sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Até ano Que Vêm

Mais um ano se vai... Mais um ano vêm...
Mais um ano termina... Mais um ano começa...
...outra vez.

Com o tempo passando nos acostumamos com as mesmas coisas, as mesmas atitudes e, consequentemente, com os mesmos resultados. Isto quando não somos vencidos pelas injustiças e por essa sensação que nos mostra vivendo numa sociedade onde o mal prospera, onde o “esperto” se dá bem, enfim, onde existimos para “levar vantagem em tudo”. Entenda: levar vantagem em tudo significa “passar a perna no outro”.

É preciso mudar. Precisamos arriscar mais, ousar mais, sem sermos inconsequentes. Se não houver mudanças em nossos conceitos e, principalmente, em nosso agir, tudo se repetirá como antes. Seja na família, no trabalho, na igreja, no dia a dia com nossos semelhantes, vamos deixar de lado o mau que repetidamente praticamos e que se apresenta disfarçado de insensibilidade, crueldade, desrespeito, mau humor, piada de mau gosto, “palavrões”, dancinhas, músicas pobres e ocupação extremada do tempo.

Vamos ser mais gentis, honestos, generosos, longânimes, fiéis, misericordiosos. Vamos diminuir nosso ritmo se isso for necessário para dar mais valor à família, a natureza, a comunidade, ao outro. Vamos diminuir a quantidade de informações que vorazmente consumimos e dedicar um pouco mais de tempo para o laser, a contemplação, o silêncio.

Vamos doar mais nosso próprio sangue para possibilitar que alguém seja salvo da morte física, vamos ser doadores de órgãos, compreendendo que a necessidade do outro é a nossa necessidade, vamos ser mais “gente”, ou melhor, mais humanos.

Mudar para melhor. Uma sociedade só melhora quando seus cidadãos entendem como viver, conviver com outro. Uma sociedade só melhora quando reconhece atos indignos, músicas indignas, palavras indignas, danças indignas, representantes indignos, e OS REPROVA sem lhes dá “audiência”.

Nossa dignidade implica em rechaçar toda indignidade.

Uma sociedade só melhora quando compreendemos o valor dos atos nobres, sejam grandes ou pequenos e, neste prisma, conhecermos nossas limitações para grandes atos nobres e nossas “ilimitações” para pequenos atos nobres.

2011 já era! 2012 já vêm. O que será? Repetiremos nossa mediocridade ou vamos ousar levantar a cabeça como alguém que ousou ser mais digno, mais humano, mais feliz?

Feliz 2012 para os nobres!

Grande 2012 para todos!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Deus Continua Escrevendo a História...

A percepção é de uma mão escrevendo seu plano e desenvolvendo sua vontade, mesmo que, nós, homens e mulheres, não enxerguemos seus propósitos e não entendamos seus caminhos. Deus utiliza um após outro, ou até ao mesmo tempo, com fins de desenvolver seu plano. São os ícones. Pessoas que do nada aparecem com uma mensagem, uma habilidade, um gesto todo especial de fazer as coisas que desperta atenção.

Deus concede aos homens dons perfeitos para, através deles, fazer o bem aos outros. Ninguém recebe um dom para uso próprio. Pode até se beneficiar dele, porém, o intento divino é o outro. Alegria, esperança, paz, renovo, desejo de viver mais e melhor.

Deus continua escrevendo a história...

O propósito divino é conduzir-nos a Ele. Mas, Deus respeita em nós o seu fragmento. Aquela capacidade de pensar, raciocinar, ponderar e escolher. E a gente escolhe... Ateus x crentes, cristãos x mulçumanos, os sem-religião x os com religião demais, gays x héteros, bandidos x mocinhos, vulgares x virtuosos, doentes x sãos, presos x livres, sujos x limpos. Apesar das escolhas más, das obras más, e do que pensamos, Deus continua escrevendo a história...

Vejo Deus levantando pessoas com objetivos todos especiais, mas, à proporção que caminham, pensam além dos limites, confundem o “ser canal” com o “ser o rio”, daí, vão se afastando, se afastando, se afastando dos propósitos divinos, e chegam ao ponto de “tentarem colocar seus tronos acima do Trono de Deus”. E se perdem...
 
Mas Deus não desiste. Deus continua escrevendo a história... Chama outro, e outro, e outro...

Na economia, na política, nas artes, no futebol, na religião, vez por outra, surgem ícones, que são transformados em ídolos, e aí se tornam o melhor isso, o melhor aquilo, e essa fama os entorpece, cauterizam suas consciências e insensibilizam seus corações para Deus. A história divina e seu propósito permanecem os mesmos, mas, os homens, mulheres, jovens e crianças, mudam. Quando mudam, se perdem em suas próprias estórias e se desligam da história de Deus.

Mas, Deus continua escrevendo a história...

Neste enredo escrito por Deus, apenas os atores não são definidos. Ele permite que seja eu, você ou outro. Só depende da nossa disposição em seguir a pauta. Seguindo o script, o papel é nosso “até o fim de nossas vidas eternas”.

A história da humanidade escrita por Deus é semelhante a um carro. Às vezes parece aos homens ser como um veículo desgovernado. Mas, Deus tem controle. Apesar de não interferir nas decisões humanas, Ele jamais perde o controle de sua criação, desse Seu projeto. Se “os motoristas” da vez resolvem trilhar outro caminho que não o traçado por Deus, eles passam a conduzir apenas uma ilusão. Pensam que continuam no comando, mas, como um esquizofrénicos, vivem um mundo imaginário dissociado da história de Deus.

Quando isto acontece, Deus desperta outro que assume o comando do seu carro, da Sua humanidade. Outros ícones aparecem, e assim, Deus continua escrevendo a sua história... Nesta trajetória, os que se afastam da história original vão ficando pelo caminho, perdidos, cansados, frustrados... Mas, porque não voltam? Tornam-se orgulhosos, presunçosos, vaidosos. Percebem-se se afastando da história de Deus, mas, não voltam. A fama, o dinheiro, as pressões do mercado, da mídia, do vizinho, da igreja, do poder, não os deixam voltar. Tem que prosseguir na sua ilusão, em sua distração, e vão caminhando para o nada... Tombando vencidos.

Mas, Deus continua escrevendo a sua história...

