terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Família e o Tempo

Tempo é a sucessão de anos, dias, horas ou momentos que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro; é o espaço determinado onde a vida se inicia, se desenvolve e se remete à eternidade. Na verdade, o que mais nos importa aqui não é o tempo em si, e sim, os acontecimentos que nos envolve no tempo concedido por Deus para nossa vida terrena.

Em grego, há duas palavras que são empregadas para definir tempo: Chronos e Kairós.

Chronos – É o tempo corrido, o dia-a-dia, onde tudo é igual e nada de novo acontece. É o tempo em que nos encontramos e perguntamos uns aos outros: O que há de novo? A resposta é: nada!

Ec 1:9“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.”

Kairós – É o tempo das coisas estimulantes, das grandes decisões, dos grandes acontecimentos que mudam vidas.

At 22:6“Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu.”

Algumas pessoas gostariam que tudo passasse num tempo “Chronos”Dentro deste grupo, há pessoas de temperamento predominantemente melancólico, que não se sentem estimulados em buscar ou viver novidades.

Outro grupo de pessoas acha que a vida deveria se desenvolver num eterno “Kairós”Neste grupo encontramos as pessoas hiperativas, com temperamento predominantemente sangüíneo. Parecem possuir “gás” duradouro e constante, necessitando estarem estimuladas por novidades que devem brotar diariamente.

Apesar dos nossos desejos, a verdade é que nossa vida se vai alternando em tempo “chronos e kairós”. Momentos em que nada há de novo debaixo do céu, e momentos em que grandes acontecimentos envolvem a nossa vida.

Em se tratando de família, qual a lição que podemos extrair desta realidade.

Quando namorando e noivando:


A paixão estimula a visão distorcida do casamento:

-     A companhia do outro é previsível e agradável em todo tempo;

-     A beleza física do outro é num eterno “kairós”;

-     As dificuldades não existem; Se existirem, é só na casa ao lado; E, assim viverão para sempre.

Quando casados:

O início de uma relação se dá no tempo “kairós”, o tempo das coisas estimulantes. No entanto, mais cedo ou mais tarde, o tempo “kairós” se transforma em “chronos” e aí muitos casais acham que casaram errados ou que se precipitaram ao casar com seu cônjuge.

Na verdade, é a vida se apresentando da forma que é. Uma sucessão de tempos alternados, onde a exigência de maturidade fará com que, cada pessoa, demonstre realmente quem ela é.

Aprendamos como viver, tendo como base, o episódio que envolveu José e o sonho de Faraó, das vacas gordas e magras.

Gn 41:2-4“E eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no prado. 3 E eis que subiam do rio após elas outras sete vacas, feias à vista e magras de carne; e paravam junto às outras vacas na praia do rio. 4 E as vacas feias à vista e magras de carne, comiam as sete vacas formosas à vista e gordas. Então acordou Faraó.”

Observe:

ü  Primeiro vieram sete vacas formosas e gordas de carne – Significa um período de colheita abundante e satisfação de nossas necessidades. É o tempo “kairós”.

ü  Depois vieram as vacas feias e magras de carne – Significa um período de escassez e debilidades. É o tempo “chronos”.

O que preciso chamar a sua atenção é para o acontecimento seguinte, mostrado no sonho do Faraó. As vacas magras e feias comeram as vacas gordas e bonitas. Daí aprendemos:

Ø  O período de colheita abundante e satisfação cria a ilusão de que estamos fortes. Em virtude disto, relaxamos e vivemos regaladamente;

Ø  O período da escassez e debilidades foi mais intenso que o período da fartura;

Ø  A gordura acumulada das vacas gordas não foi suficiente para resistir às vacas magras.

Aprendendo a viver em tempo “chronos” e “kairós”, com José.

Gn 41:33-36“Portanto, Faraó previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito. 34 Faça isso Faraó e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura, 35 E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. 36 Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome.”

Três conselhos simples e objetivos para viver em períodos tão distintos:

v    É preciso sabedoria e entendimento para gerir sua casa;

II Cr 1:10“Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderia julgar a este tão grande povo?”

