terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Eficácia do Testemunho Cristão



Lição 6 – Jovens e Adultos – 3º Tri 2011 – CPAD
Texto Áureo: At. 1:8
Leitura Bíblica em Classe: Mt. 5:13-16; Rm. 12:1,2

Quando se deseja vender algo, é preciso mostrá-lo para interessados. No mundo dos negócios há muito produto que tem uma boa propaganda, mas, é um produto ruim. No entanto, apesar de ruim, a propaganda o faz um excelente negócio (pelo menos para quem vende).

No que diz respeito ao Reino de Deus, os produtos oferecidos (salvação, graça, alegria, paz, etc.) são de excelentes qualidades. Não há em nenhum outro lugar a possibilidade de achá-los. Por esta razão, sem querer desvalorizar as bênçãos do Senhor comparando-as aos produtos oferecidos no ambiente de mercado secular, “a propaganda é a alma do negócio”.

Imagine agora você com um excelente produto, mas, ninguém sabe que ele existe. Logo, ninguém o comprará. Vamos lembrar um texto bíblico que trata sobre isto. Paulo aos Romanos 10 v.14: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?

Observemos, então, como é importante a divulgação daquilo que temos em mãos e que será de grande utilidade para as pessoas. O evangelho são as “boas novas de salvação para toda a humanidade”. Sendo assim, as pessoas precisam saber dessas boas novas. At. 1:8 - “(...) e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até os confins da terra”.

O ato de ouvir, obviamente, exige que alguém fale. O ato de ver, outra vez, obviamente, exige que alguém demonstre. O proclamar o evangelho é o nosso testemunho cristão, e ele se divide nestas duas formas eficazes, falando e vivendo as verdades deste evangelho.

1. O Testemunho Cristão Como Sendo o “Comportamento Cristão”  (Sal da terra).

Quando Cristo, metaforicamente, diz que nós somos o sal da terra, enfatiza a necessidade de nosso comportamento no tecido social, ser fator agradável à Deus. Enquanto os ímpios vivem alheios a vontade de Deus, nós o honramos com um comportamento que valoriza os preceitos bíblicos, lançando sobre Ele, as glórias advindas da forma como nos relacionamos com o mundo e, especialmente, com as pessoas.

O “sal da terra” simboliza o comportamento do filho de Deus combatendo contra a corrupção em todas as suas esferas. Seja a corrupção moral ou espiritual, o cristão será intransigente na manutenção do bom caráter entre seus pares. Por esta razão, é fundamental que, antes de desejar falar de Cristo, é preciso viver a vida de Cristo.

Há um ditado que diz: “Não consigo te ouvir, pois, as tuas obras falam mais alto que a tua voz”. Quando tratamos do testemunho cristão é necessário estarmos atentos ao nosso comportamento, afinal, o evangelho de Cristo fala em transformação. 2 Co. 5:17“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

Imagine alguém que se diz convertido, anunciar uma nova vida em Cristo e, ao mesmo tempo, continuar na prática de pecados que a Bíblia condena, e as pessoas, indistintamente, sabem que é contrário ao padrão de Deus? Não falamos aqui dos pecados inventados pelos homens (quebra de costumes ou tradições, culturas, etc.), mas, sim, daqueles que a Bíblia é clara em afirmar que não entrarão no Reino de Deus quem tais pecados praticam ou concordam (Rm. 1:32; Ap. 22:15). Por exemplo: adultério, prostituição, mentira, homossexualismo, homicídios, idolatria, feitiçaria, etc.

Esta é a verdadeira hipocrisia e farisaísmo: “Convoco as pessoas à uma vida piedosa e vivo na impiedade, mostro-lhes a luz divina e minhas obras só encontram liberdade nas trevas, conclamo-os ao arrependimento e vivo no pecado contumaz, ofereço-lhes o perdão de Deus e levo meu irmão aos tribunais, enfim, anuncio a salvação e vivo perdido”. At. 14:15“E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles”.

O caráter da pregação do evangelho implica em, pelo menos, esforçarmo-nos em cumprir aquilo que pregamos. Não sendo assim, Cristo identifica os obreiros fraudulentos e conclama-os a “tirarem o arqueiro que está no olho para, então, tirar o cisco que está no olho do irmão” (Mt. 7:4,5). Ele ainda reforça a recomendação de, ao chegarmos no altar, lembrarmos que nosso irmão tem alguma coisa contra nós, devemos interromper nossa adoração, procurar nosso irmão, e se reconciliar primeiro com ele. Depois, retornaremos e ofereceremos nossa oferta (Mt. 5:24). 1 Tm. 3:7Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo”.

Estando em Cristo, a nova vida manifestará as virtudes de um caráter moldado pela Palavra de Deus. Isto implica em contrariar nossa velha natureza que deseja satisfação, domínio e subserviência aos prazeres e desejos carnais. Em Cristo, abandonamos as vaidades de nossos sentidos, para que, legitimamente, anunciemos a necessidade de arrependimento e conversão ao Deus vivo. 3 Jo. 1:3-6 - “Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade. Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade. Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, e para com os estranhos, Que em presença da igreja testificaram do teu amor; aos quais, se conduzires como é digno para com Deus, bem farás”.

