sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os Brasileiros Não Gostam de Carnaval. Estamos Acordando?

Record ignora o Carnaval e lidera audiência

Em edição especial do "UOL Vê TV", Mauricio Stycer comenta a cobertura da folia das principais emissoras de TV aberta do país, incluindo as novidades trazidas pela Rede TV!, que teve Dr. Rey como convidado especial, e pela Band, que já trouxe um aperitivo do "Pânico Na TV" na casa nova.

No programa, o crítico destaca o fato de narradores da Globo terem ignorado o fato das próximas Olimpíadas serem em Londres, cidade que foi tema do desfile da União da Ilha no Rio de Janeiro, e também a escolha da Record por ignorar o Carnaval e ainda assim ganhar a luta pela audiência com sua programação normal.

(Fonte: www.uol.com.br (UOL Vê TV))

A mídia vendida aos patrocinadores continua com seu trabalho de empurrar na garganta do povo que o Brasil é o país do carnaval.  A notícia acima desmente.

Ouvi num programa de rádio que, em Salvador, no primeiro dia de carnaval, dois (2.000.000) milhões de pessoas tinham participado da festa. Fui à praia em Jauá e quase não acho lugar para estacionar, na estação rodoviária centenas de horários extras de ônibus foram disponibilizados para atender a demanda, no ferry boat, novos horários de travesia Mar Grande-Salvador foram colocados à disposição, no aeroporto, pousos e decolagem constantes... Agora, os que ficaram em casa, deram a liderança da audiência àquela rede de televisão que não deu bola para o carnaval.

Dois milhões de pessoas participando do carnaval, só pode ser pegadinha.

Considerando que a população baiana (região metropolitana - inclui Salvador e mais doze (12) cidades) está estimada em 3.700.000 (três milhões e setecentos mil) habitantes, convenhamos, dois milhões nas ruas, nem que o carnaval acontecesse em todas as ruas de todos os bairros da cidade, haja vista a vazão de pessoas em direção contrária a folia.

Por esta razão, preliminarmente, é incompreensível a atenção e os recursos públicos torrados nesta festa (só a Prefeitura de Salvador, R$ 30.000.000 (...)). Mesmo com a constatação de que o povo brasileiro não está nem aí com o carnaval, a quantidade de dinheiro público patrocinando a orgia de uns poucos é muito grande. E assim, o Estado Brasileiro continua agindo como uma mãe irresponsável que deixa de cumprir com os compromissos para educação de seus filhos e passa a fazer festas indiscriminadamente, jogando pela janela recursos que costuma reclamar para atender suas obrigações.

Com tantos problemas e deficiências nos serviços públicos, deveriam priorizar as necessidades da maioria da população, invés de entregar dinheiro fácil aos oportunistas da vez, dinheiro este oriundo de uma pesada carga tributária lançada sobre os demais (Não esqueçamos. Aqui, quem tem mais paga menos impostos do que quem tem menos).


Mas, aos poucos, a máscara vai sendo derrubada e vamos colocando os pés no chão, pois, quem acha que brasileiro gosta de carnaval, ou está de brincadeira, ou está levando alguma vantagem.

Só pão e circo todo ano?

Acredito que, com a ação da população nas redes sociais, o brasileiro parece despertar para uma nova consciência cidadã e madura, deixando de lado as brincadeiras de criança e encarando nossa responsabilidade de mudar. Um pouco mais de inteligência na hora de votar e discerniremos o que realmente é importante para nosso país.

Queremos, sim, laser e diversão, mas, também, e principalmente, queremos melhores serviços de saúde, educação, moradia, saneamento básico  e segurança. Se sobrar ainda um pouco mais de ponderação, mais qualidade no entretenimento, na música, nas artes, na contemplação.

Aos poucos a gente vai despertando, levantando, colocando os pés nos chão, olhando ao nosso redor, enxergando o tempo, vendo nossas famílias, nossos valores e reconhecendo aquilo que é importante e deixando de lado aquilo que é fútil, transitório e dispensável.

Ainda dá tempo de "todos os brasileiros" desfrutarem das riquezas e das alegrias desta grande nação.


Seja feliz Brasil! É só querer.

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