terça-feira, 23 de abril de 2013

A Prisão Que nos Metemos

A vida em sua simplicidade e objetividade seria mais fácil e, consequentemente, mais feliz. Mas, inversamente proporcional a simplicidade natural, nós, humanos, nos entupimos com atitudes, conceitos e normas estúpidas que nos aprisionam e afligem enquanto tentamos viver.

Regras, regras e mais regras que não ajudam no desfrute da vida, ao contrário, são apenas mais peso sobre nossas costas já feridas na luta diária pela sobrevivência. Etiquetas que nos limitam apenas pela satisfação que, supostamente, devemos ao outro. Leis espirituais sobre atitudes meramente terrenas que, supostamente, nos garante a eternidade. Normas sociais de caráter duvidoso que nos engessa os passos de tal modo que nossa vida se transforma num "trem qualquer", preso ao trilho do politicamente correto.

Mesmo tendo Jesus simplificado as coisas para a humanidade, buscamos em Deus apenas o que nos angustia, apenas aquelas regras que amordaçam nossa consciência, nosso prazer e nossa voz. Encontramos farto material para espezinhar o outro e a nós mesmos, ainda que, para isso, tenhamos que colocar as palavras de Paulo, de Pedro, de Moisés e qualquer um dos profetas, acima da voz do próprio Deus.

Não é isso que acontece quando insistimos em obedecer e fazer que outros obedeçam um código de leis cumpridas em Cristo e liberadas da nossa obediência pelo próprio Deus com Sua graça? Não é assim, quando invés de liberarmos perdão indiscriminadamente, como recomendado na Bíblia, impomos a culpa e a punição eterna aos desobedientes? Não agimos desgraçadamente quando supervalorizamos as coisas que, conforme Cristo, não tem serventia alguma na eternidade?

Nossa imbecilidade se faz usar da maldade, divinamente proibida, quando impedimos a alegria do outro pelo fato de não gostarmos daquilo que o outro se propõe fazer sem prejuízo de si mesmo ou de outrem.

À vida simples voltemos, a fim de descobrirmos aquilo que, na eternidade, é o único vínculo possível e, acima de tudo, único valor supremo: o Amor.

Assim, e somente assim, conseguiremos descobrir o que realmente importa: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".

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