quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Coragem Para Cumprir Sua Missão

Indo para o "labor-nosso-de-todo-dia", ônibus cheio com acirrada disputa por espaço. Junto de mim, uma jovem. Aparentava ter uns vinte e poucos anos e vestia uma camiseta com a inscrição: "Igreja Batista Encontro Com Cristo".

Espremida pela multidão, se esforça para abrir um punhado de folhetos evangélicos e, alcançando seu intento, começa a distribuir e falar. Conta que aos doze anos (isto mesmo, "12 anos") começou a se prostituir, tendo, como consequência deste comportamento, engravidado inúmeras vezes. Algumas dessas gravidezes resultaram em filhos, outras, em abortos. Vida infeliz sendo conduzida para mais infelicidade; ou, "um abismo chama outro abismo".

O próximo passo foi o caminho das drogas. Passou a consumir cocaína. Por causa do vício, deixava seus filhos pequenos em casa e ía aos pontos de venda de drogas comprar. Seu uso passou a ser tão frequente que não se importava mais em usar na frente de seus filhos. Certa vez, prossegue, viu um deles imitando-a consumindo drogas.

Aquela jovem faz o seu relato sem se importar com a reação dos passageiros (Pelo menos, aparentemente, não vi nenhuma reação contrária). Sua motivação era dar testemunho da transformação que experimentou a partir do momento em que se converteu a Cristo. Dizia ela: "Cristo mudou a minha vida, me libertou das drogas e me perdoou pelos abortos que fiz. Não posso deixar de falar disso. Hoje estou aqui para testemunhar do Ele fez por mim."

Enquanto ela falava, fui tocado por sua história e, principalmente, sua coragem. Orei. Pedi a Deus que a abençoasse com as palavras que ela gostaria de dizer e que as pessoas ali a entendesse.

Seu testemunho durou, aproximadamente, sete minutos, e ao descer do ônibus, ela sorria como se ainda dizesse: "que felicidade experimento quando minha alma expõe a gratidão pelo que meu Mestre me fez. Sou feliz não apenas pelo que Ele me fez, mas, pela oportunidade de agradá-lo".

As palavras eram proferidas truncadas (segundo a norma culta), a garganta se esforçava para produzir voz sem se preocupar com técnica vocal e sua exposição não seguia as normas da retórica de começo, meio e fim.  Mas, quem pode criticá-la ou criticá-los? Como ela, outros tantos têem a coragem de colocar a "cara para bater", semeando.

Num período em que a evangelização deixou de ser importante e - por causa das ações de alguns - o evangelho parece ser ultrapassado, retrógrado, arcáico e falso, aquela jovem se expôs por gratidão e amor. Amor a Cristo, a sua mensagem de salvação e amor ao próximo. Foi esse amor que deu à ela a coragem para testemunhar. Foi essa coragem que gerou em seu coração a alegria por cumprir sua missão. E ela seguiu feliz...

Certamente ela enfrenta inúmeras dificuldades, sofre terríveis dores na batalha de cada dia por uma vida melhor, mas, ela segue. Segue acreditando, confiando que suas dores terão fim e convidando outros a experimentarem o que ela experimentou: "A graça salvadora de Cristo".

Pois é, ela me ensinou. Sem técnica, sem vergonha, sem parceiro, espremida, ignorada por uns, mas, com coragem. Coragem para cumprir sua missão. Assim ela seguiu... para o próximo ônibus.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Não me Interessa Quem Governa o Brasil. Meu Voto Não os Autoriza Corromper Nem Serem Corrompidos.

Já estimulei outros a votarem e já votei no PT, no Lula, no Pinheiro (alguém aí se lembra dele? Cadê o nobre Senador cristão?) e, depois do que fizeram e fazem no poder, não há possibilidade de continuar acreditando em mentiras. Quem outrora apontou os trezentos picaretas, agora, se integra a turma.
 
Se aliaram com gente da época da ditadura, se coligaram com gente condenada por desvio de dinheiro, se abraçaram com políticos coronéis, adotaram as mesmas práticas que antes condenavam.
 