Ele nos chama para protagonistas. Ser seus instrumentos para benefício do outro, do próximo, do semelhante, ao mesmo tempo em que nos tornamos o alvo do Seu amor, do Seu carinho, da Sua graça.  Como reforço para nossa lida, nossa luta de sermos atores verdadeiros de uma história real, já nos enviou Seu Filho, e agora nos permite a companhia do Seu Santo Espírito.

Eu quero estar dentro dessa Sua história. Independente das minhas limitações, decido diariamente ser “amigo de Deus”, esforçando-me para desenvolver cada ato aliado com Seu Querer, moldado em Sua vontade. Eu sei. Sendo Deus quem ele disse que é, a história escrita por Ele tem sempre um “eterno final feliz”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Liderança Ilegítima e Carnal - Sintoma de Uma Igreja Doente

O maior cuidado que uma igreja deve ter é com relação ao Pastor Responsável e seus auxiliares. Como bem falou Jesus em João 10: “se alguém não entra pela porta, mas, por outra parte, é ladrão e salteador”. Quais são os requisitos fundamentais de um Pastor que recebe o mandato de Deus para cuidar de suas ovelhas?

a)    Entrar pela porta – A porta é Cristo (Jo. 10:7). Isto significa que, antes de ser pastor ele deve ser um cristão sincero, convertido, e suas palavras e ações devem ser a expressão de uma nova vida vivida em Cristo.

b)    Ele deve ter a capacidade de falar às pessoas (2 Tm. 2:15) – A voz do pastor é fundamental para dar ao cristão segurança. No entanto, em se tratando do aprisco do Senhor, o alimento é a Palavra de Deus. Se um pastor despreparado ousa falar aos crentes coisas que não leu, não entendeu e não recebeu de Deus em Sua Palavra, as pessoas não quererão ouvi-lo, isto porque, em seus espíritos, considerará estranha as suas palavras.

c)    O pastor é resultado de uma chamada divina e não da escolha de uma profissão - Apesar de sustentado pelos dízimos e ofertas dos cristãos, não desenvolve seu ministério ansiando apenas o sustento seu e de sua família. Quando age assim, se transforma num mercenário que vem apenas para roubar, matar e destruir.

d)    O pastor deve ser o guardião da igreja (Jo. 10:12) – Ele é o responsável pela proteção espiritual das pessoas que se abrigam em sua igreja, e desta forma, se coloca em oposição aos mercenários que transitam de igreja em igreja querendo ganhar dinheiro. Ele não se torna refém desses, pelo contrário, resisti-lhes fechando-lhes o acesso ao púlpito, evitando que contaminem com o mal o coração do povo de Deus.

Infelizmente, alguns têm conseguido acesso a consagrações antes mesmo de suas próprias conversões. Disto, assumem igrejas através de meios seculares como bajulação, propaganda, pressão, e até mesmo, violência. Como conseqüência, a igreja sob seus (des)cuidados, passa a sofrer pela falta da Palavra de Deus, deixando a porta aberta para a reprodução das mesmas práticas infames que o conduziram a liderança local. Está destruída a estrutura espiritual bíblica que deve ser o norte para aqueles que querem servir a Deus.

Invertendo papéis, valorizam o “episcopado” em detrimento da “obra do episcopado” (I Tm. 3:1). Por esta razão, toda uma cadeia de sintomas destrutivos (ver a seguir) começam a brotar no seio da igreja, conduzindo-a, invariavelmente, a destruição enquanto Reino de Deus entre nós, surgindo, a partir daí, apenas uma associação de crentes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quem Agüenta Ir Ao Culto?

Às vezes vou à igreja me questionando sobre o que vou fazer lá. Em minha alma há o desejo de prestar culto à Deus. Talvez, num primeiro momento, o leitor possa ficar em dúvida sobre, afinal, qual é meu problema, haja vista que, já vai à igreja, portanto, vai prestar culto à Deus.
Minha dificuldade atualmente é o ambiente que se instalou nas igrejas. Parece-me que o conceito de culto é diferente em minha consciência do conceito que vai na consciência dos líderes religiosos e suas reuniões. Naquelas que tenho estado, salvo não muitas exceções, mais parece um encontro de clube social ou associação de moradores muito mal organizado. Isto tem me deixado com certa aversão a ambientes que se dizem cultuar a Deus e, o que se vê, é tudo, menos, cultuar Deus.

Na função que exerço, tenho assumido minhas atribuições como se estivesse carregando um insuportável peso sobre meus ombros, isto porque, como sou convocado para ministrar a Palavra de Deus ao povo, tenho tido desafios cada vez mais angustiantes de estar presente em reuniões difíceis de entender e, pior, de compartilhar. Fico com a sensação de que os líderes, ou não sabem o que é um culto, ou mesmo sabendo, abrem mão de seu papel para aceitar as excentricidades promovidas, senão por ele mesmo, por alguns “obreiros esforçados que só querem ajudar” (Ok. Ajudem, contanto que não atrapalhem).

Culto é como chamamos a forma pela qual se presta homenagem à divindade; são cerimônias religiosas onde o povo se reúne para expressar veneração, respeito e amor à Deus. Esta expressão se dá através de testemunhos, louvor, oração e ação de graças, e todo este “prelúdio” tem o objetivo claro de ser agradável à Ele e, como necessitados, ouvir Seus sábios conselhos para encarar os desafios cotidianos de nossa vida.

Buscamos o ambiente de culto para dedicarmos um tempo à adoração ao Senhor e audição das Palavras que expressam Sua vontade para nós.

O apóstolo Paulo define o culto como sendo o “sacrifício vivo, santo e agradável à Deus” – culto racional (Rm. 12:1). Observemos: “vivo” = novo nascimento; “santo” = exclusividade; “agradável à Deus” = no centro de Sua vontade (Palavra de Deus).

Infelizmente estamos crescendo em quantidade e diminuindo em qualidade. Como num movimento cíclico vicioso, líderes desprovidos da compreensão adequada do que é um culto, implementam distorções oferecidas por gente, muitas vezes providas de boa-fé, mas, cheias de orgulho, vazias de conhecimento bíblico e sem chamada para esse mister. Este círculo vicioso tem produzido cada vez mais líderes desprovidos de legítima autoridade espiritual, facilitando a banalização do que é, ou pelo menos do que deveria ser, um ambiente sagrado. Sacerdotes infantis e imaturos que se submetem as vaidades e ingenuidades de auxiliares neófitos que nem ao menos sabem soletrar “humildade” e “submissão”.

