terça-feira, 5 de julho de 2011

A Mensagem do Reino de Deus


Lição 2 – Jovens e Adultos – CPAD – 3º Tri 2011

Texto Áureo: Mc. 1:15
Leitura Bíblica: Mc. 1:14,15; Mt. 5:3-12; Rm. 14:17;


A natureza do Reino de Deus.


Natureza - são as qualidades, essência ou modo de ser das coisas e das pessoas.

Para compreendermos a mensagem é preciso compreender corretamente alguns aspectos relativos a natureza do "Reino de Deus", que dentre outras coisas, nos apresenta traços do caráter de Deus. Afinal, para veracidade e eficácia da mensagem é preciso conhecer, nem que seja minimamente, Deus.


Jesus se utiliza de comparações para nos apresentar alguns aspectos neste sentido:


A parábola do trigo e do joio (Mt. 13:24-30; 36-43) - No Reino de Deus, numa alusão ao ambiente cristão, Jesus é responsável por semear boa semente (trigo), todavia o inimigo do Reino de Deus semeia sementes ruins (joio), para transtornar o ambiente do reino. Aqui o Reino de Deus é o conjunto dos salvos que habitam na terra (seu campo = o mundo), se distinguindo em relação aos filhos do maligno (joio). Observe que aqui é mencionado o reino de Deus como o conjunto dos salvos na terra (v.38) e como a morada de Deus (v. 43).

A parábola do grão de mostarda e do fermento (Mt. 13:31-33) - O reino de Deus com a característica de crescimento. No início, uma pequena semente, no final, uma frondosa árvore que atrai multidões para se abrigarem nela. Mesmo princípio aludido na parábola do fermento misturado na farinha.

Parábolas do tesouro escondido e da pérola (Mt. 13:44-46) – A supremacia do reino de Deus, valorizado e priorizado por quem o encontra. Como disse Jesus, são dignos de mim os que assim agirem (Mt. 10:37-39).

Parábola da rede (Mt. 13:47-50) – O Reino de Deus está disponível e acessível à todos, no entanto, o ingresso nele é fruto de uma decisão pessoal. Sendo assim, alguns farão a escolha de pertencer, enquanto outros, não. Por esta razão, na consumação dos séculos, os anjos, sob ordens de Deus, farão a separação daqueles que irão pertencer definitivamente ao Reino Divinal, dos que não escolheram pertencer. Portanto, a parábola da rede de peixes, trata da depuração necessária ao reino de Deus (ambiente cristão estabelecido na terra, antes da entrada ao ambiente definitivo, ou seja, a morada de Deus).

A parábola dos trabalhadores (Mt. 20:1-16) - Tratando o reino de Deus como um ambiente em que todos são convidados a integrarem e se beneficiarem das suas dádivas, independentemente do momento em que isto aconteça. O tempo certo para ingresso no reino de Deus é agora. Esta é a oportunidade que Deus concede à todos de pertencerem a Ele.

A parábola das bodas (Mt. 22:2-14) - O povo hebreu eram os convidados ilustres para as bodas do Rei, no entanto, fazendo pouco caso do convite, rejeitaram a oferta, chegando ao ponto de matarem os mensageiros do rei (os profetas). Sendo assim, o rei determina a destruição dos que o rejeitaram e aniquilação de sua cidade. Três pontos chamam a atenção: a grande festa de casamento preparada (bodas), a extensão do convite aos inicialmente excluídos (gentios) e a observação de que, apesar de estendido a todos, há necessidade indispensável do convidado trajar roupa adequada para o evento (Ap. 1:5; 7:14).

Destarte (deste modo): A natureza do Reino de Deus, por ser eminentemente espiritual, traz como características:

a)       O Reino de Deus é composto por pessoas que sinceramente adotaram os princípios da Palavra do Senhor, produzindo os frutos dignos de quem já nasceu de novo. São os convertidos.
b)       O Reino de Deus é um reino em constante crescimento, seja em quantidade de agregados (os que se hão de salvar), seja em cada um que alimenta sua alma no conforto do Espírito Santo, ou seja, crescimento pessoal (Lc. 2:52).
c)       O Reino de Deus é superior a todos os reinos existentes, porque é eterno, puro, de alegria e de paz.
d)       No ambiente do Reino de Deus prevalece a concordância, a harmonia, a comunhão, haja vista que, seus integrantes compartilham do mesmo sentimento que há em seu Senhor. É por esta razão que o pecado não existirá.
e)       O reino de Deus é inclusivo e abrangente (quem vier a mim, de maneira nenhuma lançarei fora (Jo. 6:37)). Em Ap. 21:16, a Bíblia fala da nova cidade, cujo tamanho (considerando literalmente), possui medidas iguais em comprimento, largura e altura de 12.000 estádios (estádio - Medida de distância que, pelo sistema israelita, provavelmente era igual a 178 m, isto é, 400 côvados. Pelo sistema romano, o estádio media 185 m; pelo sistema grego, 189 m (Lc 24.13)). Pelo sistema israelita, seu tamanho é de 2.136.000 (dois mil, cento e trinta e seis quilômetros). Por que a principal cidade do Reino tem esta dimensão? A resposta é: “porque sempre cabe mais um”.