Privilegiaram os feudos econômicos (os bancos continuam com lucros exorbitantes), cooptaram sindicatos de trabalhadores, protegem e amparam governos ditatoriais, dão cobertura a escravidão moderna imposta a médicos cubanos (o dinheiro destinado aos médicos é entregue ao governo cubano), gastam uma fortuna com estádios de futebol e deixam hospitais, presídios, mobilidade urbana e coisas afins submetidos a escassez de recursos e a corrupção.
 
Propõem no Congresso a aprovação do aborto, a proteção e projeção do homossexualismo, a liberação das drogas, e quando encontram resistência política para suas propostas, ou compram as consciências ou tentam aprová-las tripudiando da democracia.
 
Eles revelaram quem realmente são (arrogantes, prepotentes, manipuladores, oportunistas e miniaturas de ditadores), e comprovam que a batalha que travaram na época da ditadura não era para implantar a democracia no Brasil, era apenas para mudar o tipo de ditadura. A tão propagada defesa do proletariado se mostrou, no governo do PT, uma falácia. Na verdade o que queriam era mudar de posição na escala social (Será que Lula continua pobre?). Realmente são adeptos da "ditadura do proletariado" - leia-se: Eles mesmos. Quando essa turma fala de "trabalhadores", falam deles mesmos! Agora podemos ler claramente.
 
Não sou petista como nunca fui partidário de nenhum outro grupo político. Sou brasileiro e, consciente de minha responsabilidade como cidadão deste país, torço para que minha nação seja justa, humana e decente, não para um partido político que usa o aparelhamento do Estado para, através da corrupção, comprar consciências e manter-se a qualquer preço no poder.
 
Acreditava na mensagem ética do PT. Fui enganado com o discurso farisáico. Seria um imbecil se permanecesse acreditando nessa turma depois de tantos casos de desvio de conduta (Rose Noronha quem é? Os ministros envolvidos em corrupção onde estão? Há muitos outros casos para citar. Não tenho espaço).
 
Destaque-se. A desculpa de que sempre se roubou no país, de que os outros partidos também são assim e que essas mazelas é resultado de anos de malfeitos não interessa mais! Essas desculpas ja deram. Cansou!
 
Quero que as autoridades de minha nação tenham vergonha na cara e me respeitem.
 
Não me interessa quem ou qual o partido governa o Brasil. O meu voto não os autoriza corromper nem serem corrompidos, mesmo que seja para cuidar do povo (do seu povo). É meu dever, nosso dever, votar acreditando que aquele(a) candidato(a) zelará pelos interesses da nação. No entanto, se desviarem-se deste ideal, nós temos o dever moral de retirá-los de lá e, provado desvio de conduta no exercício funcional, devem integrar o "Partido da Papuda".
 
A Papuda foi construída para abrigar "inocentes" culpados e políticos cara-de-pau adeptos do "rouba-mais-faz". Gente como José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Estudo: Sexo Casual Pode Causar Depressão e Pensamentos Suicidas

Pesquisadores descobriram que a cada relação sexual ocasional as chances de pensamentos suicidas aumentam em 18%
(Fonte: http://www.terra.com.br/portal/ Seção vida e estilo)
 
Sexo casual pode causar depressão e até levar a pensamentos de suicídio, de acordo com um novo estudo. Os pesquisadores entrevistaram cerca de 10 mil pessoas e descobriram que os adolescentes com sintomas depressivos eram mais propensos a praticar sexo casual. As informações são do Daily Mail.
 
“Vários estudos têm encontrado uma ligação entre problemas de saúde mental e sexo casual, mas agora a natureza dessa associação foi clara. Sempre houve uma pergunta sobre qual é a causa e qual é o efeito. Este estudo fornece evidências de que problemas de saúde mental podem levar ao sexo casual, mas o contrário também acontece”, explicou Sara Sandberg-Thoma, da Universidade de Ohio.
 
Jovens de 80 escolas americanas e 52 escolas de ensino médio foram entrevistados quando tinham entre 7 e 12 anos e depois entre 18 e 26. Foram feitas perguntas sobre relacionamentos, depressão e pensamentos suicidas.
 