Pv. 14:1 “A mulher sábia edifica sua casa, mas, a tola, a destroe com suas próprias mãos.”

v    Pode-se desfrutar do tempo da fartura, porém, é preciso economizar para suportar o tempo de escassez;
  
Ec 12:1“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento”.

v    Quando perceber que sozinho não conseguirás lidar com as dificuldades, busque ajuda;

1.  Do cônjuge;

2.  Depois de parentes próximos;

3.  De amigos mais chegados.

Is 41:6“Um ao outro ajudou, e ao seu companheiro disse: esforça-te!”

Sigamos estes conselhos:

Na área afetiva do casal:

Ø  Desfrute da convivência no tempo “kairós” intensamente;

Ø  Quando “chronos” chegar, se suportem, se respeitem e se perdoem, até que passe.

No ambiente familiar:

Ø  No tempo “kairós”, aproveite para estreitar ainda mais os laços familiares, promovendo almoços, festas e passeios; Só não esqueça de que “chronos” vai chegar. Por isso, economize e mantenha os pés no chão;

Ø  Quando “chronos” aparecer, utilize a reserva que fez de forma planejada, e convoque todos os membros da família para ajudar a superar o momento difícil;

Ø  No tempo “kairós”, não se esqueça de Deus. Agradeça-lhe por tudo que concedeu a sua família;

Ø  No tempo “chronos”, não murmure contra Deus, antes, se aproxime d’Ele e, apesar da escassez, receba graça abundante.

 

Na vida pessoal


Se você está vivendo um tempo “kairós” em sua vida, esteja preparado para passar por “chronos” e vencer.

I Co 10:13“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.”

Tg 1:12“Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.”

Se você está vivendo um tempo “chronos”, tenho uma boa notícia: o tempo “kairós” está chegando para você.

Sl 30:5“Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.”

Jó 19:25“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.”

Finalmente, é preciso amadurecer e aprender as lições que a vida nos ensina a cada momento. Este aprendizado, é suficiente para concedernos a capacidade de viver bem, quer seja em abundância, quer seja em escassez.

Dito isto, resta-me lembrar-lhes que depois de “kairós” virá “chronos”, porém, não nos deixemos cegar para a certeza de que, depois de “chronos”, virá “kairós”.

Fl 4:11-13“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. 12 Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. 13 Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.”

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Se É Pra Continuar do Jeito Que Está, Pra Quê Mudar?

Considerando os líderes expoentes do Cristianismo no Brasil que, seguindo os passos dos poderosos da nação, trilham o mesmo caminho da vaidade, do farisaísmo e do narcisismo;

Considerando a mídia em poder dos evangélicos, o evangelho e a forma como Ele é propagado através dela;

Considerando as guerras pelo poder e "disputa pelo mercado" entre instituições religiosas cristãs;

Considerando a perpetuação do poder nas mãos dos poucos que se consideram os "únicos" chamados por Deus para o exercício da liderança institucional;

Considerando o "fatiamento" das regiões, como reserva de mercado para "monarquias religiosas", que não tem a mínima vergonha de seu nepotismo cristão;

Considerando a letargia dos líderes cristãos atuais, cansados do próprio tédio e da falta de inspiração;

Considerando a superficialidade do povo cristão, fruto de uma obediência cega a lideranças personalistas e afastadas da Bíblia;

Considerando a nova idolatria, que eleva a condição de semi-deuses pregadores e cantores cristãos afamados, objeto de adoração, veneração e sacrifícios;

Considerando os políticos cristãos que, a exceção do termo "cristãos", são iguais aos outros no que diz respeito a sangria dos recursos públicos, imoralidade funcional e aos conchavos políticos para os quais, invariavelmente, arrastam os líderes cristãos;

Considerando o caráter belicoso e maledicente dos que atualmente se auto-denominam cristãos, elegendo e alimentando inimigos, condenando o que não pensa igual, implacavelmente, ao fogo e a condenação eterna;

Considerando a utilização dos recursos financeiros, constituídos por dízimos e ofertas, para construção e manutenção de uma "elite cristã" apegada ao luxo, ao conforto, a fazenda, ao gado, aos aviões, as casas na praia, as roupas de griffe e as reuniões em restaurantes da moda, em detrimento da palhoça, da tenda, dos pés descalços e da fome das viúvas e dos órfãos;

e, finalmente, que me perdoe os líderes e evangélicos honestos e sinceros, mas, considerando..., considerando..., considerando...