A mensagem do Reino deve levar em consideração a necessidade preliminar de nascer de novo como regra de ouro para quem quiser fazer parte dele. Trata-se de conversão, que não é uma ação mística de alguma força espiritual que atinge uma pessoa e a partir daí ela se transforma. Na verdade, o processo se dá a partir do momento em que o Espírito Santo “convence” o homem dos seus pecados, da justiça de Deus e do juízo vindouro. Sendo convencido disto, ele se arrepende dos caminhos errados em que andava e inicia o processo de conversão, ou seja, mudança de conceitos e comportamentos. Esta ação é racional.

Necessário é nascer de novo.


O que significa “nascer de novo”:

a)    É o ato de Deus retirar o coração de pedra e colocar um coração de carne. Dar um novo coração e enchê-lo do Seu Espírito (Ez. 11:19; 36:26). Observe que no capítulo 11, este ato de Deus acontece após o povo retirar todas as suas coisas detestáveis e abominações. Já no capítulo 36, Deus age, a revelia do povo, a fim de restaurar a honra do seu próprio nome diante das nações pagãs.
b)    Chama-se, também, arrependimento e conversão, de acordo com as palavras do apóstolo Pedro (At. 3:19). O arrependimento (mudança de caminho) é o início do processo de conversão (mudança de conceitos, conseqüentemente, de crenças).
c)    É ser uma nova criatura, deixando as coisas velhas para trás e se revestindo de novas atitudes (2 Co. 5:17). O velho tem a ver com erros, com maldades, com iniqüidades, enfim, com o pecado que contraria Deus. O novo tem a ver com separação da concupiscência da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida (1 Jo.2:16), reconhecimento de Jesus Cristo como nosso tutor e esforço por agradar a Deus em todas as esferas da vida (culto racional – Rm 12:1).
d)    É deixar sepultar o velho homem, e fazendo ressurgir um novo homem (Cl. 3:9,10).
e)    É conhecida como lavagem da regeneração, conforme atesta Paulo para Tito (Tt. 3:5). Regenerar é dar uma nova existência, é formar de novo, é restaurar.
f)     É a saída do homem das trevas para a maravilhosa luz de Deus (1 Pe. 2:9).
g)    É, finalmente, passar da morte para a vida (ressurreição espiritual – 1 Jo. 3:14).

Como visto acima, todas as circunstâncias se referem a uma mesma situação ou necessidade: processo de mudança de conceitos e comportamentos - conversão. Vale salientar que a porta de entrada para o Reino de Deus é o Senhor Jesus Cristo (Jo.10:9). Para uma melhor compreensão, é acreditar naquilo que Ele diz ou ratificou. Portanto, todo milagre do novo nascimento só acontece a partir da absorção e prática dos seus ensinamentos (Jo. 15; Mt. 7; Jo. 3).

O real significado do Reino de Deus.


Quando deixamos de analisar os aspectos ligados a localização do Reino de Deus, passamos à percepção do que diz respeito as sensações advindas do pertencimento à este Reino. Elencamos abaixo, algumas dessas sensações.

Segurança – Hb. 13:6 – E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei O que me possa fazer o homem”. Pertencer ao Reino de Deus reflete em nossa sensação de estar seguro. Seguro do perdão dos pecados passados, seguro da manutenção da graça salvadora no presente e seguro quanto ao futuro eterno.

Privilégio – Jo. 1:12 – Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”. Pertencer ao Reino de Deus é uma vantagem concedida aqueles que ouviram o chamado do Mestre e aceitaram, pela fé, sua proposta de salvação. Muito rejeitam. Nós, graças a sensibilidade ao Espírito Santo, fomos abençoados por esta maravilhosa salvação.

Comunhão – Jo. 14:23 –Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada”. No Reino de Deus vivemos a comunhão com o maior e melhor ser do universo: Deus. Ele é maior que todos os presidentes de todas as nações mundiais juntas, maior que o mais poderoso de todos os bilionários do mundo, maior que todos os ídolos ou celebridades de todos os tempos na terra ou fora dela, maior que qualquer organização que tenha se estabelecido em nosso planeta ou fora dele. Esse é Deus. Em seu Reino não há barreiras ou seguranças para impedir o acesso à Ele, pelo contrário, Ele dispõe seus auxiliares com a missão de facilitar o livre acesso de seus súditos em qualquer hora, em qualquer momento.

Provisão – Sl. 23:5 – Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda”. Não há escassez neste Reino. Fartura de paz, alegria e gozo no Espírito Santo.

Abundância – Jo. 10:10 –O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”. Tendo como característica a eternidade, é fácil concluir a abundância de dias, de vida, para quem se vincular a este Reino. A razão é muito simples, “livre acesso a árvore da vida”, a fonte de toda vida: “Deus”.

Salvação – Jo. 3:16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna’. Estar salvo é fato consumado neste Reino. Nenhum outro oferece salvação gratuita e real. Não há dúvidas, não há qualquer vacilo na caminhada, os súditos estão salvos, estão protegidos, estão guardados como a menina dos olhos de Deus (Sl. 17:8; Zc. 2:8).

O evangelista João conclui bem a mensagem do reino dos céus, dizendo: “arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus”, recebendo do Senhor Jesus Cristo o reforço da mensagem celestial dizendo: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho (Mc. 1; Mt. 3).

Hoje, mais do que nunca, devem, os cristãos, estarem convictos e anunciarem esta mesma mensagem: Vivemos o tempo do fim! O encerramento da seleção para ingresso no Reino eterno de Deus está próximo! Arrependam-se, vós que praticais a iniquidade! Acreditem nas boas novas do evangelho!

Esta é a mensagem do Reino. Divulgá-la. Este é o nosso dever.

Fiquem bem.
Fiquem com Deus.

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