terça-feira, 23 de agosto de 2011

Preservando a Identidade da Igreja


Subsídio Lição nº 9 – Jovens e Adultos – 3º Tri 2011 – CPAD
Texto Áureo: 2 Co. 11:3
Leitura bíblica: At. 20:25-32

Identidade é o conjunto de traços individuais que alguém ou alguma coisa traz, através dos quais, se faz perceber por outros. A igreja do Senhor Jesus possui um conjunto de valores pelos quais os que a integram podem ser reconhecidos no tecido social. É este conjunto de valores que os diferenciam em relação aos que não professam a fé em Jesus.

Sendo assim, precisamos ponderar sobre a identidade da igreja que precisamos preservar, e como preservar esta identidade.

A melhor maneira de conhecermos os traços identificadores da igreja do Senhor é tomando ciência de como Jesus Cristo a identifica. No sermão da montanha (Mt. 5) temos a relação dos traços que devem acompanhar os que seguem a Cristo numa igreja local ou universal.

Traço de Identificação: “Pobres de espírito” (v.3) – O espírito mencionado aqui, não é o Espírito Santo, e sim, o espírito humano que deve sentir-se carente e dependente de Deus (Sl. 63:1).

Como Preservar: Reconhecendo diariamente nossos embaraços e pecados que nos tentam em todo o tempo a afastarmo-nos de Deus.

Traço de Identificação: “Os que choram” (v.4) – A alma humana com o vazio que somente Deus preenche, força-nos a chorar, principalmente quando tocados por Deus, através de sua Palavra. Isto é coração quebrantado. Fala de sensibilidade. (Sl. 51:17);

Como Preservar: Trata-se de um completo domínio do Espírito Santo sobre nossa vida, tornando-nos sensíveis à Deus. Isto faz com que o cristão se identifique com os sentimentos divinos em relação a ele mesmo, aos outros e a degradação de sua criação pela ação nefasta dos homens iníquos. Só é preservado através de uma comunhão íntima com Deus, que só se consegue com oração contínua e sincera, e a leitura e meditação em sua Palavra.

Traço de Identificação: “Os Mansos” (v.5) – A mansidão dá ao seu possuidor a visão correta da situação. O cristão é manso por sua nova natureza, apesar de seu temperamento, seja ele qual for (Tt. 3:2).

Como Preservar: Submetendo tudo que valorizamos ao senhorio de Cristo. Logo, não haverá qualquer razão para perdermos o controle de nossa razão, praticando atos que agridem a mansidão que deve ser característico de todo seguidor de Cristo.

Traço de Identificação: “Famintos e sedentos por justiça” (v.6) – O cristão não se contenta com a injustiça. Traz em si, a repulsa automática a todo e qualquer tipo de ato injusto (1 Co. 13:6).

Como Preservar: Mantendo como parâmetro a Bíblia Sagrada, o cristão identifica claramente todas as formas de injustiça. Leitura e meditação na Bíblia.

Traço de Identificação: “Misericordiosos” (v.7) – A misericórdia é o ato de se colocar no lugar do outro e sentir as suas misérias e dores (Mt. 12:7).

Como Preservar: Lembrando constantemente que o outro, para o outro, somos nós mesmos. Nós temos nossas misérias, e nos sentimos bem quando somos auxiliados pelos misericordiosos (Lc. 6:31). Este princípio é o mesmo que rege o perdão. Se perdoarmos os outros, seremos perdoados por Deus.

Traço de Identificação: “Limpos de coração” (v.8) – Um coração limpo pela ação da Palavra de Deus, pelo processo da santificação, que retira todo o mal, fazendo-o viver e sentir a pureza divina em nós. Traço difícil, pois, nossos corações vivenciam a realidade do pecado original na natureza humana (Rm. 7:19).

Como Preservar: É preciso luta diária contra nossa velha natureza que insiste em ditar desejos e sentimentos impuros em nós. Daí, se torna imperioso a identificação dos sentimentos e desejos ruins, resistindo a eles em todo o tempo (Tg. 4:7; Ef. 6:16).

Traço de Identificação: “Pacificadores” (v.9) – A imposição de uma paz pela guerra é o caminho dos insanos. O cristianismo nos apresenta um caminho melhor. O caminho do amor que nos faz reconhecer a paz como um valor inegociável. E esta paz pode ser alcançada pelo exercício do bem em contraposição ao mal.

Como Preservar: Para uma boa briga é preciso dois. Determine-se a não um deles (Rm. 12:18).

Traço de Identificação: “Perseguidos por serem justos” (v.10) – Num mundo onde o comum é se buscar o próprio interesse, agir de forma justa, pensando também no outro, certamente causará problemas e perseguições.

Como Preservar: Tendo consciência de direitos e deveres, assim como, do dever de ser autêntico representante de Deus, nossas convicções espirituais nos impedem de praticar qualquer ato de injustiça. Porém, não se trata de uma manifestação mística ou sobrenatural, e sim, dos atos praticados pelo servo de Deus, frutos de sua vontade (Is. 56:11; 1 Co. 13:5).

Traço de Identificação: “Perseguidos por causa do nome de Jesus” (v.11) – O simples fato de decidir servir a Cristo e tê-lo como salvador pessoal, atrai a inveja e ira dos que odeiam a Deus (Jo. 15:19).

Como Preservar: A conversão não é um mito. É um fato alcançável através um ato voluntário de amor à Deus, com o reconhecimento do plano eficaz da salvação protagonizada por Cristo na cruz do calvário. Só há uma forma de preservação: Conversão real (Ez. 33:11).

Conclusão

Muitos outros traços estão expostos nas palavras de Cristo em Mateus, capítulo 5. Porém, vamos nos ater aos pontos mencionados acima.

O que aprendemos quando se trata da identidade da igreja do Senhor Jesus, é que estes traços não se confundem. É por esta razão que um cristão pode e deve ser identificável na sociedade. Isto vale para a igreja, enquanto comunidade local ou denominação e, principalmente, seus líderes. Afinal, ser fariseu é fácil. Basta no domingo ser uma pessoa diferente.

No texto, Jesus reforça esta idéia quando destaca os cristãos como sendo a “luz do mundo” e o “sal da terra”. São inconfundíveis como sal e terra, luz e trevas.

A verdade que a Bíblia nos revela é uma só: “É fácil decidir-se por Cristo, mas ser cristão é extremamente difícil”. Porém, possível. Entre tantos que se dizem cristãos, há os que verdadeiramente conseguem preservar o caráter de Cristo, através de uma vida de intensa submissão à Deus e sua Palavra. Repito. Não é fácil, mas, possível. Em Deus faremos proezas.

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