terça-feira, 30 de novembro de 2010

O QUE SIGNIFICA “CONVERTER-SE A CRISTO”

Inicio aqui uma série de estudos simples com objetivo de ajudar as pessoas que desejam converter-se a Cristo, mas não sabem o que significa e quais as características devem ser destacadas pelo novo convertido. Destaque-se que, aceitar ser Cristo o Filho de Deus e que pelo seu sacrifício na cruz os pecados são perdoados é o primeiro e mais importante passo neste processo. Todavia, este é apenas o primeiro passo da conversão. A partir de então, aquele que manifestou aceitação, deve primar em substituir os princípios que antes regiam sua vida pelos novos princípios estabelecidos por Cristo.

Jo. 3:11-21“Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus”.

Quando João, o batista, desenvolveu seu ministério, sua pregação era apenas “arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt. 3:2). Como cumpridor de sua missão, ele conclama as pessoas a receberem Aquele que viria após ele, fazendo valer as características e virtudes do reino de Deus. João falava de Cristo.

Logo de pronto, o reino de Deus não seria em nada parecido com os reinos humanos até então experimentados, pois Cristo surge de forma impensada para um monarca (numa mangedoura) e apresenta um reino de outro mundo (dos céus). Na verdade, o que João apontava, e talvez não tivesse a percepção disto, era que o mais importante neste novo reino seria a transformação do mundo operada pela conversão de cada pessoa.

Conversão é mudança de forma ou qualidade, sem mudança de substância. Isto quer dizer que aquele que se converte mantém o ser, o seu eu, porém, altera os conceitos diretivos de sua vida, estabelecendo novos princípios como pilares de sua existência. Obriga seu eu a seguir, não o curso natural da vida, mas, o curso estabelecido pelo novo conjunto de princípios eleitos.

Pertencer ao reino dos céus é aceitar e obedecer aos mandamentos de Cristo. Converter-se ao evangelho significa estabelecer para sua vida, com sinceridade, os princípios ensinados por Cristo. Vale salientar que não é discursar, pregar ou ensinar estes princípios, e sim, vivê-los.

Mas afinal, quais os conceitos estabelecidos por Cristo que deve seguir todo aquele que se diz convertido? As melhores respostas encontram-se no capítulo cinco (5) do evangelho de Mateus. No texto conhecido como “Sermão da Montanha”, Cristo discorre sobre vários aspectos da vida cotidiana e quais as características daqueles que se dizem convertidos a Ele, ou seja, dos que crêem no seu nome.

Mt. 5:1-3 - “Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”.

1º princípio do convertido

O convertido, sinceramente, diz: “Sou espiritualmente pobre e, por isto, necessito da intervenção divina para enriquecer-me nesta esfera de minha vida”.

De uma maneira mais simples ainda, o convertido tem a consciência que precisa conhecer e se relacionar cada vez mais com Deus a tal ponto que essa intimidade lhe permita morar com Ele. Por isto, sendo Cristo o único caminho ou mediador entre os homens e Deus, jamais abrirá mão da intervenção de Cristo (estabelecedor do reino de Deus) em seu favor.

(Continua nas próximas postagens.)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

QUEM TEM OUVIDO, OUÇA O QUE OS HOMENS DIZEM ÀS IGREJAS

Desde que Cristo retornou ao céu, concedeu aos homens a missão de anunciar aos outros as boas novas do seu nascimento, morte e ressurreição. Enquanto estava entre nós tivemos a oportunidade de ouvi-lo e, desta forma, termos o conhecimento da verdade (Jo. 14:6). Quando retornou aos céus, anunciou que seria enviado o Espírito Santo, e “Ele vos guiará em toda verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (Jo. 16:13).

Os textos de João 16 e Atos 1, nos direciona para a realidade do vínculo entre o que pregamos e a mensagem do Espírito Santo. Os discípulos deviam ficar em Jerusalém até que recebessem as virtudes do Espírito Santo. No texto de Atos capítulo primeiro, virtude significa disposição constante do Espírito que nos induz a anunciar o evangelho. Deus concede aos homens a presença do Espírito Santo no seu interior, a fim de capacitá-los a repercutir o testemunho do próprio Espírito Santo. Ele, o Espírito Santo, “não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido...” Observe que o Espírito Santo está vindo do céu, e manifestará tudo que ouviu no lugar de onde está vindo, céu.

Sendo assim, a mensagem evangélica deve ter a clareza dos interesses divinos como seu pano de fundo. Nós, homens e mulheres que dizemos proclamar o evangelho de Jesus Cristo, devemos nos ater aos propósitos divinos se quisermos ser autênticas testemunhas da sua graça, poder e amor.