Vinte e nove por cento dos participantes disseram que tinham vivido uma relação de sexo casual, que foi definida como “apenas sexo”. Entre eles, 33% dos homens e 24% das mulheres.
 
A ligação entre depressão e sexo casual foi a mesma entre homens e mulheres, de acordo com o Journal os Sex Research. Pesquisadores descobriram que a cada relação sexual ocasional as chances de pensamentos suicidas aumentam em 18%.
 
"O objetivo foi identificar os adolescentes que lutam com problemas de saúde mental, de modo que podemos intervir precocemente, antes de se envolverem em relações sexuais ocasionais", disse Sara.
 
Divulgação.

Onde Está a Mulher Virtuosa? Onde Está o Homem Virtuoso?

Família traz muita alegria e aquela gostosa sensação de dever cumprido. Principalmente quando nossa família vive em paz, em harmonia e estabilidade socio-econômica. Nosso cônjuge, lado a lado, se empenha na consolidação das coisas já conquistadas e das que estamos por conquistar. Nossos filhos crescem e amadurecem demonstrando um crescer seguro, fruto da absorção de, pelo menos, algumas orientações que lhe demos. A nossa alma olha, analisa e fica satisfeita.

Mas, a família para se desenvolver e alcançar esse ideal exige muito esforço e dedicação dos cônjuges. Vivenciamos isso em nossas famílias de origem, quando assistimos os árduos esforços de nosso pai e mãe na batalha pelo sucesso familiar. Agora, tendo constituido família, somos os protagonistas desta batalha em que nos é exigido a mesma parcela de sacrífício.

Marido e mulher, empenhados em vencer os obstáculos, se sacrificam em favor de sua família. São, pelo modelo das obras relacionadas em Pv. 31, virtuosos. Então, quando me ofereço para prover sustento, segurança, carinho e um bom ambiente para minha família, posso andar como digno do título "Pai de Família". Da mesma sorte a mulher. Quando ela cumpre com suas responsabilidades de "Mãe de Filhos" se faz digna do título e das honras advindas de uma família bem cuidada.
 
Mas...
 
Quando o marido deixa de fazer o que tem que fazer para a mulher, para os filhos e para seu lar, merece o título de virtuoso? Quando a mulher deixa  de zelar pelos cuidados do lar, dos filhos e do marido, permanece virtuosa?
 
A maioria das famílias tem dificuldades financeiras e não podem contratar empregadas para fazer o trabalho pesado. Por isso, o marido, mesmo trabalhando fora, também tem que ajudar em casa. A mulher, mesmo trabalhando em casa, também tem que ajudar buscando recursos fora.
 
Para terem o título de "virtuosos", tem que se fazer merecer. É duro, mas, é a realidade. Como diz o pregador (Eclesiastes 4), "É melhor serem DOIS do que um... Um ajuda o outro..." É isso.

sábado, 2 de novembro de 2013

A Nova Família

A nova família não participa das refeições sentados à mesa, interagindo ou, pelo menos, um olhando para o outro. Na nova família, cada um pega seu prato, se serve, sentam-se em frente a televisão e, mudos, engolem a comida.

A nova família não faz culto doméstico, porque a agenda individual não coincide. Na nova família quando o pai pode, a mãe não pode; quando a mãe pode, a filha não pode; quando a filha pode, o filho não pode, e assim,  o culto não pode ser realizado.

A nova família não dá a mínima para companheirismo. Se ele está lavando, eu não preciso enxugar; se ela está varrendo, eu não preciso arrumar; se ela está colocando roupa na máquina (nova forma de lavar roupa), eu não preciso estendê-las, dessa maneira nos tornamos insensíveis a necessidade de um ajudar o outro a levar o peso de uma família.

A nova família não tem amizade. Na nova família os amigos são virtuais, nós os encontramos nas redes sociais. Algumas vezes temos a felicidade de encontrar um irmão, uma irmã, o pai e a mãe, aí escrevemos: "oi, tô com saudade" (Eles não podem se ver, nem se relacionar pessoalmente, porque não tem tempo. Depois de duas horas (no mínimo) de navegação, desligam o computador e dormem).

