terça-feira, 19 de março de 2013

Grandes Organizações, Milhões de Cristãos e Líderes Omissos.

O povo cristão demonstra, mais uma vez, que apesar do crescimento numérico, vivem isolados uns dos outros. São irmãos, mas, não são tão irmãos assim. Não se unem nem mesmo quando são atacados. Apesar de ocupar um espaço considerável na sociedade brasileira, não levanta a voz como deveria, a fim de impor respeito aos seus pensamentos e ao direito que tem de defendê-los e preservá-los.

Pois, é. Preferem brigar entre si.

A imposição de uma secularização que não leva em conta ser, a sociedade brasileira, cristã, é fruto do pensamento esquizofrênico de grupos encastelados em instituições públicas, na mídia e na política, que não encontra resistência dos grupos cristãos organizados. A propaganda do mal travestido de bem não encontra o protesto veemente daquelas organizações que usam o nome de Deus (o Supremo bem) como álibi de credibilidade. A corrupção que agrava os problemas sociais no país e afetam diretamente os membros das denominações evangélicas, não recebe o devido protesto do clero cristão. Quando rompem o silêncio, são raras exceções individuais e, também, separadas e pontuais.

Os responsáveis pelas várias facções entre os cristãos são seus respectivos líderes. Inúmeros deles que se sentem confortáveis em suas preleções semanais, proferidas no templo, mas, que temem pôr à vista dos que passam na rua. Vivem acomodados com o vai e vem – casa/igreja, igreja/casa – e esquecem-se do papel cristão de “ser sal da terra e luz do mundo” (Mt. 5:13,14). Mesmo quando leem “Não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” (Rm. 12:2), não sentem o impulso do Espírito Santo empurrando-os para fora do templo. Vivem apenas uma retórica escravizada pelas prebendas, cochilam imobilizados pela preguiça e se apavoram pela covardia.

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...

(Símbolo de resistência ao nazismo - Pr. Martin Niemöller – Luterano – 1933).

Vivemos atualmente uma ostensiva perseguição religiosa contra os cristãos no Brasil, e o que fazem os líderes das várias organizações cristãs? Nada. Ou melhor. Somem atrás de suas escrivaninhas, confortavelmente acomodados em suas poltronas de luxo, embevecidos pelos cargos pomposos. E onde estão os cantores cristãos, aqueles que fazem sucesso na tv e arrastam multidões em seus shows? O que fazem ou falam a cerca de tudo isto? São apenas artistas de um espetáculo gospel a serviço do entretenimento ou são soldados de Cristo envolvidos numa batalha espiritual?

As organizações eclesiásticas Batistas, Assembleanas, Presbiterianas e tantas outras, assim como, os cantores cristãos expoentes, assistem os problemas enfrentados pela psicóloga Marisa Lobo, pelo blogueiro cristão Júlio Severo, pelo Pr. Silas Malafaia e, agora também, pelo Pr. Marcos Feliciano e devem achar que não tem nada a ver com isso. Não conseguem compreender que estes imperfeitos servos de Deus estão na frente da batalha, expostos.

A maioria dos líderes cristãos agem como Davi dando ordens aos seus generais que abandonem Urias a sua própria sorte. Davi sabia que Urias, sozinho, enfrentando inimigos tão poderosos, morreria (2 Sm 11). Mas, não se esqueçam. Deus vê, e o resultado a ser colhido com essa atitude será decepção e dor. Entretanto, percebam, a alegria dos inimigos não será desfrutada na morte de Urias, e sim, na agonia que atingirá em cheio os habitantes dos palácios.

Os expoentes de barbaridades como aborto, PLC 122 (lei do privilégio gay), liberalização das drogas, controle da mídia independente e socialismo restritivo sabem que a sociedade brasileira, com sua população de maioria cristã, rejeitaria qualquer projeto nessas direções (observem como eles resistem a ideia de plebiscito sobre estes assuntos). E o que estão determinados a fazer? Alterar as leis a revelia da própria sociedade. Em termos de sistema de governo, preferem um Brasil-cubano invés de um Brasil-norte-americano. E se alguém quiser saber, a motivação deles é "malignidade".

“Um dia eles virão, saquearão nossas casas, violentarão nossos filhos e nos matarão. Qual terá sido nosso crime? Ser Cristão.”

É o momento das organizações cristãs deixarem as diferenças de costumes e teológicas de lado, unindo-se com o objetivo comum de defender a religião, a família, a liberdade de expressão, a democracia e, acima de tudo, defender a vida. É hora do segmento evangélico/cristão esquecer as placas denominacionais e, respeitando-se, fincarem fileira à sombra do Cristo Salvador, resistindo a tentativa de jogar na sarjeta a vida humana e os valores morais que dignificam a humanidade.

Ensinemos ao nosso povo os valores que devem nortear nossas escolhas na hora de votar e, enquanto organização, manifestemos nossa posição. Acordemos, enquanto podem ouvir a nossa voz e respeitar o nosso voto, pois o que os cristofóbicos desejam, não é apenas secularizar a sociedade, é emudecer o cristianismo e seu Cristo, impedindo as pessoas de ouvirem sua mensagem de esperança e salvação.

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