assumindo seu papel e cumprindo sua principal missão. Mirando em Jesus (o sumo Pastor da igreja), ele sabia que as ovelhas ouviriam a sua voz e o seguiriam. Atualmente, comunga-se da ideia equivocada de que o pastor deve restringir seu campo de atuação nos gabinetes pastorais e nos púlpitos naqueles encontros semanais de sua denominação.

Alguns, mesmo conscientes de sua importante tarefa, justificam-se com a falta de tempo em razão do excesso de reuniões e atividades administrativas da igreja (por isso defendo a ideia de igrejas pequenas no lugar de grandes catedrais). Voltemos à igreja primitiva para lembrarmo-nos dos apóstolos pedindo que escolhessem homens cheios do Espírito Santo para cuidarem das tarefas secundárias, a fim de dar condições para eles exercerem suas funções prioritárias.

Que Seja Assim.
É responsabilidade pastoral assumir a liderança de sua denominação no cumprimento da missão que lhes cabe. Se a um simples membro é imposta a obrigação de anunciar o evangelho e ir em busca dos perdidos, muito mais aos ministros separados para dedicação integral a este propósito. Evangelizar nos grandes centros e nos grotões, convidar para um culto na igreja, assumir as tarefas inerentes ao apoio familiar de seus membros e ser uma referência de dedicação integral a missão da igreja. Invés de “saiam às ruas”, devem dizer, “saiamos às ruas...” lembrando que o primeiro passo é pastoral.

Sabemos da grandeza das tarefas e da grande exigência de tempo para este fim, mas, o pastor precisa compreender que, mesmo faltando-lhe tempo para estar com suas ovelhas “no campo missionário”, cabe a ele a tarefa primeira de coordenar as atividades e estar à frente naquelas missões mais importantes e intransferíveis.

Quando um pastor reclama da inércia da igreja, deve reclamar diante de um espelho. Ovelhas são dóceis e obedientes, mas, se o pastor não estiver à sua frente, elas preferem ficar na segurança do aprisco.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Trump dá xeque-mate em Fake News

Por Rodrigo Constantino
O lamentável episódio racista em Charlottesville foi irresistível para a imprensa, que sonha dia e noite em como derrubar Trump. Farejaram ali uma ótima oportunidade, como abutres diante de sangue. Grupos neonazistas de “direita” atacando movimentos “antirracistas” de esquerda? Irresistível demais para a narrativa da turma. Trump foi enfático ao condenar a violência, só que cometeu um “pecado mortal” para a mídia esquerdista: atacou “ambos os lados”. A patrulha saiu em campo, alegando que o ódio e a intolerância não têm lado, e que os supremacistas brancos tinham que ser nominalmente citados. Trump os citou. Sem muita opção, os ataques passaram a vir pela “demora” da crítica específica: dois dias.

Ocorre que os “jornalistas” não estão acostumados a lidar com alguém que diz certas verdades sem medo da patota politicamente correta. Quando foram cobrar mais explicações de Trump, o presidente não deixou barato: aproveitou a ocasião para alfinetar a mídia, dizendo: “Já que vocês não estão falando, eu vou falar. Vi muitos grupos de preto provocando a violência. Por que vocês não noticiam?” O presidente mencionou aqueles que chegaram ao local armados com bastões, de máscaras, claramente com o intuito de arrumar confusão. Lembrou, ainda, que do outro lado nem todos eram nazistas, pois havia muitos com a crítica ao propósito de derrubar a estátua de Robert E. Lee, general dos Confederados. Por que a imprensa omite um dos lados?
O xeque-mate veio quando Trump citou Thomas Jefferson e George Washington, heróis nacionais. Ambos tinham escravos. Eram outros tempos, e o revisionismo histórico da esquerda, que tenta pintar o passado da América como algo vergonhoso, sendo que foi nela que a liberdade individual floresceu, não cola para a maioria dos americanos. Vão derrubar estátuas de Washington também?
Com essa questão, e se recusando a ser interrompido pelo repórter da CNN, chamada de “Fake News” por ele, Trump desmoralizou a mídia torcedora. Obama nunca foi cobrado com o mesmo rigor pela violência de grupos racistas como o Black Lives Matter. É como se houvesse uma violência “redentora”, quando vem da esquerda. Aí vira “justiça social”, e o presidente pode até receber na Casa Branca líderes de um grupo que chegou a pregar a morte de crianças brancas. É essa farsa, esse duplo padrão hipócrita, que Trump veio expor. E o establishment está em pânico, pois não sabe como reagir. Um presidente que ousa dizer que os dois lados possuem extremistas violentos? Como tem a pecha de dizer… a verdade?
Trump é como a criança que aponta para o imperador e grita: “Ele está nu!” Enquanto a elite estava lá, de boas, apreciando suas lindas roupas invisíveis…

