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Estão Matando Nossos Jovens. Estão Destruindo Suas Vidas.


É deprimente transitar pelas ruas de nossas cidades e contemplar a quantidade de jovens entregues à alegria fácil. Meninas, ainda na adolescência, apertadas em bermudas que mal cabem uma de suas pernas e minúsculas blusas “tomara que caia”, se deixam levar pela propaganda enganosa do prazer fast food. Meninos, perturbados e amedrontados pelos deveres que a vida adulta os chama a assumir, relutam nas drogas (lícitas e ilícitas) e no charme de um poder que pensam possuir. Avançam nas madrugadas em bebedeiras, orgias e tumultos. Completamente vulneráveis sem perceber.

Lembro seus pais. Impotentes diante do discurso libertino, “politicamente correto”, defendido por gente sem respeito a si mesmos e ao próximo. Em sua maioria, os defensores dessa anarquia, são filhos de famílias desestruturadas, frutos da má educação de pais presentes, ou do sofrimento experimentado nos divórcios de seus genitores, ou do completo abandono, traumas e agressões que sofreram na infância, adolescência ou juventude.

Presenciei a cena deprimente de uma garota, ainda adolescente, alucinada, desesperada, transitando pelo meio da rua, tarde da noite, agonizando e gemendo na busca por algo que nem ela mesma sabia o que era. Certamente buscava oxigênio para respirar de tão sufocada que estava pelas drogas, pela angústia, pelo desespero.

Vejo jovens de todos os tipos e cores, malhados, cuidados com cremes, shampoos e toda espécie de cosméticos, mergulharem na bebida alcoólica para obter alguma alegria ou satisfação na vida. Precisam de alguma coisa que altere suas consciências, pois, assim, e só assim, conseguem desfrutar de algum prazer (ou alienar-se do medo da não-conquista). Como ovelhas cegas, são levados para tosquia sem pressentir a dor que os aguarda. E vão... Muitos deles, ex-cristãos.

É surpreendente a quantidade de jovens que já conviveram com o evangelho, que já ouviram falar da vida abundante em Cristo, que estiveram pertinho do céu, mas, optaram por uma troca com perda total (Barrabás no lugar de Cristo).

Em contato com um deles (filho de um “bispo” evangélico), indo para um show de Jorge Vercillo na companhia de outro filho de pastor, perguntei:

- Você era crente? Tocava na igreja? Ele disse: - Sim.

- Porque saiu? O mundo me atraiu. Respondeu-me.

Foi uma resposta fria, insensível. Percebi que era a resposta de alguém que, parecia, jamais tinha experimentado o evangelho de Cristo, apesar de já ter habitado igrejas e ouvido ou lido a Bíblia Sagrada.

Fui buscá-los no final do show (atendia ao pedido de um irmão). Estavam embriagados. Não falavam coisa com coisa, e falavam alto. Se imaginavam, como todos os alcoolizados, capazes e aptos a tomarem decisões e emitirem opiniões “ajuizadas” sobre qualquer assunto. Preferir me calar. Olhei seus semblantes e vi suas pálpebras querendo fechar-se (Pareceu-me que seus olhos queriam esconder-se temporariamente, para, num novo abrir, encontrar o mundo maravilhoso que tanto procuram).

O que é que estão fazendo com nossa juventude? Porque irresponsáveis encontram eco na mídia, propagando seus mantras hedonistas sem a mínima preocupação com o que fica depois? Porque não se calam? Porque não ouvem as vozes angustiadas de uma juventude perdida nas madrugadas? Porque, pelo menos, não ouvem seus gemidos, já que não podem sentir suas dores?

O que assistimos é o resultado de uma sociedade que aceitou a conversa fiada da autonomia pessoal para uma juventude que ainda não sabe o que é a vida. Com físicos bombados em academias ou turbinados por hormônios dos mais variados, acreditam que o corpo testemunha uma mente madura e apta a assumir as rédeas de uma existência que ainda nem começou. Nem estão devidamente preparados (A vida é um conjunto de fases. Quem queima etapas, perde um segmento da construção de seu futuro que lhe fará falta).

A “turma” cambaleia nas ruas, brigam e se rebelam em casa. Nesse emaranhado de sensações não conseguem discernir entre aqueles que lhes querem bem (seus pais) daqueles que desejam apenas usufruir do bem que possam lhes oferecer (seu dinheiro e seu corpo). Tomam-lhe muito mais. Sorrateiramente, surrupiam sua esperança e destroem sua vida.

Os garotos precisam despertar, abrir os olhos e enxergar a realidade das responsabilidades que apenas os covardes teimam em fugir ou se esconder num copo de cerveja, conhaque ou outra bebida alcoólica qualquer. Precisam permitir aos seus pais lhes ensinar o que é ser adulto, mostrando os riscos camuflados em cada esquina, em cada droga, e a decisão certeira de resistir-lhes sempre. Seus pais e avós são os melhores faróis para lhes indicar o caminho da felicidade responsável, pois, o caminho da felicidade fácil das ruas reserva aos seus transeuntes a solidão, a infelicidade e a morte precoce.
As garotas devem se permitir olhar mais detidamente no espelho. Mais do que conferir se a bermuda está devidamente apertada ou se a camisa está expondo um decote generoso, devem olhar para além das suas vestes e de seus corpos. Devem enxergar suas almas. Quanto bem fariam a si mesmas se percebessem a desvalorização que a roupa da moda vulgar, a música imoral popular e a dança sensual da vez lhes etiquetam. No mercado da vida, quando tudo termina, até mesmos seus “clientes oportunistas”, não lhes darão um tostão furado. E assim elas seguem fúteis, insignificantes, sem valor. De repente, se enxergam presentes naquele futuro sonhado no passado. Descobrem, tarde demais, que a esperança de êxito foi só um sonho, despertado pelo pesadelo de uma vida sem rumo, com marcas no corpo, na mente e no coração.

Jovens, vocês são fortes (Deus insiste). O Criador lhes concedeu vigor suficiente para lhes permitir mudar, alterar a rota e encontrar uma saída melhor que as praças abarrotadas de orgias, de drogas, de dor. Vocês podem contar com seus pais e com Deus (Toda rebeldia para com os pais é apenas reflexo da rebeldia contra Deus). Seus pais, assim como Deus, estão continuamente de braços abertos desejando que voltes. Deixem as “bolotas que os porcos comem” e voltem para os braços de seus Pais, para o aconchego do lar.

Sob a proteção e orientação de Deus e de seus pais, essa dor que atravessa tua alma, não resistirá a alegria abundante que aguarda teu coração e tua vida. Troque a dor das ruas pelo gozo da vida em família, e seja feliz. Ainda dá tempo.

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