O senso comum diz que qualquer pessoa que deseja ouvir a Palavra de Deus deve freqüentar uma igreja. Qualquer igreja - falam alguns. Com isto, as igrejas se enchem de pessoas que almejam ouvir “palavras ouvidas no céu”. Desejam ouvir mensagens do trono de Deus. Querem saciar a sede de suas almas com os inefáveis conselhos de Deus.

Quando no ambiente eclesial, terá uma enorme “sorte” aquele que tiver a sua frente um pregador que se mantenha no anúncio dos sábios conselhos de Deus, haja vista que, o pano de fundo das mensagens atuais deixou de ser o reino de Deus, para ser o reino da terra. Não é por isto que as pregações atuais estão voltadas apenas para as curas físicas e não espirituais, revelações de coisas terrenas e não celestiais, e visões de terror humano e não da glória eterna? O que se ouve são as dolorosas mensagens motivadas por ganhos materiais e honras humanas, fazendo as pessoas acreditarem que Deus está falando mesmo quando Ele deseja ficar calado.

Dois resultados são visíveis: 1º, organizações religiosas distanciadas de Cristo, manipulando pessoas, espalhando dogmas humanos amparados em suas próprias tradições, disseminando a insensibilidade social e a incredulidade espiritual. 2º, pessoas acostumadas com a rotina religiosa, travestidos de “deus”, ignoram a Bíblia, julgam, perseguem, criticam e condenam todos aqueles que não se parecem com eles. Não respeitam as diferenças, e na primeira discordância de seus pontos de vista, agem com ódio característico de fundamentalistas suicidas, apenas motivados pela frustração de não ter conseguido transformar o outro em sua imagem e semelhança.

Todavia, apesar do quadro caótico atual, graças a Deus, ainda há homens sensíveis a voz do Espírito Santo ocupando tribunas de igrejas (o problema é achá-los). Garimpando, encontramos homens chamados por Deus para ser-lhes Suas testemunhas. E estes homens é que nos motivam a continuar indo a “casa de Deus”, a fim de ouvir mensagens e louvores que enlevam nossa alma e renovam nossa fé.

Que os bons pastores não se escondam. Nós precisamos de vocês! Sabemos que vocês estão por aí, relegados a segundo plano porque não sabem pular, gritar, marchar e rodopiar. Vocês não sabem emocionar as multidões; vocês não sabem dizer aquilo que as pessoas querem ouvir, e sim, o que Deus quer que elas ouçam; vocês não conhecem e nem utilizam os métodos modernos de manipulação das massas. Vocês só sabem pregar mensagens que chamam ao arrependimento, a humilhação, a obediência ao senhorio de Cristo, a aceitação de seu plano salvífico, a contentarem-se com a graça divina e observarem seu amor. Ora! As massas não querem ouvi-los.

Mas, tem quem queira!

Os que têm sede de Deus, os que esperam em Cristo, e os que receberam o Espírito Santo, anseiam por ouvi-los. Venham com vossos cântaros e deixem cair em nossa língua um pouco desta água. “Ó Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água” (Sl 63:1).

A melhor imagem bíblica que se compara as igrejas atuais (organizações religiosas), é a vinha onde foi plantado trigo e joio. Separar é difícil. O que fazer? LEIA A BÍBLIA, e a partir daí, “quem tem ouvidos, ouça o que o “ESPÍRITO” diz às igrejas” (Ap. 3:6), depois, “ouçam o que os homens dizem às igrejas” e escolham a quem seguir, Deus ou baal.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

UM CRISTIANISMO SEM CRISTO

A vinda de Cristo mexeu com as estruturas sociais e religiosas do mundo a partir do primeiro século. Uma sociedade acostumada com a ganância, o orgulho, o materialismo, a prepotência e a auto-suficiência, vê surgir entre os seus um homem que se comporta de forma totalmente distinta da prática comum. Ele traz uma forma diferente de perceber e viver a vida, onde a visão natural egoísta é deixada de lado, colocando em seu lugar, outros e melhores valores para a vida em sociedade. O que causava maior espanto era seu discurso (Jo. 7:46; Mt. 7:29; Mc. 1:22,27). Ele tinha pleno domínio do que estava falando e, além disto, não se assemelhava a nenhum mestre da época, pois, além da autoridade com que falava, seu comportamento coadunava com o que ensinava. Por esta razão, a despeito do que muitas denominações impõe para as pessoas hoje (Lc. 11:46), Cristo não fazia grandes exigências às pessoas, apenas desejava que acreditassem n’Ele como Filho de Deus e salvador do mundo, se arrependessem de seus pecados, acreditassem no perdão de Deus, aceitassem seus ensinos e seguissem seu exemplo de vida. Jugo suave, fardo leve (Mt. 11:30).