Em muitas de nossas reuniões, que enganosamente chamamos de culto, somos torturados com músicas que exaltam o eu, trazendo como “receita da vitória” o “pensamento positivo”; somos massacrados por testemunhos que mais parecem um misto de “achômetro” bíblico com experiências sensoriais; somos entediados com intervenções litúrgicas do dirigente de então, apresentando o culto com a responsabilidade de animar a plateia a qualquer custo; estamos chegando a um ponto que, em alguns lugares, “recadinho do amor” e “dinâmicas de grupo” fazem parte da liturgia no dito culto à Deus, tudo isto ancorado em salvas de glórias, aleluias e améns, sabe lá Deus por que.

Ah! Isto além de não atender os anseios de nossa alma (Sl. 143:6), empobrece nosso intelecto, cansa nosso físico e desgasta nosso emocional.

Desejamos um ambiente em que possamos expressar nossos sentimentos à Deus. Quando quisermos expressar nossos sentimentos à nossa esposa, filhos, parentes, irmãos em Cristo e até ao pastor, devemos realizar outro tipo de reunião. Não há qualquer problema nisso. O que não dá é atrairmos alguém para aquilo que chamamos de culto sem sê-lo.

Desejamos um ambiente propício para ouvir a “voz de Deus” sem tendência ou direcionamentos emocionais, um ambiente em que possamos conhecer, pelo menos um pouco mais, a “boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Rm. 12:2). Palavra que “edifica” e “transforma”. Quando quisermos nos divertir com algum espetáculo, vamos assistir televisão, vamos ao teatro, vamos ao cinema ou a qualquer lugar destinado para esse fim.

À Casa de Deus vou para expressar meus sentimentos em relação à Ele, exclusivamente à Ele, e ouvir Sua Palavra, exclusivamente as Palavras d’Ele.

Que tenhamos a humildade de ouvir a voz divina, tão graciosa, nos convidando para irmos à Casa do Senhor (Sl. 122:1), a fim de “CONTEMPLAR A FORMOSURA DO SENHOR e APRENDER NO SEU SANTO TEMPLO” (Sl. 27:4). Que obedeçamos, deixando de lado nossas vaidades e futilidades, e nos revestindo do intuito sincero de “adorar o Senhor na beleza da Sua Santidade” (1 Cr. 16:29).

Que os líderes entendam: “Só vamos cultuar sinceramente e adequadamente à Deus, quando compreendermos que o culto é resultado de um coração que O ama intensamente”. Sendo líderes, a intensidade com que amamos ao Senhor, será refletida no tipo de culto que, liderando, convidamos e influenciamos outros a oferecerem à Ele.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Celebremos o Natal!

Nós, cristãos de todo mundo, temos a alegia de nos juntarmos a povos, línguas e nações, a fim de lembrar o nascimento daquele que mudou a história. Abandonando os rudimentos ligados a data, ao mês, aos objetos, devemos jubilar por esta data e pelo que ela representa.

Evitemos as discussões tolas e insensatas. Outro deus não há. Logo, qualquer princípio ou dado histórico que invoquem ou vinculem esta data primaveril à uma outra divindade, deve ser por nós esquecida. Não é nossa preocupação. Nossos corações se enchem de sinceras emoções por nos trazer à memória o nascimento d'Aquele que mudou nossa vida e alterou nosso destino.

Louvado seja para todo sempre o Mestre Jesus! Ele Nasceu! E isto basta como motivo mais do que suficiente para comemorarmos e nos alegrarmos com quem quer que seja. Índio, branco, negro, mulato, mulher, homem, criança, jovem, adolescente, casado, solteiro, viúva, desquitado, divorciado.

Que nas igrejas, principlmente, cristãs, hajam apresentações teatrais retratando este episódio singular, ouçam-se canções exaltando seu nascimento, realizem festas para brindar, sorrir e dançar embalados na desejo de gratidão pelo presente tão gracioso vindo da parte de Deus para a humanidade.

Enfim, que todos os corações se unam em torno do nome JESUS!

E se quisermos exteriorizar a melhor expressão de Sua vida em nós, lembremos do outro, do pobre, do necessitado, do doente, do fraco, do preso, da viúva, do órfão, do nosso semelhante que Ele mesmo disse, "sou Eu que existo neles".

E assim, manifestemos nossa alegria e nosso júbilo em torno de uma árvore, de uma estrela, de presentes, de roupa nova ou velha, de brinquedos doados, de uma farta ou escassa ceia de natal, de famílias grandes ou pequenas. É válido em todos os povos a manifestação de alegria pelo nascimento de JESUS!

Que em todas as nações se ouçam: ELE NASCEU! JESUS NASCEU! O SALVADOR DO MUNDO NASCEU!

Ouvir falar Seu nome já é um bom começo para a salvação.

FELIZ NATAL!!!

Salvador/BA, dois mil e onze anos do nascimento do Senhor Jesus Cristo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CGADB, CEADEB, CONFRAMADEB - Um Acordo Ainda é Possível?

O Presidente da CGADB, Pr. José Wellington, esteve em Salvador há, aproximadamente, duas semanas atrás, realizando reuniões com a CEADEB e a CONFRAMADEB. O assunto em pauta é a cizânia entre estas instituições e a guerra travada por templos em Salvador que tem gerado escândalos e sofrimentos de todos os tipos para o povo de Deus.

Especula-se uma lista de pontos que devem ser analisados pelos gestores da CEADEB e da CONFRAMADEB. Fala-se, inclusive, em desvinculação dos envolvidos junto a CGADB, caso não se chegue à um bom termo neste processo envolvendo a Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Estado da Bahia. As partes têm um prazo entre 15 e 30 dias para se posicionarem.

COMENTO:

Demoroooooooouuuuuuuuu...

“Quando dois filhos brigam, o pai tem que intervir”. O pai aqui não se trata de Deus e sim, da CGADB. A guerra é entre duas instituições religiosas humanas. São Convenções de Ministros Evangélicos vinculadas a Convenção Brasileira. Se estão em litígio e não conseguem chegar a um denominador comum, cabe a instância que os abriga, mediar um acordo.