A nova família não se importa com o que diz o pai, ou a mãe, ou os dois. Se eles falam incomodam desnecessariamente, pois falará aquilo que os filhos já sabem... mas, não fazem. E a tensão vai se estabelecendo, esticando a corda das relações que, em breve, partirá. Na nova família, amor fraternal é desconhecido.

A nova família não vai, juntos, à igreja. Cada um vai quando pode, quando quer e para onde quiser. Com o evangelho de restaurante dos dias atuais, cada um escolhe seu sabor e segue na sua vida, no seu mundo.

A nova família não se compara nem com um posto de gasolina, pois, no posto de combustível há frentistas que estão ali para te servir (pagando o preço, claro). A nova família é quase uma pousada. Cada um tem seu quarto, seu computador, sua tolha, seus talheres, suas roupas, sua vida privada completamente desligada do outro quarto.

A nova família sofre agonizante, e nada podemos fazer para recuperá-la. São tempos "modernos" onde novos valores são cultivados e cultuados como se Deus fossem. Donos da verdade. A experiência de nossos pais não conta mais. Dizem trilhar um novo caminho, uma nova visão, novos conceitos, mesmo sem saber aonde isso vai nos levar.

Antes mesmo que qualquer faculdade existisse, ou qualquer "especialista em família", fabricado em banco universitário alcançasse a fama midiática, a experiência familiar do bisavô ensinou a família da avó, a experiência da avó ensinou a família do pai, a experiência do pai e da mãe é quem nos ensina. Esta é a razão das famílias de tempos passados terem sido mais solidárias, mais companheiras, mais respeitosa, mais amorosas, mais fraternas e mais duradouras.

Numa sociedade fútil como a nossa, a velha família se tornou descartável, sem valor, sem graça. A nova família é que é a boa, pois é onde ninguém se importa com ninguém, ninguém ajuda ninguém e ninguém interage com ninguém.
 
Para membros dessa miserável nova família vale o realismo da canção popular: "Moro onde não mora ninguém, onde não passa ninguém, onde não vive ninguém. É lá onde moro, e eu me sinto bem..." Se sentem bem, isolados, solitários.

E assim, a nova família deixou de ser "nós" para ser "eu".

É uma pena.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Barrabás no Lugar de Cristo?

Num de seus escritos, Millôr Fernandes anotou: “Se em vez de salvar Barrabás a multidão tivesse salvado Cristo, a coisa só mudaria de nomenclatura. A humanidade teria criado em torno de Barrabás a mesma lenda que criou em torno do Outro. E nós seríamos todos barrabãos.”

O que mais nos chama a atenção é o tamanho da ignorância de alguns expoentes, atuais e do passado da sociedade, que tentando demonstrar alguma espécie de sapiência inexplorada publicam aberrações como as destacadas acima. Quando, então, calcados numa mente cética, resolvem falar sobre fé em Deus ou Jesus Cristo, aí a coisa assume feição de humor rídiculo.
 
Millôr Fernandes, falecido em março de 2012, infelizmente, deixou o registro do tamanho da sua ignorância em relação a Cristo no contexto da história judáica e mundial. Só quem ignora ou desconhece a história dos judeus e do aguardado messias pode fazer uma afirmação dessa.
 
Ele, não sei se intencionalmente ou não, concebe que os bilhões de cristãos no mundo, dentre eles gente com formação acadêmica como físicos, químicos, biólogos, historiadores, médicos, psicólogos, advogados, juízes, professores, agrônomos, mecânicos, engenheiros, militares, governadores e tantos outros, passam seu tempo acreditando num mito que poderia ser um outro qualquer.
 
Faltou, no mínimo, bom senso e vínculo com a história e a realidade.
 
A única possibilidade que permitiria Barrabás se transformar em um salvador como Cristo, caso tivesse sido condenado em seu lugar, seria se todos os cristãos pensassem como Millôr Fernandes. Impossível.