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O Brasil Não Tem Jeito. Temos Parasitas Demais!

ONG’s recebem dinheiro público; sindicalistas vivem em função do dinheiro público (vide imposto sindical); empresários vivem em função de dinheiro público, via subsídios, incentivos fiscais, perdão de dívidas e através de taxas diferenciadas em empréstimos generosos realizados com dinheiro público (vide BNDES e outros bancos públicos); desportistas que ganham dinheiro público para praticarem esportes e se consideram ótimos representantes da pátria brasileira; clubes de futebol vivem de dinheiro público, seja pela falta de pagamento dos tributos devidos e mais tarde perdoados, seja pelos patrocínios firmados com entidades públicas que irão utilizar dinheiro público para fazê-lo; viúvas novinhas de servidores falecidos sustentam suas academias, suas baladas, suas viagens de férias e almoços em restaurantes finos com dinheiro público; empresas de mídia como televisão, rádios, jornais, etc., sobrevivem com dinheiro público (propaganda, financiamento e refinanciamento), alguns cientistas só fazem ciência se sustentados com dinheiro público, artistas (atores, cantores, produtores, etc) são sustentados via Lei Rouanet, e contratados por entes públicos, por alta soma de dinheiro público, para realizar shows desnecessários e fazer propaganda política (e nem ficam ruborizados por isso), até ex-guerrilheiros fajutos recebem indenização e são sustentados por dinheiro público... É a lógica do bolsa-família.

Vejam o descalabro no trato com o dinheiro público.

O governador da Bahia, Sr. Rui Costa, viaja para China a fim de assinar um protocolo de intenções para construção da ponte que ligará Salvador a Ilha de Itaparica (Notícia de jornal de quatro dias atrás. Este tipo de coisa é corriqueira. Acontece envolvendo muitos outros servidores públicos. Verifiquem quanto gastamos com essas viagens desnecessárias). O nome bonito que justifica a viagem, “assinar protocolo de intenções”, é conhecido, também como “nada”. Chama-nos a atenção o fato de que uma comitiva chinesa já esteve aqui na Bahia para tratar do mesmo tema. O que é lógico. Os interessados em prestar um serviço é quem deve se deslocar ao local para oferecer seus serviços. Outro detalhe. Nesse nosso mundo de alta tecnologia, estas reuniões poderiam ter sido feitas com cada parte em seu próprio ambiente se utilizando do serviço de tele-presença. Mas, não. Eles precisam fazer turismo recebendo diárias da velha viúva indefesa, ou seja, com dinheiro público.

Parasitas inconsequentes, nababos irresponsáveis!

É o que fizemos com nossa nação. Invés de melhorarmos estruturalmente o país, dando condições de subsistência para “todos” os brasileiros através do acesso a educação, ao saneamento básico, a saúde, a segurança, a moradia e, principalmente, ao emprego, reduzimos a ação governamental a uns trocados para a maioria (bolsa-família), a fim de manter o status-quo dos outros parasitas.

Pois, é. Depois o resto dos brasileiros não sabem porque pagamos tanto imposto.

Temos um monte de parasitas para sustentar.

Esses “parasitas-brasileiros” deveriam tomar vergonha na cara e ir buscar sustento estudando e trabalhando na iniciativa privada. Mas, não. São os dominantes. Para eles, o Brasil deve permanecer do jeito que está. Se esquecem, propositalmente, que só vamos melhorar como nação, se "todos" melhorarem suas condições como cidadãos.