Foi esta visão que atraiu milhões de pessoas para o guarda-chuva do evangelho de Cristo. Fomos atraídos por suas palavras, suas obras e suas promessas. Formalizado este movimento, ficou comumentemente conhecido como cristianismo, ou seja, o conjunto dos seguidores de Cristo que buscam evidenciar na prática, seus ensinos e suas obras, testemunhando, voluntariamente, que os princípios e valores de Cristo serão radicalmente buscados e preservados, ainda que com risco de perseguição e morte (Fp. 1:21). Os cristãos do primeiro século nos concede seus maravilhosos testemunhos, pois muitos tiveram suas vidas ceifadas apenas pelo fato de não abrirem mão de sua “verdadeira” conversão à Cristo (ex.: At. 5:59). Para a sociedade secular ficou a constatação de que nem o fogo, nem as feras, nem as prisões eram capazes de fazê-los desistir. Para os governantes a resignação de que a fé deste povo não podia ser negociada, comprada, corrompida ou interrompida (Lc. 1:17; Jo. 1:12).

Quando Cristo manifestou-se entre nós, a estrutura religiosa da época se mantinha apenas pelo benefício que atraía do sistema de governo político secular e das benesses advindas da exploração da fé das pessoas, haja vista que, sua existência se justificava como forma de exercício do poder, ganho de riquezas e controle social do povo religioso. Firmados no cumprimento da “lei”, estavam os sacerdotes acomodados na função de representantes de Deus, mesmo quando já tinham esquecido e deixado de lado a essência e os propósitos estabelecidos por Ele para a função sacerdotal (At. 5:53). Deixaram de representar um meio para se tornarem um fim em si mesmos. Daí, à proporção que ministravam no templo, se afastavam e afastavam cada vez mais as pessoas de Deus, aproximando-as do formalismo e do legalismo, apenas com a intenção de manter seu status quo.

Cristo rompe com esta estrutura, conclamando, também, os "representantes de Deus" para ouví-lo como Filho de Deus, porém, eles não lhe deram ouvidos. Nas oportunidades que tiveram de contatar Cristo, colocavam armadilhas nas questões suscitadas, apenas na tentativa de demonstrar ao povo que Cristo não sabia nada sobre Deus, sobre as escrituras, sobre seu povo e sobre a vida, e, portanto, não era quem dizia ser. Era a tentativa desesperada de, diante do Filho de Deus, demonstrar que eles, sim, eram os legítimos representantes de Jeová (Mt. 16:1; Lc. 10:25; Lc. 20:19,20). Destaque-se que eles se comportavam não como “representantes”, e sim, como “proprietários” de Deus. Esta é a razão porque Cristo os tratava de forma tão dura. Diziam conhecer o Pai, mas não reconhecia o Filho. Jesus disse: “quem conhece o Filho, conhece o Pai” (Mt. 11:27; Jo.14:9), daí, quem dizia conhecer o Pai não teria dificuldade em reconhecer o Filho. Mas eles estavam cegos e corrompidos pelo secularismo, o que fez com que Cristo os tratasse como mereciam: “raça de víboras”, “hipócritas” e “sepulcros caiados” (Lc. 11:39).

Quando comparamos as estruturas religiosas atuais, que dizem representar Cristo, com os ensinos e a vida de Cristo, inúmeros problemas aparecem. Ostentação, riqueza, grandeza, vaidade, separação, business. Grande número de igrejas vinculadas (presas) e subordinadas a uma matriz, quando a determinação de Cristo aos seus discípulos foi de que deveriam sair, de dois em dois, para proclamar o evangelhos à todas as gentes, ou seja, estavam livres para cumprir a sua missão (Mc. 10:42). Pastores presidentes vitalícios e hereditários, quando Cristo chamou pessoalmente doze discípulos, dando condição a cada um deles de exercer o ministério para o qual o chamava, sendo assim, a substituição é natural e salutar, além disto, quem se mantém na vitaliciedade de um cargo presidencial pastoral, demonstra nas entrelinhas, que acredita ser o único escolhido por Deus, e que sua linhagem é a única tribo capaz de conduzir aquele povo para Deus (Lc. 10:2; 1 Co. 3:5-7). Nada mais insano. A utilização dos recursos financeiros primária e principalmente para manutenção da estrutura que envolve as funções sacerdotais, quando Cristo determinou que pegasse a moeda da boca do peixe e pagasse os impostos por Ele e pelo discípulo (Mt. 17:27). Não vou falar sobre Malaquias que diz, “trazei os dízimos à “Casa do Tesouro”, para que não falte mantimento na minha... ”Casa”... do Tesouro (acrescento aqui). As irreverentes reuniões religiosas, que costumeiramente chamamos de culto, que se presta a tantas coisas, menos a adorar a Deus e anunciar o seu santo evangelho, enquanto Cristo testifica, “este povo se aproxima de mim de boca, me honram de lábios, mas seus corações estão distantes de mim” (Mt. 15:8). A disputa por templos, organizações, dinheiro e posição, quando Cristo chama os seus discípulos e diz, “Não seja assim com vocês, quem quiser ser o maior, seja o menor e servo de todos” (Mt. 20:25-27). Gente sustentada pela igreja que se permite ter carro de luxo (poderia ter um carro mais simples e com a sobra ajudar alguém - 1 Jo. 3:17), casa de praia, chácara, roupas de grife, anéis de ouro (Mt. 10:9), enquanto Cristo enfatiza o cuidado com aquele que está sentado ao lado ou na frente, o pobre que está nu, que está com sede e com fome, o que está preso, o que está enfermo (Mt. 7; Ef. 4:28).

