terça-feira, 23 de agosto de 2011

Até Que Ponto Chega a Loucura Dessa Gente


Vejam a notícia abaixo.

“Alguém trocaria 16 hospitais por um estádio de futebol?

Os 39 vereadores que aprovaram o incentivo fiscal ao Itaquerão argumentam que “toda a Zona Leste vai ganhar com a obra”
Por Branca Nunes


Embora céticos, os moradores de Itaquera - (...) - tentam acreditar que o poder público não vai desperdiçar mais essa oportunidade de investir numa área da periferia da cidade. Poderiam ser 400 unidades de educação infantil, 100 escolas técnicas, mais de 40 quilômetros de corredores de ônibus, 16 hospitais bem equipados, 1.400 pistas profissionais de atletismo, 820 aparelhos de Raio X de última geração, ou 10.500 casas populares. Será um estádio de futebol.
Depois de passarem meses garantindo que não haveria um centavo de dinheiro público em estádios para a Copa do Mundo de 2014, foi essa a decisão do prefeito e do governador de São Paulo. Juntos, resolveram brindar a Odebrecht e o Corinthians [um dos times de futebol de São Paulo] com 510 milhões de reais. Como o custo total da obra é estimado em 890 milhões de reais, cada uma das 68 mil cadeiras do Itaquerão (como é conhecido o estádio) custará 13.088,23 reais”.

São Paulo é o (péssimo) exemplo de Brasil na Copa de 2014.

Esse é o mundo louco em que estamos metidos. O povo brasileiro reclama melhoria nos diversos serviços públicos, porém, esbarra sempre na desculpa dos políticos da falta de verba, de que para despesa é preciso ter de onde tirar receita, face a lei de responsabilidade fiscal. No entanto, para esta orgia nababesca insana, não há qualquer problema na viabilização destes vultosos empreendimentos que, considerando custo/benefício, não se justifica.

Mas é assim. Eles se divertem à custa da população, e a maioria da população, que depende dos serviços públicos, continuará sofrendo com a falta de hospitais devidamente equipados, péssima segurança pública, apagões no sistema elétrico, falta de saneamento básico, falta de água encanada, transporte público precário, etc. A lista é grande.

Nós, povo brasileiro, continuamos o mesmo. E como se dizia num programa humorístico antigo, “brasileiro é tão bonzinho...”.

Pense nisto nas próximas eleições e, por favor, não vote nos mesmos.

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