Por isso, o Brasil não tem jeito. Nossa geração se perdeu, e a próxima geração e a subsequente, estão irremediavelmente perdidas.


É triste. Mas, com essa gente, o Brasil não tem salvação.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A Humanidade é Consequência da Felicidade de Deus

Deus é tão feliz, tão feliz, que resolveu compartilhar sua felicidade.



Como todos que felizes estão, seu coração se inclina e sua mente se dedica a espalhar a felicidade. Criou os anjos e deixou-os em sua presença para esse desfrute (o diabo quis estragar a festa e se deu mal). Viu que era bom tudo que criara até então, mas, desejou espalhar ainda mais sua alegria em existir e criou a humanidade.

Em sua criatividade, idealizou o jardim. Lugar perfeito para gente perfeita. Éramos quase-perfeitos, pois, nossa única imperfeição era o fato de não sermos Deuses (Impossibilidade divina). Restou a Deus criar-nos Sua imagem e semelhança. E assim foi.

Ele deveria criar-nos, como criou-nos, com livre-arbítrio, pois um dos ingredientes da felicidade é a liberdade de ser, poder escolher como ser e como viver. A única dificuldade intransponível para Deus foi sua impossibilidade de criar-nos como deuses, isto porque, os atributos da soberania e infinitude de Deus impossibilita criar outro Deus. Mas, acredito que se dependesse da sua vontade teria nos criado assim, deuses. Apesar disto, não se impediu de concretizar seu intento, tornar a alegria da felicidade abundante.


Esta é a razão de existir do homem. Fomos criados porque Deus desejou espalhar sua felicidade, e nós fomos escolhidos como louvor de sua glória, ou melhor dizendo, fomos criados para “expressar o contentamento (louvor) experimentado em sua felicidade (glória)”.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Os Políticos Querem R$ 3,6 bilhões Para Gastarem Com Fotos e Filmes de Si Mesmos


A notícia está em todas as manchetes de hoje. Uma das inúmeras comissões da Câmara Federal, aprovou um projeto de reforma política que inclui, entre outras coisas, um fundo com dinheiro público (meu e seu) no valor de R$ 3.600.000,000,00. Isto mesmo. Mais de três bilhões de reais!

O dinheiro que o Estado Brasileiro arrecada de cada um de nós, destina-se a serviços essenciais como saúde, educação, segurança e saneamento básico. Os políticos brasileiros, essa classe de gente desprovida de cérebro e, consequentemente, bom senso, acham que os brasileiros já estão suficientemente bem atendidos nos serviços públicos e, por essa razão, entendem que podem avançar sobre as arcas da pobre coitada da viúva indefesa e tomarem na marra esta fortuna para que eles, os políticos, possam gastar com fotos e vídeos de si mesmos.


Não é de surpreender que a iniciativa tenha o dedo do Partido dos "Trabalhadores" (op's!), já que o relator desta estrovenga é um deputado do PT.

É um completo absurdo e cabe a população brasileira interromper esta sangria que, independente da situação financeira caótica brasileira, eles insistem em promover. Se eles não têm cérebro, é preciso que nós, brasileiros, tenhamos vergonha e coragem para dizer aos sem-vergonhas que, como chefes deles, não autorizamos este tipo de gasto. Já gastamos em demasia com estas casas improdutivas e seus parasitas.

O Brasil não aquenta mais!

Chega!!!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Comandados Por Neófitos Soberbos e Sem Deus

Neófito é o principiante, alguém que começou recentemente em algo ou está em algum lugar pela primeira vez. Em sua etimologia, a palavra neófito surge da junção dos termos gregos neo, que significa novo, e phytos, que é planta. A palavra grega neophytus corresponde ao que foi recentemente plantado, e é na Idade Média que a palavra vai ser relacionada àquele que é iniciante em alguma atividade. Primeiramente ligada à figura do cristão-novo, alguém recém convertido ao cristianismo.