Realmente o cristianismo de hoje não consegue cumprir com os mandamentos de Cristo, e como conseqüência, produz cristãos diferentes de Cristo. Gente que não consegue empobrecer seu espírito para que possa receber por herança o reino dos céus; que não consegue chorar; que não consegue andar duas milhas, quando lhe pedirem para andar uma; gente que não consegue se amansar e virar o rosto quando for ofendido; gente que não busca a justiça, preferem a vingança; gente que não consegue respeitar o outro; que não consegue desenvolver o amor altruísta; que não consegue obedecer; que não consegue controlar a língua e voltar os ouvidos para ouvir; que não consegue ceder ou se submeter em favor da paz; que não consegue perdoar; que não consegue viver em paz consigo mesmo e com o outro (Mt.5).

Que cristianismo é esse que se afasta dos ensinos práticos de Cristo? Que cristianismo é esse que valoriza o templo, invés de valorizar as pessoas? Que cristianismo é esse que valoriza o misticismo, os mistérios, invés de valorizar a revelação da Palavra de Deus? Que cristianismo é esse que valoriza a fama, a fortuna, o destaque, a celebridade, quando deveria valorizar os simples? Que cristianismo é esse que valoriza as festas, quando deveria valorizar o funeral? Que cristianismo é esse que valoriza o "oba-oba" invés da contemplação? Que cristianismo é esse que valoriza as palavras dos sábios deste mundo, quando deveriam valorizar e priorizar as palavras de Cristo?

As denominações cristãs de hoje tem um grande desafio: ou se afastam do secularismo, do materialismo e do misticismo, ou continuarão se afastando de Cristo de tal forma que se tornarão como “sal insípido, que para nada mais presta, senão, para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens” Mt. 5:13).

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma Eleita. Assim Caminha a Democracia.

Numa democracia a discussão sadia e sem emoções exacerbadas conduzem-nos ao entendimento e uma visão melhor da vida. As contribuições que cada um dá é o que nos leva a ser o que somos. Sendo assim, vale salientar que a construção de um país melhor não se faz de um dia para o outro, mas, sim, no conjunto de erros e acertos proporcionados por todos que geriram seu destino administrativo.

Quando se tem uma visão simplista da vida, qualquer número, aparentemente, favorável, pode nos enganar. Quando olhamos além dos números, ou até mesmo na origem dos mesmos, enxergamos a participação de todos que contribuíram para se chegar até aqui. Certamente que nosso desejo é avançar sempre, retroceder jamais, no entanto, a vida nos mostra que, às vezes, dar um passo para trás, é impulso necessário para um salto à frente.

Nossa vida não é só materialidade, é, também, um conjunto de outros valores que transcende ao ganho que qualquer ação econômica possa nos dar. Valores como fé, liberdade, respeito e cordialidade, não se compram no mercado e não se precisa de asfalto e emprego garantido para se alcançar. Votei em Lula nas duas últimas eleições e, para mim, este ciclo de governo petista deveria ser encerrado, nem que seja momentaneamente, a fim de proporcionar aos mesmos a oportunidade de se reciclarem e avançarem no que diz respeito aos valores inegociáveis da democracia. O PT me deixou com uma “pulga” atrás da orelha porque antes de chegar ao poder demonstrava ter melhores valores em relação aos outros, mas, ao chegar ao trono, demonstra ser igual aos demais, com o agravante do viés autoritário que deseja cercear a liberdade de crença e a livre expressão de opinião e contestação.

O que lamento profundamente é a forma raivosa com que alguns da militância do partido mencionado se utilizam para debater. Entre tantas qualidades que a democracia possui, a convivência com a opinião diferente ou contrária, e o respeito a opinião do outro, são valores excelentes que devemos nos esforçar em manter, pois, independente da figura do governante da vez, o conjunto de erros e acertos que produzirão, não serão capazes de interromper a trajetória de desenvolvimento que nosso país experimenta.

Assim sendo, como cristãos, respeitamos o desejo expresso pela maioria dos eleitores brasileiros e desejamos que a Presidenta Dilma realize um excelente governo, sem privilégios para uns em detrimento a outros, e fazendo com que as oportunidades para melhoria de vida sejam estendidas à todos os brasileiros.

Que Deus a abençoe.