Acho que demorou muito. O estrago é muito grande. Talvez só um “milênio” de tempo para que as coisas se normalizem. Perdoe-me o pessimismo. Não acredito que qualquer acordo irá resolver definitivamente os problemas causados. Apesar disto, “vejo uma luz no fim do túnel”. Explico o que parece incoerente.

Imagine a CEADEB devolvendo todos os templos que foram apossados. É sabido que alguns pastores, sabiamente, já estão com novos terrenos e construções de novos templos em andamento, e isto não implicaria em problemas para eles. Mas, como ficaria a questão da emancipação? Seria tornada sem efeito? E quanto ao povo que se abrigou com esses líderes? Aceitariam voltar para os braços da ADESAL? Os mais radicais dirão: Jamais!

Os pastores que emanciparam seriam colocados de volta aos postos de líderes na estrutura da ADESAL? De onde apareceriam as inúmeras vagas para abrigar tanta gente no “poder”? E aqueles que não conseguissem se manter no topo, como reagiriam? Quem, em sã consciência, acha que os maus infiltrados no meio dos bons vão permitir que isto aconteça sem mais conflitos? Dentro do novo ambiente em Salvador, quem será o Presidente?

Ah! Os homens... Como seria bom entenderem Cristo.

Aqui vai um adendo ao povo. O maior problema não são as pessoas que congregam nos templos. Os templos continuam abertos e seu acesso livre para qualquer pessoa. O problema se instalou pela discussão quanto à liderança do lugar. Vou me repetir: a discussão dentro dos parâmetros do bom sendo, da educação e do respeito é válido. As armas utilizadas nesta batalha tosca, não!

Minha proposta é uma só. Para reconstruir é preciso substituir “toda” mesa diretora “das duas” instituições. A partir daí, homens maduros e íntegros devem ser convocados para colocar as coisas em ordem. Fora isto, no meu entender, “é malhar em ferro frio”. Sei que, infelizmente, algum bom nome poderá ser impedido de participar deste processo, neste momento, porém, é o preço que terá de pagar por sua omissão quanto a degradação que sofremos ao longo destes anos.

Sabe porque digo “vejo uma luz no fim do túnel”?, porque, “é melhor um mau acordo do que uma boa briga”. Só em tempos de paz, mesmo que relativa, podemos enxergar o caminho e andar rumo a reconstrução de nossa denominação. Os cristãos sinceros agradecem.

Em tempo: Chega-nos a informação de que o Pr. José Wellington (CGADB) retornou ontem à Salvador. É esperar para ver o que acontece.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Tal "Lei da Palmada"



Câmara aprova Lei da Palmada
Por EUGÊNIA LOPES / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 15/12/2011 3:03

A Câmara aprovou ontem projeto que proíbe os pais de aplicar castigos físicos nas crianças. Conhecida como Lei da Palmada, a proposta foi aprovada por unanimidade, em comissão especial, depois que o governo cedeu à pressão da bancada evangélica e alterou a expressão 'castigo corporal' por 'castigo físico'.


O projeto, que segue diretamente para o Senado, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e prevê multa de 3 (R$ 1.635,00) a 20 salários (R$ 10.900,00) para médicos, professores e agentes públicos que não denunciarem castigos físicos, maus-tratos e tratamento cruel. A relatora Teresa Surita (PMDB-RR) ainda retirou do texto a palavra 'dor' e a substituiu por 'sofrimento', ao definir castigo físico. 'Não há interferência na família. Não há punição dos pais. Mas não podemos esquecer que a violência mais grave começa com uma palmada', resumiu a relatora.

Comento:

Vamos por partes.

Primeiro, a câmara “ainda” não aprovou Lei alguma, pois, pela manchete, subentende-se que já está valendo para os brasileiros. Esta aprovação se deu numa comissão especial e, agora, caso nenhum parlamentar, acompanhado de outros cinqüenta e um (51), requeira a aprovação pelo plenário da Câmara, este “projeto” seguirá para o Senado que, por sua vez, poderá alterá-lo. Se isto acontecer, volta para a Câmara para nova rodada de aperfeiçoamento da “famigerada” lei. Se o Senado não promover alteração, segue para sanção ou não da Presidente da República. Como se vê, o caminho ainda não chegou ao fim. Aguardemos.

Segundo, vi uma dessas pesquisas pela internet em um determinado site (omito para não fazer propaganda) que 89% dos internautas que a acessaram, rejeitam tal lei. Isto dá mais combustível à sensação que tenho dos idealizadores deste projeto. Penso na ministra dos direitos humanos, nas mulheres que aparecem na reportagem, penso nos demais “especialistas de plantão”, suas atividades e o tempo que dispõem para cuidar de seus filhos. Chego a conclusão que, se são pais, não criaram filhos. No máximo, pagaram a babá para fazê-lo, por esta razão tiveram a facilidade de oferecerem à sociedade este projeto que interfere na educação familiar e podem gerar problemas difíceis para inúmeros pais.

Não sou favorável a violência seja ela doméstica ou de qualquer outro tipo, aliás, minha família é testemunha, não bato em minhas filhas, porém, não abro mão do direito de impor restrição e castigo à elas, caso desobedeçam orientações ou desrespeitem a mim e a minha esposa. Jamais apoiarei espancamento seja lá de quem for, muito menos de filhos, porém, não há o que negar: “uma palmada na hora certa evita rebeldia e problemas sociais futuros”. Aliás, diga-se de passagem, o Estado se utiliza da mesma ferramenta com os adultos que “transgridem” a lei. Não deve fazer uso da violência, porém, quando necessário, a utiliza para fins coercitivos e educativos. Que seja. Nós, pais, faremos a mesma coisa de forma moderada, a fim de evitar que o Estado o faça, no futuro, de forma exacerbada como de costume. Quem quiser enxergar violência estatal visite uma cela de delegacia ou penitenciária.

Fica a sugestão para a Deputada Tereza Surita (PMDB-RR), relatora do projeto: “Se tiver filhos pequenos, tire uma folga, dispense as babás, avós e outras empregadas, interrompa seus afazeres parlamentares, passe pelo menos um ano no convívio das criancinhas, e aí conversamos.