Neófito na Bíblia refere-se àquele que foi convertido ao cristianismo a pouco tempo. Alguns definem este tempo como sendo de, pelo menos, três anos. Já aquele que está efetivamente convertido há mais tempo é chamado de prosélito. Na língua portuguesa atual utiliza-se o substantivo proselitismo, que tem a mesma raiz que prosélito, para designar conversão doutrinária.

Em resumo, neófito é aquele que está no processo inicial de conversão, enquanto que prosélito é o já convertido.

O quanto exposto serve como pano de fundo para nossa abordagem sobre as atuais instituições religiosas e seus respectivos líderes. Neste contexto, focamos não apenas o comando central, mas também, o corpo de obreiros situados na escala hierárquica logo abaixo do clero central. São homens e mulheres que, aparentando manifestação de dons (liderança, eloquência, simpatia, carisma, etc.), são separados para desempenhar algum papel de liderança-auxiliar em departamentos.

Muitas das nossas instituições religiosas vivem hoje mergulhadas em crises administrativas e espirituais, e nós, nos debruçamos para tentar compreender a origem desses problemas e quais caminhos poderíamos seguir para solucioná-los.

Alguns dizem que estamos caminhando mal por termos nos afastado da vida de oração que tão intensamente nos dedicávamos no passado. Não concordo com esta afirmativa por uma razão lógica muito simples. Se a volta para uma vida de oração é a solução para os problemas que enfrentamos, porque nos afastamos desta vida de oração do passado? Lógico. Se a vida de oração é a solução no presente, ela (a vida de oração) não nos teria permitido afastarmos no passado. Diga-se ainda que, posso orar em todo tempo e, ao mesmo tempo, praticar tudo que a Bíblia condena sem nem mesmo “corar a face”. Exemplos é que não faltam.

Outros (aqui me incluo) alegam que o motivo dos problemas no presente é fruto da decisão deliberada de afastamento das recomendações bíblicas sobre como gerenciar comunidades cristãs e como separarmos pessoas para o trabalho de liderança nessas comunidades.


É a recomendação bíblica enfática: “Esta afirmação é digna de confiança: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função. (...) Não pode ser recém-convertido [neófito], para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o diabo” (1 Tm. 3:1,6). Paulo menciona que o desejo de servir no reino de Deus é um sentimento genuíno, legítimo, porém, deve ser evitado expor o neófito numa função de liderança, em razão da sua fragilidade espiritual. A alegação de Paulo é que, em sua imaturidade, o neófito pode ser facilmente enganado pelo “glamour” do cargo de liderança, fazendo-o acreditar que não há outro igual a ele e com capacidades melhores que a dele para exercer a liderança do grupo. Resultado? Soberba, conspiração, atritos e queda.

O texto do apóstolo João, em sua primeira epístola, capítulo 5, verso 19, diz que o “mundo jaz no maligno”. Traduzo este trecho do texto sagrado não apenas como “um mundo sob o poder do diabo e demônios”, mas, também, como “um mundo onde as pessoas, deliberadamente, escolhem o que é mau e/ou errado”.

O que temos hoje, como modelo de gerenciamento das comunidades cristãs, é o conceito de “empresas-holding”. Aquelas que nada produzem e extraem seus sustentos através do controle de empresas menores, denominadas de “subsidiárias”. Todo o trabalho é desenvolvido por essas pequenas empresas, enquanto que o gerenciamento dos recursos fica com a matriz. Segue-se o problema decorrente.

Neste modelo de administração, o corpo diretivo deve ser capacitado segundo as técnicas de mercado. Eis a razão de hoje se privilegiar quem detêm diplomas universitários, eis a razão de preferirmos os conceitos filosóficos humanos como caminho para solução dos conflitos íntimos da humanidade, eis a razão de escolhermos neófitos espirituais com doutorados, mestrados e outros títulos similares para posições de liderança na comunidade cristã, em detrimento ao “experiente-velho-ancião-ignorante” (desculpem-me o pleonasmo).

Os neófitos acadêmicos na comunidade cristã conhecem como ninguém o segredo das letras, mas, faltam-lhes maturidade, faltam-lhes experiência de tempo com a vida do jeito que a vida é, faltam-lhes mais tempo de caminhada com eles mesmos, com Deus e com outras pessoas.

