Os Enviados, Os Graduados, e as Capitanias Hereditárias. Campo Bom, Campo Ruim; Pastores Cinco Estrelas, Pastores Sem Estrelas.

(O Que Aconteceu Com a Assembleía de Deus na Bahia - Parte XVI)

Aliás, uma prática estranha ao ambiente espiritual é o modo como se processa a substituição dos Superintendentes de congregações e campos. No âmbito da Convenção Estadual, apenas os campos pequenos sofrem intervenção com a indicação e/ou substituição realizada pela mesa diretora. Aí é o “pastorzinho” ou “obreirozinho” que se submete e vai, seguindo a orientação do “espírito” (observem que coloquei espírito com “e” minúsculo).

Muitos desses obreiros, que ironicamente acrescentei um diminutivo (sem referência à pessoa), atendem porque acreditam de boa-fé que estão atendendo a voz de Deus. Enquanto isso, os grandes campos só realizam trocas entre eles, isso quando realizam. Estes grandes campos são adotados pelos graduados que só deixam o comando quando seus filhos, ou na inexistência destes, quando seus apadrinhados assumem o controle e prosseguem na administração da obra de Deus como se fosse uma monarquia ou capitania hereditária.

CAMPO BOM, CAMPO RUIM; PASTORES CINCO ESTRELAS, PASTORES SEM ESTRELAS. 

Há uma separação de campos pelo estigma “campo bom” e “campo ruim”. O que se avalia para definir sua classificação é a renda financeira do mesmo. Se é um campo rentável, recebe a denominação de “campo bom”, se for um campo que sobrevive com parcos recursos financeiros, “campo ruim”. Por outro lado, há os “Pastores cinco estrelas” e os outros. Os “pastores cinco estrelas” são aqueles destinados para o comando dos campos bons, enquanto o resto é destinado para o comando dos campos ruins, “se quiserem”.

Na Capital do Estado a situação se repete. Parece que a escola é a mesma e o professor é bom. Os alunos aprenderam direitinho...

Este tipo de arrumação me lembra a sociedade hinduísta e suas castas de pessoas. Na obra de Deus separar obreiros por classe é algo que, no mínimo, soa estranho, isto porque, se é o Espírito Santo que atua em nós, nossas ações e justiça humanas são apenas trapos de imundícia (Rm. 3:9-11; Is. 64:6). Certamente que, para os atuais “comandantes terrenos” da obra de Deus, os critérios adotados pelo Espírito Santo, quanto determinou à igreja primitiva que separassem e enviassem Paulo e Barnabé só são aplicáveis àquele tempo e lugar (At. 13:2).

Em tese. Se há um campo ou congregação onde o desenvolvimento da obra de Deus exige mais dos líderes, não deveria ser os mais “graduados” ou experientes que deveriam ir para lá? Porque não vai? Interessante observar como alguns desses “graduados” brigam para ser Presidente de Convenção e de grandes campos. Não deveriam “brigar” para “estar com Cristo onde a luta se travar, no lance imprevisto, na frente me encontrar?!

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