Vejam como é nossa realidade hoje. O cara não consegue desenvolver uma única relação matrimonial, já tendo se separado inúmeras vezes, vai à televisão ou ao parlamento, ensinar a mim e a você como manter nossas famílias; gente que nunca cuidou de casa ou de filhos (terceirizaram), dão “dicas” e desejam impor regras para aqueles que diuturnamente labutam na educação de sua casa; outros se debatem na defesa de animais irracionais e fazem “vista grossa” para as lutas entre animais racionais; os camaradas parlamentares, amparados por estudos do próprio ministério da saúde, promulgam uma legislação restringindo o uso de bebidas alcoólicas, e agora, para atender a fome voraz capitalista de uma entidade privada, FIFA, propõem alteração desta mesma lei; haja exemplos.

São estas incoerências que dificultam a elaboração de leis realmente necessárias e que atendam as demandas importantes de nossa nação. Enquanto isto, nós ficamos aqui embaixo nos debatendo como insetos aturdidos pela insanidade de gente que perdeu senso de valores e do que é importante para o tecido social. É lamentável. Mas, podemos votar melhor.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Você Já Viu Os Irmãos "Cara-de-Pau"?

Os irmãos cara-de-pau são aqueles do tipo que:

Recebe dinheiro emprestado, não devolve e faz de conta que "Jesus pagou na cruz". No culto à Deus ele tem a oportunidade de dizer e diz: "Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade" (Ef. 4:28);

Se desentende com alguém e, resignadamente, nega-lhe a reconciliação e a liberar perdão. No culto à Deus tem a oportunidade de orar, e ele ora o "pai nosso": "...perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos aqueles que nos ofenderam" (Mt. 6:12);

Impõe valores sobre o pastor da igreja, se quiser que ele pregue ou cante, caso contrário, negativo. Acerto feito, ele introduz sua participação dizendo: "Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus" (2 Co. 4:5);

Repete insistentemente o "disse-que-disse", espalhando difamações e desonras contra irmãos sem qualquer ponderação ou prova irrefutável. Mas, à noite, ele está lá lendo na Bíblia: "Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? 2 Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. 3 Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo" (Sl. 15:1-3). E ele ainda complementa: "E eu estou aqui, Senhor!";

Conversa durante o culto sobre tudo: novela, esporte, viagem, trabalho secular, carro, dinheiro, festas, além disto, levanta, senta, vai a secretaria ver se tudo "está nada" e, quando lhe dão oportunidade, ele imediatamente "incorpora" o espírito de adorador e diz: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (Jo. 4:23-24). (Qualquer semelhança com o que se vê em púlpitos de inúmeras igrejas, não é mera coincidência).

Estes são apenas alguns dos inúmeros que estão por aí. Você já viu alguns deles?

Haja óleo de peroba...

E paciência.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Crise de Identidade e a Falsa Justiça da Reencarnação Espírita


Um dos ensinos da religião espírita é a reencarnação.  A reencarnação é voltar a viver num novo corpo físico. Este conceito causa um problema para o espírita. Como na peça teatral “Hamlet” de William Shakespeare, a grande questão que surge daí é: “ser ou não ser”.

Segundo a religião espírita a pessoa reencarna sucessivas vezes, e por esta razão, ela, em qualquer tempo, terá problemas no que diz respeito a sua identidade. “Ela é o que não pode ter certeza de ser, pois, em vidas passadas, pode ter sido outra coisa”.  Ela pode ter sido um homem, ou uma mulher, ou até mesmo um amigo ou inimigo do próprio filho, mulher, pai, mãe, etc.

Considerando que “identidade” é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes, temos que, “se” a reencarnação fosse verdadeira, teríamos a construção de seres em lotes e não individuais. Seríamos grupos de si mesmos (?).

Outro problema que, aparentemente, a religião espírita tenta resolver, é a questão da “justiça”. Claro, do ponto de vista humano. Na tentativa de encontrar resposta para o porquê de algumas pessoas nascerem com algum tipo de anormalidade, acreditam ter, essa pessoa, praticado algum erro em vidas passadas e, por isto, está passando pelo sofrimento aqui nesta vida.

Quando pensamos na questão de maneira inversa, ou seja, porque nesta vida alguém sofreria por erros que nem mesmo lembra ter praticados numa vida passada? A justiça aí não se faria correta, pois, o infrator não tem “consciência” do seu erro. Sendo assim, um “inocente” paga por um erro que, pela sua consciência, não praticou.

Há outra coisa a ser considerada. O objetivo da justiça não é apenas apenar o infrator, mas, também, corrigí-lo. Logo, sem “consciência do erro cometido”, não haverá eficácia na correção do suposto erro praticado.

Como visto, a reencarnação não resolve nenhum problema, nem ampara justificativa alguma para os casos incompreensíveis da natureza. Pelo contrário, esta busca desesperada do homem por respostas o conduz a caminhos (Pv. 16:25) estranhos e ilusórios que, invés de ajudá-lo na sua trajetória de vida, o confunde, afastando-o da luz e lançando-o cada vez mais em trevas profundas.

Sou o que sou em função das características pelas quais sou identificado, e estas características me tornam “único” no universo e, principalmente, diante de Deus – O Criador. Sou Eliel, sou pai, sou esposo, sou irmão, sou filho, sou trabalhador e, diante das qualidades e defeitos próprios envolvidos nas diversas atividades que estou incluído, sou facilmente identificado. Esse sou eu.

Dois textos bíblicos para reflexão.

Hb. 9:24-28“Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; 25 Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; 26 De outra maneira, seria necessário que ele padecesse muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27 E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, 28 Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”.

Rm. 14:12“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. 11 Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. 12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus”.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A CEADEB e a CONFRAMADEB Precisam Agir Exemplarmente.

Nos episódios envolvendo a posse do templo da Assembléia de Deus em Capelinha de São Caetano, há várias denúncias de uso da violência por parte de prepostos tanto da Conframadeb, como da Ceadeb. As violências aconteceram contra pessoas (jovens, mulheres e oficial de justiça), contra o patrimônio (portas, grades, janelas e bancos) da igreja e contra a vizinhança (perturbação da ordem pública).

As denúncias atingem não só congregados e membros, como, obreiros de ambas instituições, o que por si só já é extremamente vergonhoso para todos os cristãos que têm vergonha na cara e se esforçam diriamente para honrar o nome do Senhor Jeus Cristo.