DEUS NOS LIVRE DE UM BRASIL EVANGÉLICO!!!

Não se deve fazer uma troca quando o substituto não acrescenta melhoria ao que está posto pois, se é pra continuar do jeito que está, pra quê mudar? Nosso problema principal é saber à quem obedecer, para poder escolher à quem seguir e saber em quem votar.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Julgamento do Mensalão no STF é um Divisor de Águas


Está acontecendo o Julgamento do "Mensalão" ou, tecnicamente, da Ação Penal 470. Mensalão é como ficou conhecido os atos de integrantes do Governo Lula que, associados a agências de publicidade, cooptava deputados da "base aliada do Governo Lula", para votarem os projetos de acordo com os interesses do palácio do planalto, recebendo em troca benefícios pessoais. É a famigerada corrupção, travestida de "caixa dois", outro crime, porém, pelo tempo, seus autores não mais poderão ser punidos. É por esta razão que o ex-tesoureiro do PT o assume.

 
Se tratando de um julgamento histórico, deve a população acompanhar de perto o desenrolar dos acontecimentos. Deve conhecer os aspectos políticos envolvidos na indicação de cada um dos Ministros e avaliarem seu posicionamento e suas argumentações. Não é tarefa fácil. Acompanhar um julgamento é extenuante e, francamente, chato. Mas, se queremos um país melhor, precisamos participar ativamente dos acontecimentos que podem mudar sua cara e sua essência.

O Srs. Ministros do Supremo Tribunal Federal, apesar de serem indicados por governantes e avalizados pela classe política, é investido da missão de serem a última instância de defesa da Constituição e, consequentemente, da nação. Os brasileiros desejam vê-los assim.

O Brasil é atualmente conhecido como um dos países mais corruptos do mundo, e esta fama precisa ter um fim. Este julgamento representa o divisor de águas do que queremos. Chega de simplesmente falar que existe corrupção no Brasil; chega de apenas constatar a relação promíscua entre empresários, que "mamam" nas tetas da viúva (Governo), e os políticos que lhe dão cobertura para prática de atos que retiram do país sua condição de atender melhor sua população; chega de se iludir com os "supostos" acompanhamentos e fiscalizações executadas por órgãos como TCM, TCE e TCU (Tribunais de Contas), pois, na prática, são usados apenas como cabide para políticos aposentados continuarem ganhando dinheiro.

A conclusão deste julgamento nos dirá se os políticos e os empresários poderão continuar com a prática de arrancar dinheiro da União, através de contratos fradulentos, e destiná-los aos bolsos de maus políticos e aos cofres de partidos políticos.

O STF - Supremo Tribunal Federal, tem a missão, a partir desta ação, de colocar um ponto final nesta república de mentirinha, resgatando para os brasileiros a tão sonhada Pátria Amada, BRASIL!!! Deve o Supremo mostrar para todos nós que o lugar para quem insiste em matar brasileiros nas filas do SUS é a CADEIA; Que o lugar para que insiste em financiar um estado de insegurança geral é o ISOLAMENTO SOCIAL; Que o lugar para que teima em negar aos brasileiros uma moradia decente é DORMIR EM COLCHÃO DE PEDRA; Que o lugar para que persevera em destruir a educação de nossos filhos é a VERGONHA DO RÓTULO DE CORRUPTO NA TESTA.

E cadeia só não basta. Devem ser condenados, se possível, a devolver o montante de dinheiro desviado.

O Brasil grita: CHEGA!!! CHEGA!!! CHEGA!!!