Quando não são os neófitos acadêmicos, são os neófitos artistas. Aqueles que tendo obtido algum sucesso em alguma carreira secular, convertem-se ao evangelho e, dentro da comunidade cristã, passam a ser reconhecidos como portadores de dons espirituais que, por incrível que pareça, lhes foram concedidos em sua vida pregressa, tornando-os detentores do direito de exercer liderança nessas comunidades. Na verdade, intrínseco está para a liderança carnal dessas comunidades a relação “astro-carisma-público-dinheiro-sucesso”.

Os neófitos artistas conhecem como ninguém o poder da retórica e da persuasão, mas, faltam-lhes tempo para entender as exigências da nova vida em Cristo, faltam-lhes tempo para amadurecimento com as verdades expostas nas sagradas letras, faltam-lhes terminar a travessia do deserto que separa Egito de Canaã.

Destaque-se que não consideramos qualquer impossibilidade de acadêmicos cristãos e artistas convertidos atuarem como líderes na comunidade cristã. O problema levantado aqui é quanto ao tempo de militância no reino de Deus que inviabiliza o neófito e credencia o prosélito no exercício de funções de liderança na comunidade cristã. Aliás, sendo cristão maduro e experimentado, é melhor tendo qualificação acadêmica e ou dons artísticos que serão úteis nas atividades do Reino de Deus.

Nossas comunidades sofrem hoje as consequências de gestores que, deixando a Bíblia de lado, resolveram administrar igrejas segundo as teorias administrativas e os conceitos filosóficos seculares, colocando em posições de liderança (igrejas, departamentos, grupos, etc) neófitos carismáticos. Enganados pela filosofia humana, encheram seus corações de orgulho e ousaram mudar as verdades administrativas de Deus.

Líderes “neófitos espirituais” que se agarram nas posições de liderança das atuais instituições seculares travestidas de reino de Deus (convenções ou associações de pastores e “igrejas-holding”, por exemplo), permanecem assim pela imposição de alterações estatutárias que impossibilitam a alternância de poder. Quando não, pressionam, manipulam, brigam até as últimas consequências, inclusive utilizando o aparato judicial secular, para manter o comando da organização entre seus descendentes como uma capitania hereditária ou monarquia.

É nítido, está visível há muito tempo que uma “boa briga” neste reino de deus (com “d” minúsculo) tem sempre como pano de fundo dinheiro e poder, puro e simples. Como não vê? A instituição falida e os nababos, periodicamente, viajando para cima e para baixo a fim de participar dos eventos organizados pelos mesmos apenas para distração do, e manutenção no, status-quo. Isto são obras de neófitos ou prosélitos? A soberba os cegou a ponto de não perceberem que destronam Deus quando perdem tempo e dinheiro com coisas menos importantes em detrimento das mais importantes.

Este quadro é apenas a demonstração de como neófitos em cargos de comando transtornam o modelo divino de liderança que deveriam ser preservados pelo povo de Deus. Vale hoje a advertência do Sr. Jesus: Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês” (Mt. 23:15).

Tristes tempos estes, em que velhos neófitos uniformizados de "mestres da lei" e "líderes fariseus" fazem tudo isso e nem se dão ao trabalho de disfarçar. Poderiam, pelo menos, nessas viagens ao redor da terra, fazer um convertido.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Quem Vai Misturar os Bilhetes???

Texto do Pr. Felipe C das Virgens
Após o triste fim de Judas Iscariote (suicídio), Pedro reuniu cerca de 120 pessoas, Apóstolos e Discípulos, em assembléia, a primeira da Igreja Cristã. Em um ambiente espiritual, peculiar ao assunto que deveria ser tratado, O apóstolo Historiou os fatos sobre Judas, cita Salmos e mostra que deveria ser escolhido outro para a vacância ocorrida no grupo apostólico.

Na palavra introdutória, Pedro mostra que os candidatos à eleição para ocupar a vaga deviam ser escolhido dentre aqueles varões que conviveram com o Senhor Jesus e se tornaram seus discípulos, sendo testemunha da ressurreição e da ascensão de Cristo.