Tais atos testemunharam contra a instituição "Assembléia de Deus". Sendo assim, cabe as mesas diretoras de ambas as instituições, que até aqui, "péssimamente", representam o conjunto dos membros e congregados desta igreja, iniciarem um processo de recuperação da imagem da denominação, assumindo as responsabilidades inerentes aos seus papeis, "disciplinando" os envolvidos em tais atos.

Cabe, também, aos demais membros, requererem aos seus respectivos pastores que assumam a responsabilidade de coibir os abusos e desmandos atuais, e tomarem providências urgentes para correção dos rumos da CEADEB  e da CONFRAMADEB. Se é que ainda tem esperança de recuperá-las. Eles, mesmo que não percebam, são co-responsáveis.

Os violentos e inconsequentes devem ser chamados e disciplinados, pois tais atos configuram uma grave ofensa ao cristianismo e a todos os cristãos. Se não aceitarem a correção e não corrigirem suas atitudes e seus conceitos, inclusive e, principalmente, se forem "Pastores", devem ser imediatamente afastados de ambas as instituições. Estão "desligados do Corpo de Cristo", pois quem está ligado, não causa danos a si mesmo.

Instituições que se prezam, principalmente as que se auto-intitulam cristãs, não podem conviver com atos que remetem ao tempo da selvageria ou incivilidade. É preciso "admoestar e exortar" os indisciplinados (Ec. 4:13; Rm. 15:14; 2. Ts. 3:11; 1 Ts. 5:14), se é que eles já não o sabem, que vivemos, socialmente, numa época em que se espera respeito ao direito e as opiniões dos outros e, principalmente, respeito a vida de seu semelhante.

Vale salientar, que é preciso vir a público expor as decisões e atitudes tomadas em relação aos fatídicos episódios (me refiro aos anteriores também), haja vista ser de amplo conhecimento as atitudes que denegriram ambas as intituições e a igreja de modo geral.

Que se investigue seriamente e puna exemplarmente os indisciplinados e violentos. NÃO ACEITAMOS CONVIVER COMO SE NADA DISTO TIVESSE ACONTECIDO. NÓS, CRISTÃOS, TEMOS VERGONHA NA CARA! Caso isto não ocorra, entendemos que há, no mínimo, conivência das referidas mesas nos atos de vandalismos protagonizados por quem deveria dar o exemplo (Rm. 1:32).

E em sendo assim, só resta-nos conclamar aos decentes ligados a ambas intituições, que se afastem imediatamente (2 Tm. 3:5). Migrem para denominações sérias que não brincam com as coisas de Deus, nem profanam a santidade divina, pois, Deus não os tomará por inocentes (Ex. 34:7). Deixemos com eles, seus "templos imundos", pois, de muito tempo, profanados por indignos que se arvoram "representantes divinos".

Isto é o que se espera.


"Portanto, Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos" (1 Co. 14:33).


Com a palavra, as mesas diretoras da Conframadeb e Ceadeb.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Psiu... Agora Só nos Resta Orar.

Agora, a melhor coisa a fazer é orar...

"Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal"
(Jesus em Lucas 11:2-4).

e tentar convencer à todos, que o melhor caminho é a paz.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Guerreiros "do ou Pelo" Templo da Capelinha: "Guardem as Espadas!!!"

“E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha. Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? Então disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes” (Mt. 26:46-50).

