segunda-feira, 8 de abril de 2013

Daniela Mercury, a Lésbica Envergonhada

Daniela Mercury, a cantora de axé baiana, concedeu entrevista na Rede Globo (só podia ser), explicando a decisão de expor sua vida íntima ao público. Acompanhei apenas parte da entrevista, em razão de não encontrar ânimo para assistir programas na famigerada rede de televisão (Como assistir uma rede de televisão que não respeita os costumes da maioria da população brasileira, a família tradicional e as opiniões divergentes?).

Vi uma Daniela tentando ser natural, mas, visivelmente acabrunhada e nervosa, o que demonstrou está extremamente incomodada com a situação. Não apenas isto. Algumas colocações foram a prova do tamanho vexame que ela se envolveu por vontade própria.

Disse, dentre outras coisas, que resolveu confessar ser lésbica em razão da luta que já de muito tempo está envolvida. Menos verdade. Se assim fosse, não haveria razão para ela manter sigilo durante tanto tempo. Porquê só agora resolveu contar sobre o lesbianismo quando já mantêm o relacionamento com a jornalista há algum tempo?

Seguindo na entrevista, disse que não gosta de rótulos como gays, lésbica e coisas do gênero. Ora, se está na luta pelo "despreconceito" da sociedade com relação as relações homossexuais, não poderia se sentir incomodada com o nome pelo qual é identificada a mulher que mantêm relação amorosa com outra mulher. Sendo natural, não há porque se sentir incomodada com o rótulo de lésbica.

Quando publicou sua declaração na internet, disse que estava fazendo em protesto contra o deputado Marcos Feliciano. Agora, arrependida, disse não ter sido por este motivo. Ah, tá. Ainda bem que voltou atrás rapidinho. Estava pegando mal buscar coragem num protesto para assumir o que a envergonha.

Por fim, a entrevista foi, também, o testemunho das razões que leva o envolvimento mais do que claro da mídia com a causa-gay. A outra lésbica, parceira da Daniela Mercury, é uma jornalista (Malu Verçosa - outra envergonhada) que pertence a Rede Bahia, afiliada da Rede Globo. Como se vê, a ideia da Rede Globo é, "nosso padrão deve ser o padrão da sociedade brasileira". É por isto que novelas e programas como BBB são produzidos recheados de "baixarias" e alardeados como reflexo da sociedade brasileira. Nada mais falso.

Sendo uma das partes jornalista da Rede Bahia, afiliada da Rede Globo, não podia, então, ser diferente. A produção e apresentação da entrevista foi em tempo, diríamos, recorte. Coisas que só acontecem quando um fato extraordinário e de grande impacto chamam a atenção da maioria da população brasileira.

Em tempos de ditadura das minorias, o que requer empenho máximo e urgente da mídia brasileira, especialmente da Rede Globo de Televisão, é o destaque para a causa-gay, propagandeada como um bem para a sociedade, ou a reprimenda por qualquer manifestação ou insinuação contrária.

Por isto, sempre que possível, troque de canal.

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