José Barsabás, o Justo, e Matias, foram os dois apresentados por preencherem os requisitos mencionados por Pedro, não houve concessão, protecionismo ou apadrinhamento. Oraram ao Senhor, rogando que Ele, conhecedor dos corações e das necessidades, mostrasse quem deveria ser o escolhido. Depois da oração lançaram a sorte e esta caiu sobre Matias, sendo ele, então, contado entre os Apóstolos.

“Os bilhetes da sorte lançam-se numa dobra do vestido, mas o Senhor é quem os tempera” (PV 16:33). Dá-nos a idéia de que nomes estão nesses bilhetes, mas quem os mistura é Deus...

Se esse foi o método usado na citada assembléia para a escolha do sucessor de Judas, não acho forçoso dizer que, a co-participação de Deus foi determinante para o bom desfeche da eleição, lembremo-nos que antes de lançarem a sorte foi feita uma “fervorosa” oração clamando a Deus pela intervenção num processo tão delicado e nobre, daí concluirmos que, a oração sempre foi e é imprescindível para que Deus tenha misericórdia e projete sua divina luz, fazendo imperar a sua soberana e sapientíssima vontade, principalmente nas decisões apostólicas.

Um observador casual diria que foi uma mera coincidência, afinal, tinham dois nomes, um tinha que ser escolhido, foi lançada a sorte e caiu sobre Matias... Prefiro ser “espiritual” e dizer que quando a Assembléia está na direção de Deus, os nomes são colocados nos bilhetes, mas Deus se incumbe de misturá-los afastando qualquer hipótese de aposição, injustiça, tirania... E os ressentidos podem ser vistos como MEROS POLÍTIQUEIROS, aproveitadores de situações, muitos deles até por dinheiro ou cargos de confiança que lhes dariam status Eclesiástico.

Não tenho dúvidas, Deus foi quem escolheu Matias. Oraram, pedindo a direção divina. Hoje não se usa mais a sorte no ambiente cristão, “Que azar...” Para as eleições eclesiásticas podemos ter os escrutínios secreto, ou o voto secreto, mas tudo isso deveria ser sob o manto da oração, pedindo a Deus que ilumine. O método pode variar, mas, no sentido de se tornar mais transparente e acessível, livre de qualquer tendência, injunções reprováveis, que não condizem com o espírito cristão, parece utopia essa minha pretensão, mas só estou querendo me livrar da incerteza...

“Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois... (Dr. Lair Ribeiro)”.

Às vezes tenho a impressão de que na prática estamos sob essa perspectiva secular, tomamos decisões ministeriais aventureiras, sem nenhuma segurança, sem temor, sem direção, os bilhetes são colocados abertos, não precisa misturar... Entramos num processo “eleitoral” Eclesiástico, num comportamento mundano, campanhas agressivas, desrespeitosas, injuriosas, caluniosas, inimizades são construídas, ao término da “batalha”, ressentimentos, mágoas, sentimento de vingança, retaliações, facções, perseguições, adversários “políticos”...

Fico imaginando o júbilo que invadiu os corações dos Apóstolos no final daquela Assembleia, até mesmo de José Barsabas, o outro candidato... Ele sabia, haviam orado, pediram direção de Deus, Matias foi o escolhido, aquela era uma decisão que só daria certo se fosse dentro da vontade de Deus.

Por que, como nunca, tantos querem fazer parte da mesa diretora de uma convenção de Ministros ou Igrejas? Qual motivação? Contribuir para uma “instituição” mais forte, ou se locupletarem do PODER e alcançarem ou conquistarem posições ou campos tão desejados, não pelo que podem produzir, mais, pelo que querem usufruir??

Candidatos imaturos, fanfarrões, inexperientes, egoístas, egocêntricos, interesseiros, uns com projetos mirabolantes, outros com projetos pessoais, querem ser por que é um sonho estar na mesa... Sonho para eles, pesadelo para a Instituição (?) Alguns com planos que só amanhã saberemos...

“Assim é na vida... Depende do que vem depois...”

Quem vai misturar os bilhetes???.