Nenhuma autoridade é maior do que a de Jesus. Inicio este texto assim, na tentativa de que nossos irmãos se despertem para a realidade da manipulação consciente ou inconsciente que fazem conosco.
Nós, enquanto Cristãos, somos discípulos de Cristo, e como tal, estamos num constante aprendizado. Se nosso Mestre é Jesus, entendemos que de suas Palavras beberemos e, sem questioná-Lo, aceitaremos seus mandamentos (Jo. 15), colocando-os em prática.
Infelizmente, envolvido pelo elo familiar e cristão com os embates pela posse da Assembléia de Deus em Capelinha de São Caetano, fui, com lágrimas, conversar com Deus em oração. Expus meu coração à Deus e este texto veio à minha mente. Não ouso dizer que foi Deus quem colocou (não me arrisco a usar o Nome de Deus em vão), apenas lembrei-me dele. É um texto que vem à minha mente no momento certo.
No episódio registrado por João, dois grupos se encontram. Qual o objeto de disputa: CRISTO. Uns, os servos do sumo sacerdote ou soldados do templo acompanhados de Judas, queriam prendê-lo para julgá-lo e matá-lo. Outros, os discípulos de Jesus, defendê-lo.
A disputa era a vida de um homem. Mesmo que fosse um homem comum, e não Jesus, o Filho de Deus, já seria uma missão honrosa para os discípulos defenderem sua integridade física (humanamente falando). No entanto, vale dizer, talvez tivesse sido um homem comum, não houvesse tanto empenho na defesa de sua vida (Basta ver os inúmeros dos que foram lançados para as feras nos trágicos espetáculos do Coliseu de Roma ou, então, as várias guerras em que muitos morreram sem nenhuma intervenção dos religiosos para impedir tais mortes).
Neste episódio, Pedro toma a frente de Cristo e, tomando sua espada, desfere golpes contra os soldados do templo. Neste momento, Jesus, SURPREENDENTEMENTE, interfere...
“... Guarde tua espada, homem!” Opa! Jesus, invés de motivá-lo em sua defesa, o repreende.
É verdade. Cristo pensa e age de maneira diferente do homem carnal. Por esta razão, é difícil compreender o evangelho de Jesus e, muito menos, praticá-lo. Certamente, Pedro não entendeu nada:
- O que estava acontecendo? Os errados são eles, os soldados do templo e Judas, não eu.
Vamos recordar. Para Jesus, os seus são aqueles que fazem a vontade do Pai que está nos céus, não quem O defende com armas carnais (Mc. 3:31-35; Mt. 26:47; Jo. 15:14).
Vale destacar, levando em consideração o tema abordado aqui. PRESTE ATENÇÃO: INDEPENDENTEMENTE DE QUEM ESTEJA UTILIZANDO ESTAS ARMAS, SEJAM REPRESENTANTES DA CEADEB, SEJAM REPRESENTANTES DA ADESAL OU CONFRAMADEB ou QUALQUER OUTRA AGREMIAÇÃO QUE O VALHA.
Cristo, em sua passagem por nós aqui na terra, tinha como um de seus objetivos preparar seus discípulos, não os soldados do templo. Precisava esclarecer a diferença entre ser religioso, defensor cego e ferrenho dos ritos e das tradições (características dos religiosos no Séc. I, “herdeiros” da Lei), do ser Filho de Deus, doador da própria vida em favor do irmão. Ele sempre tratou da essência (Lc. 6:45), como é característico do Seu evangelho.
Quem deveria carregar Sua essência eram os que foram chamados por Ele, não os que serviam ao templo. A violência, o desequilíbrio, a insensatez, a maledicência, a brutalidade, o ódio, são instrumentos da carne (Gl. 5:19-21), e a carne luta contra o Espírito, mesmo quando pensamos lutar a seu favor.
Jesus, profundo conhecedor das Escrituras, mesmo por que, sendo Ele quem a inspirou, conhecia o texto que diz: “Não é por força, nem por violência, mas, pelo meu Espírito, assim diz o Senhor dos exércitos” (Zc. 4:6).
- Oh! Senhor, como é difícil entendermos isto (1 Co. 2:14).
Agora, abrindo um parêntese, observem o que Jesus fala com Pedro em Lc. 22:31-34: Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos. E ele lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte. Mas Ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces”.
(No evangelho de João, encontra-se a identificação do discípulo que agiu destemperadamente – Jo. 18:10,11)
Pedro, espiritualmente ainda imaturo, precisava entender melhor o Espírito que havia em Cristo para, então, deixar-se guiar por Ele. Esta oportunidade, quase que no “apagar das luzes” de Sua presença física entre nós, não foi desperdiçada por Jesus.
“Guarda a tua espada, pois, quem usa de violência pela violência padecerá”. Em outra tradução, Cristo informa: “você não sabe de que Espírito Eu Sou”. “Jeová-shalom é o seu nome” (Jo. 14:27).
Jesus destaca à Pedro que, sua decisão deliberada de não-agressão à quem quer que seja, mesmo inimigo, não era por não possuir meios para confrontá-los. Diz Jesus: “Se eu quisesse, oraria ao Pai e Ele enviaria multidões de anjos para me defender”. Atente. Jesus estava tratando de sua própria vida e, de uma maneira mais abrangente, do princípio da autoridade. Jesus, voluntariamente, não quis demonstrar seu poder, nem defender sua vida. Havia um propósito maior.
Aí, irmãos, vão seguir a quem? O Cristo ou ao Sumo Sacerdote? Que armas vão utilizar? As carnais ou espirituais (2 Co. 10:4)? E aí, “Pedro”, vai guardar a espada ou não?
Esta decisão é tão importante que, ao final, saberemos quem é de Deus e quem não é; Ou, a depender de como ajam os dois grupos, não vai aparecer quem seja (1 Jo. 3:10, Mt. 5:9). Pensem nisto.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Confusão na Assembleia de Deus em Capelinha - Peço Perdão...

(Peço paciência aos leitores deste blog, pois, começaria a discorrer sobre os sintomas de uma igreja doente a partir deste post, no entanto, fatos lamentáveis insistem em prosseguir na seara evangélica em Salvador, e preciso, diante de Deus, da sociedade, dos meus irmãos cristãos de outras denominações e da minha família, expor o texto que segue.

"Rasgo as minhas vestes, me cubro de saco e mergulho minha face no pó, reconhecendo minhas vergonhas e as vergonhas do meu povo").

Como é do conhecimento de todos, a Assembléia de Deus no Estado da Bahia, especialmente em Salvador e, específicamente em Capelinha de São Caetano vive dias terríveis. A luta travada entre dois grupos de pessoas pela posse do templo tem gerado toda espécie de agressões, gerando mortos (espirituais) e feridos por todos os lados.

De antemão, dirijo-me aos que estão na guerra: “entendo suas razões, mas, não compactuo com suas armas”.

Diante dos tristes atos praticados por pessoas que lidaram com a letra do cristianismo e esqueceram sua essência, inúmeras vítimas têm sido jogadas ao chão, dentre elas, a credibilidade do evangelho e a boa-fé dos sinceros.

Como integrantes da minha família estão diretamente envolvidos, sinto-me envergonhado, decepcionado e no dever de dirigir estas palavras às pessoas que se tornaram “amigas ou inimigas” nesta guerra carnal e extremamente escandalosa para o puro e eficaz evangelho de Jesus.

Como filho, pai, irmão e servo do Senhor, sinto-me na obrigação moral e espiritual de pedir perdão...

     Pedir perdão aos meus pais por não ter conseguido lhes dar um final de vida (87/77 anos) em paz e tranqüilidade, desfrutando de um ambiente espiritual sadio e mais próximos de Deus;

     Pedir perdão aos meus irmãos consangüíneos que, mesmo distantes do evangelho, estão desapontados e escandalizados com o nível de ódio e barbárie que se instalou entre os “irmãos em Cristo”, e agora, estão sendo empurrados para os braços de outras religiões ou, pior, para a incredulidade (rogo à Deus por vocês);

     Pedir perdão àqueles que foram agredidos por integrantes da minha família, indistintamente, quer seja por palavras ou por atos praticados;

     Pedir perdão às pessoas que se tornaram alvo da insanidade daqueles que deveriam utilizar as armas do amor para conquistar suas vitórias; insanidade que não consegue distinguir “amigos” de “inimigos” porque o ódio afetou sua visão;

     Pedir perdão aos que, afetados intimamente e espiritualmente por esta guerra insana, sentem a dor e a angústia da derrota imposta ao evangelho de Cristo nesta cidade. Neste particular, aos irmãos de outras denominações que com afinco e renúncia, exaltam o nome de Jesus com um portar digno de "filhos de Deus";

     Pedir perdão àqueles que durante anos contribuíram com seus dízimos e ofertas para construir um ambiente de culto a Deus e estão presenciando nestes últimos dias, a depredação do patrimônio adquirido e construído com tanto sacrifício;

     Pedir perdão aos vizinhos da Igreja em Capelinha por não ter podido dormir sossegadamente o tão sonhado sono digno do trabalhador, em razão do tumulto e das brigas protagonizadas nas últimas madrugadas por um povo inconseqüente e carnal;

     Pedir perdão aos soteropolitanos pela incoerência entre o discurso e a prática demonstrada por alguns dentre os evangélicos da Assembléia de Deus em Salvador, especialmente, no bairro da Capelinha de São Caetano, fazendo o Estado destinar seu aparelho policial para separar a briga entre “um” povo que “deveria” ser “especial, zeloso e de boas obras”;

     Ainda pedir perdão aos cidadãos desta cidade que invés de ouvir através da mídia a proclamação do evangelho, ouvem as notícias do “povo de Deus” nas páginas policiais, e se escandalizam...

