quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Alegria de Um Carnaval Deficitário. A Tristeza de Uma Educação Carente.

O vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, anunciou nesta quarta-feira, 22, um prejuízo parcial de R$ 8 milhões com a organização do Carnaval 2012. Mas a conta é imprecisa porque trabalha com uma despesa de R$ 30 milhões que se repete há três anos, estimada por estudo feito em 2009, e com uma receita de R$ 22 milhões, que não incluiu os ganhos decorrentes da arrecadação do Imposto Sobre Serviço (ISS) cobrado de bares, restaurantes, hotéis, blocos e camarotes.

A imprecisão se revela pelo próprio prefeito João Henrique. No último dia 14, matéria publicada no site oficial do Carnaval registra: “O prefeito reconheceu que o valor ainda é muito pouco, face à despesa com a realização da festa, três vezes maior que o valor da atual arrecadação”.

Carnaval – Prejuízo parcial, R$ 8.000,00 (oito milhões de reais)


O prefeito João Henrique e sua mais nova namorada,
preocupado com a população baiana.

A rede municipal de ensino inicia o ano letivo nesta quinta-feira (23), mas com problemas estruturais. Das 426 escolas de Salvador, 69 estão em reforma até abril, 138 vão começar o serviço nos próximos dias e 61 iniciam fase de licitação para reforma em março. Ou seja, cerca de 62% dos colégios municipais não estão prontos para começar as aulas.

O secretário de Educação de Salvador, João Carlos Bacelar, reconhece que o problema. "A situação vai ficar mais complicada em março, quando mais escolas entram em reforma. Mas estamos recuperando e vamos recuperar todas as escolas. Não foi resolvido antes por falta de projeto e problema no processo de licitação. Também vamos alugar dez novos prédios, fazer rodízio e remanejar os alunos (para outras unidades)", disse o secretário em entrevista a uma emissora de televisão.

Educação – Falta de projeto e problemas com a licitação. Prazo para conclusão: dois (2) anos.

Fonte: Jornal Atarde Online - 22/02/2012 às 23:53

Certamente que os defensores da festa irão aparecer. Aqueles mesmos, que não dependem dos serviços públicos para viver e, certamente, se beneficiam dela de alguma forma, seja cantando, alugando trios, vendendo quartos, obtendo salários. São esses que desfrutam da festa além dos dias da festa.

São eles que não sabem o que é passar fome, dor, frio e angustia, pois, no lado do carnaval em que eles estão, a fome não existe, existe caviar; péssima educação não existe, existe colégio particular; seca no sertão não existe, existe férias na europa; insegurança não existe, existe condomínio fechado e carro blindado...

“O mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
O, o, o, o...
De um lado esse carnaval
De outro a fome total
O, o, o, o...”
(Paralamas do Sucesso)

Moral da história: enquanto os barões do carnaval passam com o lucro da festa, a população baiana fica aguardando o metrô.

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