2. O Testemunho Cristão Como Sendo o “Proclamar o Evangelho” (Luz do mundo).

Em meio as trevas espirituais que dominam a humanidade, nossa vida se torna uma luz, como farol, que chama a atenção dos viajantes e aponta-lhes o caminho à seguir: Cristo Jesus, Nossa salvação.

Este é o objetivo do cristão ao atentar para o desejo do Senhor: “Sermos suas testemunhas em todas as partes do mundo” (At. 1:8). Quando não houver solução para um problema, quando não houver alternativa para o condenado, quando todas as portas estiverem fechadas, eis que surge a boa notícia: Ainda há esperança, pois, há uma luz. Eis o nosso papel: iluminar os pecadores para que recebam o evangelho de Cristo (Jo. 1:5). “Se alguém falar, fale as Palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém (1 Pe. 4:11) .

O manifestar, através das palavras, o que recebeu do Senhor, deve ser um ato espontâneo, fruto de um coração agradecido pela tão grande salvação alcançada. Este é o aspecto mais relevante na proclamação do evangelho. Ao contrário do que alguns pensam, não se trata de decorar versículos bíblicos, mas, ter o registro, no coração de carne, das Palavras de Deus que fizeram a diferença em sua própria vida.

Num ambiente onde a técnica humana prospera, inclusive, levando obreiros a desenvolverem unicamente sua habilidade natural para exposição da Palavra de Deus, há escassez de fervor espiritual genuíno. Esquecendo-se da natureza do testemunho cristão como exposto acima, muitos se esmeram na técnica de manipulação e persuasão e deixam de lado o sentimento que se extrai de um coração contrito e quebrantado pelo Senhor. Daí, pregações cheias de faça isso, faça aquilo, e vazias da vida abundante em Cristo e da gratidão pela graça recebida.

Ninguém testemunhará verbalmente com sinceridade se não tiver encontrado e abraçado genuinamente a fé em Jesus. É isto que dará ânimo ao fiel para manifestar à outros a bênção recebida de Deus. Testemunhar, portanto, tem a ver com a transformação experimentada. At. 4:20 – “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido”.

A pregação do evangelho não consiste no desenvolvimento de técnicas humanas adquiridas em escolas ou faculdades, que darão a pessoa as palavras a serem utilizadas e as formas de expressão que melhor serão recebidas pelo público. As técnicas que facilitam a exposição da Palavra de Deus é, sempre, bem vinda, contanto que não sejam manipuladoras e indutoras psicológicas.

Quando o obreiro apenas se utiliza de tais técnicas, sem o embasamento do que é dito e ensinado na Palavra de Deus, sua mensagem é enfadonha, repetitiva e inóqua quanto a eficácia. Movimentam o ambiente, mas, não produz vidas transformadas.

A proclamação do evangelho eficaz é aquela que parte de corações transformados e comprometidos com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra. Esta era a única maneira que, tempos atrás, os obreiros, mesmo carentes de melhor capacitação técnica, sabiam pregar o evangelho. Com simplicidade apenas repetiam insistentemente que Jesus salva, cura, liberta e leva para o céu. Era a mensagem suficientemente capaz de transformar incontáveis vidas.

Hoje, o maior desafio para os pregadores do evangelho e, essencialmente, para todo cristão, é fazer uma viagem de retorno às bases. Minimizando as técnicas, realçando o testemunho e enfatizando a mensagem transformadora do evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 2 Tm. 2:15“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

3. Conclusão

O testemunho cristão eficiente consiste na demonstração ao pecador, com sua própria vida e voz, que ainda há esperança para o perdido. Isto significa que o testemunho será das obras realizadas por Deus na vida de quem testifica, comprovando, desta forma, a eficácia do evangelho de Jesus Cristo. “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” ( 1 Co. 11:1).

O mundo não encontrará justificativas para rejeitar esta tão grande Salvação se a proclamarmos com nossa voz e nossa vida. Uma vida comprometida com o Senhor com uma alma apegada a alma do Senhor, será instrumento adequado para proclamação do evangelho.

Ninguém será obrigado por outrem a proclamar este evangelho. Mas, aqueles que receberam de Deus a graça salvadora, se obrigará, voluntariamente e graciosamente, a anunciar ao mundo a grande obra realizada pelo Senhor: “o sacrifício por nós e por eles”.

“Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido”.

Sl. 126“Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes. Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres. Traze-nos outra vez, ó SENHOR, do cativeiro, como as correntes das águas no sul. Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”.

Jesus não nos dá o mapa do caminho. Ele apenas diz: “Me siga, e eu lhes mostrarei o caminho que deves seguir” (Pr. Josué Castanhã). Façamos o mesmo. Amém.

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