     Pedir perdão àqueles que, mesmo em meio ao tumulto protagonizados pelos maus, só desejam servir e adorar a Deus em sua igreja;

     Pedir perdão aos policiais, delegados, magistrados e outros envolvidos na missão de apaziguar a luta, pelo trabalho dado por quem deveria servir de apoio e auxílio na luta de combate “ao mau”, utilizando o equilíbrio, o direito e o bom siso;

     Enfim, pedir perdão àqueles que se sentirão ofendidos pela minha atitude de pedir perdão.


E, finalmente, peço à Deus: Pai, perdoa-lhes por que não sabem o que fazem.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sintomas de Uma Igreja Doente

A Igreja, enquanto organismo vivo - Corpo de Cristo - é santa, sem ruga ou qualquer outra espécie de mácula. Esta Igreja, adornada pelo Espírito Santo, está em comunhão com o Senhor e, desta forma, pronta para adentrar as moradas eternas para habitar com Deus (Ef. 5:27).

A Igreja, enquanto organização, é o lugar onde um conjunto de pessoas que se decidiram por Cristo reúnem-se para comungar a fé, aprimorar a comunhão uns com os outros, capacitarem-se para cumprimento de sua missão e, a partir dela, espalharem a mensagem do evangelho para os extremos da terra (At. 2:41-47).

A Igreja – Organismo Vivo – não precisa de restauração, haja vista estar ela pronta a partir da decisão real de seguir a Cristo e, por conseguinte, ser alcançada pela ação eficaz do sangue do Salvador Jesus. Porém, a igreja – Organização – invariavelmente, necessita de aprimoramento e restauração. É por esta razão que o Senhor disponibiliza os dons espirituais: para serem utilizados na edificação de todos os cristãos reunidos num local (1 Co. 14:12).

Algumas dessas igrejas, apesar dos problemas que é comum em todas, conseguem tratar essas terríveis adversidades mantendo um ambiente harmonioso, equilibrado e saudável. Como conseqüência, seus cultos “racionais” são realizados com alegria e singeleza de coração, o que transforma o local numa reunião de verdadeiros adoradores, mordomos e filhos de Deus. É nesse ambiente que o Senhor se compraz em curar, libertar e, principalmente, salvar os perdidos.

A abordagem que fazemos aqui tem como foco exclusivo as Igrejas que, apesar de terem entre eles pessoas que fazem parte do Corpo de Cristo, lutam para se tornarem autênticas representantes do Reino de Deus. São igrejas que sofrem por causa da desobediência aos mandamentos do Senhor, sendo produtoras de mazelas espirituais que transtornam o ambiente interno e dificultam a vida e o senhorio de Cristo entre eles.

A igreja-local, como um corpo, adoece, e alguns sintomas são imediatamente perceptíveis. É óbvio que esses sintomas podem ser notados em todas as igrejas – organização. A diferença é que, numa igreja saudável, esses sintomas são percebidos em um ou outro integrante, enquanto que, numa igreja doente, esses sintomas são percebidos em um número considerável de crentes. Como um câncer, ao atingir apenas um órgão e detectado em seu estágio inicial, a cura é facilitada e possível. Todavia, quando acontece a metástase (proliferação de células cancerígenas no organismo atingindo vários órgãos), o paciente entra num processo de difícil recuperação.

No ambiente deteriorado de uma igreja doente, alguns sintomas são facilmente percebidos à luz da Palavra de Deus. É sobre alguns deles que falaremos a partir desta postagem. Acompanhe.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pastor e Cantora Evangélica Se Divorciam


A cantora e deputada federal Lauriete se separou do seu marido o Pr. Reginaldo Almeida. O pastor Reginaldo era deputado estadual e seria candidato a Deputado Federal  mas, em função de alguns processos, não pode disputar as últimas eleições, o que o levou a colocar a sua esposa à época, a Cantora Lauriete, na disputa de uma vaga para a Câmara Federal, sagrando-se vencedora com 69.818 votos.

Lauriete nunca tinha disputado cargo algum na política. Seu ministério sempre foi louvar ao Senhor, o que faz, muito bem, há 25 anos.
Os motivos da separação não foram divulgados. Segundo o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, o relacionamento já devia estar ruim.
(Fonte: Blog do Samuel)

É triste e profundamente frustrante para nós cristãos ler-mos uma notícia desta. Um pastor (certamente já ensinou e orientou inúmeros casais acerca do propósito e da durabilidade do casamento) e uma cantora evangélica (certamente já exaltou os mandamentos do Senhor), sofrendo a dor de uma decisão tão trágica. Nossas orações pelos dois.

Infelizmente temos de nos utilizar de fatos tristes como este para alertar que ninguém, absolutamente ninguém, está imune ao risco de um fracasso, mesmo porquê, quanto mais em evidência na defesa dos princípios cristãos você estiver, mais o nosso adversário vai tentar te derrubar (1 Pe. 5:8) para te exibir como troféu de sua vitória sobre o povo de Deus. É preciso vigiar em todo o tempo.

Vale destacar: "Quando os valores cristãos são deixados de lado, os valores humanos assumem a prioridade". Isto por quê, os tesouros humanos exigem um preço para quem o deseja: "o abandono de tudo aquilo que não seja fruto da "concupiscência dos olhos", a "concupiscência da carne" e a "soberba da vida"" (1 Jo 2:16). E assim, troca-se a riqueza guardada no céu pelos tesouros da terra.

Mas os tesouros terrenos são consumidos pelos ladrões, pela ferrugem e pelas traças, enquanto que os tesouros celestes são eternos e mais excelentes.