segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Beleza do Serviço Cristão


Subsídio - Lição 7 – Jovens e Adultos – 3º Tri 2011 – CPAD
Texto Áureo: Jo. 13:14
Leitura Bíblica: Jo. 13:12-17; At. 2:42-47

I. Relatos de uma história fictícia

Momentos antes de sua primeira vinda à terra para cumprir sua missão de resgatar o homem, Jesus recebe o arcanjo Miguel com uma sacola.
- Senhor, soube que estás indo à terra. Sabes que lá é um lugar que se tornou muito difícil viver, pelas circunstâncias advindas dos pecados cometidos pelos homens. Por isto, preparei um kit para sua viagem.
- Oh! meu caro, agradeço pela sua preocupação, mas, não irei precisar de nada. Estarei bem - Informou-lhe Jesus.
- Mas, Senhor, olhe, são coisas que eles nem mesmo sabe que existirá. Tenho aqui um celular com os mais celestes recursos. Jamais falhará em sua comunicação com quem quer que seja. Será de extrema utilidade para o Senhor. Insiste Miguel.
- Não, Miguel, não precisarei dele - replica-lhe Jesus.
Miguel, ignorando as palavras de Cristo, prossegue.
- Senhor, tenho aqui um veículo blindado. Dizem que na Terra a violência está demais. Certamente o Senhor poderá descer e subir sem nenhum arranhão.
- Miguel, o que tenho para fazer na Terra, não me permitirá que meu corpo saia imune.
- Não, Senhor. Olhe, então aceite um seguro total. Pelo menos, o Senhor estará coberto em tudo que pretendes fazer.
Cristo, enfim, tentando aquietar o arcanjo Miguel e deixá-lo com a sensação de tê-lo ajudado, lhe diz:
- Miguel, deixe-me olhar tua sacola e verei se tens algo que possa utilizar.
Vasculhando minuciosamente a sacola do arcanjo, após descartar celular, carro blindado, seguro total e outras coisas mais, o Senhor retira uma toalha e diz:
- Achei! Pronto Miguel. Já tenho algo que vou precisar em minha viagem à Terra.

(Relatado pelo Pr. Josué Campanhã - SEPAL, num Seminário Para Líderes).

Jo. 13:3-5Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado em suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”.

·                     Todo cristão, antes de desejar assentar-se à mesa, deveria buscar a toalha.

II. O Exemplo e Ensino de Cristo

Jo. 13:12-17“Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes”.

Cristo enfatiza o fato de, sendo Mestre e devendo ser servido pelos seus discípulos, é Ele quem dará o exemplo para que todos, olhando para Ele, saiba como fazê-lo. Aprendemos, então, que na ótica divina, o maior serve o menor. Belo aprendizado para os líderes atuais.

Quão maravilhoso é sentir a sensação de dever cumprido. Melhor ainda é quando este dever deixa de ser o cumprimento de uma obrigação e passa a ser expressão de um coração servil. Cristo deixou seu exemplo para nós. Se realmente temos aprendido dEle, façamos o mesmo uns com os outros.

·                     O mandado de Cristo é este: Façam do mesmo jeito que eu fiz.

III. Parábola do Bom Samaritano

Lc. 10:29-35“Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?”

Em nossa trajetória convivemos com inúmeras pessoas que vão e vem na luta pela sobrevivência e na busca pela felicidade. Muitas delas, além de conviver conosco no trabalho, na escola, no bairro, encontram-se com Cristo e passam a conviver, também, na casa do Senhor. Na rede cristã, pretendida por Cristo, todos devem ser ajudados por todos, e como resultado, ninguém deixará de ajudar e ser ajudado.

Apesar disto, é impossível ou, pelo menos difícil, um cristão brasileiro ajudar efetiva e diretamente uma pessoa na China. Diante disto, temos a necessidade de conhecer àqueles que podem ser alvo de nossa mão estendida. Na parábola do bom samaritano aprendemos a identificar nosso próximo, afinal, como vamos ajudá-lo se não conseguirmos identicá-lo?

·                     “Meu próximo é aquele que faz alguma coisa por mim”, ou: “Meu próximo é aquele por quem faço alguma coisa”.

IV. Exemplo de Serviço Cristão.

Certo cristão, superintendente de Escola Bíblica, num domingo pela manhã, ao se dirigir para cumprir com as responsabilidades do cargo que ocupava, se depara no trânsito com uma situação de desespero. Um pai e uma mãe trazendo em seus braços sua pequena filha em convulsão. No desespero, ele clama pedindo socorro. O cristão, sem pestanejar, pára seu veículo e interrompe sua ida a Escola Bíblica para prestar-lhe socorro. Embarca pai, mãe e sua pequena filhinha e, ao mesmo tempo que orava, agilizava o deslocamento para o posto médico mais próximo. Ao custo do tempo dispêndido, consegue seu intento, permitindo que a pequena criança consiga ser atendida por um médico. Certificado de que todos ficaram bem, após o pronto atendimento, o cristão dá-lhes dinheiro para custear o taxi no retorno para sua residência e parte para cumprir com sua tarefa na EBD. Chega extremamente atrasado, mas, com o dever cumprido.

Como este cristão, muitos ainda hoje prosseguem na sua devoção de servir a Deus com a fé, as palavras e boas obras.

·                     Os bons exemplos existem. Vamos enxergá-los. Vamos copiá-los.

V. O Servir Como Testemunho de Fé em Deus

Tg. 2:15-18“E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

VI. Servir ao Próximo é Amor Evidente

1 Jo. 3:16-18“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade”.

A eficácia do cristianismo está na manifestação do amor de Deus através das obras dos cristãos. São elas que falarão mais alto aos ouvidos e corações dos homens, demonstrando sua supremacia e valor. Quando abrimos mão disto, nosso cristianismo deixa de ser singular e passa a ser apenas mais uma filosofia humana inóqua. É como sal insípido, para nada presta, senão, para ser pisado pelos homens.

·          Conhecer a Deus e não servir ao próximo é como experimentar seu amor e retê-lo. Porém, quem assim faz, se esvaziará e se tornará terra sedenta. O Amor de Deus é assim: quem mais dá, mais o têm.

Conclusão

O evangelho do Senhor Jesus atua no corpo, na alma e no espírito humano, realizando uma transformação completa. Numa sociedade egoísta e hedonista, o cristianismo exige um olhar em direção ao próximo. Ele nos obriga a um esforço, intransferível, de enxergar todas as necessidades do outro, e vendo-as, notarmos onde nossas possibilidades pode ajudá-lo.

Há um ditado que diz: “ninguém é tão pobre que não possa ajudar, da mesma forma que, ninguém é tão rico que não precise de ajuda”. Esta consciência é importante para que nós, especialmente os cristãos, encontremos razão para sermos cheios do Espírito Santo e aptos para atuarmos como representantes de Deus na Terra.

A beleza do serviço Cristão é esta: Olhar o outro, lhe estender a mão, e ficar feliz por ver suas necessidades atendidas. Isto se realizará, não como resultado da busca pela recompensa do Senhor, mas, pelo simples fato do amor de Deus, verdadeiramente, encher nossos corações.

Que Assim seja.

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